quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Mais sinais de crise

Tenho uma vizinha que usa perfume de patchouli. Foda-se que aquilo fede. Ainda não descobri quem é que é para poder ir lá à porta depositar um cagalhão dos grandes para que ela sinta nas ventas as náuseas que provoca nos outros. Isso e um vale de desconto numa perfumaria qualquer. 
Sou capaz de votar para ela abdicar de uma mensalidade de condomínio só para ir comprar uma fragrância de jeito que não me ponha a gregoriar pelas escadas acima. 
Ou isso ou então que se esfregue com cocó que com isso posso eu bem.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

MTV, o canal de reality shows, premeia novamente a música que passa na VH1

Este ano os Video Music Awards fizeram concorrência ao Xanax no poder de induzir o sono profundo. Este ano, tentaram apostar numa cerimónia séria. Não são. Não tentem. 
A criatividade dos fatos estava em perfeita sintonia com os sinais de crise; e os (des)arranjos de cabelo harmonicamente alinhados com os ventos da Irene que por lá anda.
A seriedade começou com a Selena Gomez a apresentar, juntamente com as kengas dos reality shows todos que por lá passam (cumprimentos à Snooki, a minha bardajona preferida e a verdadeira representante da decadência feminina a nível mundial). Este elenco por si só confere uma seriedade apenas ultrapassada pelos congressos estatais. 
Depois, para compensar os 365 dias em que o canal passa tudo menos música, tentam enchouriçar toda a música de 2011 num espectáculo de duas horas. Um verdadeiro ansiogénico para as pessoas que aguardam freneticamente saber quem ganhou o quê... portanto, ninguem. 
Até a Lady Gaga que já vestiu tudo desde carne a cocó, apareceu vestida de homem. Nada que já não tenha feito a Ellen deGeneres e a K.D. Lang.
O único momento que me despertou do sono foi quando a Lady Gaga, na sua tentativa pouco compreendida de se mostrar ao mundo como apenas mais uma camionista, tentou realçar a Dina que havia dentro de si e apalpou o cu à Britney Spears. Não lhe enfiou os dedos no cu, não lhe lambeu o órgão em directo, nada. Só lhe apalpou o cu. Voltei a dormir.

domingo, 28 de agosto de 2011

Things we should be thankful for

Como já é de conhecimento comum, a minha cara tem uma placa subtil que diz "contem-me a vossa vida sexual", e vai disso que as pessoas atendem ao meu pedido e contam mesmo. Talvez numa de me animar o dia.
Descobri dois seres humanos com quem trabalho, a que dou graças a Deus por não nos termos cruzado nos caminhos do relacionamento.
Enquanto um deles tem de fazer sexo todos os dias, senão fica claramente mal disposto e rabugento, o outro não está para voltas tão frequentes. 
Isto acontece sempre enquanto estou a beber café quente, no ponto para me queimar: o "colega" aparentemente fode quando é para mudar os lençois no dia seguinte. Além de ter corroído o tracto esofágico, devo ter feito a cara mais feia quanto a minha elasticidade cutânea me permite. A minha cara incomodou porque ainda tive que levar com uma correctiva: "mas eu mudo de lençois quase todas as semanas".
Tu que me lês: podias ter sido tu a casar com o moço. Oremos diariamente.
 



sábado, 27 de agosto de 2011

Video Music Awards

Faltam 24 horas para os Video Music Awards. Sim, esses que não têm muita credibilidade e que a malta vai para lá numa de desfilar a sua freak show. Estou ansioso por ver qual o animal que a Lady Gaga vai esventrar este ano para conseguir vestir.

Podia vestir-se de postas de pescada, e assim ao menos podia alegar que o cheiro a peixe vinha daí...



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Se procura nomes para o seu bebé...

Eu sempre fui a favor da proibição de dar determinados nomes às crianças, ao contrário do putedo do exemplo do Brasil; nomes com que as crianças têm que viver até aos 18 anos, altura em que poderão legalmente livrar-se da diarreia mental dos pais. Conseguem chamar-lhes Coca-cola e Antônio Buceta, rezando no seu íntimo que o seu filho possa vir a ser um dia, um gestor bem sucedido... ou um simples ser humano com sonhos em vir a ser qualquer coisa.
Em Portugal a coisa está mais controlada, pese embora a falta de controle sobre os nomes foleiros.
Infelizmente já muitos nomes foram proibidos em Portugal, dando lugar a outros tão mais bonitos. O Registo Nacional já proíbe Ingrid, por exemplo. Mas atentem na beleza de poder dar o nome à menina de Ingeburga (não Ingelburga que isso é proibido):



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O José tem umas ideias que a mim não me assistem


José, é óbvio que não. Ires embrulhar a tua picha mal amada às bocas higiénicas e não-herpéticas das mulheres que andam nas ruas do Seixal, é a coisa mais natural do mundo. É tudo por uma questão de saúde e bem-estar estás a perceber? E a tua namorada que não é nada "boa boca", deixa-me que te diga, tem que compreender isso. É tão natural como pedir a um médico que enfie os dedos no teu cu para verificar se a tua próstata não te subiu ao cérebro: uma questão de saúde, voilá.
A tua namorada devia era agradecer às tuas vizinhas por sujarem a boca delas por ela, sujeitas a reflexos, objectos e licores indesejados, às quais ela é poupada diariamente. E devia louvar o teu órgão celestial todo conspurcado em saliva alheia, como fazem lá com o "beija menino" pelo Natal.
Agora trair? Trair é um abraço mal intencionado; um aperto de mão maquiavélico; uma palavra sedutora à mulher do teu amigo. Mas broches? Broches, José? Ó Zé, um broche é um direito que te assiste foda-se.


Dr. Schnoof

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Prenhas

Odeio grávidas. Se elas quiserem até podem odiar homossexuais nessas alturas que eu também dispenso a companhia delas. E ultimamente vivo rodeado delas. A minha simples presença tem, ao que parece, a força de esperma de cavalo.
Não é que o cheiro a rolhão me inquiete. É mais a conversa constante entre a sub-espécie "prenhas" sobre as horas do dia a que chegam as contracções, as náuseas, onde está a cabeça, o peidanço constante "por culpa do bebé". Fico doente e amarelo só de as ouvir que até a mim me dão cólicas...
Adoro ouvir as suas conversas do fodanço mas depois, enquanto grávidas, o acto parece que virou mais celestial e conseguiram erradicar a badalhoca que havia dentro delas... temporariamente e ilusioriamente pelo menos.
Rezo para que entrem todas em trabalho de parto e dêem de mamar que nem lontras o quanto antes, para que tudo volte a ser como dantes. Até lá, vou cagar que estou com cólicas outra vez.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Desentendimentos ortográficos

Não há nada como chegar ao cinema e assistir, à luz do novo acordo, ao facto de que já houve 500 000 de espetadores da Árvore da Vida. O que a minha gramática me diz é que já meio milhão de portugueses espetaram a sua gaita com semente no ventre da vida. Aparentemente não se trata de uma metáfora; estamos apenas perante um aglomerado de gente que se limitou a assistir a um filme.
Puta que pariu que este acordo dá cabo de mim, e continuo sem encontrar qualquer sentido em adoptá-lo.

sábado, 20 de agosto de 2011

Bem podia ser real

Muita coisa circula por essa net fora que não me faz eriçar os pêlos. Muitos vídeos virais, como este último do Guedes, não me fazem rir nem esboçar o mais pequeno espasmo. Lamento, não sou careta, mas um gajo a dizer que o medo não lhe assiste, não é coisa que me ponha a rebolar pela cadeira abaixo. Vejo o vídeo, observo-o de um ponto de vista de análise sociológica, sob o prisma do "porque é que esta merda põe tanta gente histérica", mas não partilho das cócegas.
Mais depressa rio-me desta merda:

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pensamentos.

Com um tempo destes já deu para perceber a indirecta: o Verão acabou.
Vou ali buscar a árvore de Natal, já volto...


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Do que vou ter saudades...

...De chegares a casa enquanto estou a ouvir música e começares a barafustar em como está tudo desarrumado e bla bla bla. Deixo-te a refilar e a refogar durante 5-10 minutos, altura em que tiro de repente o som da música e na minha voz inocente e angelical, exclamo:

- Mor, chamaste-me?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Moda em Casa

Recebi no correio a revista Vogue para Setembro. Revista que eu nunca subscrevi na vida. Ora eu não sou dado à moda feminina, muito menos de alta costura, dado o meu estatuto de pobre (ao contrário de centenas de bloggers que publicitam as milhares de compras que fazem de produtos que custam em média 600 euros à peça). Liguei de imediato à minha amiga Desocupada que isto pareceu-me obra dela, mas ela respondeu-me que não, acrescentando que provavelmente foi por causa do blog. Exacto, que o meu blog é o antro da moda.
Ainda pensei que fosse uma indirecta aos meus fatos de treino de napa e crocs aos buracos e fluorescências estampadas mas vi que era impossível. Eu, que sou o exemplo vivo do bom vestir.
Deitei metade dos suplementos fora que só falavam em cremes para subir o cu e para que as mamas fiquem mais espetadas. Custa-me a crer que há quem compre aquelas mustelas, desconhecendo as propriedades naturais dos tegumentos, bem como as leis da gravidade.
Abri apenas a Colecção Outono Inverno para que nenhum de vós fique atrás nas tendências: além de estampados feios em tudo o que é tecido, parece que a grande tendência para este ano vai ser a bota de cano alto, de lã alta e de qualquer tecido que os faz chegar ao joelho. Destaque também para as botas estilo Baiona, que vão desde o tornozelo até à cona. 
De resto não há muito mais a reter de novidades. Digam lá que não vos poupei 3 euros e meio.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

The Fantastic Facts of Being Abandoned

Acordar de manhã e saber que este Outono / Inverno tenho o dobro do guarda-roupa para escolher.
Exhilarating!

Voasti

A minha cara metade voou hoje para só voltar daqui a 3 meses. Além das repercussões que isto vai ter nos calos da minha mão, vou ter saudades de te puxar as cuecas para baixo enquanto estás na cozinha com as mãos ocupadas.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O Sexo e a Idade

Parece que a indústria de televisão e cinema não quer deixar de enjoar as pessoas até cairem redondas no chão, nauseadas e gregoriadas. O Sexo e a Cidade está a pensar voltar ao pequeno écrã para uma 7th season. A parte boa desta história é a alternativa acertada para televisão, uma vez que o último filme consistia nas duas horas mais eficazes em induzir o sono numa plateia que padecia de qualquer emoção.

A parte má, é que a história de quatro velhas a lubrificarem-se artificialmente não me chama. Para isso tínhamos as Golden Girls.

Já não há nada de virgem na Charlotte, que por este andar já rodou Nova Iorque. A Miranda não tem nada de novo para oferecer a não ser que se divorcie do mono colhão e nós já conhecemos a versão de mãe solteira. A Samantha já não tem com quem foder, porque até a versão lésbica já foi retratada, a não ser que ela se torne agora a Ninfa do Lar de Idosos. A Carrie, já não pode ter mais dilemas porque  já ninguem aguenta. Agora só lhe vejo o drama no escasso número de vezes que o Mr. Big se mostra Big para ela. 

Façam outra série. Pode ser do género que a malta agradece. Fútil, intelectual, cómico, dramático... qualquer coisa. Mas reciclem. Não estraguem o que já foi fenomenal. Ou melhor, não estraguem outra vez o que já foi fenomenal. Ninguém quer ver artroses à canzana.

domingo, 14 de agosto de 2011

Ofereço o meu Bépanthéne.

Alguem prepara-se para viajar. Este blog vai ser o laboratório in loco do que 3 meses sem sexo conseguem fazer a uma pessoa. Isso e o desgaste das paredes.

sábado, 13 de agosto de 2011

Regresso à Cidade

Agora que estou de regresso à civilização, mas ainda de férias vou ver a estreia de Glee 3D. Porque aquilo que mais me apetece é ter um paralítico a entrar-me pelas órbitas adentro.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O Roto e o Nu

Gosto de ir a praias paradisíacas e pouco pisadas. Praias de difícil acesso para afastar as multidões. A descida faz-se através de uma corda, não aconselhada a portadores de problemas de varizes ou pernas de presunto. Hoje, porém, o mundo descobriu a "minha" praia.

Cheguei e deparei-me com pirilaus e snaitas todas expostas, sedentas de uns raios de sol para um bronzeado homogéneo. Os pirilaus saltavam enquanto jogavam raquetes e as snaitas arregalavam-se enquanto sentadas de pernas afastadas.
Não tenho problemas com o nu dos outros, muitos dos quais desejaria que se tivessem mantido tapados para não estragar o meu eterno imaginário.
O que me faz confusão é o facto de eu não querer estar nu. E convenhamos que, estar de calções no meio de nudistas, faz pairar um ambiente estranho. É como se eu estivesse a esconder que tenho lepra nas partes. Isso ou o eterno problema do pénis pequeno (sofro da patologia contrária, atenção). Portanto, hoje mantive-me empacotado alheio a quaisquer pensamentos sobre as inúmeras deficiências que o meu Van Gogh poderia estar a padecer.

Um dia vou-me despir na praia para que a minha obra de arte possa ser apreciada. Hoje ainda não é o dia.

Atenção: os exemplares da foto não estavam na praia, nem os seus semelhantes senão OBVIAMENTE que não estaria por aqui a queixar-me.