sexta-feira, 27 de julho de 2012

Quem tem cu, mete medo

No meu local de trabalho é proibido fumar. Modernices. Claro está, que recuso-me a ir lá fora que o acto de fumar é incompatível com o exercício físico. Desse modo, fumo na casa de banho.
A vantagem de ser um grande cagão com a alimentação tão má cuja digestão faz lembrar mais um processo de putrefacção, o cheiro da minha merda é sempre mais intenso que o cheiro do meu tabaco. Deste modo, ninguém se atreve a tentar perceber se por baixo daquele inferno aromático, há vestígios de tabaco. Tapam o nariz e simplesmente fogem.
E assim de repente, o meu cu tornou-se a minha arma secreta para me deixarem em paz.

Bonita esta história, não é? Podia falar sobre a inauguração dos Jogos Olímpicos, mas não. Gosto de temas interessantes.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ainda a respeito do livro bombástico.

Ainda a propósito do meu post anterior sobre aquele livro de quarentonas à procura da pornografia certa que não envolva ser enrabada por trás enquanto lava a loiça, e que eu ando a devorar...
 
Andava eu a deambular pela casa de livro na mão, absorto, sem certezas se estaria ou não a pisar o cão durante as minhas passagens quando decido se não estaria na altura de fumar um cigarrinho. Claro que, tal como 90% dos fumadores, o meu grande dilema foi "onde caralho é que deixei o isqueiro?". Não encontrando essa peça pouco importante no acto de fumar e na inexistência de dois calhaus para raspar que isto aqui não é nenhuma ribeira, dirigi-me ao fogão.

Desviei o cinzeiro de cima de um dos bicos e acendi o cigarro e voltei a colocar lá o cinzeiro. Voltei a absorver-me na minha literatura burlesca, concentradíssimo não fosse eu esquecer-me onde é que a Ana tinha deixado a perna desta vez e qual dos mamilos tinha clips, nem olhei duas vezes para o fogão. Nem me lembrei tampouco que estava a deambular pela minha cozinha, porque na minha cabeça estava de quatro em cima da bancada à espera que me fizessem travessuras. Nisto, enquanto Ana levava com mais uma berlaitada pela franga acima, eis que ouço uma explosão cheia de cristais e purpurinas esvoaçantes e pensei "pronto, a puta veio-se". E depois desci à Terra e apercebi-me que tinha explodido o cinzeiro de vidro com as beatas lá dentro. 

Pior que ter que varrer aquela merda toda, foi ter que abandonar uma queca literária a meio para limpar vidros.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Devo ser a única pessoa em Portugal a adorar esta merda...

Como sou um ávido devorador de badalhoquices e derivados, não foi com grande dificuldade que agarrei das bancas o livro "Fifty Shades of Grey" assim que soube que a suposta mais recente porno-chachada era um New York Times best seller há várias semanas.
Claro que em Portugal está tudo estupefacto com o sucesso de algo que não é, nem de escrita complexa aka imperceptível, nem da exploração do abismo da alma e o questionar constante do eu e do seu signficado e da puta que lhe pariu... literariamente.

 
A história é bastante simples, ao género harlequin: gaja está a tratar da sua vida, provavelmente a lavar a pássara num bidé ou outro cenário qualquer de "tou nem aí" e conhece homem lindo que lhe irrita, que lhe dá cabo dos nervos e que posteriormente, não sabemos bem como, está com o seu membro tumescente a explorar os seus arbustos de prazer.

Não é tão básico como o carteiro que chega à porta e enfia o caralho no buraco que todos nós temos ao pé da porta, e a moradora incrédula vai de ir lá chupá-lo não vá ser correspondência importante a sair dali.
Mas roça o género uma vez que estamos a falar de uma púdica quase fonga, que não está para homens até à página 150 (cerca de) em que decide por-se de quatro até ao final do livro, alheia ao facto de que nem todos os buracos servem de receptáculo e, oops, já foi. E de repente fica mais fodilhona que a puta Fanny, o que não é de todo descabido porque todas as putas já foram outrora virgens.

Não é o livro ideal para ler na praia a não ser que queiramos que todos saibam que estamos a ler Fifty Shades of Grey através das exuberâncias sob os fatos de banho. Também não é Dostoievski que tantos idolatram mas que poucos na verdade compreendem. E sinceramente não vi ninguem ter melhores filosofias de vida depois de ler essas merdas. Vale mais aprenderem a foder com este manual do pormenor bélico e dos artefactos do sexo. O sexo bom gera felicidade e a felicidade gera um mundo são e uma sociedade saudável. Isto sim é uma filosofia de vida.


terça-feira, 17 de julho de 2012

De volta à Casa Partida

Já ia em quase dois anos sem fumar mas como eu gosto de desafios, voltei a fumar só para poder passar por todo aquele sofrimento outra vez. Claro está que três meses sem foder, obrigaram-me a enfiar qualquer coisa na boca. Freud explica.

Rapidamente terei de iniciar o processo de desmame porque agora que já tenho sexo e cigarros, sinto-me um bocadinho sobrecarregado do pescoço para cima. Além de que dançar e fumar combina como coca-cola com coentros. Sexo também não combina com o cigarro mas aí tenho a bomba de asma na mesinha de cabeceira para eventuais crises de hiperventilação coital. Obviamente que não é muito sexy mas após sete anos de namoro, o conceito de sexy é tão mais abrangente.

Deixarei mais não seja porque tenho um branqueamento dentário já pago para usufruir.

Vou ali fumar outro já venho.

sábado, 14 de julho de 2012

Adeus Florença

Florença, minha grande vaca com a cabeça tingida de menstruação;

Acho óptima ideia cancelares um festival com dois dias de antecedência quando a cabeça de cartaz é The Cure, banda que remonta quase ao século da Marie Antoinette e cujas músicas não fazem levantar a peida da cadeira.

Alegas que estás constipada e que depois a tua voz fica destruída: eu já te tinha avisado para não andares a fazer broches aos membros todos da tua banda com o pescoço destapado. Estava-se mesmo a ver que ias apanhar uma aragenzinha menos boa. Mas mesmo constipada, não percebo porque não podias vir na mesma fazer um concerto 95% playback como o da Madonna que todos iam adorar na mesma.

Vê-se logo que não vives em Portugal e que o dinheiro não te faz falta, senão até vinhas actuar com crises de gonorreia pela snaita acima. Agora devia-te nascer um pessegueiro atravessado no cu e ires largando pêssegos sempre que cantarolavas Shake it Out.
Mas decidiram-te substituir por Morcheeba que é como quem susbstitui Mariza por Micaela. Mais valia terem-te substituído pelo Quim Barreiros. O mínimo que ela podia fazer era cantar The Dog Days Are Over para desenjoar das musiquinhas dela de levar no cu lentamente em dias de sol sem sombra.

A modos que mandei-te à merda e fui ontem. Adorei que tivessem posto Snow Patrol e LMFAO à mesma hora que era basicamente as únicas duas coisas que queria ouvir; adorei ter ouvido a versatilidade musical dos Buraka Som Sistema que a cada música que tocam incitam o sentimento de dejá vú musical de há 5 minutos atrás; e adorei claro o frenesim à volta de Justice que me obrigou a correr para o palco para conhecer uma versão mais foleira de Daft Punk. Valeu-me a companhia e os copos e os três cachorros, e Snow Patrol, que essas alegrias tu não me tiras.

Florença, és uma puta.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Barreiras Linguísticas

Não há nada como chegar a casa e ter a empregada aos berros ao telefone numa língua que faz-me sentir no meio do metro de Martim Moniz em vez de na minha própria casa.
Melhor é ouvi-la por vezes sussurrar como se estivesse a dizer uma grande badalhoquice e não quisesse que ouvisse; como se eu percebesse um caralho do que ela está para ali a dizer.
Um dia escondo uma puta russa no armário só para me traduzir as ordinarices e aí se a apanho a dizer que o dono da casa é um porco, atiro-a p'ra cima da tábua de engomar e passo-lhe o intestino a ferro.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

As Maravilhas de não ver televisão

O poder que os programas televisivos da manhã têm em encher chouriços espanta-me. Tanto chouriço que aqueles canais enchem que eram capazes de fazer 5 milhões de mulheres e paneleiros felizes durante um semestre.

Agora, como não anda ninguém famoso em orgias ou nenhum divórcio de algum casal que valha a pena conhecer, criamos as 7 Maravilhas das Praias de Portugal. Ai caralho, muita maravilha faz este país. Uma delas foi ir-me ao cu bolso e retirar-me os subsídios. A outra foi achar que retirando aos outros todos, sentir-me-ia menos assado.

Ainda no ano passado elegeram-se as maravilhas dos monumentos portugueses e as maravilhas gastronómicas. Claro que considerar um monte de tripas uma maravilha diz muito sobre o que esperar destas pomposas cerimónias. 

Não há limites para aqueles programas da manhã que teimam em falar sobre nada diariamente durante horas a fio. Para o ano vêm as Maravilhas artísticas de Portugal (donde se incluem o cão de loiça, o menino da lágrima e o sapato alto gigante de panelas feito pela gorda).

Eu por mim publicaria aqui as 7 maravilhas de ter com quem foder para nunca precisar de ver esses programas para me entreter, mas eu prezo muito a minha intimidade.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

P de Putas

Putas, finalmente tenho o meu teclado novo. Cheio de letras e sem teclas presas. E p's para dar e vender. Agora sim, posso voltar a escrever. O outro teclado irá ser doado a um banco de esperma por razões óbvias. 
Tive muita pena de não dar a minha tão interessante opinião sobre as diversas temáticas ao longo da semana mas faço um resumo:

- dei os parabéns por e-mail a Miguel Relvas por ter tirado um curso superior em menos tempo do que o que eu demoro a dar uma queca. Mérito meu, não dele. Claro que a julgar por alguns licenciados quando abrem a boca, creio que Miguel Relvas não estava sozinho na "turma";

- a minha irmã terminou os exames e por dois breves minutos pensou ser enfermeira, mas rapidamente dei-lhe trabalho a lavar a minha sanita por 3,96 à hora agora e não daqui a quatro anos, que é quase metade do que a minha Perestroika me leva, e ela ficou de me dar uma resposta;

- se a Sofia Aparício achava que estava acabada demais para aparecer, mais valia ter aparecido com os dentes cheios de pintelhos que sempre transparecia mais jovialidade que um dente de ouro...

- vou pedir à Safira para me dar um autógrafo na ponta da gaita que eu já nem sei se ela teve um tumor ou se esteve na mais recente temporada dos Morangos com Açúcar.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

200 000


Ainda vou em coisa de um ano e meio com este blog e mesmo escrevendo sem a letra p que tenho de estar a fazer copy / paste e sem o c com cedilha (últimas novidades), já cá passaram 200 mil curiosos sem nada mais interessante para fazer. Enquanto provavelmente 199 995 pessoas vieram espreitar o José Castelo Branco a foder, o que não deixa de ser doentio, desejo muitas fodinhas às outras 5 que me lêem religiosamente. Porque afinal fucking makes the world go 'round... ou uma coisa assim parecida.

domingo, 1 de julho de 2012

Obtimus Alive



Não tivesse eu de trabalhar que nem a Xica da Silva, à excepcão de andar a fornicar com todos os patrões e colegas escravos, e não tivesse eu contas para pagar e viagens para fazer em breve, e seria menino para ir ao Optimus ver esta buta (já estou farto de fazer coby / baste que ainda não combrei teclado novo e continuo sem a letra p).

Não fosse eu combrometido e oferecia um broche (este sim está bem escrito) em troca de um bilhete. Mas se alguém quiser as minhas amigas fazem... na BOA. Quem se oferece?

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Televisão Matinal


Ora eu não tenho nenhuma mas assim de repente ocorre-me:

- abrir frascos de compota;
- lavar legumes um a um;
- guardar jóias de família;
- puxar o lustro às pratas;
- quebrar nozes;
- desenhar postais de Natal mais engracados que aqueles pintados com os pés;
- fazer caretas diferentes e publicar no facebook.

Mas a mim ninguem me convida para tirar o ar de nojo da cara da Cristina. Elas é que perdem.

terça-feira, 26 de junho de 2012

O concerto

A expectativa era muita porque:
a) já lhe vi um concerto e fiquei a babar-me de espanto;
b) a Madonna é uma badalhoca e uma boa badalhoca dá sempre um bom espectáculo nem que seja a mijar agachada atrás de um carro.

O espectáculo de luzes, tecnologia e dançarinos foi assim um estrondo. Tudo no microsegundo certo e com a espectacularidade do costume e o raio da velha vai conseguir abrir as pernas mesmo quando estiver de cadeira de rodas.

Tive pena que não tenha mostrado o mamilo, mas a julgar pelas últimas capas da Playboy em Portugal, ninguém mostra os mamilos em Portugal a não ser a Ana Malhoa... e José Cid. Houve momentos em que pensei que ia mostrar a ratonga para que as receitas das imagens vendidas revertessem a favor da dívida portuguesa ao FMI. Nadinha. Nem uma pele morta.

Teria pago 80 euros para ver o concerto todo em playback que a senhora das poucas vezes que carregou on naquele microfone, deixou tudo a olhar à volta à procura da baleia a ser assassinada nas redondezas. Acho que os anos a fio a engolir meita começam a dar sinais dos seus efeitos.

Mas a velha dança como se tivesse 20 e não se vê uma única artrose naquele corpo o que só comprova que foder dá saúde. Próximo concerto lá estarei.

sábado, 23 de junho de 2012

Escrever sem Primor

Fodi o meu teclado. Neste momento estou sem a letra "p", o que para a minha redacção brejeira é uma verdadeira contrapartida. Que chamar as pessoas pelo nome não é propriamente o meu forte.


A modos que:

a) escrevo posts no meu telemóvel e canso-me após a primeira frase;

b) começo a chamar as pessoas de butas, baneleiros e borcas de merda;

c) compro um teclado novo.

Estou ainda a decidir.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ponto de Situação

Tal como prometi vim cá hoje para falar sobre a minha vida sexual ausente, em que o momento mais sexual é caracterizado por alguém a empurrar-me na fila de um supermercado para conseguir chegar ao tapete rolante. Isso e sentir que ando a foder à grande com a EDP porque pelo preço que me cobram de energia por um T1, estou em dúvida se terei passado o mês a assar caralhotas no forno de forma industrial.

A vantagem de não foder há muito tempo é que, ao longo do tempo, instala-se o hábito de não foder e, de forma progressiva, já nem sequer pensamos nisso como algo a fazer. O próximo patamar é adquirir um gato.

Com a ausência de sexo, também perde-se a rotina de masturbação 6 vezes/dia. Rapidamente se passa a... já nem me lembro da última vez. O cansaço e o calor tornam-se mais fortes que a minha líbido e tenho receio em fazer uma tendinite agora que sou uma bailarina e preciso dos pulsos para ajeitar o tutu.

O mesmo se passa com as pessoas que também começam a parecer todas amorfas e emanam zero interesse sexual. Além disso, já sabemos muito bem o que vamos encontrar quando desapertarmos as calças de outra pessoa. Mais do mesmo. Sem surpresas. A não ser que só tenham um colhão.

Ah, eu já mencionei que estou a tomar uns comprimidos para o cabelo que têm como efeito secundário zero tesão? Pois.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Telegrama

Não caí, embora houvesse quem o tenha feito por mim; não parti nenhuma perninha embora houvesse quem tivesse de faltar ao espectáculo por estar com a perna toda engessada; caguei-me todo mas isso faz parte do processo de fitness pre-show.

Estou simplesmente de rastos. Amanhã regresso em força para falar sobre a ausência da minha vida sexual.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Saga Recomeçou

Dada a minha facilidade em pisar palcos e o meu à vontade com os públicos, sou presenteado novamente este ano com "os nêrves". Isto tudo com 48 horas de antecedência ao espectáculo porque não bastava ser no próprio dia. Claro que não poderiam ser nêrves quaisquer... o meu corpo arranja sempre maneira de se auto emagrecer desfazendo-se em merda (diarreia superiores a 7 vezes / dia) e descargas de adrenalina semelhantes à morte anunciada a ponto de me nausear qual prenha de trigémeos em primeiro trimestre.

E nesta altura, sondo a casa em busca do chicote para me auto flagelar em jeito de lembrança para que no próximo ano aprenda a ficar quietinho na plateia a aplaudir.
Este ano já é tarde e só me resta limpar o cu (de todas as vezes) e avançar de cabeça erguida. O pior que pode acontecer é mijarem-se a rir. Porque conseguir não cagar no palco será já uma vitória.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O que eu gosto dos Santos

Se há festa em Lisboa que eu não dispenso é a noite do Santo António. Faltei uma única vez para ficar a trabalhar e juro que deixei cair uma lágrima - tenho testemunhas. Desde então prometi que nunca mais faltava a essa grande noite, nem que estivesse com as perninhas partidas.

Ontem como estive em ensaios a fazer figuras mais tristes que a menina do dança-dança, cheguei mais tarde à mesa. Mas mesmo tarde, consegui mostrar o boi que havia em mim e fui a tempo de degolar meia dúzia de sardinhas e carnes que não me lembro muito bem quais. E mijo de cavalo que vinha em jarros.

E depois disso, podem dizer o que quiserem de Lisboa inteira, que Alfama é bonita, que eu sou bué de giro mas foda-se que a Bica é linda. 

Aquele mar de gente impenetrável que ondulava para que chegássemos lá abaixo sem nunca ter tocado com os pés no chão; os gritos de guerra "PQP que a Bica é linda!"(claro que a parte do puta que pariu aparentemente só eu sabia a letra que o resto só cantava a segunda parte); o fumo da sardinha que nos assolava a fussa qual ventoinha em dia de calor; a Nena dos churros que atirava com churros na fussa de uma pré morta caída no chão, quais manobras de reanimação; a música popular brasileira portuguesa que entoava pelas janelas fora; aqueles apalpões sem fim que faziam com que aquela descida parecesse uma valente queca e quase chegamos lá abaixo com as cuecas já molhadas. 
No fim ainda tive direito a dançar Dancing Queen sem sair do sítio e sem ter que me dirigir a uma discoteca de especialidade paneleira.

Ai a Bica! *modo suspiro de quem acabou de tirar uma beringela do rabo*

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ai a minha vida

A dois dias dos Santos, depois de tanta antecipação sobre o melhor bailarico e a bebedeira mais Santa, decide-se-me aparecer uma puta de uma cárie. Eu que nunca tive nenhuma, lembrei-me de ter uma agora. Quando fazia sexo de todas as maneiras, havia sempre pasta de dentes e nunca me apareciam destas coisas.

A modos que febras, entremeada e o pão das sardinhas vou ter que pedir a alguem que mastigue por mim e me dê na boca estilo linguado de pássara mãe para passareca filha. E beber mais álcool do que estava planeado para poder anestesiar o meu molar mastigador. Além de que só posso comer de um lado e vou passar uma série de dias a mastigar de lado e a exercitar só metade dos músculos da face ao ponto de parecer que tive um AVC.

Além de que só consegui consulta na quarta de manhã, o que é fantástico visto que se me mandarem soprar o balão às 10.30 da manhã, ainda estou com valores suficientes para ter a carta apreendida. E também não gosto de arrotar na cara da dentista.
 
Obrigado Santo António. Eu pedi sexo e tu fodes-me o dente. Não era bem aí...