segunda-feira, 31 de outubro de 2011

In Bruges

À parte da cidade que abrange os mais diversos scores de higiene, o hotel era fantástico. Adormeci a ver um filme sobre um cão que me deixou deveras perturbado.
Dormi mais uma hora do que é suposto e fui tomar banho. Mais uma vez, roubei a loção de corpo do hotel, contra a vontade de certa pessoa que diz que pareço um pelintra sempre que faço isso e que qualquer dia temos produtos de higiene hoteleiros armazenados em casa para África inteira (não o país da América do Sul, mas o continente).

Fomos conhecer Gent: uma cidade com cara lavada e com rostos lavados. Tipicamente europeia na sua concepção, com edifícios bonitos e praças várias com encantos próprios. Como ainda não tínhamos comido nada, tentei por tudo arriscar numa esplanada qualquer típico-turística. Mas só conseguia ler croken, oosten e fracht em todo o lado e não me estava nada a apetecer terrinas surpresa àquela hora do dia. Pizza Hut com ele.

Já de barriga cheia após uma pepperoni lovers confeccionada com os mais frescos ingredientes belgas, partimos rumo a Bruges. A única referência que tinha de Bruges era de um filme com Colin Farrell que me deu grandes doses de sono e cuja única parte recordava, era a de um suicídio a partir de uma torre gigante. A cidade tem um encanto muito especial por ver conservadas as fachadas históricas pitorescas por entre rios e igrejas. É um must visit para qualquer pessoa que se encontre por perto (ao contrário de Antuérpia).
E claro, chocolateries por toda a parte não fosse a Bélgica exímia no fabrico de chocolates.



Amanhã vamos rumar a Disney e revisitar a minha amiga Rata Minnie.

domingo, 30 de outubro de 2011

Antuerpia

Afinal vim para Antuerpia. Esta coisa de planearem a estadia por mim deixa-me baralhado das ideias.
Uma longa viagem de carro depois, chegamos à famosa terra do comércio. Fiquei completamente desolado com as vistas: os prédios eram pavorosos e pelos vistos, as pessoas que vieram trazer as especiarias outrora, tambem ficaram por ca. Parecia Martim Moniz. As pessoas aparentavam gastar mensalmente em higiene aquilo que eu gasto em bíblias.
Andamos e andamos e passei o tempo todo à procura da Upper East Side cá da zona mas a cada esquina esbarrava com Little India... Mas em mau. Ainda circulamos pelas supostas galerias do diamante. A julgar pelo ar das redondezas, os unicos diamantes eram provavelmente os que roubavam aos transeuntes.
Até que finalmente viramos uma esquina magica que desaguava para uma tipica cidade europeia. Pessoas lavadas, lojas, arquitectura histórica conservada. Considerei a partir daí que a cidade era bonita... Nao maravilhosa, bonita.
Bebemos uma cerveja no porto onde os barcos antigamente iam despejar as mercadorias de outros mundos. Não conhecia nenhuma cerveja portanto optei por uma kriek st. louis premium. Se é crica não há-de ser má. Ou pelo menos assim pensava há muitos anos atrás.
Encontramos a estátua da foto que me intrigou por simplesmente não compreender o significado de dois anões a vislumbar o pirilau de um homem gigante. Mas se é arte, é legítimo. Se fosse no balneario era paneleiragem.
Amanha creio que vou a Bruges mas já não digo nada porque posso ir parar a outra terra.

sábado, 29 de outubro de 2011

Telegrama: Je suis arrivée

Um dia perdido em viagem. Mala de um lado para o outro. Experimentei um TGV pela primeira vez. A experiência é igual a um Alfa.
Cheguei e...

(o conteúdo não é passível de ser descrito)

Depois fomos jantar. Após comer carne crua, optei por um tártaro - mais carne crua. Não consegui mais nenhuma foto porque a minha máquina não capta bem imagens debaixo dos lençóis.
Amanhã - Bruxelas.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Check-in

Depois de terem aturado os meus devaneios devido à falta de sexo, vou finalmente juntar-me ao coiso e tal que está temporariamente lá p'ra Paris de França e soltar o leão. Não que me lembre muito bem do que é que isso seja (o sexo) nem de como se faz, mas estou confiante na recuperação da minha memória a longo prazo.

Despejei o meu filho cão para casa da minha amiga Enxovalhada (aquela que tem menos instinto maternal que o Carlos Silvino). Acho que só vai passeá-lo porque dá um ar de pessoa com sentimentos e doce e meiga e pode resultar no engate. E porque o pêlo  do bicho condiz com a pele das botas.

Despejei as minhas filhas (Beyoncé e Mariah) para casa da minha amiga Badalhoca. Vou confiar na pequenez dos bichos como factor desmotivante dos impulsos sexuais dela. Não que morressem afogadas claro... é pelo choque térmico.
Acho que só aceitou tomar conta delas porque ameacei em pleno facebook que iria despejá-las pela sanita abaixo caso ninguem se oferecesse como sitter. A minha irmã ficou horrorizada. Não sei o que é que é pior: ela acreditar que faria isso ou ela continuar a falar comigo sabendo que as deitei na retrete.

E cá estou, pronto para voar sob turbulência em modo tranquilidade. Trago o livro Fanny Hill: Memórias de uma Prostituta portanto duvido que note alguma despressurização no meio do deslumbramento.

Prometo relatos extensos diários (mais para mim do que para vocês, mas são livres de ler se quiserem). E pronto... enquanto não vislumbro a Torre Eiffel, vou espreitar quanto é que a Fanny cobrava por sexo anal sem beijo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Eu e os jogos

Hoje decidi finalmente fazer download de um aplicativo réplica do primeiro jogo de Copas que o Windows fabricou. Passei tardes inteiras a jogar aquele jogo quando os jogos do DOS já estavam fora de moda e os novos jogos do Windows 95 estavam ainda a ser criados. E o meu computador era uma bomba e tinha uma capacidade louca: 800 fantásticos megabytes.

Tal como o jogo anterior, este permite dar nomes aos jogadores. Quando era mais puto, esses nomes eram geralmente os membros da  minha família. Eles, por sua vez, estando perto ou estando longe, eram objecto da minha fúria constante sempre que me espetavam com uma dama ou com uma carrada de copas. Depois era ver a minha mãe chegar alegremente a casa e eu quase nem lhe dirigir uma palavra por me ter "ganho" três jogos seguidos. 

Mais interessante é saber que passados todos estes anos, estou chateado com o meu namorado que está a centenas de quilómetros de distância, provavelmente a trabalhar, por me ter espetado com uma dama logo na primeira mão de ouros. Como é que eu ia adivinhar que estavas seco a ouros logo na primeira jogada?

Não me ligues antes das seis se faz favor que é o tempo que vou demorar a fazer as pazes contigo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tecnologia 3D


Jennifer, se eu for a um cinema desses poderei ficar com a cara esporrada? Opa, é que queria experimentar mas tenho um terror de ficar com as pestanas coladas.

De férias.

Estou oficialmente de férias. Passei a manhã a repetir isto ao ponto de algumas pessoas sentirem-se tentadas a cortar-me os tomates com um x-acto. Mas repeti novamente até levá-las ao desespero que eu não sou de desistir facilmente.

Enfiei-me no trânsito debaixo de chuva e por trás de convictos de que em tempo de chuva a velocidade máxima é de 10 km/h. Roguei uma crise de lepra a cada um e cheguei a casa. 

Fui levar o cão a passear. Fomos encharcados por um carro a alta velocidade. Pensei se seria prudente arrancar uma pedra da calçada e acertar na janela do filho da p$%&. Por 50 pontos ainda acertava-lhe na nuca e provocava-lhe um traumatismo craniano. Não sou assim tão bom com desportos de pontaria. Desisto e vou ao talho comprar carne que hoje estou com desejos de carne à portuguesa.

Chego a casa, abro a minha Time Out e deparo-me que a Oportunidade da Semana para compra de imóveis é de 390 mil euros. Se isto é a oportunidade da semana, então está na hora de me convencer que já saí da classe média há muito tempo. Estou lado a lado com o arrumador de carros ali da frente e com a minha empregada russa que feitas as contas, ganha quase o mesmo que eu à hora.

Estou a lavar roupa suada com mais de 24 horas para depois deixar bué de roupa para a minha empregada engomar, enquanto estiver fora. Estou também a olhar para as peixas a pensar se valerá o trabalho de deixá-las com uma amiga durante uma semana ou se faço sushi agora.

Continua a chover. Que bom estar de férias...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Complexidade Tecnológica do Elevador

Tenho a infelicidade de trabalhar a vários pisos acima do nível do chão. A tecnologia encarregou-se de facilitar o voo, inventando uma coisa chamada o elevador. Mas o conceito ainda gera alguma perplexidade em certas pessoas, fodendo dificultando a vida de quem está com pressa.

Apanhar o elevador exige um trabalho de casa prévio e estudado: o destino. Para onde vou? Para cima ou para baixo? Não é na altura que se decide. É com muita antecedência. 
Provavelmente fruto dessa indecisão, laivos de inteligência impelem muito boa gente a carregar nos dois botões: para cima e para baixo. Se é burrice ou se é o síndrome da omnipresença querendo estar em toda a parte ao mesmo tempo, eu ainda estou a tentar perceber. Os dois botões servem para se fazer uma escolha como em tudo na vida. Não é para enfiar lá os dois dedos como se estivesses sozinho em casa no duche.

Muito menos por achares que carregar nos dois ao mesmo tempo, carregar com mais força ou carregar dez vezes vai acelerar o percurso da descida porque aí, o elevador vai perceber "ai que há uma senhora com pressa, deixa cá despachar".

 
Todavia se fosse só pela vossa burrice, ficaria enternecido a olhar para as vossas figuras, divertindo-me durante o tempo de espera. O problema é que são vocês, cheios de pressa para irem para cima e para baixo ao mesmo tempo, que atrasam aquela merda toda (go figure). Se o elevador vai para cima, o facto de terem tocado nos dois não vai fazer com que interrompa o percurso de quem lá está só para descer por vocês. Vai sim, abrir a porta e atrasar a vida de todos porque estupidamente o elevador pensou que por teres tocado na seta para cima, querias efectivamente subir. Tamanha loucura de ideia, eu compreendo.

Como se já não bastasse a angústia de controlar o impulso de ver esmagadas as cabecinhas ocas de quem ainda suspira de desespero por estar a demorar tanto, alheio à culpa exclusivamente sua pelo facto de isso estar a acontecer, ainda temos todos de gramar com a abertura de porta duas vezes quando já lá estamos dentro.

- Se calhar é do peso a mais...

- Não minha valente retardada mental, é do peso a menos na tua cabeça que não sabes tocar apenas na seta do teu destino...

(esta resposta ocorreu apenas na minha cabeça porque ainda sou uma pessoa civilizada e opto antes por fazer formação cívica como neste post)

domingo, 23 de outubro de 2011

Desbafos da Casa de Putas

Anda aqui uma pessoa, sem résteas de vida própria, em pulgas para ouvir a Cátia no confessionário a dizer como foi apanhar do Carlinhos, e tenho que levar pela centésima vez com a história da Fanny e do corno contente. Chiça que isto dá-me uns nêrves.

Sundays...

Só apetece ficar em casa a emborcar vinho, ver filmes de caca, e arranhar com as unhas na parede os dias que faltam para foder. Tenho uma bola bem grande na agenda como se estivesse à espera de uma mega menstruação. É verdade tenho data marcada na agenda para sexo. E depois tenho aspas nos dias seguintes.
Quanto a Paris... saio, tiro uma foto e volto para o carro para mais sexo.

sábado, 22 de outubro de 2011

Oh foda-se...

Recebi mais um selinho com direito a questionário da minha amiga que tem mais Louboutins no armário do que pêlos no cu. Ela sabe que odeio estas merdas e ainda para mais, rejeitei os outros selinhos de caca que me enviaram mas este é mega bichona. É tão mauzinho que nem publiquei aqui que aquilo grita "ah e tal que levo no cu com morangos e gomas". Deixo apenas o link para irem lá deixar comentários maldosos e chamá-la de bardajona.

Tendo em conta as ameaças em jeito de ultimatum receoso que ela me esmague a piroca com a ponta do stiletto, e visto que aos sábados ninguem vem cá ler isto, vou fazer isto apenas uma única vez e não me fodas mais os cornos com estas merdas:

a) o que eu menos gosto em mim... a minha pila. É demasiado grande ao ponto de provocar assaduras. Enerva-me ter que enrolá-la todos os dias para não espezinhá-la enquanto estou a andar na rua. Ou entalá-la nas pedras de calçada. E o facto de provocar demasiadas invejas nos outros por ser lindo de morrer. Não gosto disso em mim. Acho que deveria ter nascido mais feio.

b) se eu ganhasse o euromilhões... abria uma casa de revistas e fazia o re-lançamento da revista Gina (aquela revista de gajas nuas com um arvoredo que só visto). Não é que seja a minha fruta de eleição, mas sou pela cultura da badalhoquice vintage e patrocino-a veementemente. E lançava a revista Schnoof de distribuição gratuita a concorrer com o metro e o destak, para fazer corar as velhas do metropolitano e incitar os afrontamentos públicos. Alimentava-me da publicidade a vibradores e acompanhantes de luxo.
Isto, claro, tudo escrito a partir de um loft gigantesco em Nova Iorque mas sempre a falar da crise portuguesa que tanto se fazia sentir na minha pele. Tenho espírito de pobre e isso ninguem me tira.

c) qual o significado do blog para mim? é um escape que me permite descarregar 5% das minhas ideias porcas de forma a perservar a sanidade mental de quem convive comigo diariamente e quem tem de levar com os restantes 95% da minha diarreia mental. Quando for mais velho, pretendo lê-lo e perceber que já fui mais parvo outrora.


d) o que é beleza para mim... um espelho bem lavadinho.

e) frase que marcou a minha vida... a minha mãe devolveu-me um lenço de pano já lavado e dobrado e disse: "ISTO é para o nariz..."

f) blogues a quem vou passar o selinho... não me atrevo a passar esta merda a ninguem que selinhos, só nas cuecas.

Estás satisfeita? Agora não me chateies mais com estas paneleirices.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A minha veia de cientista louco (as outras são p'rá droga)

A minha mãe sempre teve receio de me deixar sozinho em casa quando era mais novo. 90% disto prendia-se com o facto de o meu síndrome "não tenho nada para fazer", impulsionar-me a vestir o avental da Marie Curie e por mãos à obra. Aquilo acabava sempre em desastre doméstico, culminando com uma valente chapada da minha mãe que na altura sabia-me a bem pior que qualquer exposição a radioactividade.

Ontem estava num desses dias. E como não tenho sexo e não era dia de danças, estava um bocadinho restless, o que em português se traduz por "pulgas no cu". Vi o doseador de sabão líquido para as mãos completamente vazio. E isto fez-me um grande Eureka na minha cabeça. (na cabeça da minha mãe provavelmente faria um grande Eufoda-se embora ela não o pronunciasse e se limitasse a trancar todos os produtos a sete chaves).
Vou fazer sabão líquido caseiro. Fui confirmar a receita que já sabia há uns anos atrás. Dirigi-me à cozinha e pus mãos à obra. Como tudo no mundo da arte doméstica me parece demasiado pouco, dupliquei a "receita". Incluí o aroma de um perfume da Massimo Dutti que temos cá em casa e que ninguém usa. Não vou dar a receita que é só procurar na net que isto aqui não é o Cantinho da Mitó.

Cheguei a três conclusões que a vida farta-se de me atirar à cara:

- duplicar a receita transformou 250ml de preparado em dois alguidares de sabão líquido - o suficiente para lavar o cu aos concorrentes do Peso Pesado durante uma década.
- se ninguém usava o perfume da Massimo Dutti é porque era uma valente merda. E agora é tarde demais que tenho a casa empestada em Massimo Dutti. Já me peidei duas vezes e nem assim.
- eu não sou a puta da Martha Stewart.

Agora isto parece o laboratório do Fight Club mas sem o cheiro a mortos - só Massimo Dutti. Este Natal meninas já sabem: vão levar com sabão para lavar as vergonhas... com cheiro a hóme.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Vou adoptar uma pedra

Milagre

Morzinho, coisa mais linda do teu mais que tudo;

Acho que ando a ser alvo de milagres divinos e isso é bom sinal, não é?

Lembras-te daquela tábua de queijos que tínhamos cá em casa?
Pois... Deus pegou e multiplicou e agora temos três...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sacrifícios

Almoçar na companhia da SIC Notícias nos tempos que correm não se tem revelado uma ideia muito iluminada. Para quem está numa de dieta, pode resultar ao ponto de cada medida sentir-se como um nó no estômago ao ponto de parar a digestão. O ingrediente certo para depois sacar do limador de unhas e enfiá-lo na garganta enquanto se garante uma linha formidável.

Para quem come diariamente como um javali acabado de sair do Ramadão (estou a falar de mim, portanto), cada corte anunciado é como um strip involuntário que alguma entidade divina me faz lentamente. Cada dia mais cortes que por momentos pensei que a minha pila estava directamente em cima da comida.

Hoje em dia opto por desligar a televisão. Se isto é ignorar o problema? É pois. E resulta quando eu faço isso com as putas com quem não me apetece travar mais que um sorriso cínico. Porque não há-de resultar com isto. 

Já sei que todos têm chauffeurs que transportam as mulheres e as putas desde o quarto do hotel até à esquina de onde vieram; já sei que todos têm ajudas de custo por trabalhar no Rato quando a casa deles fica lá longe para terras de Entrecampos; já sei que todos ganham um bónus-prémio astronómico pela produtividade na gestão de empresas mais que falidas; já sei que todos têm direito a quatro reformas vitalícias pelos cargos de grande responsabilidade que exerceram durante uns anos, não sujeitas aos cortes da plebe que até nestas coisas não se misturam águas; já sei que perante a crise, o melhor amigo dos portugueses vai ser a Credibom porque na televisão actual não dá para ver as imagens como deve ser; já sei que a primeira escapatória vai ser o atestado psiquiátrico alegando a plena loucura justificável perante todo o panorama actual. 

Já sei isso tudo. E a solução seria apenas ir porta a porta espetar um tiro certeiro a cada um e usar as "gorduras" dos mortos do Estado para fazer Sabonetes de Portugal, exportando 40% da minha capacidade de produção, vendendo os restantes no Pingo Doce com uma bandeira "Compre o que é nosso" a preços estupidamente mais caros que a concorrência mas sempre apelando ao patriotismo de quem nada tem.

Portanto se, neste momento, não quero ouvir mais nada é porque:

- recebo o meu extracto bancário pela internet e não preciso que os outros me digam quando estou em crise e que estou em plenas condições para fazer mais sacrifícios;

- matar é ilegal. E só o faria quando precisasse de cama para dormir, comida para comer, água quente para tomar duche, um ginásio para me exercitar, um telefone para fazer chamadas, uma televisão para estar a par de tudo, uma biblioteca para por em dia todas as leituras que não consigo fazer enquanto trabalhador no activo, de uma cirurgia, exames complementares de diagnóstico e tratamento prioritários sem espaço para listas de espera. E claro, muito sexo com centenas de homens com cabedal à escolha.
Tudo isto, financiado pelo Estado para que eu possa reflectir profundamente sobre o quanto a vida custa.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Crise dos outros...

Por motivos que as políticas actuais não me conseguem esclarecer, a crise quando bate à porta não bate à de todos. Para algumas pessoas, não passa de uma leve brisa que  lhes afecta apenas um pêlo aleatoriamente seleccionado do cu. A minha amiga é uma dessas que gosta de fingir que está muito preocupada com a crise para poder integrar-se e não sentir-se excluída da malta. No entanto o mais próximo que ela já esteve de uma crise foi quando teve uma crise de nêrves.

Ontem, a dita cuja prometeu ir comigo escolher as peixas. Contrariada, fez-me prometer que não a chamaria para cuidar delas quando não estivesse cá, porque não tolera coisas que dependem dela para comer. Nem ela depende dela própria para comer, visto que estrelar um ovo é ciência aeronáutica. Muito menos peixes que não servem como acessório de moda.
Nada me espantou até aqui, que a minha amiga tem menos instinto maternal que o Carlos Silvino.

Antes de escolher o meu casalinho de fufas, a menina lá foi buscar o iphone dela à loja enquanto vergava a sua Furla de 200 euros na mão (que rapidamente será substituída pela mala Louis Vuitton de 700 euros que já está encomendada). Enquanto isto vislumbrava as horas na sua Ebel cujo valor nem consigo pronunciar. Esqueci-me de dizer que ela era puta nas horas vagas. Ela acha que eu não sei, mas o andar dela não engana ninguém.

Posto isto, compramos as peixas. Recordando-se de repente que estávamos em crise, a puta minha amiga exclama horrorizada:
- 8 euros por uma bola de vidro?! Não achas isso um bocadinho caro??

Eu já tinha dito que a minha amiga era atrasada mental? Não? Ah, tinha-me esquecido. A minha amiga é retardada mental. Isso já explica muita coisa.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A minha nova aquisição

Há dias anunciei a minha extrema vontade em adquirir algo para a casa que não requeresse aprovação prévia do cônjuge; à semelhança do que se passa comigo, portanto.
Ciente de que estarei neste momento a provocar um enfarte a alguém, e triste porque não poderei assistir ao vivo à crise de apoplexia enquanto alargo o meu sorriso em crescendo, venho por este meio anunciar a nova peça de decoração cá de casa:

Meet Beyoncé & Mariah

São duas peixas, não por ter confirmado que possuíam pachacha, mas por me apetecer ter um casal de fufas cá em casa que já residem cá pilas a mais.

A Beyoncé é a laranja porque foi esse o vestido que ela levou aos VMA's; a Mariah tem laivos de vermelho em homenagem à pouca roupa vermelha que ela veste quando guincha os seus hinos natalícios - e pronto, o resto é mamas. Já consegui gravilha rosa choque que estas princesas não se contentam com uma gravilha qualquer. Falta apenas um palco em purpurinas que acende à noite com letras garrafais "DIVA" onde elas podem fazer as suas battles vocais.
Para ti meu amor que ainda estás a recuperar do enfarte perante a possibilidade de teres estes bichos na sala de estar, tirei esta foto ontem não fossem as gajas esticarem o pernil durante a madrugada. Com sorte já estarão mortas quando chegares.
Atingi portanto o auge do meu instinto paternal não fosses considerar a hipótese de roubarmos uma chinoca em viagem, para podermos chamá-la de Chop Suey e adoptá-la.

P.S. A Beyoncé deve vir das barracas que assim que chegou à nova casa lançou um cagalhão "monstruoso".

domingo, 16 de outubro de 2011

Still celebrating...

ainda a respeito disto;

Blowing candles on a slice of cheesecake...


... since there's nothing else here for me to blow.

O post mais lamechas de sempre: é sobre amor...

Foi há seis anos que conheci um marmanjo que não me largava a cueca porque dizia que a minha beleza cegava quem por mim passasse. Eu ciente da minha beldade, estava sem nada para fazer num determinado dia e optei por trazer umas alegrias a quem por mim se babava. Aceitei tomar o primeiro café.

Tomei o primeiro café naquela que seria a primeira amostra do quanto o meu amor falava pelos cotovelos. E eu, sorridente pela noite dentro, ostentava orgulhosamente um pedaço de espinafre nos dentes. O ingrediente certo para por qualquer um a erguer a mesa com o sintoma da excitação.

No dia seguinte, o senhor queria mais café. Pensei que ele era viciado em cafeína mas depois caí em mim e recordei-me que a minha irresistibilidade era a segunda chave para o paraíso. E anuí em compreensão.
Palavras bonitas, sms de cortar a respiração, beijos apaixonantes, propostas indecentes e rapidamente a minha mente ficou atordoada e atolada em bolhinhas de sabão e coisas fofas.

Há exactamente seis anos, neste dia, estava sentado no carro a ouvir uma música cuja letra sabia de cor. Esperei pelo refrão para ouvir as palavras certas em pano de fundo enquanto perguntava timidamente: Queres namorar comigo?
E o moço, muito sensível a estas coisas do romantic timing, respondeu: O que é que disseste? Ainda não me recompus desse trauma.

Estabelecido o pacto, o moço ficou a saber mais tarde que tinha sido seduzido ao engano, herdando um bardajão com obsessões freudianas não ultrapassadas na infância, com tendência para brincadeiras um tanto quanto retardadas e sugestivas de uma percentagem significativa de défice cognitivo, com ideologias e sonhos arco-íricos que pouco se coadunem com as concepções térreas de alguém que analisa tudo ao pormenor, sujeitando-se a que eu lhe partisse as perninhas por estar sempre a tirar o rebuçado à criança.

Foram altos e baixos, desde sexo enlouquecedor a malas à porta em drama mode, desde risos de fazer doer a barriga a saídas tempestuosas do restaurante com direito a uma nota de 20 espancada em cima da mesa (eu vejo filmes a mais). Porque há momentos que me apetece fazer dele uma fogueira. Mas rapidamente lembro-me que o amo. E porque é ilegal.

Não me vou desfazer em lamechices, mas eu amo-te. Foram os melhores seis anos da minha vida. E imaginar o meu futuro ao teu lado, faz com que tudo o resto tenha sentido. Dou-te os parabéns porque aturar-me é uma cruz. E porque eu já me congratulei a mim próprio com vinho e um filme lamechas. And now for our song: