segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Quero um ano que corresponda às minhas expectativas

Todos os anos faço uma lista de desejos que geralmente me fariam a pessoa mais rica do mundo, mais feliz do mundo e com mais sexo no mundo. Tendo em conta que chego ao fim do ano com os níveis de frustração em alta devido a não ter ganho o Euromilhões, este ano decidi construir uma lista de desejos mais atingível e assim atender a todas as minhas baixas expectativas sem ter que desejar coisas impossíveis como a Ana Malhoa deixar de ser puta e a Cicciolina ser deputada. Esperem, este já se realizou.

1- Foder menos: tendo em conta a ida do meu namorado para longe e eu não ser muito dado a grandes chafurdagens, parece-me que foder menos vai ser canja. E quem precisa de sexo afinal? Só serve para macerar as partes baixas e sujar lençóis. E já sei como é que acaba de todas as vezes.

2- Ter menos paciência: eu sou a pessoa mais impaciente do mundo e cinco minutos de espera já me fazem ferver do bigode. Com o passar dos anos, desejo o refinamento das minhas qualidades e esta é a principal delas.

3- Stressar mais com merdinhas: durante a minha vida tenho optado por tentar adoptar uma atitude zen perante as pessoas, engolindo sapos até ficar com indigestões. Este ano espero andar a refilar com todos sobre tudo e se possível andar à chapada para agitar as águas.

4- Deixar um dos empregos: numa altura de crise como a que se avizinha, não faz sentido estar a trabalhar que nem um louco quando o resto do país está numa esplanada à espera que os tempos melhorem.

5- Beber mais álcool: tendo em conta a economia actual e como eu quero ver o país a crescer, é meu desejo poder comprar muito álcool e bebê-lo até cair.

6- Escrever menos no blog: este desejo é um seguimento natural que apenas vou dar continuidade porque as minhas amigas apesar de continuarem putas, já pouco me contam da sua vida.

7- Ser mais porco: ainda na onda do favorecimento económico do país, é importante manter o posto de trabalho à minha Svitlana que precisa de ter sempre um chão sujo para lavar.

8- Apalpar o cu às minhas amigas: este é um desejo altruísta que está ali lado a lado com a paz no mundo. Todas as minhas amigas têm cus flácidos e as minhas mãos são óptimos tonificadores.

9- Fofocar mais: dadas as minhas características, tenho grandes certezas que não será difícil.

10- Esgalhar mais o pessegueiro: o que é diferente de foder. Esgalhar é um verdadeiro exercício mental que envolve pessoas, paisagens eróticas e afins. Se juntar todos os delírios imaginados nos meus momentos de esgalhanço, serei certamente o proximo autor da trilogia das 50 sombras de cor de rosa bebé.

11- Escrever as 50 sombras de cor de rosa bebé: será gratuito e de acesso universal para que todos se possam masturbar como se nao houvesse amanhã sem sentir que tiveram de pagar por isso. É apenas mais um desejo altruísta, eu sei. Mais um desejo destes e serei a Miss Universo.

12- Mudar de cuecas todos os dias: vou ter dificuldade com este mas como os desejos implicam alguma incerteza e esforço, tenho que me comprometer com qualquer coisa improvável.

Bom Ano minhas putas. Um dia adopto-vos a todos e fazemos um franchising do Bataclan. Obrigado por me lerem durante 2012 às escondidas. É um risco eu sei, eu sou um atentado ao vosso bom nome.


P.S. Esqueci-me de desejar encontrar um ucraniano que me leve barato para atropelar a minha chefe. Deus é grande e vai-me conceder 13 desejos.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Domingo: o dia do Senhor

A manhã começou de certa forma abalada com os gritos da Desocupada na casa de banho. Ao que parece a Desocupada desconectou a parte de cima do chuveiro da mangueira sem razão aparente. Nós sabíamos que obviamente ela tinha andado a brincar à pilinha metálica dentro da xoxa mas pusemos a nossa melhor cara de compreensão e empatia pelo sucedido e fingimos esquecimento durante o resto do dia.

Passamos o dia em casa a pastar e a jogar jogos de tabuleiro porque eu tenho de monitorizar o peru no forno. Nunca enfiei tanta carne num só cu mas pode ser que tenha sorte com o resultado final.

Estamos naquele momento que já consta da rotina de grupo em que está tudo a actualizar blogues agarrados aos ipads e iPhones. Isto só acontece porque ninguém está com grande vontade de fazer uma orgia entre amigos. A falta de companheirismo torna-se evidente sempre que eu falo nisto. Mas são os amigos que tenho. Era pior se fossem pobres.

Voltando ao peru, já retiraram o pescoço a um peru? Se colocarmos o pescoço do peru no nosso campo de visão em direcção ao nosso nariz, temos uma sensação de deja vu e rapidamente temos o impulso de abrir a boca para receber o novo membro tumescente. Ou então sou eu que vejo uma pila em tudo e fico erecto só de ver um pescoço de um peru. E eu não consigo fazer peru de pau feito.

Amanhã deixarei aqui a minha lista de desejos para 2013.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Pré Rebeilhão

Melhor que a noite de passagem de ano é o fim de semana que a antecede. Basicamente viemos para cá beber e abanar a peida ao som das mais variadas pimbalhadas que constam no meu iPhone.
Este ano optamos pela Ferreira do Zêzere para podermos ir à barragem lavar as partes moles.
Como somos um grupo de badalhocos oriundos das mais diversas barracas, ninguém se lembrou de trazer papel higiénico. Felizmente eu trouxe folhas de alface.
Para primeiro dia optamos por almoçar na Casa das Ratas. Confesso que já não como nestas casas há largos anos que tenho optado pela Casa das Chouriças.
Amanhã fui incumbido de fazer o peru porque ninguém tem tanto jeito para rechear um cu como eu. O segredo é deixar o recheio a escorrer pelo cu em vez de coser o cu porque coser o cu a alguém é simplesmente tirar o sentido à vida.
E agora estamos todos na sala a escrever nos blogs. Claro que esta gente está a dissertar sobre a beleza do Convento de Cristo. A única coisa que tenho para dizer do Convento é que faz-me lembrar freiras. E freiras lembram-me sexo maroto.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Japão: o Rio Sémen

Lá para os lados do Japão, uma actriz badalhoca de filmes igualmente badalhocos lembrou-se de fazer uma sequele do seu filme de sucesso "Colheita de Sémen". E melhor que uma colheita de sémen, só mesmo uma "Colheita de Sémen - parte 2". Ou então "Colheita de Sémen - o regresso" cuja história será provavelmente a regurgitação do sémen que engoliu no filme anterior.

Mas aparentemente a produtora não tem dinheiro para pagar a sequela. Provavelmente porque estoirou-o nas lavagens gástricas. Assim sendo, a actriz que já não pode posar nua para a Playboy para angariar fundos porque, tipo, já todos lhe viram as entranhas, pediu aos fãs para contribuir com "material" para possibilitar a rodagem da mesma.
Os fãs não querendo que a produtora ficasse sem "props", decidiram então enviar o essencial: meita. 100 garrafas de meita.

Eu não conheço o filme mas presumo que envolva um tanque onde a dita passa a tarde a nadar porque presumo, e espero, que aquilo não seja para ingerir.
Espero também que não tenham o intuito de vazar aquilo tudo por cima da senhora porque não é suposto um filme pornográfico acabar numa morte por afogamento. Mas estamos a falar de Japão.

Portanto graças aos fãs, a produtora vai poder avançar com as rodagens do filme: "Colheita de Sémen - Pega Monstro".


A puta da notícia - aqui.
Enviar a vossa meita para aqui.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Bitches in da House

Depois do recente falecimento da minha Beyoncé e da Mariah, optei por adoptar mais duas peixas para me fazer companhia nos tempos que aí vêm. Apresento-vos a Britney e a Whitney. A Whitney dispensa apresentações. Aqui não está morta, apenas carbonizada. A Britney é a amiga.

Deixei pedaços de coca cor-de-rosa no chão para que nunca lhes falte nada e possam snifar sem limites.

Desta vez não vou cair no mesmo erro e não lhes vou dar de comer nunca que é para não cagarem nas pedrinhas do aquário.

Para quem quiser comprar uma pedrinha tocada pelas barbatanas das divas, colocarei em leilão no ebay com base de licitação 1000 euros. Procurem por "pink stone touched by Whitney before she died". O que não deixa de ser verdade.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

E cá estou... eu mais meia dúzia a enfardar como se não houvesse amanhã para compensar as nossas mágoas e a ver Nanny McPhee. Preferia obviamente estar a ver pornografia mas é Natal.

Claro que preferia estar em família a enfiar as mãos em cu de peru. P'ró ano é que é. (Este é o momento em que vocês choram baba e ranho pelo infortúnio alheio e vêm-me escrever comentários de apoio emocional... ah que se foda, tenho o ano novo para afogar as mágoas em vinho).

Agora sim, um bom Natal a todos e façam caras alegres quando abrirem aqueles presentes mesmo bonitos que não servem nem para meter no cu. Além disso, fiz uma quadra natalícia:

O Natal está a começar
E apesar de estarmos todos nas lonas
Ide enfardar que nem porcos
Que amanhã nem conseguem levar nas conas.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Pré-Natal

Hoje dei por terminadas as compras de Natal. Amanhã faltam-me uns breves "apontamentos" para ajudar a personalizar a coisa e depois espero não ter que entrar num centro comercial nos tempos vindouros. A não ser que esteja nas redondezas e precise de cagar. Eu não gosto de cagar nas cuecas. Picuinhices.

Foi uma tarefa difícil porque precisava de estampar algumas merdas mas só me deixavam estampar bonés, t-shirts, canecas feias e mais meia dúzia de coisas. Tudo o resto é impossível. Liguei para quase 50 estabelecimentos e aquilo que eu pretendia não se fazia cá. Eu olho à minha volta e não há material nenhum que não esteja estampado com letras, desenhos, logotipos. Devem ter surgido assim da Natureza, porque cá não foi feito. Cá só bonés e porta-chaves dizem eles.
Este ano vou novamente trabalhar no Natal porque como tenho um bom cu, o patronato acha que eu tenho o perfil certo para ser enrabado. E tenho, mas gosto que me levem a jantar fora primeiro. Não vou desejar já um feliz Natal porque tenho que ter qualquer coisa para fazer amanhã enquanto estou no local de trabalho. E que não envolva trabalhar, porque é Natal.

Ainda falta um dia para irem às compras e desejo-vos as maiores felicidades por esses centros comerciais fora que estarão à altura do Pingo Doce 50% desconto. Se não morrerem esmagados, desejo que os vossos perus não queimem no forno e que os vossos bacalhaus não fiquem salgados ao ponto de provocar AVC's. Desejo também que os vossos pinheiros não peguem fogo durante o jantar e que as vossas famílias não comecem em discussões acesas ao ponto de estragar todo o espírito natalício.
Claro que gostaria que tudo isto vos acontecesse porque seria bom ver mais gente fodida este Natal. Sozinho não tem muita piada.



Madrid - último dia.

O último dia em Madrid começou com um misto de tristeza e alívio. Tristeza por ser o último dia a passear os glúteos, e alívio porque, bem vocês já sabem como era o nosso hotel.

Começamos o dia... olha não me lembro porque acabei de vir do Pavilhão Chinês e estou com o cérebro toldado.

Fomos almoçar ao último piso do El Corte Inglés, o único que há em Madrid, e aquilo é uma espécie de feira gourmet. Optamos por uns hamburgueres feitos de todo o tipo de carnes condimentadas. Bom, não fantástico. E eu quando ponho alguma coisa na boca gosto que seja fantástico. Sempre.

O nosso amigo Croassan teve que ir andando para o aeroporto porque ganhou a viagem num concurso do facebook em que ganhava quem mais publicasse o anúncio da agência de viagens. Como ele é mestre de punhetas, não lhe deve ter custado nada partilhar o mesmo link 900 vezes seguidas. 

Eu e a Pinky ficamos em Madrid até ao anoitecer. Não sei porquê, ela intitula-se de Pinky mas presumo ter algo a ver com a cor da buceta quando vê um homem de cu bom, tipo eu.

A menina que é toda dada às excentricidades desta vida, obrigou-me a ir com ela ver uma exposição da Cartier. Eu acho que quem vê um diamante vê todos. E sinceramente não percebo o fascínio pela pedra. Já vi imitações mais brilhantes. Mas lá fui, coagido.

Pior que assistir a mais de cem peças feitas em diamante, é ter que estar numa fila enquanto meia dúzia de ex-vítimas de AVC / atraso mental param durante 15 minutos só para ver um anel. E depois mais 15 minutos para ver o anel seguinte. É isso e galerias de arte. A sério que se não estão a ler nada, não percebo o que aqueles cérebros estão a processar durante meia hora a olhar para o mesmo objecto. Ele não vai acordar se é disso que estão à espera.

A única vez que parei mais tempo do que 0,2 segundos foi para ler legendas informativas. E não há nada mais informativo do que saber que os membros da linhagem Cartier faziam broches por pedido especial já em 1927 (leia-se o termo técnico em inglês, brooch e não blowjob que é calão). Depois ofereceram-lhes platino, diamantes, esmeralda, etc. Isso sim são broches bem recompensados. 

Finalmente por insistência da badalhoca que me acompanhava fomos para o aeroporto às 19:15. Para apanhar o voo das 22:45. (3h30). Só descobri isto depois e se não estivesse num sítio público tinha-lhe dado um bitch slap com a minha mala de viagem.

P.S. Tenho um bilhete do metro de Madrid com 6 viagens para oferecer à pessoa mais rápida a mostrar as suas mamas / bolas na caixa de comentários. Não têm nada que agradecer. É Natal.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Madrid - Día Dós


Depois de ter passado a noite a sonhar, lá acordei para a realidade com a cabeça a poucos milímetros do barrote que se encontrava sobre a minha cama. O despertador lá tocou umas três vezes, mas visto que os outros estavam a fingir-se mortos, acordamos as 11:45. E fomos um a um rumo ao nosso banho de cócoras.

Já na rua, fomos tomar o pequeno almoço a uma casinha engraçada ali entre o Sol e a Gran Vía. Aproveitamos a manhã para mostrar lo mejor de Madrid ao nosso amigo que nunca tinha passado de Badajoz quando o pai o obrigava a ir às putas. Havia uma feira de Natal na Plaza Mayor que aproveitamos para não comprar nada e tentamos enfiar-nos pela chouriçada de gente que se encontrava a amorfar tapas no Mercado San Miguel. 

Fizemos a Gran Vía na busca de mais coisas para encher os nossos "closets" porque está na hora de dar de comer às traças. 

Para gastar o bilhete de 10 viagens de metro que estupidamente compramos, fomos para uma estação nos confins à procura da Hollister para a nossa bicha amiga poder comprar as calças de fato de treino iguais às do Cláudio da Casa dos Segredos. Quando uma Casa tão bem frequentada serve de pivôt da moda aos meus amigos, está na hora de mudar de amigos. Felizmente chegamos a uma zona tipo Damaia mas em melhor, e rapidamente nos apercebemos que a única loja de roupa que ali iríamos encontrar era a Tienda da Maria Conchita. Gastamos mais uma viagem rumo a Salamanca.

Já em Salamanca, percorremos as lojas tão acessíveis aos nossos miseráveis bolsos. A minha amiga Dondoca lá insistiu para andarmos sem parar por entre Chanéis e Carolinas Herreras e acabou por comprar um scone na boutique da esquina.

Demos com a Abercrombie e lá nos enfiamos dentro daquele antro do pecado. Não literalmente claro. Encontrei uma linda camisola com gola de cona que estava decidido a comprar até ver que aquele conjunto de pedaços de ovelha esquartejada custava a módica quantia de duzentos euros. Visto tratar-se de um roubo descarado, estava decidido a roubá-lo mas não tinha espaço no saco. Assim sendo podem comprá-lo aqui e evitam andar que nem loucos em centros comerciais à procura do meu presente.
O meu amigo demorou eternidades a experimentar "calças-Cláudio" mas lá se decidiu quando já mostrávamos sinais de intoxicação por perfume / ambientador Abercrombie.
À saída um belo moçoilo de tronco nu perguntou por uma foto. Ora eu sei que qualquer pessoa com olhos na cara quer tirar uma foto comigo não vá correr o risco de nunca mais poder ver este belo pedaço de carne. Mas se não me ofereciam o casaco de lã, eu também não ia oferecer a minha foto. Chora p'raí.

Ainda em Salamanca, a nossa amiga Dondoca sugeriu um restaurante de Tapas. Eu fico muito apreensivo com os restaurantes gourmet que as minhas amigas pseudo-chic escolhem. Porque se há coisa que enerva uma pessoa que gosta de comer doses industriais de comida, é levar com um prato onde constam duas ervilhas gourmet e um pepino baby e ter que perguntar à empregada se aquilo fosse o tamanho do caralho do marido se ela ia sair da "refeição" satisfeita. E a sério que tento evitar a todo o custo provocar a vergonha alheia aos meus acompanhantes.
E quando ouvi tapas estava em crer que ia ter que ser muito porco com a señorita. E isso custa-me. 
Mas não. O restaurante Lateral tinha bom ar, como diriam os meus amigos armados, escolhemos quase todas as tapas óptimas que haviam na lista até estarmos a rebentar e a sentir o cocó a dizer olá às cuecas e no final pagamos 20 euros. Estoy muy encantado.

Éramos para ir ao Gabana abanar a peida mas quando percebemos que iríamos todos em frete por causa dos outros, abandonamos a ideia. Eu só ia para ver se a minha amiga levava umas valentes nalgadas de um latino qualquer com pêlo Tony Ramos e com as bolas a cheirar a tortilhas. Mas ela não estava com disposição. Fomos para o hotel ver televisão e adormecemos ao som de uma Conchita a abanar as mamas a pedir para ligarmos para um número qualquer na esperança de ouvi-la bater com as mamas no bocal do telefone.





terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Madrid Day 1

Já no avião para Madrid limitei-me a dormir portanto acerca da viagem de avião nada tenho a acrescentar. A não ser que queiram que eu vos relate o meu sonho em que eu era sodomizado por 15 homens de barba rija mas isso deixo para o livro que estou a escrever intitulado "50 Sombras do meu olho do cu - equimoses".

Chegados a Madrid, constatei mais uma vez que esta cidade tem algo de badalhoco que o caracteriza. Deve-se provavelmente à língua proferida pelos espanhóis que me remete constantemente aos filmes pornográficos que usam a língua espanhola como acelerador do momento ejaculatório. Há algo de porcalhoto até na forma como uma velha diz ¡hola!. Até a palavra iglesia soa-me a entranhas genitais. Ou então deve-se àquela pronúncia de língua enrolada que faz adivinhar a presença de um colhão na boca constantemente. 

Procuramos o nosso "hotel" ali nas bermas do Sol. A palavra desilusão não pode ser usada aqui para descrevê-lo dada a grandeza do susto. O lobby era de um podre rústico com um cheiro que faz sonhar com noites a dormir num caixote de lixo. Paramos no terceiro piso graças ao chamamento de uma velha com ar de puta (e quem não tem?) de cigarro na boca. "Abajo?" pergunta a kenga. "Arriba" respondemos nós. "Coño" responde a ordinária.

Encaminhados para o nosso quarto de "hotel", deparamo-nos com um belo sótão. Claro que tinha kitchenette como prometido (que trocaríamos de bom grado por um quarto verdadeiro), e umas belas caminhas e um chão de tijolo. Obviamente que ninguem me falou que 70% do quarto era coberto por um tecto de 1,50m de altura. O que para o meu 1,82m a tender para 1,80m foi deveras um prazer para manter uma postura erecta e não acentuar a minha corcunda. 

A porta da casa de banho era constituído por um dos mais recentes e modernos materiais do design arquitectónico: o vidro. E nada me dá mais prazer que ver os meus amigos a cagar. Tomar banho de cócoras estava longe de ser um momento yoga por mais que contorcesse o corpo. Hotel boutique my ass.
Sim, eu dou-me com ordinaronas de verniz vermelho.

Chegado o terceiro elemento para esta nossa viagem, fomos dar umas voltas. Queríamos jantar num restaurante na Chueca. A minha dondoca que já cá teve 50 vezes ao invés dos meus míseros 4, começou a dar indicações para uma Chueca que havia na cabeça dela. Ora eu sou uma merda no que respeita a orientação geográfica, mas no que toca ao meu faro homossexual, rapidamente os guiei sem demoras. Confesso que senti algum orgulho por conseguir guiar sem erros os meus amigos ao Antro da Bicharada. Restaurantes com "bom ar" como diriam os meus amigos com a mania que são gente, era coisa que não faltava. Ficamo-nos pelo Bazaar que tem os três B's: Boa Comida, Barato e Bom Ar. Quatro, se contarmos com as Bichas mas nem havia muitas. Se me lembro bem, éramos os únicos.

Para finalizar a noite, metemo-nos num bar "mixto" para a minha amiga dondoca não se sentir tão incomodada com o cheiro a sémen. A única coisa mista que ali havia era, além de paneleiros, fufas a comerem-se como se a fome tivesse chegado a Madrid. E uma personagem ou outra que não era nem homem nem mulher... talvez sejam mistos e daí a nomenclatura. Mas dêem-nos cañas, música foleira e fazemos a festa. E fizemos. Só não fizemos um ménage à chegada do hotel porque isso sim seria esquisito. E porque os meus amigos cheiram a Roquefort nas partes.


Madrid: back

Mira coños, estoy aquí, no hay morído ou lá como isto se diz que eu estou para o espanhol como a mulher do Cavaco Silva está para a Playboy.

Estive em Madrid durante o fim-de-semana e tenho os relatos todos para fazer aqui no blog. Para aqueles que simplesmente não estão interessados, voltem quinta-feira que poderei ter histórias da cuequinha badalhoca para vos contar. Até lá, Madrid reports.

Sexta-feira acordei graças à mensagem da minha amiga dondoca a dizer que já estava no aeroporto. Eu respondi que já estava na cama. Não fosse a mensagem e não teria ido nem a Badajoz.

Chegado ao aeroporto com a sensação que tinha-me esquecido de dez objectos ou mais, lá nos fizemos à sala de embarque. Claro que para lá chegar tivemos que mostrar todos os produtos de higiene, descalçar botas e todos aqueles procedimentos que estou em crer, irão evoluir brevemente para "mostrar o caralho sff".

Passamos por uma loja que vende produtos portugueses o que, a meu ver, é uma óptima iniciativa para dar a conhecer o que é nosso. Pena que apenas lá haja umas compotas e mais meia dúzia de merdas. Mas devagar devagarinho. Como estamos em época de Natal e abundam as trocas de presentes baratinhos, dei de caras com uma fadista da Madragoa em barro. Claro, muito deficientemente confeccionada, com um papelinho escrito a caneta; o que me levou a pensar tratar-se de uma peça criada por alguém que molda com os pés. Pensei, que se lixem 10 ou 15 euros: vou levar. Quando virei este objecto do avesso, tratava-se afinal de uma "obra de arte" que custa a módica quantia de 165 euros. Virei outro boneco para confirmar se estava com a visão toldada por terem acabado de me espetar com uma vassoura no cu mas não: 165 euros. Por um trabalho que deve ter vindo do Jardim de Infância e desenhado com os pés que espero serem do Dalai Lama. Claro que isto estava na loja portuguesa: porque mesmo quando produzimos merda, valorizamo-la. 

Enchi o bucho de McDonald's (9:30 da manhã) e eu e a minha amiga dondoca ouvimos que o voo tinha-se atrasado 45 minutos. Até que voltamos a ouvir os nossos nomes em "Last Call" para comparecer na sala de embarque de um voo que nunca atrasou. Somos os dois deficientes portanto e temos alucinações auditivas. Lá nos deixaram entrar.

Amanhã continuo porque agora está a dar o processo de casting no Rancho das Coelhinhas e está uma loira prestes a engasgar-se numa banana.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Strauss: não aquele que veste calças; aquele que as despe.

Como em Portugal os crimes são como as telenovelas americanas que duram décadas, costumo voltar as minhas atenções para Nova Iorque quando preciso de satisfazer a minha sede de um bom crime com um balde de pipocas.

Com o fim da saga do Renato Seabra, restam-me apenas os relatos monótonos da Lux Woman sobre a mãe Seabra a passear-se por Nova Iorque em baixa médica há mil anos. Por sua vez, nenhuma revista fala do tamanho do olho do cu do Seabra que aumenta de dia para dia. Nem o Correio da Manhã. É triste.

Para minha alegria ressuscitou a saga Strauss-Kahn e a camareira violada / não violada. Só não posso ir buscar pipocas porque estou em processo de desvitalização de um dente.

Após várias tentativas do ex-director do FMI declarar que seria impossível ter violado a senhora enumerando sucessivos e credíveis álibis que foi desencantar a um livro qualquer da Miss Marple, Strauss finalmente aceitou ontem demonstrar a sua inocência com um pacto amigável de 6 milhões de dólares. Um milhão por cada vez que as bolas do velho bateram no queixo da senhora. Ou então chegaram a este valor por estimativa, não sei bem.

1- Espero que este dinheiro tenha sido pago com fundos do FMI porque o homem estava em trabalho e se não estivesse obrigado a hospedar-se num hotel com camareiras badalhocas, nada disto teria acontecido.

2- Todos os dias me arrependo de não ter seguido a carreira de profissional do sexo e agora que em Nova Iorque andam a pagar 6 milhões ao broche, sinto-me deveras estúpido em continuar aqui.

3 - Vou evitar aeroportos nos próximos dias para não levar com a vaga de emigração de putas que aí vem de Bragança que devem estar de bocas gulosas em riste a pensar nos milhões que a terra das oportunidades lhes reserva. 

3a- Não as condeno: se a mim me cortam subsídios, a elas devem estar a pagar o broche com chocolates Regina.  

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A Idade da Loba

Em conversa com a minha amiga Desocupada:

Ela - Ontem a minha vizinha do andar de cima chegou a casa podre de bêbada e além de ter tentado abrir a minha porta em vão, fartou-se de foder alto e bom som toda a noite. Que horror.

Eu - Imagino quando és tu.

Ela - Quando era mais nova os meus vizinhos tiveram que deixar um papel na entrada a pedir para eu fazer menos barulho enquanto fodo.

Eu - Calha a todos, 'tás a ver?

Ela - Não, agora eu sou a velha frustrada que deixa os papéis na entrada.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Adeus Petra. Foste uma retardada exemplar.

Hoje não posso escrever nada profundamente inteligente como as redacções de elevado valor literário que habitualmente escrevo porque estou demasiado ocupado a absorver os últimos minutos da Petra na Casa.

Vou ter saudades:
- da Petra a guinchar que nem uma égua a toda a hora
- da Petra a espremer as mamas a toda a hora
- da Petra a fazer broches sempre que a sobremesa era banana
- da Petra a desmaiar porque não consegue acabar uma discussão depois de tanto guincho
- da Tatiana a perguntar à Petra "vais demáiáre ou vais-me bátére?"
- da Petra a querer mandar bofetadas nas concorrentes, com as nalgas de fora e aos saltos como o anúncio da gelatina Royal
- da Petra a ganir todo o santo dia que além de professora da primária é Mestre e que toma dezenas de comprimidos por dia.
- da Tatiana a dizer à Petra que se fosse como ela esfregaria a cara com merda.

Ahhh *suspiro* vou ter saudades tuas Petra. Se eu tiver filhos, quiçá não nos cruzaremos na reunião de avaliação. Quero muito ouvir o que terás para dizer.

Update de última hora: Petra é expulsa. "O que é que eu fiz????"

sábado, 8 de dezembro de 2012

Last Friday Night

Ontem foi dia de aniversário da cunhada. O local escolhido para festejar a data foi o terreiro do Paço, que por norma não costuma nutrir em mim grandes afectos no que diz respeito à vida nocturna. 

O restaurante eleito foi o Populi. Que é como quem diz, um restaurante a tentar entrar nas novas tendências gastronómicas. Embora esta entrada se faça mais na definição do preço da refeição do que propriamente na qualidade da comida. Uma entrada qb à base de peru em molho de natas sem tempero, um lombinho mergulhado em migas cujos bocados de papo seco ainda por demolhar se faziam sentir na boca e um leite creme por sinal muito bom, mas os gomos de laranja a enfeitar a taça faziam uma combinação no paladar de água com óleo. Claro que, tudo soube muito melhor quando a aniversariante decidiu pagar o jantar a todos os convidados. Nota mental: nunca é demais fazer amigos ricos.

Mas eu não sou crítico gastronómico e não foi disto que vim falar. Posteriormente, decidimos ir ao Lust... uma discoteca mesmo ao lado que aparentemente existe. Ainda não tinha entrado quando estava a deparar-me com o letreiro LUST pelo que ainda não tinha tido tempo para me aperceber de que Lust é apenas um anagrama disfarçado para a palavra mais indicada, SLUT.

Rapidamente se faria um casting exemplar de elementos para a Casa dos Segredos nesta casa e a última vez que vi tanta puta junta por metro quadrado, estava a assistir a um episódio da Gabriela.
Não falo apenas do comprimento das saias que deixavam certamente vislumbrar o fio do tampão aos olhares mais atentos, mas reconhecer um bando de putas não é difícil. O que é sempre um plus para quem lá vai no intuito de esvaziar o saco. E o que também não incomoda a quem só quer ir dançar porque, quer-se dizer, as putas também têm direito à vida.

O DJ era fenomenal na ressuscitação de músicas de há três anos atrás não dando tempo sequer a essas músicas de se terem tornado clássicas ou vintage para retirá-las do baú. O que faz denotar que há uma linha muito ténue entre querer parecer kitsch ou ser simplesmente ultrapassado.

Vale sempre a companhia e as gargalhadas e isto para todos os efeitos não é um post mas quis registar estes dois espaços em algum sítio para posteriormente não me esquecer dos locais que não devo repetir.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Pausa de presentes para um pequeno anúncio

Na minha busca incessante por um belíssimo objecto de cozinha para incluir no Christmas Wishlist, deparei-me com este tão útil objecto no Bed Bath & Beyond:
Aparentemente trata-se de um objecto que, tal como um frasco cheio de natas prestes a transformar-se em manteiga, permite definir o bícepe tonificando os membros superiores. Basta agitar sem parar que nem uma louca durante meia hora (e quem não se importa de gastar o seu tempo a fazer isso?) e rapidamente terão os braços da Madonna.

Mais me assusta este produto ter o respeitado carimbo da baba do caracol: "as seen on TV" deixando-me deveras intrigado sobre o conteúdo deste tipo de anúncio que por norma demora uns bons dez minutos. 

Ou passam os dez minutos a gritarem shake shake shake incessantemente ou terão de apelar ao público feminino com um belo de um:

"Meninas, estão fartas de estar a bater punheta após punheta na vã tentativa  de tonificar os vossos braços? Nós também. Por isso inventamos este belíssimo produto de fitness que é tal e qual uma boa punheta sem que tenham de sujar os lençois que tanto vos custa passar a ferro. Nem precisam de abraçá-lo quando terminarem o treino intensivo. Shake weight, por uns braços firmes e fortes... para depois terem mais forças para bater mais e melhores punhetas vigorosas."

Tudo isto por apenas 14.99$.

O que só vem comprovar que tal como os chineses, os americanos só não vendem merda no espeto porque ainda não calhou.

P.S. Isto não faz parte da minha wishlist. Eu tenho uma pila.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Christmas Wishlist #4

A escassos minutos de ir abanar o meu real cagueiro para a Academia de Dança, lembrei-me de uma coisa que me faz uma falta desgraçada.

Ora se há pessoa mais desorientada nesta cidade de Lisboa sou eu. Pedirem-me para ir à Lapa, é como abandonarem-me em Shanghai em busca de Lisboa. Tenho zero sentido de orientação e estou em crer que se participasse num exercício de orientação no mato, passaria a noite a beber vinho tinto e a comer queijo com os esquilos em tertúlia acesa acerca das nossas vidas amorosas.

Já tive um GPS da TomTom que era muito bonito no início mas que depois obrigava-me a actualizar os mapas, metade dos conteúdos pagos. Depois apareceu o iphone e a bela da aplicação da tmn drive que é assim mais que bom e gratuito.

E uso quase diariamente porque convenhamos, eu não sei ir à casa da vizinha pedir ovos. Não morro de desgosto por isso porque compreendo que para ganhar uma pilona gigante, tive que ser poupado ao sentido de orientação. Não se pode ter tudo.

Mas o que me chateia é ter de olhar sempre para o banco do lugar do morto para ver qual é a próxima saída. De verdade que qualquer dia dou uma foda automóvel no cu do carro da frente. E há fodas que sinceramente dispenso.

Assim sendo, um belo de um suporte para o iphone seria assim uma forma de perpetuar a minha vida na Terra. Além de que estou constantemente a mudar de músicas porque por mais que goste de ouvir os cds de Natal da Mariah Carey, há momentos em que simplesmente estou a sangrar dos ouvidos com tanto guincho.

À venda em qualquer loja perto de si. Cá espero.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Christmas Wishlist #3

Há um objecto cuja falta só senti há pouco tempo quando dei por mim com um quilo de laranjas na mão e nada para espremê-las a não ser que enfie lá o meu punho. Dou por mim a beber sumo de laranja de pacote enquanto na gaveta ao lado apodrecem laranjas. Preciso de um espremedor de citrinos.


Se há duas coisas que a Bimby simplesmente não sabe fazer é sumo de laranja e sexo oral.

Mas antes que saltem da cadeira em correria às lojas na busca do objecto só porque é baratinho, acalmem-se que eu não quero uma merda qualquer em baquelite que tenha que esconder de cada vez que acabo porque é tão feio que me envergonha. Quero um objecto à minha semelhança: giro e bom. Quero espremer laranjas com charme. Quero ser capaz de espremê-las na frente de qualquer pessoa sem ter que a esconder no "armário".

Agora comuniquem entre si que eu só quero um. Pode ser dois vá, que tenho dois braços e assim é mais rápido.

Já estão fartinhos da minha wishlist? Habituem-se porque a cada hora que passa lembro-me de só mais três coisinhas. E se a coisa resultar, a rúbrica Birthday Wishlist está aí a desabrochar. E porque quando não faço sexo fico sem nada para dizer. Boas compras.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Christmas Wishlist #2

Há vários anos que tenho andado à procura do maldito objecto que dava música nos nossos anos ancestrais. Adoro, tenho um fascinio enorme por ele e para além do motivo decorativo, tem a utilidade de um penico em dias de grande aflição.

Já fui ao ebay, ao leiloes, mais recentemente ao olx e ao custojusto e tenho a sorte de uma velha tetraplégica num 7º andar sem elevador. Nadinha.

Este ano, a AREA lançou um gramofone lindo que só ele. Mas cheguei lá e as putas deste país com casas pirosas decidiram dar um lar feio ao bicho. E eu fiquei a chupar no dedo. Nem um restou para ser adorado.

- Só há uns no Porto com defeito - diz a senhora.
- Eu aceito - digo eu.
- Não vai dar - diz a senhora.
- Estou há séculos à procura de uma - digo eu.
- Olhe fique com o catálogo - diz a senhora.
- Olhe meta o catálogo no cu, e tire de lá a grafonola minha grande porca.
Ah espera, eu acho que não disse esta última e limitei-me a sair cabisbaixo com o catálogo na mão. Como prémio de consolação temporária comprei um carrossel.

Sábado resta-me a vã esperança de encontrar alguma grafonola abandonada na Feira da Ladra, a precisar de amor e carinho. E sexo vá, que aquilo traz um buraco gigante.

Para quem já comprou ou pensa adquirir para fazer a minha pessoa feliz, é favor fazer like e farei o meu ar mais surpreendido no dia 24.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Christmas Wishlist #1

Raramente sei o que quero para o Natal. Quer dizer, quero sempre uma data de coisas mas armo-me em apologista do Natal com amor ao invés do Natal cheio de presentes.
Este Natal podia deixar aqui uma longa lista de presentes para depois fazerem vistos após cada compra, mas não me cheira que ia ter muito sucesso com isso que os meus amigos são forretas e não têm onde cair mortos.

O objecto que mais quero neste momento é um e-reader. E já tenho potencial comprador. Chama-se "namorado" e é a forma que ele vai ter para me compensar a sua ausência eterna. Esta merda serve para ler livros sacados à borla mais baratos e ter acesso a um sem número de livros que nunca há em lado nenhum a não ser nos States.

Além disso, metade dos livros que leio são de cariz altamente badalhoco ou então para públicos-alvo com vagina. E como eu tenho uma certa vergonha na cara, não posso andar com eles pelo país fora a exibir o meu baixo gosto literário. Digamos que sou um leitor de livros foleiros para teenager ainda dentro do armário.
Com este pequeno aparelho que, infelizmente, não faz broches, posso pousar pelas esplanadas de Lisboa sem vergonha porque qualquer pessoa vai olhar para mim e obviamente vai achar que estou a ler Dostoievski quando na verdade estou a ler Saltos Altos ou Conas com langonha nas ruas de Nova Iorque.

Não percebo nada de e-readers e em Portugal não há quase nada à venda em espaços físicos onde se possa apalpar o objecto. Estou muito inclinado para o Kindle Paperwhite da Amazon mas não conheço o mercado destes pequenos aparelhos porque afinal não estamos a falar de vibradores. 

Alguma sugestão?