quinta-feira, 12 de abril de 2012

Provavelmente o meu único post sobre futebol

Há cerca de dois dias convidaram-me para comer sushi. Eu, amante de qualquer peixe cru que não esteja localizado entre duas pernas, imediatamente aceitei.

Chegado ao local do repasto, rapidamente percebi que tinha sido levado ao engano e já era tarde demais para voltar atrás. Não só estávamos ali para comer peixe com arroz, como o objectivo principal era o de assistir ao jogo Benfica - Sporting na SportTV do restaurante.

Ora, eu não sou grande adepto de futebol mas as minhas amigas putas estavam ali coladas na cadeira a cuspo. Meio atordoado com o facto de elas conseguirem detectar mais depressa um fora de jogo que o velho ao nosso lado, lá consegui perceber o motivo de tanto fervor benfiquista: seu nome era Javi.

Depois de alguns grandes planos, fiquei claramente decepcionado com tamanho alarido que o raio do moço parece-me das barracas. Tivesse eu sabido disto mais cedo e teria dado orgasmos mil às minhas amigas, bastando para isso levá-las a passear à Buraca. Mas eu descobri isto há poucos dias.
Claro que se o moço tivesse caído e mostrado um colhão, o jantar não me teria caído mal. Mas fora isso não lhe acho gracinha nenhuma.

Enfadado como eu estava, que não havia maneira de saltar pirilau à vista, pus-me a observar a moçoila da frente que jogava entretidamente Angry Birds. Tamanho era o meu entusiasmo cada vez que as passarecas da miúda deitavam a barraca abaixo versus a falta de entusiasmo das minhas amigas putas com a merda de jogo que o Benfica fazia (diziam elas). Eu acho que elas simplesmente perderam os calores quando saiu o Javi e entrou o Yannick.

Aqui foi quando eu entrei em alerta que com o Yannick em jogo, havia fortes esperanças de poder vislumbrar a mama da Luce a afogar umas das Ly-lykas em leite. Mas não. Nada naquele jogo fazia vibrar quem quer que seja. E aqui estou em sintonia com os verdadeiros comentadores do jogo daquela noite. Afinal até percebo de futebol.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Onde o Sol não brilha

À minha frente, no elevador, está um homem dos seus 63 ou 64 anos. Pelo modo como coloca os pés no chão percebo que tem varizes. Pelo modo como cruza as mãos uma sobre a outra percebo que está a massajar a artrite e pelo modo como inclina ligeiramente a cabeça também tem um torcicolo.
Pelo modo como olha para mim percebo que é rabeta.

Estamos no edifício da FNAC do Chiado. Eu fui comprar o cd da Madonna. Ele, como trabalha naquela zona passa a vida no elevador da Fnac que sabe estar recheada de paneleiros. Ele diz que aquele elevador é muito prático, mesmo estando encharcada em paneleiros porque no edifício da FNAC não há escadas rolantes. E porque adora ir à Fnac encharcada de panisgas duas a três vezes por dia, não vá haver um novo lançamento de livro às duas da tarde, e às três e às quatro. Eu acho que ele quer levar onde o "Sol" não brilha. Ele diz que vai lá a toda a hora por comodidade.

O senhor recorda o antigamente e a repressão saudável que havia em guardar a paneleiragem no armário onde hoje guarda o lubrificante (sempre com a cabeça de lado). Provavelmente estará a revoltar-se por não ter nascido mais tarde porque sabe que o look da Lady Gaga fica bem a toda a gente. E porque aparentemente adora falar sobre rabetas, que eu estou a ponderar assinar o Sol que aquilo só fala em homossexuais. 

Mas olhando para aquele senhor que ia à minha frente no elevador da FNAC, percebi que era isso que o movia enquanto ostentava as suas maleitas de uma vida reprimida. Ele queria gritar "Ai filha, que sociedade hipócrita, que nenhuma bicha me pega só porque não tenho bons peitos".

terça-feira, 10 de abril de 2012

Tardes bem passadas.

Eu sei que passo a vida a criticar tudo e todos e chateado com a merda dos serviços que alguns prestadores prestam, e há outros dias em que simplesmente estou de mau humor e a precisar de sexo. Pensei seriamente mudar de discurso hoje, só hoje, para agraciar alguma coisa ou homeangear alguém. Hoje não é o dia.

Eu tendencialmente compro os meus produtos no Pingo Doce. Hoje, por mil e uma razões do foro gestão de tempo / proximidade geográfica, fomos ao Continente. Tal como quando vou ao Pingo Doce, levo sempre o meu rol de produtos numa folha de papel para não acabar enchendo o carrinho de forma desenfreada ou deixando-me levar pela promoção 2 em 1 Evax Tanga para uma casa de dois homens e um cão.

Percorridos vários metros de distância estava já de cabeça desnorteada e percebi que não ia conseguir fazer as compras seguindo um percurso intuitivo. É que no Pingo Doce, há uma ordem natural das coisas: os frescos estão com os frescos que por sua vez estão ao lado das carnes frescas e do peixe fresco e assim por diante.

No Continente não que a vida não está para facilidades: assim que se entra tira-se a senha para a Caça ao Tesouro. E eis o que eu, concorrente esperto, descobri depois de andar ali à toa:

- O pão está convenientemente aconchegado pela ala da roupa infantil. É assim: Padaria / Vestuário, tipo frente-a-frente António Lobo Antunes / Luciana Abreu.

- O talho está ao fundo do corredor dos tupperwares e das caixinhas com pot-pourri para enfeitar. Mas só o talho, porque se quiseres charcutaria deverás dirigir-te à outra ponta OPOSTA do hipermercado ao pé da secção vinhos. Para simular os anos áureos em que o homem tinha que caçar para comer e não esta paneleiragem de levar as fatiazinhas embrulhadas em papel vegetal. Rabetas.

- A peixaria está a paredes meias com os tapetes para casa de banho, assim como piaçabas e afins. Foi a associação que a equipa lá arranjou: piaçabas / peixaria. Cada um sabe de si.

- Por fim, o bacalhau que é um Reino por si só, não poderia estar ao pé da peixaria ou de qualquer outra secção de frescos. Está deste modo, numa mesa central à entrada do corredor de velas de cheiro. O que, convenhamos, faz sentido.

Espero muito sinceramente que se divirtam com'ó caralho neste hipermercado porque eu senti-me a puta da Alice.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

All Over Again

E pronto, o senhor que partilha a cama comigo quando eu não adormeço no sofá a ver Glee, está de partida durante mais três meses por motivos profissionais. Não é que seja pessoa de trepar paredes nesse curto espaço de tempo mas sou bem capaz de foder as molas do nosso colchão.

As minhas amigas dizem que fico impossível de aturar e que se fosse mais que três meses já tinha montado o corcunda de Notre-Dame. Exageradas. O Corcunda de Notre-Dame não existe.

Não estou preocupado com a maratona de punhetas que aí vem, que nisso já sou pós-doc. Mas quem é que vai manter a casa minimamente arrumada? A empregada só vem uma vez por semana e não me vou prostituir para pagar mais dias por semana. Se fosse para o bilhete da Madonna, era capaz de me ir deitar nas palhas de Monsanto e dar o corpo ao manifesto mas para pagar à russa parece-me um bocadinho ridículo.

A única coisa que me dá consolo é que não tarda estou lá para darmos umas voltas... pelo Parque Astérix!

domingo, 8 de abril de 2012

Só porque é Páscoa

Lá em casa não se celebra muito a Páscoa. Ia-se à missa, comia-se "melhor", vestia-se "melhor" e fazia-se a ronda à família para ir enfardar amêndoas que dois anos depois iriam finalmente conhecer o destino final - lixo. Isto só acontecia porque a minha família não tinha a decência de me oferecer amêndoas de chocolate.

Eu pessoalmente acreditei na Páscoa até há poucos anos porque achava que eram efectivamente umas férias merecidas após três meses a cabular de forma intensa. Mas desde que isso acabou nunca fui muito à bola com a verdadeira história mal e porcamente inventada à volta daquilo. É que nascer de uma virgem, vá. Ainda hoje assistimos a casos de adolescentes que desesperadamente convencem os pais ao 8º mês de gestação que ainda são virgens. Mas ressuscitar ao terceiro dia entre sexta e domingo (?) já é levar a história longe de mais. Sabem aquela mentira que está a ser tão bem contada, tão bem contada que todos acreditam e a pessoa entusiasma-se e acrescenta mais umas coisas para que tudo seja mais fantástico até que rebenta a bolha e todos viram as costas. Pois. A ressurreição: rebentou a bolha.

Não foi o cego que ficou a ver porque isso também fazem na Igreja Universal do Reino de Deus - big deal.

Não foi transformar água em vinho depois do vinho ter acabado porque até eu consigo convencer meia dúzia de bêbados a beber o meu mijo e fazê-los acreditar que é vinho. Se for Terras d'el Rei até eu não  consigo fazer a distinção. 

Não foi o tranformar a puta em santa que, depois de ter corrido a aldeia toda o que é que a pobre ia fazer, a ronda das meias finais?

Não foi o coelho a por o ovo porque muito provavelmente ele estava a enfiá-lo mas quem o apanhou preferiu acreditar em contrário que a homossexualidade não era bem vista naqueles dias.

Não. Foi a Ressurreição. Essa é que me partiu todo. Está uma pessoa uma vida inteira à espera de morrer e finalmente quando morre, só descansa três dias?
Não, eu e a Páscoa a gente não se cruza.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Lyyyannñiiiyyy ou lá como esta merda se escreve

Eu não vou estar aqui com devaneios acerca da vida da Luce e do Yannick que, foda-se, são um alvo demasiado fácil. Falemos nas "celebridades" no geral. Naquele conjunto de pessoas cujo talento não é suficiente e optam por estratégias de auto posicionamento no ranking que mais ninguém conhece a não ser eles próprios: eu sou mais celebridade que tu.

Não percebo a obsessão que as celebridades têm em dar nomes de merda aos próprios filhos. Nomes que mais tarde, valer-lhes-ão uma batedeira na cabeça quando os filhos com nomes de merda os internarem num lar de terceira idade... e tiverem de assinar o termo de responsabilidade com os seus nomes de merda. 

Que a mãe ainda tem o direito de abortar o filho mas o que é que o filho pode fazer em relação aos abortos dos pais?

Daqui a 10 ou 15 anos vamos começar a compreender melhor o fenómeno dos filhos que batem nos pais. E eu vou estar ali a abanar pompons de solidariedade pró-filhos com nomes de merda que tiveram o azar de ter pais com ideias de merda. 

Que Deus nos livre chamarem-se Maria, João ou, vá, Soraya. Não, estas criaturas têm de ter nomes ousados como Lyonce Viiktorya, Índia ou Cazaquistão. O que na escola primária equivale a chamar-nos Merda.

Não sei como conseguem, mas se o Registo Civil não põe entraves a estas pessoas, eu também vou chamar a minha de Koonahh (lê-se bú-cê-ta).


segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Caderneta de Bárbara

Ontem quando cheguei à televisão decidi dar uma espreitadela à TVI para ver a final das Caras Estranhas. Claro que o destino quis que eu sintonizasse no momento em que a Daniela Pimenta estava a cantar harmoniosamente bem; quase tão bem como quando o meu cão começa a ganir para avisar que está na hora de ir lá p'ra fora cheirar o cu a outros cães.
Ademais estavam a anunciar o "tão esperado" dueto entre a Cátia e a Fanny e, sinceramente, sangrar dos ouvidos não está nos meus planos para um Domingo à noite bem passado. Sangrar do cu depois de uma valente queca, talvez. Ouvidos não.

Optamos pelos cromos dos Ídolos. Confesso que sou um admirador sem precedentes das pessoas que se expõem ao mundo para simular matanças de porco, com a voz. A sério que a coragem deles fascina-me. Independentemente do fracasso, louvo-os pelo tamanho dos tomates que acartam. Mas quem eu gostava que levasse com um desses tomates na cara até fazer hematoma da grossa, é a Bárbara. Aquela senhora dá-me os nêrves. Eu sei que ela faz parte do fascínio masculino heterossexual e a imagem dela de joelhos a fazer o felácio deve ser o sonho por detrás de 78% das audiências. Mas irra que a senhora é burra.
Vê-la nos Globos de Ouro a puxar piada seca atrás de piada seca inflige um sofrimento atroz na audiência. Questiono-me por vezes se fazer quimioterapia custa assim tanto quanto dizem.

Mas vê-la ali na mesa dos jurados a ver-se obrigada a falar coisas vindas directamente do seu pequenino cérebro é aterrador. Por vezes sinto que daquela boca vai sair literalmente um cagalhão. E ninguém gosta de ir a um casting numa sala que cheira a merda.... "nem que eu morra aqui".

A pós-doc Psicologia tem um insight de cada concorrente após 5 minutos de contacto de fazer levar ao desemprego as bruxas deste país.
- Vou-te julgar numa frase: és uma pessoa... despachada! (Depois da criatura ter entoado uma melodia acelerada.)
Isto tudo com aquele olhar profundo, de uma profundidade tão profunda que quando se chega ao mais profundo das profundezas chega-se a um beco sem saída e volta-se p'ra trás. É esse o truque do olhar misterioso: quanto mais se apertam os olhos, maior é o cérebro. Eu acho que sinceramente maior é a força que se está a fazer para cagar mas isso sou eu. Ela não. Ela é esperta.

Para outro concorrente que cantava um bocadinho melhor, ela optou por primorar na sua profundidade, qual Nietzsche:

- Numa só frase: tudo o que eu te dei, tu me deste a mim.

Claro está, como eu já estava à espera de uma Barbar-idade atroz a sair daquelas beiças, acabei por soltar umas gotas de tanto riso. Foi saída rebuscada atrás de saída rebuscada. 

E é por isto que eu gosto de ver os Cromos. Porque ela entra. E pela primeira vez, desempenha bem o seu papel.

domingo, 1 de abril de 2012

Porque eu não celebro este dia

Esta é uma data que muitos aproveitam para sacar das mais rebuscadas histórias incrédulas a troco de algum divertimento. Incrédulo fico eu quando alguém acredita em quem quer que seja neste dia. Nem sequer acredito que hoje é o final d'A tua cara não me é estranha. Sou assim. Uma pessoa muito céptica.

Neste dia raramente tento enganar seja quem for. Até porque é esse o meu divertimento nos outros 364 dias do ano. Hoje não. É simplesmente tão óbvio que a melhor reacção que obteria seria um sorriso de condescendência por eu ser tão parvo.

Já sabemos que neste dia todos vão engravidar ou mudar de país. God, chega a ser retardado e leva-me a equacionar as minhas amizades.

Além de que não consigo inventar coisas mais humilhantes que aquelas que já me acontecem. Ontem decidi alapar o cu para o Meco para comer e beber toda a tarde. E foi só isso que fiz. Quando cheguei a casa para dormir duas horas antes de sair novamente rumo ao Lux, começou a dar-se a Guerra Civil no meu estômago. Rapidamente agarrei na caixa de medicamentos e espalhei todos no chão do wc à procura de primpéran. Antes que conseguisse encontrar alguma coisa útil, inclinei-me sobre a sanita para despejar o que me consumia. De cócoras e de cabeça enfiada na sanita, com dezenas de drogas espalhadas no chão, foi por um triz que o meu gajo não agarrou no telefone para me inscrever na Clínica de Desintoxicação.

Findado o meu momento de pita bêbada, agarrei no telefone para avisar a minha amiga mais-bêbada-que-eu-que-vomita-em-sarjetas, que eu já não iria ao Lux pelas razões supracitadas. Era meia noite. Recebi: "és um degredo".

A modos que o dia 1 de Abril não traz nenhuma oportunidade espectacular para tornar a minha vida mais parva do que ela já é. Posso sempre tentar oferecer o meu bilhete para o concerto da Madonna alegando que me fartei de ver a cona dela prestes a saltar das roupas de puta que ela usa. Mas eu gosto demasiado de putas: essa seria demasiado óbvia.

Claro que também poderia postar um vídeo da Mafalda Veiga e escrever "Adoooro". Essa sim teria piada.

sábado, 31 de março de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Coisas que não me costumam acontecer

Hoje, depois de ter estado ao telefone com as putas com quem eu trabalho, lá fui eu fodido da vida almoçar  ao Colombo que não me apeteceu cozinhar, para depois ir trabalhar e debitar caralhadas aos berros até tirar ao peso de cima e encontrar-me em perfeita homeostasia com o meio ambiente.

A chegar ao parque de estacionamento do Colombo, surge atrás de mim um conjunto de buzinadelas incessantes que por momentos pensei que o senhor tinha deixado cair a pila em cima da buzina. Antes de abrir a janela para poder espetar o dedo do meio para que ele virtualmente o enfiasse no cu, decidi olhar para trás primeiro não fosse uma coisa do meu interesse. E assim descobri que tinha o pneu furado.

Lá estacionei mais fodido da vida do que eu já estava, pronto a partir a primeira série de dentes que me aparecesse à frente. Ora eu não mudo pneus. Admito-o sem quaisquer problemas que não sou doutorado em Mecânica automóvel, muito menos caloiro. Calmamente dirigi-me ao porta bagagens e fui retirando peça a peça, cada uma mais desconhecida que a outra, enquanto com a outra mão ia abrindo o youtube no telemóvel à procura de "how to change a flat tire". Sempre com o meu ar de donzela esbaforida em apuros... mas em macho.

Aproxima-se um carro e o moço com o seu sorriso de filho da puta / cara de cu pergunta "Pneu furado?" enquanto vislumbrava as peças que eu ia retirando do carro. Não fosse o gajo giro como ele era e tinha respondido que não; que simplesmente tinha um fetiche em separar as ferramentas do meu carro e alinhá-las por cores. "Queres uma ajuda?" pergunta ele e aqui pensei estar num filme porno americano, sem a route 66 mas sim, no glamoroso parque de estacionamento subterrâneo do Colombo. Respondi que precisava mais era de um mecânico. O sr. Sorriso filho da puta / escárnio, com o seu cabelo e olhos lindos estacionam para ir fazer o obséquio. Achei aquilo tudo muito cinematográfico mas pensei que afinal nem todos são como eu: há gente boa.

De rego em cheio no meu campo de visão, lá ia o moço agachado de "coisa de ferro" em punho a desatarachar porcas. Ele ia-me tentando consolar do facto de eu não saber fazer aquilo, bem como dando pequenas explicações do que ia fazendo mas o rego dele com penugem loira à mostra estava-me a toldar a concentração.

Findado o trabalho estava a modos que num dilema porque não sei como agradecer a um gesto destes e também não estava com muito tempo em mãos para estar a oferecer sexo. Perguntei na mesma em jeito de vítima hiper agradecida. O sr. sorriso lindo e mãos todas cagadas respondeu que quando ele furasse o pneu ficaria à espera que eu fosse lá mudá-lo. Ora o meu maricómetro é uma valente merda portanto não percebi se isto era a frase subtil para "banco de trás do meu carro já!" ou se ele realmente achava que eu era tão nabo que não havia nada que eu lhe pudesse oferecer que lhe pudesse interessar. Optei pelo segundo porque foder em bancos de trás dá-me dores de costas.

Arrumei as ferramentas enquanto Cara linda desaparecia com o acenar da mão toda cagada. Nem lhe ofereci um lenço para limpar as mãos. Claro que cheguei ao trabalho muito mais calmo.
Claro que se fosse solteiro tinha furado os outros três.

terça-feira, 27 de março de 2012

Manic Monday

Ontem finalmente fui abrir a minha época balnear pessoal e passei a tarde na praia. Estava calor e apeteceu-me ir com três amigas (duas fodilhonas, uma nem por isso). Alguém disse-me que devia ter cuidado que o sol de Março faz mal. Claro que olhei assim com cara de deficiente porque nunca ouvi tal coisa. É melhor alguém avisar os brasileiros que estão todos no areal a cultivar o cancro de Março. Quem inventou isso talvez também tenha sido o autor da laranja que mata à noite. A mim mata-me de facto porque fico com as mãos a cheirar a laranja a noite toda por mais que as lave.

Escusado será dizer que estava um bafo de fazer assar as peles. Escusado será também dizer que estávamos mais brancos que a cal. Escusado seria o mulherio chegar à praia e despir-se de preconceitos, colocando-se estrategicamente de perna aberta para permitir a entrada do sol ao ponto de quase conseguir que o raio de sol lhes faça um papanicolau in loco. Não é que eu tenha nada contra a cona alheia, mas com o bafo que estava e a acrescentar ao cheiro a ganza que se fazia sentir ao lado, o meu cérebro estava a sentir-se hiperestimulado. E eu queria dormir.

Quando o calor era insuportável, a opção água revelou-se insustentável, tal era o gelo. Eu não sei quanto aos outros seres humanos, mas eu preciso de ter sangue a circular nas pernas e o gelo não me permite esse luxo. Rapidamente apercebi-me de que o calor não era assim tanto e regressei à toalha.

E qual é o propósito deste relato? Nenhum. Só queria demonstrar que enquanto vós trabalhais arduamente entre quatro paredes, eu, três putas, um grupo de drogados e a menina do mexilhão ao sol, aproveitamos para disfrutar do dia de calor.

domingo, 25 de março de 2012

Hoje, dia 25.


Já vi mais de 10 fotos postadas no facebook com tachas arreganhadas de contentamento por ter corrido a Meia Maratona. Ainda para mais depois de descobrirem que dormiram menos uma hora que o habitual.

Eu pessoalmente quando quero levar um enxerto de porrada a um Domingo de manhã vou ao armário buscar o chicote. E depois volto a deitar-me.



sexta-feira, 23 de março de 2012

A minha amiga Malabarista

A minha amiga Malabarista desde que comeu um preto pela primeira vez, nunca mais olhou para trás... aquele triste passado de cócegas e "remoções" acidentais.

Gradualmente foi exponenciando o tamanho dos instrumentos utilizados para as suas acrobacias, que incluem perfeitas pirouettes até cair da cama abaixo.

Neste momento, deduzo que esteja a nadar num mar de felicidade uma vez que o actual namorado tem um rolo da massa entre as pernas e ela, qual padeira de Aljubarrota, corre para casa de nenúfar em nenúfar para poder levar com ele. Na crica, deduzo. A não ser que tome 3 xanax prévios e aí, o cu céu é o limite.

Só espero que ela não se separe dele brevemente porque não estou a ver muitos candidatos com mastros de caravela portuguesa aí à solta. 

Na melhor das hipóteses a única forma que ela teria de levar com um cacetete preto sempre que lhe apetecesse seria indo à rua manifestar-se e esperar que um bófia português se aproximasse.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Maya, vejo-te a ser atropelada não tarda, aqui nas minhas cartas

Faço questão de ter como regra pessoal, não ver programas da manhã dos canais portugueses. Tenho medo que o meu cérebro apanhe uma doença infeccilosa através do écran. É por isso que vejo destemidamente as Kardashians sem qualquer peso na consciência, não fosse a comparação fazer-me acreditar que estou a ver o canal da Ciência Viva.

Hoje não consegui evitar parar num desses canais que, por maior frenesim que fizesse para acelerar as teclas do comando, devia estar com a pilha rebentada. Deparei-me com uma rubrica telefónica qualquer da Maya, essa Nossa Senhora das Certezas.

Atrasada Mental - Eu vivo com o meu marido há 45 anos. Sempre fomos muito felizes e nunca tivemos grandes desavenças. Eu só queria saber se o futuro se mostra risonho para nós dois (ela disse qualquer coisa como "noje doije" mas eu percebi porque eu sou uma pessoa muito esperta).

Maya - Ora então vamos aqui espreitar as cartas (aqueles desígnios de Deus). Olhe, não sei que lhe diga, saiu-lhe o vaso partido. (e outra merda qualquer que bem podia ter sido o cagalhão porta-chaves, não reparei. Atenção que a Nossa Senhora das Certezas anunciou o vaso partido com o tom de voz de uma cirurgiã que teve de informar a esposa que não só retirou os colhões ao marido, mas também o caralho todo não fosse o cancro espalhar-se)

Atrasada Mental - E isso é mau? (aqui reforço o meu diagnóstico de atrasada mental: é claro que é mau minha valente monga, ou gostavas de ter a casa cheia de vasos partidos?)

Maya - Minha querida, olhe não sei que lhe diga. (Inventa filha) O seu marido anda-lhe a ser infiel este tempo todo. (Pumbas! Sem lubrificante, sem preliminares, nada. Um valente caralho preto pelo cu virgem acima, sem avisos)

Atrasada Mental - (como que a pedir clemência) Não me diga...

Maya - Ninguém gosta de ouvir isto minha querida, mas o melhor que tem a fazer é desfazer-se desse casamento que vai encontrar um homem que a ame e respeite, posso-lhe garantir.

Nesta fase, eu achava sinceramente que iriam entrar pelo estúdio dentro as autoridades para prender a Nossa Senhora das Certezas. Mas não. Com a convicção de uma mulher a dias que quer a todo o custo um subsídio de Natal, eis que Deus na terra com mamas novas e um nariz feio, decide rebentar com os casamentos por este país fora. 

Eu fico triste pela Atrasada Mental, a sério que fico. Se ela tivesse ligado 5 minutos mais tarde, só 5 minutos, talvez lhe tivesse saído a carta do querubim de porcelana ou do cão de loiça e aí, a Atrasada Mental teria um futuro feliz ao lado do homem da vida dela que a ama mais que a própria vida. Mas não. Quis o destino que ela ligasse exactamente àquela hora, entre o mexer o refogado e o bacalhau a repousar em lume brando. Quis o destino que ela levasse com o vaso partido. Provavelmente quis o destino partir-lhe o vaso na tromba para ver se ela deixava de ser atrasada mental. Mas a Maya também se engana e se calhar interpretou mal e olha, oopsy daisy, que neste caso não tem importância nenhuma, que estamos apenas a falar de um divórcio.

Carta do Passado para o marido da Atrasada Mental: cocó, que foi o que te calhou quando decidiste casar com a monga da tua mulher. 

Carta do Presente para o marido da Atrasada Mental: cocó que é o que vais fazer nas cuecas quando a monga da tua mulher te confrontar com o pedido de divórcio graças à infidelidade que a Maya presenciou.

Carta do Futuro para o marido da Atrasada Mental: tudo menos cocó porque vais estar sem comer estes dias com o desgosto de teres desperdiçado a tua vida com uma mulher quilos de monga que rege as andanças da sua vida amorosa pelos ditos de sapiência da Maya.

terça-feira, 20 de março de 2012

A Ministra da Agricultura: sinais e sintomas de trissomia XXI

E a História repete-se: mais 300 milhões de euros em subsídios para os agricultores. Só espero que agora em vez de comprar grandes carrões  e plasmas que tantas beterrabas fizeram crescer, comprem iphones que aí sim ao menos há farmville. 

segunda-feira, 19 de março de 2012

O meu pai

Andava eu a deambular pelo meu blog, à procura do texto do Dia do Pai do ano passado, no intuito de não repetir dedicatórias. Já devia era ter calculado que a minha sensibilidade era tanta que não fiz nenhum alusão a esse dia. Em contrapartida, qual o meu desgosto, quando reparei que tinha aproveitado esse dia para anunciar a chegada da Feira do Grelo, o legume.

Este ano, tinha pensado em dar continuidade ao texto lindo que sonhei que tinha escrito, fazendo o paralelismo com o pai de hoje. Dadas as cruéis circunstâncias, o único paralelismo com o lindo texto do ano passado que consigo fazer é:

1 - ele gosta de grelo, ao contrário de mim.

2- ele já plantou couves, batatas, beterrabas e outros tantos que lhe valeram o suor de uma vida. Grelos não.

3- ele já me bateu, já me pôs de castigo, já me deu sermões, mas nunca por problemas relacionados com grelo.

4- quando a minha mãe se recusava a dar-me dinheiro para sair à noite, ele vinha entregar-me às escondidas para que eu pudesse ser um jovem feliz. Mas ele sabia que não era para comprar grelo.

5- quando tinha ataques de asma a meio da noite, lá ia ele preocupadíssimo levar-me ao médico, enquanto me enchia de sermões sobre os malefícios do tabaco. Sim, que eu nunca fumei grelo.

6- quando fui suspenso da escola, a directora mostrou ao meu pai todos os poemas obscenos sobre grelos que tinha escrito na aula o que me valeu uma valente chapada.

7- quando a situação económica não era das melhores, o meu pai trabalhava em dois ou três sítios para que nunca nos faltasse nada. E para que o jantar não tivesse de ser grelos.

8- quando estudar fora parecia um luxo insuportável para toda a família, o meu pai fez os possíveis e os impossíveis para que os filhos tivessem a oportunidade de estudar que ele nunca teve. Nem que tivesse de ir à praça vender grelos.

9- quando a família está toda reunida ao jantar, a alegria estampada na cara do meu pai é tão grande que uma pessoa até nem se importaria de estar a jantar grelos.

10- quando finalmente disse ao meu pai que, na verdade, eu não gostava de comer grelo e que dava para outros lados, o meu pai limitou-se a responder que eu era filho dele, independentemente das minhas escolhas para ser feliz, e que me amava incondicionalmente. Mais tarde, quase desalojou a família toda dos seus quartos para que o meu namorado pudesse estar presente no casamento da minha irmã.

Lamento a todos os portugueses mas, com gelos ou sem grelos, ninguem ganha o meu pai. Amo-te.

domingo, 18 de março de 2012

Os meus hábitos alcoólicos

Eu não tenho um problema. Tenho vários. Mas o álcool não é um deles. Simplesmente sinto que por vezes bebo muito. Mas isso não é um problema. É a solução para muitos problemas. Já pensei até ir aos Alcoólicos Anónimos mas isso seria desistir do álcool. E eu não sou pessoa de desistir das coisas.

Há dias em que sou um verdadeiro menino. Bebo um litro de leite como se tivesse uma vaca ao meu serviço e sou feliz. Outros dias há em que sobrevivo de uma alimentação variada entre coca-cola e coca-cola zero. Mas há dias em que simplesmente preciso de mais teor proteico. E aí vou ao álcool.

Deixei de fumar há um ano, pelo que decidi beber muito, quando bebo. Porque quero. E porque o meu horóscopo chinês assim o diz. Por vezes tenho um certo receio porque o álcool desinibe-me um bocadinho. E eu sou uma pessoa de palavras contidas.
Começo desde bem cedo, que é para combater o frio que se faz sentir na rua. As minhas amigas nesta fase, bebem o dobro porque trazem saias tão curtas que, por vezes, sinto que consigo-lhes vislumbrar as amígdalas... por baixo.

Depois, quando já estou em perfeita homeostasia com a temperatura ambiente, relaxo. Relaxar significa várias coisas desde indagar sobre a vida sexual das pessoas até apalpar-lhes o rabo. O que obviamente não faço, porque sou um homem casado.
Posteriormente, o álcool consegue fazer coisas fantásticas como transformar os meus pensamentos directamente em palavras, em volumes discretos de forma a que não se ouça num raio de 20 km. 10 talvez, mas 20 já é peixeirar. Este é o momento para tomar em mãos tarefas agendadas como  explicar a alguém que o seu cheiro é nauseabundo, expor os motivos porque achamos que uma amiga é tão puta, ou mesmo, contar os pormenores da performance sexual das pessoas que estão nas redondezas. Creio que é graças a ESTA fase, que o meu número de amigos no facebook diminui drasticamente. Já as minhas amigas aproveitam esta fase simplesmente para abrir as pernas.

Finalmente, após uma noite de movimentos espasmódicos aleatórios na vã tentativa de simular o acto de dançar, peço educadamente licença para ir à casa de banho e engano-me todas as vezes, e saio pela porta da saída para ir comer merdas com maionese. Chamem-lhe recalcamentos, mas às seis da manhã eu preciso de maionese.

Chego a casa e adormeço ao som da violentíssima orquestra sinfónica que actua na minha cabeça. Para depois acordar com a sensação que fui vítima de um gang bang e que ler um livro não teria sido má ideia. Mas se estou chateado com a dor de cabeça que o álcool me dá? Com as humilhações que só o meu amigo álcool me propicia? Não.
Eu não tenho problemas com o álcool.
O meu problema é a caganeira do dia seguinte.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O meu dia de folga com a E!

Eu estou aqui com uma pequena dúvida que ultrapassa em muito a origem do Homo sapiens quanto à sua proveniência divina ou de uma ameba: se as putas meninas do Jersey Shore estão num reality show e põem cornos aos namorados em frente às câmaras, de onde provém aquela esperança cega que depois tanto lhes assola a alma de que o namorado provavelmente nunca vai descobrir?

Se o namorado da puta Kim Kardashian vai passar o fim de semana a outra cidade sem querer dizer a quem lhe mama apaixonadamente, levando uma equipa de filmagem toda atrás, a quantos neurónios de distância está ele para perceber que a Kim vai eventualmente ligar a merda da televisão?

Mas se realmente encenam estas merdas e casar e divorciar faz parte do "script", porque é que a puta Kendra engravidou do marido "encenado", verdadeiramente?

Com um congresso de ciência aeronáutica podia eu muito bem, mas isto deveras queima-me os fusíveis...

P.S. Who the fuck is Ice & Coco?

quarta-feira, 14 de março de 2012

Reflexões Perturbadoras

Estou com três dias de folga, sabe-se lá a que propósito. Não me recordo de ter feito sexo oral às pessoas certas para merecer isto mas a minha cabecinha também é muito fraquinha portanto provavelmente não me lembraria.

A modos que com o aproximar do tempo de cocó que S. Pedro tão entusiasticamente me preparou para os próximos dias, resta-me pouco senão papar filmes e séries no sofá. E nestas alturas, apesar de eu ser uma pessoa extremamente culta e esotérica e alternativa com frases feitas de pseudointelectualoidismo sobre a sustentabilidade do planeta, o vegetarianismo, o cinema independente, prostitutas velhas vintage do Cais do Sodré, o que eu gosto mesmo é daqueles filmes bué comerciais género comédia romântica. Eles vão-se conhecer por acaso, alguém vai tropeçar em alguém, ele vai roçar o braço na mama dela sem querer e cora, ela roça o pau dele e cora e... esperem, acho que estou a pensar noutro filme qualquer. Claro que não sou uma pessoa apenas superficial ao ponto de passar a tarde a ver comédias românticas... também vejo as Kardashians.

Ah!, também fui experimentar uma aula de salsa. Para a qual tenho jeito zero. Mais depressa seria aplaudido por expor um quadro no MoMa pintado de olhos vendados com o pincel assente no ilhó. 

Eu sei que estou a precisar seriamente de apoio psiquiátrico mas quem lê isto precisa mais do que eu. E de um abracinho.

segunda-feira, 12 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

Quando dói menos a circuncisão que o Festival da Canção.

Há duas coisas que Portugal nunca há-de vencer nos próximos anos: um óscar e a eurovisão festival da canção. O primeiro porque 90% dos filmes portugueses são uma valente merda. Muitos pseudointelectualóides dirão que em Portugal é que se fazem bons filmes porque se foge ao que se faz no resto no mundo. Eu cá acho que o que se faz no resto do mundo, faz-se por uma razão: para não sair filmes de merda.

Quanto ao festival da canção, puta que pariu que aquilo está mesmo bom. Temos conseguido sacar progressivamente harmonias menos melódicas que o som das orcas a serem esquartejadas sem anestesia. E este ano decidimos levar, novamente, uma receita musical que nos tem garantido muito sucesso: o fado. E perguntam vocês: fados tipo os que cantam a Amália, Mariza, Camané, Carminho e tantos outros fados que têm feito a delícia dos portugueses enquanto género musical? Não, essas ficam guardadas para nós. O que queremos levar para a Eurovisão é fado feio. Fado das orcas esquartejadas. Fado de mãe a parir sem epidural. Fado do cu.

Eu pensei seriamente em escrever qualquer coisinha que se assemelhasse a uma musiquinha, que seria certamente um sucesso, mais não seja pela comparação com as actuais que é deveras intimidante. Mas após o sucesso, ia ter a Mafalda Veiga à perna para lhe escrever uma música que tivesse mais letras do que na na na na. E eu sinceramente não sei como escrever músicas monocórdicas sobre pássaros e um violão. A não ser que o pássaro e o violão sejam para enfiar na rata. Em simultâneo.

A modos que vou arriscar ser uma Maya sem cartas, e prever que a nossa música não vai ganhar a Eurovisão. É uma previsão ousada, eu sei; diria até arriscada. Mas tenho cá uma pulga atrás da orelha...

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia da Mulher - o que eu penso, quando penso.

Hoje é dia da Mulher. Sei disto porque as putas com quem eu trabalho não se calaram com essa merda. "Sabes hoje que dia é? Dia da Mulher", "Trata-me bem que hoje é o meu dia", "Mais respeitinho que eu sou uma mulher". Até o Google substituiu o G de Greta por um símbolo da mulher. Já percebi, façam lá uma festa à vossa ratinha e soprem as velas.

Claro está que, como era o dia da mulher, o almoço no refeitório era peixe.

Fico triste por elas, a sério que fico. Grande parte das minhas amizades é constituído por mulheres porque tendo a optar amigar pessoas que me acompanhem intelectualmente. Mas a insegurança, a pouca notoriedade que sentem, a inivisibilidade, tudo isto para que possam ter um dia que nos lembre que elas existem? Lado a lado com os outros dias que tanto lutaram para serem celebrizados: dia da impotência, dia da paralisia cerebral, dia do leproso.

Eu pessoalmente não sinto essa necessidade porque celebro a decisão de ter um caralho entre as pernas diariamente e, dadas as dimensões, não tenho necessidade que os outros me lembrem. Acho que falo por muitos porque, na verdade, não existe o dia do homem. Nem tampouco o dia da Bicha Maluca. 

A modos que, enquanto não estiverem em paz com o seu género feminino, lá vamos tendo que aplaudir o acaso de terem nascido com grelo, porque aparentemente precisam disso.

Até lá, a vós mulheres, Piço Peace.

terça-feira, 6 de março de 2012

Eu também sei fazer passatempos

Recebi isto ontem de uma amiga minha:


O que não me parece de todo desajustado porque ela sabe que eu era a pessoa ideal para usar isto. Se tivesse uma periquita. 

No entanto, como a outra dos passatempos foi-se embora para o Brasil, vou tomar as rédeas e oferecer um passatempo para todos vocês. Para ganhar basta enviar fotos da vossa racha aqui para o schnoof para ser alvo de escrutínio público e a racha mais necessitada, sem formas, sem ponta por onde se pegue, receberá uma periquitex para moldar à imagem e semelhança das Kardashians.

O júri será constituído pelos leitores do blog que analisarão a vossa racha sob todos os ângulos, com objectivo à decisão da maior ou menor necessidade de um make-over.
Portanto, chegou a oportunidade de mostrarem ao mundo a horta deslavada com que a Natureza vos presenteou. Schnoof salvar-vos-á com periquitex e choverão cenouras e pepinos na vossa horta.

É impressão minha ou o terceiro periquitex parece um portão de quinta?

segunda-feira, 5 de março de 2012

Bruna, a Guerreira

Pode parecer que não, mas gosto de receber comentários no blog. A sério que gosto. A não ser que sejam uma tentativa falhada e pouco inteligente e pouco humorística de me chamar nomes. Aí obviamente que apago. Porque o blog é meu.

Mas tive que guardar este que recebi no Sábado para me deleitar com ele mais tarde. A propósito do vídeo do JCB que teima em fazer furor:

"Acho este vídeo uma aberração e, muito sinceramente, publicá-lo no blog foi de um profundo mau gosto. Bruna."

Antes de mais, quero agradecer-te pela inspiração que me deste para o nome da minha filha adoptada. Agora já não tenho tantas certezas quanto a "Chop Suey", desde que me sugeriste "Bruna". Bruna Nuna. Acho que ficaria assim a matar.

Em segundo lugar, quero desde já pedir desculpa pela minha ousadia em publicar aqui este vídeo de cariz excessivamente badalhoco que em nada se coaduna com o restante conteúdo do meu blog. 

Em terceiro lugar, quero pedir desculpa por incitar os meus leitores para vídeos pornográficos através de meios pouco honestos. A Bruna, ao escrever no google "vídeo do josé castelo branco a foder" levou com um link que mostrava... pasme-se... o José Castelo Branco a foder. Isto em vez daquela receitinha de ovos moles que secretamente ansiava encontrar. Processar o Google por reencaminhamentos mal feitos está na minha lista de afazeres a curto prazo.

Por fim, Bruna, quero desde já pedir desculpa pelo meu vernáculo obsceno utilizado no post que se referia a esse vídeo. Na verdade eu sou uma pessoa de vocábulos eloquentes no meu dia-a-dia mas Bruna, minha valente cuna, além de estares a precisar de umas valentes fodas como aquela que pesquisaste e, surpreendentemente, obtiveste contra a tua vontade, foda- se que se ficaste chocada com o piço do Castelo Branco, quando leres o resto das caralhadas do meu blog, vais ter uma puta de um AVC de fazer ficar a beiça da tua cona de lado, a babar-se.

domingo, 4 de março de 2012

Depois da Whitney, a Beyoncé.

E foi assim: seis meses de excitações, saltos e corridas pelos pastos; amuos e abraços; alegrias e tristezas. Seis meses depois, Beyoncé abandona-nos com um último suspiro, uma última guelrada.
Mariah está numa agitação louca.
Amanhã vou ter de procurar uma Lady Gaga.
Até lá, RIP...




sábado, 3 de março de 2012

Do fundo do baú (e não, não estou a falar do meu cu)

Esta noite vou a uma festa dedicada à temática dos anos 90. Não percebo muito bem o que me leva a querer ir, uma vez que os anos 90 não foram propriamente os meus tempos áureos.
Decorria a minha adolescência / juventude e as mais escalabrosas modas desfilavam-me perante os olhos - 90% das quais os meus pais se recusavam adquirir. O que me fez sempre optar pelo uso da inteligência para ter muitos amigos, que essa tinha para dar e vender... tanto dei que sobrou pouco.

Decorria também a altura do amor intenso (muitos dos quais amores não correspondidos porque simplesmente recusava-me a dizer a seja quem for). Enquadremo-nos: vivia numa terra onde havia um rácio de 3 vacas a pastar para cada ser humano; estava numa altura da minha vida em que os amores eram confusos, mas enfiar qualquer coisa no cu era um acto estritamente médico. Na melhor das hipóteses, reservado aos membros do clero. Pelo que me contentei durante anos com a minha segunda hipótese: as mulheres. 
A modos que não tive um grande amor nos anos 90, não era o ícone da moda, não dava festas espectaculares... Pensando bem, devia ficar por casa.


De qualquer forma, a música que iluminou a minha década de 90 quase toda, e ESPERO ouvi-la hoje:



quinta-feira, 1 de março de 2012

Pós Gastroenterite

São 16.30 e já vou em 1062 1080 1092 visitas. Nem consigo contabilizar porque estática é coisa que aqui não existe desde que decidi mostrar o mundo como é que o José Castelo Branco está a fornicar e a ser enrabado em perfeita sincronia.

E claro, era esperada a curiosidade de meia dúzia de mentes devassas para ver o tamanho da cona pila do José Castelo Branco. E as suas habilidades. 

Confesso que sou uma pessoa muito porca, mas aquele vídeo simplesmente não me assistiu, razão pela qual apenas assisti a 30 segundos fraccionados. Em primeiro lugar, porque gente feia a foder é coisa que simplesmente não me assiste. Em segundo lugar, porque aquilo dá-me desarranjos no intestino e vou ficar vários dias sem conseguir foder enquanto não apagar aquela imagem da cabeça.

Uma amiga minha escreveu que depois de ver o vídeo precisava de um abracinho. Ora eu, a última coisa que queria, depois de ver o vídeo, era um abracinho ou qualquer outro contacto físico com um ser humano.
A modos que amanhã este blog voltará a ser o que era: ursinhos carinhosos e receitas de queques mimosos com gomas às cores. E putas, que eu tenho que contar as histórias das minhas amigas.


P.S. E porque é que não há nenhum vídeo deste a foder, hein?

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O vídeo do José Castelo Branco

Bem, anda tudo a querer atirar ácido aos próprios olhos com o filme que retira as letras s-e-x-o da palavra sexo. Aqui vai então, não digam que não avisei:

O VÍDEO AQUI PARA NÃO ACUSAREM O MEU BLOG DE SER BADALHOCO 

1- A gaja estava a apanhar a seca da sua vida.
2- Os conselhos de moda preliminares são sublimes.
3- Ninguém está a usar preservativo.

Como acabar com a ninfomania de vez

12:00 - Acordo esfomeado, mas nunca me dirijo à cozinha sem antes espreitar a minha vida virtual, já que me recuso a ter uma a sério.
12:05 - Tenho um vídeo intitulado "Hilariante: José Castelo Branco"
12:10 - O vídeo está em stand-by porque não há nada que o JCB faça que eu possa considerar verdadeiramente hilariante
12:15 - Ok, vou ver vídeo que já estou sem coisas para ver.
12:16 - O vídeo mostra o JCB a foder.
12:17 - Estou sem fome e o sexo acabou de perder todo o encanto.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Origens


Podes tirar a puta do bordel, mas nunca conseguirás tirar o bordel da puta

 (in Coisas que eu gostaria que a minha mãe me tivesse ensinado)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

The Oscars

Dia de Óscares é dia oficial de reunião de amigos lá em casa. O Superbowl do bichedo, com a cerveja dos heteros e as pipocas dos heteros. E vá, um caldo verde com chouriço que a coisa acaba tarde.
Temos direito a boletins para preencher com as previsões de cada um, na expectativa de alcançar o título de Melhor Vidente.
Já os vi quase todos, em jeito de preparação para a grande noite.

Fiz uma tentativa de ver a Árvore da Vida, contrariando todos os meus impulsos de arrancar os pêlos dos meus tomates à mão. Mas tive que parar nos primeiros 30 minutos, senão ainda hoje estaria com o saco engessado. Depois de ver a "Árvore", passei a colocar "Tartaruga Atravessa a Costa da Caparica" na minha secção mental "filmes de acção".

As minhas expectativas foram superadas n'O Artista, provavelmente por não ter esperado nada de um filme a preto e branco e mudo.

Se alguém diz que Os Descendentes é um filme digno de óscar é débil mental e não vou comentar mais sobre o assunto, que já vi temas semelhantes melhor retratados em filmes de segunda categoria. E Clooney não vale um peido como actor. Pode cagar um Nespresso cheio de charme, mas representar não é com ele.

Odeio a Michelle Williams com cada milímetro do meu ser que a miúda é tão insonsa e deslavada que me apetece ir lá ao tapete vermelho enfiar-lhe uma tocha incandescente pelo cu acima. Mas, mais uma vez, sabe representar. Provavelmente interpreta outras personalidades tão bem por não ter nenhuma própria, o que facilita a apropriação.

A Meryl é a Meryl e represantaria na perfeição em qualquer filme, nem que tivesse de interpretar um cagalhão andante. É mestre na arte de representar. Não morri de amores pelo filme, mas cada prega de pele, cada tique, cada palavra, cada vez que ia ao wc com uma crise de soltura: era a Thatcher.

Achei que Hugo não acrescentou nada à minha vida e foram 126 minutos que ainda hoje me arrependo de não ter passado a masturbar-me. E que raio de filme para crianças demora 126 minutos? Fosse comigo há 20 anos e ficaria com um trauma tão grande, que ainda hoje não teria visto E Tudo o Vento Levou.

Ah, e gostei do "The Help" porque faz-me pensar que se tivesse nascido mais cedo, nunca teria de dobrar a minha própria roupa.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Se sempre sonhou em foder com uma pessoa famosa...

A pena do violador de Telheiras passou de 25 para 21 anos. Mais uns dias de bom comportamento (ie, a enrabar de forma consentida) e o homem estará cá fora antes da Páscoa.
Portanto meninas não desesperem. Ainda podem vir a ser uma das felizes contempladas.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Tenho que começar a usar guardanapos

Estava eu a abrir uma revista muito antiga (com cerca de um ano de idade) para poder rasgar uma das suas folhas e servir-me dela como base para descascar uma laranja, sem cagar o local de trabalho. Que cagar é coisa que eu faço de forma mestra.

Ao pousar os meus sumarentos gomos de laranja na cara de um homem de meia idade com ar de psicopata, deparo-me com uma notícia de morte: Pai mata filha, pousa corpo no sofá, prepara jantar para ele e para a filha, ao som de Tony Carreira.

Ora, eu acho isto tudo de muito mau gosto. Não pela questão de ter morto a filha, atenção. Provavelmente a criança portou-se mal mais do que uma vez e, convenhamos, não há cu que aguente o mau comportamento dos miúdos de hoje em dia. Assim sendo, e como à terceira é de vez, o pai anunciou o castigo e perante a insubordinação, matou a filha tal como tinha avisado. Chama-se a isto educar uma criança com pulso firme.
Agora, morta à paulada por se ter portado mal e ainda ter que levar com Tony Carreira à força, já é abuso de autoridade. Os castigos têm de ser doseados e isto é ultrapassar as marcas.

E lá continuei a comer a laranja, porque apesar de macabro, isto já aconteceu há um ano e a menina já se deve ter esquecido da crueldade de ter levado com Tony Carreira.
Deus deve ter-lhe dado Enya.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Countdown

Faltam 250 dias para regressar a Nova Iorque. Este blog a partir de agora vai ser só isto. Amanhã faltarão 249.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A Adélia

Eu gosto da Adélia, não me levem a mal. E as músicas dela são uma lufada de ar fresco no género "músicas para foder e não só". Mas ultimamente levo com ela em tudo o que é programa. Grammies foi todo dela, Brits foi todo dela, MTV Awards vai ir pelo mesmo caminho, no Facebook corta-se os pulsos com vídeos dela e agora com os Ídolos a caminho, vai ser desafinar Adélia até sair o último peido. 

Gostaria que dessem um descanso à pobre coitada que bem precisa e não passem a vida a comparar o vosso sofrimento pelo facto de o outro não ligar há mais de dez minutos, com o sofrimento da Adélia. Ao que parece a pobre passou a vida a levar com narssos no cu e depois a ser rejeitada em troca de cus menos "feijão manteiga". Isso sim é sofrer.

Mas acima de tudo que me dessem um descanso a mim, que eu já percebi que não há someone like me.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A tolerância que foi anulada / O homem que mandaram pastar

7.45 da manha: a rua está deserta. As estradas para o meu local de trabalho estão desocupados; mais valia ter acordado meia hora mais tarde.
Chego ao meu local de trabalho: tudo sentado a fumar. Parece Natal.

Durante o dia: tudo o que depende de serviços do exterior é impossível; há departamentos encerrados; tudo o que necessita de autorização superior é adiado. Marquei as minhas férias e tratei de coisas parvas. Se era para me pagarem para não fazer nenhum mais valia ter ficado em casa.

Saio e passo por Monsanto: a abarrotar de carros com pais e crianças por todo o lado. Acho que se esqueceram de avisar 90% da população que nao havia tolerância hoje.

Conclusão #1: Passos Coelho é um palerma. Falou e o povo cagou. 

Conclusão #2: Eu sou um palerma por achar que quando um primeiro ministro diz que nao há tolerância, ele está de facto a falar a sério. Realmente nao percebo um cu de política.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Estudos Científicos

Descobri num estudo recente que ejacular-me 21 vezes por mês reduz em quase 50% o meu risco de cancro da próstata. Descobri este estudo numa Sábado onde só figura o resultado e cuja metodologia nem quero saber. Feitas as contas, segundo este estudo, 42 vezes por mês e não tenho que me preocupar com este cancro para o resto da vida. Já era altura de finalmente se conseguir prevenir um cancro com algo que realmente não chateia. Porque essa coisa de evitar a exposição solar, evitar comer gorduras, evitar beber álcool faz mesmo ponderar se mais não valia morrer.

A modos que ao 6º dia de cada mês terei cumprido o meu objectivo mensal e a partir daí será apenas bónus.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

My mask sucks

A minha máscara está uma merda a cada segundo que passa. Não tarda passo-me com esta merda, arranco uns pelos de uma peruca preta e vou de Cona. Até lá, a minha música do momento...



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carne-aval

Anda tudo num chinfrim para ver que máscara lhes ficará bem no coiro. As minhas amigas vão de ovelhas e queriam que os gajos fossem de pastores. Ora que claramente recusei que mais rapidamente me apanham mascarado de Whitney, a Morta. Porque sou um homem casado. Porque se fosse um homem solteiro, obviamente que iria de Adão com uma longa folha de palmeira a tapar-me o pecado. Porque sinceramente, não estou a ver ninguém a querer comer-me numa noite em que estou mascarado de lata de atum, de abóbora ou até de ovelha. Se há até pessoas que ninguem as come mesmo não estando mascaradas, para quê arriscar? Que isto em Portugal as pessoas são muito esquisitas.

Para que a noite corra às mil maravilhas, sugiro apenas aos homens que se mascarem no último anúncio do David Beckham e a noite fará o resto: money back guarantee.

Quanto às mulheres, ir de puta ou encarnar alguém que seja, à excepção da Ana Malhoa, é sempre uma opção segura para garantir que o canalizador passe lá por casa depois da noitada para espreitar os canos.

Não têm que agradecer, eu sou assim a dar conselhos: um mãos largas. Agora façam o mesmo com as vossas ostras.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Eu e a música

Estava a ler agora a última edição da Time Out e lembrei-me daquela rúbrica em que apanham alguém com os phones nos ouvidos e perguntam: que rica melodia andas tu a ouvir meu filho/a? A vintona/trintona lisboeta responderá rapidamente que anda a ouvir Adele ou Florence ou Carminho, não vá descobrirem que "Ai destino, ai destino" é do Tony Carreira. O jovem lisboeta responderá provavelmente que está a ouvir Artic Monkeys ou outra merda qualquer cool, porque "Dancing Queen" não é canção que um macho ouça sozinho pelas ruas da Baixa.

Ora eu nunca daria para essas entrevistas porque provavelmente estaria a ouvir a nova da Brandy e da Monica em modo repeat ou então a celebrizar o Step by Step da Morta Houston, qual palco de travecas. Mas ao ser abordado por um jornalista, rapidamente cuspiria no chão e aconchegava o saco enquanto sacava do phone da orelha para dizer: Sepultura, caralho. Óbvio.