A minha empregada deve achar que as teias de aranha e a aranha fazem parte da decoração de Natal.
Deixou-as lá... intactas...
Há dias vi um anúncio da Old Spice que faz-me acreditar que aquilo foi feito por todos aqueles que nada percebem da arte da paneleiragem e deixaram-se ficar pelos estereótipos que, 95% das vezes, estão certos. E eu que não sou nada comichoso com o escárnio contra a paneleiragem que até acho piada... Já as piadas de mau gosto sobre o assunto, ignorar atribui-lhes a devida importância.
Obrigado a todos os que fizeram greve e que permitiram que eu pudesse chegar a casa mais rápido que nunca, sem trânsito e sem entupimentos de pessoas a caminho do trabalho.
Estou constantemente chateado com tudo o que me rodeia e passo-me facilmente da cabeça ao simples pronunciar do meu nome; ando com oscilações de humor como se fosse bipolar e qualquer dia enfio um tampão no cu para poder relaxar.
Numa vã perspectiva de maximizar o meu vocabulário em francês para além de batôn e passe-vite, fiz download de um aplicativo que me apresenta diariamente uma palavra. Uma nova palavra todos os dias para enriquecer o meu léxico e por-me a compreender a língua francesa como ninguém. Diariamente anseio pelo enriquecimento do meu saber. Diariamente esfrego as minhas mãos em antecipação.
Se há coisa que marca a aproximação da época de Natal, bem como toda a minha infância e adolescência, é o anúncio da Ferrero Rocher. Aquela empresa não só não tem departamento de marketing, como nem um cêntimo gasta com publicidade que aquele anúncio já cheira tanto a mofo que já deveria ser considerado publicidade institucional.
De qualquer forma, grande parte da vossa programação passa-me completamente ao lado. Os poucos programas que se contam pelos dedos das mãos de uma pessoa que tenha nascido apenas com cinco dedos, que eu gostaria de ver, passam em horários, por vezes incompatíveis com a minha vida frenética. E perguntar-se-ão "nós com isso?". Nada.
Ainda não eram 9:15 e já precisávamos de recarregar as energias com um pequeno-almoço para javardos. E assim, de pança cheia, lá percorremos Pirata das Caraíbas e Indiana Jones para depois podermos fazer as atracções exteriores: e eis que chove a potes. De pés encharcados para o resto do dia, ao ponto de garantir uma pneumonia para tempos vindouros, lá fizemos tudo o resto porque a nós a chuva não pára. Enfiamo-nos em tudo o que havia desde as chávenas da Alice ao Pinóquio, ao comboiozinho turístico, passando pela Branca de Neve, não houve atracção para criancinhas que nos detivesse. Se era para fazer tudo, tudo faríamos.