terça-feira, 23 de outubro de 2012

New York - Day 5

Hoje foi o dia que decidimos ir ao Harlem porque o Museu de Nova Iorque ficava lá. Rapidamente vestimos cuecas da Feira e caso tivéssemos, trocaríamos os cartões de telemóvel para 3 tijolos e assim poderíamos passear em segurança.

Fomos de metro e para nossa sorte o Museu ficava lá perto, o que me conforta de certa forma porque se tiver que levar uma facada, que seja num sítio onde a cicatriz fique gira e não à escolha de um gajo qualquer sem gosto estético.

Assistimos a um filme sobre a história de Nova Iorque durante 20 minutos e sinceramente, fiquei com a cabeça a doer que já não estimulava tanto o cérebro desde que tinha saído da última loja à procura do meu tamanho de roupa. Durante o resto do tempo que lá estivemos, assistimos a múltiplos quadros e exposições sobre as mais variadas temáticas.

De regresso ao centro, ainda passamos pelo Gughenheim que felizmente estava encerrado porque não aguentaria outra visita por entre aqueles quadros. 

Passados alguns minutos, o outro que não a Desocupada começou a queixar-se de dor de pés. Fomos rumo ao Serendipity que da última vez estava fechado. Quando lá chegamos, o tempo de espera era de 1 hora pelo que calculei que estavam a oferecer sexo e o outro não ia conseguir desfrutar de sexo grátis com dores nos pés, razão pela qual partimos rumo à American Diner. Claro que ninguem tinha fome às 5 da tarde, mas milagrosamente apareceram hamburgueres gigantes com batatas fritas e aros de cebola e colas gigantes em cima das nossas mesas. Por respeito ao não desperdício lá comemos tudo e fomos fazer uma sesta a casa antes de jantar e fazer mais compras.

Na procura de um restaurante que nos alimentasse adequadamente depois de termos comido tão pouco à tarde, fomos ao Bill's da 5ª Avenida jantar... hamburgueres e cerveja e batatas fritas. Para desmoer, fomos fazer compras by night at 5th Avenue. Acho que foi neste dia que terminei finalmente as compras de Natal. Não me lembro muito bem...

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

New York - Day 4

Fui o primeiro a acordar como sempre que a excitação é demais para permitir um repouso decente. Mais uma vez tomei banho e tive de ir à rua buscar café para as donzelas que estavam a besuntar-se em 6 variedades de leite de búfala ou algo do género.

Ao pequeno almoço para fugir um bocado dos fritos fomos rumo a um café no soHo. Não que estivéssemos fartos mas estávamos com medo de ficar gordos e comprar roupa tamanhos acima do nosso verdadeiro tamanho. Decidimos por bagel de salmão com variadíssimas merdas à mistura e sumo de laranja natural.

Tínhamos decidido hoje por ir ao Museu da História Natural uma vez que nunca tinha lá ido. Os outros porquinhos reviraram logo os olhos porque aquilo era uma profunda desilusão. Não satisfeito, insisti e lá fomos.


Foi a maior colecção de animais estofados atrás de vitrines, bocados de madeira e pedregulhos a evocar a Antiguidade e ossos, muitos ossos. Não sei do que é que estava à espera mas certamente de outra coisa. Valeu-nos um filme sobre estrelas que conseguimos assistir no Planetário mas cujas cadeiras não iam para trás, valendo-nos valentes torcicolos.

Findada a manhã cultural, fomos comprar bilhetes para o Fantasma da Ópera na Times Square e fomos rumo à 5ª Avenida. Começamos o percurso por ir à Apple que estava em modo Feira da Ladra quando há gramofones à venda: ninguém se conseguia mexer e ainda me pôs em bicos de pés para averiguar se estavam a oferecer iphones 5. Rapidamente percebi que aquela gente estava lá para comprar... Agora quando dizem que Portugal não tem dinheiro, já sei onde ele está.

Saímos no mesmo pé em que entramos e fomos à FAO Schwarz ver brinquedos. Desta vez não andei a saltar em cima do piano e a loja não tinha aquele encanto que tinha no Natal. Cagamos na 5ª Avenida que já lá passamos dezenas de vezes e fomos fazer compras para a Lexington e Madison. Nas cinco horas seguintes não tenho nada para vos contar. As lojas são bonitas, as roupas também e os preços estavam apetecíveis... ou isso ou estava com o frangalho à solta por estar de férias.

Com os sacos na mão feitos totós, fomos enfiar-nos na fila gigante para assistir ao Fantasma da Ópera. Lá conseguimos enfiar os sacos entre as pernas como tão bem sabemos fazer e deu-se início a um grande espectáculo. Claro que ia perdendo o início porque a Desocupada tinha que ir... o quê?... fazer xixi pela 20ª vez. Fiquei com vontade de ver os espectáculos todos mas já tínhamos as noites todas reservadas com coisas portanto já não havia noites livres para ver Homens Nus a dançar outros espectáculos bons.

Ainda com sentimento de culpa no que respeita à ingestão de comida, Desocupada lá nos encaminhou para um restaurante coreano. Apesar da minha desconfiança lá fomos comer. A comida estava óptima à excepção de umas coisas chamadas carne duvidosa picantes de fazer cagar farpas. 

Fomos para casa cagar novamente. Eu já vos disse que as sanitas de Nova Iorque TODAS têm água até cá acima? Quase conseguimos tocar com as bordas do cu no caldo de água que ali repousa. Mas não há nada melhor que ver os cagalhões a boiar por entre as nossas pernas ao nível... das pernas. Passa-se o tempo todo a puxar o autoclismo com medo de levar com um splash valente de merda nas bordas. Além de que não é ecológico, e esta é a minha verdadeira preocupação, claro.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

New York - Day 3

Decidimos dedicar o terceiro dia a Brooklyn. Só para não dizerem que somos uns consumistas do caralho e que não temos espírito cultural. 

Com o dia cinzento como se quer quando se pretende fazer uma travessia sobre um rio, decidimos atravessar a ponte de Brooklyn a pé. Uma travessia que se faz muito rapidamente, especialmente para quem está em pulgas para ver Brooklyn.


Sweet não é bem o termo que usaria mas, ok. Aparentemente tudo indicava que poderia haver algo de giro neste magnífico "subúrbio-cidade". Optamos por traçar o nosso destino escolhendo a rua principal das lojas, porque já estávamos a ressacar compras com aquela travessia longa de 20 minutos. Chegamos à dita Avenida da Moda e encontramos Harlem a roçar Bronx. Antes de bater com o mapa na cabeça dos outros dois na certeza de que me tinham levado para a Avenida Martin Luther King, certifiquei-me de que era mesmo Brooklyn. Mas não havia dúvidas. Lá entramos nas lojas em modo gangsta e conseguimos identificar dezenas de Precious a passear os seus característicos 10 kgs de cu pelas ruas de Bronx Brooklyn.

Certos de que deveria haver algo mais para justificar o encanto de Brooklyn, fomos a Park Slope e Brooklyn Heights que é como quem diz, zonas fantáaasticas para morar em Brooklyn. Not. Para morar em casas tipo Carrie Broadshaw prefiro Manhattan thank you very much em vez de estar ali rés vés Black Bitch Gangsta Avenue.

Ainda nos aventuramos pelo sósia do Central Park mas rapidamente fugimos rumo a Manhattan. De metro, por favor.

Chegados a Manhattan com o sentimento bem infiltrado de que não há necessidade de sair dali, fomos fazer pirraça aos diabéticos e enfardar-nos em bolos da Magnolia Bakery. 

Satisfeitos os nossos níveis de glicemia e após a Desocupada ter mijado pela 15ª vez, fomos à Marc Jacobs ver as modas e comprar Christmas recuerdos para dar alegria às alminhas que nos aturam todo o ano.

Regressamos à Broadway para garantir o excesso de bagagem que é já um must have para quem vai a NYC. Entrei na Hollister para lavar a vista com corpos de gente trabalhada a PhotoShop in utero mas rapidamente senti a crise do sector. Nem um homem nu para fazer suar do bigode, nem uma carinha laroca à porta para dizer "Hi guys". Também só levei uma camisa para aprenderem a não desapontar os clientes.

Quando por fim os cartões multibanco já evidenciavam sinais de banda magnética esfolada, decidimos jantar que nem porcos. Desta vez, fomos revisitar a casa de pizzas do costume: Lombardi's.
Duas pizzas familiares para os 3 porquinhos. Findada a refeição, nova fila para cagar.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

New York - day 2

É Domingo. A cidade que nunca dorme aparentemente dorme ao domingo de manhã. Ou isso ou estávamos com os pitos aos saltos por ser oficialmente o primeiro dia.

Começamos 6ª avenida acima mas as lojas ainda estavam todas fechadas pelo que fomos à procura de um local para pequeno-almoço para porcos.

Enfiamo-nos por Chelsea adentro e descobrimos um local com breakfast à grande. Claro que depois não fomos muito felizes porque quando pedi eggs with bacon, tomato, mushrooms and cheese vem-me tudo embrulhado estilo cagalhão sob o nome de fritatta. Ora eu não pedi fritatta caralho. E estava a modos que em pânico a olhar para aquela bodega. Mas como bom menino súbdito que aprendi a ser desde que li as 50 sombras de Grey, mamei e calei. E pedi um sumo de laranja para ajudar a empurrar aquela bodega garganta abaixo. 

Não me apetecia nada deixar gorjeta mas antes que levássemos com o resto da fritatta na cabeça, deixamos a suggested tip. O que me deixa de certa forma contrariado porque eu deveria dar gorjeta quando fosse bem atendido e não quando me trazem uma coisa que não estava explícito na ementa.

Saímos e choveu. Nós com o intuito de sermos meninos bem comportados e ver as vistas, lá tivemos que nos render às evidências: Compras!

Fomos pela Broadway acima entrando em tudo o que havia para entrar e posteriormente no Macy's. (esta humilde frase acabou de resumir 6 horas do nosso dia). 

No Macy's, a Desocupada lá teve de ir à casa de banho pela 15ª vez porque está sempre cheia de sede e enfia litradas de água pela boca abaixo por minuto, à laia de diabética incontinente. Aproveitando a descarga de mijo da amiga, comemos McDonald's que estava ali tão bem situado ao pé da Ralph Lauren para fazer uma pausa entre compras. Consegui aqui despachar compras de Natal e iniciar o meu processo de renovação de guarda fato.

Compras e mais compras por entre lojas da especialidade (roupa) e finalmente tocaram as 20 badaladas na minha barriga e começamos a descer Broadway abaixo não fosse ficar com tonturas devida à ingestão de poucas calorias ao longo do dia. Eu mencionei que passei também o dia a comer cachorros de rua e a beber café de balde? Não? Pois.

Claro que, como referi ontem, a Desocupada tinha que arranjar uma desculpa para fazer a visitar diária ao Duane Reade's. Ontem foi revistas. Desta vez ao que parece, ela enganou-se a comprar pensos em Portugal e comprou tamanho fralda e estava-lhe a fazer confusão sentir o penso no rego. Eu não sou gaja mas ter o rego almofadado não deve ser assim tão mau. Mas pronto, se não fosse isso ela ia inventar que tinha de comprar pílulas apesar de não correr risco connosco. 
Lá dentro, lá fiz a minha visita aos vários produtos que andam a fazer furor nas prateleiras dos nova-iorquinos e encontrei esta delicacy:

                                

Tentei persuadi-la por várias vezes, que deve ser fantástico passear pelas ruas de Nova Iorque a pé o dia todo com a sensação de pérolas a roçar na sirene da franga. Claro que estava mais a tentar proporcionar-me momentos YouTube com ela toda ruborizada e suada e a contorcer-se toda avenida acima. O que dava um novo sentido ao diálogo - Hurry up! - I'm cumming!. Mas ela não caiu nessa. Frígida.
Tomara eu que a Tampax fabricasse umas cuecas que batessem punhetas o dia todo.

Já aconchegada das partes, fomos jantar a um italiano e comemos massa. E pagamos 60 dólares por pessoa. Para comer esparguete. Porque aquela massa deve ter saído do cu de alguém muito importante. Fomos para casa com azia.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

New York - Day 1

Se há dia em que não me custa nada acordar, é no dia que antecede uma viagem a Nova Iorque. Qual mola no cu, estávamos no aeroporto sem atrasos prestes a renovar os nossos closets a ver as vistas.
Valeu-nos a viagem de avião com os vários filmes para escolher e por assim a sétima arte em dia. O critério de selecção das hospedeiras da TAP é que já não é o que era porque desfilava cada camafeu mal encarada por entre os corredores servindo as refeições com um enfado tal como se aquilo fosse um extra às suas funções. Claro que quando perguntei o que era a carne, a senhora decidiu mostrar a carne na oblíqua derramando todo o seu requintado molho sobre as pernas do meu marido. Obviamente que não houve um pedido de desculpas porque, quer-se dizer, eu é que perguntei pela carne não é verdade? Também não insisti porque pelo ar da moçoila provavelmente come a sopa na oblíqua enchendo as suas escassas mamas de couves.

Chegados a Nova Iorque já tarde, fomos fumar porque a minha amiga Desocupada já estava com os tremeliques da absitinência.

O apartamento escolhido para esta vez situava-se novamente no SoHo porque a zona tem um encanto especial e já não abdicamos do nosso neighbourhood. Primeira paragem consistiu obviamente na ida ao Times Squares passando pela Avenida das Américas a absorver tudo na nossa lista mental de compras. Aquelas luzes enchem-me as veias. 
Como no primeiro dia optamos sempre por comer numa cadeia de fast food gigante para turistas, escolhi desta vez o Bubba Gump para começar a habituar o organismo ao óleo que tão bem nos sabe. Como também somos umas bestas com a mania que temos fome, pedimos camarão suficiente para alimentar uma equipa de futebol.

Fomos desmoer aquela quantidade absurda de comida pela 6ª Avenida abaixo rumo a nossa casa, não antes sem passar pela Duane Reade's porque a Desocupada tem sempre de lá ir comprar qualquer coisa. Desta vez, foi-se rechear de literatura da boa: InStyle, Elle e todas essas revistas da cueca. A capa do New York Post era uma ode a Portugal:


Claro que depois de chegarmos a casa, fizemos fila para cagar.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de Outubro, ou 4 ou 3...

Hoje foi a última vez que Portugal parou para celebrar a Implantação da República... na praia, na esplanada ou a foder - entre si e para todos. Viva a República e seja o que isso for.
Cavaco Silva também não sabe muito bem o que isso significa porque decidiu por a bandeira de cu para o ar em homenagem ao estado do país e, vá, em homenagem a nós homossexuais.

Para o ano extingue-se este feriado juntamente com o da Imaculada Conceição porque acabar com um regime monárquico num país está ali lado a lado com a celebração da virgindade de uma senhora que pariu por parto normal ao pé de uma vaca.

Não creio que a ausência deste e de outros feriados vá fazer grande mossa a muita gente em 2013, uma vez que provavelmente grande parte de nós estará desempregada a gozar esses feriados e os restantes dias do ano. Ou isso, ou também de cu para o ar na vã esperança de sobreviver.

Mas isto agora é apenas um dia como os outros. Esperem até extinguirem o Natal e montarem o pinheiro de cu para o ar... aí sim, teremos país.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Eu e os cabeleireiros

Na minha cabeça eu tenho meia dúzia de pintelhos. O suficiente para tapar o coiro e o insuficiente para participar nos anúncios da Panténe. Ultimamente tenho mais porque estou sob hormônios.

Os meus cortes de cabelo têm a grande vantagem de não necessitarem de mais de 15 minutos da atenção das pessoas. Hoje não foi o caso...

Cheguei ao cabeleireiro e lá chamaram a "não identificada" que Rima com Mute. A Mute é uma miúda jovem e alegre e provavelmente recém menstruada. Só não é virgem porque isso agora perde-se aos treze se não estou em erro. Ora, eu não tenho boas experiências com meninas como a Mute a cortarem-me o cabelo. Mas dou sempre a oportunidade já que os meus míseros pintelhos não requerem a mestria da Lúcia Piloto.

Mute rapou atrás e aos lados, e atrás e aos lados, e atrás e aos lados e nisto vai quarto de hora. Ainda atrás e aos lados, Mute começa a acertar com a tesoura. Mute vai às suiças e estrategicamente coloca um dedo em cada suiça para garantir o paralelismo. Eu não tenho nada contra esse instrumento de medida tão fiável, não fosse ela seguidamente retirar e começar a rapar a seu bel-prazer. Se estiverem desiguais, que se foda, vai-se rapando até ao tímpano.

Já irrequieto porque Mute é lenta com'ó caralho, e só Deus sabe o quanto odeio gente lenta. Depressa e bem não ha quem é a maior treta inventada para defender os atrasados mentais. Ser lento não é fazer bem; é ser um valente panhonha de fazer perder a paciência a Madre Teresa (mesmo estando morta). Há velocidades certas para tudo e ser eficiente é conseguir fazer melhor no menor tempo possível.

Já íamos em 20 minutos de rapa aqui rapa acolá, já pensava que me estava a colocar extensões às escondidas tamanha a demora. Começou o corte de tesoura. Ah agora é a parte mais rápida, pensei eu. Wrong, pois Mute padece de um défice clarividente de falta de motricidade fina. O que para um cabeleireiro, é meramente um pormenor. Agarra cabelo e corta, corta e oops, cortei ar. Agarra novamente o mesmo cabelo e, oops, a tesoura simplesmente teima em não acertar no cabelo. Fui olhando para o telemóvel na esperança de Mute perceber que já mexia o cu mas Mute estava-se simplesmente a cagar, provavelmente achando que eu tinha achado que aquele era um bom momento para começar a jogar Angry Birds.

Findados os 45 minutos, levantei-me da cadeira sem permanente, sem extensões e sem nuances. Talvez esse tipo de penteados só está reservado para fins de semana, para que não se tenha de interromper as 48 horas de tempo necessário à sua execução. Dirigi-me à bacia e Mute abre a torneira. Claro que a água saiu gelada em cima do meu couro ao que Mute perguntou " está boa?". Obvio que não está boa mula do caralho mas pensando que afinal Mute além de atrasada tinha défices de sensibilidade nas mãos e prevendo o tempo de demora expectável para Mute conseguir gerir a temperatura da água, respondi simplesmente que estava razoável. Para Mute, razoável é óptimo portanto gelada será.

Secados os meus longos cabelos loiros, Mute deixa-me a franjinha toda para a frente e o cabelo todo desarranjado com os vapores. "Prontinho, já está". Mute, a pute.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

8 Days to New York

Hoje tinha prometido a mim mesmo que assim que chegasse ao trabalho ia escrever qualquer coisa antes que isto morra. Mas desde que cheguei ao trabalho ainda não consegui fazer mais nada a não ser, imagine-se, trabalhar... Ainda nem tive tempo de ver o vídeo porno da Miley Cyrus, coisa que me está a deixar deveras transtornado.

No meio de tanto trabalho, resta-me o consolo que daqui a 6 dias estou de partida para Nova Iorque outra vez. E desta vez quero ir a Brooklyn, quero ir ver musicais, quero ir a uma discoteca que não cheire a mofo e que não tenha homens de tanga em cima do balcão a roçar o seu material condilomatoso na cara de quem só quer uma cerveja.

Quero comprar roupa de Inverno ao desbarato, quero despachar lá as compras de Natal, quero ir ao Museu de História Natural ver animais estofados, quero ir comer pizzas ao Lombardi's que da outra vez estava mal disposto e não consegui saborear nada, quero ir comer camarão de cativeiro panado ao Bubba Gump...

Faltam 8 dias... Até lá tenho que sossegar o pito e esperar que a Terra gire oito vezes à volta de si própria.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

From Rome, With Love

O meu namorado quando vai em viagem tem a consideração de conseguir passar dias a fio sem telefonar uma única vez ou enviar uma única mensagem. Não que eu necessite de lembranças constantes da sua existência mas por algum motivo de desordem genética que eu desconheço o meu amor não vive unicamente do ar que respiro. Essa era a Florbela Espanca. E já todos sabemos como é que isso acabou.
E até porque tenho asma. 

Hoje o meu namorado partiu rumo a uma cidade europeia onde já estive e qual o meu espanto quando tenho a caixa inundada de mensagens (2) e fotos (1), qual frenesim. Rapidamente entrei em pânico porque pensei que lhe tivessem assaltado o telemóvel, daí a enxurrada inesperada de notícias além fronteiras.

Podia pensar tratar-se de um disfarce para encobrir as coisas marotas que talvez andasse a fazer e sentir-se assim menos culpado, empregando a máxima de uma dona de casa louca de que se não diz nada é porque está a fornicar e se diz demais é porque está a fornicar. Mas eu não sou uma "louca". Claro que, reza a história, nem todas estavam loucas...

Amanhã vou enviar-lhe dez mensagens porque eu não posso perder neste jogo de chantagem emocional. E até porque ele não vai aguentar até segunda-feira para saber se quem saiu da Casa de Putas foi a Cátia Márisa.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O meu segredo.

Nos meus sonhos candidatei-me à Casa dos Segredos. Ia para lá com um segredo bombástico e não com essas parvoíces de sou bissexual (que é mais como quem diz sou panisgas mas não quero contar isso ao mundo), ou fui mãe aos 15 anos que isso qualquer uma consegue fazer desde que seja menstruada. O meu segredo poria em causa uma figura pública: fui enrabado por Pedro Passos Coelho.

Fui sim senhora e ainda hoje me dói passados largos meses. Claro que aquilo nunca iria dar em nada sério porque o senhor tinha o fetiche de rodar o cu do país inteiro e eu cá gosto muito pouco dessas chafurdagens.

Ninguem iria suspeitar porque jamais iria revelar que sou funcionário público. Só no meu vídeo badalhoco de apresentação. E porque sou semi funcionário público que só tive direito aos deveres, os direitos já tinham acabado todos quando me candidatei a tão prestigiada posição social.

Se a Teresa Guilherme me perguntasse como é que teria sido, diria que estava a trabalhar como faço todos os dias, e já praticamente nu com as calças pelo tornozelo, o Pedrinho baixou as calças mais 7 cm que era para poder abrir ainda mais as pernas e trufas: enrabou-me a seco.

Se gostei? Epa não que ele não faz muito o meu género mas precisava de um segredo que não fosse "tenho duas mãos" e a verdade é que ele já me fodeu. José Sócrates também já me tinha fodido mas não podia deitar logo as cartas todas senão ficaria sem segredos para recandidatar-me à Casa dos Segredos 4. E porque iam começar a pensar que o meu segredo era "sou a puta da Assembleia". Sinto-me confesso, mas não sou.
 
Talvez ganhasse o prémio final e nessa altura daria metade do dinheiro a Passos Coelho. Não por ter trazido à praça pública o nosso tórrido caso, mas porque uma vez cá fora, cheira-me que as nossas noites loucas iriam continuar.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Estado da Naçõe.

Numa altura em que o país está como está, com a estreia do remake da Gabriela na SIC, a inauguração da segunda edição da Casa de Putas e com a estreia aproximada de Gordos a dançar pela nossa saúde, não tenho tempo para estar atento a coisas fúteis como a subida da TSU. 

Estive ontem a ouvir Marcelo Rebelo de Sousa e desejei ansiosamente que se engasgasse porque se alguém sabe do estado deste País é a Teresa Guilherme e porque ouvir Marcelo a dizer que Passos e Portas têm que dar as mãos é simplesmente degradante. Ninguém merece comer o Portas. Mais depressa comia o Marcelo. Ou a Teresa.

Não pude ir à manifestação mas acho que não é preciso levantar o cu da cadeira, nem os olhos da TVI para ver o quanto a crise está a afectar a educação dos mais jovens e a empregabilidade dos recém-"formados". Vi desfilar putas orgulhosas das mais diversas esquinas, com os mais diversos tamanhos de mamas e com as mais distintas velocidades de vento a passar de um ouvido ao outro; vi desfilar armários que assim a 50 kms de distância até pareciam engraçados, mas cujo único músculo dentro da cabeça era um valente glúteo... que por sinal também se peida quando a boca se abre.
Nada disto é novo claro, porque a culpa disto tudo é do Nuno Crato.

A novidade é que este ano há panisgas. Não que me identifique com quem quer que seja daquele pequeno écran, mas estou em solidariedade sempre que alguém confessa que tem de escancarar as portas do ilhó para ter os seus cinco minutos de prazer. 

Ninguém ganha a porca da Fanny mas acho que este ano temos curral. Até já.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Na iminência de um bom momento televisivo

Acabei de saber que dentro de uma hora, Vitor Gaspar vai anunciar aos portugueses novas medidas de austeridade. Algo que me deixa em pulgas porque estou a um clique de começar a promover os meus serviços sexuais na Groupon. E porque dada a enorme criatividade que o senhor tem tido na resolução do nosso fosso económico, estou pronto para trabalhar a troco de senhas de pão e leite. Pela nação. E pela cena vintage da coisa.

Não me parece no entanto prudente ele andar por aí a espalhar o local e a hora onde vai estar a fazer declarações ao povo português. O povo português é passivo até lhes começarem a roubar as couves do quintal. Aí do "fodo-te a cara toda cabrão" até rebentarem com as fussas a uma pessoa, vai 1 ml de sangue lusitano com bagaço.

Ainda para mais numa era em que aprender a fazer uma bomba é tão fácil como escrever "y-o-u-t-u-b-e.c-o-m", e em pleno dia 11 de Setembro, o senhor tem um tomatal do tamanho de um camião TIR é de uma bravura invejável. Ou então ele não sabe o que aconteceu no dia 11 de Setembro porque ele é do Canadá e aquilo foi na América.

Ou então ele é simplesmente pela nação e o amor à vida foi renegado para segundo plano.

Ficarei na expectativa. Nao para as medidas claro, mas sempre quis assistir a um assassinato televisivo estilo Kennedy porque a minha vida é muito pobre em acontecimentos históricos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Time Out

Não tenho estado cá nestas paragens por bons motivos. Passei o fim de semana a beber álcool. Porque eu mereço.
Nem tive tempo de comentar as novas medidas de austeridade anunciadas e provavelmente nunca o farei que cheira-me que morro à fome antes de Janeiro de 2013, portanto deixo as tristezas para quem cá fica.

Mas nesta crise o melhor é fazer um casting e fazer amizades com pessoas ricas. Nesse seguimento, passei o fim de semana em casa de gentes com piscina, nascidas em berços de ouro. Ora eu que nasci em berço de madeira, fiz jus às minhas origens e fartei-me de mijar na piscina dela. Ela acha que eu estava a brincar mas eu não brinco quando estou aflito para mijar.

Houve muita música e muito álcool... não houve muito sexo porque a minha pilona não trabalha a etanol. Houve comida e houve muita discussão porque a vantagem de fazer amizades com gente fina é que estala-lhes o verniz em poucos minutos e depois é vê-las a pregar a sardinha de salto alto.

Agora voltarei à carga, prometo. Mas as minhas promessas valem o que valem...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O trabalho nunca fez bem a ninguém...

Sinais de Cansaço: Deixei uma pizza no forno há uma hora e vou a correr para ver se ainda consigo salvar algum coisa debaixo das cinzas...

Sinais de Cabeça já toda frita de cansaço: Pus a pizza e esqueci-me de ligar o forno...

Sinais de que há ET's a entrar em minha casa: A minha peixa está viva. Ou isso ou então anda a comer cocó...

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Reflexões da Treta

Sou eu que sou deficiente ou terei um karma de merda que coloco-me sempre na fila mais lenta porque apanho sempre a "atendedora" mais lerda e vou vendo toda a gente passar à minha frente?

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Enrabadelas

Estávamos a organizar um evento inesquecível - uma despedida de solteira bem badalhoca. Estava tudo a correr bem até que certa pessoa cá em casa lembrou-se de sugerir a parte do jantar cá em casa. Ora eu sempre que ouço estas sugestões a sairem da sua querida boca de ânimo leve, dá-se-me os gases pela tripa acima. 

A última vez que decidimos organizar um evento destes para uma multidão, acordei às 8 da manhã para me enfiar na cozinha e certa pessoa disse que ia só comprar gelo e já voltaria, tendo regressado às 6 da tarde porque "teve que ir ao sótão da mãe buscar travessas". 
Eu saí da cozinha para ir tomar banho às 20h. 

Como a memória aos 30 é uma coisa muito volátil, lá me enfiei novamente nesse putedo. E aposto que vou ser novamente o preto cá da casa só porque tenho a pila gigante. Só que desta vez há uma nuance: sem que tivéssemos combinado quem ia fazer o quê porque eu estava numa de dividir tarefas (delírio meu), eis que ainda recebo ordens para a cozinha estar limpa antes das 18h porque irá haver outra actividade. 

Não é que eu não soubesse que iria ser escravizado mas não gosto que partem desse pressuposto sem o meu consentimento prévio. E porque ter tudo pronto antes das 18h, só se mamarem todos com baldes de salada russa que por acaso até faz pandam com o chapéu da noiva cheio de caralhinhos a jorrarem meita pela cabeça abaixo tipo Medusa porcalhona.



domingo, 26 de agosto de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

Conas - eu, não elas.

Na minha cabeça foi assim:

Senhora - Vai querer uma canjinha?
Eu- Não obrigado.

S - Mas olhe que está boa...
Eu - Acredito, mas eu não gosto de canja.

S - Isso é porque nunca provou a minha...
Eu - Isso é o que todas dizem mas depois é sempre uma merda.

S - Mas olhe que esta leva moelinhas...
Eu - Moelas fazem-me lembrar colhões mal cozidos...

S - E tem limão...
Eu - Largue-me lá com a sopa velha chata.

S - Vá, só uma colherzinha...
Eu - Mete-a no cu.
S - Mas só depois de você provar...

Na realidade, passou-se assim:

S - Vai querer uma canjinha?
Eu - Não obrigado.

S - Mas olhe que está boa...
Eu - *suspiro* pronto tá bem...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Obras em casa

Hoje estou finalmente de folga depois de dias a fio a dar o litro (não litros, que os colhões esses lá vão pesando). E o que é que me reserva este magnífico dia de folga? Estar em casa para receber os homens das obras...

Isto poderia soar a filme pornográfico mas infelizmente o processo de casting das construtoras portuguesas deixa um bocadinho a desejar. Assim, na impossibilidade de dar asas às minhas fantasias, limitei-me a deixá-los a tratar da casa de banho.

E o que é que me apetece tanto fazer logo hoje que estão ali às voltas com o tecto da casa de banho? Cagar. Baldes de merda. Logo hoje, claro.

Enfiei-me portanto no quarto a soltar gases pelos ares ao ponto de obrigar o cão a enfiar o focinho debaixo da porta a lutar pela vida. 

É este o meu desabafo de hoje, visto que ainda não parei de desabafar pela tripa e não tenho como obrar porque o wc está em obras. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O que é que me sabem dizer do Continente ou do Jumbo?

Ainda sou da altura em que o Pingo Doce não valia um peidinho. Não havia nada que o diferenciasse do supermercado da Tia Chica da esquina a não ser o preço exorbitante por produtos que havia em todo o lado. Mas também, quanto a isso, só me meteram o dedo no cu uma vez. Risquei o Pingo Doce da minha lista.

Passados alguns anos regressaram com nova imagem, novos supermercados, novos produtos e uma nova música que dava cefaleias de Janeiro a Janeiro. Já todos iam ao Pingo Doce e eu ainda estava de nariz torcido até que cedi, que eu sou puta fácil, e não me arrependi até hoje.

Agora, após terem levado uma multa de 30 mil euros por terem transformado os seus supermercados em campos de guerra, resolveram adoptar medidas de poupança na ordem dos 5 milhões de euros anuais, isto é, proibir a utilização do multibanco para compras inferiores a 20 euros.

Ora, eu sei que o Estado Português passa a vida a ir-nos ao cu, mas não é por isso que me podem confundir com uma puta que anda sempre com notas amachucadas entre as tetas. E também não pensem que se precisar de comprar uma coisa qualquer a correr, que vou desmarcar a minha agenda toda e, ´"ah, já que cá estou, vou fazer as compras do mês".
Foi bom enquanto durou mas tal como nas fodas mal dadas, tudo acaba felizmente.

Muita saudinha.

P.S. Se forem abaixo entretanto não se esqueçam de ressuscitar com um jingle tão bom como o anterior. Pode ser: Venha ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro, vamos ao cu a todos mesmo quem não é paneleiro...