Tenho que arranjar uma nova foto de perfil para o Facebook mas a escolha está a ser difícil...
sábado, 31 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Coisas que não me costumam acontecer
Hoje, depois de ter estado ao telefone com as putas com quem eu trabalho, lá fui eu fodido da vida almoçar ao Colombo que não me apeteceu cozinhar, para depois ir trabalhar e debitar caralhadas aos berros até tirar ao peso de cima e encontrar-me em perfeita homeostasia com o meio ambiente.
A chegar ao parque de estacionamento do Colombo, surge atrás de mim um conjunto de buzinadelas incessantes que por momentos pensei que o senhor tinha deixado cair a pila em cima da buzina. Antes de abrir a janela para poder espetar o dedo do meio para que ele virtualmente o enfiasse no cu, decidi olhar para trás primeiro não fosse uma coisa do meu interesse. E assim descobri que tinha o pneu furado.
Lá estacionei mais fodido da vida do que eu já estava, pronto a partir a primeira série de dentes que me aparecesse à frente. Ora eu não mudo pneus. Admito-o sem quaisquer problemas que não sou doutorado em Mecânica automóvel, muito menos caloiro. Calmamente dirigi-me ao porta bagagens e fui retirando peça a peça, cada uma mais desconhecida que a outra, enquanto com a outra mão ia abrindo o youtube no telemóvel à procura de "how to change a flat tire". Sempre com o meu ar de donzela esbaforida em apuros... mas em macho.
Aproxima-se um carro e o moço com o seu sorriso de filho da puta / cara de cu pergunta "Pneu furado?" enquanto vislumbrava as peças que eu ia retirando do carro. Não fosse o gajo giro como ele era e tinha respondido que não; que simplesmente tinha um fetiche em separar as ferramentas do meu carro e alinhá-las por cores. "Queres uma ajuda?" pergunta ele e aqui pensei estar num filme porno americano, sem a route 66 mas sim, no glamoroso parque de estacionamento subterrâneo do Colombo. Respondi que precisava mais era de um mecânico. O sr. Sorriso filho da puta / escárnio, com o seu cabelo e olhos lindos estacionam para ir fazer o obséquio. Achei aquilo tudo muito cinematográfico mas pensei que afinal nem todos são como eu: há gente boa.
De rego em cheio no meu campo de visão, lá ia o moço agachado de "coisa de ferro" em punho a desatarachar porcas. Ele ia-me tentando consolar do facto de eu não saber fazer aquilo, bem como dando pequenas explicações do que ia fazendo mas o rego dele com penugem loira à mostra estava-me a toldar a concentração.
Findado o trabalho estava a modos que num dilema porque não sei como agradecer a um gesto destes e também não estava com muito tempo em mãos para estar a oferecer sexo. Perguntei na mesma em jeito de vítima hiper agradecida. O sr. sorriso lindo e mãos todas cagadas respondeu que quando ele furasse o pneu ficaria à espera que eu fosse lá mudá-lo. Ora o meu maricómetro é uma valente merda portanto não percebi se isto era a frase subtil para "banco de trás do meu carro já!" ou se ele realmente achava que eu era tão nabo que não havia nada que eu lhe pudesse oferecer que lhe pudesse interessar. Optei pelo segundo porque foder em bancos de trás dá-me dores de costas.
Arrumei as ferramentas enquanto Cara linda desaparecia com o acenar da mão toda cagada. Nem lhe ofereci um lenço para limpar as mãos. Claro que cheguei ao trabalho muito mais calmo.
Claro que se fosse solteiro tinha furado os outros três.
terça-feira, 27 de março de 2012
Manic Monday
Ontem finalmente fui abrir a minha época balnear pessoal e passei a tarde na praia. Estava calor e apeteceu-me ir com três amigas (duas fodilhonas, uma nem por isso). Alguém disse-me que devia ter cuidado que o sol de Março faz mal. Claro que olhei assim com cara de deficiente porque nunca ouvi tal coisa. É melhor alguém avisar os brasileiros que estão todos no areal a cultivar o cancro de Março. Quem inventou isso talvez também tenha sido o autor da laranja que mata à noite. A mim mata-me de facto porque fico com as mãos a cheirar a laranja a noite toda por mais que as lave.
Escusado será dizer que estava um bafo de fazer assar as peles. Escusado será também dizer que estávamos mais brancos que a cal. Escusado seria o mulherio chegar à praia e despir-se de preconceitos, colocando-se estrategicamente de perna aberta para permitir a entrada do sol ao ponto de quase conseguir que o raio de sol lhes faça um papanicolau in loco. Não é que eu tenha nada contra a cona alheia, mas com o bafo que estava e a acrescentar ao cheiro a ganza que se fazia sentir ao lado, o meu cérebro estava a sentir-se hiperestimulado. E eu queria dormir.Quando o calor era insuportável, a opção água revelou-se insustentável, tal era o gelo. Eu não sei quanto aos outros seres humanos, mas eu preciso de ter sangue a circular nas pernas e o gelo não me permite esse luxo. Rapidamente apercebi-me de que o calor não era assim tanto e regressei à toalha.
E qual é o propósito deste relato? Nenhum. Só queria demonstrar que enquanto vós trabalhais arduamente entre quatro paredes, eu, três putas, um grupo de drogados e a menina do mexilhão ao sol, aproveitamos para disfrutar do dia de calor.
segunda-feira, 26 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
Hoje, dia 25.
Já vi mais de 10 fotos postadas no facebook com tachas arreganhadas de contentamento por ter corrido a Meia Maratona. Ainda para mais depois de descobrirem que dormiram menos uma hora que o habitual.
Eu pessoalmente quando quero levar um enxerto de porrada a um Domingo de manhã vou ao armário buscar o chicote. E depois volto a deitar-me.
Eu pessoalmente quando quero levar um enxerto de porrada a um Domingo de manhã vou ao armário buscar o chicote. E depois volto a deitar-me.
sexta-feira, 23 de março de 2012
A minha amiga Malabarista
A minha amiga Malabarista desde que comeu um preto pela primeira vez, nunca mais olhou para trás... aquele triste passado de cócegas e "remoções" acidentais.
Gradualmente foi exponenciando o tamanho dos instrumentos utilizados para as suas acrobacias, que incluem perfeitas pirouettes até cair da cama abaixo.
Neste momento, deduzo que esteja a nadar num mar de felicidade uma vez que o actual namorado tem um rolo da massa entre as pernas e ela, qual padeira de Aljubarrota, corre para casa de nenúfar em nenúfar para poder levar com ele. Na crica, deduzo. A não ser que tome 3 xanax prévios e aí, o cu céu é o limite.
Só espero que ela não se separe dele brevemente porque não estou a ver muitos candidatos com mastros de caravela portuguesa aí à solta.
Na melhor das hipóteses a única forma que ela teria de levar com um cacetete preto sempre que lhe apetecesse seria indo à rua manifestar-se e esperar que um bófia português se aproximasse.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Maya, vejo-te a ser atropelada não tarda, aqui nas minhas cartas
Faço questão de ter como regra pessoal, não ver programas da manhã dos canais portugueses. Tenho medo que o meu cérebro apanhe uma doença infeccilosa através do écran. É por isso que vejo destemidamente as Kardashians sem qualquer peso na consciência, não fosse a comparação fazer-me acreditar que estou a ver o canal da Ciência Viva.
Hoje não consegui evitar parar num desses canais que, por maior frenesim que fizesse para acelerar as teclas do comando, devia estar com a pilha rebentada. Deparei-me com uma rubrica telefónica qualquer da Maya, essa Nossa Senhora das Certezas.
Atrasada Mental - Eu vivo com o meu marido há 45 anos. Sempre fomos muito felizes e nunca tivemos grandes desavenças. Eu só queria saber se o futuro se mostra risonho para nós dois (ela disse qualquer coisa como "noje doije" mas eu percebi porque eu sou uma pessoa muito esperta).
Maya - Ora então vamos aqui espreitar as cartas (aqueles desígnios de Deus). Olhe, não sei que lhe diga, saiu-lhe o vaso partido. (e outra merda qualquer que bem podia ter sido o cagalhão porta-chaves, não reparei. Atenção que a Nossa Senhora das Certezas anunciou o vaso partido com o tom de voz de uma cirurgiã que teve de informar a esposa que não só retirou os colhões ao marido, mas também o caralho todo não fosse o cancro espalhar-se)
Atrasada Mental - E isso é mau? (aqui reforço o meu diagnóstico de atrasada mental: é claro que é mau minha valente monga, ou gostavas de ter a casa cheia de vasos partidos?)
Maya - Minha querida, olhe não sei que lhe diga. (Inventa filha) O seu marido anda-lhe a ser infiel este tempo todo. (Pumbas! Sem lubrificante, sem preliminares, nada. Um valente caralho preto pelo cu virgem acima, sem avisos)
Atrasada Mental - (como que a pedir clemência) Não me diga...
Maya - Ninguém gosta de ouvir isto minha querida, mas o melhor que tem a fazer é desfazer-se desse casamento que vai encontrar um homem que a ame e respeite, posso-lhe garantir.
Eu fico triste pela Atrasada Mental, a sério que fico. Se ela tivesse ligado 5 minutos mais tarde, só 5 minutos, talvez lhe tivesse saído a carta do querubim de porcelana ou do cão de loiça e aí, a Atrasada Mental teria um futuro feliz ao lado do homem da vida dela que a ama mais que a própria vida. Mas não. Quis o destino que ela ligasse exactamente àquela hora, entre o mexer o refogado e o bacalhau a repousar em lume brando. Quis o destino que ela levasse com o vaso partido. Provavelmente quis o destino partir-lhe o vaso na tromba para ver se ela deixava de ser atrasada mental. Mas a Maya também se engana e se calhar interpretou mal e olha, oopsy daisy, que neste caso não tem importância nenhuma, que estamos apenas a falar de um divórcio.
Carta do Passado para o marido da Atrasada Mental: cocó, que foi o que te calhou quando decidiste casar com a monga da tua mulher.
Carta do Presente para o marido da Atrasada Mental: cocó que é o que vais fazer nas cuecas quando a monga da tua mulher te confrontar com o pedido de divórcio graças à infidelidade que a Maya presenciou.
Carta do Futuro para o marido da Atrasada Mental: tudo menos cocó porque vais estar sem comer estes dias com o desgosto de teres desperdiçado a tua vida com uma mulher quilos de monga que rege as andanças da sua vida amorosa pelos ditos de sapiência da Maya.
terça-feira, 20 de março de 2012
A Ministra da Agricultura: sinais e sintomas de trissomia XXI
E a História repete-se: mais 300 milhões de euros em subsídios para os agricultores. Só espero que agora em vez de comprar grandes carrões e plasmas que tantas beterrabas fizeram crescer, comprem iphones que aí sim ao menos há farmville.
segunda-feira, 19 de março de 2012
O meu pai
Andava eu a deambular pelo meu blog, à procura do texto do Dia do Pai do ano passado, no intuito de não repetir dedicatórias. Já devia era ter calculado que a minha sensibilidade era tanta que não fiz nenhum alusão a esse dia. Em contrapartida, qual o meu desgosto, quando reparei que tinha aproveitado esse dia para anunciar a chegada da Feira do Grelo, o legume.Este ano, tinha pensado em dar continuidade ao texto lindo que sonhei que tinha escrito, fazendo o paralelismo com o pai de hoje. Dadas as cruéis circunstâncias, o único paralelismo com o lindo texto do ano passado que consigo fazer é:
1 - ele gosta de grelo, ao contrário de mim.
2- ele já plantou couves, batatas, beterrabas e outros tantos que lhe valeram o suor de uma vida. Grelos não.
3- ele já me bateu, já me pôs de castigo, já me deu sermões, mas nunca por problemas relacionados com grelo.
4- quando a minha mãe se recusava a dar-me dinheiro para sair à noite, ele vinha entregar-me às escondidas para que eu pudesse ser um jovem feliz. Mas ele sabia que não era para comprar grelo.
5- quando tinha ataques de asma a meio da noite, lá ia ele preocupadíssimo levar-me ao médico, enquanto me enchia de sermões sobre os malefícios do tabaco. Sim, que eu nunca fumei grelo.
6- quando fui suspenso da escola, a directora mostrou ao meu pai todos os poemas obscenos sobre grelos que tinha escrito na aula o que me valeu uma valente chapada.
7- quando a situação económica não era das melhores, o meu pai trabalhava em dois ou três sítios para que nunca nos faltasse nada. E para que o jantar não tivesse de ser grelos.
8- quando estudar fora parecia um luxo insuportável para toda a família, o meu pai fez os possíveis e os impossíveis para que os filhos tivessem a oportunidade de estudar que ele nunca teve. Nem que tivesse de ir à praça vender grelos.
9- quando a família está toda reunida ao jantar, a alegria estampada na cara do meu pai é tão grande que uma pessoa até nem se importaria de estar a jantar grelos.
10- quando finalmente disse ao meu pai que, na verdade, eu não gostava de comer grelo e que dava para outros lados, o meu pai limitou-se a responder que eu era filho dele, independentemente das minhas escolhas para ser feliz, e que me amava incondicionalmente. Mais tarde, quase desalojou a família toda dos seus quartos para que o meu namorado pudesse estar presente no casamento da minha irmã.
Lamento a todos os portugueses mas, com gelos ou sem grelos, ninguem ganha o meu pai. Amo-te.
domingo, 18 de março de 2012
Os meus hábitos alcoólicos
Eu não tenho um problema. Tenho vários. Mas o álcool não é um deles. Simplesmente sinto que por vezes bebo muito. Mas isso não é um problema. É a solução para muitos problemas. Já pensei até ir aos Alcoólicos Anónimos mas isso seria desistir do álcool. E eu não sou pessoa de desistir das coisas.
Há dias em que sou um verdadeiro menino. Bebo um litro de leite como se tivesse uma vaca ao meu serviço e sou feliz. Outros dias há em que sobrevivo de uma alimentação variada entre coca-cola e coca-cola zero. Mas há dias em que simplesmente preciso de mais teor proteico. E aí vou ao álcool.
Deixei de fumar há um ano, pelo que decidi beber muito, quando bebo. Porque quero. E porque o meu horóscopo chinês assim o diz. Por vezes tenho um certo receio porque o álcool desinibe-me um bocadinho. E eu sou uma pessoa de palavras contidas.
Começo desde bem cedo, que é para combater o frio que se faz sentir na rua. As minhas amigas nesta fase, bebem o dobro porque trazem saias tão curtas que, por vezes, sinto que consigo-lhes vislumbrar as amígdalas... por baixo.
Depois, quando já estou em perfeita homeostasia com a temperatura ambiente, relaxo. Relaxar significa várias coisas desde indagar sobre a vida sexual das pessoas até apalpar-lhes o rabo. O que obviamente não faço, porque sou um homem casado.
Posteriormente, o álcool consegue fazer coisas fantásticas como transformar os meus pensamentos directamente em palavras, em volumes discretos de forma a que não se ouça num raio de 20 km. 10 talvez, mas 20 já é peixeirar. Este é o momento para tomar em mãos tarefas agendadas como explicar a alguém que o seu cheiro é nauseabundo, expor os motivos porque achamos que uma amiga é tão puta, ou mesmo, contar os pormenores da performance sexual das pessoas que estão nas redondezas. Creio que é graças a ESTA fase, que o meu número de amigos no facebook diminui drasticamente. Já as minhas amigas aproveitam esta fase simplesmente para abrir as pernas.
Finalmente, após uma noite de movimentos espasmódicos aleatórios na vã tentativa de simular o acto de dançar, peço educadamente licença para ir à casa de banho e engano-me todas as vezes, e saio pela porta da saída para ir comer merdas com maionese. Chamem-lhe recalcamentos, mas às seis da manhã eu preciso de maionese.
Chego a casa e adormeço ao som da violentíssima orquestra sinfónica que actua na minha cabeça. Para depois acordar com a sensação que fui vítima de um gang bang e que ler um livro não teria sido má ideia. Mas se estou chateado com a dor de cabeça que o álcool me dá? Com as humilhações que só o meu amigo álcool me propicia? Não.
Eu não tenho problemas com o álcool.
O meu problema é a caganeira do dia seguinte.
sexta-feira, 16 de março de 2012
O meu dia de folga com a E!
Eu estou aqui com uma pequena dúvida que ultrapassa em muito a origem do Homo sapiens quanto à sua proveniência divina ou de uma ameba: se as putas meninas do Jersey Shore estão num reality show e põem cornos aos namorados em frente às câmaras, de onde provém aquela esperança cega que depois tanto lhes assola a alma de que o namorado provavelmente nunca vai descobrir?
Se o namorado da Mas se realmente encenam estas merdas e casar e divorciar faz parte do "script", porque é que a puta Kendra engravidou do marido "encenado", verdadeiramente?
Com um congresso de ciência aeronáutica podia eu muito bem, mas isto deveras queima-me os fusíveis...
P.S. Who the fuck is Ice & Coco?
quarta-feira, 14 de março de 2012
Reflexões Perturbadoras
Estou com três dias de folga, sabe-se lá a que propósito. Não me recordo de ter feito sexo oral às pessoas certas para merecer isto mas a minha cabecinha também é muito fraquinha portanto provavelmente não me lembraria.
A modos que com o aproximar do tempo de cocó que S. Pedro tão entusiasticamente me preparou para os próximos dias, resta-me pouco senão papar filmes e séries no sofá. E nestas alturas, apesar de eu ser uma pessoa extremamente culta e esotérica e alternativa com frases feitas de pseudointelectualoidismo sobre a sustentabilidade do planeta, o vegetarianismo, o cinema independente, prostitutas Ah!, também fui experimentar uma aula de salsa. Para a qual tenho jeito zero. Mais depressa seria aplaudido por expor um quadro no MoMa pintado de olhos vendados com o pincel assente no ilhó.
Eu sei que estou a precisar seriamente de apoio psiquiátrico mas quem lê isto precisa mais do que eu. E de um abracinho.
segunda-feira, 12 de março de 2012
O sentido de Voluntariado em 2012
Acabei de salvar o mundo porque fiz like ao vídeo do Kony. E nem foi preciso levantar a peida da cadeira.
domingo, 11 de março de 2012
Quando dói menos a circuncisão que o Festival da Canção.
Há duas coisas que Portugal nunca há-de vencer nos próximos anos: um óscar e a eurovisão festival da canção. O primeiro porque 90% dos filmes portugueses são uma valente merda. Muitos pseudointelectualóides dirão que em Portugal é que se fazem bons filmes porque se foge ao que se faz no resto no mundo. Eu cá acho que o que se faz no resto do mundo, faz-se por uma razão: para não sair filmes de merda.
Quanto ao festival da canção, puta que pariu que aquilo está mesmo bom. Temos conseguido sacar progressivamente harmonias menos melódicas que o som das orcas a serem esquartejadas sem anestesia. E este ano decidimos levar, novamente, uma receita musical que nos tem garantido muito sucesso: o fado. E perguntam vocês: fados tipo os que cantam a Amália, Mariza, Camané, Carminho e tantos outros fados que têm feito a delícia dos portugueses enquanto género musical? Não, essas ficam guardadas para nós. O que queremos levar para a Eurovisão é fado feio. Fado das orcas esquartejadas. Fado de mãe a parir sem epidural. Fado do cu. Eu pensei seriamente em escrever qualquer coisinha que se assemelhasse a uma musiquinha, que seria certamente um sucesso, mais não seja pela comparação com as actuais que é deveras intimidante. Mas após o sucesso, ia ter a Mafalda Veiga à perna para lhe escrever uma música que tivesse mais letras do que na na na na. E eu sinceramente não sei como escrever músicas monocórdicas sobre pássaros e um violão. A não ser que o pássaro e o violão sejam para enfiar na rata. Em simultâneo.
A modos que vou arriscar ser uma Maya sem cartas, e prever que a nossa música não vai ganhar a Eurovisão. É uma previsão ousada, eu sei; diria até arriscada. Mas tenho cá uma pulga atrás da orelha...
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia da Mulher - o que eu penso, quando penso.
Hoje é dia da Mulher. Sei disto porque as putas com quem eu trabalho não se calaram com essa merda. "Sabes hoje que dia é? Dia da Mulher", "Trata-me bem que hoje é o meu dia", "Mais respeitinho que eu sou uma mulher". Até o Google substituiu o G de Greta por um símbolo da mulher. Já percebi, façam lá uma festa à vossa ratinha e soprem as velas.
Claro está que, como era o dia da mulher, o almoço no refeitório era peixe.
Fico triste por elas, a sério que fico. Grande parte das minhas amizades é constituído por mulheres porque tendo a optar amigar pessoas que me acompanhem intelectualmente. Mas a insegurança, a pouca notoriedade que sentem, a inivisibilidade, tudo isto para que possam ter um dia que nos lembre que elas existem? Lado a lado com os outros dias que tanto lutaram para serem celebrizados: dia da impotência, dia da paralisia cerebral, dia do leproso.
Eu pessoalmente não sinto essa necessidade porque celebro a decisão de ter um caralho entre as pernas diariamente e, dadas as dimensões, não tenho necessidade que os outros me lembrem. Acho que falo por muitos porque, na verdade, não existe o dia do homem. Nem tampouco o dia da Bicha Maluca.
A modos que, enquanto não estiverem em paz com o seu género feminino, lá vamos tendo que aplaudir o acaso de terem nascido com grelo, porque aparentemente precisam disso.
Até lá, a vós mulheres, Piço Peace.
terça-feira, 6 de março de 2012
Eu também sei fazer passatempos
Recebi isto ontem de uma amiga minha:
O que não me parece de todo desajustado porque ela sabe que eu era a pessoa ideal para usar isto. Se tivesse uma periquita.
No entanto, como a outra dos passatempos foi-se embora para o Brasil, vou tomar as rédeas e oferecer um passatempo para todos vocês. Para ganhar basta enviar fotos da vossa racha aqui para o schnoof para ser alvo de escrutínio público e a racha mais necessitada, sem formas, sem ponta por onde se pegue, receberá uma periquitex para moldar à imagem e semelhança das Kardashians.
O júri será constituído pelos leitores do blog que analisarão a vossa racha sob todos os ângulos, com objectivo à decisão da maior ou menor necessidade de um make-over.
Portanto, chegou a oportunidade de mostrarem ao mundo a horta deslavada com que a Natureza vos presenteou. Schnoof salvar-vos-á com periquitex e choverão cenouras e pepinos na vossa horta.
É impressão minha ou o terceiro periquitex parece um portão de quinta?
segunda-feira, 5 de março de 2012
Bruna, a Guerreira
Pode parecer que não, mas gosto de receber comentários no blog. A sério que gosto. A não ser que sejam uma tentativa falhada e pouco inteligente e pouco humorística de me chamar nomes. Aí obviamente que apago. Porque o blog é meu.Mas tive que guardar este que recebi no Sábado para me deleitar com ele mais tarde. A propósito do vídeo do JCB que teima em fazer furor:
"Acho este vídeo uma aberração e, muito sinceramente, publicá-lo no blog foi de um profundo mau gosto. Bruna."
Antes de mais, quero agradecer-te pela inspiração que me deste para o nome da minha filha adoptada. Agora já não tenho tantas certezas quanto a "Chop Suey", desde que me sugeriste "Bruna". Bruna Nuna. Acho que ficaria assim a matar.
Em segundo lugar, quero desde já pedir desculpa pela minha ousadia em publicar aqui este vídeo de cariz excessivamente badalhoco que em nada se coaduna com o restante conteúdo do meu blog.
Em terceiro lugar, quero pedir desculpa por incitar os meus leitores para vídeos pornográficos através de meios pouco honestos. A Bruna, ao escrever no google "vídeo do josé castelo branco a foder" levou com um link que mostrava... pasme-se... o José Castelo Branco a foder. Isto em vez daquela receitinha de ovos moles que secretamente ansiava encontrar. Processar o Google por reencaminhamentos mal feitos está na minha lista de afazeres a curto prazo.
Por fim, Bruna, quero desde já pedir desculpa pelo meu vernáculo obsceno utilizado no post que se referia a esse vídeo. Na verdade eu sou uma pessoa de vocábulos eloquentes no meu dia-a-dia mas Bruna, minha valente cuna, além de estares a precisar de umas valentes fodas como aquela que pesquisaste e, surpreendentemente, obtiveste contra a tua vontade, foda- se que se ficaste chocada com o piço do Castelo Branco, quando leres o resto das caralhadas do meu blog, vais ter uma puta de um AVC de fazer ficar a beiça da tua cona de lado, a babar-se.
domingo, 4 de março de 2012
Depois da Whitney, a Beyoncé.
sábado, 3 de março de 2012
Do fundo do baú (e não, não estou a falar do meu cu)
Esta noite vou a uma festa dedicada à temática dos anos 90. Não percebo muito bem o que me leva a querer ir, uma vez que os anos 90 não foram propriamente os meus tempos áureos.
Decorria a minha adolescência / juventude e as mais escalabrosas modas desfilavam-me perante os olhos - 90% das quais os meus pais se recusavam adquirir. O que me fez sempre optar pelo uso da inteligência para ter muitos amigos, que essa tinha para dar e vender... tanto dei que sobrou pouco.
Decorria também a altura do amor intenso (muitos dos quais amores não correspondidos porque simplesmente recusava-me a dizer a seja quem for). Enquadremo-nos: vivia numa terra onde havia um rácio de 3 vacas a pastar para cada ser humano; estava numa altura da minha vida em que os amores eram confusos, mas enfiar qualquer coisa no cu era um acto estritamente médico. Na melhor das hipóteses, reservado aos membros do clero. Pelo que me contentei durante anos com a minha segunda hipótese: as mulheres.
A modos que não tive um grande amor nos anos 90, não era o ícone da moda, não dava festas espectaculares... Pensando bem, devia ficar por casa.
De qualquer forma, a música que iluminou a minha década de 90 quase toda, e ESPERO ouvi-la hoje:
quinta-feira, 1 de março de 2012
Pós Gastroenterite
São 16.30 e já vou em 1062 1080 1092 visitas. Nem consigo contabilizar porque estática é coisa que aqui não existe desde que decidi mostrar o mundo como é que o José Castelo Branco está a fornicar e a ser enrabado em perfeita sincronia.
E claro, era esperada a curiosidade de meia dúzia de mentes devassas para ver o tamanho da cona pila do José Castelo Branco. E as suas habilidades.
Confesso que sou uma pessoa muito porca, mas aquele vídeo simplesmente não me assistiu, razão pela qual apenas assisti a 30 segundos fraccionados. Em primeiro lugar, porque gente feia a foder é coisa que simplesmente não me assiste. Em segundo lugar, porque aquilo dá-me desarranjos no intestino e vou ficar vários dias sem conseguir foder enquanto não apagar aquela imagem da cabeça.
Uma amiga minha escreveu que depois de ver o vídeo precisava de um abracinho. Ora eu, a última coisa que queria, depois de ver o vídeo, era um abracinho ou qualquer outro contacto físico com um ser humano.
A modos que amanhã este blog voltará a ser o que era: ursinhos carinhosos e receitas de queques mimosos com gomas às cores. E putas, que eu tenho que contar as histórias das minhas amigas.
P.S. E porque é que não há nenhum vídeo deste a foder, hein?
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