terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Um bom ano... 5 dias depois

Este ano decidi passar a passagem de ano em Budapeste. Nunca tinha passado o fim de ano noutro país mas este ano experimentei. Apesar de ter sido uma experiência que valeu bem a pena, começo a achar que com a quantidade de álcool que acabo por beber, o sítio começa a ser indiferente. Porque de facto, chega a uma hora em que eu não sei onde estou.

De entre as minhas várias resoluções para o novo ano, escrever no blog diariamente era a 13ª passa. E o que eu adoro de resoluções de Ano Novo é que deliberamos um conjunto de objectivos de vida que não vamos concretizar. E ninguém se chateia com isso. Até porque outro dos meus objectivos para este ano era focar-me em ser milionário e já sabemos que lá para Abril estarei a recorrer ao Banco Alimentar em busca de paté de fígado de ganso.

Bom Ano para todos.

domingo, 15 de novembro de 2015

França contra-ataca

Na sequência dos acontecimentos em Paris, além de todo o facebook parecer um conjunto de fusillis tricolores, os Eagles of Death Metal já arrecadaram milhares em royalties no Spotify graças aos curiosos.

Enquanto andamos nestas brincadeiras, e outras que envolvem mãos, dedos e órgãos genitais, França decidiu que na história da Humanidade, não deverá haver duas sem três. Houve três segredos de Fátima, Disney criou os três porquinhos e até as tímidas alegam que quando perdem a virgindade, perderam os três... (não tenho vagina, não sei que três coisas misteriosas perdem elas). Portanto, porque não a terceira guerra mundial?

Não me surpreende até porque se não nos conseguimos lembrar dos disparates dos governos anteriores após quatro anos, porque nos havíamos de lembrar do disparate da segunda guerra mundial?

A SIC Notícias já avançou com a notícia que "França está a bombardear o estado islâmico" e Portugal já reage. Mas, como em todas as notícias, não há melhor reacção que a dos comentadores dos sites de notícias. 


Ora, começa sempre com a erradicação simples do problema. Se a notícia é sobre homossexuais, morte aos paneleiros. Se é sobre o aborto, morte a essas putas. Se é sobre o álbum novo da Ana Malhoa, morte à Mamalhoa. E por aí diante. Reminiscências do hitler latente num vizinho perto de si. 


Romério... muita gente inocente morre em qualquer guerra. 


João: Danos colaterais é o mal menor que resulta de um bem maior que se está a fazer. Como diriam nos testes da Escola Secundária Anselmo de Andrade: Identifique o bem maior (?) - 1.5 valores.


Por fim, o comentário da donzela em lágrimas. Nela tens toda a razão que pelo andar da carruagem vamos todos co' caralho mas eu queria tanto levar o meu iphone. E o meu peluche.

sábado, 14 de novembro de 2015

Somos todos Paris

Mais uma vez, carrega-se uma data com tristeza porque mataram-se centenas de pessoas inocentes. Não que possamos sentir na pele, aquilo que verdadeiramente sentem as pessoas que estão encurraladas nesses locais porque, sim. Mas porque tememos ir passar um simples Domingo à tarde a uma sala de cinema. Porque podemos ser mortos a tiro. Porque os deuses da cabeça de alguém dizem que quem comete pecados deve ser exterminado. E ir ao cinema é pecado. Ou comer pipocas é pecado. Ou então é só pecado se for mulher e se comer pipocas de boca aberta. Já nem sei muito bem, porque não sei a que livro vão buscar as suas orientações religiosas para uma pessoa precaver-se.

E é normal que todo o Facebook se manifeste em solidariedade.  E é normal que se gerem debates mesmo que desinformados. E é normal que mesmo que não possamos fazer mais nada, mudemos a nossa foto de perfil como demonstração já nem sei bem do quê. Mas fazemo-lo para mostrarmos o nosso pesar.
 
Mas não há melhor pesar do que o daquelas pessoas (são sempre as mesmas...) que numa centésima tentativa de validação da sua auto-estima através de uma busca de likes porque "será que sou bôa?", colocam fotos de pesar através de uma bela selfie sorridente com a Torre Eiffel por trás. Ah, e a frase, Je suis Paris. Não meninas, não são porra nenhuma. Estão a aproveitar-se de mais uma situação triste para revalidarem-se: "oh pra mim que sou bôa. E já fui a Paris". 

Meus amores, já todos fomos nem que tenha sido pela RyanAir. E sim, pela centésima vez esta semana, és gira à tua maneira. Like Like Like. Agora cala-te e esconde-te e ganha respeito. Porque se tivesses ido a Paris ontem já não estavas tão sorridente.                                                                            

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Sempre a manifestarem-se, com tanta oportunidade de negócio.

Já que estamos numa de manifestações por concorrência desleal (note-se que o termo "desleal" refere-se a "melhor que eu e não me apetece melhorar"), porque não instigar uma data de novas manifestações.

Eu acho que algumas tascas deviam manifestar-se contra restaurantes com condições de higiene, uma vez que se trata de concorrência desleal. Note-se que não é mesmo possível às tascas servirem pratos isentos de pintelhos aos preços que praticam. Manif, já.

Também acho que muitos europeus deviam manifestar-se contra os pretos que teimam em desfilar os seus caralhos animalescos, levando à salivação extensa dos espectadores. Não é possível esticar um caralho europeu até ao joelho por muito que se tente. Manif, já.

E foi o que fizeram as prostitutas brasileiras. Manifestam-se activamente contra o tinder. Nas alegações destas trabalhadoras, constam argumentos como o facto das mulheres oferecerem-se à borla, muitas vezes pagarem o seu próprio "sorvete" e bilhete de cinema e no final, nem um boquete em condições conseguem oferecer.

Ora isto faz com que tenham de baixar largamente os seus preços para justificar um aumento na procura de rata experiente. No entanto, o Tinder já está no mercado há algum tempo pelo que essas ratas também vão ficando experientes.

Mas esquecem-se que o Tinder pressupõe que haja um match. Se o pretendente for exageradamente feio, ou exageradamente nauseabundo, não fará match. Logo, haverá trabalho para a puta. Não ao jeito de Pretty Woman, mas... sinais dos tempos.

A ratinha novinha do Tinder também é muito avessa ao sexo anal e, estando a oferecer-se de borla não se quer sujeitar a essa lassidão. Mais um trabalhinho para a puta. 

A ratinha novinha do Tinder também não é uma profissional em broches, nem se sujeita a fazer garganta funda para depois vomitar a salada do jantar. A não ser que seja anorética. Mais um trabalhinho de garganta funda para a putinha. 

Creio que se se deixassem de manifestações e melhorassem as suas competências, o negócio da puta floresceria, as tinderianas tentariam igualar-se e dentro de poucos anos, além de muçulmanas, o mundo estará povoado de mulheres que engolem bifes sem trincar, serão incontinentes fecais e o meu novo negócio de fraldas para putinhas tinder florescerá.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Manifestação conflituosa dos taxistas. Amanhã, recepção calorosa de refugiados.

Eu acho muito bem que a pessoa se manifeste quando sente que tem razões. Deus deu-nos uma boca e não foi certamente apenas para fazermos broches. Manifestem-se pelas ruas e lutem pelos vossos direitos. Caramba, até eu devia-me manifestar porque estou com entradas capilares e não é justo.

Os taxistas já começaram a sua contra a Uber. E claro, já se envolveram alguns em confrontos desnecessários porque, enfim, são aquele tipo de taxistas que ninguém quer apanhar. Felizmente há os outros.

Os taxistas têm taxas de licenciamento para tudo e um par de botas, e concordo plenamente que se eliminem burocracias desnecessárias ou que se equiparem todos no acarretar das mesmas taxas e despesas. Porque todos sabemos que em Portugal só não pagamos taxa por nos peidarmos. E só não o fazemos porque ninguém quer ter uma profissão que consiste em cheirar cus para apurar responsáveis. Talvez agora com a chegada dos refugiados...


A monopolização é confortável e a concorrência, quando surge, abala. Especialmente quando conseguem muito melhor por menos (o mesmo valor caso pagassem as mesmas taxas porque a simpatia é gratuita... ainda). Mas quando se percebe em entrevistas que isto já não é uma questão de licenças, mas porque os outros são palhaços engravatados percebemos que Não querem simplesmente abdicar do roubo ao cliente e do cultural peido português.

Sim os palhaços vão me roubar aos taxistas enquanto existirem. Como não pagaram taxas, sobrou-lhes dinheiro para comprarem desodorizante, perfume, solução de limpeza de estofos e tudo o que puder encobrir o cheiro a colhão em conserva de pickle a que por vezes me sujeitava. Sobrou-lhes dinheiro para uma apresentação agradável e para um workshop de simpatia e boas maneiras. Não cospem janela fora, não dizem 500 caralhos nem dão as suas opiniões homofóbicas pensando estupidamente estarem a transportar um heterossexual que partilha da mesma opinião nazi, não me levam a conhecer o palácio da pena para ir do aeroporto ao saldanha...

É verdade, na UBER os palhaços andam de gravata, cheiram bem, o carro está bem cuidado, seguem o GPS escrupulosamente, tenho toda a informação sobre o motorista e ainda avalio no final para continuar o bom trabalho ou melhorar se for necessário e no final, pago menos. Talvez a UBER devesse oferecer uma viagem a cada taxista para perceber o conceito de "serviço ao público".

Portanto também tenho direito a manifestar-me e optar pela Uber. Obrigado.

P.S. Para quem quer uma viagem UBER grátis, use o meu código que assim também ganho uma grátis: z8zk2ue

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Vou mudar de tabacaria

Eu já devia ter deixado de fumar, verdade. Nem devia ter começado aliás porque descobri que não é preciso fumar para ser fixe aos 16 anos; basta ter uma pila grande. E tendo eu ambas, não faz de mim mais fixe.

Schnoof vai à Galp:

- Boa tarde. Queria um chesterfield se faz favor.

Senhora: Ai ai. Anda a fumar muito menino. Já ontem comprou um...

Schnoof: Ai ai. Anda a foder muito menina, até porque já é a segunda vez que se esquece do soutien na casa de alguém e vem trabalhar com os bicos acesos. Além de que já devem estar todos gretados de passarem dois dias inteiros a roçarem contra o poliéster barato da Galp. Não deixe ninguém pôr aí a boca menina, especialmente se beberam limonada antes. Ponha antes Bépanhthène. Mas veja o lado positivo das suas tetas gretadas, menina: ao menos fodeu... duas vezes, o que dada a sua fisionomia e atributos faciais, é um feito quase milagroso. 

Não disse, mas acho que os meus olhos disseram. Mais palavra menos palavra...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O filho bonito do Tinder

Não contentes com os resultados do Tinder porque aparentemente, segundo as minhas amigas, são todos uns cabrões filhos da puta, o mundo de programadores cibernéticos optou por dar um lado mais romântico à coisa inventando uma nova aplicação.

Provavelmente inspirado em filmes vários em que duas pessoas chocam no supermercado enquanto escolhem o pepino mais rijo ou as ameixas mais fofas, e rapidamente cai o cesto de compras todo pelo chão enquanto cruzam aquele olhar que sabem que vai dar em casamento e muitos filhos e herpes genital, etc.


Foi assim que surgiu (digo eu que não perco tempo a pesquisar as origens) a nova app happn. Esta app cria um perfil estilo tinder, mas só aparece à medida que duas pessoas solteiras inscritas se cruzam para que se possam avaliar quase in loco.

Basicamente a Felismina passa pela casa de banho pública do Dolce Vita Tejo aflitinha para fazer cocó. Rapidamente a app saltita toda empolgada avisando que o Leandro também acabou de passar pelas casas de banho porque não gosta de coçar as bolas em público (o Leandro é uma espécie rara eu sei). Leandro também recebe aviso na app saltitona a dizer que a Felismina está a cagar (ou pelo menos anda por lá perto). Provavelmente avistaram-se antes de entrarem na casa de banho, dependendo do grau de aflição e concentração da Felismina. Assim Felismina já viu como é o Leandro ao vivo, como se veste, se tem os dentes todos, etc. 

Resta portanto (tal como o Tinder), assinalar Like e o Leandro também. Se ambos gostaram do que viram, apesar do cheiro envolvente, fazem match e conversam durante anos.

Portanto eis o Tinder em modo upgrade. Boas fodas Bons casamentos.

domingo, 30 de agosto de 2015

Noites Loucas

Passei a noite acordado. Uma noite louca a ser comido... por melgas. E tal como os humanos, estes seres refinaram as suas escolhas gastronómicas. Se antes optavam por carne do lombo ou pelas minhas asas, agora optam pelas carnes suculentas por detrás do tornozelo, por detrás da orelha, por entre o rego...

Amanhã vou dormir com a pila de fora a ver se também ma chupam.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Este post é fofinho... quer dizer, mais ou menos...

Este post tem um carácter minimamente humanitário (dentro dos meus limites possíveis) pelo que, para quem está à procura de informações sobre a minha última queca numa casa de banho pública de um parque de estacionamento, espere por amanhã.

Para quem já segue este blog há mais tempo do que recomendável para uma saúde mental que se preze, sabe que eu já tive um cão. Não porque tenha amor por cães, mas porque tinha curiosidade em testar a veracidade do amor dos cães pela manteiga de amendoim. E juntos criamos laços íntimos inesquecíveis.

Infelizmente neste momento moro com uma amiga com pruridos às carraças, auto-intitulada uma conceituada blogger de moda embora ande sempre de fato de treino por casa. Aliado ao facto de ter dois gatos que ficavam tão bem no micro-ondas em modo grill com um cheirinho de paprika, torna-se incomportável ter um cão.

Descobri uma Associação em Sintra que recolhe cães, mantém-nos em espaços amplos (assim o publicitam), alimentam-nos, fodem com eles e ficam com eles até morrerem de velhice sem recorrer ao abate em caso de não adopção.

Para pessoas como eu que vivem com putas alérgicas a colhões caninos a roçarem na testa pela manhã, existe uma alternativa temporária até à possibilidade efectiva da adopção (geralmente coincide com a data da morte da companheira de casa). Essa alternativa consiste no apadrinhamento de um cão através de um pagamento de um valor anual irrisório para muitos bolsos, mas fundamental para a sobrevivência de uma Associação que funciona nos moldes do voluntariado e donativos.

Para os mais fortes que não choram após cada despedida, também existe a possibilidade de ir lá passear o afilhado quando quiserem ou até mesmo levá-lo ao veterinário.

Cliquem no link e dêem uma vista de olhos. Ganho 5 euros por cada apadrinhamento através do site. Pronto, não ganho porra nenhuma, mas o vosso Bobby, Tareco, Pantufa, Cona-da-Tia ganhará certamente. 

Obrigado.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Os telemóveis, as memórias e fotos badalhocas...

Antigamente, a minha mãe fazia álbuns de fotografias. Tirava, revelava, escolhia as melhores fotos e colava num álbum para mais tarde recordar. Hoje em dia, tiramos tudo, guardamos tudo, fazemos upload de tudo, e venham os incêndios que há backups por todo o lado. 

Depois há fotos. E fotos. Nunca percebi bem o fascínio de algumas pessoas guardarem determinadas fotos religiosamente no telemóvel. Agora existe um icloud, seja o que isso for. Embora o conceito de guardar fotos numa "nuvem" não me parece ter a mesma sonoridade de "cofre". Distingue-os uma pequena questão de volatilidade.

Mas antes de entrar em conceitos como segurança e QI<30, causa-me alguma desconcertação o porquê de muitas pessoas quererem guardar fotos da papoila ou outras peças anatómicas no telemóvel. É como se de repente tivessem medo de não poderem olhar para ela sempre que quisessem e, a menos que residam num país onde a mutilação genital seja frequente, não me parece que haja essa necessidade. Até porque mesmo que não queiramos olhar para ela, lavamo-nos diariamente. Pronto, deixemo-nos de optimismos: cagamos e mijamos várias vezes.

Em consequência disso, e ousando contradizer Lavoisier: num mundo onde tudo se perde, um dia o telemóvel cairá em mãos matreiras. 
Ou talvez um dia irão apenas querer mostrar as fotos das férias em Cuba aos amigos... charutos, o hotel, a praia, a minha passarinha, mais charu... uh, espera...

Não fosse estupidez suficiente, há pessoas mais conhecidas pelo mundo a fazerem o mesmo álbum de recordações no seu telefone. Como se a fotografia de uma snaita famosa não valesse milhões num mercado negro chamado internet.

Vamos apenas rezar que isso nunca aconteça. E felizmente vivemos num mundo de gente séria onde nada disto espalha por mãos alheias. Ufa. Até lá, vamos contentar-nos com a foto da Jennifer Lawrence a mostrar os resultados dos seus dotes culinários quando acidentalmente faz explodir um pacote de natas:


Ai ai que a menina é desastrada. A espalhar comida por todo o lado nunca vai conseguir ser uma Nigella.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

#planebreakup

Já fiz muitas coisas em aviões (menos pinar na casa de banho) e já vi muitas. Infelizmente, nem nos limites do meu tédio de voo, consegui assistir a tamanho entretenimento. 

Há 3 dias, Kelly Keegs, uma anónima qualquer também enfadada com o percurso de voo que se avizinhava, conseguiu assistir a um fim de relacionamento, transmiti-lo ao mundo ao minuto via twitter e tornar-se um fenómeno viral, qual 50 sombras:







 Ainda agora tinha ido buscar pipocas. Pffff.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A arte indomável de copular

Há dias encontrei uma pessoa que, dada a sua pouca experiência no ramo da actividade sexual, mostrava-se claramente nervosa com o trabalho em mãos. Nunca me preocupei muito com esse aspecto uma vez que:
1- nasci com o dom;
2- opto pela máxima do "deixa fluir" e geralmente não me dou mal;
3- masturbo-me mais do que a dose diária recomendável.

No entanto consigo compreender as razões que levam um "novato" a transpirar de antecipação ao rating da sua performance. Até porque antigamente, as nossas avós não liam revistas que as pudessem elucidar se o nosso avô era uma excelente queca ou se estava na altura de mudar de parceiro. Não havia o medo de ser julgado pela performance.

Hoje em dia, não há revista que não nos ensine as 5 melhores acrobacias para atingir o orgasmo máximo, mesmo que isso implique estar de cócoras com a perna esquerda semi-levantada enquanto equilibra um livro no calcanhar.

Hoje em dia, não há filme ou série que não retrate o acto sexual como uma maratona louca de gemidos em crescendo, com unhas encravadas na carne do parceiro como se se tratasse de algo incontrolável, terminando numa apoteose estrondosa de guinchos, olhos revirados em descontrolo e uma sensação de pré-desmaio que leva nos a crer por segundos na sua morte.

Até a literatura bestseller sugere aos mais iniciados desta prática tão espicaçada e sobreanalisada, um rodopio de cambalhotas, duas pirouettes e uma roda acrobática, seguido de três vassouradas, um par de algemas e um aparelho de choques ligado aos mamilos.

Portanto sim, de certa forma consigo compreender a ansiedade antecipatória ao acto. No final, com todas as teorias à nossa disposição, acabamos por simplesmente foder.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Apresento a minha esposa: Karma de Merda

Perdoem-me os meus 33 anos, mas vamos, por agora, fingir que tenho 15 anos.
Sabem aquelas "paixões" acesas que as pitas (e as bichas) têm ao ver um rapazinho e ficam tão tímidos que nem lhe conseguem olhar nos olhos? E depois coramos quando falam connosco e não temos coragem para desenvolver a conversa porque, vá, temos 15 anos?
E andamos nessa saga durante dois meses a fazer xixi nas cuecas de cada vez que ele sorri e fala connosco?

Agora voltemos à parte em que tenho 33 anos e depois de dois meses fartei-me dessa merda toda porque apesar de eu não ter feito nada, ele também não fez um caralho portanto se calhar eram bichinhos na minha cabeça e vou agora foder mais meio mundo e continuar a minha vida sossegado.

Hoje conseguiu milagrosamente o meu número e recebi uma mensagem com o pretexto de combinarmos uma cena relacionada com a nossa vida "extra". Agora? Agora vai cagar que eu não tenho um botão de sentimentos on/off. Se o Universo se tivesse lembrado de mim há umas semanas atrás, estaria eufórico. Mas o Universo trabalha comigo em delay. Sempre. O costume. Puta de vida.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Quando o Tinder me deixa de boca aberta

Eu tenho um grande problema com o Tinder. Perdão, vários. Mas hoje falo de um.
Por vezes, numa das minhas encruzilhadas esquerda / direita esquerda, rumo à tendinite, canso-me de estar a por todos para a direita e começo a questionar a minha acuidade visual. Por este motivo, e já com alguma incredulidade, equaciono passar um ou outro para a direita porque, vá, tem um queixo bem feito. 

Dias depois quando a minha lucidez regressa ao nível normal, descubro que fiz match com os shreks. Ora eu já normalmente não digo olá porque os gays são umas divas e, aliado à não existência de uma etiqueta homem - mulher, acumulamos uma caderneta de matches com os quais não conversamos. A não ser que estejamos bêbados.
Um dos shreks disse olá. E eu sou diva, mas também sou educado e respondi. Rapidamente apercebi-me que shrek tinha uma tendência depressiva e provavelmente alvo de algumas rejeições ao longo da vida. Como sou besta dura de coração mole, assenti a um café. Seria hoje.

Mensagem de hoje: "Olá :-) Ainda não saí do trabalho e ainda tenho que ir jantar. Pode ficar para outro dia?"

Eu levei uma tampa do Shrek. Inacreditável. Estou sem palavras.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Em meditação

Por algum motivo que eu desconheço, sugeriram-me um livro sobre meditação que anda muito aí na berra. Nunca delirei com meditação porque o máximo que consigo tirar daquilo é adormecer imediatamente a seguir ou então pensar que estava bem melhor a fazer o acto do pinanço do que estar ali a ouvir o meu abdómen a "respirar". Com tanta concentração, é uma sorte que não me peido.
Mas tenho seguido à risca, e todos os dias ando ali dez minutos a sentir os pés, os joelhos, os sovacos. Não noto nada.
Vou continuar só porque sou teimoso, mas meditar é uma merda. Prefiro foder.

terça-feira, 2 de junho de 2015

A Capa mais vendida do momento (porque ainda não se lembraram de fazer uma comigo)

Não que eu tenha nada a ver com quem muda de sexo, quem muda de cor de cabelo ou quem mude de tamanho de mamas. O que cada um faz consigo próprio é consigo próprio que eu tenho coisas com que me preocupar. E depois de viver num ambiente familiar como o das Kardashians, eu também quereria mudar de sexo. Ou só de país, vá.

Assim sendo o senhor lá decidiu dar asas à sua deusa interior, e reconstruiu-se naquilo que me parece um revival da Jessica Lange, quando esta também posava. Ou aguentava-se de pé. Either one.


Mas depois de tantas cirurgias, tantas hormonas ingeridas, levar com o escrutínio social de pessoas de mente desocupada, arriscar viver com o caralhinho num frasco de formol toda a vida e nunca mais poder esfregá-lo freneticamente, o mínimo seria querer chamar-me LOLA. 
Ou CLEÓPATRA. 
Ou, na falta de inspiração, BruceLosa LYONCE VIIKTORYA. Agora, Call me Caitlyn? Depois de tanto trabalho "chamem-me Caitlyn"? Estou desiludido.
Para isso mais valia ter ficado Bruce.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dia da Criança

O mundo arranjou mil e uma formas de celebrar tudo e um par de botas. Dia do Não Fumador, Dia da Flor, Dia do Papel, Dia do Testículo Direito Saudável; hoje é dia da Criança.

Na impossibilidade temporária de adoptar uma criança só para mim (eu e o eBay estamos em conversações para ultrapassar alguns problemas de ordem técnica), tenho que me contentar com a celebração de crianças maiores de 18 anos. Não que eu não celebrasse nos outros dias, mas hoje reservei este dia especial para fazer uma criança feliz: comi uma.

Não é o meu prato favorito du jour, confesso. Aliado ao ar inofensivo de quem saiu de casa a pretexto para os pais de que ia comprar mais um jogo do League of Legends (aprendi isto com uma delas), associa-se alguma inexperiência o que torna tudo um bocado... passas de uva: comem-se, por ser um dia especial. (À excepção de algumas marotas que começaram a explorar a sua sexualidade enquanto aprendiam o alfabeto). Mas fiz o meu papel de bom cidadão. Não contem comigo para o Dia do Idoso.

Portanto a todos os que estão solteiros, ou casados infiéis, não deixem de celebrar este maravilhoso dia: comam uma criança e ponha-lhes um sorriso na cara. (Ou meita, caso ela lhe peça muito).





Se meterem uma perna atrás das costas enquanto escovam os dentes com a outra perna, a imagem desvenderá os tesouros do moço automaticamente.
Continuem, não desistam...
Mais um bocadinho...
Não desistam...
Tá quase...

sábado, 20 de dezembro de 2014

A melhor maratona de Lisboa

Aos senhores corredores de mais uma das milhares de maratonas deste país. Já que quiseram tão amavelmente entupir a Avenida da República correndo por ela abaixo desenfreadamente como se houvesse alguma cona na meta à vossa espera, impedindo-me de prosseguir com os meus afazeres natalícios venho-vos propor uma maratona:

- Ponto de partida: Saldanha. Dou-vos uma lista de compras, e vocês correm em tempo recorde ao Dolce Vita Tejo e posteriormente regressam com as minhas compras. Posso cronometrar-vos se vos fizer mais sentido. E ainda vos ofereço água, um queque e um diploma de participação no final.

Inscrições por aqui.
Obrigado

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014