terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sobre as praxes...

Envoltas na polémica do que aconteceu no Meco, lembraram-se agora de ver o que é que se anda por aí a fazer nas praxes.


Eu gostei das minhas praxes confesso: ninguém me "obrigou" a andar nu pela rua, ninguém me vendou os olhos enquanto enfiavam bananas a trote pela boca abaixo em jeito de dar vida às fantasias reprimidas dos "dux", e ninguém me violou… com muita pena minha, claro.

As praxes tinham o intuito de fazer de uma semana desconhecida, um momento de diversão, com uma "humilhação" saudável sem exageros, e sem constantes recorrências às brincadeiras com objectos fálicos. Nesta medida, considero que as praxes foram um momento muito engraçado na minha vida. E confesso que preferi ser praxado do que nos anos seguintes em que chegava sem voz a casa de tanto ordenar o rastejo do rebanho.

Não sei muito bem que diversão se pretendia na praia do Meco, em pleno Inverno, às tantas da noite, sem espectadores. Mas daí à generalização para praxes divertidas e inesquecíveis, pensadas com o intuito de divertir quem está a ser praxado, mais do que fazer com que os praxados não queiram levantar o cu da cama no dia seguinte, torna-se tão exagerado como algumas (não todas) praxes.

Tenho pena que muitas sirvam apenas para dar a oportunidade a pessoas que obtêm pouco sexo no seu dia-a-dia, de realizarem as suas mais loucas fantasias com futuros colegas de trabalho. Ainda para mais numa altura de crise, em que a prostituição está ao preço da chuva e qualquer bolseiro tem-lhe fácil acesso. Contaram-me claro, porque eu não ando a fazer chamadas anónimas aos anúncios do Correio da Manhã.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Segunda-feira...

Hoje até acordei bem disposto; juro que acordei. Até ao momento em que cheguei ao trabalho e deparei-me que 3 pessoas faltaram. 3 mães porque as crianças tinham gripe, ou varicela, ou lepra nos colhões não sei bem. Só sei é que, sem cor de pele que o justificasse, fui escravizado até ao limite porque o trabalho tinha que ser feito. O trabalho que era destinado às mães que passam mais tempo em casa do que a trabalhar. Só não levei com o chicote porque isso é tão 1845. 

 Portanto se antes não fazia parte dos meus planos, espero mesmo que aprovem a lei da adopção aos panisgas. Pego em mim, vou ali adoptar uma chinesa e não ponho mais os pés no trabalho este mês... porque a minha Chop Suey está com caspa.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Quando nem sempre o que importa é participar…

Onde está o meu cérebro?

A… 
B… 
C…
D…





Porque não há nada como comer uma bela feijoada e sentir os pulmões bem refastelados.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Sábado

Ontem foi dedicado a noitada romântica. A minha única função era levar uma muda de roupa e produtos de higiene e depois rezar que não fosse violado numa valeta qualquer e depois deixado à mercê de lobos esfomeados para me comerem o que sobraria das minhas entranhas.

Felizmente não foi necessário porque tive direito a jantar e hotel. E outras actividades que envolvem exercício físico.

Hoje tive a árdua tarefa de encarnar o meu espírito de cheerleader e fazer claque a uma colega minha que decidiu participar no MasterChef. Horas de pé enquanto 500 pessoas decidiam elaborar os mais requintados pratos com nomes que ninguém sabe muito bem o que significam. Inclusive a minha colega que decidiu levar uma "torre de suspiro com mousse de chocolate e raspas de lima, embebido em coulis de framboesa". Eu nunca poderia concorrer a uma coisa dessas porque teria de puxar muito pela cabeça para dar outro nome a "carninha da boa". Ok, talvez me entusiasmasse e chamar-lhe-ia "carninha da boa assada a 60 graus salpicado com raspas de cona e envolto em seus sucos". Sucos de cona, claro.


Isto para dizer que ela não passou, o que foi óptimo porque pude comer o coulis todo que já tinha sido penicado por um jurado qualquer, sem bom gosto.

Já lhe disse que faltava-lhe uma história de fazer chorar as pedras de calçada e que quando lhe perguntaram o motivo de perseguir o sonho da culinária, devia ter referido que desde criança que não tinha comida na mesa e rapidamente deu muito valor à comida, por entre lágrimas e ranho a escorrer pela cara abaixo. Isso ou que desde criança que tem sonhos eróticos com a Filipa Vacondeus.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A vida dos outros

Descobri hoje que uma amiga minha andou há 7 anos com um gajo que, por sua vez, andava com outra há 4 anos.

Não que eu me choque que foi filho da puta e que gosta de chafurdar o focinho em frangas de púcaras diferentes. Choca-me é que o gajo consiga gerir duas gajas ao mesmo tempo não sendo mórmon. E não se pode dizer que o homem não é de se comprometer com uma relação: 4 e 7 anos é muito tempo, foda-se. Nem que seja em simultâneo.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Desabafos

Tenho um enfarte de cada vez que vejo uma mulher mais larga que um camião TIR anunciar que não entende: só come sopas e saladas. E o resto será provavelmente cadeias de DNA enroladinhas que nem chouriços.

Bom dia...

E é isto…


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pequenos desabafos

A vantagem de irmos finalmente residir para uma casa só nossa é a de a podermos finalmente começar a decorar. E receber acompanhantes sexuais.
Infelizmente nem sempre o nosso gosto coincide com a dos desenhadores de móveis do IKEA senão teríamos a vida facilitada. Infelizmente apaixonei-me pelos móveis da KARE design porque o coração é que escolhe. Como o próprio nome indica, é KARA comó caralho mas como eu até gosto de pão e água, estou disposto a sacrifícios.
Mas quando recebi o ordenado de Janeiro, percebi que não só do cu vivem as enrabadelas, o que significa que provavelmente terei de comprar uma cadeira por mês. 
Se eu não tivesse nascido pobre e se a prostituição fosse rentável, tudo seria mais fácil.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Um dia quando for grande

Um dia quando for grande vou participar num referendo sobre a possibilidade dos heterossexuais poderem adoptar.

Um dia quando for grande vou ser consultado sobre a possibilidade de alguns heterossexuais poderem ter filhos porque, convenhamos que pelos relatos dos telejornais, há muito boa gente que não devia ser permitida a cuidar de um peixinho.

Aliás, um dia quando for grande quero mesmo ser consultado sobre a possibilidade de o marido poder ou não lamber a xoxa à sua esposa. Especialmente se ela comeu ameijoas. E já agora, quero ser consultado sobre tudo o que os outros casais podem ou não fazer no seu lar. Quer cuidar de uma criança? Pergunte-me primeiro. Quer comer choco frito hoje? Pergunte-me primeiro. Quer lavar a peida em água de rosas? Espere um bocadinho que amanhã já lhe darei uma resposta.



Heterossexuais deste país, podem contar com o meu voto. Eu deixo que construam família (se estiver bem disposto nesse dia). Não têm que agradecer. Considerem como um favorzinho. Especial.