quinta-feira, 19 de julho de 2012

Devo ser a única pessoa em Portugal a adorar esta merda...

Como sou um ávido devorador de badalhoquices e derivados, não foi com grande dificuldade que agarrei das bancas o livro "Fifty Shades of Grey" assim que soube que a suposta mais recente porno-chachada era um New York Times best seller há várias semanas.
Claro que em Portugal está tudo estupefacto com o sucesso de algo que não é, nem de escrita complexa aka imperceptível, nem da exploração do abismo da alma e o questionar constante do eu e do seu signficado e da puta que lhe pariu... literariamente.

 
A história é bastante simples, ao género harlequin: gaja está a tratar da sua vida, provavelmente a lavar a pássara num bidé ou outro cenário qualquer de "tou nem aí" e conhece homem lindo que lhe irrita, que lhe dá cabo dos nervos e que posteriormente, não sabemos bem como, está com o seu membro tumescente a explorar os seus arbustos de prazer.

Não é tão básico como o carteiro que chega à porta e enfia o caralho no buraco que todos nós temos ao pé da porta, e a moradora incrédula vai de ir lá chupá-lo não vá ser correspondência importante a sair dali.
Mas roça o género uma vez que estamos a falar de uma púdica quase fonga, que não está para homens até à página 150 (cerca de) em que decide por-se de quatro até ao final do livro, alheia ao facto de que nem todos os buracos servem de receptáculo e, oops, já foi. E de repente fica mais fodilhona que a puta Fanny, o que não é de todo descabido porque todas as putas já foram outrora virgens.

Não é o livro ideal para ler na praia a não ser que queiramos que todos saibam que estamos a ler Fifty Shades of Grey através das exuberâncias sob os fatos de banho. Também não é Dostoievski que tantos idolatram mas que poucos na verdade compreendem. E sinceramente não vi ninguem ter melhores filosofias de vida depois de ler essas merdas. Vale mais aprenderem a foder com este manual do pormenor bélico e dos artefactos do sexo. O sexo bom gera felicidade e a felicidade gera um mundo são e uma sociedade saudável. Isto sim é uma filosofia de vida.


3 comentários:

Vandal disse...

Ai olha, aqui em good old London town isso ta a ser o maior sucesso. Toda a gente diz que esse livro e "mommy porn, good material for MILF's". Pessoalmente, prefiro Jackie Collins; tem aquele toque erotico de quando as pessoas ainda usavam pasta de dentes Couto e maquiagem Tokalon... Putas de alta com acessorios do mercado... love it ! :)
x Vandal x

dinona disse...

Comprei ontem esse livro badalhoco e acabei de o ler também ontem... gostei da extrema badalhoquice incorporada e eu cá sou a favor que uns açoites nas nalgas nunca fizeram mal a ninguém :-D

clara disse...

Epá, também li o livro. É verdade que ao inicio aquilo tranporta (e mais não digo), mas às tantas torna-se demasiado previsivel.
Olha, acordaram, pronto, lá vão eles ter sexo, olha estão a lavar os dentes, sai uma nalgada pá mesa do canto, olha, estão a almoçar, venha de lá essa cena de sexo, completamente realista, onde há sempre orgasmos no momento certo. Para os dois.
Acabei por me fartar do livro.