terça-feira, 26 de junho de 2012

O concerto

A expectativa era muita porque:
a) já lhe vi um concerto e fiquei a babar-me de espanto;
b) a Madonna é uma badalhoca e uma boa badalhoca dá sempre um bom espectáculo nem que seja a mijar agachada atrás de um carro.

O espectáculo de luzes, tecnologia e dançarinos foi assim um estrondo. Tudo no microsegundo certo e com a espectacularidade do costume e o raio da velha vai conseguir abrir as pernas mesmo quando estiver de cadeira de rodas.

Tive pena que não tenha mostrado o mamilo, mas a julgar pelas últimas capas da Playboy em Portugal, ninguém mostra os mamilos em Portugal a não ser a Ana Malhoa... e José Cid. Houve momentos em que pensei que ia mostrar a ratonga para que as receitas das imagens vendidas revertessem a favor da dívida portuguesa ao FMI. Nadinha. Nem uma pele morta.

Teria pago 80 euros para ver o concerto todo em playback que a senhora das poucas vezes que carregou on naquele microfone, deixou tudo a olhar à volta à procura da baleia a ser assassinada nas redondezas. Acho que os anos a fio a engolir meita começam a dar sinais dos seus efeitos.

Mas a velha dança como se tivesse 20 e não se vê uma única artrose naquele corpo o que só comprova que foder dá saúde. Próximo concerto lá estarei.

sábado, 23 de junho de 2012

Escrever sem Primor

Fodi o meu teclado. Neste momento estou sem a letra "p", o que para a minha redacção brejeira é uma verdadeira contrapartida. Que chamar as pessoas pelo nome não é propriamente o meu forte.


A modos que:

a) escrevo posts no meu telemóvel e canso-me após a primeira frase;

b) começo a chamar as pessoas de butas, baneleiros e borcas de merda;

c) compro um teclado novo.

Estou ainda a decidir.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ponto de Situação

Tal como prometi vim cá hoje para falar sobre a minha vida sexual ausente, em que o momento mais sexual é caracterizado por alguém a empurrar-me na fila de um supermercado para conseguir chegar ao tapete rolante. Isso e sentir que ando a foder à grande com a EDP porque pelo preço que me cobram de energia por um T1, estou em dúvida se terei passado o mês a assar caralhotas no forno de forma industrial.

A vantagem de não foder há muito tempo é que, ao longo do tempo, instala-se o hábito de não foder e, de forma progressiva, já nem sequer pensamos nisso como algo a fazer. O próximo patamar é adquirir um gato.

Com a ausência de sexo, também perde-se a rotina de masturbação 6 vezes/dia. Rapidamente se passa a... já nem me lembro da última vez. O cansaço e o calor tornam-se mais fortes que a minha líbido e tenho receio em fazer uma tendinite agora que sou uma bailarina e preciso dos pulsos para ajeitar o tutu.

O mesmo se passa com as pessoas que também começam a parecer todas amorfas e emanam zero interesse sexual. Além disso, já sabemos muito bem o que vamos encontrar quando desapertarmos as calças de outra pessoa. Mais do mesmo. Sem surpresas. A não ser que só tenham um colhão.

Ah, eu já mencionei que estou a tomar uns comprimidos para o cabelo que têm como efeito secundário zero tesão? Pois.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Telegrama

Não caí, embora houvesse quem o tenha feito por mim; não parti nenhuma perninha embora houvesse quem tivesse de faltar ao espectáculo por estar com a perna toda engessada; caguei-me todo mas isso faz parte do processo de fitness pre-show.

Estou simplesmente de rastos. Amanhã regresso em força para falar sobre a ausência da minha vida sexual.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Saga Recomeçou

Dada a minha facilidade em pisar palcos e o meu à vontade com os públicos, sou presenteado novamente este ano com "os nêrves". Isto tudo com 48 horas de antecedência ao espectáculo porque não bastava ser no próprio dia. Claro que não poderiam ser nêrves quaisquer... o meu corpo arranja sempre maneira de se auto emagrecer desfazendo-se em merda (diarreia superiores a 7 vezes / dia) e descargas de adrenalina semelhantes à morte anunciada a ponto de me nausear qual prenha de trigémeos em primeiro trimestre.

E nesta altura, sondo a casa em busca do chicote para me auto flagelar em jeito de lembrança para que no próximo ano aprenda a ficar quietinho na plateia a aplaudir.
Este ano já é tarde e só me resta limpar o cu (de todas as vezes) e avançar de cabeça erguida. O pior que pode acontecer é mijarem-se a rir. Porque conseguir não cagar no palco será já uma vitória.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O que eu gosto dos Santos

Se há festa em Lisboa que eu não dispenso é a noite do Santo António. Faltei uma única vez para ficar a trabalhar e juro que deixei cair uma lágrima - tenho testemunhas. Desde então prometi que nunca mais faltava a essa grande noite, nem que estivesse com as perninhas partidas.

Ontem como estive em ensaios a fazer figuras mais tristes que a menina do dança-dança, cheguei mais tarde à mesa. Mas mesmo tarde, consegui mostrar o boi que havia em mim e fui a tempo de degolar meia dúzia de sardinhas e carnes que não me lembro muito bem quais. E mijo de cavalo que vinha em jarros.

E depois disso, podem dizer o que quiserem de Lisboa inteira, que Alfama é bonita, que eu sou bué de giro mas foda-se que a Bica é linda. 

Aquele mar de gente impenetrável que ondulava para que chegássemos lá abaixo sem nunca ter tocado com os pés no chão; os gritos de guerra "PQP que a Bica é linda!"(claro que a parte do puta que pariu aparentemente só eu sabia a letra que o resto só cantava a segunda parte); o fumo da sardinha que nos assolava a fussa qual ventoinha em dia de calor; a Nena dos churros que atirava com churros na fussa de uma pré morta caída no chão, quais manobras de reanimação; a música popular brasileira portuguesa que entoava pelas janelas fora; aqueles apalpões sem fim que faziam com que aquela descida parecesse uma valente queca e quase chegamos lá abaixo com as cuecas já molhadas. 
No fim ainda tive direito a dançar Dancing Queen sem sair do sítio e sem ter que me dirigir a uma discoteca de especialidade paneleira.

Ai a Bica! *modo suspiro de quem acabou de tirar uma beringela do rabo*

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ai a minha vida

A dois dias dos Santos, depois de tanta antecipação sobre o melhor bailarico e a bebedeira mais Santa, decide-se-me aparecer uma puta de uma cárie. Eu que nunca tive nenhuma, lembrei-me de ter uma agora. Quando fazia sexo de todas as maneiras, havia sempre pasta de dentes e nunca me apareciam destas coisas.

A modos que febras, entremeada e o pão das sardinhas vou ter que pedir a alguem que mastigue por mim e me dê na boca estilo linguado de pássara mãe para passareca filha. E beber mais álcool do que estava planeado para poder anestesiar o meu molar mastigador. Além de que só posso comer de um lado e vou passar uma série de dias a mastigar de lado e a exercitar só metade dos músculos da face ao ponto de parecer que tive um AVC.

Além de que só consegui consulta na quarta de manhã, o que é fantástico visto que se me mandarem soprar o balão às 10.30 da manhã, ainda estou com valores suficientes para ter a carta apreendida. E também não gosto de arrotar na cara da dentista.
 
Obrigado Santo António. Eu pedi sexo e tu fodes-me o dente. Não era bem aí...

sábado, 9 de junho de 2012

Cá p'ra mim a guerra do Pingo Doce foi boato.

Hoje fui ao Pingo Doce munido de ânimo para enfrentar actos de pugilismo e "arranca-cabelos". Ponderei levar uma arma escondida nas cuecas mas pensei que duas latas de feijão da Compal seriam suficiente para arrematar alguém à inconsciência. Isto tudo a propósito da promoção dos 50% sobre produtos portugueses do Pingo Doce.

Cheguei ao local de combate à procura da primeira velha para atropelar e partir perninhas em jeito de aquecimento e qual o meu espanto quando chego lá e está tudo calmo, qual pássara abandonada. Tudo em modo tranquilidade, prateleiras cheias de Sagres em véspera de jogo, o feijão da Compal lá intocado como se padecesse de sífilis.
Eu até percebo que há produtos portugueses que são uma valente merda mas, e o patriotismo malta? Estavam lá os empregados todos pintados a rigor e a malta a comprar Coca-cola no Continente?

Uma vergonha é o que eu vos digo. Já não posso contar com o meu país p'ra nada. Nem p'ra puta da batatada. É o fim.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Santos

Santo António, Santo Antoninho,
Faz com que volte depressa o meu amor que eu estou farto de bater o caralhinho.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Odeio perder uma aposta

Apostei 5 euros em como a Playboy deste mês iria pagar à Eunice Muñoz para mostrar a omoplata mas como agora está de cama com fracturas múltiplas, contrataram a Dânia Neto.
E então não é que a Playboy Portugal, aquele catálogo da 3 Suisses aquela revista de espiritualidades e ideias, decidiu mostrar o umbigo da rapariga?

Porca.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Os meus longos cabelos loiros

De há uns tempos para cá, a Natureza encarregou-se de me fazer envelhecer de forma menos sexy, retirando-me cabelos da parte de cima. Deixando todos os outros, porque a Natureza também tem sentido de humor. 
De há uns tempos para cá, estou pronto para enfiar paus incandescentes pelo cu acima de quem canta que é dos carecas que elas gostam mais, ao mesmo tempo que ostentam jubas capazes de albergar uma comunidade emigrante de piolhos. É como quando me viro para pessoas feias e digo que o que conta é o interior. Claro que para mim é fácil dizer isso porque nasci lindo, mas é condescendente. E é mentira. O único fundo que se aproveita de uma pessoa muito feia é quando se tira as cuecas, depois de três litros de vinho e com um pano na cabeça.

Como eu sou contra o envelhecimento e vou provavelmente ser um ávido consumidor de botox até ficar com as fuças arreganhadas, comprei finalmente terapêutica hormonal. Aquilo é caro como a merda e optei por comprar o quintuplo da dose, que é como quem diz, a dose para problemas de próstata. Mas é cinco vezes mais barato, porque aparentemente a próstata é mais importante que o cabelo.
Como eu tenho a potência sexual de um cavalo constantemente a ser amarrado pela Cicciolina, pensei seriamente em tomar o comprimido inteiro para ver se acalmava um bocadinho. Mas como tenho medo de ser um cabeludo que não fode, optei por cortar aqueles comprimidos em três transformando a minha bancada da cozinha num balcão de coca. O que também me daria um jeitão olhar para o espelho com alucinações de estar como a Tina Turner.

Portanto se virem o Rei Leão a passar nos próximos dias, sou eu. Sob hormônios.

sábado, 2 de junho de 2012

Sabado a Noite

Ser uma pessoa prevenida é remover todos os objectos do chão do percurso porta - cama antes de sair de casa num sabado à noite. Eu nao sou uma pessoa muito bêbada. Sou é uma pessoa muito alta com um centro de gravidade deficitário depois de um pequenino copinho.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dia da Criança

Hoje é dia da Criança. Apesar de não poder considerar o meu dia porque as crianças não têm caralhos gigantes, metade da população grita a plenos pulmões que hoje é o dia delas. Provavelmente porque são atrasadas mentais e aí sim, faz-me sentido.
Quanto às minhas amigas putas, estas celebram o dia da criança fodendo com uma. Se forem daqueles ainda a caminho dos exames nacionais, aí então é vê-las a rugir.

Feliz dia da Criança.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Je suis arrivée

Ontem foi dia de partida da terra do champanhe e do regresso à terra da sardinha assada.
Despedi-me do meu amor e lá fui rumo à sala de boarding que é como se diz por cá, o bordel. Nada de novo por aqui, até porque estive metade do tempo em modo autista a ver se a mala se aguentava em pé sozinha.

Chamada para a porta de embarque e começo a aproximar-me do amontoado com destino ao meu avião. Duas populações distintas: cerca de 10 homens a viajar em modo solitário, altos, louros e espadaúdos, três dos quais claramente gays, os outros 7 ainda em descoberta dado que o meu gaydar é uma valente merda. A outra população consistia em mais de 50 chineses com mais de 60 anos, de costas arqueadas e de sorrisos escarrapachados na cara como se estivessem constantemente a ser alvo de cócegas no ilhó.

Enquanto atravessava o corredor, rezava silenciosamente para calhar-me algum dos giros. Mas como a mim calha-me sempre cocó, já estava a antever o destino a gozar com a minha cara e enfiar-me por entre aquele chop suey todo.

Sentei-me no meu lugar cujos arredores ainda não tinham ocupantes. Nisto identifico o 4º gay que desfilava pelo corredor com a última edição de uma revista de moda chamada "Madame". Não que esteja a julgar claro; eu estava a folhear a Vanity Fair.

Ouço duas pessoas a aproximar-se e antes de olhar, certifiquei-me que não cheiravam a Pato à Pequim. Levantei os olhos e calhou-me um casal de heterossexuais. Não que tenha nada contra é claro, que os meus pais são heterossexuais e eu gosto muito deles. Mas estes ingleses, ao que tudo indica, tinham regressado de uma lua de mel em Paris e pelos vistos não foderam quanto baste. E beija p'ráqui, morde a orelha p'ráli, começa a dar-se um festival de dedos a circular pelos corpos que nem aranhas. Estou em crer que durante a descolagem, havia dois dedos em falta mas eu não estava a contar.

Passei a viagem com os auscultadores a ouvir música e a jogar Angry Birds. E claro, a comer metade de uma sandes de queijo e 15cl de Coca-cola que a AirFrance é uma oferecida.
Quando estávamos a aterrar, olhei para o lado na tentativa de perceber se a lady já tinha engravidado passadas duas horas de voo. Nisto, o avião começa a estremecer loucamente. Por momentos pensei que o orgasmo deles estava a interferir com toda a cabine. Mas não, estavam com a mesma cara de "é p'ra morrer ou não?" que todos os outros. Céu claro, sem nuvens à vista. Isto durou cerca de 15 tortuosos minutos e por momentos estava a recapitular o Parque Astérix mas sem a certeza que acabaria tudo bem. 
Uma inglesa atrás de mim pergunta à hospedeira:
- Why is he flying so badly? Such great weather outside. Is he drunk?

Bitch, era homem para ir aí dar-te um high five nas nalgas, se me deixassem tirar o cinto. Após o desaparecimento da hospedeira, a coisa lá acalmou. Se foi acordar o piloto ou fazer-lhe um bico não sei. Mas resultou. 
E cheguei.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Último dia em Reims

Hoje é dia de trabalho cá nas Franças e assim a minha companhia para estas mini férias decidiu fazer o mesmo. A modos que me vejo sozinho no meio do nada, entre uma dezena de caves de champanhe que só fazem provas de degustação aos fins de semana. Como se eu não apanhasse bebedeiras durante a semana.
Dado eu ser portador da luz e do calor na vida das pessoas, arrastei comigo para esta "cidade" um calor arábico que dá vontade de andar nu. Mas a julgar pelo aspecto da população local, ainda bem que isso não foi instituído que eu cá não quero ficar cego de um olho.
Fiz-me à vida à procura do McDonald's mais próximo em busca do maior balde de Coca-cola gelada disponível. A meio interceptei uma senhora de batôn putin rouge:

- Bonjour. Pouvez-vous me dire ou est McDonald's?

Eu nunca fui grande coisa a francês mas sempre me desenrasquei. Desta vez parece que não que a senhora fez uma cara que por momentos receei ter perguntado se a cona dela deitava pus. Rapidamente tentei explicar não fosse a senhora mostrar-me o penso:

- McDonald's? Des frites? Hamburguer? Coca-cola? (como se não houvesse coca-cola em mais lado nenhum)
- Ah! MacDonálde!

Agora quem tinha pus nas orelhas era eu. Não sei o que se passa com os espanhois e franceses que qualquer desvio à pronúncia é mandarim. É o que dá dobrarem tudo na televisão. Até o Rocky fica a parecer um filme erótico.

Bem, lá fui eu rumo ao meu balde de cola fresca. Neste momento já tinha o pólo colado ao corpo e já era conhecido nas ruas como Miss T-shirt molhada.

Merda são 17h. Não posso contar agora o resto da história que está quase na hora de ir para o aeroporto e se não tenho tudo pronto, vou ter de aturar certaine personne a refilar daqui a Charles de Gaulle. Ou isso ou vai-me castigar novamente com o cd inteiro da Lisa Stansfield.
Au revoir!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Versailles

Depois de ter levado com o festival da Eurovisão e as suas músicas mais feias que o fruto de uma noite de sexo entre a Duquesa de Alba e o Castelo Branco, decidimos folhear o guia para decidir onde iríamos vaguear no dia seguinte. Dado que Paris já está mais que visto, optamos por Versailles. Segundo a moça que escreve o guia e que provavelmente nunca esteve em nenhum dos locais que menciona, a visita ao Chatêau da Badalhoca Antoinette demoraria no mínimo um dia. Ora que já me tinham pregado com essa há uns anos atrás com o Museu do Louvre. Conclusão: despachei aquilo em 2 horas. A modos que decidimos acordar lá para as 10 e tal, que eu cá não preciso de um dia inteiro para ver casebres.


Tomado o pequeno-almoço na bomba de gasolina, fizemo-nos à estrada. Uma vez que no dia anterior tinha escolhido a banda sonora, ontem tive de levar com a mais recente retirada do baú do condutor: Lisa Stansfield. Credo que aquela senhora faz-me ponderar os benefícios do suicídio. Por momentos ao avistar a sinalização local (ver foto), sonhei que aquele veado saísse da placa e se espetasse no nosso carro de forma a poder acabar com o meu sofrimento.


Chegados a Versailles, já com coágulos a sair pelas orelhas, avistamos, não o casebre que eu tinha imaginado, mas aquilo que me parecia o dobro do Vaticano. A praça estava à pinha e quase ia saltando do carro pensando que estavam a oferecer caralhos.
Depois de ficar eternidades à espera para poder estacionar, enfiamo-nos por entre aquele gang bang de chineses e americanos em busca da bilheteira. Claro que se a fila não ostentasse um quilómetro de extensão, não seria a mesma coisa. Já eram 15:30 e aquela merda fechava às 18:30 pelo que já tinha decidido que iríamos ver o quarto da gaja, um quarto qualquer com espelhos e mais duas ou três coisas que figuravam no Top 10 do guia.
Já com os pés na escadinha da bilheteira, descobrimos que, quais anormais da merda, a bilheteira era na fila do lado. Aquilo tinha sido a fila para quem já tinha bilhete. Claro que se os chineses não invadissem tudo o que era sinalefas com os seus chapéus de palha e as suas máquinas com objectivas do triplo do tamanho dos seus pirilaus, eu teria-me apercebido disso antes.

Lá fui eu para a bilheteira. Não sei porquê mas estranhei haver novamente uma fila monstruosa. Dada a tendência que aquela gente tem em gostar de estar em fila indiana a roçar-se uns nos outros, avistei na minha bola de cristal a possibilidade quase certa de estar uma fila para cada divisão na casa, incluindo o mostruário das últimas cuecas da Antonieta antes de ir parar à guilhotina. Ora que não há ceroulas que me façam esperar tanto, nem que contenham selos ressequidos da realeza. Lamento, mas tenho limites. 
Fiz planos mentais para futuramente fazer uma visita virtual àquela casa no conforto do meu lar, e partimos rumo ao Hard Rock Paris para jantar. Eram 16:30.

sábado, 26 de maio de 2012

Parque Astérix


Como criança que teimo em ser até à data da minha morte, hoje decidimos partir rumo ao Parque Astérix. Chegamos lá bem cedinho para poder andar em tudo, desde a montanha russa com 7 loops ao barquinho mais parado.

A primeira montanha russa que tentamos ir, avariou a meio da subida. Quando lá voltamos, já em funcionamento, voltou a avariar. Visualizei mentalmente como seria o meu funeral se morresse espalmado a meio de um looping. A minha mãe iria ficar certamente chocada que sempre achou que eu morresse a tropeçar nos atacadores. Pois... nem sempre as mães têm razão.

Ao sair dessa mesma montanha com propensão à avaria, deparei-me com a estátua de Zeus todo poderoso. E como tudo ali é pensado ao pormenor, descobrimos que ele usava cuequinhas floridas e que na verdade era uma grande traveca. Este parque não é só para brincar, também ensina factos importantes sobre a nossa História.

Percorremos também uma réplica de gruta que, na tentativa de mostrar aquilo que deveriam ser estalactites, ostentava indubitáveis valentes caralhos, em todo o seu esplendor. E não fui só eu que reparei. Só nessa altura percebi o porquê de aquele entretenimento aquático ser considerado para “adultos”. Infelizmente não fotografei por ser muito escuro, mas caso não saibam do que estou a falar basta pesquisar no Google a palavra “caralhos” e perceberão do que estou a falar.

Passando pelo carrossel, conseguimos perceber o porquê do fascínio infantil por aquele mono giratório sem qualquer piada. Como podem ver pela foto, puseram Obélix a escancarar literalmente o cu para poder lá caber todas as criancinhas interessadas. O que demonstra a abertura de mente dos franceses em relação àquilo a que expõe as suas criancinhas. Já nós em Portugal nunca poderíamos ter uma Casa Assombrada chamada Bibi. Caretas…










Depois de correr tudo o que havia para fazer ainda ficamos sem saber por onde sair porque, como se pode ver pela foto, nós não deambulamos com tampões enfiados portanto não temos direito a sair por aqui. Mas também não acho justo misturarem-nos com as outras que se esqueceram de colocar o tampão e que estão todas ensaguentadas.
Enfim, ninguém percebe os franceses. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Back 2 France


Como ditam as minhas obrigações maritais lá vim novamente rumo a terras francesas desta vez para ir ao Parque Astérix ver o meu amor.
De manhã cedo chamei um táxi e como pessoa cheia de sorte com os taxistas que apanha, desta levei com um que assobiava desafinadamente ao som dos Winds of Change dos Scorpions tornando a experiência de ouvir Scorpions ainda mais dolorosa.
10:15 encontrava-me já com check in feito e fui tomar o pequeno almoço: um menu grande big mac com cola e batatas. O que foi até uma decisão acertada visto que a Air France optou por uma sandes e um suminho de laranja,que a aeromoça transsexual distribuía num tabuleiro. Está para vir o dia da bolachinha com manteiga. É a puta do progresso.
Chegados às instalações, terminado o ritual do “matar as saudades”, fui disfrutar do programa que o meu amor me tinha preparado: ver o festival da Canção. :-O
Ah, Paris je t’aime.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Só me meto em merdas para me desarranjar o intestino

Parece que a Escola de Dança onde eu ando decidiu fazer outra vez um espectáculo fim de ano. Aquilo que por norma põe tudo com a pita aos saltos, dá-me valentes cólicas e chego-me a desfazer literalmente em diarreia uma semana antes do dia. Podia mandar todos pastar, podia. Mas a verdade é que devo algum respeito aos professores que me aturam o ano todo e como estão cientes disso, já me saíram na puta da rifa três coreografias. Ora que eu vou ter que me sentar com os senhores, porque três diarreias ácidas é coisa que simplesmente não aguento.

A menos de um mês não sei coreografia nenhuma e não me está a apetecer levar com tartes no focinho enquanto estou de perna aberta a tentar rasgar as virilhas a ver se me cai o caralho no palco, na tentativa de ter uma desculpa válida para me esquivar do palco.

Isto tudo para apelar à vossa sensibilidade porque preciso do contacto de um traficante de droga que me abasteça na véspera.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Coisas que não me tiram o sono

Ontem cheguei a casa com os olhos a arder de tanto sono ao ponto de deixar a roupa na máquina a ganhar mofo para o dia seguinte.
Com muita pena porque queria ter visto os prémios de música Billboard que, curiosamente coincidiu com os Globos de Ouro da SIC. Nem ponderei ver este último que parece igual de ano para ano. Se tivessem diferido a edição de 1998 não teria dado por nada, nem mesmo pelas roupas que há sempre aquelas que compraram o tecido na Casa Baptista.

A julgar pelos anos anteriores, aposto que sei de tudo o que se passou:

- José Castelo Branco apareceu com modelo de senhora;

- Paula Bobone ainda não acertou com a medicação psiquiátrica e continua a parecer uma leprosa cheia de trapos na passadeira vermelha;

- Lili Caneças tem a cara a desfazer-se;

- Bárbara Guimarães põe o público a mijar nas cuecas de tão boa que é a fazer piadas;

- Ana Bola e Maria Rueff estão num balcão a contar piadas secas;

- Jorge Palma está bêbado:

- Alexandra Lencastre está com as mamas de fora e se for chamada ao palco vai mostrar a rata. Ah, esperem... isso agora é noutro canal.

Bem me parecia que este ano não nos iam desiludir com esta receita de sucesso que se repete todos os anos.

domingo, 20 de maio de 2012

Um à parte

Todos os dias leio o apanhado de três dezenas de blogs numa aplicação que me caça as últimas de cada um. Assim não preciso de estar a clicar cansavelmente em todos para depois perceber que metade não tem nada de novo desde ontem.

Hoje a rotina manteve-se até que recebi um post que tinha apenas uma palavra. Era a actualização de um blog que já não era actualizado há mais de um ano. Razão: o dono do blog está morto. Spooky.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cartas de Amor

Querido Meu amor;
Como se já não bastasse ires embora em trabalho durante longos períodos de tempo deixando-me à mercê da punheta, levaste contigo o único corta-unhas que havia cá em casa e agora estou com unhas-cotonete e meias rotas.

Obrigado.

Ass: O teu amor que não tarda também estará com a picha arranhada.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Jantar de Turma

De há quase 7 anos para cá, a minha turma de faculdade tem cumprido a tradição de jantar anualmente para podermos olhar uns para os outros e apreciar minuciosamente a crueldade da velhice. Talvez sorrir para dentro em alguns casos, ou então aproveitar a boleia do álcool para gritar entusiasticamente "estás gorda que nem uma vaca, há quanto tempo?".

Para celebrar tão gloriosa data, os organizadores seleccionados para este ano decidiram-se por um restaurante na Buraca, local esse que me deixou em pulgas. Pulgas essas que provavelmente permanecerão no meu corpo após o jantar.


Não é que eu tenha nada contra os menos afortunados ou lá como se chamam os residentes da Buraca, mas não há ninguém na minha turma que eu queira ver tão desesperadamente a ponto de arriscar um assalto à mão armada. Além de que se me roubam o telemóvel / gps pelo caminho, eu não sei como regressar a Lisboa, muito menos circular por entre os labirintos e as sinalizações próprias das favelas.

Este ano tenho também um dilema porque tenho duas ex-grandes amigas que agora são simplesmente grandes vacas, que decidiram engravidar sem me dizer nada. Não sei durante quanto tempo estão a querer passar a ideia de que aquilo que ali está é uma barriga de cerveja, merda que teima em não sair ou um tumor. Mas, pelo sim pelo não, já treinei a minha cara de espanto em frente ao espelho. Falta-me só acrescentar um toque de genuína surpreendência mas estou a chegar lá.

Claro que depois disso, tenciono fugir para o lado oposto onde se sentam as putas cujo útero já nem tem agarras. Não é que eu não esteja feliz por ver as minhas colegas a fermentar meita nas suas barrigas, mas não consigo passar um jantar inteiro a ouvir falar em contracções, mamilos duros, mijas constantes e peidos involuntários. E também porque se me começa a cheirar a placenta escorrida enquanto estou a comer, fico com azia.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pensamentos

Com este calor chego a casa, dispo a roupa e vou nu rumo à Bimby fazer algo para me refrescar. Não me lembro muito bem como mas saiu Caldo Verde. A minha inteligência fascina-me.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Florzinhas no cu

Por inveja ao facebook "limpinho" da minha amiga Badalhoca, comecei a fazer limpeza das pessoas que me cegam a vista diariamente com imagens de Nossa Senhora a dizer que Deus vai-me salvar o coiro ou que as amizades são como as florzinhas que devem ser regadas com amor. Não há cu que aguente tanta paneleiragem sem os homens nus, nem o meu.
Fiz limpeza às wannabe paneleiras e às suas mensagens doces de sabedoria diária, e agora o meu facebook dá mesmo gosto ler pela manhã.
Hoje ainda escapou uma que publicou um convite para uma festa cuja entrada custa 5 beijinhos. Esta também está prestes a ser banida para o grupo das paneleirotas ou então é uma grande puta e vai querer mesmo lamber aquela gente toda à porta cinco vezes cada. Vou mantê-la debaixo de olho mais uns dias só para poder ver as fotos dessa festa e poder atestar a putice da gaja.

P.S. Não tem nada a ver mas esta música não me sai da cabeça


sexta-feira, 11 de maio de 2012

A Praxe da Época Balnear

Hoje depois de uma longa noite de trabalho, combinei com a minha amiga Badalhoca passar o dia a dormir na praia. Mais numa de aproveitar a onda de calor que anunciaram para estes dias porque estou sempre com medo que o mundo acabe amanhã. E porque estou farto de não aproveitar oportunidades raras como a de ter estado presente na Guerra Civil do Pingo Doce.

Rumo à praia, paramos num supermercado para adquirir uma marca branca de um protector solar que eu cá sou como o cão do Pavlov e já estou farto de apanhar escaldões.
Não havendo protectores solares no supermercado nem nas proximidades porque "ah e tal, ainda é muito cedo, não encomendamos porcos de merda que vão passar o dia na praia e somos uns invejosos", lá nos dirigimos a uma farmácia. Farmácia essa que só tinha uma marca de protectores solares disponível. Provavelmente a marca que não escoou do ano passado, uma vez que também restava pouco mais que factor 15. Ao virar do frasco, demos com a módica quantia de quase 30 euros por meia grama de creme. 

Olhamos para o céu e perante o estado de nebulina que cobria todo o céu, viramos o nosso cu de forretas que achamos aquilo um ultraje. Prevenir custa os olhos da cara mas a quimioterapia para o melanoma diagnosticado é de borla. 

Conversamos, adormecemos, almoçamos, mergulhamos, sempre sob o olhar de um raio de sol envergonhado por entre nuvens cinzentas que fariam prever uma tempestade do caraças.
Findado um longo dia de praia, sinto-me bem: uma framboesa inflamada que nem consegue dobrar os joelhos. Tive medo que o sabonete arrancasse a minha pele de lagosta e agora estou num frenesim de aplicação de creme num rácio 2 minutos para aplicar / 10 segundos a absorver e a desaparecer qualquer vestígio. 

Mais um ano, e Pavlov chora. E eu também. Nunca aprendo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Por-lhe os cornos: quando se justifica?

Eu tenho qualquer coisa contra pessoas que falam achim a toda a hora com as suas crianças, provavelmente porque desconfiam que elas padecem de um atraso mental significativo. A julgar pela forma como o progenitor fala com elas e face às leis da hereditariedade, começo a achar que se calhar padecem mesmo.

No meu local de trabalho a casa de banho dos homens tem uma comunicação com a casa de banho das mulheres que permite ouvir desde o mais ténue peido à mais violenta espirradela na loiça. A juntar ao eco que a acústica de uma casa de banho tão bem proporciona, qualquer som da casa de banho das mulheres chega-me aos ouvidos em HD modo stereo.
Há dias estava eu sentado na sanita do meu local de trabalho a soltar o leão. Como é habitual, comecei a ouvir a conversa de telemóvel de uma colega, como se ela estivesse a falar ao meu lado. 

- Então, minha coija maij linda. Que é que taj a fajer?

Deve estar a falar com algum sobrinho atrasado, porque a dita não tem filhos, para bem deles.

- Fostes comprar o comerjinho da gente para logo à noitinha? Fostes?

Oh foda-se, que a puta anda enrolada com uma criança de 3 anos. Enquanto deixava a minha merda a marinar na sanita, fiquei a pensar se não seria prudente avisar as autoridades. 

- E vens buscar a fofinha para irmos juntinhos no carrinho para a cajinha, vens?

Ok, ele é maior de 18. E conduz. Não deve ser muito deficiente para ter tirado a carta, embora a julgar por quem anda a circular na cidade, creio que isso hoje não é critério de exclusão.

Em modo masoquista, fiquei sentado a ouvir aquilo durante 20 minutos ao ponto de já sentir o cérebro a transbordar pelas orelhas. 20 minutos sem proferir uma única frase em modo normal. Porque já que estavam em tantas combinações para aquela noite estava ansioso por saber se ela ia perguntar se ele ia enfiar o xeu teletubby no potejinho de ouro dela até fajerem pequenos póneis.

Há pessoas que fazem tudo para ser encornadas com justa causa. E para bem da relação, é bom que assim seja.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Se eu tivesse um diário

Querido Diário que nunca tive porque a minha mãe era uma bisbilhoteira e se lesse o que eu andava a fazer aos 16 anos, ter-lhe-iam caído os dentes;

Hoje não fiz um peidinho. Também não dei nenhum porque assim que me deu vontade dirigi-me de imediato aos meus sanitários pessoais. Lá, nos meus sanitários, enquanto o meu nalguedo se moldava à fina porcelana da Sanitana, começou a chover lá fora e em cima de mim. Ora como eu não cago na rua, depressa percebi que algo não estava bem. Olhei para cima e tinha água a pingar do tecto o que, financeiramente, agoira sempre algo de espectacular. Telefonei ao senhor engenheiro que é como ele se auto intitula, apesar de ter um domínio da língua portuguesa como se a licenciatura lhe tivesse passado ao lado. O mestre de obras ingenheiro (ainda vou tirar isto a limpo) disse-me que se eu telefonar amanhã e a gente combinássemos uma horinha para ele me dar uma espreitadela e a gente vermos donde vem aiágua.
Depois de assentir, lá limpei o rabo mas não muito que a seguir ia tomar banho. Abri a torneira e olhei para os pingos do tecto e considerei seriamente fazer face à crise e aproveitar as gotas para tomar duche. Depois lembrei-me que o tecto não dá água quente.
Decidi fazer o almoço e descongelei bolonhesa no micro-ondas, mas aquela merda teimava em não descongelar. À hora que descongelou, tinha que sair para ir trabalhar a modos que enfiei tudo num tupperware para depois ir jantar e fui trabalhar sem almoçar. Agora compreendo o que é a fome.

Tomei café com uma amiga minha e a ver se arranjava algum ponto alto no meu dia, perguntei-lhe como ia a vida sexual dela, ao que ela respondeu-me que tinha pinado na terça-feira pela última vez. O que tornou a tarde mais deprimente.

Nesta última hora, tenho estado à pancadaria com o telemóvel a ver se os meus angry birds matam os porcos.

Agora recebi o meu presente de Natal atrasado de uma colega de trabalho: umas cuecas azuis e rosa, que me teriam dado tanto jeito nas minhas inúmeras rendições da Celine Dion nas noites do travesti no Finalmente.

Diário, obrigado por tu existires porque assim lembrar-me-ás, a vida merdosa e inútil que às vezes levo neste planeta chamado Terra.

P.S. Eu não tenho nada para dizer, e muito menos que fazer. E vocês também não que vêm cá ler esta merda em vez de estar às voltas com uma obra clássica como os Cem Anos de Solidão, que deixa uma pessoa bêbada de tentar lembrar-se quem é quem naquela história transsecular em que todas as gerações se fecundem milagrosamente umas às outras.

domingo, 6 de maio de 2012

Dor de alma que amanhã já estará curada

Maraia, minha grande vaca. Foste provavelmente das coisas mais bichas pelas quais eu já tive a ousadia de confessar o meu amor em público. Geraste-me tormentas com pessoas a chamar-te puta e macaca e mamas descaídas e gorda ressabiada e vaca com o cio a guinchar, e eu a defender a tua honra alegando que tu na verdade eras uma princesa com uma voz de ouro.

Coment. no site espanhol: Ni los mineros chilenos se meten en esa cueva

Anos a carregar o orgulho de ser teu fã sob o olhar de vómito fecalóide das pessoas que não acreditavam que eu ouvia tal coisa. Cheguei mesmo a confessar que se tu morresses deixaria de ouvir musica. Ok, esta última confesso que devia estar com um peido entalado a obnubilar-me.

Mas Maraia querida, porque vais tu para a neve com essas leggings / leotards / calças elásticas / moldes para as beiças da cona? Nem a Rita Pereira mostrou em país de beira mar aquilo que tu mostras de borla na estância de neve.

Não é digno da tua parte Maraia e não sei se consigo continuar a defender a tua honra, porque já tenho receio que um dia faças uma capa de cd com o teu ilhó com pêlo.
Não havia necessidade minha valente porca, e a não ser que estejas a pensar emitir sons pela rata e daí a exposição, não sei se quero continuar a ser teu fã. Pelo menos em público.

sábado, 5 de maio de 2012

Pessoas que não sabem muito bem o que cá andam a fazer

Gosto tanto quando começo a falar sobre as maravilhas da bimby e há sempre alguem do contra que, apesar de não ter nenhuma, defende com unhas e dentes que aquilo não serve para nada, não faz nada e quase que arrancam os olhos da cara para provar que os pratos que eu faço com aquilo são uma mera ilusão. Há quem defenda até que muitas coisas conseguem-se fazer mais depressa sem bimby, ou que a bimby tira o prazer de cozinhar. Enfim, o chamado desespero de causas em que uma pessoa vai quase até à China para provar os seus dogmas. Eu cá p'ra mim só tenho a apontar que aquilo é exageradamente caro e que não faz broches.

Eu respeito opiniões, se coincidirem com a minha, e compreendo que não é um investimento fácil portanto já nem contesto muito para não acharem que à noite visto-me de traveca e encarno a Filipa Vacondeus.

Mas depois de passar um dia na cozinha estafado a cozinhar para 40, pratos e sobremesas e meita disfarçada de maionese patés, perguntam-me se fiz tudo sozinho. Eu respondo que sim. E essas mesmas pessoas fazem o seu olhar de cara de cu com borbulhas desdém e dizem "pfff, foi a bimby que fez tudo".

Ah! Porque antes não valia um peido mas agora a Bimby é a Puta mais fodilhona do Oeste. Agora até vai às compras e vai arrancar salsas à horta. Agora a Bimby até mete as mãos nos armários para escolher os ingredientes, por em travessas, por no forno e lavar a loiça. E até me fez um broche enquanto passei o dia na cama a ver o jantar montar-se sozinho.
Possidónias.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Avizinha-se a morte da Playboy portuguesa... again.

Depois de terem fechado a última edição da Playboy com o Ricardo Araújo Pereira de fato... vestido até ao pescoço, decidiram renascer das cinzas não fosse o problema de Portugal ser falta de cona. Cona essa, que a revista está a guardar para um dia especial.

Playboy: Tudo o que o Homem sonha - José Eduardo Moniz em entrevista.

















































































































Agora chegou finalmente o regresso em que na capa figura, não a Luce, não a Mamalhoa, mas sim a Rita Pereira que, prontos, também tem cara de quem fode.

E se a Playboy portuguesa acabou em modo quase burka, renasceu em modo quase parva. A modos que a bela da revista conhecida por mostrar mulheres nuas, encantou-nos com aquilo que a Rita Pereira tem de melhor: as costas. Só.

Não é que eu lhe quisesse ver a pássara, muito menos o olho do cu que se for igual aos outros dois de cima, é estrábico. É que para ver aquilo que ela mostra, vou ao Sudoeste onde as pitas estão mais despidas que ela. À borla. Caso me interessasse é claro.

Para todos os que queriam play com o boy enquanto folheavam a revista, aconselho-vos uns sites de borla porque a edição da Playboy tem o poder masturbatório do Diário Económico.

Recomeçou bem esta nova edição. Sem pintelhos, sem maminhas, sem ratas. Ainda falta muito para chegar aos calcanhares dos anúncios do Correio da Manhã. 
Próxima edição: Eunice Muñoz como nunca a viu - com o ombro de fora!


terça-feira, 1 de maio de 2012

Ringue Doce

Hoje não levantei o cu da cadeira para encher a despensa de "mais de cem euros em produtos alimentares" no Pingo Doce porque além de presentemente viver sozinho e não ser nenhuma lontra devoradora, não como ração Purina para perfazer o desejado valor.

A julgar pelas ruas vazias de Lisboa e pelas fotos postadas no facebook, que por momentos pensei tratarem-se de registos da vida na Síria, Portugal enfiou-se no Pingo Doce.

Não percebo o que os portugueses têm contra o Yoggi.
A prever pelas minhas recentes digressões aos supermercados aos fins-de-semana, aposto em chapadas com postas de bacalhau e puxadas de cabelos e catfights em ringues de molho de tomate. Com sorte, os homens além de pagarem a conta a metade, ainda regalam-se com uma mama de fora. Isto claro, o melhor dos cenários. Repito, não levantei o cu da cadeira para ir lá testemunhar. E tenho pena de certa forma. Não nasci a tempo de nenhum golpe de estado, não fui a Angola nem à Guiné, ainda não era um espermatozóide quando o apedrejamento em praça pública era legal... o mínimo que podia fazer era não faltar à Guerra do Pingo Doce.

Também não me pareceu coerente desfilar avenida abaixo a gritar que estamos falidos quando o país está em guerra entre as quatro paredes do Pingo Doce. Claro que, segundo os apanhados pelos repórteres, nem se estava ali a gritar coisa nenhuma porque houve quem ousasse responder que não sabia muito bem o que estava ali a fazer. É bom ver a sinceridade a brotar da juventude. Se calhar já estavam sem fôlego depois de ter passado a manhã a gritar pela escassez do bacalhau no Pingo Doce.

Aaah, adoro feriados e tudo aquilo que representam no nosso país. Estou em pulgas para conhecer o programa de celebrações do Corpo de Deus no Lidl.



Deus quis que eu tivesse uma colega monga

Eu já contei a história da minha amiga Ampulheta Gigante que tem espelhos distorcidos em casa e que acha que tem uma cinturinha da Dior? (Palavrinhas dela, não minhas). Já contei sim senhor e quem não leu azar que eu já não sei onde isso está para andar aqui a fazer links.

Anywaaaaysss... A minha amiga cinturinha da Dior presa a duas abóboras gigantes a que ela chama cuzinho, estava a falar de dietas. Comentei com ela o facto de conhecer pessoas que fizeram uma dieta que consistia apenas em restringir hidratos. Não sabia como é que faziam ao certo, mas se ela quisesse podia falar com a minha amiga Desocupada que após uma tentativa frustrada de acompanhar o vídeo workout da Kim Kardashian, virou-se para a dieta maravilha. 

Ela respondeu que estava apenas a falar por alto e que, obviamente, ela não precisava de fazer dieta senão desaparecia. E calculei que ela não estava a referir-se ao facto de afundar num poço.
Puxei da simpatia que havia em mim respondendo apenas que, se ela sentia-se bem com o seu corpo achava muito bem que não andasse feita parva a fazer dietas. Foda-se fui brutal, admito. Podia ter feito menção ao uso que ela podia dar ao cu no Halloween (ver comparação com abóboras acima) mas não. Espetei-lhe com uma frase daquelas bonitas que obtemos naquelas aplicações aleatórias de merda do facebook.

Hoje devem-lhe ter substituído os espelhos lá de casa e lá ela ligou-me para perguntar pormenores da dieta maravilha. Lá a encaminhei ao google.com "dieta sem hidratos" e ela agradeceu a preciosa ajuda (go figure).
Eu não tenho nada contra gordura e acho que as pessoas dramatizam demais a sua figura achando, por um único segundo, que quando estão na praia, alguém está preocupado com a gordura dos outros e se dá ao trabalho de levantar os olhos do horóscopo da revista Maria para aquela semana, para poder inspeccionar os presuntos dos outros.
Mas venderem o hipopótamo como enguia é como espetarem-me no focinho a heterossexualidade inquestionável do Cláudio Ramos.

E qualquer dia tenho a King Konga a confessar-me que é bulímica.

Vá, venham de lá os comentários das gordas ofendidas, Gordas.

domingo, 29 de abril de 2012

Dia Mundial da Dança

Hoje é o Dia Mundial da Dança. Não fosse eu estar intimamente ligado à dança, e este bem podia ser o dia Mundial dos homens que não conseguem levantar o pau, I couldn't care less. Mas a dança foi para mim como perder a virgindade, depois de começar, já não se consegue parar.
Comecei o percurso influenciado por programas de televisão como So you think you can dance e filmes sobre dança e achei que, apesar dos meus dois pés esquerdos, nada como tentar.
Dirigi-me a uma escola de dança, escolhida aleatoreamente via internet, e inscrevi-me em Hip Hop e Contemporâneo. Avisei os professores que a única dança que tinha feito parte da minha vida era a Macarena. Eles disseram que não havia problema: e depois viram-me dançar.
A visão de um camião tir a tentar ondular ao som da música não lhes saía da cabeça e apesar da insistência cega deles para que eu continuasse, era claro como a água que o único movimento em que era bom era o movimento de uma árvore num dia de sol sem qualquer brisa.
Aos poucos, fui fazendo coisas que nunca tinha conseguido fazer; a minha flexibilidade de 30º foi aumentando para proezas que antes me pareciam impensáveis; o meu cu foi ganhando contornos; o meu pneu da barriga desapareceu. Aos poucos fui acumulando outras modalidades de dança e aos poucos fui passando mais horas a dançar e menos horas em frente à televisão a coçar no cu. Aos poucos fui cagando para o que as outras pessoas podiam pensar dos meus fluidos passos a simular elefantes em época migratória e aos poucos fui dançando.
Se conseguia viver neste momento sem dança na minha vida? Não. Sem dança, sem sexo e sem bacalhau à brás, mais vale acabarem já com a minha vida. Para todos os que dançam nos palcos, em salas, na discoteca ou fechados na casa de banho, com 3 anos ou com 90, hoje é só um dia. Quanto aos outros dias, façam muito sexo (ou amor ou rapidinhas) e dancem no tempo que vos sobra. Depois não digam que não avisei.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sexta-feira

Amanhã regressa o sargento-mor cá a casa, portanto estou em modo limpezas não vá estar 1 mm de pó em cima de um móvel que ninguem vê. Dou graças a Deus por não ter organizado nenhuma das minhas célebres orgias cá em casa, que limpar meita ressequida das paredes não deve ser tarefa fácil. 

Como se já não bastasse, as minhas duas amigas mais fodilhonas decidiram vir logo cá a casa exibir as suas mais recentes trocas de fluidos na minha cara, o abstémico. Em troca tenho de lhes fazer um jantar pelo que optei por um rolo de carne. Só espero que não se atirem a ele como fazem com os seus engates que eu não tenho nenhum back-up dish.

Claro está, todos os pormenores sórdidos serão convenientemente registados para que eu possa vir futuramente contar ao mundo as últimas tendências do comportamento sexual Primavera / Verão 2012.