segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Caderneta de Bárbara

Ontem quando cheguei à televisão decidi dar uma espreitadela à TVI para ver a final das Caras Estranhas. Claro que o destino quis que eu sintonizasse no momento em que a Daniela Pimenta estava a cantar harmoniosamente bem; quase tão bem como quando o meu cão começa a ganir para avisar que está na hora de ir lá p'ra fora cheirar o cu a outros cães.
Ademais estavam a anunciar o "tão esperado" dueto entre a Cátia e a Fanny e, sinceramente, sangrar dos ouvidos não está nos meus planos para um Domingo à noite bem passado. Sangrar do cu depois de uma valente queca, talvez. Ouvidos não.

Optamos pelos cromos dos Ídolos. Confesso que sou um admirador sem precedentes das pessoas que se expõem ao mundo para simular matanças de porco, com a voz. A sério que a coragem deles fascina-me. Independentemente do fracasso, louvo-os pelo tamanho dos tomates que acartam. Mas quem eu gostava que levasse com um desses tomates na cara até fazer hematoma da grossa, é a Bárbara. Aquela senhora dá-me os nêrves. Eu sei que ela faz parte do fascínio masculino heterossexual e a imagem dela de joelhos a fazer o felácio deve ser o sonho por detrás de 78% das audiências. Mas irra que a senhora é burra.
Vê-la nos Globos de Ouro a puxar piada seca atrás de piada seca inflige um sofrimento atroz na audiência. Questiono-me por vezes se fazer quimioterapia custa assim tanto quanto dizem.

Mas vê-la ali na mesa dos jurados a ver-se obrigada a falar coisas vindas directamente do seu pequenino cérebro é aterrador. Por vezes sinto que daquela boca vai sair literalmente um cagalhão. E ninguém gosta de ir a um casting numa sala que cheira a merda.... "nem que eu morra aqui".

A pós-doc Psicologia tem um insight de cada concorrente após 5 minutos de contacto de fazer levar ao desemprego as bruxas deste país.
- Vou-te julgar numa frase: és uma pessoa... despachada! (Depois da criatura ter entoado uma melodia acelerada.)
Isto tudo com aquele olhar profundo, de uma profundidade tão profunda que quando se chega ao mais profundo das profundezas chega-se a um beco sem saída e volta-se p'ra trás. É esse o truque do olhar misterioso: quanto mais se apertam os olhos, maior é o cérebro. Eu acho que sinceramente maior é a força que se está a fazer para cagar mas isso sou eu. Ela não. Ela é esperta.

Para outro concorrente que cantava um bocadinho melhor, ela optou por primorar na sua profundidade, qual Nietzsche:

- Numa só frase: tudo o que eu te dei, tu me deste a mim.

Claro está, como eu já estava à espera de uma Barbar-idade atroz a sair daquelas beiças, acabei por soltar umas gotas de tanto riso. Foi saída rebuscada atrás de saída rebuscada. 

E é por isto que eu gosto de ver os Cromos. Porque ela entra. E pela primeira vez, desempenha bem o seu papel.

5 comentários:

Poisoned Apple disse...

Não posso com ela!

et voilà... disse...

aqui o je gosta mto da bárbara

Xs disse...

lolol
Também não percebo porque insistem em colocá-la a apresentar programas, ou a comentar música!
Quando chegarem as grandes galas, quando os melhores estiverem em cima do palco, ela vai dizer o quê?
"Boa!!! Puseste a dançar!!"
Ye.... right!
Grande juri!

ZEP disse...

então espera pelo programa deste domingo em que ela responde a uma croma hospedeira acabadinha de cantar A Máquina (é de pedir aos céus...) "vou pedir aos céus que quando voar sejas a assistente de bordo!"

Schnoof disse...

Nunca lhe dêem um guião por favor. Ela é tão boa no improviso.