domingo, 29 de abril de 2012

Dia Mundial da Dança

Hoje é o Dia Mundial da Dança. Não fosse eu estar intimamente ligado à dança, e este bem podia ser o dia Mundial dos homens que não conseguem levantar o pau, I couldn't care less. Mas a dança foi para mim como perder a virgindade, depois de começar, já não se consegue parar.
Comecei o percurso influenciado por programas de televisão como So you think you can dance e filmes sobre dança e achei que, apesar dos meus dois pés esquerdos, nada como tentar.
Dirigi-me a uma escola de dança, escolhida aleatoreamente via internet, e inscrevi-me em Hip Hop e Contemporâneo. Avisei os professores que a única dança que tinha feito parte da minha vida era a Macarena. Eles disseram que não havia problema: e depois viram-me dançar.
A visão de um camião tir a tentar ondular ao som da música não lhes saía da cabeça e apesar da insistência cega deles para que eu continuasse, era claro como a água que o único movimento em que era bom era o movimento de uma árvore num dia de sol sem qualquer brisa.
Aos poucos, fui fazendo coisas que nunca tinha conseguido fazer; a minha flexibilidade de 30º foi aumentando para proezas que antes me pareciam impensáveis; o meu cu foi ganhando contornos; o meu pneu da barriga desapareceu. Aos poucos fui acumulando outras modalidades de dança e aos poucos fui passando mais horas a dançar e menos horas em frente à televisão a coçar no cu. Aos poucos fui cagando para o que as outras pessoas podiam pensar dos meus fluidos passos a simular elefantes em época migratória e aos poucos fui dançando.
Se conseguia viver neste momento sem dança na minha vida? Não. Sem dança, sem sexo e sem bacalhau à brás, mais vale acabarem já com a minha vida. Para todos os que dançam nos palcos, em salas, na discoteca ou fechados na casa de banho, com 3 anos ou com 90, hoje é só um dia. Quanto aos outros dias, façam muito sexo (ou amor ou rapidinhas) e dancem no tempo que vos sobra. Depois não digam que não avisei.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sexta-feira

Amanhã regressa o sargento-mor cá a casa, portanto estou em modo limpezas não vá estar 1 mm de pó em cima de um móvel que ninguem vê. Dou graças a Deus por não ter organizado nenhuma das minhas célebres orgias cá em casa, que limpar meita ressequida das paredes não deve ser tarefa fácil. 

Como se já não bastasse, as minhas duas amigas mais fodilhonas decidiram vir logo cá a casa exibir as suas mais recentes trocas de fluidos na minha cara, o abstémico. Em troca tenho de lhes fazer um jantar pelo que optei por um rolo de carne. Só espero que não se atirem a ele como fazem com os seus engates que eu não tenho nenhum back-up dish.

Claro está, todos os pormenores sórdidos serão convenientemente registados para que eu possa vir futuramente contar ao mundo as últimas tendências do comportamento sexual Primavera / Verão 2012.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

Sexo de luxo (não é bem o que estão a pensar)


Conhecida por ser uma das marcas mais luxuosas do mundo, a Chanel, lançou recentemente no mercado preservativos. Com a insígnia “keep it classy”, este é bem capaz de ser o preservativo mais caro do planeta: 12 unidades custam 279 dólares (cerca de 196 euros).









Ofereço isto a vós, meus leitores, porque eu cá não sou muito esquisito com o que  eu meto na minha pila. Já cá passaram bocas e genitais de todas as espécies e classes sociais e não ganhei nenhum eczema, portanto não é agora que me vou armar em esquisito com o meu pirilau. 

Além disso, não consigo pensar em "keeping it classy" quando estou a ir a um cu... porque no final de contas, é um cu. Sai merda. Classy, my assy.


Vamos falar de preços:  

- não sei de que material é o preservativo, mas até pode ser de caxemira que mesmo assim, sai mais barato enfiar uma écharpe pelo cu acima.

- a 196 euros à dúzia, é mais económico sustentar o tratamento de uma eventual gonorreia, e sempre temos uma história para contar no refeitório.

- 196 euros à dúzia corresponde a cerca de 400 euros / mês para quem dá uma por dia a não ser que recicle. Isto é mais do que suficiente para pagar uma pensão de alimentos caso venha a ser necessário. 

-196 euros paga uma noite num bom quarto de hotel. E uma vez instalados, podem-me foder a noite toda com Durex.

- 196 euros paga uma viagem de avião de duração suficiente para dar doze fodas na casa de banho. E ao menos sempre estão literalmente nos céus.

Finalmente, não posso pagar 196 euros por doze fodas, porque ao meu ritmo, o saldo acabava em três dias. E se tivesse 196 euros pagava a um prostituto de grande calibre para vir cá dar um saltinho, que eu cá não tenho escrúpulos.
E claro, para quem me conhece a tamanha beleza, sabe que eu não preciso de pagar para foder. Devia era cobrar para moderar a procura desmedida.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sardinhas de Lisboa

Fiquei desolado quando soube que já tinha terminado o tempo de candidatura para o desenho da sardinha das Festas de Lisboa. Eu que me esmerei a desenhar a verdadeira sardinha de Lisboa. Lá se vão 2500 euros.

domingo, 22 de abril de 2012

Titanic Drowns Again

Ontem à noite, lá me arrastaram para ver o Titanic a 3D. Não é que eu não quisesse ir, mas não queria dar a ideia de que eu era mais parolo do que pareço.

Há muitos anos atrás quando vi o filme pela primeira vez, fui com um amigo meu e estava apaixonado por uma colega minha de turma. Fiquei na fila da frente e quase ganhei um torcicolo a tentar vislumbrar a mama da Rose.
Desta vez, fui com uma amiga e estou apaixonado por um gajo. Fiquei quase na fila da frente e quase ganhei um torcicolo a tentar vislumbrar a mama da Rose.
Não me arrisco a ver o filme novamente se sair em 4D. Não é que receie mais um torcicolo, mas acho que já vi a mama da Kate Winslet em versões suficientes.

Confesso que não caibo em mim de estupidez por pagar uma micro fortuna por um filme que já vi e que tenho em DVD. E por quase levar uma chapada na cara com a mama da Kate.
Mas tenho de admitir que o filme é mesmo um clássico. Só não me arrancou uma lágrima outra vez porque a gaja ao meu lado estava excitada com a perspectiva de ver as pessoas a cair do barco a entrarem-lhe pelos olhos adentro. Romântica que só ela.

Eu continuo a achar que a puta da Rose podia ter chegado o cu para lá que havia mais que lugar suficiente para caber o Jack, em vez de ele ter que morrer congelado. E uma cena de sexo mais ousada que a palma da mão na janela do carro teria sido bem-vinda. Bastava um cu. De preferência do Jack que já vi a mama da Rose.

Não vou contar aqui o final da história porque provavelmente já não se lembram da primeira vez e quererão ficar novamente surpreendidos com o desfecho. Mas não se preocupem, não acontece nada de grave à mama da Rose.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Apesar do resto, o post é sobre croutons.

Eu gosto muito de sopa. Sopa passada como se fosse para um bebé, melhor ainda que preciso dos dentes para outras coisas. De vez em quando até gosto de croutons na sopa.

Mas odeio croutons que amolecem na sopa porque basicamente a ideia daquilo deveria ser manter-se crocante durante pelo menos 20 segundos. Caso contrário, os croutons são o maior fracasso gastronómico e mais vale atirarmos bocados de papo seco lá p'ra dentro, que vai dar ao mesmo.

Ninguém quer uma picha dura na mão e mole quando está lá dentro. Just saying...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

DrawSomething

Ando mais viciado nisto que em sexo. Em parte porque neste momento não tenho com quem fazê-lo. Por outro lado, porque com isto posso fazê-lo com várias pessoas sem sair do conforto do meu lar.

Basicamente o jogo consiste num Pictionary virtual em que vamos adivinhando as obras de arte dos outros e eles vão tentando decifrar os nossos Picassos.

Claro que o meu jeito para desenhar está ali lado a lado com o meu jeito para bordados. Mas ainda não existe nenhuma aplicação para iphone para esgalhar o pessegueiro. Porque se ganhasse algum recorde seria na arte de bater punhetas. Na arte do desenho, nem por isso. 

Muitas vezes acho que as pessoas simplesmente não compreendem a minha veia artística, mas elas dizem que eu desenho mal. Eu queria ver o Cézarinny a jogar este jogo.

Gostaria de apelar a todos para este jogo adulto não fosse a minha suspeita de estar a jogar com alguns "parceiros" em idade pré-escolar, tendo em conta que para a palavra Popeye, desenharam-me duas latas de "beans"... E eu é que sou o estúpido porque arrisquei "fart".

Deixo-vos aqui com uma das minhas vastas obras primas, que daqui a uns anos valerá milhões:
P.S. É óbvio que é um escorpião...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

MILF

Hoje finalmente tive a ousadia de perguntar que raio significava MILF. Via-o sempre associado ao nome da Madonna e pensei que fosse algum tipo de comentário menos bonito, do género Madonna is like a fart. Mas aparentemente, o que na realidade quer dizer, é Mothers I'd Like to Fuck. Aparentemente as pessoas em questão não têm vergonha que isto venha a ser descoberto.

Não é que seja doentio nem nada do género, mas eu, caso fosse hetero, pessoalmente não estou a ver nenhuma mãe que gostaria de afinfar. Nem a minha.

Temos de compreender que quando apelidamos alguem de MILF estamos a falar de mães em relação a nós, portanto isso significaria que o meu alvo-MILF a saltar para a cueca seria acima dos 50. E eu não me dou bem com rugas. E quando imagino que vou saltar para a cueca de alguém, não quero que me surpreendam com umas sexy Tena Lady.

Claro que isto não inclui a Duquesa de Alba, porque, obviamente, todos querem papar essa GGILF (great grandmothers I'd like to fuck).

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ventos hostis do Leste

A minha empregada hoje cumprimentou-me a olhar de lado. Aquele olhar repreendedor como se eu fosse um mau menino. Daqueles que eu devia fazer todos os dias à minha entidade patronal, mas que não faço porque tenho noção do significado da palavra "despedimento". A ordinária não, que ela é russa. Deve ser da barreira linguística.

A russa anda habituada (mal) ao meu amor que costuma pré-limpar a casa antes dela chegar. Ora eu não perco o meu tempo a limpar a casa para depois pagar a alguém que venha só dar uns retoques finais.

Mas como o meu amor não está cá para mandar nesta chafarica durante três meses, as regras sofreram um ligeiro "twist". Assim, como na semana passada, a mulher disse que como eu era só um havia pouco trabalho para fazer, tornou-se política desta instituição deixar a casa bem badalhoca para quando ela chegar. Agora como deixei-lhe finalmente entretenimento suficiente para abstraí-la do seu telemóvel, a bratislava olha-me de lado.

Puta de merda, vou-lhe atrasar um dia na transferência para ela ver o que é uma noite sem sopa.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Não há charme como o de uma badalhoca

Já todos perceberam que eu gosto de ter uma badalhoca na minha vida para idolatrar. Menos a Mamalhoa que essa é simplesmente vaca e eu nunca tive muito jeito p'rá lavoura. 

Agora estou simplesmente apaixonado pela badalhoca da Lusse / Luce / Luçe / Floriporca / Badalhoca do Cuaralho. Nem é pelas mamas cheias de leite, nem pela voz que já mostrou ao país umas centenas de vezes. É pela merda que sai daquela boca. Como aquela moçoila tem o filtro de um cesto de basketball, sai-lhe com cada coisa bonita por aquela boca fora. E nesses precisos instantes, o meu coração salta um passo e eu percebo que estou apaixonado por mais uma badalhoca. E como o meu coração é grande e há sempre lugar para mais uma, a Duquesa de Alba que se chegue p'ra lá com a sua anca protésica que é para caber a badalhoca da Luce.

Mas o que eu queria mesmo era uma foto autografada das mamas da Luce para emoldurar e por ao lado do quadro do naco de carne a sangrar que está na sala e que o meu amor tanto gosta. Assim bem grande, tipo os cagalhões gigantes as obras de arte da Joana Vasconcelos. Ou então do tamanho da própria Joana.

Obrigado.

sábado, 14 de abril de 2012

Equívocos Culinários

A minha colega acaba de questionar para que é que ela quer a bimby quando tem um namorado? Ou o namorado dela é um bom cozinheiro ou ela acha que a bimby serve para fazer sexo. Por via das dúvidas nunca lhe vou emprestar a minha, que não me apetece ficar com a cozinha cheia de farpas de cona.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Provavelmente o meu único post sobre futebol

Há cerca de dois dias convidaram-me para comer sushi. Eu, amante de qualquer peixe cru que não esteja localizado entre duas pernas, imediatamente aceitei.

Chegado ao local do repasto, rapidamente percebi que tinha sido levado ao engano e já era tarde demais para voltar atrás. Não só estávamos ali para comer peixe com arroz, como o objectivo principal era o de assistir ao jogo Benfica - Sporting na SportTV do restaurante.

Ora, eu não sou grande adepto de futebol mas as minhas amigas putas estavam ali coladas na cadeira a cuspo. Meio atordoado com o facto de elas conseguirem detectar mais depressa um fora de jogo que o velho ao nosso lado, lá consegui perceber o motivo de tanto fervor benfiquista: seu nome era Javi.

Depois de alguns grandes planos, fiquei claramente decepcionado com tamanho alarido que o raio do moço parece-me das barracas. Tivesse eu sabido disto mais cedo e teria dado orgasmos mil às minhas amigas, bastando para isso levá-las a passear à Buraca. Mas eu descobri isto há poucos dias.
Claro que se o moço tivesse caído e mostrado um colhão, o jantar não me teria caído mal. Mas fora isso não lhe acho gracinha nenhuma.

Enfadado como eu estava, que não havia maneira de saltar pirilau à vista, pus-me a observar a moçoila da frente que jogava entretidamente Angry Birds. Tamanho era o meu entusiasmo cada vez que as passarecas da miúda deitavam a barraca abaixo versus a falta de entusiasmo das minhas amigas putas com a merda de jogo que o Benfica fazia (diziam elas). Eu acho que elas simplesmente perderam os calores quando saiu o Javi e entrou o Yannick.

Aqui foi quando eu entrei em alerta que com o Yannick em jogo, havia fortes esperanças de poder vislumbrar a mama da Luce a afogar umas das Ly-lykas em leite. Mas não. Nada naquele jogo fazia vibrar quem quer que seja. E aqui estou em sintonia com os verdadeiros comentadores do jogo daquela noite. Afinal até percebo de futebol.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Onde o Sol não brilha

À minha frente, no elevador, está um homem dos seus 63 ou 64 anos. Pelo modo como coloca os pés no chão percebo que tem varizes. Pelo modo como cruza as mãos uma sobre a outra percebo que está a massajar a artrite e pelo modo como inclina ligeiramente a cabeça também tem um torcicolo.
Pelo modo como olha para mim percebo que é rabeta.

Estamos no edifício da FNAC do Chiado. Eu fui comprar o cd da Madonna. Ele, como trabalha naquela zona passa a vida no elevador da Fnac que sabe estar recheada de paneleiros. Ele diz que aquele elevador é muito prático, mesmo estando encharcada em paneleiros porque no edifício da FNAC não há escadas rolantes. E porque adora ir à Fnac encharcada de panisgas duas a três vezes por dia, não vá haver um novo lançamento de livro às duas da tarde, e às três e às quatro. Eu acho que ele quer levar onde o "Sol" não brilha. Ele diz que vai lá a toda a hora por comodidade.

O senhor recorda o antigamente e a repressão saudável que havia em guardar a paneleiragem no armário onde hoje guarda o lubrificante (sempre com a cabeça de lado). Provavelmente estará a revoltar-se por não ter nascido mais tarde porque sabe que o look da Lady Gaga fica bem a toda a gente. E porque aparentemente adora falar sobre rabetas, que eu estou a ponderar assinar o Sol que aquilo só fala em homossexuais. 

Mas olhando para aquele senhor que ia à minha frente no elevador da FNAC, percebi que era isso que o movia enquanto ostentava as suas maleitas de uma vida reprimida. Ele queria gritar "Ai filha, que sociedade hipócrita, que nenhuma bicha me pega só porque não tenho bons peitos".

terça-feira, 10 de abril de 2012

Tardes bem passadas.

Eu sei que passo a vida a criticar tudo e todos e chateado com a merda dos serviços que alguns prestadores prestam, e há outros dias em que simplesmente estou de mau humor e a precisar de sexo. Pensei seriamente mudar de discurso hoje, só hoje, para agraciar alguma coisa ou homeangear alguém. Hoje não é o dia.

Eu tendencialmente compro os meus produtos no Pingo Doce. Hoje, por mil e uma razões do foro gestão de tempo / proximidade geográfica, fomos ao Continente. Tal como quando vou ao Pingo Doce, levo sempre o meu rol de produtos numa folha de papel para não acabar enchendo o carrinho de forma desenfreada ou deixando-me levar pela promoção 2 em 1 Evax Tanga para uma casa de dois homens e um cão.

Percorridos vários metros de distância estava já de cabeça desnorteada e percebi que não ia conseguir fazer as compras seguindo um percurso intuitivo. É que no Pingo Doce, há uma ordem natural das coisas: os frescos estão com os frescos que por sua vez estão ao lado das carnes frescas e do peixe fresco e assim por diante.

No Continente não que a vida não está para facilidades: assim que se entra tira-se a senha para a Caça ao Tesouro. E eis o que eu, concorrente esperto, descobri depois de andar ali à toa:

- O pão está convenientemente aconchegado pela ala da roupa infantil. É assim: Padaria / Vestuário, tipo frente-a-frente António Lobo Antunes / Luciana Abreu.

- O talho está ao fundo do corredor dos tupperwares e das caixinhas com pot-pourri para enfeitar. Mas só o talho, porque se quiseres charcutaria deverás dirigir-te à outra ponta OPOSTA do hipermercado ao pé da secção vinhos. Para simular os anos áureos em que o homem tinha que caçar para comer e não esta paneleiragem de levar as fatiazinhas embrulhadas em papel vegetal. Rabetas.

- A peixaria está a paredes meias com os tapetes para casa de banho, assim como piaçabas e afins. Foi a associação que a equipa lá arranjou: piaçabas / peixaria. Cada um sabe de si.

- Por fim, o bacalhau que é um Reino por si só, não poderia estar ao pé da peixaria ou de qualquer outra secção de frescos. Está deste modo, numa mesa central à entrada do corredor de velas de cheiro. O que, convenhamos, faz sentido.

Espero muito sinceramente que se divirtam com'ó caralho neste hipermercado porque eu senti-me a puta da Alice.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

All Over Again

E pronto, o senhor que partilha a cama comigo quando eu não adormeço no sofá a ver Glee, está de partida durante mais três meses por motivos profissionais. Não é que seja pessoa de trepar paredes nesse curto espaço de tempo mas sou bem capaz de foder as molas do nosso colchão.

As minhas amigas dizem que fico impossível de aturar e que se fosse mais que três meses já tinha montado o corcunda de Notre-Dame. Exageradas. O Corcunda de Notre-Dame não existe.

Não estou preocupado com a maratona de punhetas que aí vem, que nisso já sou pós-doc. Mas quem é que vai manter a casa minimamente arrumada? A empregada só vem uma vez por semana e não me vou prostituir para pagar mais dias por semana. Se fosse para o bilhete da Madonna, era capaz de me ir deitar nas palhas de Monsanto e dar o corpo ao manifesto mas para pagar à russa parece-me um bocadinho ridículo.

A única coisa que me dá consolo é que não tarda estou lá para darmos umas voltas... pelo Parque Astérix!

domingo, 8 de abril de 2012

Só porque é Páscoa

Lá em casa não se celebra muito a Páscoa. Ia-se à missa, comia-se "melhor", vestia-se "melhor" e fazia-se a ronda à família para ir enfardar amêndoas que dois anos depois iriam finalmente conhecer o destino final - lixo. Isto só acontecia porque a minha família não tinha a decência de me oferecer amêndoas de chocolate.

Eu pessoalmente acreditei na Páscoa até há poucos anos porque achava que eram efectivamente umas férias merecidas após três meses a cabular de forma intensa. Mas desde que isso acabou nunca fui muito à bola com a verdadeira história mal e porcamente inventada à volta daquilo. É que nascer de uma virgem, vá. Ainda hoje assistimos a casos de adolescentes que desesperadamente convencem os pais ao 8º mês de gestação que ainda são virgens. Mas ressuscitar ao terceiro dia entre sexta e domingo (?) já é levar a história longe de mais. Sabem aquela mentira que está a ser tão bem contada, tão bem contada que todos acreditam e a pessoa entusiasma-se e acrescenta mais umas coisas para que tudo seja mais fantástico até que rebenta a bolha e todos viram as costas. Pois. A ressurreição: rebentou a bolha.

Não foi o cego que ficou a ver porque isso também fazem na Igreja Universal do Reino de Deus - big deal.

Não foi transformar água em vinho depois do vinho ter acabado porque até eu consigo convencer meia dúzia de bêbados a beber o meu mijo e fazê-los acreditar que é vinho. Se for Terras d'el Rei até eu não  consigo fazer a distinção. 

Não foi o tranformar a puta em santa que, depois de ter corrido a aldeia toda o que é que a pobre ia fazer, a ronda das meias finais?

Não foi o coelho a por o ovo porque muito provavelmente ele estava a enfiá-lo mas quem o apanhou preferiu acreditar em contrário que a homossexualidade não era bem vista naqueles dias.

Não. Foi a Ressurreição. Essa é que me partiu todo. Está uma pessoa uma vida inteira à espera de morrer e finalmente quando morre, só descansa três dias?
Não, eu e a Páscoa a gente não se cruza.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Lyyyannñiiiyyy ou lá como esta merda se escreve

Eu não vou estar aqui com devaneios acerca da vida da Luce e do Yannick que, foda-se, são um alvo demasiado fácil. Falemos nas "celebridades" no geral. Naquele conjunto de pessoas cujo talento não é suficiente e optam por estratégias de auto posicionamento no ranking que mais ninguém conhece a não ser eles próprios: eu sou mais celebridade que tu.

Não percebo a obsessão que as celebridades têm em dar nomes de merda aos próprios filhos. Nomes que mais tarde, valer-lhes-ão uma batedeira na cabeça quando os filhos com nomes de merda os internarem num lar de terceira idade... e tiverem de assinar o termo de responsabilidade com os seus nomes de merda. 

Que a mãe ainda tem o direito de abortar o filho mas o que é que o filho pode fazer em relação aos abortos dos pais?

Daqui a 10 ou 15 anos vamos começar a compreender melhor o fenómeno dos filhos que batem nos pais. E eu vou estar ali a abanar pompons de solidariedade pró-filhos com nomes de merda que tiveram o azar de ter pais com ideias de merda. 

Que Deus nos livre chamarem-se Maria, João ou, vá, Soraya. Não, estas criaturas têm de ter nomes ousados como Lyonce Viiktorya, Índia ou Cazaquistão. O que na escola primária equivale a chamar-nos Merda.

Não sei como conseguem, mas se o Registo Civil não põe entraves a estas pessoas, eu também vou chamar a minha de Koonahh (lê-se bú-cê-ta).


quinta-feira, 5 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Caderneta de Bárbara

Ontem quando cheguei à televisão decidi dar uma espreitadela à TVI para ver a final das Caras Estranhas. Claro que o destino quis que eu sintonizasse no momento em que a Daniela Pimenta estava a cantar harmoniosamente bem; quase tão bem como quando o meu cão começa a ganir para avisar que está na hora de ir lá p'ra fora cheirar o cu a outros cães.
Ademais estavam a anunciar o "tão esperado" dueto entre a Cátia e a Fanny e, sinceramente, sangrar dos ouvidos não está nos meus planos para um Domingo à noite bem passado. Sangrar do cu depois de uma valente queca, talvez. Ouvidos não.

Optamos pelos cromos dos Ídolos. Confesso que sou um admirador sem precedentes das pessoas que se expõem ao mundo para simular matanças de porco, com a voz. A sério que a coragem deles fascina-me. Independentemente do fracasso, louvo-os pelo tamanho dos tomates que acartam. Mas quem eu gostava que levasse com um desses tomates na cara até fazer hematoma da grossa, é a Bárbara. Aquela senhora dá-me os nêrves. Eu sei que ela faz parte do fascínio masculino heterossexual e a imagem dela de joelhos a fazer o felácio deve ser o sonho por detrás de 78% das audiências. Mas irra que a senhora é burra.
Vê-la nos Globos de Ouro a puxar piada seca atrás de piada seca inflige um sofrimento atroz na audiência. Questiono-me por vezes se fazer quimioterapia custa assim tanto quanto dizem.

Mas vê-la ali na mesa dos jurados a ver-se obrigada a falar coisas vindas directamente do seu pequenino cérebro é aterrador. Por vezes sinto que daquela boca vai sair literalmente um cagalhão. E ninguém gosta de ir a um casting numa sala que cheira a merda.... "nem que eu morra aqui".

A pós-doc Psicologia tem um insight de cada concorrente após 5 minutos de contacto de fazer levar ao desemprego as bruxas deste país.
- Vou-te julgar numa frase: és uma pessoa... despachada! (Depois da criatura ter entoado uma melodia acelerada.)
Isto tudo com aquele olhar profundo, de uma profundidade tão profunda que quando se chega ao mais profundo das profundezas chega-se a um beco sem saída e volta-se p'ra trás. É esse o truque do olhar misterioso: quanto mais se apertam os olhos, maior é o cérebro. Eu acho que sinceramente maior é a força que se está a fazer para cagar mas isso sou eu. Ela não. Ela é esperta.

Para outro concorrente que cantava um bocadinho melhor, ela optou por primorar na sua profundidade, qual Nietzsche:

- Numa só frase: tudo o que eu te dei, tu me deste a mim.

Claro está, como eu já estava à espera de uma Barbar-idade atroz a sair daquelas beiças, acabei por soltar umas gotas de tanto riso. Foi saída rebuscada atrás de saída rebuscada. 

E é por isto que eu gosto de ver os Cromos. Porque ela entra. E pela primeira vez, desempenha bem o seu papel.

domingo, 1 de abril de 2012

Porque eu não celebro este dia

Esta é uma data que muitos aproveitam para sacar das mais rebuscadas histórias incrédulas a troco de algum divertimento. Incrédulo fico eu quando alguém acredita em quem quer que seja neste dia. Nem sequer acredito que hoje é o final d'A tua cara não me é estranha. Sou assim. Uma pessoa muito céptica.

Neste dia raramente tento enganar seja quem for. Até porque é esse o meu divertimento nos outros 364 dias do ano. Hoje não. É simplesmente tão óbvio que a melhor reacção que obteria seria um sorriso de condescendência por eu ser tão parvo.

Já sabemos que neste dia todos vão engravidar ou mudar de país. God, chega a ser retardado e leva-me a equacionar as minhas amizades.

Além de que não consigo inventar coisas mais humilhantes que aquelas que já me acontecem. Ontem decidi alapar o cu para o Meco para comer e beber toda a tarde. E foi só isso que fiz. Quando cheguei a casa para dormir duas horas antes de sair novamente rumo ao Lux, começou a dar-se a Guerra Civil no meu estômago. Rapidamente agarrei na caixa de medicamentos e espalhei todos no chão do wc à procura de primpéran. Antes que conseguisse encontrar alguma coisa útil, inclinei-me sobre a sanita para despejar o que me consumia. De cócoras e de cabeça enfiada na sanita, com dezenas de drogas espalhadas no chão, foi por um triz que o meu gajo não agarrou no telefone para me inscrever na Clínica de Desintoxicação.

Findado o meu momento de pita bêbada, agarrei no telefone para avisar a minha amiga mais-bêbada-que-eu-que-vomita-em-sarjetas, que eu já não iria ao Lux pelas razões supracitadas. Era meia noite. Recebi: "és um degredo".

A modos que o dia 1 de Abril não traz nenhuma oportunidade espectacular para tornar a minha vida mais parva do que ela já é. Posso sempre tentar oferecer o meu bilhete para o concerto da Madonna alegando que me fartei de ver a cona dela prestes a saltar das roupas de puta que ela usa. Mas eu gosto demasiado de putas: essa seria demasiado óbvia.

Claro que também poderia postar um vídeo da Mafalda Veiga e escrever "Adoooro". Essa sim teria piada.