terça-feira, 29 de novembro de 2011

Choque de Culturas

A minha empregada deve achar que as teias de aranha e a aranha fazem parte da decoração de Natal. 
Deixou-as lá... intactas...

Christmas Carols

Chega a esta altura do ano e não consigo evitar encher o meu iphone de Natal. Olha, antes isso que Micaela...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aos senhores da Old Spice

Há dias vi um anúncio da Old Spice que faz-me acreditar que aquilo foi feito por todos aqueles que nada percebem da arte da paneleiragem e deixaram-se ficar pelos estereótipos que, 95% das vezes, estão certos. E eu que não sou nada comichoso com o escárnio contra a paneleiragem que até acho piada... Já as piadas de mau gosto sobre o assunto, ignorar atribui-lhes a devida importância.

O anúncio dizia qualquer coisa como "O verdadeiro Homem não bebe leite. Come a vaca toda." Uma suposta insinuação jocosa de que os paneleiros é que o bebem... isto claro se o anúncio estivesse minimamente bem feito.

Ora além de achar que de acordo com esta teoria, o "verdadeiro homem" vai ficar sem ossos não tarda e com uma crise de gota descomunal, a teoria nem tem pés, quanto mais estofo suficiente para comer uma vaca:

Em primeiro lugar todos nós comemos vacas (excepto as paneleiras vegetarianas). Sexualmente, 95% de nós (a paneleirage) já comeu uma ou mais "vacas" ou lá como chamam as companheiras dos verdadeiros homens. Depois, mais tarde, é que começaram a beber leite... para desembuchar.

Segundo, a arte de beber leite parece simples mas não é. Qualquer ser humano consegue comer uma vaca. Agora encher a boca de leite, por vezes estragado, contrariando quaisquer reflexos de regurgitação, evitando simultaneamente a asfixia do leite nos pulmões para que o produtor de leite não se sinta ofendido com a recusa? Isso sim é de homem.

Qualquer ser humano consegue comer uma "vaca"; aliás existem vacas que comem vacas portanto se elas conseguem sem qualquer esforço, não é propriamente um acto de robustez machista. Agora levar com ele? Isso sim é de homem, que aquilo não é como o da vaca: é apertado, dói e por vezes até sangra. E há uns que demoram mais tempo a escavacar o dito que outros. E enquanto dura e dura e dura, o homem "aguenta e não chora" de forma quase hercúlea. E tudo com um sorriso de orelha a orelha, como se estivesse a fazer bolos.  
E os verdadeiros homens estão onde? A comer uma vaca... pffff.
Ademais, acho ridículo o verdadeiro homem não poder beber leite que isso é de rabeta. Mas esfregar a cara toda com aquele composto do Old Spice que mais parece meita coalhada, isso sim é de homem: a comer uma vaca com a cara coberta em meita. Parece-me propaganda pouco factual.

Portanto aos senhores da Old Spice: o verdadeiro homem não come uma vaquinha. O verdadeiro homem leva com um boi pelo cu acima e não chora!

Portugal "Fashions"

Portugal é Fado, Futebol e o Fernando... pai da Fanny. Foda-se credo.

domingo, 27 de novembro de 2011

UNESCO

Até que enfim, já chegaram a uma decisão sobre o património da Humanidade que eu já não podia ouvir mais fado por este país fora. A UNESCO devia era prestar atenção ao Tony Carreira que consegue esgotar pavilhões atlânticos com aquelas músicas de merda.
Esse fenómeno sim, deveria ser preservado.

sábado, 26 de novembro de 2011

O Génio da Lâmpada

Sempre sonhei em ter um walk-in closet. Daqueles com um banquinho no meio e tudo. Sonhos ridículos e muito gay; não obstante, sonhos. Na esperança de me ver feliz e realizado, o meu amor não satisfeito com um closet no quarto que ocupava uma parede inteira e ia do chão ao tecto, decidiu comprar outro... igual.

Ora eu sei que temos mais roupa cá em casa que uma loja no Chiado... não é que eu compre muita roupa, mas as peças à noite fechadas e longe de olhares alheios, põem-se todas a foder umas com as outras e de tempos a tempos, nascem mais peças. É a única explicação credível que consigo arranjar.
Mas daí a termos dois monos gigantescos a ocuparem quase todo o quarto do nosso humilde T1, parece-me um bocadinho exagerado.

O meu cão fugiu do quarto sentindo-se enclausurado por aquilo que lhe parecem ser os skyscrapers de Nova Iorque. Eu é mais Moscavide.
De facto tenho um walk-in closet gigante visto por esse prisma; tenho também um sleep-in closet, um live-in closet... tudo em um. E tenho um banquinho no meio que aliás é a única coisa que cabe no meio. Chama-se, a cama.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Greve

Obrigado a todos os que fizeram greve e que permitiram que eu pudesse chegar a casa mais rápido que nunca, sem trânsito e sem entupimentos de pessoas a caminho do trabalho.
Obrigado por ter chegado a casa (cedíssimo) e ter reparado que havia dezenas de espaços em frente de casa para estacionar.
Se o panorama do país em greve é este, faço uma petição para que nos retirem também o 12º mês.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A passar por um "período".

Não nasci com um útero nem com um grande par de ovários, é verdade. Os meus estão cá fora pendurados a fazer o seu trabalho outdoors
Não é que isso tenha algum significado hormonal, porque ultimamente sinto-me constantemente com o síndrome pré-menstrual (mas sem aquele corrimento de postas de cabidela pelas pernas abaixo). 
Estou constantemente chateado com tudo o que me rodeia e passo-me facilmente da cabeça ao simples pronunciar do meu nome; ando com oscilações de humor como se fosse bipolar e qualquer dia enfio um tampão no cu para poder relaxar. 
Há dias em que apetece mandar alguém matar a mãe e fazer arroz de puta. Mas depois contenho-me que acho que a desculpa do síndrome pré-menstrual não iria colar.
Fico na dúvida se não terá sido por não ter ido às aulas de dança esta semana (o que não contraria de forma alguma a minha tese de que sou um indivíduo que menstrua hormonalmente todos os meses). Ou simplesmente preciso de um penso.
Acho que vou começar a tomar a pílula, a ver se isto passa. Mas uma que não engorde.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Fiéis

Dizem que quando Deus fecha uma porta, abre uma janela. A minha empregada deve ser muito religiosa que depois de fechar a porta, escancarou as janelas todas para deixar entrar esta leve brisa que faz rachar os ossos. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Bem bom.

Numa vã perspectiva de maximizar o meu vocabulário em francês para além de batôn e passe-vite, fiz download de um aplicativo que me apresenta diariamente uma palavra. Uma nova palavra todos os dias para enriquecer o meu léxico e por-me a compreender a língua francesa como ninguém. Diariamente anseio pelo enriquecimento do meu saber. Diariamente esfrego as minhas mãos em antecipação.
Hoje a palavra era: boutique.



De repente, manter este aplicativo na pasta "Utilidades" deixou de me fazer sentido...

domingo, 20 de novembro de 2011

Provérbios.

Eu sei que a Humanidade ainda está longe de descobrir a cura para a burrice. Mas até lá, o primeiro passo, tal como no alcoolismo, consiste em reconhecê-la; o segundo, consiste em calar a boca antes que vire pandemia.

"Alguém" que certamente padece desta patologia sem necessidade de recorrer a dispendiosos exames auxiliares de diagnóstico, lembrou-se de citar publicamente um provérbio popular, que eu desconheço porque deve ser tão popular como a primeira pessoa a sair da segunda edição do Big Brother.

O provérbio seria (ou é, que se calhar existe mesmo): "Um bom capitão sabe quando deve abandonar o barco"

Foda-se que raio de capitão abandona o caralho do barco com pessoas lá dentro? Eihn?
Também existe a versão "um bom piloto sabe quando saltar"? "Um bom bombeiro sabe quando desligar a mangueira"? Ou até "um bom guarda prisional sabe quando entregar as chaves"????

É por isto que eu não percebo nada de provérbios populares. São muito profundos. (Como o barco que o capitão abandonou...)

sábado, 19 de novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pensamentos #3

Acho que tenho que deixar o espaço do cão em quarentena quando encontro a cama dele enrolada em forma de cona...

Confissões que amanhã provavelmente apagarei.

Em solidariedade aos universitários que foram entrevistados pela Sábado, sabe-se lá em que condições e sob que manipulações, junto-me ao vosso rol de apontar de dedos:
Aos 26 anos, eu achava que a Sibéria ficava em África. 

Eu até há pouco tempo não sabia quem era a Cândida Branca Flor.

No jogo "Quem quer ser milionário", raramente acerto nos provérbios populares para 50 euros.

Não sei quem realizou uma data de filmes.

Conheço pouquíssimos autores portugueses contemporâneos... assim de repente vem-me à memória Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada...

Podem rir. Assim sempre disfarçam que também não sabem uma data de coisas...

P.S. Cátia ao PODER!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ao menos a Cátia consegue por-me a rir...

... porque estes só me conseguem por a chorar que não são auxiliares de acção médica, têm frequência universitária após terem tido bom aproveitamento no secundário. 

Mas consigo tolerar que alguém que não veja televisão e que não goste de Geografia diga que Inglaterra seja a capital dos E.U.A. ou que quem não seguiu Ciências diga que a molécula da água é representada quimicamente como H20.

Não consigo é tolerar que durante uma conversa, em português, estejam a falar-me em sófás e no número treuze, e que não tomaram a pírula como se estivéssemes a falar em estrangêre.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mais simbólico que Jesus Cristo

Se há coisa que marca a aproximação da época de Natal, bem como toda a minha infância e adolescência, é o anúncio da Ferrero Rocher. Aquela empresa não só não tem departamento de marketing, como nem um cêntimo gasta com publicidade que aquele anúncio já cheira tanto a mofo que já deveria ser considerado publicidade institucional. 

Por esta altura admira-me que a senhora ainda consiga comer chocolates que já nem deve ter dentes, de velha que está. E duvido que o Ambrósio ainda esteja vivo depois de tanto satisfazer os caprichos da esfomeada.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Timeline

A minha amiga do facebook deve estar tão interessada na minha conversa que enquanto falamos sobre coisas sérias, ela está a fazer "like" à página da Clarins para as borbulhas.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Até prostituimos o Natal

Certo que este Natal, com os apertos e tudo o mais, cada um só vai poder dar o pouco que tem. 
E por achar que o Continente apoia esta máxima nas suas mais variadas estratégias de marketing, este Natal estou sempre com medo que enquanto dança a Popota, ela vai acabar por mostrar a xoxota.
Não admira que o imaginário das crianças esteja cada vez mais atolada em putedo. Primeiro a Ana Malhoa, depois a Floribella, agora a Popota. Cheira-me que p'ró ano vamos ver os colhões do Sponge Bob...

domingo, 13 de novembro de 2011

Estou a considerar enviar...

Exmos. Srs. da ZON;

Não é que eu veja muita televisão hoje em dia que os tempos estão para mais trabalho e menos descanso. E ainda não estou no desemprego, razão pela qual consigo suportar mensalmente os vossos custos ridiculamente elevados face aos serviços que prestam.

De qualquer forma, grande parte da vossa programação passa-me completamente ao lado. Os poucos programas que se contam pelos dedos das mãos de uma pessoa que tenha nascido apenas com cinco dedos, que eu gostaria de ver, passam em horários, por vezes incompatíveis com a minha vida frenética. E perguntar-se-ão "nós com isso?". Nada.
E por não terem precisamente nada a ver com isso, aderi a uma box que ocupa espaço útil da minha humilde casa, cuja função seria gravar programas de televisão com antecedência. Como aderi, pago este serviço todos os meses, que no vosso departamento de cobranças ninguém brinca... Nos outros todos é que parece que aquilo anda tudo em modo Kidzania.

De há 30 dias para cá, a visualização de qualquer programação antecipadamente, nem que seja um minuto antes de começar o dito programa, é-me negada impiedosamente, com um comovido pedido de desculpas ao seu cliente: "Temporariamente Indisponível".
Portanto se eu não consigo visualizar a programação, também não tenho o dom da previsão da programação para poder gravar seja o que for... paguei a uma empresa que me fizesse isso. Acho que se chama ZON mas já não me recordo muito bem.

Ora eu não me venho queixar pelo facto de vocês estarem com falhas técnicas. Aliás desde que vos conheço que sofrem de falhas técnicas portanto já teria ganho uma valente tendinite se me dignasse a queixar diariamente por escrito sobre tudo o que falha nos vossos serviços (excepto o Departamento de Cobranças, é claro, que está digno de um processo de certificação de qualidade).

A minha questão é simplesmente no sentido de descodificar, quanto tempo significa para vocês uma indisponibilidade temporária? É que assim saberia quanto tempo terei de pagar "temporariamente" o valor total por um serviço que não me está a ser fornecido por estar sempre temporariamente indisponível. Estou portanto temporariamente fodido chateado.

Imaginem vocês que eu possuía uma clínica única com a cirurgia que vocês precisavam para salvar o vosso couro. Consultariam os profissionais, que vos cobrariam quantias exorbitantes (porque também teríamos um Departamento de Cobranças exímio) e programariam a cirurgia da salvação. Chegaria o feliz dia e estaríamos temporariamente indisponíveis para vos salvar, mas cobraríamos a quantia por inteiro obviamente, porque é "temporário".

E estarão a pensar vocês: o que é que o cu tem a ver com as calças? É que temo que em ambas as situações poderemos acabar pobres e mortos à espera do fim da indisponibilidade temporária.

Gratos pela Vossa atenção e em fé de que farão tudo para que eu não morra pobre e à espera;

Schnoof

sábado, 12 de novembro de 2011

Importação Nacional

Caros italianos;

Se já não vão precisar do Berlusconi, podiam despachar-se e enviá-lo p'ra cá se faxavor? É que o Isaltino Morais e a Fátima Felgueiras não têm o glamour desse senhor a roubar.
E a Cicciolina. Precisamos de uma dePutaDa como a Cicciolina que a Maria de Belém já é old school.
E é isso. Acho que não precisamos de mais nada, que queremos manter o resto da mafia como produto nacional.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ainda em relação ao post anterior...

Nem uma castanhinha entrou neste bucho para lançar uns peidos valentes...

Nem uma jeropiga para rosar as bochechas...

Não fosse o calor tórrido que se fez sentir neste verão de são Martinho e iria jurar que não estávamos sequer em Novembro.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O "verão" de São Martinho

- Amanhã é verão de São Martinho. Para alguém completamente analfabeto em sabedoria popular portuguesa devido à minha falta de raízes, esta frase pareceu-me tão parva como se me tivessem dito que se tinham peidado pelas orelhas. Embora deva haver quem consiga, que este mundo dá p'ra todos.

Num misto de aparvalhado e desinteressado, perguntei que raio significava aquela expressão. Ao que me foi explicado: (passar história secante à frente caso se considerem mais cultos que eu)
Um dia torrencial de chuva São Martinho andava pelas ruas (provavelmente cheias de merda e moscas e ébola). Nesse dia, Martinho decidiu levar uma capota preta para se proteger da chuva. Ao passar por um mendigo, rasgou a capota a meio e ofereceu. Posto isto, fez-se luz... literalmente, e no dia 11 de Novembro nunca mais choveu neste planeta.

Só depois de ouvir isto reparei que já não mastigava os filetes de pescada que tinha na boca há um bocado e que já estava a fazer papa choca na boca. Engoli e perguntei:

- tu não acreditas nessa merda, pois não?
- acredito. há vários anos que no dia 11 de novembro faz um óptimo dia de sol, digno de ir à praia, daí a expressão "verão de são martinho".

Ai caralho, se amanhã chove vou chagar-te a paciência daqui à China. E também vais chorar quando descobrires que o Pai Natal não existe.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Provavelmente muita gente não achará estranho...

Não é que eu esteja aqui a querer incitar os Movimentos Feministas por este mundo fora, mas oferecer isto à menina este Natal parece-me um pouco redutor. Mas then again, quem é que entende às crianças...


Kit menina (ou menino com ares, que aqui é tudo pela não discriminação):

- Vassoura
- Esfregona
- Pá
- Esfregão (acho...)
- Espanador???

E pronto, feliz Natal.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Consegue ser quase melhor que a Cátia

Back Home

Cheguei ontem de Paris. A horas, não fosse o piloto estar com pressa e ter descido tão rapidamente ao ponto de soltar os canhões nos meus ouvidos. Ou isso ou tinha acabado de descobrir que tinha chumbado ao exame de voo. 
Ou então recebeu um "Muito Bom" que isto hoje em dia, não há como definir critérios para a competência (ou para a falta dela).

O parque de estacionamento junto à minha casa estava completamente vazio. Andaram a pintar faixas no chão. O meu carro estava noutro sítio completamente diferente para não atrapalhar as pinturas. Nem quero imaginar com que cuidado mudaram o meu carro de sítio, nem como, que ao meu carro já acontece tudo. Já só falta apanhar alguém a enfiar o caralho no meu tubo de escape. 
E nessa altura nem vou pestanejar.
A minha casa estava imaculada. Não estava à espera que não estivesse uma vez que não esteve lá ninguém, mas como tenho o síndrome de vítima de exclusão social, penso sempre que organizaram uma mega festa com orgias em minha própria casa e não me convidaram. 

Felizmente cheguei a tempo para ver o desfile de putas na TVI e ainda apanhei a estrábica a dizer que fez puzzles com a snaita. Aaah, Portugal. Sentar no sofá e ver televisão portuguesa é um conforto para a alma. Estou em casa.

domingo, 6 de novembro de 2011

Paris

Da primeira vez que visitei esta cidade não lhe caí propriamente aos pés. Talvez porque tinha sempre imaginado que o passeio pelos Champes-Elysées era obrigatoriamente acompanhado por uma banda sonora de Greatest Hits da Edith Piaf. Não era nada disso.

Desta vez foi diferente: já sabia que não havia banda senhora nenhuma. Era absorver a cidade. Não entrei no Louvre desta vez porque não toleraria mais uma manhã de mulheres com a mama de fora, mas sempre com um ambiente celestial. Tentei inclusive tapar uma que deveria estar já com os mamilos a tiritar de frio, mas como podem ver na foto, o vento encarregou-se de desfazer a minha protecção. Some things were just meant to be.

A grande atracção do momento, qual fila para a torre Eiffel, é a abertura da Abercrombie & Fitch nos Champs-Elysées. Filas de fazer acordar às 7h para ir apreciar os meninos e comprar roupa. Só não entrei porque se na porta, estavam duas aves feias a dizer olá, nem quero imaginar os exemplares que estavam na loja a "dobrar roupa".

Tiramos fotos com a torre Eiffel em pano de fundo em quase todas as posições que ia jurar que tenho cá fotos suficientes para compilar o Kama Sutra francês. Jantamos mais tartare. Se aquilo não é 100% de carne de vaca, por esta altura já sou o feliz dono de uma comunidade de lombrigas.

sábado, 5 de novembro de 2011

Reims - Part 2

Tal como disse ontem, a cidade de Reims ficou conhecida em poucas horas. Hoje aproveitei os ares de Reims para papar quilos de episódios de Anatomia de Grey. Nem mudei de cuecas. Estou bem obrigado.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Champagne-Ardenne: Reims

Como qualquer alcoólico que se preze, tinha que vir parar à terra da produção mundial de champanhe. Tal como em Amsterdão, em cada esquina vemos uma cave; só que em cada cave escondem-se toneladas de garrafas da tão apetecida e sobrevalorizada gasosa com sabor a vinho.

Como alguém estava muito ocupado a tratar de assuntos de importância internacional, fui tratar de coisas mais importantes ainda e dei asas à minha futilidade percorrendo ruas para conhecer a cidade e ver lojas.

Reims vê-se em duas horas - com paragens. Não fosse eu ter-me perdido durante uns valentes minutos, e tinha passado a tarde numa esplanada francesa a ler O Ser e o Nada de Sartre (foi a capa que eu escolhi para  tapar a capa da Fanny Hill - Memórias de uma Prostituta).

Fui almoçar mais tartare porque aqui come-se comida crua em todo o lado. Seja salmão, seja carne, tudo cru. Adepto desta cuisine, estou a ponderar vender o meu fogão e substituir o espaço por vasos.
Houvesse bacalhau e também faziam dele tartare: em Portugal temos algo semelhante com tartare de bacalhau mas chama-se punheta. Sempre muito eruditos nas nossas nomenclaturas. Bons costumes.

Encontrei um mealheiro revestido de símbolos de Nova Iorque e comprei-o para ver se em Setembro, consigo escancarar aquela porcelana chinesa e entregar as minhas poupanças numa agência de viagens. Apesar de ainda ter lá estado o ano passado, já estou a ressacá-la.
Amanhã cá estarei ainda em Reims, e estou a perder gotinhas tal é a excitação de descobrir mais sobre esta terra tão grande e com tanto para ver e fazer! Acho que termino o meu livro não tarda.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Disney - Day 2 - O Parque

Como detentores de sérias patologias como nós somos, acordamos às 7:30 para conseguirmos apoderar-nos de todas as atracções antes dos outros, quais garganeiros. E assim foi, ainda a limpar as remelas pelo caminho e com uma manga por vestir, fomos em modo acelerado para poder andar no Space Mountain três vezes.

Ainda não eram 9:15 e já precisávamos de recarregar as energias com um pequeno-almoço para javardos. E assim, de pança cheia, lá percorremos Pirata das Caraíbas e Indiana Jones para depois podermos fazer as atracções exteriores: e eis que chove a potes. De pés encharcados para o resto do dia, ao ponto de garantir uma pneumonia para tempos vindouros, lá fizemos tudo o resto porque a nós a chuva não pára. Enfiamo-nos em tudo o que havia desde as chávenas da Alice ao Pinóquio, ao comboiozinho turístico, passando pela Branca de Neve, não houve atracção para criancinhas que nos detivesse. Se era para fazer tudo, tudo faríamos.

Voltamos a encher o bucho com comida mexicana à tonelada per capita, e perdemos a parada dos bonecos porque: um, já tínhamos visto há uns anos atrás; dois, estávamos muito ocupados a decidir se havíamos de esperar para andar no carrocel dos cavalinhos ou se estava na hora de ir voar no Peter Pan. Assim como assim, ratas Minnie já eu tinha visto muitas; e ratas Maxi também.

E só cedemos ao adeus, porque as pernas guinchavam já muito alto e os pés ameaçavam decompor-se após tantas horas em banho Maria a fazer schlap-schlap.

A Disney não me desilude e por mais cabelos que caiam desta cabeça, ver um clássico da Disney traz as mesmas sensações que quando as via em criança. Por isso decidi fazer uma maratona e rever todas as longas metragens que eles já fizeram até à data.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Disney - Day 1- Estúdios

Vir a França e não vir à Disney, é como ir a Espanha e não visitar a Duquesa de Alba. Portanto, apesar de já cá ter estado, a cara metade garantiu-me dois dias de regresso à infância, uma vez que a Disney fez grande parte da minha vida.
Continuava tudo mágico e tudo "when you wish upon a star", excepto quando chegou a hora de começar a andar nas coisas. 90 minutos era o tempo médio de espera anunciado para cada atracção e 120 era o tempo real. A minha mente sodomizava-me a cada milímetro que avançava na fila: regressar a uma quarta-feira, regressar a uma quarta-feira. O diabinho da minha orelha esquerda só sussurrava: matar as criancinhas vestidas de princesa.
Conseguimos andar nas principais: aerosmith, finding nemo e o twilight zone tower hotel. E depois mais alguns que encontramos pelo caminho (incluindo os tapetes do aladino porque alguém não se calava com aquilo).
O parque fechou às 19h, e corremos que nem putos para o outro parque para ver se ainda conseguíamos espremer mais aventura, apesar de que amanhã estaremos lá outra vez. Papamos o Space Mountain e ainda conseguimos percorrer o It's a small world já no escuro.

Fomos jantar hamburgueres ao preço de lagosta porque os restaurantes daqui servem pouco mais do que isso, e agora estou sentado na cama de um hotel que prometia magia por toda a parte mas apesar de toda a luxuosa fachada (e valor acrescentado), já levamos com cabelos no lavatório, um ralo que simplesmente teima em não escoar e um sapato usado desconhecido no hall de entrada.
Amanhã rezo por mais encanto.