quarta-feira, 9 de maio de 2012

Por-lhe os cornos: quando se justifica?

Eu tenho qualquer coisa contra pessoas que falam achim a toda a hora com as suas crianças, provavelmente porque desconfiam que elas padecem de um atraso mental significativo. A julgar pela forma como o progenitor fala com elas e face às leis da hereditariedade, começo a achar que se calhar padecem mesmo.

No meu local de trabalho a casa de banho dos homens tem uma comunicação com a casa de banho das mulheres que permite ouvir desde o mais ténue peido à mais violenta espirradela na loiça. A juntar ao eco que a acústica de uma casa de banho tão bem proporciona, qualquer som da casa de banho das mulheres chega-me aos ouvidos em HD modo stereo.
Há dias estava eu sentado na sanita do meu local de trabalho a soltar o leão. Como é habitual, comecei a ouvir a conversa de telemóvel de uma colega, como se ela estivesse a falar ao meu lado. 

- Então, minha coija maij linda. Que é que taj a fajer?

Deve estar a falar com algum sobrinho atrasado, porque a dita não tem filhos, para bem deles.

- Fostes comprar o comerjinho da gente para logo à noitinha? Fostes?

Oh foda-se, que a puta anda enrolada com uma criança de 3 anos. Enquanto deixava a minha merda a marinar na sanita, fiquei a pensar se não seria prudente avisar as autoridades. 

- E vens buscar a fofinha para irmos juntinhos no carrinho para a cajinha, vens?

Ok, ele é maior de 18. E conduz. Não deve ser muito deficiente para ter tirado a carta, embora a julgar por quem anda a circular na cidade, creio que isso hoje não é critério de exclusão.

Em modo masoquista, fiquei sentado a ouvir aquilo durante 20 minutos ao ponto de já sentir o cérebro a transbordar pelas orelhas. 20 minutos sem proferir uma única frase em modo normal. Porque já que estavam em tantas combinações para aquela noite estava ansioso por saber se ela ia perguntar se ele ia enfiar o xeu teletubby no potejinho de ouro dela até fajerem pequenos póneis.

Há pessoas que fazem tudo para ser encornadas com justa causa. E para bem da relação, é bom que assim seja.

1 comentário:

et voilà... disse...

Lol muito bom! Concordo cem por cento!