terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Madrid: back

Mira coños, estoy aquí, no hay morído ou lá como isto se diz que eu estou para o espanhol como a mulher do Cavaco Silva está para a Playboy.

Estive em Madrid durante o fim-de-semana e tenho os relatos todos para fazer aqui no blog. Para aqueles que simplesmente não estão interessados, voltem quinta-feira que poderei ter histórias da cuequinha badalhoca para vos contar. Até lá, Madrid reports.

Sexta-feira acordei graças à mensagem da minha amiga dondoca a dizer que já estava no aeroporto. Eu respondi que já estava na cama. Não fosse a mensagem e não teria ido nem a Badajoz.

Chegado ao aeroporto com a sensação que tinha-me esquecido de dez objectos ou mais, lá nos fizemos à sala de embarque. Claro que para lá chegar tivemos que mostrar todos os produtos de higiene, descalçar botas e todos aqueles procedimentos que estou em crer, irão evoluir brevemente para "mostrar o caralho sff".

Passamos por uma loja que vende produtos portugueses o que, a meu ver, é uma óptima iniciativa para dar a conhecer o que é nosso. Pena que apenas lá haja umas compotas e mais meia dúzia de merdas. Mas devagar devagarinho. Como estamos em época de Natal e abundam as trocas de presentes baratinhos, dei de caras com uma fadista da Madragoa em barro. Claro, muito deficientemente confeccionada, com um papelinho escrito a caneta; o que me levou a pensar tratar-se de uma peça criada por alguém que molda com os pés. Pensei, que se lixem 10 ou 15 euros: vou levar. Quando virei este objecto do avesso, tratava-se afinal de uma "obra de arte" que custa a módica quantia de 165 euros. Virei outro boneco para confirmar se estava com a visão toldada por terem acabado de me espetar com uma vassoura no cu mas não: 165 euros. Por um trabalho que deve ter vindo do Jardim de Infância e desenhado com os pés que espero serem do Dalai Lama. Claro que isto estava na loja portuguesa: porque mesmo quando produzimos merda, valorizamo-la. 

Enchi o bucho de McDonald's (9:30 da manhã) e eu e a minha amiga dondoca ouvimos que o voo tinha-se atrasado 45 minutos. Até que voltamos a ouvir os nossos nomes em "Last Call" para comparecer na sala de embarque de um voo que nunca atrasou. Somos os dois deficientes portanto e temos alucinações auditivas. Lá nos deixaram entrar.

Amanhã continuo porque agora está a dar o processo de casting no Rancho das Coelhinhas e está uma loira prestes a engasgar-se numa banana.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Strauss: não aquele que veste calças; aquele que as despe.

Como em Portugal os crimes são como as telenovelas americanas que duram décadas, costumo voltar as minhas atenções para Nova Iorque quando preciso de satisfazer a minha sede de um bom crime com um balde de pipocas.

Com o fim da saga do Renato Seabra, restam-me apenas os relatos monótonos da Lux Woman sobre a mãe Seabra a passear-se por Nova Iorque em baixa médica há mil anos. Por sua vez, nenhuma revista fala do tamanho do olho do cu do Seabra que aumenta de dia para dia. Nem o Correio da Manhã. É triste.

Para minha alegria ressuscitou a saga Strauss-Kahn e a camareira violada / não violada. Só não posso ir buscar pipocas porque estou em processo de desvitalização de um dente.

Após várias tentativas do ex-director do FMI declarar que seria impossível ter violado a senhora enumerando sucessivos e credíveis álibis que foi desencantar a um livro qualquer da Miss Marple, Strauss finalmente aceitou ontem demonstrar a sua inocência com um pacto amigável de 6 milhões de dólares. Um milhão por cada vez que as bolas do velho bateram no queixo da senhora. Ou então chegaram a este valor por estimativa, não sei bem.

1- Espero que este dinheiro tenha sido pago com fundos do FMI porque o homem estava em trabalho e se não estivesse obrigado a hospedar-se num hotel com camareiras badalhocas, nada disto teria acontecido.

2- Todos os dias me arrependo de não ter seguido a carreira de profissional do sexo e agora que em Nova Iorque andam a pagar 6 milhões ao broche, sinto-me deveras estúpido em continuar aqui.

3 - Vou evitar aeroportos nos próximos dias para não levar com a vaga de emigração de putas que aí vem de Bragança que devem estar de bocas gulosas em riste a pensar nos milhões que a terra das oportunidades lhes reserva. 

3a- Não as condeno: se a mim me cortam subsídios, a elas devem estar a pagar o broche com chocolates Regina.  

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A Idade da Loba

Em conversa com a minha amiga Desocupada:

Ela - Ontem a minha vizinha do andar de cima chegou a casa podre de bêbada e além de ter tentado abrir a minha porta em vão, fartou-se de foder alto e bom som toda a noite. Que horror.

Eu - Imagino quando és tu.

Ela - Quando era mais nova os meus vizinhos tiveram que deixar um papel na entrada a pedir para eu fazer menos barulho enquanto fodo.

Eu - Calha a todos, 'tás a ver?

Ela - Não, agora eu sou a velha frustrada que deixa os papéis na entrada.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Adeus Petra. Foste uma retardada exemplar.

Hoje não posso escrever nada profundamente inteligente como as redacções de elevado valor literário que habitualmente escrevo porque estou demasiado ocupado a absorver os últimos minutos da Petra na Casa.

Vou ter saudades:
- da Petra a guinchar que nem uma égua a toda a hora
- da Petra a espremer as mamas a toda a hora
- da Petra a fazer broches sempre que a sobremesa era banana
- da Petra a desmaiar porque não consegue acabar uma discussão depois de tanto guincho
- da Tatiana a perguntar à Petra "vais demáiáre ou vais-me bátére?"
- da Petra a querer mandar bofetadas nas concorrentes, com as nalgas de fora e aos saltos como o anúncio da gelatina Royal
- da Petra a ganir todo o santo dia que além de professora da primária é Mestre e que toma dezenas de comprimidos por dia.
- da Tatiana a dizer à Petra que se fosse como ela esfregaria a cara com merda.

Ahhh *suspiro* vou ter saudades tuas Petra. Se eu tiver filhos, quiçá não nos cruzaremos na reunião de avaliação. Quero muito ouvir o que terás para dizer.

Update de última hora: Petra é expulsa. "O que é que eu fiz????"

sábado, 8 de dezembro de 2012

Last Friday Night

Ontem foi dia de aniversário da cunhada. O local escolhido para festejar a data foi o terreiro do Paço, que por norma não costuma nutrir em mim grandes afectos no que diz respeito à vida nocturna. 

O restaurante eleito foi o Populi. Que é como quem diz, um restaurante a tentar entrar nas novas tendências gastronómicas. Embora esta entrada se faça mais na definição do preço da refeição do que propriamente na qualidade da comida. Uma entrada qb à base de peru em molho de natas sem tempero, um lombinho mergulhado em migas cujos bocados de papo seco ainda por demolhar se faziam sentir na boca e um leite creme por sinal muito bom, mas os gomos de laranja a enfeitar a taça faziam uma combinação no paladar de água com óleo. Claro que, tudo soube muito melhor quando a aniversariante decidiu pagar o jantar a todos os convidados. Nota mental: nunca é demais fazer amigos ricos.

Mas eu não sou crítico gastronómico e não foi disto que vim falar. Posteriormente, decidimos ir ao Lust... uma discoteca mesmo ao lado que aparentemente existe. Ainda não tinha entrado quando estava a deparar-me com o letreiro LUST pelo que ainda não tinha tido tempo para me aperceber de que Lust é apenas um anagrama disfarçado para a palavra mais indicada, SLUT.

Rapidamente se faria um casting exemplar de elementos para a Casa dos Segredos nesta casa e a última vez que vi tanta puta junta por metro quadrado, estava a assistir a um episódio da Gabriela.
Não falo apenas do comprimento das saias que deixavam certamente vislumbrar o fio do tampão aos olhares mais atentos, mas reconhecer um bando de putas não é difícil. O que é sempre um plus para quem lá vai no intuito de esvaziar o saco. E o que também não incomoda a quem só quer ir dançar porque, quer-se dizer, as putas também têm direito à vida.

O DJ era fenomenal na ressuscitação de músicas de há três anos atrás não dando tempo sequer a essas músicas de se terem tornado clássicas ou vintage para retirá-las do baú. O que faz denotar que há uma linha muito ténue entre querer parecer kitsch ou ser simplesmente ultrapassado.

Vale sempre a companhia e as gargalhadas e isto para todos os efeitos não é um post mas quis registar estes dois espaços em algum sítio para posteriormente não me esquecer dos locais que não devo repetir.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Pausa de presentes para um pequeno anúncio

Na minha busca incessante por um belíssimo objecto de cozinha para incluir no Christmas Wishlist, deparei-me com este tão útil objecto no Bed Bath & Beyond:
Aparentemente trata-se de um objecto que, tal como um frasco cheio de natas prestes a transformar-se em manteiga, permite definir o bícepe tonificando os membros superiores. Basta agitar sem parar que nem uma louca durante meia hora (e quem não se importa de gastar o seu tempo a fazer isso?) e rapidamente terão os braços da Madonna.

Mais me assusta este produto ter o respeitado carimbo da baba do caracol: "as seen on TV" deixando-me deveras intrigado sobre o conteúdo deste tipo de anúncio que por norma demora uns bons dez minutos. 

Ou passam os dez minutos a gritarem shake shake shake incessantemente ou terão de apelar ao público feminino com um belo de um:

"Meninas, estão fartas de estar a bater punheta após punheta na vã tentativa  de tonificar os vossos braços? Nós também. Por isso inventamos este belíssimo produto de fitness que é tal e qual uma boa punheta sem que tenham de sujar os lençois que tanto vos custa passar a ferro. Nem precisam de abraçá-lo quando terminarem o treino intensivo. Shake weight, por uns braços firmes e fortes... para depois terem mais forças para bater mais e melhores punhetas vigorosas."

Tudo isto por apenas 14.99$.

O que só vem comprovar que tal como os chineses, os americanos só não vendem merda no espeto porque ainda não calhou.

P.S. Isto não faz parte da minha wishlist. Eu tenho uma pila.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Christmas Wishlist #4

A escassos minutos de ir abanar o meu real cagueiro para a Academia de Dança, lembrei-me de uma coisa que me faz uma falta desgraçada.

Ora se há pessoa mais desorientada nesta cidade de Lisboa sou eu. Pedirem-me para ir à Lapa, é como abandonarem-me em Shanghai em busca de Lisboa. Tenho zero sentido de orientação e estou em crer que se participasse num exercício de orientação no mato, passaria a noite a beber vinho tinto e a comer queijo com os esquilos em tertúlia acesa acerca das nossas vidas amorosas.

Já tive um GPS da TomTom que era muito bonito no início mas que depois obrigava-me a actualizar os mapas, metade dos conteúdos pagos. Depois apareceu o iphone e a bela da aplicação da tmn drive que é assim mais que bom e gratuito.

E uso quase diariamente porque convenhamos, eu não sei ir à casa da vizinha pedir ovos. Não morro de desgosto por isso porque compreendo que para ganhar uma pilona gigante, tive que ser poupado ao sentido de orientação. Não se pode ter tudo.

Mas o que me chateia é ter de olhar sempre para o banco do lugar do morto para ver qual é a próxima saída. De verdade que qualquer dia dou uma foda automóvel no cu do carro da frente. E há fodas que sinceramente dispenso.

Assim sendo, um belo de um suporte para o iphone seria assim uma forma de perpetuar a minha vida na Terra. Além de que estou constantemente a mudar de músicas porque por mais que goste de ouvir os cds de Natal da Mariah Carey, há momentos em que simplesmente estou a sangrar dos ouvidos com tanto guincho.

À venda em qualquer loja perto de si. Cá espero.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Christmas Wishlist #3

Há um objecto cuja falta só senti há pouco tempo quando dei por mim com um quilo de laranjas na mão e nada para espremê-las a não ser que enfie lá o meu punho. Dou por mim a beber sumo de laranja de pacote enquanto na gaveta ao lado apodrecem laranjas. Preciso de um espremedor de citrinos.


Se há duas coisas que a Bimby simplesmente não sabe fazer é sumo de laranja e sexo oral.

Mas antes que saltem da cadeira em correria às lojas na busca do objecto só porque é baratinho, acalmem-se que eu não quero uma merda qualquer em baquelite que tenha que esconder de cada vez que acabo porque é tão feio que me envergonha. Quero um objecto à minha semelhança: giro e bom. Quero espremer laranjas com charme. Quero ser capaz de espremê-las na frente de qualquer pessoa sem ter que a esconder no "armário".

Agora comuniquem entre si que eu só quero um. Pode ser dois vá, que tenho dois braços e assim é mais rápido.

Já estão fartinhos da minha wishlist? Habituem-se porque a cada hora que passa lembro-me de só mais três coisinhas. E se a coisa resultar, a rúbrica Birthday Wishlist está aí a desabrochar. E porque quando não faço sexo fico sem nada para dizer. Boas compras.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Christmas Wishlist #2

Há vários anos que tenho andado à procura do maldito objecto que dava música nos nossos anos ancestrais. Adoro, tenho um fascinio enorme por ele e para além do motivo decorativo, tem a utilidade de um penico em dias de grande aflição.

Já fui ao ebay, ao leiloes, mais recentemente ao olx e ao custojusto e tenho a sorte de uma velha tetraplégica num 7º andar sem elevador. Nadinha.

Este ano, a AREA lançou um gramofone lindo que só ele. Mas cheguei lá e as putas deste país com casas pirosas decidiram dar um lar feio ao bicho. E eu fiquei a chupar no dedo. Nem um restou para ser adorado.

- Só há uns no Porto com defeito - diz a senhora.
- Eu aceito - digo eu.
- Não vai dar - diz a senhora.
- Estou há séculos à procura de uma - digo eu.
- Olhe fique com o catálogo - diz a senhora.
- Olhe meta o catálogo no cu, e tire de lá a grafonola minha grande porca.
Ah espera, eu acho que não disse esta última e limitei-me a sair cabisbaixo com o catálogo na mão. Como prémio de consolação temporária comprei um carrossel.

Sábado resta-me a vã esperança de encontrar alguma grafonola abandonada na Feira da Ladra, a precisar de amor e carinho. E sexo vá, que aquilo traz um buraco gigante.

Para quem já comprou ou pensa adquirir para fazer a minha pessoa feliz, é favor fazer like e farei o meu ar mais surpreendido no dia 24.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Christmas Wishlist #1

Raramente sei o que quero para o Natal. Quer dizer, quero sempre uma data de coisas mas armo-me em apologista do Natal com amor ao invés do Natal cheio de presentes.
Este Natal podia deixar aqui uma longa lista de presentes para depois fazerem vistos após cada compra, mas não me cheira que ia ter muito sucesso com isso que os meus amigos são forretas e não têm onde cair mortos.

O objecto que mais quero neste momento é um e-reader. E já tenho potencial comprador. Chama-se "namorado" e é a forma que ele vai ter para me compensar a sua ausência eterna. Esta merda serve para ler livros sacados à borla mais baratos e ter acesso a um sem número de livros que nunca há em lado nenhum a não ser nos States.

Além disso, metade dos livros que leio são de cariz altamente badalhoco ou então para públicos-alvo com vagina. E como eu tenho uma certa vergonha na cara, não posso andar com eles pelo país fora a exibir o meu baixo gosto literário. Digamos que sou um leitor de livros foleiros para teenager ainda dentro do armário.
Com este pequeno aparelho que, infelizmente, não faz broches, posso pousar pelas esplanadas de Lisboa sem vergonha porque qualquer pessoa vai olhar para mim e obviamente vai achar que estou a ler Dostoievski quando na verdade estou a ler Saltos Altos ou Conas com langonha nas ruas de Nova Iorque.

Não percebo nada de e-readers e em Portugal não há quase nada à venda em espaços físicos onde se possa apalpar o objecto. Estou muito inclinado para o Kindle Paperwhite da Amazon mas não conheço o mercado destes pequenos aparelhos porque afinal não estamos a falar de vibradores. 

Alguma sugestão?

domingo, 25 de novembro de 2012

Estamos bem obrigado

Apraz-me muito saber que por pior que esteja o país, hajam Instituições de solidariedade a sobreviver lindamente dispensando a ajuda de nós portugueses pobres.

Quem o anuncia é a própria Emergência Social que vem afirmar não se misturar com as putas que habitam na Casa dos Segredos, o que me faz todo o sentido porque as putas trabalham e não precisam das ajudas da Emergência Social. Mas recusar o dinheiro delas porque foi ganho a partir de sexo é puramente ridículo nos dias que correm. Ando a ser enrabado pelo Estado há vários anos e nem por isso se recusam a receber o meu dinheiro para posteriormente injectar nas milhares de instituições de solidariedade pelo país fora. E nem me perguntam se limpei o cu antes. Não percebo portanto o prurido.

Aparentemente os elementos do Bataclan da Era Moderna iam leiloar as suas roupas (lindas e fabulosas) para que o dinheiro obtido revertesse a favor da Emergência Social. Percebo a preocupação da Emergência Social em não querer receber roupa usada da casa porque há fortes probabilidades de transmitirem chatos aos necessitados. E porque com este frio, não há ali peça nenhuma que faça frente ao Inverno.

Todavia nem iria ser doado roupa, não. Isso seria para os restantes portugueses. Os necessitados iam receber o dinheiro. Mas não. A Emergência Social está acima de qualquer montante vindo de pessoas que além de outras coisas, pasmem-se: fazem sexo. Mais importante para qualquer pessoa com fome é a dignidade. E se é para receber esse dinheiro, mais vale comer asfalto. Completamente de acordo.

Portanto fico feliz por saber que os portugueses não têm de sentir culpa por não doar às instituições. Elas não precisam do nosso dinheiro. Pelo menos dos que fodem. Já era tempo de surgir uma boa notícia no meio de tanta crise e felizmente hoje ficamos a saber que as instituições de solidariedade nadam em fortunas. Já posso ir ali comprar o ipad porque afinal não há fome. Ufa.

* Se eu apresentar na primeira página da declaração do IRS que sou um fodilhão homossexual será que também recusam o meu dinheiro dos impostos?

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

250 mil visitas badalhocas

Como chegar aos 250 000 visitantes em menos de dois anos:

- mostrar o José Castelo Branco a foder;

- mostrar as mamas da Mamalhoa;

- mostrar a filha da Mamalhoa a grunhir que o seu dog é um lollipop;

- falar sobre as mamas da Luce;

- e segundo os 250 000 leitores:

Ah, como é bom saber que o que vocês gostam mesmo é das histórias da minha vida perturbada. E das minhas receitas de bolinhos e docinhos e marmeladas.

Se eu mostrar aqui o caralho do Cláudio e a cona da Alexandra da Casa dos Segredos, prometem-me que para o ano chegamos ao milhão? Obrigado.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Mamalhinha, a filha da Mamalhoa

Tal mãe tal filha, decidiu esta voz soprana enveredar pela carreira de cantora. E a história repete-se: desde os áureos anos do buereré até à actualidade em que Mamalhoa faz a delícia dos telemóveis masculinos enquanto se criam filas para cagar na casa de banho porque alguém está lá a limar arestas. Havia uma ténue linha que separava a pita da puta, e a Mamalhoa lá a ultrapassou. Cheira-me que a Mamalhinha vai pelo mesmo caminho.

Ainda na fase de pita com 13 anos (prestes a chegar à fase de puta porque, por favor, estamos em 2012), Mamalhinha canta sobre o seu dog. Canta não, espanca. A desafinação é a palavra de ordem nesta música mas não só.
Como estava a dizer, Mamalhinha "canta" sobre o seu dog. Mamalhinha brinca com o dog, Mamalhinha passeia com o dog, Mamalhinha vai à school com o seu dog, Mamalhinha só não diz que fode com o seu dog porque "fode" não rima com nada de jeito.
Toda a música centra-se portanto no seu dog, mas o título da música é Lollipop o que não deixa de ser perturbador.
E assim se faz mais uma vez história na música portuguesa: a Mamalhinha e o seu cu de ostra porque isto de facto é uma pérola...


terça-feira, 20 de novembro de 2012

- Do you trust me? - Fuck off Jack.

Estava no duche e acabei de escrever um post BRUTAL! Claro que estava escrito na minha cabeça e nunca cheguei a apontar portanto agora já perdi. Saí meio à pressa com sabão por entre as nalgas na esperança de conseguir reproduzir este meu fantástico cérebro. Mas como ele anda sempre a 200 à hora, rapidamente me fixei noutra coisa quando cheguei ao quarto.

Atrás da minha cama, tenho um quadro gigante a preto e branco da cidade de Lisboa, vista da Margem Sul. Nesse quadro hoje figura o sebo de uma mão suada que garanto não ter estado lá na altura da compra. Dada a posição da mão, só consigo imaginar alguem de quatro em cima da cama a tentar segurar-se a meio da sua actividade. Ora como eu sou bailarino solista ali da Sociedade Recreativa de Rojões Crus, não há foda que me desequilibre. Portanto eu estou à partida excluído da equação.

A minha empregada é uma velhotinha desajeitadinha pelo que ainda não excluí a hipótese de ela ter escorregado numa das minhas cuecas caídas no chão e ter deixado lá a marca na esperança de não partir a cara no chão. Com a sua mão de homem... Ou então esta casa anda a receber visitas badalhocas na minha ausência. Pelo sim pelo não acho que vou à drogaria comprar ingredientes para preparar o cocktail preferido do meu marido logo à noite.

Além de que eu acho uma falta de chá as visitas irem à casa das pessoas sujar as paredes.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Como os CTT roubaram o Natal

Ultimamente tenho-me munido de um espírito natalício precoce. A minha banda sonora nas últimas 48 horas reveste-se de sininhos e pais natais e os característicos guinchos da Mariah Carey. No meio disto tudo, mandei para o lixo o cd de músicas de Natal do Sting que me dão vontade de enfiar o pinheiro no cu para ver se não adormeço. E o Natal deve ser alegria.

Ainda munido deste espírito natalício precoce que me faz deitar umas gotinhas, fiz-me aos postais de Natal a ver se é desta que mando tudo a horas certas. Hoje lá saí de casa em modo Santa Claus is coming to town rumo aos CTT na esperança de enviar os postais a tempo de ainda receber algum porque dar é para receber. É esse o meu lema de vida e aplico no sexo também que ninguém gosta de estar ali a chupar no dedo enquanto o outro está para lá das estrelas, não me fodam.

Chegado aos Correios com os meus postais minúsculos comprados em Nova Iorque, pavorosos que só eles, sou chamado ao balcão. Eu e o meu número 169 (não, não estou a inventar só para dar conteúdo badalhoco à minha vida).

- Tão pequeninos...!!
- É para poupar no peso.
- Ah, mas quando os postais têm um formato inferior a 9cm x 14cm tem que pagar mais.

WTF? (não disse isto alto porque na altura estava a engasgar-me naquilo que me parecia um pintelho)

- Então mas porquê?
- Porque é fora de formato, sempre foi assim.

Não fosse eu estar em modo natalício e eu tinha agarrado naquela merda toda e enfiado cada postal num envelope A4. Isto há com cada ideia estúpida e já andei às voltas com o cérebro na procura de uma justificação mais compreensível do que "porque é fora do formato". Eu compreendo que ninguém gosta de receber algo mais pequeno do que aquilo que espera porque é um desgosto... sim, estou a falar de pilas. Mas postais?

Ficam a saber: se é pequenino paga mais. Puta que pariu o Natal.

E já agora que estou a fornecer informação útil para o quotidiano atribulado das pessoas, não é que o segredo da Vanessa é que foi vítima de trabalho infantil? Ao que parece, o pai quando estava a construir a casa obrigou-a a ajudar a carregar baldes de cimento para construir o muro. Vanessa querida percebo a tua dor: a minha mãe obrigava-me a lavar a loiça... da família toda! Começo a achar que os pais deste país fabricam filhos com os seus aparelhos sexuais só no intuito de garantirem mão de obra gratuita. Não há direito.

domingo, 18 de novembro de 2012

Reflexões de Domingo à noite

Como já devem ter reparado, ou provavelmente não, este blog mudou de estética. Diriam vocês que se trataria de um belo make-over mas a verdade é que não. Simplesmente fiz merda enquanto andava a tentar brincar com isto e depois fodeu-se. O meu blog foi ao ar e assim do nada tive de começar a montar qualquer coisa que se parecesse com o anterior e já agora com umas ligeiras mudanças.

Portanto, continua esta miscelânea de fundos pré-definidos com cores que não batem com nada porque eu sinceramente estou-me a cagar para essa parte. Eu quero é dizer badalhoquices.

Hoje é Domingo e depois de ter dado o fora às flammes e ter optado pelo naco ( a decisão mais acertada da minha vida convenhamos, que aquilo sim parece meita com coisas). Passei a manhã a aliviar a ressaca e a tarde a ouvir música de Natal e, vá, a trabalhar que eu ainda não consigo viver apenas do comer, beber e foder.

Agora resta-me o final da noite para escrever postais de Natal enquanto respiro fundo para não partir a box da Zon que está sempre a ir abaixo, geralmente quando a Teresa Guilherme está a proporcionar um bom momento badalhoco.

Gostaria muito que a Vanessa saísse porque uma casa cheia precisa sempre de uma boa fufa já dizia o meu avô (nunca disse). E porque a Vanessa está ali só a peidar-se porque pouco mais faz. Estou também a questionar o porquê do boato do pai do Cláudio ser bichona. O que me perturba é o porquê de ser boato quando o homem é a cara chapada do João Chaves que por sua vez nada tem de bicha claro. E porque fala com aquela voz arrastada de tia esticada pós-AVC. Sinceramente preferia que a bicha fosse o filho mas pronto, foi o que Deus deu à comunidade paneleira e lá teremos de o aceitar de braços abertos e meia dúzia lá o aceitará de cu aberto embora pensar nisso me provoque uma certa indigestão. Quando ele decidir abrir as portas do seu armário porque deve achar que somos todos parvos. Além de que o homem é parvo como a batata doce.


Até amanhã que vou ali votar dez vezes para sair a Vánéssa.


sábado, 17 de novembro de 2012

The Saturday Post

Hoje a minha cara metade faz anos, e este ano o almoço de família é lá em casa com os pais. Ora como os pais não sabem da minha real existência desde que nos conhecemos há 200 anos atrás, eu vim almoçar fora. 

Logo à noite, com quem já sabe que eu existo, haverá jantar de ânus. Será num restaurante cuja existência desconheço e que aparentemente passará a noite a servir flammes. Flammes de entrada, flammes de prato principal e flammes à sobremesa e depois vamos peidar flammes por essa cidade fora.

Ah, eu já disse que este jantar também celebra a emigração da minha cara metade para terras de salsichas? E que até ver resta-me a vã esperança de fornicar troncos de árvore para o resto da vida que Deus me deu? Não é que eu seja esquisito que as árvores também precisam de amor e sexo, mas acho-as muito paradas no que diz respeito à sua performance sexual. Mas deixemos estes acontecimentos para outro dia quando tiver material suficiente para fazer relatos diários das aventuras das minhas punhetas. Se calhar entro na onda das fotos pelo mundo fora, e publico fotos diárias dos locais onde bati punhetas: a minha meita no fogão, a minha meita na praia da Costa, a minha meita nos Santos Populares, a minha meita em Badajoz... Se quiserem evitar o início do meu consumo de anti-depressivos façam like À Minha Meita no facebook.

A modos que é isto.
E é Sábado e chove.
E logo há flammes. 
E em breve haverá meita.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Saldos que já não vão a tempo

Uma vantagem de ter sido abençoado com os genes da grandeza, para além das vantagens óbvias de ser alto e ter uma pila grande, e das menos óbvias como o nariz grande, tenho a sorte de ter uns pés a dar para o abarbatanados. Para além de poder ser o provocador do xixi nervoso para todos os fetichistas de pés em sítios onde provavelmente nem deveriam estar, tenho o poder de comprar calçado que quero muito a preço de feira porque, por favor, ninguém calça o 45-46.

Assim sendo, deixo-vos aqui a minha recente compra:

Queria muito umas all-star vermelhas uma vez que já tenho preto, cinzento, verde diarreia. Ora, como eu não sou nenhum totó como essas bloggers que por aí andam que publicitam aquilo que querem e depois quando lá vão, já os leitores todos compraram, venho anunciar a promoção agora que já acabou: Jumbo - 10 euros, só para caralhos pés grandes.

Mas há a 40 euros por essas lojas fora, só para não dizerem que eu sou um cabrãozinho... ou melhor um cabrãozão.




quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Greve (e tudo o que não tem a ver)

Parece que hoje é dia de greve. O que justifica a minha vinda aqui ao blog porque caso contrário nem tenho tido tempo para dar um peido sem pedir licença. Contra tudo e todos quis ficar em casa a dormir, mas fui sorteado para cá vir dar o ar da minha graça porque aparentemente a minha profissão é imprescindível à sociedade. A modos que estou aqui de mão dada com as prostitutas deste país a prestar serviços mínimos a quem precisa.

E pronto vou-me calar que já estou a debitar merda.

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Não consigo parar de escrever. Já tomei muita cafeína desde que acordei.

Assim sendo, aqui vai o resumo da minha semana que é quase como quem diz coisas que já tinha começado a escrever mas que não interessavam ao Menino Jesus:

Ontem foi dia de regressar a uma das feiras onde já não ia há largos anos. Convidaram-me para ir à Golegã e eu por um bom programinha faço tudo... menos broches claro que isso requer alguma intimidade.
No meio de tanta bosta de cavalo, lá nos fizemos rumo ao picadeiro à procura de local para beber e jantar. Comprei mais botas porque ainda não consegui eliminar completamente a droga das compras do meu organismo.

Domingo fomos fazer o São Martinho a casa de uma badalhoca que se diz minha amiga. Assamos as castanhas e bebemos vinho tinto e houve quem bebesse jeropiga mas confesso que não gosto daquilo e tolero melhor meita estragada. Para acompanhar tivemos o prazer de acompanhar a Casa dos Segredos que acompanho com muito orgulho, apesar do choque quase completo por parte de quem se diz altamente iluminado pelo dom da ciência e da inteligência máxima, o que não se comprova pela diarreia mental que é debitada pelas suas bocas quando falam sobre qualquer outro assunto. Eu começo a achar que a obstinação forçada em assumir que não se vê aquilo parte da necessidade de se querer assumir no mundo como alguém que é inteligente demais para isso. E quem sente essa necessidade, é porque não a vê reconhecida pelos seus pares. E esses não a reconhecem porque provavelmente os senhores da obstinação anti-casa têm a inteligência comparada à de uma chinchila.
Os outros? Aqueles que vêem ou aqueles que não vêem porque simplesmente não lhes apetece e estão-se nas tintas para quem vê ou deixa de ver, não têm nada a provar.

Bem, vou fazer qualquer coisa porque afinal, eu sou imprescindível demais para poder ficar de folga em casa. Ah e hoje é dia de greve. E eu estou revoltado mais não seja porque já tinha planeado tirar este dia de folga para mim e fui sorteado para vir. Estou fulo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Leggings

Eu consigo perceber o conceito prático que a moda veio introduzir ao mundo com a invenção das leggings. Já não compreendo é o conceito de não comprar mais nada para acompanhar as leggings. Isto faz com que meia dúzia de porcas pelo país fora, deambule com as leggings bem justas e tornar bem visível o contorno da pachacha. Andar com leggings a delimitar a cona é como usar uma camisa e mais nada. O que faz com que as leggings sejam sinónimo de andar com a rata de fora, só que em tons que não tom de pele, que isso sim é chocante. Mas eu percebo que a opção pelas leggings seja meramente associada ao frio porque caso contrário, era vê-las por aí de fora.

Eu não sou grande entendedor de moda mas quero crer que aquilo foi feito para usar-se qualquer coisa por cima da franga, só para não dar aquela ideia de que as portuguesas têm lábios vaginais gigantes. E muitas delas bem afastadas uma da outra. Que elas fodem muito já eu sei, que elas tenham de exibir as "portas da sua casa" bem escancaradas, já nem por isso.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

New York - os outros dias todos

Não me lembro exactamente do que fiz nos outros dias porque já lá vai algum tempo e a Sandy já me varreu as memórias. Fomos ao Museu do Sexo, fomos ver um striptease masculino numa discoteca que celebrava o Testosterone Thursday naquele preciso instante, fomos ver um espectáculo de dança contemporânea porque somos gentes muito eruditas, e comemos e compramos roupa e a Desocupada fez mais xixi.

Ontem que foi Halloween, já em terras lusas, fiz jus à tradição americana e escavaquei uma abóbora para fazer uma carinha laroca. E bebi até acordar com azia.

E é isso. Já despachei o roteiro nova-iorquino. Já posso retomar as minhas teses sobre os mais diversos assuntos na área da Badalhoquice.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

New York - Day 5

Hoje foi o dia que decidimos ir ao Harlem porque o Museu de Nova Iorque ficava lá. Rapidamente vestimos cuecas da Feira e caso tivéssemos, trocaríamos os cartões de telemóvel para 3 tijolos e assim poderíamos passear em segurança.

Fomos de metro e para nossa sorte o Museu ficava lá perto, o que me conforta de certa forma porque se tiver que levar uma facada, que seja num sítio onde a cicatriz fique gira e não à escolha de um gajo qualquer sem gosto estético.

Assistimos a um filme sobre a história de Nova Iorque durante 20 minutos e sinceramente, fiquei com a cabeça a doer que já não estimulava tanto o cérebro desde que tinha saído da última loja à procura do meu tamanho de roupa. Durante o resto do tempo que lá estivemos, assistimos a múltiplos quadros e exposições sobre as mais variadas temáticas.

De regresso ao centro, ainda passamos pelo Gughenheim que felizmente estava encerrado porque não aguentaria outra visita por entre aqueles quadros. 

Passados alguns minutos, o outro que não a Desocupada começou a queixar-se de dor de pés. Fomos rumo ao Serendipity que da última vez estava fechado. Quando lá chegamos, o tempo de espera era de 1 hora pelo que calculei que estavam a oferecer sexo e o outro não ia conseguir desfrutar de sexo grátis com dores nos pés, razão pela qual partimos rumo à American Diner. Claro que ninguem tinha fome às 5 da tarde, mas milagrosamente apareceram hamburgueres gigantes com batatas fritas e aros de cebola e colas gigantes em cima das nossas mesas. Por respeito ao não desperdício lá comemos tudo e fomos fazer uma sesta a casa antes de jantar e fazer mais compras.

Na procura de um restaurante que nos alimentasse adequadamente depois de termos comido tão pouco à tarde, fomos ao Bill's da 5ª Avenida jantar... hamburgueres e cerveja e batatas fritas. Para desmoer, fomos fazer compras by night at 5th Avenue. Acho que foi neste dia que terminei finalmente as compras de Natal. Não me lembro muito bem...

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

New York - Day 4

Fui o primeiro a acordar como sempre que a excitação é demais para permitir um repouso decente. Mais uma vez tomei banho e tive de ir à rua buscar café para as donzelas que estavam a besuntar-se em 6 variedades de leite de búfala ou algo do género.

Ao pequeno almoço para fugir um bocado dos fritos fomos rumo a um café no soHo. Não que estivéssemos fartos mas estávamos com medo de ficar gordos e comprar roupa tamanhos acima do nosso verdadeiro tamanho. Decidimos por bagel de salmão com variadíssimas merdas à mistura e sumo de laranja natural.

Tínhamos decidido hoje por ir ao Museu da História Natural uma vez que nunca tinha lá ido. Os outros porquinhos reviraram logo os olhos porque aquilo era uma profunda desilusão. Não satisfeito, insisti e lá fomos.


Foi a maior colecção de animais estofados atrás de vitrines, bocados de madeira e pedregulhos a evocar a Antiguidade e ossos, muitos ossos. Não sei do que é que estava à espera mas certamente de outra coisa. Valeu-nos um filme sobre estrelas que conseguimos assistir no Planetário mas cujas cadeiras não iam para trás, valendo-nos valentes torcicolos.

Findada a manhã cultural, fomos comprar bilhetes para o Fantasma da Ópera na Times Square e fomos rumo à 5ª Avenida. Começamos o percurso por ir à Apple que estava em modo Feira da Ladra quando há gramofones à venda: ninguém se conseguia mexer e ainda me pôs em bicos de pés para averiguar se estavam a oferecer iphones 5. Rapidamente percebi que aquela gente estava lá para comprar... Agora quando dizem que Portugal não tem dinheiro, já sei onde ele está.

Saímos no mesmo pé em que entramos e fomos à FAO Schwarz ver brinquedos. Desta vez não andei a saltar em cima do piano e a loja não tinha aquele encanto que tinha no Natal. Cagamos na 5ª Avenida que já lá passamos dezenas de vezes e fomos fazer compras para a Lexington e Madison. Nas cinco horas seguintes não tenho nada para vos contar. As lojas são bonitas, as roupas também e os preços estavam apetecíveis... ou isso ou estava com o frangalho à solta por estar de férias.

Com os sacos na mão feitos totós, fomos enfiar-nos na fila gigante para assistir ao Fantasma da Ópera. Lá conseguimos enfiar os sacos entre as pernas como tão bem sabemos fazer e deu-se início a um grande espectáculo. Claro que ia perdendo o início porque a Desocupada tinha que ir... o quê?... fazer xixi pela 20ª vez. Fiquei com vontade de ver os espectáculos todos mas já tínhamos as noites todas reservadas com coisas portanto já não havia noites livres para ver Homens Nus a dançar outros espectáculos bons.

Ainda com sentimento de culpa no que respeita à ingestão de comida, Desocupada lá nos encaminhou para um restaurante coreano. Apesar da minha desconfiança lá fomos comer. A comida estava óptima à excepção de umas coisas chamadas carne duvidosa picantes de fazer cagar farpas. 

Fomos para casa cagar novamente. Eu já vos disse que as sanitas de Nova Iorque TODAS têm água até cá acima? Quase conseguimos tocar com as bordas do cu no caldo de água que ali repousa. Mas não há nada melhor que ver os cagalhões a boiar por entre as nossas pernas ao nível... das pernas. Passa-se o tempo todo a puxar o autoclismo com medo de levar com um splash valente de merda nas bordas. Além de que não é ecológico, e esta é a minha verdadeira preocupação, claro.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

New York - Day 3

Decidimos dedicar o terceiro dia a Brooklyn. Só para não dizerem que somos uns consumistas do caralho e que não temos espírito cultural. 

Com o dia cinzento como se quer quando se pretende fazer uma travessia sobre um rio, decidimos atravessar a ponte de Brooklyn a pé. Uma travessia que se faz muito rapidamente, especialmente para quem está em pulgas para ver Brooklyn.


Sweet não é bem o termo que usaria mas, ok. Aparentemente tudo indicava que poderia haver algo de giro neste magnífico "subúrbio-cidade". Optamos por traçar o nosso destino escolhendo a rua principal das lojas, porque já estávamos a ressacar compras com aquela travessia longa de 20 minutos. Chegamos à dita Avenida da Moda e encontramos Harlem a roçar Bronx. Antes de bater com o mapa na cabeça dos outros dois na certeza de que me tinham levado para a Avenida Martin Luther King, certifiquei-me de que era mesmo Brooklyn. Mas não havia dúvidas. Lá entramos nas lojas em modo gangsta e conseguimos identificar dezenas de Precious a passear os seus característicos 10 kgs de cu pelas ruas de Bronx Brooklyn.

Certos de que deveria haver algo mais para justificar o encanto de Brooklyn, fomos a Park Slope e Brooklyn Heights que é como quem diz, zonas fantáaasticas para morar em Brooklyn. Not. Para morar em casas tipo Carrie Broadshaw prefiro Manhattan thank you very much em vez de estar ali rés vés Black Bitch Gangsta Avenue.

Ainda nos aventuramos pelo sósia do Central Park mas rapidamente fugimos rumo a Manhattan. De metro, por favor.

Chegados a Manhattan com o sentimento bem infiltrado de que não há necessidade de sair dali, fomos fazer pirraça aos diabéticos e enfardar-nos em bolos da Magnolia Bakery. 

Satisfeitos os nossos níveis de glicemia e após a Desocupada ter mijado pela 15ª vez, fomos à Marc Jacobs ver as modas e comprar Christmas recuerdos para dar alegria às alminhas que nos aturam todo o ano.

Regressamos à Broadway para garantir o excesso de bagagem que é já um must have para quem vai a NYC. Entrei na Hollister para lavar a vista com corpos de gente trabalhada a PhotoShop in utero mas rapidamente senti a crise do sector. Nem um homem nu para fazer suar do bigode, nem uma carinha laroca à porta para dizer "Hi guys". Também só levei uma camisa para aprenderem a não desapontar os clientes.

Quando por fim os cartões multibanco já evidenciavam sinais de banda magnética esfolada, decidimos jantar que nem porcos. Desta vez, fomos revisitar a casa de pizzas do costume: Lombardi's.
Duas pizzas familiares para os 3 porquinhos. Findada a refeição, nova fila para cagar.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

New York - day 2

É Domingo. A cidade que nunca dorme aparentemente dorme ao domingo de manhã. Ou isso ou estávamos com os pitos aos saltos por ser oficialmente o primeiro dia.

Começamos 6ª avenida acima mas as lojas ainda estavam todas fechadas pelo que fomos à procura de um local para pequeno-almoço para porcos.

Enfiamo-nos por Chelsea adentro e descobrimos um local com breakfast à grande. Claro que depois não fomos muito felizes porque quando pedi eggs with bacon, tomato, mushrooms and cheese vem-me tudo embrulhado estilo cagalhão sob o nome de fritatta. Ora eu não pedi fritatta caralho. E estava a modos que em pânico a olhar para aquela bodega. Mas como bom menino súbdito que aprendi a ser desde que li as 50 sombras de Grey, mamei e calei. E pedi um sumo de laranja para ajudar a empurrar aquela bodega garganta abaixo. 

Não me apetecia nada deixar gorjeta mas antes que levássemos com o resto da fritatta na cabeça, deixamos a suggested tip. O que me deixa de certa forma contrariado porque eu deveria dar gorjeta quando fosse bem atendido e não quando me trazem uma coisa que não estava explícito na ementa.

Saímos e choveu. Nós com o intuito de sermos meninos bem comportados e ver as vistas, lá tivemos que nos render às evidências: Compras!

Fomos pela Broadway acima entrando em tudo o que havia para entrar e posteriormente no Macy's. (esta humilde frase acabou de resumir 6 horas do nosso dia). 

No Macy's, a Desocupada lá teve de ir à casa de banho pela 15ª vez porque está sempre cheia de sede e enfia litradas de água pela boca abaixo por minuto, à laia de diabética incontinente. Aproveitando a descarga de mijo da amiga, comemos McDonald's que estava ali tão bem situado ao pé da Ralph Lauren para fazer uma pausa entre compras. Consegui aqui despachar compras de Natal e iniciar o meu processo de renovação de guarda fato.

Compras e mais compras por entre lojas da especialidade (roupa) e finalmente tocaram as 20 badaladas na minha barriga e começamos a descer Broadway abaixo não fosse ficar com tonturas devida à ingestão de poucas calorias ao longo do dia. Eu mencionei que passei também o dia a comer cachorros de rua e a beber café de balde? Não? Pois.

Claro que, como referi ontem, a Desocupada tinha que arranjar uma desculpa para fazer a visitar diária ao Duane Reade's. Ontem foi revistas. Desta vez ao que parece, ela enganou-se a comprar pensos em Portugal e comprou tamanho fralda e estava-lhe a fazer confusão sentir o penso no rego. Eu não sou gaja mas ter o rego almofadado não deve ser assim tão mau. Mas pronto, se não fosse isso ela ia inventar que tinha de comprar pílulas apesar de não correr risco connosco. 
Lá dentro, lá fiz a minha visita aos vários produtos que andam a fazer furor nas prateleiras dos nova-iorquinos e encontrei esta delicacy:

                                

Tentei persuadi-la por várias vezes, que deve ser fantástico passear pelas ruas de Nova Iorque a pé o dia todo com a sensação de pérolas a roçar na sirene da franga. Claro que estava mais a tentar proporcionar-me momentos YouTube com ela toda ruborizada e suada e a contorcer-se toda avenida acima. O que dava um novo sentido ao diálogo - Hurry up! - I'm cumming!. Mas ela não caiu nessa. Frígida.
Tomara eu que a Tampax fabricasse umas cuecas que batessem punhetas o dia todo.

Já aconchegada das partes, fomos jantar a um italiano e comemos massa. E pagamos 60 dólares por pessoa. Para comer esparguete. Porque aquela massa deve ter saído do cu de alguém muito importante. Fomos para casa com azia.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

New York - Day 1

Se há dia em que não me custa nada acordar, é no dia que antecede uma viagem a Nova Iorque. Qual mola no cu, estávamos no aeroporto sem atrasos prestes a renovar os nossos closets a ver as vistas.
Valeu-nos a viagem de avião com os vários filmes para escolher e por assim a sétima arte em dia. O critério de selecção das hospedeiras da TAP é que já não é o que era porque desfilava cada camafeu mal encarada por entre os corredores servindo as refeições com um enfado tal como se aquilo fosse um extra às suas funções. Claro que quando perguntei o que era a carne, a senhora decidiu mostrar a carne na oblíqua derramando todo o seu requintado molho sobre as pernas do meu marido. Obviamente que não houve um pedido de desculpas porque, quer-se dizer, eu é que perguntei pela carne não é verdade? Também não insisti porque pelo ar da moçoila provavelmente come a sopa na oblíqua enchendo as suas escassas mamas de couves.

Chegados a Nova Iorque já tarde, fomos fumar porque a minha amiga Desocupada já estava com os tremeliques da absitinência.

O apartamento escolhido para esta vez situava-se novamente no SoHo porque a zona tem um encanto especial e já não abdicamos do nosso neighbourhood. Primeira paragem consistiu obviamente na ida ao Times Squares passando pela Avenida das Américas a absorver tudo na nossa lista mental de compras. Aquelas luzes enchem-me as veias. 
Como no primeiro dia optamos sempre por comer numa cadeia de fast food gigante para turistas, escolhi desta vez o Bubba Gump para começar a habituar o organismo ao óleo que tão bem nos sabe. Como também somos umas bestas com a mania que temos fome, pedimos camarão suficiente para alimentar uma equipa de futebol.

Fomos desmoer aquela quantidade absurda de comida pela 6ª Avenida abaixo rumo a nossa casa, não antes sem passar pela Duane Reade's porque a Desocupada tem sempre de lá ir comprar qualquer coisa. Desta vez, foi-se rechear de literatura da boa: InStyle, Elle e todas essas revistas da cueca. A capa do New York Post era uma ode a Portugal:


Claro que depois de chegarmos a casa, fizemos fila para cagar.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de Outubro, ou 4 ou 3...

Hoje foi a última vez que Portugal parou para celebrar a Implantação da República... na praia, na esplanada ou a foder - entre si e para todos. Viva a República e seja o que isso for.
Cavaco Silva também não sabe muito bem o que isso significa porque decidiu por a bandeira de cu para o ar em homenagem ao estado do país e, vá, em homenagem a nós homossexuais.

Para o ano extingue-se este feriado juntamente com o da Imaculada Conceição porque acabar com um regime monárquico num país está ali lado a lado com a celebração da virgindade de uma senhora que pariu por parto normal ao pé de uma vaca.

Não creio que a ausência deste e de outros feriados vá fazer grande mossa a muita gente em 2013, uma vez que provavelmente grande parte de nós estará desempregada a gozar esses feriados e os restantes dias do ano. Ou isso, ou também de cu para o ar na vã esperança de sobreviver.

Mas isto agora é apenas um dia como os outros. Esperem até extinguirem o Natal e montarem o pinheiro de cu para o ar... aí sim, teremos país.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Eu e os cabeleireiros

Na minha cabeça eu tenho meia dúzia de pintelhos. O suficiente para tapar o coiro e o insuficiente para participar nos anúncios da Panténe. Ultimamente tenho mais porque estou sob hormônios.

Os meus cortes de cabelo têm a grande vantagem de não necessitarem de mais de 15 minutos da atenção das pessoas. Hoje não foi o caso...

Cheguei ao cabeleireiro e lá chamaram a "não identificada" que Rima com Mute. A Mute é uma miúda jovem e alegre e provavelmente recém menstruada. Só não é virgem porque isso agora perde-se aos treze se não estou em erro. Ora, eu não tenho boas experiências com meninas como a Mute a cortarem-me o cabelo. Mas dou sempre a oportunidade já que os meus míseros pintelhos não requerem a mestria da Lúcia Piloto.

Mute rapou atrás e aos lados, e atrás e aos lados, e atrás e aos lados e nisto vai quarto de hora. Ainda atrás e aos lados, Mute começa a acertar com a tesoura. Mute vai às suiças e estrategicamente coloca um dedo em cada suiça para garantir o paralelismo. Eu não tenho nada contra esse instrumento de medida tão fiável, não fosse ela seguidamente retirar e começar a rapar a seu bel-prazer. Se estiverem desiguais, que se foda, vai-se rapando até ao tímpano.

Já irrequieto porque Mute é lenta com'ó caralho, e só Deus sabe o quanto odeio gente lenta. Depressa e bem não ha quem é a maior treta inventada para defender os atrasados mentais. Ser lento não é fazer bem; é ser um valente panhonha de fazer perder a paciência a Madre Teresa (mesmo estando morta). Há velocidades certas para tudo e ser eficiente é conseguir fazer melhor no menor tempo possível.

Já íamos em 20 minutos de rapa aqui rapa acolá, já pensava que me estava a colocar extensões às escondidas tamanha a demora. Começou o corte de tesoura. Ah agora é a parte mais rápida, pensei eu. Wrong, pois Mute padece de um défice clarividente de falta de motricidade fina. O que para um cabeleireiro, é meramente um pormenor. Agarra cabelo e corta, corta e oops, cortei ar. Agarra novamente o mesmo cabelo e, oops, a tesoura simplesmente teima em não acertar no cabelo. Fui olhando para o telemóvel na esperança de Mute perceber que já mexia o cu mas Mute estava-se simplesmente a cagar, provavelmente achando que eu tinha achado que aquele era um bom momento para começar a jogar Angry Birds.

Findados os 45 minutos, levantei-me da cadeira sem permanente, sem extensões e sem nuances. Talvez esse tipo de penteados só está reservado para fins de semana, para que não se tenha de interromper as 48 horas de tempo necessário à sua execução. Dirigi-me à bacia e Mute abre a torneira. Claro que a água saiu gelada em cima do meu couro ao que Mute perguntou " está boa?". Obvio que não está boa mula do caralho mas pensando que afinal Mute além de atrasada tinha défices de sensibilidade nas mãos e prevendo o tempo de demora expectável para Mute conseguir gerir a temperatura da água, respondi simplesmente que estava razoável. Para Mute, razoável é óptimo portanto gelada será.

Secados os meus longos cabelos loiros, Mute deixa-me a franjinha toda para a frente e o cabelo todo desarranjado com os vapores. "Prontinho, já está". Mute, a pute.