Apresento-vos: o dia em que deixamos de dizer cona e passamos a dizer xaroca.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Bernardina... que saudades
Como este blog é um blog cheio de classe e de aprendizagem, junto-vos um vídeo da eloquente Bernardina a introduzir termos novos no léxico português.
Apresento-vos: o dia em que deixamos de dizer cona e passamos a dizer xaroca.
Apresento-vos: o dia em que deixamos de dizer cona e passamos a dizer xaroca.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Quando andamos a adiar o divórcio
Depois de um Dia dos Namorados bem regado com vinho para que eu e a minha amiga nos pudéssemos esquecer que tínhamos orientações sexuais diferentes, hoje decidimo-nos divorciar.
Muitas razões haviam para ficar e muitas coisas fingi não reparar para não me chatear, nem partir a loiça toda.
Não vou mencionar o quanto me incomodava as narinas de cada vez que ela se ria às gargalhadas e peidava alegremente sem se aperceber, estilo metralhadora a acompanhar a gargalhada em uníssono.
Não vou mencionar o facto de ela ter passado seis meses a tirar macaquinhos do nariz e fazer rolinhos na mesa da sala de jantar até o dia em que deixamos lá uma travessa e tivemos de deitar ácido na mesa para aquilo se descolar, sempre sob o queixume de que "se calhar a travessa estava tão quente que colou"... se calhar.
Nem vou mencionar o quanto me repudiava ela usar a minha manteiga de amendoim para fazer obscenidades no quarto com os gatos e depois voltar a por a manteiga no frasco para posteriormente servir um brunch cá em casa para os amigos com "bolinhos de amendoim saborosos caseiros".
Até lhe perdoei as vergonhas que passava quando ela colocava o vibrador na máquina de lavar a loiça para depois servir vinho aos meus amigos e corar quando vislumbrava um pêlo púbico a boiar em Periquita e eles beberem por constrangimento de demonstrarem que repararam.
Agora chegar a casa cansado do trabalho e ver que ela ainda não me lavou o prato dos cereais, é a gota de água.
Sempre achei que eras uma senhora mas hoje descobri que eras uma porca. Hoje. Adeus
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Ontem fiz a festa
Ontem decidi celebrar o meu aniversário em comunidade. Prometi a mim mesmo que era o último ano que festejaria em Fevereiro e que no próximo ano, a minha data de nascimento será em Junho. Porque se os meus pais não souberam escolher uma data melhor para me fazerem, eu não tenho que pagar por isso para o resto da minha vida.
Agarrei num chapéu e seleccionei as pessoas mais badalhocas do meu círculo de amigos, e procedi ao convite.
Como os meus amigos não são pessoas que se possam levar à rua em público, nem tampouco apresentar aos pais de ninguém, e muito menos levar a um restaurante onde existam outros seres humanos, marquei o jantar numa casa particular que faz eventos. E avisei o dono. E dei umas notas à empregada.
Como os meus amigos foram dotados pela genética com fígados de búfalos, rapidamente percebi que meia garrafa de vinho por pessoa era como dar amendoins a um elefante. Levei vinho de saco numa caixa com torneira porque se os meus amigos não tiverem vinho em perfusão contínua, começam a roer a mesa e a própria roupa. Se beberem vinho, dançam a Macarena e fazem "comboios obscenos". Eu prefiro o segundo. Até porque preciso de documentação fotográfica para mantê-los sob chantagem eterna. Senão não seria amizade verdadeira.
No final, acabei a noite bêbado e hoje acordei a sentir o peso da idade na cabeça. Para o ano há mais. Em Junho.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Happy Birthday para mim
Ontem não pus aqui os pés que estava demasiado ocupado a celebrar o meu aniversário. Estou a um passo da calvície, dos pêlos púbicos grisalhos e das bolas descaídas em saca enrugada.
Levei com a praxe do costume de ver o meu mural virtual social invadido pelas fotos mais comprometedoras que encontravam no baú, também levei com gatinhos e bolinhos de pessoas susceptíveis ao putedo e não levei no rabo.
O meu melhor presente de aniversário foi saber que a minha chefe ia embora. E mais comentários não irei tecer sobre o assunto porque o mundo virtual é um bidé e eu prezo o meu emprego. Mais ou menos.
O meu segundo melhor presente foi ter encontrado um apartamento para arrendar com tudo bom, à excepção do tamanho mínimo da sala que é perfeita para enclausurar pessoas indesejadas, dar um peido, fechar a porta e vê-las morrer lentamente.
O pior presente foi ainda não ter reservado nenhum restaurante para o meu jantar de aniversário amanhã. Pelo sim pelo não, fiz uma pré reserva no McDonald's.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Carnaval
Mais uma noite de Carnaval se passou, e pelo silêncio que se avista nas ruas, calculo que meia população masculina de Torres acordou com as partes peludas de uma matrafona encostado à cara, depois de uma bela noite de copos.
O país voltou a poder usufruir de tolerância. Eu não. Os outros. No máximo, conseguirei sair a horas de ver um desfile de Carnaval típico português. Daqueles com mulheres roliças em cima dos saltos a tremerem de frio "sambarem" enquanto exibem os seus carnudos e proeminentes mamilos. Tudo ao som da nossa portuguesa Ivete Sangalo.
Ou então vou simplesmente beber copos e usufruir da experiência das partes peludas na cara.
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Sunday Life
Em jeito de renovação espiritual (e porque estava aborrecido), resolvi reinstalar aquela aplicação que nos traz o príncipe encantado numa bandeja com juras de amor eterno. Sentei-me no sofá, acendi uma vela, fiz um chá, pus música ambiente, ignorei a minha amiga no sofá ao lado a falar sobre as maravilhas do seu vibrador XL2016, e instalei a dita.
Após selecção criteriosa de fotografias em que não estivesse com algum macaco à porta, pus mãos à obra.
Descobri com esta aplicação que 90% dos meus conhecidos estão solteiros quando pensava que já iam no terceiro filho (ou então estão a brincar além-cerca). Descobri também muitas caras repetidas o que diz muito acerca do sucesso casamenteiro desta aplicação. Alheio às provas irrefutáveis prossegui.
Descobri que 80% dos candidatos andaram na Faculdade de Medicina de Lisboa, pelo que começo a achar que o verdadeiro Trumps está nas instituições do SNS. E já sei que escuso de ir à urgência em dia de Arraial Gay porque ninguém lá está. Se algo me acontecer, tomo um Brufen. Esperar por esperar, espero em casa. Ou no Arraial.
E redescobri que todas as conversas começam da mesma forma:
- Olá
- Olá
- Tudo bem?
- Tudo e ctg?
- Tb.
E é isso. Depois, ou proponho-os em casamento de seguida em jeito psicopata ou falo sobre o tempo. Uma verdadeira emoção isto.
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Quase Carnaval
Ainda não é Carnaval mas hoje já meio mundo se mascara uma vez que com estes governos, tolerância de ponto é sempre uma incógnita. E ninguém quer ter um fato de Cinderela no armário a ganhar pó.
Hoje para celebrar o meu Carnaval em grande, tenho um jantar com os meus dois ex-namorados (update: um já se cortou) e seus namorados. Aos olhos deles, eu vou mascarado de loser porque teimo em não casar com o primeiro que me aparece à frente e ter filhos e cães.
Depois em jeito de celebração, os meus amigos solteiros querem arrastar-me para uma festa na Casa de Horrores (aka Trumps). Queria ir de Elsa do Frozen, mas cheira-me que essa máscara vai abundar por aqueles lados.
Vou mascarar-me de puta que assim só tenho que lavar as partes baixas e estou pronto. Só hoje.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Family Love
- Schnoof, o que se responde a 2 pontos fracos e 2 pontos fortes numa entrevista?
- Sou mal cheirosa e peido-me muito. Por outro lado sou boa a fazer a digestão e sou boa a disfarçar que não fui eu.
Amanhã já lhe pergunto como correu.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Psicanálise barata
Todos nós temos aquela "amiga" no facebook cuja "amizade" aceitamos porque, uma vez por mês, sentimos a obrigação moral de corresponder ao Bom dia enquanto nos cruzamos. Só conhecemos de vista mas, voilá, pedido de amizade. É a lei do facebook.
Mas como eu não sou chibo vou mantê-la no anonimato. Não com nomes falsos do género Dina que já sabemos que se refere à Alexandrina, ou Mitó para Maria Antónia, ou Geraldina Gertrudes que sabemos que é claramente a Rita.
Desenvolvi uma técnica infalível de anonimato (schnoof proof) que consiste em alterar algumas letras do nome verdadeiro e assim a identidade da pessoa fica completamente indecifrável. Falemos então da Margaruda.
A Margaruda usa o perfil do facebook para mandar recadinhos. Não para os 1500 amigos que ela tem. Para uma pessoa apenas. Que provável já a bloqueou.
A Margaruda lança frases "do Ghandi" que retratam o valor das mulheres e o valor que o homem deve dar à mulher que tem ao invés de ir a correr atrás de outra; a dignidade do homem que fica ao lado da mulher (da Margaruda) para todo o sempre.
A Margaruda quando vê que ele ainda não fez like, começa a ficar ressabiada. Eis que surgem as frases que revelam o quanto o homem vai rebolar na lama e vai querer voltar para ela e nessa altura, eu, Margaruda, "não tô nem aí" porque sou feliz.
Quando a Margaruda vê que o destinatário não faz like, assim como 99% dos amigos que começam a sentir-se desconfortáveis em frente ao ecrã, eis que lança frases para o mundo avisando para o "ex?" parar de a chatear porque ela é feliz. Perguntam-se porque é que a Margaruda não se limitou a dizer isso por sms? Porque nunca as recebeu.
Eu não conheço a Margaruda. Já percebi que a Margaruda foi cornuda. Provavelmente porque era muito peluda (?). E ficou choruda. E ressabiuda. Embora para se sujeitar a tanta exposição desnecessária, deveria ficar muda. Para voltar a ser feliz mais depressa. Para voltar a apaixonar-se e sentir-se sortuda. Para bem dela. E para bem dos seus amigos que um dia a irão bloquear porque a Margaruda está a ficar maçuda.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Nunca fui muito bom a fazer as pazes...
Depois deste fantástico episódio, a minha ex empregada (de raça negra - depois entenderão) decidiu que afinal era tudo brincadeira e que afinal os subsídios eram apenas uma tentativa brincalhona de me extorquir o máximo de dinheiro possível.
O meu sentimento de pena fez com que a recontratasse porque, na verdade, ela "precisava de trabalhar". Alheio ao facto de que as próximas limpezas poderão implicar limpeza completa e que poderei eventualmente chegar a casa sem a presença maçadora de móveis e electrodomésticos, decidi apostar na boa vontade da senhora.
"Karine, indique-me o seu IBAN para poder efectuar os próximos pagamentos por transferência"
O meu telemóvel, como tem vida própria, decidiu enviar:
"Katinga, indique-me o seu IBAN para poder efectuar os próximos pagamentos por transferência"
Pelo sim pelo não, vou enfiar a Bimby no cofre...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
33 anos depois, percebi o que significa "ter um ar fodível"...
Hoje tinha tudo preparado para uma noite calma de jantar, chá e um livro. Como sou o exemplo vivo do homem dos planos furados, a minha amiga teve uma ideia luminosa.
Orgulhou-se do facto de nunca ter ganho nada na vida e, logo hoje, ter ganho uma análise gratuita à água caseira. Não lhe querendo estragar a alegria de viver, não quis mencionar que a única água que ela ganhou foi um balde de água fria.
O senhor lá chegou com o seu laboratório de análises às costas e ávido para investigar, sem qualquer custo, se a nossa água sai da torneira com moléculas de fezes. Não que me espante a água vir com vestígios de fezes uma vez que já lambi muitos cus, mas o senhor estava a deixar bem claro que isso era uma coisa má. Remeti-me ao silêncio.
O senhor falou em cloro. E em calcário. Muito calcário. Perguntou se sentia a pele ou as mucosas secas após o duche. Sabia que ao dizer que sim, eu ia abrir as portas a uma gama de televendas piores que a festa do tupperware. Respondi-lhe que lavo-me com óleos. Por algum motivo que eu desconheço, o senhor continuou a achar que eu era heterossexual.
(Na verdade lavo-me em óleos e quando tenho os lábios secos, uso o labello da minha amiga. Excepto quando aquilo sabe a pila. Aí como-o. Achei melhor não dizer isto em voz alta.)
O senhor fez os testes. Engoliu em seco quando percebeu que a nossa água da torneira não tem calcário. E fingiu que éramos cegos quando percebemos que a água da torneira tinha um pH neutro perfeito, ao contrário da água "especialmente tratada" que tinha um pH ácido. Ainda fiquei na dúvida se a intenção do homem era provocar-nos úlceras para depois impingir-nos embalagens caríssimas de omeprazol.
Não compramos porra nenhuma. Duvido que ele tenha ficado surpreendido uma vez que não estávamos propriamente a deitar gotas de entusiasmo com tudo aquilo. Posteriormente preenchemos um questionário sobre... colchões (?!) e depois o senhor lá começou a pedir contactos de amigos para analisar as suas águas. Momento este em que fingi que estava a receber uma chamada importantíssima. Depois pensei na noite que a minha amiga me tinha acabado de foder, e na quantidade de vezes que os meus amigos já me foderam a vida ao longo dos meus 33 anos, virei costas e entreguei-lhe a minha lista telefónica completa.
Boa noite.
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