domingo, 30 de agosto de 2015

Noites Loucas

Passei a noite acordado. Uma noite louca a ser comido... por melgas. E tal como os humanos, estes seres refinaram as suas escolhas gastronómicas. Se antes optavam por carne do lombo ou pelas minhas asas, agora optam pelas carnes suculentas por detrás do tornozelo, por detrás da orelha, por entre o rego...

Amanhã vou dormir com a pila de fora a ver se também ma chupam.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Este post é fofinho... quer dizer, mais ou menos...

Este post tem um carácter minimamente humanitário (dentro dos meus limites possíveis) pelo que, para quem está à procura de informações sobre a minha última queca numa casa de banho pública de um parque de estacionamento, espere por amanhã.

Para quem já segue este blog há mais tempo do que recomendável para uma saúde mental que se preze, sabe que eu já tive um cão. Não porque tenha amor por cães, mas porque tinha curiosidade em testar a veracidade do amor dos cães pela manteiga de amendoim. E juntos criamos laços íntimos inesquecíveis.

Infelizmente neste momento moro com uma amiga com pruridos às carraças, auto-intitulada uma conceituada blogger de moda embora ande sempre de fato de treino por casa. Aliado ao facto de ter dois gatos que ficavam tão bem no micro-ondas em modo grill com um cheirinho de paprika, torna-se incomportável ter um cão.

Descobri uma Associação em Sintra que recolhe cães, mantém-nos em espaços amplos (assim o publicitam), alimentam-nos, fodem com eles e ficam com eles até morrerem de velhice sem recorrer ao abate em caso de não adopção.

Para pessoas como eu que vivem com putas alérgicas a colhões caninos a roçarem na testa pela manhã, existe uma alternativa temporária até à possibilidade efectiva da adopção (geralmente coincide com a data da morte da companheira de casa). Essa alternativa consiste no apadrinhamento de um cão através de um pagamento de um valor anual irrisório para muitos bolsos, mas fundamental para a sobrevivência de uma Associação que funciona nos moldes do voluntariado e donativos.

Para os mais fortes que não choram após cada despedida, também existe a possibilidade de ir lá passear o afilhado quando quiserem ou até mesmo levá-lo ao veterinário.

Cliquem no link e dêem uma vista de olhos. Ganho 5 euros por cada apadrinhamento através do site. Pronto, não ganho porra nenhuma, mas o vosso Bobby, Tareco, Pantufa, Cona-da-Tia ganhará certamente. 

Obrigado.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Os telemóveis, as memórias e fotos badalhocas...

Antigamente, a minha mãe fazia álbuns de fotografias. Tirava, revelava, escolhia as melhores fotos e colava num álbum para mais tarde recordar. Hoje em dia, tiramos tudo, guardamos tudo, fazemos upload de tudo, e venham os incêndios que há backups por todo o lado. 

Depois há fotos. E fotos. Nunca percebi bem o fascínio de algumas pessoas guardarem determinadas fotos religiosamente no telemóvel. Agora existe um icloud, seja o que isso for. Embora o conceito de guardar fotos numa "nuvem" não me parece ter a mesma sonoridade de "cofre". Distingue-os uma pequena questão de volatilidade.

Mas antes de entrar em conceitos como segurança e QI<30, causa-me alguma desconcertação o porquê de muitas pessoas quererem guardar fotos da papoila ou outras peças anatómicas no telemóvel. É como se de repente tivessem medo de não poderem olhar para ela sempre que quisessem e, a menos que residam num país onde a mutilação genital seja frequente, não me parece que haja essa necessidade. Até porque mesmo que não queiramos olhar para ela, lavamo-nos diariamente. Pronto, deixemo-nos de optimismos: cagamos e mijamos várias vezes.

Em consequência disso, e ousando contradizer Lavoisier: num mundo onde tudo se perde, um dia o telemóvel cairá em mãos matreiras. 
Ou talvez um dia irão apenas querer mostrar as fotos das férias em Cuba aos amigos... charutos, o hotel, a praia, a minha passarinha, mais charu... uh, espera...

Não fosse estupidez suficiente, há pessoas mais conhecidas pelo mundo a fazerem o mesmo álbum de recordações no seu telefone. Como se a fotografia de uma snaita famosa não valesse milhões num mercado negro chamado internet.

Vamos apenas rezar que isso nunca aconteça. E felizmente vivemos num mundo de gente séria onde nada disto espalha por mãos alheias. Ufa. Até lá, vamos contentar-nos com a foto da Jennifer Lawrence a mostrar os resultados dos seus dotes culinários quando acidentalmente faz explodir um pacote de natas:


Ai ai que a menina é desastrada. A espalhar comida por todo o lado nunca vai conseguir ser uma Nigella.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

#planebreakup

Já fiz muitas coisas em aviões (menos pinar na casa de banho) e já vi muitas. Infelizmente, nem nos limites do meu tédio de voo, consegui assistir a tamanho entretenimento. 

Há 3 dias, Kelly Keegs, uma anónima qualquer também enfadada com o percurso de voo que se avizinhava, conseguiu assistir a um fim de relacionamento, transmiti-lo ao mundo ao minuto via twitter e tornar-se um fenómeno viral, qual 50 sombras:







 Ainda agora tinha ido buscar pipocas. Pffff.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A arte indomável de copular

Há dias encontrei uma pessoa que, dada a sua pouca experiência no ramo da actividade sexual, mostrava-se claramente nervosa com o trabalho em mãos. Nunca me preocupei muito com esse aspecto uma vez que:
1- nasci com o dom;
2- opto pela máxima do "deixa fluir" e geralmente não me dou mal;
3- masturbo-me mais do que a dose diária recomendável.

No entanto consigo compreender as razões que levam um "novato" a transpirar de antecipação ao rating da sua performance. Até porque antigamente, as nossas avós não liam revistas que as pudessem elucidar se o nosso avô era uma excelente queca ou se estava na altura de mudar de parceiro. Não havia o medo de ser julgado pela performance.

Hoje em dia, não há revista que não nos ensine as 5 melhores acrobacias para atingir o orgasmo máximo, mesmo que isso implique estar de cócoras com a perna esquerda semi-levantada enquanto equilibra um livro no calcanhar.

Hoje em dia, não há filme ou série que não retrate o acto sexual como uma maratona louca de gemidos em crescendo, com unhas encravadas na carne do parceiro como se se tratasse de algo incontrolável, terminando numa apoteose estrondosa de guinchos, olhos revirados em descontrolo e uma sensação de pré-desmaio que leva nos a crer por segundos na sua morte.

Até a literatura bestseller sugere aos mais iniciados desta prática tão espicaçada e sobreanalisada, um rodopio de cambalhotas, duas pirouettes e uma roda acrobática, seguido de três vassouradas, um par de algemas e um aparelho de choques ligado aos mamilos.

Portanto sim, de certa forma consigo compreender a ansiedade antecipatória ao acto. No final, com todas as teorias à nossa disposição, acabamos por simplesmente foder.