quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O que é que me sabem dizer do Continente ou do Jumbo?

Ainda sou da altura em que o Pingo Doce não valia um peidinho. Não havia nada que o diferenciasse do supermercado da Tia Chica da esquina a não ser o preço exorbitante por produtos que havia em todo o lado. Mas também, quanto a isso, só me meteram o dedo no cu uma vez. Risquei o Pingo Doce da minha lista.

Passados alguns anos regressaram com nova imagem, novos supermercados, novos produtos e uma nova música que dava cefaleias de Janeiro a Janeiro. Já todos iam ao Pingo Doce e eu ainda estava de nariz torcido até que cedi, que eu sou puta fácil, e não me arrependi até hoje.

Agora, após terem levado uma multa de 30 mil euros por terem transformado os seus supermercados em campos de guerra, resolveram adoptar medidas de poupança na ordem dos 5 milhões de euros anuais, isto é, proibir a utilização do multibanco para compras inferiores a 20 euros.

Ora, eu sei que o Estado Português passa a vida a ir-nos ao cu, mas não é por isso que me podem confundir com uma puta que anda sempre com notas amachucadas entre as tetas. E também não pensem que se precisar de comprar uma coisa qualquer a correr, que vou desmarcar a minha agenda toda e, ´"ah, já que cá estou, vou fazer as compras do mês".
Foi bom enquanto durou mas tal como nas fodas mal dadas, tudo acaba felizmente.

Muita saudinha.

P.S. Se forem abaixo entretanto não se esqueçam de ressuscitar com um jingle tão bom como o anterior. Pode ser: Venha ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro, vamos ao cu a todos mesmo quem não é paneleiro...

domingo, 19 de agosto de 2012

Os outros é que são estranhos...

Adoro ouvir velhas a comentar a "juventude" e o seu aspecto: ora são os cortes de cabelo, ora são as tatuagens, ora são as roupas...

A mim também me choca ver velhas com bigode, coletes aramados para espetar os mamões até à lua e cabelos pintados de roxo e não me vêem por aí a apontar o dedo.

E nem vou falar nos peidos involuntários.


sábado, 18 de agosto de 2012

Cursos de Inglês

Ninguém é actualmente obrigado a saber mais do que a sua língua do quotidiano. Até porque muitas vezes nem essa dominam correctamente portanto para quê insistir em mais uma para confundir tantas cabecinhas por este país fora.

A língua inglesa está constantemente a entrar-nos pelas casas adentro como pirocas à procura de um esconderijo. Conhecê-la não é obrigatório e a muita gente nem faz grande falta. Seria útil dadas as importações linguísticas que fazemos diariamente; se até a Fanny fala fluentemente espanhol guinchando que tem "una vida loca" durante três minutos de suplício... todavia, não é obrigatório. Mas para quem não sabe o que significa "like", faça favor de mudar a língua do seu facebook... porque é possível. E para evitar constrangimentos.

Like: Gostar; sentir alegria para com ser e/ou objecto.

Deste modo, não se aplica:

"A minha avó partiu hoje com 80 anos de idade" - Like. Eu compreendo que há pessoas que mereçam desaparecer das nossas vidas, mas assumi-lo à família é corajoso.

"Estou triste", "Estou com a depressão" e todas aquelas expressões fatelas a guinchar tristeza ao mundo à espera de atenção - Like. Não é like estar com a neura apesar de reconhecer que tem a sua piada mas não é sincero. Ninguem gosta de ter o facebook bombardeado de gente a gritar a sua depressão aos quatro ventos. Muitas vezes acabamos até por banir as pessoas do nosso campo de visão virtual.

"Furacão aproxima-se dos Açores" - Like. Eu percebo que há muita gente anormal que confunda furacão com uma leve aragem pela regueifa acima mas essas pessoas geralmente estão ao cuidado da CERCI e têm acesso limitado ao facebook, bem como o muitos outros estímulos intelectuais. Aos outros, ainda não bani porque estou à espera de fazer like quando publicarem que têm a cona / picha a gangrenar e a deitar pus.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Fanny, tenho medo de ti.



Fanny, Graças a ti acabei de poupar rios de dinheiro em Veet porque à conta desta bela melodia acabei de arrancar todos os meus pintelhos, pêlos do cu e penugem arredores.

Fanny, Graças a ti já ninguem precisa de se preocupar em comprar os iogurtes da Júlia Pinheiro porque 1 milhão de portugueses está já a cagar de forma regularizada.

Fanny, Graças a ti, vou fazer uma participação especial À tua cara não me é estranha, mas em vez de cantar vou-me peidar sinfonicamente ao ritmo do teu hit e todos aplaudirão as estrondosas parecenças.

Fanny, chupáqui, Graças a ti, nenhuma portuguesa receará andar pela rua como uma porca badalhoca com medo de represálias porque afinal, Tu existes.

Fanny, ao pé de ti, a Celine Dion é o Zé Cabra.

Acabaste de destronar a Mamalhoa no Top Schnoof-Porcas. Obrigado. Estávamos a precisar de sangue de porco fresco.










terça-feira, 14 de agosto de 2012

Carta a afixar...

Caros condóminos;

Já é do conhecimento geral que todas as quartas feiras recebo a Time Out porque, para meu desagrado, a ranhura da minha caixa de correio não é propriamente a xoxa da Cicciolina ficando portanto 1/4 da revista de fora para que todos possam vislumbrar.

Eu compreendo que nos tempos que correm vós, putas e paneleiros, estimados vizinhos, não estais virados para gastar os vossos míseros tostões em revistas optando por isso, pelo empréstimo. Infelizmente amanhã já é novamente quarta-feira e ainda não me foi devolvida a estimada revista. Isso, meus caras de aborto mal conseguido, é roubo. E roubar é feio.

Nem compreendo como é que vocês pobres sem dois euros para comprar uma revista, pretendem usufruir das oportunidades de jantares e espectáculos que a revista oferece que ascendem os dez euros por pessoa.

Mas Deus é grande e já dizia a Bíblia "Nascerão farpas atravessadas no cu de quem rouba revistas aos vizinhos ao ponto de transformar a sensação de cagar em dor de parto sem epidural". Salmos da Lola 45:77; 34.

Atentamente, o Vizinho. (não aquele que está sempre a gritar com a namorada. Ah, também não é aquele que faz o barulho de um porco a ser degolado enquanto fornica. É o outro. Aquele que não precisa de gritar ao mundo que a sua foda está em progresso. E aquele que também não rouba).

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Post-vacatio

Após duas semanas a não fazer nenhum entre casamento, Açores e Zambujeira, regresso ao trabalho fresquinho da Silva. Melhor que regressar de férias é descobrir que a peixa ainda está viva após 5 dias de jejum. Parece que aquilo que pretendia ser um objecto de decoração veio para ficar - a mim disseram-me que morrem rapidamente... já lá vai quase um ano.
Acho que vou afogá-la.

sábado, 11 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos

É de homem abdicar da praia para ficar colado ao écran numa tarde de Verão a ver desporto.
É de homem mas não tanto ficar para ver desporto, mesmo sendo os Jogos Olímpicos.
É de macho quando se passou a tarde a ver ginástica rítmica.

E agora, estamos a contemplar os saltos na piscina... 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O cabrão do meu cão, ou como eu gostaria de chamar este post, o meu cão.

Os primeiros dois anos do meu cão foram sempre muito sociáveis. O menino não queria fazer mais nada senão saltar, brincar com os outros cães ao ponto de afugentá-los ou fornicar pernas. Era uma selecção aleatória mas pouco preocupante porque as pernas não engravidam. 

Nos últimos dias, não há cão que consiga aproximar-se do meu (mais pequeno que um poodle). Começa com um rosnar e um mostrar de dentes assustador e depois vem o barulho extraterrestre de um monstro a querer soltar o leão adivinhando-se uma guerra bastante violenta. Claro está que dado o tamanho minúsculo do meu cão inversamente proporcional ao tamanho da minha pila, há fortes probabilidades do pequeno ser transformado em tirinhas de bacon.

Já pensei levá-lo ao pedopsiquiatra, não fosse os meus três meses sem sexo terem influído no acumular de stress no bicho. Eu compreendo. Mas neste momento já estou a fornicar, pelo que não estou a conseguir passar a mensagem ao bicho. 

A modos que vou levá-lo ao abate ou então impedi-lo de socializar. Ainda estou a decidir.

Agora vou à casa de banho que estou com a leve sensação de que não limpei bem o rabo.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vacation Update

Ah e tal que isto hoje vai ser em modo resumo Destak porque já lá vão vários dias. A modos que o casamento da minha irmã já passou e correu tudo maravilhosamente bem. A minha irmã era a mulher mais linda à face da Terra mas saindo ao irmão não esperava outra coisa. O único senão foi ter que dar boleia à ex senhoria da casa que a minha irmã arrendava quando era estudante. A senhora falava pelos cotovelos, pelos joelhos e até pela pachacha e eu lá tinha que me conter para não abrir a porta do carro e deitá-lá por uma das dezenas de ravinas dos Açores abaixo. 

Um dos aspectos positivos de ser família directa da noiva é trazer toneladas de comida do casamento para casa. Um dos aspectos negativos é partir para Lisboa e não poder usufruir dos quilos de comida que lá ficaram para provável triagem para o Banco Alimentar contra a Fome. Felizmente não houve choros porque o casal vai viver a dois metros da casa dos meus pais. De tal modo que após a noite de núpcias foram lá a casa comer.

Agora estou na Zambujeira a tentar evitar que o meu cão deixe de se atirar para cima dos outros cães à semelhança dos pais. Eu já lhe tentei explicar que os homossexuais têm a vida facilitada porque há sempre gente muito disponível para um bom enrabanço. No mundo canino as coisas não funcionam assim.

Enfim, hoje há mais copos, amanhã há mais praia. E tal como no resto do ano, há-de sempre haver sexo.. Ou punhetas. Ah, vida difícil.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Roteiro Gastronómico São Miguel

Ontem foi o dia de ir comer o cozido às Furnas, como parte de um roteiro gastronómico que quiseram fazer conhecer aos futuros sogros da minha irmã. Apesar de não gostar muito de cozido (nem à portuguesa, nem à açoriana), lá fui e até comi. À excepção do inhame que para mim não é mais que uma batata mole com pintelhos.

As pessoas quando me perguntam pela gastronomia regional (São Miguel) optam sempre por arriscar a morcela com ananás acabando alguns por gostar, outros por vomitar; e o inhame com molho de pimenta em que acabam unicamente por vomitar. De forma que para todos os interessados em vir a São Miguel comer comida regional aqui vai a minha escolha. Eu, crítico gastronómico doutorado pela Lusófona, porque já comi muita merda na minha vida, aconselho:

- Bife à Regional: todos os restaurantes vão oferecer esta iguaria e vão sugeri-la com a língua a passar pelas beiças como se fosse a meita do Beckham. Vale a publicidade: trata-se de um bife alto e suculento embebido numa vinha de alhos típica que faz querer lamber o prato (como se fosse a m...). Sugiro o Alcides mas qualquer restaurante oferece isto e é difícil falhar;

- Lapas Grelhadas: nem todos os restaurantes fazem isto como devem ser e acham que pelo facto das lapas serem do mar, eu tenho que levar com o musgo na boca. Gostaria de saber se têm a mesma teoria quando lambem um cu e se tenho que levar com... Bem, estava eu a falar de lapas.
As lapas querem-se lavadas, sem areia e depois regadas com alho e um molho de manteiga em ponto de fervura. Têm a consistência do clítóris de uma velha, mas bem confeccionado é qualquer coisa de divinal.

- Pizza d'A Paparoca: não há ninguem que sabe fazer uma pizza tão boa como A Paparoca. Os italianos inventaram-na mas os açorianos aprimoraram-na. Porque aqui não é como no Algarve: as vacas daqui dão o leite, em vez de bebê-lo; leite esse que se transforma em "quêje" da ilha. Podem pedir com o que quiserem ou apenas com "quêje". Numa Paparoca perto de si, que aqui há muitas.

- Cachorros da Avenida: há muitos anos que os cachorros quentes dos Açores conseguem ser os melhores do mundo e arredores (com a promessa que vêm d'Ámérica). Actualmente não vêm da América que se há coisa que se confecciona bem aqui é salsichas. Claro que seria injusto se dissesse que eram todos bons. São na verdade todos MUITO melhores que qualquer cachorro por esse mundo fora, mas ninguem ganha os cachorros da banca do Maurício (pronuncia-se Márisse).
Localizado na Avenida, na esquina da praça das Portas da Cidade; inconfundível pelos seus óculos de elevada graduação e pela rapidez com que faz um cachorro e claro, pelas filas que lá se geram enquanto os "colegas" do lado ficam a apanhar moscas à espera que algum turista caia na tentação de um cachorro de segunda categoria em troca de atendimento imediato. Não se deixem intimidar pelo ar esquizofrénico de alguém que faz cachorros com o sorriso de quem atingiu a realização profissional e, claro, de quem ganha dez vezes mais que eu num dia. 2,5 euros, tornou-se um must have da cidade.

Amanhã não percam: os melhores locais para foder na cidade sem esparramar com as nalgas em bosta de vaca.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Açores - pré casamento

Este blog poderia estar às portas da morte, tamanha a ausência. Se estou a trabalhar muito é porque estou estoirado demais para vir cá debitar parvoíces, se estou de férias é porque estou tão ocupado a coçá-los que não tenho tempo para cá vir; se estou a foder muito é porque estou tão assado que nem sentar consigo; se estou a foder pouco é porque tenho os tomates tão cheios que nem me consigo levantar com o peso. Mas não, ainda não é desta que as portas fecham.

Vim de férias aos Açores ao dito casamento da minha irmã, e para quem não sabe da história, aconselho vivamente a leitura do post porque o sentimento mantém-se e provavelmente servirá de preâmbulo aos posts vindouros.

A modos que até lá, é vê-la em modo desenfreado a tratar dos preparativos e eu a coçar as minhas azeitonas ao sol e a banhar-me.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Quem tem cu, mete medo

No meu local de trabalho é proibido fumar. Modernices. Claro está, que recuso-me a ir lá fora que o acto de fumar é incompatível com o exercício físico. Desse modo, fumo na casa de banho.
A vantagem de ser um grande cagão com a alimentação tão má cuja digestão faz lembrar mais um processo de putrefacção, o cheiro da minha merda é sempre mais intenso que o cheiro do meu tabaco. Deste modo, ninguém se atreve a tentar perceber se por baixo daquele inferno aromático, há vestígios de tabaco. Tapam o nariz e simplesmente fogem.
E assim de repente, o meu cu tornou-se a minha arma secreta para me deixarem em paz.

Bonita esta história, não é? Podia falar sobre a inauguração dos Jogos Olímpicos, mas não. Gosto de temas interessantes.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ainda a respeito do livro bombástico.

Ainda a propósito do meu post anterior sobre aquele livro de quarentonas à procura da pornografia certa que não envolva ser enrabada por trás enquanto lava a loiça, e que eu ando a devorar...
 
Andava eu a deambular pela casa de livro na mão, absorto, sem certezas se estaria ou não a pisar o cão durante as minhas passagens quando decido se não estaria na altura de fumar um cigarrinho. Claro que, tal como 90% dos fumadores, o meu grande dilema foi "onde caralho é que deixei o isqueiro?". Não encontrando essa peça pouco importante no acto de fumar e na inexistência de dois calhaus para raspar que isto aqui não é nenhuma ribeira, dirigi-me ao fogão.

Desviei o cinzeiro de cima de um dos bicos e acendi o cigarro e voltei a colocar lá o cinzeiro. Voltei a absorver-me na minha literatura burlesca, concentradíssimo não fosse eu esquecer-me onde é que a Ana tinha deixado a perna desta vez e qual dos mamilos tinha clips, nem olhei duas vezes para o fogão. Nem me lembrei tampouco que estava a deambular pela minha cozinha, porque na minha cabeça estava de quatro em cima da bancada à espera que me fizessem travessuras. Nisto, enquanto Ana levava com mais uma berlaitada pela franga acima, eis que ouço uma explosão cheia de cristais e purpurinas esvoaçantes e pensei "pronto, a puta veio-se". E depois desci à Terra e apercebi-me que tinha explodido o cinzeiro de vidro com as beatas lá dentro. 

Pior que ter que varrer aquela merda toda, foi ter que abandonar uma queca literária a meio para limpar vidros.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Devo ser a única pessoa em Portugal a adorar esta merda...

Como sou um ávido devorador de badalhoquices e derivados, não foi com grande dificuldade que agarrei das bancas o livro "Fifty Shades of Grey" assim que soube que a suposta mais recente porno-chachada era um New York Times best seller há várias semanas.
Claro que em Portugal está tudo estupefacto com o sucesso de algo que não é, nem de escrita complexa aka imperceptível, nem da exploração do abismo da alma e o questionar constante do eu e do seu signficado e da puta que lhe pariu... literariamente.

 
A história é bastante simples, ao género harlequin: gaja está a tratar da sua vida, provavelmente a lavar a pássara num bidé ou outro cenário qualquer de "tou nem aí" e conhece homem lindo que lhe irrita, que lhe dá cabo dos nervos e que posteriormente, não sabemos bem como, está com o seu membro tumescente a explorar os seus arbustos de prazer.

Não é tão básico como o carteiro que chega à porta e enfia o caralho no buraco que todos nós temos ao pé da porta, e a moradora incrédula vai de ir lá chupá-lo não vá ser correspondência importante a sair dali.
Mas roça o género uma vez que estamos a falar de uma púdica quase fonga, que não está para homens até à página 150 (cerca de) em que decide por-se de quatro até ao final do livro, alheia ao facto de que nem todos os buracos servem de receptáculo e, oops, já foi. E de repente fica mais fodilhona que a puta Fanny, o que não é de todo descabido porque todas as putas já foram outrora virgens.

Não é o livro ideal para ler na praia a não ser que queiramos que todos saibam que estamos a ler Fifty Shades of Grey através das exuberâncias sob os fatos de banho. Também não é Dostoievski que tantos idolatram mas que poucos na verdade compreendem. E sinceramente não vi ninguem ter melhores filosofias de vida depois de ler essas merdas. Vale mais aprenderem a foder com este manual do pormenor bélico e dos artefactos do sexo. O sexo bom gera felicidade e a felicidade gera um mundo são e uma sociedade saudável. Isto sim é uma filosofia de vida.


terça-feira, 17 de julho de 2012

De volta à Casa Partida

Já ia em quase dois anos sem fumar mas como eu gosto de desafios, voltei a fumar só para poder passar por todo aquele sofrimento outra vez. Claro está que três meses sem foder, obrigaram-me a enfiar qualquer coisa na boca. Freud explica.

Rapidamente terei de iniciar o processo de desmame porque agora que já tenho sexo e cigarros, sinto-me um bocadinho sobrecarregado do pescoço para cima. Além de que dançar e fumar combina como coca-cola com coentros. Sexo também não combina com o cigarro mas aí tenho a bomba de asma na mesinha de cabeceira para eventuais crises de hiperventilação coital. Obviamente que não é muito sexy mas após sete anos de namoro, o conceito de sexy é tão mais abrangente.

Deixarei mais não seja porque tenho um branqueamento dentário já pago para usufruir.

Vou ali fumar outro já venho.

sábado, 14 de julho de 2012

Adeus Florença

Florença, minha grande vaca com a cabeça tingida de menstruação;

Acho óptima ideia cancelares um festival com dois dias de antecedência quando a cabeça de cartaz é The Cure, banda que remonta quase ao século da Marie Antoinette e cujas músicas não fazem levantar a peida da cadeira.

Alegas que estás constipada e que depois a tua voz fica destruída: eu já te tinha avisado para não andares a fazer broches aos membros todos da tua banda com o pescoço destapado. Estava-se mesmo a ver que ias apanhar uma aragenzinha menos boa. Mas mesmo constipada, não percebo porque não podias vir na mesma fazer um concerto 95% playback como o da Madonna que todos iam adorar na mesma.

Vê-se logo que não vives em Portugal e que o dinheiro não te faz falta, senão até vinhas actuar com crises de gonorreia pela snaita acima. Agora devia-te nascer um pessegueiro atravessado no cu e ires largando pêssegos sempre que cantarolavas Shake it Out.
Mas decidiram-te substituir por Morcheeba que é como quem susbstitui Mariza por Micaela. Mais valia terem-te substituído pelo Quim Barreiros. O mínimo que ela podia fazer era cantar The Dog Days Are Over para desenjoar das musiquinhas dela de levar no cu lentamente em dias de sol sem sombra.

A modos que mandei-te à merda e fui ontem. Adorei que tivessem posto Snow Patrol e LMFAO à mesma hora que era basicamente as únicas duas coisas que queria ouvir; adorei ter ouvido a versatilidade musical dos Buraka Som Sistema que a cada música que tocam incitam o sentimento de dejá vú musical de há 5 minutos atrás; e adorei claro o frenesim à volta de Justice que me obrigou a correr para o palco para conhecer uma versão mais foleira de Daft Punk. Valeu-me a companhia e os copos e os três cachorros, e Snow Patrol, que essas alegrias tu não me tiras.

Florença, és uma puta.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Barreiras Linguísticas

Não há nada como chegar a casa e ter a empregada aos berros ao telefone numa língua que faz-me sentir no meio do metro de Martim Moniz em vez de na minha própria casa.
Melhor é ouvi-la por vezes sussurrar como se estivesse a dizer uma grande badalhoquice e não quisesse que ouvisse; como se eu percebesse um caralho do que ela está para ali a dizer.
Um dia escondo uma puta russa no armário só para me traduzir as ordinarices e aí se a apanho a dizer que o dono da casa é um porco, atiro-a p'ra cima da tábua de engomar e passo-lhe o intestino a ferro.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

As Maravilhas de não ver televisão

O poder que os programas televisivos da manhã têm em encher chouriços espanta-me. Tanto chouriço que aqueles canais enchem que eram capazes de fazer 5 milhões de mulheres e paneleiros felizes durante um semestre.

Agora, como não anda ninguém famoso em orgias ou nenhum divórcio de algum casal que valha a pena conhecer, criamos as 7 Maravilhas das Praias de Portugal. Ai caralho, muita maravilha faz este país. Uma delas foi ir-me ao cu bolso e retirar-me os subsídios. A outra foi achar que retirando aos outros todos, sentir-me-ia menos assado.

Ainda no ano passado elegeram-se as maravilhas dos monumentos portugueses e as maravilhas gastronómicas. Claro que considerar um monte de tripas uma maravilha diz muito sobre o que esperar destas pomposas cerimónias. 

Não há limites para aqueles programas da manhã que teimam em falar sobre nada diariamente durante horas a fio. Para o ano vêm as Maravilhas artísticas de Portugal (donde se incluem o cão de loiça, o menino da lágrima e o sapato alto gigante de panelas feito pela gorda).

Eu por mim publicaria aqui as 7 maravilhas de ter com quem foder para nunca precisar de ver esses programas para me entreter, mas eu prezo muito a minha intimidade.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

P de Putas

Putas, finalmente tenho o meu teclado novo. Cheio de letras e sem teclas presas. E p's para dar e vender. Agora sim, posso voltar a escrever. O outro teclado irá ser doado a um banco de esperma por razões óbvias. 
Tive muita pena de não dar a minha tão interessante opinião sobre as diversas temáticas ao longo da semana mas faço um resumo:

- dei os parabéns por e-mail a Miguel Relvas por ter tirado um curso superior em menos tempo do que o que eu demoro a dar uma queca. Mérito meu, não dele. Claro que a julgar por alguns licenciados quando abrem a boca, creio que Miguel Relvas não estava sozinho na "turma";

- a minha irmã terminou os exames e por dois breves minutos pensou ser enfermeira, mas rapidamente dei-lhe trabalho a lavar a minha sanita por 3,96 à hora agora e não daqui a quatro anos, que é quase metade do que a minha Perestroika me leva, e ela ficou de me dar uma resposta;

- se a Sofia Aparício achava que estava acabada demais para aparecer, mais valia ter aparecido com os dentes cheios de pintelhos que sempre transparecia mais jovialidade que um dente de ouro...

- vou pedir à Safira para me dar um autógrafo na ponta da gaita que eu já nem sei se ela teve um tumor ou se esteve na mais recente temporada dos Morangos com Açúcar.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

200 000


Ainda vou em coisa de um ano e meio com este blog e mesmo escrevendo sem a letra p que tenho de estar a fazer copy / paste e sem o c com cedilha (últimas novidades), já cá passaram 200 mil curiosos sem nada mais interessante para fazer. Enquanto provavelmente 199 995 pessoas vieram espreitar o José Castelo Branco a foder, o que não deixa de ser doentio, desejo muitas fodinhas às outras 5 que me lêem religiosamente. Porque afinal fucking makes the world go 'round... ou uma coisa assim parecida.

domingo, 1 de julho de 2012

Obtimus Alive



Não tivesse eu de trabalhar que nem a Xica da Silva, à excepcão de andar a fornicar com todos os patrões e colegas escravos, e não tivesse eu contas para pagar e viagens para fazer em breve, e seria menino para ir ao Optimus ver esta buta (já estou farto de fazer coby / baste que ainda não combrei teclado novo e continuo sem a letra p).

Não fosse eu combrometido e oferecia um broche (este sim está bem escrito) em troca de um bilhete. Mas se alguém quiser as minhas amigas fazem... na BOA. Quem se oferece?

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Televisão Matinal


Ora eu não tenho nenhuma mas assim de repente ocorre-me:

- abrir frascos de compota;
- lavar legumes um a um;
- guardar jóias de família;
- puxar o lustro às pratas;
- quebrar nozes;
- desenhar postais de Natal mais engracados que aqueles pintados com os pés;
- fazer caretas diferentes e publicar no facebook.

Mas a mim ninguem me convida para tirar o ar de nojo da cara da Cristina. Elas é que perdem.

terça-feira, 26 de junho de 2012

O concerto

A expectativa era muita porque:
a) já lhe vi um concerto e fiquei a babar-me de espanto;
b) a Madonna é uma badalhoca e uma boa badalhoca dá sempre um bom espectáculo nem que seja a mijar agachada atrás de um carro.

O espectáculo de luzes, tecnologia e dançarinos foi assim um estrondo. Tudo no microsegundo certo e com a espectacularidade do costume e o raio da velha vai conseguir abrir as pernas mesmo quando estiver de cadeira de rodas.

Tive pena que não tenha mostrado o mamilo, mas a julgar pelas últimas capas da Playboy em Portugal, ninguém mostra os mamilos em Portugal a não ser a Ana Malhoa... e José Cid. Houve momentos em que pensei que ia mostrar a ratonga para que as receitas das imagens vendidas revertessem a favor da dívida portuguesa ao FMI. Nadinha. Nem uma pele morta.

Teria pago 80 euros para ver o concerto todo em playback que a senhora das poucas vezes que carregou on naquele microfone, deixou tudo a olhar à volta à procura da baleia a ser assassinada nas redondezas. Acho que os anos a fio a engolir meita começam a dar sinais dos seus efeitos.

Mas a velha dança como se tivesse 20 e não se vê uma única artrose naquele corpo o que só comprova que foder dá saúde. Próximo concerto lá estarei.

sábado, 23 de junho de 2012

Escrever sem Primor

Fodi o meu teclado. Neste momento estou sem a letra "p", o que para a minha redacção brejeira é uma verdadeira contrapartida. Que chamar as pessoas pelo nome não é propriamente o meu forte.


A modos que:

a) escrevo posts no meu telemóvel e canso-me após a primeira frase;

b) começo a chamar as pessoas de butas, baneleiros e borcas de merda;

c) compro um teclado novo.

Estou ainda a decidir.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ponto de Situação

Tal como prometi vim cá hoje para falar sobre a minha vida sexual ausente, em que o momento mais sexual é caracterizado por alguém a empurrar-me na fila de um supermercado para conseguir chegar ao tapete rolante. Isso e sentir que ando a foder à grande com a EDP porque pelo preço que me cobram de energia por um T1, estou em dúvida se terei passado o mês a assar caralhotas no forno de forma industrial.

A vantagem de não foder há muito tempo é que, ao longo do tempo, instala-se o hábito de não foder e, de forma progressiva, já nem sequer pensamos nisso como algo a fazer. O próximo patamar é adquirir um gato.

Com a ausência de sexo, também perde-se a rotina de masturbação 6 vezes/dia. Rapidamente se passa a... já nem me lembro da última vez. O cansaço e o calor tornam-se mais fortes que a minha líbido e tenho receio em fazer uma tendinite agora que sou uma bailarina e preciso dos pulsos para ajeitar o tutu.

O mesmo se passa com as pessoas que também começam a parecer todas amorfas e emanam zero interesse sexual. Além disso, já sabemos muito bem o que vamos encontrar quando desapertarmos as calças de outra pessoa. Mais do mesmo. Sem surpresas. A não ser que só tenham um colhão.

Ah, eu já mencionei que estou a tomar uns comprimidos para o cabelo que têm como efeito secundário zero tesão? Pois.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Telegrama

Não caí, embora houvesse quem o tenha feito por mim; não parti nenhuma perninha embora houvesse quem tivesse de faltar ao espectáculo por estar com a perna toda engessada; caguei-me todo mas isso faz parte do processo de fitness pre-show.

Estou simplesmente de rastos. Amanhã regresso em força para falar sobre a ausência da minha vida sexual.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Saga Recomeçou

Dada a minha facilidade em pisar palcos e o meu à vontade com os públicos, sou presenteado novamente este ano com "os nêrves". Isto tudo com 48 horas de antecedência ao espectáculo porque não bastava ser no próprio dia. Claro que não poderiam ser nêrves quaisquer... o meu corpo arranja sempre maneira de se auto emagrecer desfazendo-se em merda (diarreia superiores a 7 vezes / dia) e descargas de adrenalina semelhantes à morte anunciada a ponto de me nausear qual prenha de trigémeos em primeiro trimestre.

E nesta altura, sondo a casa em busca do chicote para me auto flagelar em jeito de lembrança para que no próximo ano aprenda a ficar quietinho na plateia a aplaudir.
Este ano já é tarde e só me resta limpar o cu (de todas as vezes) e avançar de cabeça erguida. O pior que pode acontecer é mijarem-se a rir. Porque conseguir não cagar no palco será já uma vitória.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O que eu gosto dos Santos

Se há festa em Lisboa que eu não dispenso é a noite do Santo António. Faltei uma única vez para ficar a trabalhar e juro que deixei cair uma lágrima - tenho testemunhas. Desde então prometi que nunca mais faltava a essa grande noite, nem que estivesse com as perninhas partidas.

Ontem como estive em ensaios a fazer figuras mais tristes que a menina do dança-dança, cheguei mais tarde à mesa. Mas mesmo tarde, consegui mostrar o boi que havia em mim e fui a tempo de degolar meia dúzia de sardinhas e carnes que não me lembro muito bem quais. E mijo de cavalo que vinha em jarros.

E depois disso, podem dizer o que quiserem de Lisboa inteira, que Alfama é bonita, que eu sou bué de giro mas foda-se que a Bica é linda. 

Aquele mar de gente impenetrável que ondulava para que chegássemos lá abaixo sem nunca ter tocado com os pés no chão; os gritos de guerra "PQP que a Bica é linda!"(claro que a parte do puta que pariu aparentemente só eu sabia a letra que o resto só cantava a segunda parte); o fumo da sardinha que nos assolava a fussa qual ventoinha em dia de calor; a Nena dos churros que atirava com churros na fussa de uma pré morta caída no chão, quais manobras de reanimação; a música popular brasileira portuguesa que entoava pelas janelas fora; aqueles apalpões sem fim que faziam com que aquela descida parecesse uma valente queca e quase chegamos lá abaixo com as cuecas já molhadas. 
No fim ainda tive direito a dançar Dancing Queen sem sair do sítio e sem ter que me dirigir a uma discoteca de especialidade paneleira.

Ai a Bica! *modo suspiro de quem acabou de tirar uma beringela do rabo*

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ai a minha vida

A dois dias dos Santos, depois de tanta antecipação sobre o melhor bailarico e a bebedeira mais Santa, decide-se-me aparecer uma puta de uma cárie. Eu que nunca tive nenhuma, lembrei-me de ter uma agora. Quando fazia sexo de todas as maneiras, havia sempre pasta de dentes e nunca me apareciam destas coisas.

A modos que febras, entremeada e o pão das sardinhas vou ter que pedir a alguem que mastigue por mim e me dê na boca estilo linguado de pássara mãe para passareca filha. E beber mais álcool do que estava planeado para poder anestesiar o meu molar mastigador. Além de que só posso comer de um lado e vou passar uma série de dias a mastigar de lado e a exercitar só metade dos músculos da face ao ponto de parecer que tive um AVC.

Além de que só consegui consulta na quarta de manhã, o que é fantástico visto que se me mandarem soprar o balão às 10.30 da manhã, ainda estou com valores suficientes para ter a carta apreendida. E também não gosto de arrotar na cara da dentista.
 
Obrigado Santo António. Eu pedi sexo e tu fodes-me o dente. Não era bem aí...

sábado, 9 de junho de 2012

Cá p'ra mim a guerra do Pingo Doce foi boato.

Hoje fui ao Pingo Doce munido de ânimo para enfrentar actos de pugilismo e "arranca-cabelos". Ponderei levar uma arma escondida nas cuecas mas pensei que duas latas de feijão da Compal seriam suficiente para arrematar alguém à inconsciência. Isto tudo a propósito da promoção dos 50% sobre produtos portugueses do Pingo Doce.

Cheguei ao local de combate à procura da primeira velha para atropelar e partir perninhas em jeito de aquecimento e qual o meu espanto quando chego lá e está tudo calmo, qual pássara abandonada. Tudo em modo tranquilidade, prateleiras cheias de Sagres em véspera de jogo, o feijão da Compal lá intocado como se padecesse de sífilis.
Eu até percebo que há produtos portugueses que são uma valente merda mas, e o patriotismo malta? Estavam lá os empregados todos pintados a rigor e a malta a comprar Coca-cola no Continente?

Uma vergonha é o que eu vos digo. Já não posso contar com o meu país p'ra nada. Nem p'ra puta da batatada. É o fim.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Santos

Santo António, Santo Antoninho,
Faz com que volte depressa o meu amor que eu estou farto de bater o caralhinho.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Odeio perder uma aposta

Apostei 5 euros em como a Playboy deste mês iria pagar à Eunice Muñoz para mostrar a omoplata mas como agora está de cama com fracturas múltiplas, contrataram a Dânia Neto.
E então não é que a Playboy Portugal, aquele catálogo da 3 Suisses aquela revista de espiritualidades e ideias, decidiu mostrar o umbigo da rapariga?

Porca.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Os meus longos cabelos loiros

De há uns tempos para cá, a Natureza encarregou-se de me fazer envelhecer de forma menos sexy, retirando-me cabelos da parte de cima. Deixando todos os outros, porque a Natureza também tem sentido de humor. 
De há uns tempos para cá, estou pronto para enfiar paus incandescentes pelo cu acima de quem canta que é dos carecas que elas gostam mais, ao mesmo tempo que ostentam jubas capazes de albergar uma comunidade emigrante de piolhos. É como quando me viro para pessoas feias e digo que o que conta é o interior. Claro que para mim é fácil dizer isso porque nasci lindo, mas é condescendente. E é mentira. O único fundo que se aproveita de uma pessoa muito feia é quando se tira as cuecas, depois de três litros de vinho e com um pano na cabeça.

Como eu sou contra o envelhecimento e vou provavelmente ser um ávido consumidor de botox até ficar com as fuças arreganhadas, comprei finalmente terapêutica hormonal. Aquilo é caro como a merda e optei por comprar o quintuplo da dose, que é como quem diz, a dose para problemas de próstata. Mas é cinco vezes mais barato, porque aparentemente a próstata é mais importante que o cabelo.
Como eu tenho a potência sexual de um cavalo constantemente a ser amarrado pela Cicciolina, pensei seriamente em tomar o comprimido inteiro para ver se acalmava um bocadinho. Mas como tenho medo de ser um cabeludo que não fode, optei por cortar aqueles comprimidos em três transformando a minha bancada da cozinha num balcão de coca. O que também me daria um jeitão olhar para o espelho com alucinações de estar como a Tina Turner.

Portanto se virem o Rei Leão a passar nos próximos dias, sou eu. Sob hormônios.

sábado, 2 de junho de 2012

Sabado a Noite

Ser uma pessoa prevenida é remover todos os objectos do chão do percurso porta - cama antes de sair de casa num sabado à noite. Eu nao sou uma pessoa muito bêbada. Sou é uma pessoa muito alta com um centro de gravidade deficitário depois de um pequenino copinho.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dia da Criança

Hoje é dia da Criança. Apesar de não poder considerar o meu dia porque as crianças não têm caralhos gigantes, metade da população grita a plenos pulmões que hoje é o dia delas. Provavelmente porque são atrasadas mentais e aí sim, faz-me sentido.
Quanto às minhas amigas putas, estas celebram o dia da criança fodendo com uma. Se forem daqueles ainda a caminho dos exames nacionais, aí então é vê-las a rugir.

Feliz dia da Criança.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Je suis arrivée

Ontem foi dia de partida da terra do champanhe e do regresso à terra da sardinha assada.
Despedi-me do meu amor e lá fui rumo à sala de boarding que é como se diz por cá, o bordel. Nada de novo por aqui, até porque estive metade do tempo em modo autista a ver se a mala se aguentava em pé sozinha.

Chamada para a porta de embarque e começo a aproximar-me do amontoado com destino ao meu avião. Duas populações distintas: cerca de 10 homens a viajar em modo solitário, altos, louros e espadaúdos, três dos quais claramente gays, os outros 7 ainda em descoberta dado que o meu gaydar é uma valente merda. A outra população consistia em mais de 50 chineses com mais de 60 anos, de costas arqueadas e de sorrisos escarrapachados na cara como se estivessem constantemente a ser alvo de cócegas no ilhó.

Enquanto atravessava o corredor, rezava silenciosamente para calhar-me algum dos giros. Mas como a mim calha-me sempre cocó, já estava a antever o destino a gozar com a minha cara e enfiar-me por entre aquele chop suey todo.

Sentei-me no meu lugar cujos arredores ainda não tinham ocupantes. Nisto identifico o 4º gay que desfilava pelo corredor com a última edição de uma revista de moda chamada "Madame". Não que esteja a julgar claro; eu estava a folhear a Vanity Fair.

Ouço duas pessoas a aproximar-se e antes de olhar, certifiquei-me que não cheiravam a Pato à Pequim. Levantei os olhos e calhou-me um casal de heterossexuais. Não que tenha nada contra é claro, que os meus pais são heterossexuais e eu gosto muito deles. Mas estes ingleses, ao que tudo indica, tinham regressado de uma lua de mel em Paris e pelos vistos não foderam quanto baste. E beija p'ráqui, morde a orelha p'ráli, começa a dar-se um festival de dedos a circular pelos corpos que nem aranhas. Estou em crer que durante a descolagem, havia dois dedos em falta mas eu não estava a contar.

Passei a viagem com os auscultadores a ouvir música e a jogar Angry Birds. E claro, a comer metade de uma sandes de queijo e 15cl de Coca-cola que a AirFrance é uma oferecida.
Quando estávamos a aterrar, olhei para o lado na tentativa de perceber se a lady já tinha engravidado passadas duas horas de voo. Nisto, o avião começa a estremecer loucamente. Por momentos pensei que o orgasmo deles estava a interferir com toda a cabine. Mas não, estavam com a mesma cara de "é p'ra morrer ou não?" que todos os outros. Céu claro, sem nuvens à vista. Isto durou cerca de 15 tortuosos minutos e por momentos estava a recapitular o Parque Astérix mas sem a certeza que acabaria tudo bem. 
Uma inglesa atrás de mim pergunta à hospedeira:
- Why is he flying so badly? Such great weather outside. Is he drunk?

Bitch, era homem para ir aí dar-te um high five nas nalgas, se me deixassem tirar o cinto. Após o desaparecimento da hospedeira, a coisa lá acalmou. Se foi acordar o piloto ou fazer-lhe um bico não sei. Mas resultou. 
E cheguei.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Último dia em Reims

Hoje é dia de trabalho cá nas Franças e assim a minha companhia para estas mini férias decidiu fazer o mesmo. A modos que me vejo sozinho no meio do nada, entre uma dezena de caves de champanhe que só fazem provas de degustação aos fins de semana. Como se eu não apanhasse bebedeiras durante a semana.
Dado eu ser portador da luz e do calor na vida das pessoas, arrastei comigo para esta "cidade" um calor arábico que dá vontade de andar nu. Mas a julgar pelo aspecto da população local, ainda bem que isso não foi instituído que eu cá não quero ficar cego de um olho.
Fiz-me à vida à procura do McDonald's mais próximo em busca do maior balde de Coca-cola gelada disponível. A meio interceptei uma senhora de batôn putin rouge:

- Bonjour. Pouvez-vous me dire ou est McDonald's?

Eu nunca fui grande coisa a francês mas sempre me desenrasquei. Desta vez parece que não que a senhora fez uma cara que por momentos receei ter perguntado se a cona dela deitava pus. Rapidamente tentei explicar não fosse a senhora mostrar-me o penso:

- McDonald's? Des frites? Hamburguer? Coca-cola? (como se não houvesse coca-cola em mais lado nenhum)
- Ah! MacDonálde!

Agora quem tinha pus nas orelhas era eu. Não sei o que se passa com os espanhois e franceses que qualquer desvio à pronúncia é mandarim. É o que dá dobrarem tudo na televisão. Até o Rocky fica a parecer um filme erótico.

Bem, lá fui eu rumo ao meu balde de cola fresca. Neste momento já tinha o pólo colado ao corpo e já era conhecido nas ruas como Miss T-shirt molhada.

Merda são 17h. Não posso contar agora o resto da história que está quase na hora de ir para o aeroporto e se não tenho tudo pronto, vou ter de aturar certaine personne a refilar daqui a Charles de Gaulle. Ou isso ou vai-me castigar novamente com o cd inteiro da Lisa Stansfield.
Au revoir!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Versailles

Depois de ter levado com o festival da Eurovisão e as suas músicas mais feias que o fruto de uma noite de sexo entre a Duquesa de Alba e o Castelo Branco, decidimos folhear o guia para decidir onde iríamos vaguear no dia seguinte. Dado que Paris já está mais que visto, optamos por Versailles. Segundo a moça que escreve o guia e que provavelmente nunca esteve em nenhum dos locais que menciona, a visita ao Chatêau da Badalhoca Antoinette demoraria no mínimo um dia. Ora que já me tinham pregado com essa há uns anos atrás com o Museu do Louvre. Conclusão: despachei aquilo em 2 horas. A modos que decidimos acordar lá para as 10 e tal, que eu cá não preciso de um dia inteiro para ver casebres.


Tomado o pequeno-almoço na bomba de gasolina, fizemo-nos à estrada. Uma vez que no dia anterior tinha escolhido a banda sonora, ontem tive de levar com a mais recente retirada do baú do condutor: Lisa Stansfield. Credo que aquela senhora faz-me ponderar os benefícios do suicídio. Por momentos ao avistar a sinalização local (ver foto), sonhei que aquele veado saísse da placa e se espetasse no nosso carro de forma a poder acabar com o meu sofrimento.


Chegados a Versailles, já com coágulos a sair pelas orelhas, avistamos, não o casebre que eu tinha imaginado, mas aquilo que me parecia o dobro do Vaticano. A praça estava à pinha e quase ia saltando do carro pensando que estavam a oferecer caralhos.
Depois de ficar eternidades à espera para poder estacionar, enfiamo-nos por entre aquele gang bang de chineses e americanos em busca da bilheteira. Claro que se a fila não ostentasse um quilómetro de extensão, não seria a mesma coisa. Já eram 15:30 e aquela merda fechava às 18:30 pelo que já tinha decidido que iríamos ver o quarto da gaja, um quarto qualquer com espelhos e mais duas ou três coisas que figuravam no Top 10 do guia.
Já com os pés na escadinha da bilheteira, descobrimos que, quais anormais da merda, a bilheteira era na fila do lado. Aquilo tinha sido a fila para quem já tinha bilhete. Claro que se os chineses não invadissem tudo o que era sinalefas com os seus chapéus de palha e as suas máquinas com objectivas do triplo do tamanho dos seus pirilaus, eu teria-me apercebido disso antes.

Lá fui eu para a bilheteira. Não sei porquê mas estranhei haver novamente uma fila monstruosa. Dada a tendência que aquela gente tem em gostar de estar em fila indiana a roçar-se uns nos outros, avistei na minha bola de cristal a possibilidade quase certa de estar uma fila para cada divisão na casa, incluindo o mostruário das últimas cuecas da Antonieta antes de ir parar à guilhotina. Ora que não há ceroulas que me façam esperar tanto, nem que contenham selos ressequidos da realeza. Lamento, mas tenho limites. 
Fiz planos mentais para futuramente fazer uma visita virtual àquela casa no conforto do meu lar, e partimos rumo ao Hard Rock Paris para jantar. Eram 16:30.

sábado, 26 de maio de 2012

Parque Astérix


Como criança que teimo em ser até à data da minha morte, hoje decidimos partir rumo ao Parque Astérix. Chegamos lá bem cedinho para poder andar em tudo, desde a montanha russa com 7 loops ao barquinho mais parado.

A primeira montanha russa que tentamos ir, avariou a meio da subida. Quando lá voltamos, já em funcionamento, voltou a avariar. Visualizei mentalmente como seria o meu funeral se morresse espalmado a meio de um looping. A minha mãe iria ficar certamente chocada que sempre achou que eu morresse a tropeçar nos atacadores. Pois... nem sempre as mães têm razão.

Ao sair dessa mesma montanha com propensão à avaria, deparei-me com a estátua de Zeus todo poderoso. E como tudo ali é pensado ao pormenor, descobrimos que ele usava cuequinhas floridas e que na verdade era uma grande traveca. Este parque não é só para brincar, também ensina factos importantes sobre a nossa História.

Percorremos também uma réplica de gruta que, na tentativa de mostrar aquilo que deveriam ser estalactites, ostentava indubitáveis valentes caralhos, em todo o seu esplendor. E não fui só eu que reparei. Só nessa altura percebi o porquê de aquele entretenimento aquático ser considerado para “adultos”. Infelizmente não fotografei por ser muito escuro, mas caso não saibam do que estou a falar basta pesquisar no Google a palavra “caralhos” e perceberão do que estou a falar.

Passando pelo carrossel, conseguimos perceber o porquê do fascínio infantil por aquele mono giratório sem qualquer piada. Como podem ver pela foto, puseram Obélix a escancarar literalmente o cu para poder lá caber todas as criancinhas interessadas. O que demonstra a abertura de mente dos franceses em relação àquilo a que expõe as suas criancinhas. Já nós em Portugal nunca poderíamos ter uma Casa Assombrada chamada Bibi. Caretas…










Depois de correr tudo o que havia para fazer ainda ficamos sem saber por onde sair porque, como se pode ver pela foto, nós não deambulamos com tampões enfiados portanto não temos direito a sair por aqui. Mas também não acho justo misturarem-nos com as outras que se esqueceram de colocar o tampão e que estão todas ensaguentadas.
Enfim, ninguém percebe os franceses. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Back 2 France


Como ditam as minhas obrigações maritais lá vim novamente rumo a terras francesas desta vez para ir ao Parque Astérix ver o meu amor.
De manhã cedo chamei um táxi e como pessoa cheia de sorte com os taxistas que apanha, desta levei com um que assobiava desafinadamente ao som dos Winds of Change dos Scorpions tornando a experiência de ouvir Scorpions ainda mais dolorosa.
10:15 encontrava-me já com check in feito e fui tomar o pequeno almoço: um menu grande big mac com cola e batatas. O que foi até uma decisão acertada visto que a Air France optou por uma sandes e um suminho de laranja,que a aeromoça transsexual distribuía num tabuleiro. Está para vir o dia da bolachinha com manteiga. É a puta do progresso.
Chegados às instalações, terminado o ritual do “matar as saudades”, fui disfrutar do programa que o meu amor me tinha preparado: ver o festival da Canção. :-O
Ah, Paris je t’aime.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Só me meto em merdas para me desarranjar o intestino

Parece que a Escola de Dança onde eu ando decidiu fazer outra vez um espectáculo fim de ano. Aquilo que por norma põe tudo com a pita aos saltos, dá-me valentes cólicas e chego-me a desfazer literalmente em diarreia uma semana antes do dia. Podia mandar todos pastar, podia. Mas a verdade é que devo algum respeito aos professores que me aturam o ano todo e como estão cientes disso, já me saíram na puta da rifa três coreografias. Ora que eu vou ter que me sentar com os senhores, porque três diarreias ácidas é coisa que simplesmente não aguento.

A menos de um mês não sei coreografia nenhuma e não me está a apetecer levar com tartes no focinho enquanto estou de perna aberta a tentar rasgar as virilhas a ver se me cai o caralho no palco, na tentativa de ter uma desculpa válida para me esquivar do palco.

Isto tudo para apelar à vossa sensibilidade porque preciso do contacto de um traficante de droga que me abasteça na véspera.