quarta-feira, 17 de outubro de 2012

New York - Day 3

Decidimos dedicar o terceiro dia a Brooklyn. Só para não dizerem que somos uns consumistas do caralho e que não temos espírito cultural. 

Com o dia cinzento como se quer quando se pretende fazer uma travessia sobre um rio, decidimos atravessar a ponte de Brooklyn a pé. Uma travessia que se faz muito rapidamente, especialmente para quem está em pulgas para ver Brooklyn.


Sweet não é bem o termo que usaria mas, ok. Aparentemente tudo indicava que poderia haver algo de giro neste magnífico "subúrbio-cidade". Optamos por traçar o nosso destino escolhendo a rua principal das lojas, porque já estávamos a ressacar compras com aquela travessia longa de 20 minutos. Chegamos à dita Avenida da Moda e encontramos Harlem a roçar Bronx. Antes de bater com o mapa na cabeça dos outros dois na certeza de que me tinham levado para a Avenida Martin Luther King, certifiquei-me de que era mesmo Brooklyn. Mas não havia dúvidas. Lá entramos nas lojas em modo gangsta e conseguimos identificar dezenas de Precious a passear os seus característicos 10 kgs de cu pelas ruas de Bronx Brooklyn.

Certos de que deveria haver algo mais para justificar o encanto de Brooklyn, fomos a Park Slope e Brooklyn Heights que é como quem diz, zonas fantáaasticas para morar em Brooklyn. Not. Para morar em casas tipo Carrie Broadshaw prefiro Manhattan thank you very much em vez de estar ali rés vés Black Bitch Gangsta Avenue.

Ainda nos aventuramos pelo sósia do Central Park mas rapidamente fugimos rumo a Manhattan. De metro, por favor.

Chegados a Manhattan com o sentimento bem infiltrado de que não há necessidade de sair dali, fomos fazer pirraça aos diabéticos e enfardar-nos em bolos da Magnolia Bakery. 

Satisfeitos os nossos níveis de glicemia e após a Desocupada ter mijado pela 15ª vez, fomos à Marc Jacobs ver as modas e comprar Christmas recuerdos para dar alegria às alminhas que nos aturam todo o ano.

Regressamos à Broadway para garantir o excesso de bagagem que é já um must have para quem vai a NYC. Entrei na Hollister para lavar a vista com corpos de gente trabalhada a PhotoShop in utero mas rapidamente senti a crise do sector. Nem um homem nu para fazer suar do bigode, nem uma carinha laroca à porta para dizer "Hi guys". Também só levei uma camisa para aprenderem a não desapontar os clientes.

Quando por fim os cartões multibanco já evidenciavam sinais de banda magnética esfolada, decidimos jantar que nem porcos. Desta vez, fomos revisitar a casa de pizzas do costume: Lombardi's.
Duas pizzas familiares para os 3 porquinhos. Findada a refeição, nova fila para cagar.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

New York - day 2

É Domingo. A cidade que nunca dorme aparentemente dorme ao domingo de manhã. Ou isso ou estávamos com os pitos aos saltos por ser oficialmente o primeiro dia.

Começamos 6ª avenida acima mas as lojas ainda estavam todas fechadas pelo que fomos à procura de um local para pequeno-almoço para porcos.

Enfiamo-nos por Chelsea adentro e descobrimos um local com breakfast à grande. Claro que depois não fomos muito felizes porque quando pedi eggs with bacon, tomato, mushrooms and cheese vem-me tudo embrulhado estilo cagalhão sob o nome de fritatta. Ora eu não pedi fritatta caralho. E estava a modos que em pânico a olhar para aquela bodega. Mas como bom menino súbdito que aprendi a ser desde que li as 50 sombras de Grey, mamei e calei. E pedi um sumo de laranja para ajudar a empurrar aquela bodega garganta abaixo. 

Não me apetecia nada deixar gorjeta mas antes que levássemos com o resto da fritatta na cabeça, deixamos a suggested tip. O que me deixa de certa forma contrariado porque eu deveria dar gorjeta quando fosse bem atendido e não quando me trazem uma coisa que não estava explícito na ementa.

Saímos e choveu. Nós com o intuito de sermos meninos bem comportados e ver as vistas, lá tivemos que nos render às evidências: Compras!

Fomos pela Broadway acima entrando em tudo o que havia para entrar e posteriormente no Macy's. (esta humilde frase acabou de resumir 6 horas do nosso dia). 

No Macy's, a Desocupada lá teve de ir à casa de banho pela 15ª vez porque está sempre cheia de sede e enfia litradas de água pela boca abaixo por minuto, à laia de diabética incontinente. Aproveitando a descarga de mijo da amiga, comemos McDonald's que estava ali tão bem situado ao pé da Ralph Lauren para fazer uma pausa entre compras. Consegui aqui despachar compras de Natal e iniciar o meu processo de renovação de guarda fato.

Compras e mais compras por entre lojas da especialidade (roupa) e finalmente tocaram as 20 badaladas na minha barriga e começamos a descer Broadway abaixo não fosse ficar com tonturas devida à ingestão de poucas calorias ao longo do dia. Eu mencionei que passei também o dia a comer cachorros de rua e a beber café de balde? Não? Pois.

Claro que, como referi ontem, a Desocupada tinha que arranjar uma desculpa para fazer a visitar diária ao Duane Reade's. Ontem foi revistas. Desta vez ao que parece, ela enganou-se a comprar pensos em Portugal e comprou tamanho fralda e estava-lhe a fazer confusão sentir o penso no rego. Eu não sou gaja mas ter o rego almofadado não deve ser assim tão mau. Mas pronto, se não fosse isso ela ia inventar que tinha de comprar pílulas apesar de não correr risco connosco. 
Lá dentro, lá fiz a minha visita aos vários produtos que andam a fazer furor nas prateleiras dos nova-iorquinos e encontrei esta delicacy:

                                

Tentei persuadi-la por várias vezes, que deve ser fantástico passear pelas ruas de Nova Iorque a pé o dia todo com a sensação de pérolas a roçar na sirene da franga. Claro que estava mais a tentar proporcionar-me momentos YouTube com ela toda ruborizada e suada e a contorcer-se toda avenida acima. O que dava um novo sentido ao diálogo - Hurry up! - I'm cumming!. Mas ela não caiu nessa. Frígida.
Tomara eu que a Tampax fabricasse umas cuecas que batessem punhetas o dia todo.

Já aconchegada das partes, fomos jantar a um italiano e comemos massa. E pagamos 60 dólares por pessoa. Para comer esparguete. Porque aquela massa deve ter saído do cu de alguém muito importante. Fomos para casa com azia.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

New York - Day 1

Se há dia em que não me custa nada acordar, é no dia que antecede uma viagem a Nova Iorque. Qual mola no cu, estávamos no aeroporto sem atrasos prestes a renovar os nossos closets a ver as vistas.
Valeu-nos a viagem de avião com os vários filmes para escolher e por assim a sétima arte em dia. O critério de selecção das hospedeiras da TAP é que já não é o que era porque desfilava cada camafeu mal encarada por entre os corredores servindo as refeições com um enfado tal como se aquilo fosse um extra às suas funções. Claro que quando perguntei o que era a carne, a senhora decidiu mostrar a carne na oblíqua derramando todo o seu requintado molho sobre as pernas do meu marido. Obviamente que não houve um pedido de desculpas porque, quer-se dizer, eu é que perguntei pela carne não é verdade? Também não insisti porque pelo ar da moçoila provavelmente come a sopa na oblíqua enchendo as suas escassas mamas de couves.

Chegados a Nova Iorque já tarde, fomos fumar porque a minha amiga Desocupada já estava com os tremeliques da absitinência.

O apartamento escolhido para esta vez situava-se novamente no SoHo porque a zona tem um encanto especial e já não abdicamos do nosso neighbourhood. Primeira paragem consistiu obviamente na ida ao Times Squares passando pela Avenida das Américas a absorver tudo na nossa lista mental de compras. Aquelas luzes enchem-me as veias. 
Como no primeiro dia optamos sempre por comer numa cadeia de fast food gigante para turistas, escolhi desta vez o Bubba Gump para começar a habituar o organismo ao óleo que tão bem nos sabe. Como também somos umas bestas com a mania que temos fome, pedimos camarão suficiente para alimentar uma equipa de futebol.

Fomos desmoer aquela quantidade absurda de comida pela 6ª Avenida abaixo rumo a nossa casa, não antes sem passar pela Duane Reade's porque a Desocupada tem sempre de lá ir comprar qualquer coisa. Desta vez, foi-se rechear de literatura da boa: InStyle, Elle e todas essas revistas da cueca. A capa do New York Post era uma ode a Portugal:


Claro que depois de chegarmos a casa, fizemos fila para cagar.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de Outubro, ou 4 ou 3...

Hoje foi a última vez que Portugal parou para celebrar a Implantação da República... na praia, na esplanada ou a foder - entre si e para todos. Viva a República e seja o que isso for.
Cavaco Silva também não sabe muito bem o que isso significa porque decidiu por a bandeira de cu para o ar em homenagem ao estado do país e, vá, em homenagem a nós homossexuais.

Para o ano extingue-se este feriado juntamente com o da Imaculada Conceição porque acabar com um regime monárquico num país está ali lado a lado com a celebração da virgindade de uma senhora que pariu por parto normal ao pé de uma vaca.

Não creio que a ausência deste e de outros feriados vá fazer grande mossa a muita gente em 2013, uma vez que provavelmente grande parte de nós estará desempregada a gozar esses feriados e os restantes dias do ano. Ou isso, ou também de cu para o ar na vã esperança de sobreviver.

Mas isto agora é apenas um dia como os outros. Esperem até extinguirem o Natal e montarem o pinheiro de cu para o ar... aí sim, teremos país.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Eu e os cabeleireiros

Na minha cabeça eu tenho meia dúzia de pintelhos. O suficiente para tapar o coiro e o insuficiente para participar nos anúncios da Panténe. Ultimamente tenho mais porque estou sob hormônios.

Os meus cortes de cabelo têm a grande vantagem de não necessitarem de mais de 15 minutos da atenção das pessoas. Hoje não foi o caso...

Cheguei ao cabeleireiro e lá chamaram a "não identificada" que Rima com Mute. A Mute é uma miúda jovem e alegre e provavelmente recém menstruada. Só não é virgem porque isso agora perde-se aos treze se não estou em erro. Ora, eu não tenho boas experiências com meninas como a Mute a cortarem-me o cabelo. Mas dou sempre a oportunidade já que os meus míseros pintelhos não requerem a mestria da Lúcia Piloto.

Mute rapou atrás e aos lados, e atrás e aos lados, e atrás e aos lados e nisto vai quarto de hora. Ainda atrás e aos lados, Mute começa a acertar com a tesoura. Mute vai às suiças e estrategicamente coloca um dedo em cada suiça para garantir o paralelismo. Eu não tenho nada contra esse instrumento de medida tão fiável, não fosse ela seguidamente retirar e começar a rapar a seu bel-prazer. Se estiverem desiguais, que se foda, vai-se rapando até ao tímpano.

Já irrequieto porque Mute é lenta com'ó caralho, e só Deus sabe o quanto odeio gente lenta. Depressa e bem não ha quem é a maior treta inventada para defender os atrasados mentais. Ser lento não é fazer bem; é ser um valente panhonha de fazer perder a paciência a Madre Teresa (mesmo estando morta). Há velocidades certas para tudo e ser eficiente é conseguir fazer melhor no menor tempo possível.

Já íamos em 20 minutos de rapa aqui rapa acolá, já pensava que me estava a colocar extensões às escondidas tamanha a demora. Começou o corte de tesoura. Ah agora é a parte mais rápida, pensei eu. Wrong, pois Mute padece de um défice clarividente de falta de motricidade fina. O que para um cabeleireiro, é meramente um pormenor. Agarra cabelo e corta, corta e oops, cortei ar. Agarra novamente o mesmo cabelo e, oops, a tesoura simplesmente teima em não acertar no cabelo. Fui olhando para o telemóvel na esperança de Mute perceber que já mexia o cu mas Mute estava-se simplesmente a cagar, provavelmente achando que eu tinha achado que aquele era um bom momento para começar a jogar Angry Birds.

Findados os 45 minutos, levantei-me da cadeira sem permanente, sem extensões e sem nuances. Talvez esse tipo de penteados só está reservado para fins de semana, para que não se tenha de interromper as 48 horas de tempo necessário à sua execução. Dirigi-me à bacia e Mute abre a torneira. Claro que a água saiu gelada em cima do meu couro ao que Mute perguntou " está boa?". Obvio que não está boa mula do caralho mas pensando que afinal Mute além de atrasada tinha défices de sensibilidade nas mãos e prevendo o tempo de demora expectável para Mute conseguir gerir a temperatura da água, respondi simplesmente que estava razoável. Para Mute, razoável é óptimo portanto gelada será.

Secados os meus longos cabelos loiros, Mute deixa-me a franjinha toda para a frente e o cabelo todo desarranjado com os vapores. "Prontinho, já está". Mute, a pute.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

8 Days to New York

Hoje tinha prometido a mim mesmo que assim que chegasse ao trabalho ia escrever qualquer coisa antes que isto morra. Mas desde que cheguei ao trabalho ainda não consegui fazer mais nada a não ser, imagine-se, trabalhar... Ainda nem tive tempo de ver o vídeo porno da Miley Cyrus, coisa que me está a deixar deveras transtornado.

No meio de tanto trabalho, resta-me o consolo que daqui a 6 dias estou de partida para Nova Iorque outra vez. E desta vez quero ir a Brooklyn, quero ir ver musicais, quero ir a uma discoteca que não cheire a mofo e que não tenha homens de tanga em cima do balcão a roçar o seu material condilomatoso na cara de quem só quer uma cerveja.

Quero comprar roupa de Inverno ao desbarato, quero despachar lá as compras de Natal, quero ir ao Museu de História Natural ver animais estofados, quero ir comer pizzas ao Lombardi's que da outra vez estava mal disposto e não consegui saborear nada, quero ir comer camarão de cativeiro panado ao Bubba Gump...

Faltam 8 dias... Até lá tenho que sossegar o pito e esperar que a Terra gire oito vezes à volta de si própria.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

From Rome, With Love

O meu namorado quando vai em viagem tem a consideração de conseguir passar dias a fio sem telefonar uma única vez ou enviar uma única mensagem. Não que eu necessite de lembranças constantes da sua existência mas por algum motivo de desordem genética que eu desconheço o meu amor não vive unicamente do ar que respiro. Essa era a Florbela Espanca. E já todos sabemos como é que isso acabou.
E até porque tenho asma. 

Hoje o meu namorado partiu rumo a uma cidade europeia onde já estive e qual o meu espanto quando tenho a caixa inundada de mensagens (2) e fotos (1), qual frenesim. Rapidamente entrei em pânico porque pensei que lhe tivessem assaltado o telemóvel, daí a enxurrada inesperada de notícias além fronteiras.

Podia pensar tratar-se de um disfarce para encobrir as coisas marotas que talvez andasse a fazer e sentir-se assim menos culpado, empregando a máxima de uma dona de casa louca de que se não diz nada é porque está a fornicar e se diz demais é porque está a fornicar. Mas eu não sou uma "louca". Claro que, reza a história, nem todas estavam loucas...

Amanhã vou enviar-lhe dez mensagens porque eu não posso perder neste jogo de chantagem emocional. E até porque ele não vai aguentar até segunda-feira para saber se quem saiu da Casa de Putas foi a Cátia Márisa.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O meu segredo.

Nos meus sonhos candidatei-me à Casa dos Segredos. Ia para lá com um segredo bombástico e não com essas parvoíces de sou bissexual (que é mais como quem diz sou panisgas mas não quero contar isso ao mundo), ou fui mãe aos 15 anos que isso qualquer uma consegue fazer desde que seja menstruada. O meu segredo poria em causa uma figura pública: fui enrabado por Pedro Passos Coelho.

Fui sim senhora e ainda hoje me dói passados largos meses. Claro que aquilo nunca iria dar em nada sério porque o senhor tinha o fetiche de rodar o cu do país inteiro e eu cá gosto muito pouco dessas chafurdagens.

Ninguem iria suspeitar porque jamais iria revelar que sou funcionário público. Só no meu vídeo badalhoco de apresentação. E porque sou semi funcionário público que só tive direito aos deveres, os direitos já tinham acabado todos quando me candidatei a tão prestigiada posição social.

Se a Teresa Guilherme me perguntasse como é que teria sido, diria que estava a trabalhar como faço todos os dias, e já praticamente nu com as calças pelo tornozelo, o Pedrinho baixou as calças mais 7 cm que era para poder abrir ainda mais as pernas e trufas: enrabou-me a seco.

Se gostei? Epa não que ele não faz muito o meu género mas precisava de um segredo que não fosse "tenho duas mãos" e a verdade é que ele já me fodeu. José Sócrates também já me tinha fodido mas não podia deitar logo as cartas todas senão ficaria sem segredos para recandidatar-me à Casa dos Segredos 4. E porque iam começar a pensar que o meu segredo era "sou a puta da Assembleia". Sinto-me confesso, mas não sou.
 
Talvez ganhasse o prémio final e nessa altura daria metade do dinheiro a Passos Coelho. Não por ter trazido à praça pública o nosso tórrido caso, mas porque uma vez cá fora, cheira-me que as nossas noites loucas iriam continuar.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Estado da Naçõe.

Numa altura em que o país está como está, com a estreia do remake da Gabriela na SIC, a inauguração da segunda edição da Casa de Putas e com a estreia aproximada de Gordos a dançar pela nossa saúde, não tenho tempo para estar atento a coisas fúteis como a subida da TSU. 

Estive ontem a ouvir Marcelo Rebelo de Sousa e desejei ansiosamente que se engasgasse porque se alguém sabe do estado deste País é a Teresa Guilherme e porque ouvir Marcelo a dizer que Passos e Portas têm que dar as mãos é simplesmente degradante. Ninguém merece comer o Portas. Mais depressa comia o Marcelo. Ou a Teresa.

Não pude ir à manifestação mas acho que não é preciso levantar o cu da cadeira, nem os olhos da TVI para ver o quanto a crise está a afectar a educação dos mais jovens e a empregabilidade dos recém-"formados". Vi desfilar putas orgulhosas das mais diversas esquinas, com os mais diversos tamanhos de mamas e com as mais distintas velocidades de vento a passar de um ouvido ao outro; vi desfilar armários que assim a 50 kms de distância até pareciam engraçados, mas cujo único músculo dentro da cabeça era um valente glúteo... que por sinal também se peida quando a boca se abre.
Nada disto é novo claro, porque a culpa disto tudo é do Nuno Crato.

A novidade é que este ano há panisgas. Não que me identifique com quem quer que seja daquele pequeno écran, mas estou em solidariedade sempre que alguém confessa que tem de escancarar as portas do ilhó para ter os seus cinco minutos de prazer. 

Ninguém ganha a porca da Fanny mas acho que este ano temos curral. Até já.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Na iminência de um bom momento televisivo

Acabei de saber que dentro de uma hora, Vitor Gaspar vai anunciar aos portugueses novas medidas de austeridade. Algo que me deixa em pulgas porque estou a um clique de começar a promover os meus serviços sexuais na Groupon. E porque dada a enorme criatividade que o senhor tem tido na resolução do nosso fosso económico, estou pronto para trabalhar a troco de senhas de pão e leite. Pela nação. E pela cena vintage da coisa.

Não me parece no entanto prudente ele andar por aí a espalhar o local e a hora onde vai estar a fazer declarações ao povo português. O povo português é passivo até lhes começarem a roubar as couves do quintal. Aí do "fodo-te a cara toda cabrão" até rebentarem com as fussas a uma pessoa, vai 1 ml de sangue lusitano com bagaço.

Ainda para mais numa era em que aprender a fazer uma bomba é tão fácil como escrever "y-o-u-t-u-b-e.c-o-m", e em pleno dia 11 de Setembro, o senhor tem um tomatal do tamanho de um camião TIR é de uma bravura invejável. Ou então ele não sabe o que aconteceu no dia 11 de Setembro porque ele é do Canadá e aquilo foi na América.

Ou então ele é simplesmente pela nação e o amor à vida foi renegado para segundo plano.

Ficarei na expectativa. Nao para as medidas claro, mas sempre quis assistir a um assassinato televisivo estilo Kennedy porque a minha vida é muito pobre em acontecimentos históricos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Time Out

Não tenho estado cá nestas paragens por bons motivos. Passei o fim de semana a beber álcool. Porque eu mereço.
Nem tive tempo de comentar as novas medidas de austeridade anunciadas e provavelmente nunca o farei que cheira-me que morro à fome antes de Janeiro de 2013, portanto deixo as tristezas para quem cá fica.

Mas nesta crise o melhor é fazer um casting e fazer amizades com pessoas ricas. Nesse seguimento, passei o fim de semana em casa de gentes com piscina, nascidas em berços de ouro. Ora eu que nasci em berço de madeira, fiz jus às minhas origens e fartei-me de mijar na piscina dela. Ela acha que eu estava a brincar mas eu não brinco quando estou aflito para mijar.

Houve muita música e muito álcool... não houve muito sexo porque a minha pilona não trabalha a etanol. Houve comida e houve muita discussão porque a vantagem de fazer amizades com gente fina é que estala-lhes o verniz em poucos minutos e depois é vê-las a pregar a sardinha de salto alto.

Agora voltarei à carga, prometo. Mas as minhas promessas valem o que valem...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O trabalho nunca fez bem a ninguém...

Sinais de Cansaço: Deixei uma pizza no forno há uma hora e vou a correr para ver se ainda consigo salvar algum coisa debaixo das cinzas...

Sinais de Cabeça já toda frita de cansaço: Pus a pizza e esqueci-me de ligar o forno...

Sinais de que há ET's a entrar em minha casa: A minha peixa está viva. Ou isso ou então anda a comer cocó...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Reflexões da Treta

Sou eu que sou deficiente ou terei um karma de merda que coloco-me sempre na fila mais lenta porque apanho sempre a "atendedora" mais lerda e vou vendo toda a gente passar à minha frente?

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Enrabadelas

Estávamos a organizar um evento inesquecível - uma despedida de solteira bem badalhoca. Estava tudo a correr bem até que certa pessoa cá em casa lembrou-se de sugerir a parte do jantar cá em casa. Ora eu sempre que ouço estas sugestões a sairem da sua querida boca de ânimo leve, dá-se-me os gases pela tripa acima. 

A última vez que decidimos organizar um evento destes para uma multidão, acordei às 8 da manhã para me enfiar na cozinha e certa pessoa disse que ia só comprar gelo e já voltaria, tendo regressado às 6 da tarde porque "teve que ir ao sótão da mãe buscar travessas". 
Eu saí da cozinha para ir tomar banho às 20h. 

Como a memória aos 30 é uma coisa muito volátil, lá me enfiei novamente nesse putedo. E aposto que vou ser novamente o preto cá da casa só porque tenho a pila gigante. Só que desta vez há uma nuance: sem que tivéssemos combinado quem ia fazer o quê porque eu estava numa de dividir tarefas (delírio meu), eis que ainda recebo ordens para a cozinha estar limpa antes das 18h porque irá haver outra actividade. 

Não é que eu não soubesse que iria ser escravizado mas não gosto que partem desse pressuposto sem o meu consentimento prévio. E porque ter tudo pronto antes das 18h, só se mamarem todos com baldes de salada russa que por acaso até faz pandam com o chapéu da noiva cheio de caralhinhos a jorrarem meita pela cabeça abaixo tipo Medusa porcalhona.



domingo, 26 de agosto de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

Conas - eu, não elas.

Na minha cabeça foi assim:

Senhora - Vai querer uma canjinha?
Eu- Não obrigado.

S - Mas olhe que está boa...
Eu - Acredito, mas eu não gosto de canja.

S - Isso é porque nunca provou a minha...
Eu - Isso é o que todas dizem mas depois é sempre uma merda.

S - Mas olhe que esta leva moelinhas...
Eu - Moelas fazem-me lembrar colhões mal cozidos...

S - E tem limão...
Eu - Largue-me lá com a sopa velha chata.

S - Vá, só uma colherzinha...
Eu - Mete-a no cu.
S - Mas só depois de você provar...

Na realidade, passou-se assim:

S - Vai querer uma canjinha?
Eu - Não obrigado.

S - Mas olhe que está boa...
Eu - *suspiro* pronto tá bem...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Obras em casa

Hoje estou finalmente de folga depois de dias a fio a dar o litro (não litros, que os colhões esses lá vão pesando). E o que é que me reserva este magnífico dia de folga? Estar em casa para receber os homens das obras...

Isto poderia soar a filme pornográfico mas infelizmente o processo de casting das construtoras portuguesas deixa um bocadinho a desejar. Assim, na impossibilidade de dar asas às minhas fantasias, limitei-me a deixá-los a tratar da casa de banho.

E o que é que me apetece tanto fazer logo hoje que estão ali às voltas com o tecto da casa de banho? Cagar. Baldes de merda. Logo hoje, claro.

Enfiei-me portanto no quarto a soltar gases pelos ares ao ponto de obrigar o cão a enfiar o focinho debaixo da porta a lutar pela vida. 

É este o meu desabafo de hoje, visto que ainda não parei de desabafar pela tripa e não tenho como obrar porque o wc está em obras. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O que é que me sabem dizer do Continente ou do Jumbo?

Ainda sou da altura em que o Pingo Doce não valia um peidinho. Não havia nada que o diferenciasse do supermercado da Tia Chica da esquina a não ser o preço exorbitante por produtos que havia em todo o lado. Mas também, quanto a isso, só me meteram o dedo no cu uma vez. Risquei o Pingo Doce da minha lista.

Passados alguns anos regressaram com nova imagem, novos supermercados, novos produtos e uma nova música que dava cefaleias de Janeiro a Janeiro. Já todos iam ao Pingo Doce e eu ainda estava de nariz torcido até que cedi, que eu sou puta fácil, e não me arrependi até hoje.

Agora, após terem levado uma multa de 30 mil euros por terem transformado os seus supermercados em campos de guerra, resolveram adoptar medidas de poupança na ordem dos 5 milhões de euros anuais, isto é, proibir a utilização do multibanco para compras inferiores a 20 euros.

Ora, eu sei que o Estado Português passa a vida a ir-nos ao cu, mas não é por isso que me podem confundir com uma puta que anda sempre com notas amachucadas entre as tetas. E também não pensem que se precisar de comprar uma coisa qualquer a correr, que vou desmarcar a minha agenda toda e, ´"ah, já que cá estou, vou fazer as compras do mês".
Foi bom enquanto durou mas tal como nas fodas mal dadas, tudo acaba felizmente.

Muita saudinha.

P.S. Se forem abaixo entretanto não se esqueçam de ressuscitar com um jingle tão bom como o anterior. Pode ser: Venha ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro, vamos ao cu a todos mesmo quem não é paneleiro...

domingo, 19 de agosto de 2012

Os outros é que são estranhos...

Adoro ouvir velhas a comentar a "juventude" e o seu aspecto: ora são os cortes de cabelo, ora são as tatuagens, ora são as roupas...

A mim também me choca ver velhas com bigode, coletes aramados para espetar os mamões até à lua e cabelos pintados de roxo e não me vêem por aí a apontar o dedo.

E nem vou falar nos peidos involuntários.


sábado, 18 de agosto de 2012

Cursos de Inglês

Ninguém é actualmente obrigado a saber mais do que a sua língua do quotidiano. Até porque muitas vezes nem essa dominam correctamente portanto para quê insistir em mais uma para confundir tantas cabecinhas por este país fora.

A língua inglesa está constantemente a entrar-nos pelas casas adentro como pirocas à procura de um esconderijo. Conhecê-la não é obrigatório e a muita gente nem faz grande falta. Seria útil dadas as importações linguísticas que fazemos diariamente; se até a Fanny fala fluentemente espanhol guinchando que tem "una vida loca" durante três minutos de suplício... todavia, não é obrigatório. Mas para quem não sabe o que significa "like", faça favor de mudar a língua do seu facebook... porque é possível. E para evitar constrangimentos.

Like: Gostar; sentir alegria para com ser e/ou objecto.

Deste modo, não se aplica:

"A minha avó partiu hoje com 80 anos de idade" - Like. Eu compreendo que há pessoas que mereçam desaparecer das nossas vidas, mas assumi-lo à família é corajoso.

"Estou triste", "Estou com a depressão" e todas aquelas expressões fatelas a guinchar tristeza ao mundo à espera de atenção - Like. Não é like estar com a neura apesar de reconhecer que tem a sua piada mas não é sincero. Ninguem gosta de ter o facebook bombardeado de gente a gritar a sua depressão aos quatro ventos. Muitas vezes acabamos até por banir as pessoas do nosso campo de visão virtual.

"Furacão aproxima-se dos Açores" - Like. Eu percebo que há muita gente anormal que confunda furacão com uma leve aragem pela regueifa acima mas essas pessoas geralmente estão ao cuidado da CERCI e têm acesso limitado ao facebook, bem como o muitos outros estímulos intelectuais. Aos outros, ainda não bani porque estou à espera de fazer like quando publicarem que têm a cona / picha a gangrenar e a deitar pus.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Fanny, tenho medo de ti.



Fanny, Graças a ti acabei de poupar rios de dinheiro em Veet porque à conta desta bela melodia acabei de arrancar todos os meus pintelhos, pêlos do cu e penugem arredores.

Fanny, Graças a ti já ninguem precisa de se preocupar em comprar os iogurtes da Júlia Pinheiro porque 1 milhão de portugueses está já a cagar de forma regularizada.

Fanny, Graças a ti, vou fazer uma participação especial À tua cara não me é estranha, mas em vez de cantar vou-me peidar sinfonicamente ao ritmo do teu hit e todos aplaudirão as estrondosas parecenças.

Fanny, chupáqui, Graças a ti, nenhuma portuguesa receará andar pela rua como uma porca badalhoca com medo de represálias porque afinal, Tu existes.

Fanny, ao pé de ti, a Celine Dion é o Zé Cabra.

Acabaste de destronar a Mamalhoa no Top Schnoof-Porcas. Obrigado. Estávamos a precisar de sangue de porco fresco.










terça-feira, 14 de agosto de 2012

Carta a afixar...

Caros condóminos;

Já é do conhecimento geral que todas as quartas feiras recebo a Time Out porque, para meu desagrado, a ranhura da minha caixa de correio não é propriamente a xoxa da Cicciolina ficando portanto 1/4 da revista de fora para que todos possam vislumbrar.

Eu compreendo que nos tempos que correm vós, putas e paneleiros, estimados vizinhos, não estais virados para gastar os vossos míseros tostões em revistas optando por isso, pelo empréstimo. Infelizmente amanhã já é novamente quarta-feira e ainda não me foi devolvida a estimada revista. Isso, meus caras de aborto mal conseguido, é roubo. E roubar é feio.

Nem compreendo como é que vocês pobres sem dois euros para comprar uma revista, pretendem usufruir das oportunidades de jantares e espectáculos que a revista oferece que ascendem os dez euros por pessoa.

Mas Deus é grande e já dizia a Bíblia "Nascerão farpas atravessadas no cu de quem rouba revistas aos vizinhos ao ponto de transformar a sensação de cagar em dor de parto sem epidural". Salmos da Lola 45:77; 34.

Atentamente, o Vizinho. (não aquele que está sempre a gritar com a namorada. Ah, também não é aquele que faz o barulho de um porco a ser degolado enquanto fornica. É o outro. Aquele que não precisa de gritar ao mundo que a sua foda está em progresso. E aquele que também não rouba).

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Post-vacatio

Após duas semanas a não fazer nenhum entre casamento, Açores e Zambujeira, regresso ao trabalho fresquinho da Silva. Melhor que regressar de férias é descobrir que a peixa ainda está viva após 5 dias de jejum. Parece que aquilo que pretendia ser um objecto de decoração veio para ficar - a mim disseram-me que morrem rapidamente... já lá vai quase um ano.
Acho que vou afogá-la.

sábado, 11 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos

É de homem abdicar da praia para ficar colado ao écran numa tarde de Verão a ver desporto.
É de homem mas não tanto ficar para ver desporto, mesmo sendo os Jogos Olímpicos.
É de macho quando se passou a tarde a ver ginástica rítmica.

E agora, estamos a contemplar os saltos na piscina... 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O cabrão do meu cão, ou como eu gostaria de chamar este post, o meu cão.

Os primeiros dois anos do meu cão foram sempre muito sociáveis. O menino não queria fazer mais nada senão saltar, brincar com os outros cães ao ponto de afugentá-los ou fornicar pernas. Era uma selecção aleatória mas pouco preocupante porque as pernas não engravidam. 

Nos últimos dias, não há cão que consiga aproximar-se do meu (mais pequeno que um poodle). Começa com um rosnar e um mostrar de dentes assustador e depois vem o barulho extraterrestre de um monstro a querer soltar o leão adivinhando-se uma guerra bastante violenta. Claro está que dado o tamanho minúsculo do meu cão inversamente proporcional ao tamanho da minha pila, há fortes probabilidades do pequeno ser transformado em tirinhas de bacon.

Já pensei levá-lo ao pedopsiquiatra, não fosse os meus três meses sem sexo terem influído no acumular de stress no bicho. Eu compreendo. Mas neste momento já estou a fornicar, pelo que não estou a conseguir passar a mensagem ao bicho. 

A modos que vou levá-lo ao abate ou então impedi-lo de socializar. Ainda estou a decidir.

Agora vou à casa de banho que estou com a leve sensação de que não limpei bem o rabo.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vacation Update

Ah e tal que isto hoje vai ser em modo resumo Destak porque já lá vão vários dias. A modos que o casamento da minha irmã já passou e correu tudo maravilhosamente bem. A minha irmã era a mulher mais linda à face da Terra mas saindo ao irmão não esperava outra coisa. O único senão foi ter que dar boleia à ex senhoria da casa que a minha irmã arrendava quando era estudante. A senhora falava pelos cotovelos, pelos joelhos e até pela pachacha e eu lá tinha que me conter para não abrir a porta do carro e deitá-lá por uma das dezenas de ravinas dos Açores abaixo. 

Um dos aspectos positivos de ser família directa da noiva é trazer toneladas de comida do casamento para casa. Um dos aspectos negativos é partir para Lisboa e não poder usufruir dos quilos de comida que lá ficaram para provável triagem para o Banco Alimentar contra a Fome. Felizmente não houve choros porque o casal vai viver a dois metros da casa dos meus pais. De tal modo que após a noite de núpcias foram lá a casa comer.

Agora estou na Zambujeira a tentar evitar que o meu cão deixe de se atirar para cima dos outros cães à semelhança dos pais. Eu já lhe tentei explicar que os homossexuais têm a vida facilitada porque há sempre gente muito disponível para um bom enrabanço. No mundo canino as coisas não funcionam assim.

Enfim, hoje há mais copos, amanhã há mais praia. E tal como no resto do ano, há-de sempre haver sexo.. Ou punhetas. Ah, vida difícil.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Roteiro Gastronómico São Miguel

Ontem foi o dia de ir comer o cozido às Furnas, como parte de um roteiro gastronómico que quiseram fazer conhecer aos futuros sogros da minha irmã. Apesar de não gostar muito de cozido (nem à portuguesa, nem à açoriana), lá fui e até comi. À excepção do inhame que para mim não é mais que uma batata mole com pintelhos.

As pessoas quando me perguntam pela gastronomia regional (São Miguel) optam sempre por arriscar a morcela com ananás acabando alguns por gostar, outros por vomitar; e o inhame com molho de pimenta em que acabam unicamente por vomitar. De forma que para todos os interessados em vir a São Miguel comer comida regional aqui vai a minha escolha. Eu, crítico gastronómico doutorado pela Lusófona, porque já comi muita merda na minha vida, aconselho:

- Bife à Regional: todos os restaurantes vão oferecer esta iguaria e vão sugeri-la com a língua a passar pelas beiças como se fosse a meita do Beckham. Vale a publicidade: trata-se de um bife alto e suculento embebido numa vinha de alhos típica que faz querer lamber o prato (como se fosse a m...). Sugiro o Alcides mas qualquer restaurante oferece isto e é difícil falhar;

- Lapas Grelhadas: nem todos os restaurantes fazem isto como devem ser e acham que pelo facto das lapas serem do mar, eu tenho que levar com o musgo na boca. Gostaria de saber se têm a mesma teoria quando lambem um cu e se tenho que levar com... Bem, estava eu a falar de lapas.
As lapas querem-se lavadas, sem areia e depois regadas com alho e um molho de manteiga em ponto de fervura. Têm a consistência do clítóris de uma velha, mas bem confeccionado é qualquer coisa de divinal.

- Pizza d'A Paparoca: não há ninguem que sabe fazer uma pizza tão boa como A Paparoca. Os italianos inventaram-na mas os açorianos aprimoraram-na. Porque aqui não é como no Algarve: as vacas daqui dão o leite, em vez de bebê-lo; leite esse que se transforma em "quêje" da ilha. Podem pedir com o que quiserem ou apenas com "quêje". Numa Paparoca perto de si, que aqui há muitas.

- Cachorros da Avenida: há muitos anos que os cachorros quentes dos Açores conseguem ser os melhores do mundo e arredores (com a promessa que vêm d'Ámérica). Actualmente não vêm da América que se há coisa que se confecciona bem aqui é salsichas. Claro que seria injusto se dissesse que eram todos bons. São na verdade todos MUITO melhores que qualquer cachorro por esse mundo fora, mas ninguem ganha os cachorros da banca do Maurício (pronuncia-se Márisse).
Localizado na Avenida, na esquina da praça das Portas da Cidade; inconfundível pelos seus óculos de elevada graduação e pela rapidez com que faz um cachorro e claro, pelas filas que lá se geram enquanto os "colegas" do lado ficam a apanhar moscas à espera que algum turista caia na tentação de um cachorro de segunda categoria em troca de atendimento imediato. Não se deixem intimidar pelo ar esquizofrénico de alguém que faz cachorros com o sorriso de quem atingiu a realização profissional e, claro, de quem ganha dez vezes mais que eu num dia. 2,5 euros, tornou-se um must have da cidade.

Amanhã não percam: os melhores locais para foder na cidade sem esparramar com as nalgas em bosta de vaca.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Açores - pré casamento

Este blog poderia estar às portas da morte, tamanha a ausência. Se estou a trabalhar muito é porque estou estoirado demais para vir cá debitar parvoíces, se estou de férias é porque estou tão ocupado a coçá-los que não tenho tempo para cá vir; se estou a foder muito é porque estou tão assado que nem sentar consigo; se estou a foder pouco é porque tenho os tomates tão cheios que nem me consigo levantar com o peso. Mas não, ainda não é desta que as portas fecham.

Vim de férias aos Açores ao dito casamento da minha irmã, e para quem não sabe da história, aconselho vivamente a leitura do post porque o sentimento mantém-se e provavelmente servirá de preâmbulo aos posts vindouros.

A modos que até lá, é vê-la em modo desenfreado a tratar dos preparativos e eu a coçar as minhas azeitonas ao sol e a banhar-me.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Quem tem cu, mete medo

No meu local de trabalho é proibido fumar. Modernices. Claro está, que recuso-me a ir lá fora que o acto de fumar é incompatível com o exercício físico. Desse modo, fumo na casa de banho.
A vantagem de ser um grande cagão com a alimentação tão má cuja digestão faz lembrar mais um processo de putrefacção, o cheiro da minha merda é sempre mais intenso que o cheiro do meu tabaco. Deste modo, ninguém se atreve a tentar perceber se por baixo daquele inferno aromático, há vestígios de tabaco. Tapam o nariz e simplesmente fogem.
E assim de repente, o meu cu tornou-se a minha arma secreta para me deixarem em paz.

Bonita esta história, não é? Podia falar sobre a inauguração dos Jogos Olímpicos, mas não. Gosto de temas interessantes.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ainda a respeito do livro bombástico.

Ainda a propósito do meu post anterior sobre aquele livro de quarentonas à procura da pornografia certa que não envolva ser enrabada por trás enquanto lava a loiça, e que eu ando a devorar...
 
Andava eu a deambular pela casa de livro na mão, absorto, sem certezas se estaria ou não a pisar o cão durante as minhas passagens quando decido se não estaria na altura de fumar um cigarrinho. Claro que, tal como 90% dos fumadores, o meu grande dilema foi "onde caralho é que deixei o isqueiro?". Não encontrando essa peça pouco importante no acto de fumar e na inexistência de dois calhaus para raspar que isto aqui não é nenhuma ribeira, dirigi-me ao fogão.

Desviei o cinzeiro de cima de um dos bicos e acendi o cigarro e voltei a colocar lá o cinzeiro. Voltei a absorver-me na minha literatura burlesca, concentradíssimo não fosse eu esquecer-me onde é que a Ana tinha deixado a perna desta vez e qual dos mamilos tinha clips, nem olhei duas vezes para o fogão. Nem me lembrei tampouco que estava a deambular pela minha cozinha, porque na minha cabeça estava de quatro em cima da bancada à espera que me fizessem travessuras. Nisto, enquanto Ana levava com mais uma berlaitada pela franga acima, eis que ouço uma explosão cheia de cristais e purpurinas esvoaçantes e pensei "pronto, a puta veio-se". E depois desci à Terra e apercebi-me que tinha explodido o cinzeiro de vidro com as beatas lá dentro. 

Pior que ter que varrer aquela merda toda, foi ter que abandonar uma queca literária a meio para limpar vidros.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Devo ser a única pessoa em Portugal a adorar esta merda...

Como sou um ávido devorador de badalhoquices e derivados, não foi com grande dificuldade que agarrei das bancas o livro "Fifty Shades of Grey" assim que soube que a suposta mais recente porno-chachada era um New York Times best seller há várias semanas.
Claro que em Portugal está tudo estupefacto com o sucesso de algo que não é, nem de escrita complexa aka imperceptível, nem da exploração do abismo da alma e o questionar constante do eu e do seu signficado e da puta que lhe pariu... literariamente.

 
A história é bastante simples, ao género harlequin: gaja está a tratar da sua vida, provavelmente a lavar a pássara num bidé ou outro cenário qualquer de "tou nem aí" e conhece homem lindo que lhe irrita, que lhe dá cabo dos nervos e que posteriormente, não sabemos bem como, está com o seu membro tumescente a explorar os seus arbustos de prazer.

Não é tão básico como o carteiro que chega à porta e enfia o caralho no buraco que todos nós temos ao pé da porta, e a moradora incrédula vai de ir lá chupá-lo não vá ser correspondência importante a sair dali.
Mas roça o género uma vez que estamos a falar de uma púdica quase fonga, que não está para homens até à página 150 (cerca de) em que decide por-se de quatro até ao final do livro, alheia ao facto de que nem todos os buracos servem de receptáculo e, oops, já foi. E de repente fica mais fodilhona que a puta Fanny, o que não é de todo descabido porque todas as putas já foram outrora virgens.

Não é o livro ideal para ler na praia a não ser que queiramos que todos saibam que estamos a ler Fifty Shades of Grey através das exuberâncias sob os fatos de banho. Também não é Dostoievski que tantos idolatram mas que poucos na verdade compreendem. E sinceramente não vi ninguem ter melhores filosofias de vida depois de ler essas merdas. Vale mais aprenderem a foder com este manual do pormenor bélico e dos artefactos do sexo. O sexo bom gera felicidade e a felicidade gera um mundo são e uma sociedade saudável. Isto sim é uma filosofia de vida.


terça-feira, 17 de julho de 2012

De volta à Casa Partida

Já ia em quase dois anos sem fumar mas como eu gosto de desafios, voltei a fumar só para poder passar por todo aquele sofrimento outra vez. Claro está que três meses sem foder, obrigaram-me a enfiar qualquer coisa na boca. Freud explica.

Rapidamente terei de iniciar o processo de desmame porque agora que já tenho sexo e cigarros, sinto-me um bocadinho sobrecarregado do pescoço para cima. Além de que dançar e fumar combina como coca-cola com coentros. Sexo também não combina com o cigarro mas aí tenho a bomba de asma na mesinha de cabeceira para eventuais crises de hiperventilação coital. Obviamente que não é muito sexy mas após sete anos de namoro, o conceito de sexy é tão mais abrangente.

Deixarei mais não seja porque tenho um branqueamento dentário já pago para usufruir.

Vou ali fumar outro já venho.

sábado, 14 de julho de 2012

Adeus Florença

Florença, minha grande vaca com a cabeça tingida de menstruação;

Acho óptima ideia cancelares um festival com dois dias de antecedência quando a cabeça de cartaz é The Cure, banda que remonta quase ao século da Marie Antoinette e cujas músicas não fazem levantar a peida da cadeira.

Alegas que estás constipada e que depois a tua voz fica destruída: eu já te tinha avisado para não andares a fazer broches aos membros todos da tua banda com o pescoço destapado. Estava-se mesmo a ver que ias apanhar uma aragenzinha menos boa. Mas mesmo constipada, não percebo porque não podias vir na mesma fazer um concerto 95% playback como o da Madonna que todos iam adorar na mesma.

Vê-se logo que não vives em Portugal e que o dinheiro não te faz falta, senão até vinhas actuar com crises de gonorreia pela snaita acima. Agora devia-te nascer um pessegueiro atravessado no cu e ires largando pêssegos sempre que cantarolavas Shake it Out.
Mas decidiram-te substituir por Morcheeba que é como quem susbstitui Mariza por Micaela. Mais valia terem-te substituído pelo Quim Barreiros. O mínimo que ela podia fazer era cantar The Dog Days Are Over para desenjoar das musiquinhas dela de levar no cu lentamente em dias de sol sem sombra.

A modos que mandei-te à merda e fui ontem. Adorei que tivessem posto Snow Patrol e LMFAO à mesma hora que era basicamente as únicas duas coisas que queria ouvir; adorei ter ouvido a versatilidade musical dos Buraka Som Sistema que a cada música que tocam incitam o sentimento de dejá vú musical de há 5 minutos atrás; e adorei claro o frenesim à volta de Justice que me obrigou a correr para o palco para conhecer uma versão mais foleira de Daft Punk. Valeu-me a companhia e os copos e os três cachorros, e Snow Patrol, que essas alegrias tu não me tiras.

Florença, és uma puta.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Barreiras Linguísticas

Não há nada como chegar a casa e ter a empregada aos berros ao telefone numa língua que faz-me sentir no meio do metro de Martim Moniz em vez de na minha própria casa.
Melhor é ouvi-la por vezes sussurrar como se estivesse a dizer uma grande badalhoquice e não quisesse que ouvisse; como se eu percebesse um caralho do que ela está para ali a dizer.
Um dia escondo uma puta russa no armário só para me traduzir as ordinarices e aí se a apanho a dizer que o dono da casa é um porco, atiro-a p'ra cima da tábua de engomar e passo-lhe o intestino a ferro.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

As Maravilhas de não ver televisão

O poder que os programas televisivos da manhã têm em encher chouriços espanta-me. Tanto chouriço que aqueles canais enchem que eram capazes de fazer 5 milhões de mulheres e paneleiros felizes durante um semestre.

Agora, como não anda ninguém famoso em orgias ou nenhum divórcio de algum casal que valha a pena conhecer, criamos as 7 Maravilhas das Praias de Portugal. Ai caralho, muita maravilha faz este país. Uma delas foi ir-me ao cu bolso e retirar-me os subsídios. A outra foi achar que retirando aos outros todos, sentir-me-ia menos assado.

Ainda no ano passado elegeram-se as maravilhas dos monumentos portugueses e as maravilhas gastronómicas. Claro que considerar um monte de tripas uma maravilha diz muito sobre o que esperar destas pomposas cerimónias. 

Não há limites para aqueles programas da manhã que teimam em falar sobre nada diariamente durante horas a fio. Para o ano vêm as Maravilhas artísticas de Portugal (donde se incluem o cão de loiça, o menino da lágrima e o sapato alto gigante de panelas feito pela gorda).

Eu por mim publicaria aqui as 7 maravilhas de ter com quem foder para nunca precisar de ver esses programas para me entreter, mas eu prezo muito a minha intimidade.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

P de Putas

Putas, finalmente tenho o meu teclado novo. Cheio de letras e sem teclas presas. E p's para dar e vender. Agora sim, posso voltar a escrever. O outro teclado irá ser doado a um banco de esperma por razões óbvias. 
Tive muita pena de não dar a minha tão interessante opinião sobre as diversas temáticas ao longo da semana mas faço um resumo:

- dei os parabéns por e-mail a Miguel Relvas por ter tirado um curso superior em menos tempo do que o que eu demoro a dar uma queca. Mérito meu, não dele. Claro que a julgar por alguns licenciados quando abrem a boca, creio que Miguel Relvas não estava sozinho na "turma";

- a minha irmã terminou os exames e por dois breves minutos pensou ser enfermeira, mas rapidamente dei-lhe trabalho a lavar a minha sanita por 3,96 à hora agora e não daqui a quatro anos, que é quase metade do que a minha Perestroika me leva, e ela ficou de me dar uma resposta;

- se a Sofia Aparício achava que estava acabada demais para aparecer, mais valia ter aparecido com os dentes cheios de pintelhos que sempre transparecia mais jovialidade que um dente de ouro...

- vou pedir à Safira para me dar um autógrafo na ponta da gaita que eu já nem sei se ela teve um tumor ou se esteve na mais recente temporada dos Morangos com Açúcar.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

200 000


Ainda vou em coisa de um ano e meio com este blog e mesmo escrevendo sem a letra p que tenho de estar a fazer copy / paste e sem o c com cedilha (últimas novidades), já cá passaram 200 mil curiosos sem nada mais interessante para fazer. Enquanto provavelmente 199 995 pessoas vieram espreitar o José Castelo Branco a foder, o que não deixa de ser doentio, desejo muitas fodinhas às outras 5 que me lêem religiosamente. Porque afinal fucking makes the world go 'round... ou uma coisa assim parecida.

domingo, 1 de julho de 2012

Obtimus Alive



Não tivesse eu de trabalhar que nem a Xica da Silva, à excepcão de andar a fornicar com todos os patrões e colegas escravos, e não tivesse eu contas para pagar e viagens para fazer em breve, e seria menino para ir ao Optimus ver esta buta (já estou farto de fazer coby / baste que ainda não combrei teclado novo e continuo sem a letra p).

Não fosse eu combrometido e oferecia um broche (este sim está bem escrito) em troca de um bilhete. Mas se alguém quiser as minhas amigas fazem... na BOA. Quem se oferece?