sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Álcool

A minha amiga Desocupada tem como único passatempo, beber vinho. Bebe vinho ao pequeno-almoço, ao brunch e se tiver uma garrafa e um copo ao pé da banheira, prometem-se longas horas de banhos de espuma. Até para seguir uma dieta à risca, escolheu aquela em que poderia beber álcool. E salada. 
Chamo-a Desocupada e não Alcoolizada porque ela tem outras virtudes.
Hoje convidou-nos para a única actividade que consta da sua agenda cultural: uma prova de vinhos. Ela é provas, é visitas às caves e até para escolher estadia em plena Nova Iorque, teve que escolher um apartamento a paredes meias com uma casa de vinhos. Qualquer outra actividade que não envolva álcool é imediatamente posta de parte.

Confesso que não estou habituado a começar a beber tão cedo a uma sexta-feira porque eu sou muito fraquinho. Aliás, à hora que ela está a beber vinho, eu ainda estou a comer Golden Grahams.
Após a prova de vinhos, vamos jantar a um sítio que respeita os ingredientes essenciais da sua dieta: vinho. E para terminar, vou a uma pseudo-festa que, na sua vã tentativa de roçar o chic, vai servir flutes de cerveja. Flutes de cerveja. Eu vou repetir: flutes de cerveja. Foda-se, ninguem bebe cerveja numa flute. Eu compreendo quem faça broches ao tirador de cerveja, mas mamar espuma numa flute é quase como beber meita de um tubo de ensaio numa festa de inauguração de uma Clínica de Fertilidade.

E numa vã tentativa de habituar o meu sangue a um teor elevado e constante de alcoolemia, são duas da tarde e estou a beber vinho. E a ouvir música clássica. O que justifica a merda de post em que isto se tornou. E eu tinha muitas ideias... e boas, a sério. Certo que o álcool não é o culpado por escrever merda, mas beber leite também não ia resolver nada. Cheers.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sweets for my sweet

Faltam apenas duas semanas para celebrar aquilo que eu ia jurar que seriam as minhas bodas de prata, mas que verificada a agenda são afinal 6 anos. 6 anos de desejos de apertar-lhe o pescoço como se faz às galinhas quando ele me chaga a paciência com a desarrumação. Não que não tenha razão, que eu tenho a fantástica habilidade de transformar tudo numa pocilga sem grandes movimentos físicos; é uma questão de habitat natural creio.

Mas este ano não tenho como equiparar o presente, porque aparentemente a ida a Paris e afazeres está toda paga, com Disney included. E eu não sou rico. E não estou p'ra dar o cu até perfazer o valor, porque segundo as leis da fisiologia, eu preciso do meu esfíncter funcional.

O meu grande problema com esta carga de trabalhos de oferecer coisas a pessoas que já têm tudo, é o facto de serem tão insatisfeitos que apetece mesmo enfiar fussas na tarte. 

Um dia, quando ainda era estudante, passei a semana a esparguete à bolonhesa com carne picada de frango, para poder oferecer-lhe um telemóvel. Ainda estava eu a mamar esparguete ao 5º dia quando ele me diz que não lhe dá jeito andar com dois telemóveis. Só não lhe enfiei o esparguete pelo nariz acima porque era a minha refeição. E já tinha abdicado de comida que chegue por ele.
Ofereci-lhe uma massagem, certo dia. Ele sorriu, agradeceu e disse que se calhar seria melhor ser eu a usufruir dela porque ele não é muito dado a essas merdas. O feliz aniversário tornou-se numa tempestade da minha fúria, berrando que ai-de ele que não fizesse a massagem até ficar com as bordas roxas de tanto esfregar. Nesse dia tive mesmo vontade de voltar atrás e enfiar uma nota de dez euros num envelope e sorrir, só p'ra ele ver o que é bom p'ra tosse. Ou naperons. Juro que um dia ele leva com naperons.

Noutro dia qualquer, ofereci-lhe uma cinta vibratória para tonificar o abdómen. Eu sei que é de mau gosto mas ele é que não parava de falar nisso. E eu já estava por tudo na arte de agradar o menino pelo menos uma vez. Foram dois dias de intenso lavor, após o qual a cinta foi devolvida a troco de dinheiro. Não me recordo ipsis verbis de todos os impropérios que bufei nesse dia. Provavelmente ele também não se recorda, porque a função dele durante essa discussão foi de adoptar uma posição de yoga, mirar o horizonte e suspirar. 

Tenho um currículo bem mais que extenso para ter decidido deixar de lhe oferecer seja o que for. Mas ainda não o fiz, porque tenho o sádico objectivo de acumular presentes não apreciados para mais tarde, fazer uma boa lavagem de roupa ao som de um discurso vitimista de rejeição e enxovalhanço. 
Estou deveras tentado este ano a oferecer-lhe uma andorinha da Bordalo Pinheiro, um cão de loiça ou a Nossa Senhora fluorescente em tamanho real para enfiar aqui no corredor em jeito de recordação diária: "Ainda tens a certeza que um telemóvel e uma cinta vibratória eram maus presentes?". 
Eu vou-me esforçar, mas cheira-me que é desta que lhe vou ao pescoço.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pediram-me encarecidamente...

... para publicar isto, e eu cedi porque sei que há muita badalhoca recalcada por esse mundo fora. E porque dançar foi a segunda melhor descoberta da minha vida. 
A primeira foi ejacular-me.

Há comentários mais estúpidos do que a Casa dos Segredos

Tornou-se agora um cliché generalizado, dizer-se que é mais burro que os próprios concorrentes quem fica a ver esses programas (digo Casa do Putedo). Depois de clicado no nome desses "comentadores", traça-se o perfil pelo que escrevem que ora trata-se de gente altamente parola, ora de auto-intitulados pseudo intelectualóides que esforçam-se por se distanciar da restante escumalha, abraçando programas da RTP2 que incluem shows de dança contemporânea barata, aka ataques epilépticos pelo palco (o movimento artístico preferido de quem não sabe dançar mas insiste em proclamar-se artista).

Eu questiono-me se o facto de votar nos políticos e assistir a debates políticos faz de mim um corrupto; se ver os Ídolos faz de mim um grande cantor ou se ver o filme Pretty Woman faz de mim uma puta. Sinceramente, não percebo a analogia. Mais vale então assumirem que quem vê futebol é tudo oco da cabeça, a julgar pelos jogadores. Mas ninguem pensa nisto, pois não. Aliás ninguem pensa sequer quando faz estes comentários não é? Mas prontus, está na moda dizê-lo porque torna as pessoas bué da espertas. Não: faz de ti uma pessoa burra que nem pensas na analogia que estás a fazer. Se não gostas, isso já é outra coisa: aí já é uma questão de opinião própria, mas às vezes é difícil ter uma não é? Queremos parecer fish fixes não é? Eu quando não gosto de algum programa, simplesmente mudo de canal. Oops, revelei o quarto segredo de Fátima.

Mas nem é isso que me faz espécie, porque com gente parva convivemos muito. É a veemência quase exaltada a roçar a loucura, com que as pessoas defendem isso nos seus comentários. Como se a vida delas dependesse do facto de alguém ver ou não a Casa do Degredo. Às vezes tenho medo mesmo pela sanidade mental dessas pessoas, porque temo que se não mudar de canal, as pessoas que estando a quilómetros de distância da minha casa, ir-se-ão atirar da janela abaixo, tamanha angústia.
Checklist para este Natal: arranjar uma vida ao invés de ter um ataque de asma com a escolha televisiva dos outros.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O face a enrabar-me e eu a ver

O facebook passa a vida a actualizar-se. Como diriam os críticos da música que não conseguem singrar no mundo do espectáculo e portanto eneveredam por criticar aquilo que jamais conseguiriam fazer: "passa a vida a reinventar-se".

Agora todo o facebook está sempre a mexer. Sei quando a minha amiga comenta a página de uma revista de moda e pergunta como deve fazer o pagamento do vestido de 29,99 euros que vai levar para o casamento da amiga; sei quando a minha colega de trabalho mais insonsa que um copo de água faz like das maiores bolas tailandesas à venda numa loja online de artigos sexuais com entrega discreta ao domicílio; sei quando o meu amigo que se auto-intitula de superior à humanidade porque abraça tudo o que é alternativo e "artístico" e "intelectual", faz like da Cátia estrábica da Casa dos Segredos. 
E sei quando vai haver molho porque A disse que a foto do ogre que ela publicou parecia o namorado de B no mural de C, mas B é amiga de uma delas e consegue ver o comentário na hora. E apesar de não conseguir comentar no mural de C de que não é amiga, B "amanda p'ró ar" no seu mural que o seu círculo de amigas está-se a revelar um verdadeiro pasto porque tem descoberto com cada vaca... e A faz like.

Eu ultimamente até tenho medo de fazer seja o que for neste novo facebook, não vá carregar like sem querer numa revista de bicos de croché e ficar toda a gente a saber.


E agora parece que há também a moda da subscrição, como se estivéssemos no twitter. Só que eu não estou no twitter. Por algum motivo foi, mas o facebook não compreende. Ora que aquilo que mais me apetece é subscrever uma pessoa que não quer ser minha amiga, restando-me apenas esta alternativa. Só se lhe quisesse foder e ainda não tivesse a coragem para lhe dizer. E é SÓ isso que eu vou pensar de alguém que algum dia me subscreva. Não sou um jornal, caralho; portanto queres-me comer, é isso?
Já para não falar que aquilo que mais quero é ver as minhas conversas pessoais a ser lidas por "subscritores" que não conheço de lado nenhum.
"Tenho um pêlo encravado no cu que me está a incomodar". José Maria da Assunção de Santa Cona d'Assobio fez "share". 300 amigos do José fizeram like. 
Já se cometeram suicídios por menos.




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

domingo, 25 de setembro de 2011

Sexo (não consigo arranjar outro título)

A minha inspiração para escrever vem-me das pontas dos dedos que escorrem pelo teclado... eihn, deixemo-nos de merdas. A minha inspiração vem da vida de puta das minhas amigas badalhocas.
Hoje ao almoço, sobre uma cama de sushi, descobri que de vida de puta não estão a ter nada. Estão em crise de valores.
Eu acordei com dor de cabeça que associo veementemente à falta de sexo por tempo demasiado longo (superior a 30 dias) por razões de distância e de crenças de que a fidelidade é o caminho de vida a percorrer (wtf).
A minha amiga que se auto-intitula Enxovalhada, já se dá ao luxo de tomar a pílula de 3 em 3 dias, sem riscos acrescidos. A outra deixou de tomar a pílula de vez porque de nada lhe serve encher o bucho de comprimidos quando ninguem a enche em mais lado nenhum. Tudo a ver navios a passar portanto. Sendo elas de uma beleza extraordinária, questiono-me o que se andará a passar no Universo do sexo. Nem para série de Sexo e a Cidade servem porque enquanto anseiam ser Samanthas, na realidade são a mulher que está em casa no sofá a ver o programa enroladas numa manta.
Entretanto vou tomar ben-u-ron, já volto.



sábado, 24 de setembro de 2011

Acha que sabe filosofar

Não há coisa que mais me apraz do que uma pessoa achar-se na posse de todo um conjunto de filosofias profundas de fazer gabar o intelecto.
Choca-me a convicção que as pessoas têm em achar que estão a transmitir o best of das suas sinapses. E o pior é que muitos acham-se nesta instância simplesmente porque são mais velhos. E com a velhice vem a sabedoria... dizem (esses mesmos velhos, provavelmente). 
E eu, que não quero estragar o auto-deslumbramento a ninguem, tenho que fingir a minha maior admiração quando oiço merdas como: Para morrer, basta estar-se vivo. O que na minha opinião diz tanto sobre a inteligência de uma pessoa dita iluminada como "para cagar basta ter-se cu".

Benfiquistas Ferrenhos...

Não consigo estar na mesma sala que um benfiquista ferrenho. Então se está naquela fase do jogo em que está a perder, fico aflito a achar que são sintomas de enfarte e que é agora que vou telefonar ao INEM. Devo ter olhado para o telefone umas dez vezes esta tarde. Mas ainda não foi desta.
E assim se morre em Portugal.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Book Swap

Porque não só de putas e sexo fala este blog (fala-se mais do que se faz), descobri ontem um site que vos vai deixar os pêlos do cu a bater palmas.
Descobri finalmente uma plataforma virtual que permite despachar aqueles livros que já não se lê, aqueles que a tia-avó comprou na feira e ofereceu pelo Natal e que não interessam ao menino Jesus, e aqueles que se compraram meramente devido a um ataque súbito de diarreia mental. Só Deus sabe a quantidade de Aventuras e Clubes das Chaves que tenho para despachar.

Por cada livro "despachado" para outra pessoa interessada, recebemos 10 pontos... o suficiente para solicitar outro de outra pessoa. Já despachei dois ontem e já encomendei um do Truman Capote que sempre quis ler e outro chamado "7 anos de mau sexo" que promete putedo do bom.
Isto tudo ao preço de um selo. Selo esse que sai muito barato porque a pessoa chega aos correios e diz que vai enviar um livro em tarifa de editora. Mostra-se o livro à senhora para que ela possa confirmar que não há lá droga, enfia-se no envelope, escreve-se no envelope "Livro" e paga-se a módica quantia de 55 cêntimos. O dinheiro que poderia ter poupado quando enviava livros às minhas irmãs pelo Natal. Mas agora já todos sabemos que existe uma tarifa editora para todo o comum mortal enviar livros a 55 cêntimos.
  

Digam lá que eu não sou boa pessoa. Eu sei.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Noites de Quarta

Acabei de sacar o último filme do Woody Allen e estou preparadíssimo para ir vê-lo ali à sala (não sem antes ir espreitar as pérolas da malta da Casa dos Segredos, até ficar completamente estrábico com auge acumulado de estupidez).

Para acompanhar, não tenho pipocas e não tenho vinho Conventual (aquele baratinho que no copo faz qualquer enólogo corar de vergonha ao saber que aquela provável reserva, custa 2,99 no Pingo Doce).
Aprendi a beber vinho tinto sozinho, à conta da minha amiga Desocupada cujo nome advém simplesmente do facto de ela conseguir passar uma tarde inteira apenas a beber vinho, sozinha. Optei assim por abrir uma reserva que dizia no cartão "para um momento especial".
A reserva foi oferecida pela minha amiga Dinona Cona na festa de comemoração dos meus 5 anos de namoro. Provavelmente em jeito de agradecimento pelos tempos de faculdade em que cedia-lhe o meu apartamento em nome do sexo.

Assim, "o momento especial" é hoje. Estou sozinho e quero beber. Há momento mais especial que esse? Eu sei que era para ser a dois, mas a geografia destes três meses é uma merda. E foda-se, farto de bater punhetas estou eu portanto estou quase mais casado com a mão que está a segurar no copo. 
À nossa e à meia noite que vamos passar agora em Paris.

Se a NASA ouvir as minhas preces

Caro satélite;

Já que estás numa de esborrachar o planeta Terra com as tuas 5.7 toneladas, faço um apelo a que ponhas de lado essas ideias da aleatoriedade. Vamos ser directos, sim? Não se desperdiçam 5.7 toneladas a alta velocidade, repartidas em 26 pedaços com locais aleatórios.

Eu ajudo-te:

- Sabes onde fica a Assembleia da República? Podes soltar.

- Chefes de estado dos países africanos e América do Sul? Deitai.

- Sabes onde fica o local de gravações do Jersey Shore? Aí também.

- Sabes onde fica a Venda do Pinheiro? Deixa aí antes que tenham filhos e se multipliquem.

- Conheces a Duquesa de Alba? Deixa um dos pequeninos que acho que Deus esqueceu-se dela na Terra.

- Lembras-te daquelas putas de que te estou sempre a falar? Podes esborrachar numa delas em jeito de aviso. In her face.

- Conheces a Ana Malhoa, a Mafalda Veiga e o João Pedro Pais? Deixa cair no estúdio deles... só no estúdio. E estúdios de arredores, não vá lembrarem-se de gravar à vizinhança.

Estás a ver que mesmo em fim de vida consegues ser útil? E ainda acabas como um herói mundial. Não é tão melhor do que caires esquecido pelas águas deste mundo, matando milhares de peixes indispensáveis à confecção de sushi? Eu sabia que ia ser útil. Vá, não me precisas de agradecer. Toca a esborrachar. 
Até sexta.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vou processar a perfumaria

Fui à perfumaria só p'ra cheirar, que eu cá compro pelo ebay. Mas para cheirar preciso de um papelinho daqueles que se abana. Não havia pois. Com a crise, anda tudo a cheirar e nada de comprar. Vai na volta ainda se perfumam à borla numa de "ai deixa cá ver como cheira este perfume no meu pescoço", que eu já uso há anos.
À falta de papelinhos, usei o meu belo bracinho para experimentar o For Him do Narciso Rodriguez. Só quero vomitar, não posso coçar o nariz senão dá-me a volta ao intestino e por mais que lave, parece merda no sapato.
Centenas de perfumes e calhou-me a merda no sapato.

Tempos de Crise

Quero mais dinheiro... check.

Não quero trabalhar muito por ele... check.

Não quero acordar todos os dias às 7 da manhã... check.

Gosto de fazer sexo... check.

Não tenho quaisquer valores morais... check.

Definitivamente, estou apto para me prostituir. Ou isso ou ir para a Casa dos Segredos alegar que sou hermafrodita e que me chamo de Fany. O que pagar melhor.

domingo, 18 de setembro de 2011

A Casa dos Segredos

Sou só eu, ou parece o casting para "12 Semanas no Bordel"?
Não há nenhum segredo, "eu sou puta" ou "eu sou um ganda bronco"??? Essa é que os confundia a todos...


A Velhice dos anos 20

Estou a envelhecer lentamente... podre e lentamente. Em tempos, muitos seres conheceram-me como um pedaço de carne cheio de vida e electricidade sem IVA. Aguentava festas pela noite dentro e, não raras vezes, pela madrugada fora.
Mas a velhice teima em aparecer. O cansaço, a palidez, o ar de quem já morreu e não foi avisado... E isto sem ainda ter chegado aos 30 porque nos meus maiores pesadelos, assumia sempre uma quebra lá para os 50.
Um jantarzinho com direito a álcool já não me chega e uma ida ao Bairro Alto já exige o esforço de uma festa after hours. Isso e os sacos de batatas em forma de pálpebras a quererem dar cabo da minha vitalidade.
Esta noite fui dormir. E dormi bem. Estou fresco e recuperado? Não, estou podre, com os olhos a arder de cansaço e a sentir-me como se tivesse passado a noite a ser amassado.
É o meu fim, pessoas. A partir de agora vai ser sempre a encarquilhar.
Ou isso ou estou com uma puta de uma mononucleose infecciosa.

sábado, 17 de setembro de 2011

I luv Madeira

Eu quero ir para a Madeira:

- onde o IVA é mais barato e a banana importada é mais barata que a regional;

- onde os voos para o "contenente" são mais baratos que o comboio Lisboa-Porto;

- onde o IRS é mais suave porque, quer dizer, estamos na pobre "aldeia" da Madeira;

- onde abundam os subsídios pelos vários motivos que acabam sempre por levar ao "grave problema" da insularidade;

- onde o imposto sobre o tabaco é um euro mais barato que no contenente porque as pessoas têm que fumar, vão fazer o quê?

- e acima de tudo, onde eu posso viver como se a crise não fosse minha, porque os do "contenente" estão lá para enfiar dinheiro no meu buraco cada vez mais lasso. (no pun intended)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Programa de rastreios a custo zero

Está de parabéns o moço sem escrúpulos que lançou a história de uma mamografia por satélite às duas da tarde de um dia qualquer, o que levou várias alentejanas e algarvias a exporem os seus bens à janela numa tentativa de evitar males piores. Que isto pela saúde, não há que ter vergonhas. E os índices de alegria dos compadres são sempre um bom motivo para uma bela sessão de flash.
O único senão é que se o nódulo estava lá, lá continuará.
Agora resta-me esperar pacientemente pelo dia em que anunciarão o exame à próstata por satélite, para assistir a meio mundo de cu à janela à espera do toque virtual.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A ver se não me chateias

Ontem não consegui. Não podia substituir quem me pediu porque a determinados dias não posso. Ponto. Tanto me moeu a mona que tive que admitir que danço bué de vezes, bué de horas e não falto a não ser por funeral de familiar em primeiro lugar. E férias, pronto.
Ela olhou para mim com aquela cara de quem come três hamburgueres ao lanche, e com a mão na anca de 200cm:
- Isso é um bocadinho gay...
- Então se achas isso, considera o meu  momento gay do dia.
- Mas não vais fazer nenhum espectáculo de bailado. Podes abdicar de um dia para me substituir.
- Não, não posso. Eu GOSTO de dançar, nem que me fiquem a doer as articulações durante semanas, vou lá até cair.
Riso de escárnio contido (mal).
- Mas estás a treinar para o Cirque du Soleil?
- Antes isso que fazer de hipopótamo no Circo Chen. (riso de escárnio nada contido)

A cara dela virou cu. Ficamos conversados.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Coisas que me moem a consciência

Porra que até no espaço de um microsegundo entre fazer login e entrar no facebook, aparece aquela janela com a tua fussa logo pela matina a disparar um olá, bla bla bla? Nem me dás tempo para desactivar o chat? Mas estás especada à espera da bolinha verde, é? Chiça, eu não quero falar contigo. E já não sei que hei-de inventar mais para justificar o facto de ter ignorado os teus monólogos.

Não posso estar sempre na cozinha a mexer esparguete para ver se aquilo não cola; não posso estar sempre na casa de banho a cagar que não tarda aparece-me o INEM lá em casa por suspeita de me ter desfeito em merda. Não sei mais que hei-de inventar e já estiveste mais longe de ser bloqueada e renegada.

Não, não vou ao teu farmville clicar nas batatas para ver se as tuas crescem extra grandes que é para comermos todos batatas fritas gigantes do tamanho de cenouras. What the fuck, miúda? És lerda e ainda não foste diagnosticada?

O meu coração é maior que essas batatas todas porque ainda não te fiz "delete" da minha vida virtual, com pena. Porque eu sei que se eu não falar contigo, todas as outras pessoas também estão a mexer esparguete para não colar. E custa-me, e acabo sempre por ceder aos teus diálogos exasperantemente secantes, porque tu és boa pessoa. E não mereces que ninguem te ligue pêva. 

E este foi o post mais triste que já escrevi em toda a minha existência.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Hoje deu-me p'ra isto:

Fato de banho: Lixo Salvatore Ferragamo
Creme para corpo: Vaselina Moisturizer Sexy Silk da L'Oreal
Cabelo: Meita Ressequida Lúcia Piloto
Ainda pensei juntar umas pulseirinhas da Parfois, mas depois dise "que s'a lixe, estou lindo assim"

Anger Management

Estar no carro, pacientemente, numa faixa única, atrás de uma puta senhora que insiste em conduzir a 1 km por hora porque acha que os peões têm o direito de ultrapassá-la.
Estar no carro a imaginar o cérebro da senhora todo esborrachado em cima do volante com bocados de massa cinzenta nos vidros e com restos de mioleira e sangue a serem espirrados pelas janelas.
Eu estou calmo.

domingo, 11 de setembro de 2011

New York

I'll be back!

A minha amiga do peito

Alba minha querida, puxaste a cara para cima e o resto?
Olha que lixas as artroses dos joelhos com esses trambolhos sempre a bater lá.
É que se estás a usar um soutien cai cai, cais tu e caem elas.
E depois no casamento em vez de tropeçares no vestido fazes uma mamografia com os sapatos.

sábado, 10 de setembro de 2011

Pesquisas do Google #1

Ao ser humano que veio parar ao meu blog através da pesquisa "picha que tem doença", por favor, diz-me qual foi o post que te calhou. Eu quero tanto lê-lo...

Este blog recebeu um selinho.

Miga, a sério que me ofereceste um selinho para o blog? Com florzinhas? Com perguntinhas para eu responder? Queres trocar folhinhas mimosas também?
Miga, eu faço tudo por ti e sou capaz de acabar o teu champanhe só para não perderes a postura de uma senhora em pleno público, mas fica sabendo que o único selo que eu uso é aquele que fica marcado nas minhas cuecas depois de um dia intenso de trabalho. Nada de florzinhas, nada de "este blog é purpurinas de giro" ou "este blog roda a minha saia". Nem que fosse um pirilau robusto que dissesse "este blog tem pujança". 
Mas obrigado pela consideração.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pensamentos #1

Se há por aí "aves" que dão o nome às filhas de Pureza, posso chamar a minha de Putice?

Fashion's Night Out - Os Bastidores

Não fui. Era para ir numa de ver o porquê de tanto alarido. Eu não sou muito dado a compras. As minhas amigas armadas em fashionistas lá foram nos seus melhores exemplares de saltos, "ver as modas". Eu estava indeciso até à última hora, até que finalmente decidi continuar a brincar ao "faz de conta que sou dançarino"... decisão que só arrependi quando fodi o dedo do pé, e tive de fazer as aulas de pé sangrante. E até porque estava muito desiludido com a Primark que achou que era boa demais para participar neste evento.

Não obstante, as pirosas com a mania que percebem qualquer coisinha de modinha, lá foram. Como dez mil blogues portugueses já publicaram as dez mil roupas fantáááásticas que encontraram, incluindo uma dessas pirosas com quem me dou que é uma blogger com a mania que colecciona louboutins.
Optei por entrevistar uma pela porta do cavalo, na esperança que a minha entrevista fosse muito mais ilustrativa do que o que anda aí espalhado espalhado na blogosfera:

Entrevista Parte I

Schnoof - Como é que isso está?
Pindérica Fashionista - Giro

O que é que oferecem?
Álcool.

Entrevista Parte II

Então como foi essa noite?
Cansativa... estou podre.

Qual foi o melhor momento da noite?
Não houve nada assim de transcendente.

Foda-se uma pessoa a tentar fazer uma entrevista para por no blog e tu não me dás NADA! Já nem fodes sequer... não me serves de nada!
Não fodo é verdade mas meu amigo, vontade não me faltou ao ver com cada bebé que me fazia suar do bigode. Agora vinha no metro com um modelo que só me fez ter pensamentos pecaminosos.

Meteste as mãos nos bolsos?
Não, foi tudo só mental que eu cá sou uma mulher discreta...

Hmm...
Lol havia muita gente; no Chiado era impossível circular. Nem conseguimos beber como deve ser o que me deixou bastante incomodada.

Bêbada.
Tenho que afogar as minhas mágoas de falta de sexo e de enxovalhamento no álcool que é o que me resta.

E presentes?
Nada. Um champô, um leque e pouco mais.

E a Marc Jacobs?
Sessão de maquilhagem e vodka. A Diesel dava Jameson. Resumindo se quisesses apanhar uma camada com estilo estavas no sítio certo.

Que medo. Alguém estava a comprar alguma coisa?
Sim, mas andava quase tudo a ver e a beber.

Vêem como não é nada do que se publicita por aí? Se não fosse eu a dar a notícia como ela é...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Eu não quero parecer paranóico...

.... mas está-me a crer que a minha empregada roubou-me uma salada...

Diz-me com quem dormes, dir-te-ei como és??????

A- Vais ver a Gloria Gaynor ao vivo?
Eu- Não. Só lhe conheço uma música que nem suporto. Porque haveria de ir?
A- Porque ela é um ícone gay...
Eu- Vais ver a Ágata ao Pavilhão Atlântico?
A- Foda-se tas-te a passar?
Eu- Ia jurar que ela era hetero...
A- Que parvoíce...

What the fuck?!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Algo me diz que vamos saber mais do que segredos...


Medo...

Rebenta Comigo

Ritinha meu amor,

O que é que estás a fazer? A sério, tu sabes o que estás a fazer? Além de leres o teleponto e trocares os olhos em modo estrábica chic, que mais é que estás a fazer? 
Vá, o que é que o teu teeny weeny little cérebro te diz para fazer, meu amor? Nada? Nada de nada? Então e que tal começar por aí?
Vá querida, sai lá daí que é p'rá senhora apresentadora fazer o seu trabalho.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Um dia quando souber dançar #1

Vou usar esta para o meu solo, live na minha sala de estar. Entradas a 50 euros.

A Minha Amiga Dinona Cona

Eu prometi há muito tempo atrás, aos meus 3 leitores na altura, que um dia contaria a história da minha amiga Dinona Cona. Dinona porque ela chama-se Alexandrina e Dinona é mais sonante. Cona, porque ela tem uma.
Ora, Dinona foi sempre uma inspiração durante toda a minha época de faculdade. Entregou-me desde cedo a sua amizade, nunca me entregou o sobrenome e foi desde cedo uma fonte de inspiração. Era dona da maturidade que eu nunca tive, era dona da inteligência que eu tanto me esforçava por equiparar e, para o que importa no contexto, dona de uma capacidade de escrita inigualável.
Na altura, eu escrevia para o jornal da faculdade. Tinha a minha crónica de escárnio e mal-dizer e Dinona editava. Esta tarefa dava-lhe algum trabalho, uma vez que eu dava pontapés na língua portuguesa como aquelas moçoilas lá de Benfica.
Mas graças a ela, agora escrevo um bocadinho mais bem. O suficiente para escrever um blog passível de ser lido.
Este é o respeito que tenho e devo por Miss Cona.

Certo dia, em jeito de agradecimento pela inspiração, resolvi dar um jeitinho à sua vida amorosa:

Dinona andava embeiçada por um moço de porte atlético.
Dinona queria que o membro tumescente do moço a penetrasse de forma rítmica e apaixonante, como qualquer jovem ávida leitor dos romances Harlequin.
Dinona e Moço estavam há uns tempos a trocar tímidas indirectas por SMS, sem nunca se descaírem nas suas intenções mais óbvias.
Schnoof agarra no telemóvel de Dinona e, descontraidamente, quebra o gelo com o seguinte sms: "Cá na escola chamam-me Dinona Cona".
Schnoof devolve telemóvel a Dinona e conta-lhe o sucedido.
Dinona ri-se com tal parvoíce, imaginando a catástrofe que seria se isso realmente tivesse acontecido.
Schnoof cala-se e percebe que fez merda.
Dinona recebe sms a questionar o porquê de tal nickname.

E assim terminou a amizade entre Schnoof e DC... durante 6 horas.

Beijos, lembrei-me de ti amiga!

P.S. Sim, Dinona acabou por comer Moço... em minha casa.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Desnortographia

Já me venho habituando há largos anos aos erros ortográficos que, infelizmente, acompanham a escrita de muita gente. Fico a pensar se não estarei apenas a ser duro, porque afinal trata-se de um problema de massas. E quando falamos de problemas de massas, então a culpa é sempre da sociedade. (in Os Sociólogos contratados pela TVi).

Refiro-me por exemplo à utilização indiscriminada do "à", "á" e do "há". Parece-me claro como escrever o próprio nome, mas até consigo compreender a dificuldade. Às vezes consigo ainda imaginar que um café que sinaliza "Á Ameijoas", vai-me vender a rota secreta para uma terra lá no Norte chamada Ameijoas. Ou se apenas existem (=haver=há) bivalves no estabelecimento.

Outra, que já me provoca mais azia, é a escrita do "come-mos" em vez do mais vulgarmente pretendido "comemos". Trata-se apenas de uma ténue diferença entre o que é que as pessoas jantaram ontem e uma ordem pornográfica para que alguém abocanhe o meu tomatal.
Isto tudo é tolerado de forma bastante pacífica e sem correcções porque isso sim é má educação, segundo reza a lenda. E agora com a desculpa do novo acordo, consegue-se baralhar os neurónios até das cabecinhas mais astutas.

Mas, foda-se, LAVAVÃO???? Caralho, mas isto é a sério? Do verbo Lavar? Lavavão? É uma conjunção de "lavaram em vão mas a roupa continua encardida"? "Lavaram a rata em vão porque elas continuam a cheirar a peixe = elas lavavão"?
Eu á coisas que me causão um transtorno do carassas. Fodasse.

Quando existem palavrões em forma de verbo, a conjugação do mesmo deve obedecer às regras de conjugação dos seus semelhantes. Logo, fo-der, não é fodasse. Fo-der é foda-se; fodasse é ser estúpido p'ra caralho.

Mais sinais de crise - Parte II

Raio da mulher ainda empesta o prédio com o perfume de patchouli, a roçar já o patchulé. Se a apanho, a sério que lhe parto as perninhas.

domingo, 4 de setembro de 2011

Agora que viraste fodilhona

À minha amiga do facebook:

O que cada um faz no seu mural é da sua única e exclusiva responsabilidade. Mas tu és minha amiga, foda-se. E "postas" fotos destas alheia a quaisquer consequências. 
Eu percebo que ultimamente os teus canos têm sido mais percorridos que uma ETAR; que a tua libido foi ressuscitada passados longos anos de cultura de fungos, qual caixa de Petri; que tens servido de trampolim aos mais rebuscados malabarismos. Mas foda-se, miga. Eu estou a passar pela Quaresma da vida, a jejuar há mais dias que Jesus Cristo. Nem o Ramadão roça aqui que ao menos fornicava às 5 da manhã, depois de almoçar alarvemente. E tu, marimbando-te completamente, exibes fotos de bolos aos diabéticos deste país, sem dó nem piedade.
Mas o teu tempo chegará, minha menina. Mais cedo ou mais tarde a tua passarinha voltará a hibernar. E nessa altura, o que é que eu vou espetar no meu mural, o que é? Pirocas. Resmas de pirocas. Nem vais perceber o que te "bateu".

sábado, 3 de setembro de 2011

Eu, porco, me confesso.

Estou a ficar deveras preocupado com os meus comportamentos mais recentes. Começo a questionar se realmente fui criado numa sociedade civilizada ou se fui apenas brainwashed para apagar a memória dos tempos em que comia migalhas de pão bolorento no chão da barraca.
Ultimamente não perco uma oportunidade para arrancar um macaco do nariz. Se me apetece e incomoda, lá vou e tiro. Preocupo-me porque faço-o alheio a quem me rodeia sem limitações cerebrais sobre o que é correcto ou não. Estás a falar comigo, ah e tal e o tempo, o quê? Espera, tenho aqui um macaco no galho.
É medonho. É de uma senilidade assustadora e eu nem à casa dos 30 cheguei, acreditem.
Não os ponho na boca, é um facto, porque a nutrição para mim, tem outro significado. Mas tiro-os sem dó nem piedade, sem descaramento nem pudor. Sou um porco. É dar-me uns meses e ponho-me a soltar puns em qualquer aniversário, casamento ou funeral.
Mas reconheço. E dizem todos os clichés ligados aos AA, que o "reconhecimento é o primeiro passo para a mudança". Portanto vou procurar tratamento ou algo do género. Mas, por favor, tirem-me o dedo do nariz.

Sim, já tirei dois no espaço de tempo em que escrevi isto.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

É por conhecer tantas que vou abrir um bordel.

A conversa que tu achas que estamos a ter:

X- Tas bom?
Eu- Ya. E tu?
X- Tou fixe. Tas com bom ar.
Eu- Uh, obrigado.

A conversa que estou a ter contigo na minha cabeça:

Eu- Chamas-te Vaca?
X- Não.
Eu- Puta descarada?
X- Também não...
Eu- Espera já sei. Cabra sem escrúpulos que passa por cima de todos para depois irradiar hipocrisia?
X- Não. Chamo-me Sara.
Eu- Foda-se, tas a gozar...