quarta-feira, 27 de junho de 2012

Televisão Matinal


Ora eu não tenho nenhuma mas assim de repente ocorre-me:

- abrir frascos de compota;
- lavar legumes um a um;
- guardar jóias de família;
- puxar o lustro às pratas;
- quebrar nozes;
- desenhar postais de Natal mais engracados que aqueles pintados com os pés;
- fazer caretas diferentes e publicar no facebook.

Mas a mim ninguem me convida para tirar o ar de nojo da cara da Cristina. Elas é que perdem.

terça-feira, 26 de junho de 2012

O concerto

A expectativa era muita porque:
a) já lhe vi um concerto e fiquei a babar-me de espanto;
b) a Madonna é uma badalhoca e uma boa badalhoca dá sempre um bom espectáculo nem que seja a mijar agachada atrás de um carro.

O espectáculo de luzes, tecnologia e dançarinos foi assim um estrondo. Tudo no microsegundo certo e com a espectacularidade do costume e o raio da velha vai conseguir abrir as pernas mesmo quando estiver de cadeira de rodas.

Tive pena que não tenha mostrado o mamilo, mas a julgar pelas últimas capas da Playboy em Portugal, ninguém mostra os mamilos em Portugal a não ser a Ana Malhoa... e José Cid. Houve momentos em que pensei que ia mostrar a ratonga para que as receitas das imagens vendidas revertessem a favor da dívida portuguesa ao FMI. Nadinha. Nem uma pele morta.

Teria pago 80 euros para ver o concerto todo em playback que a senhora das poucas vezes que carregou on naquele microfone, deixou tudo a olhar à volta à procura da baleia a ser assassinada nas redondezas. Acho que os anos a fio a engolir meita começam a dar sinais dos seus efeitos.

Mas a velha dança como se tivesse 20 e não se vê uma única artrose naquele corpo o que só comprova que foder dá saúde. Próximo concerto lá estarei.

sábado, 23 de junho de 2012

Escrever sem Primor

Fodi o meu teclado. Neste momento estou sem a letra "p", o que para a minha redacção brejeira é uma verdadeira contrapartida. Que chamar as pessoas pelo nome não é propriamente o meu forte.


A modos que:

a) escrevo posts no meu telemóvel e canso-me após a primeira frase;

b) começo a chamar as pessoas de butas, baneleiros e borcas de merda;

c) compro um teclado novo.

Estou ainda a decidir.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ponto de Situação

Tal como prometi vim cá hoje para falar sobre a minha vida sexual ausente, em que o momento mais sexual é caracterizado por alguém a empurrar-me na fila de um supermercado para conseguir chegar ao tapete rolante. Isso e sentir que ando a foder à grande com a EDP porque pelo preço que me cobram de energia por um T1, estou em dúvida se terei passado o mês a assar caralhotas no forno de forma industrial.

A vantagem de não foder há muito tempo é que, ao longo do tempo, instala-se o hábito de não foder e, de forma progressiva, já nem sequer pensamos nisso como algo a fazer. O próximo patamar é adquirir um gato.

Com a ausência de sexo, também perde-se a rotina de masturbação 6 vezes/dia. Rapidamente se passa a... já nem me lembro da última vez. O cansaço e o calor tornam-se mais fortes que a minha líbido e tenho receio em fazer uma tendinite agora que sou uma bailarina e preciso dos pulsos para ajeitar o tutu.

O mesmo se passa com as pessoas que também começam a parecer todas amorfas e emanam zero interesse sexual. Além disso, já sabemos muito bem o que vamos encontrar quando desapertarmos as calças de outra pessoa. Mais do mesmo. Sem surpresas. A não ser que só tenham um colhão.

Ah, eu já mencionei que estou a tomar uns comprimidos para o cabelo que têm como efeito secundário zero tesão? Pois.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Telegrama

Não caí, embora houvesse quem o tenha feito por mim; não parti nenhuma perninha embora houvesse quem tivesse de faltar ao espectáculo por estar com a perna toda engessada; caguei-me todo mas isso faz parte do processo de fitness pre-show.

Estou simplesmente de rastos. Amanhã regresso em força para falar sobre a ausência da minha vida sexual.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Saga Recomeçou

Dada a minha facilidade em pisar palcos e o meu à vontade com os públicos, sou presenteado novamente este ano com "os nêrves". Isto tudo com 48 horas de antecedência ao espectáculo porque não bastava ser no próprio dia. Claro que não poderiam ser nêrves quaisquer... o meu corpo arranja sempre maneira de se auto emagrecer desfazendo-se em merda (diarreia superiores a 7 vezes / dia) e descargas de adrenalina semelhantes à morte anunciada a ponto de me nausear qual prenha de trigémeos em primeiro trimestre.

E nesta altura, sondo a casa em busca do chicote para me auto flagelar em jeito de lembrança para que no próximo ano aprenda a ficar quietinho na plateia a aplaudir.
Este ano já é tarde e só me resta limpar o cu (de todas as vezes) e avançar de cabeça erguida. O pior que pode acontecer é mijarem-se a rir. Porque conseguir não cagar no palco será já uma vitória.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O que eu gosto dos Santos

Se há festa em Lisboa que eu não dispenso é a noite do Santo António. Faltei uma única vez para ficar a trabalhar e juro que deixei cair uma lágrima - tenho testemunhas. Desde então prometi que nunca mais faltava a essa grande noite, nem que estivesse com as perninhas partidas.

Ontem como estive em ensaios a fazer figuras mais tristes que a menina do dança-dança, cheguei mais tarde à mesa. Mas mesmo tarde, consegui mostrar o boi que havia em mim e fui a tempo de degolar meia dúzia de sardinhas e carnes que não me lembro muito bem quais. E mijo de cavalo que vinha em jarros.

E depois disso, podem dizer o que quiserem de Lisboa inteira, que Alfama é bonita, que eu sou bué de giro mas foda-se que a Bica é linda. 

Aquele mar de gente impenetrável que ondulava para que chegássemos lá abaixo sem nunca ter tocado com os pés no chão; os gritos de guerra "PQP que a Bica é linda!"(claro que a parte do puta que pariu aparentemente só eu sabia a letra que o resto só cantava a segunda parte); o fumo da sardinha que nos assolava a fussa qual ventoinha em dia de calor; a Nena dos churros que atirava com churros na fussa de uma pré morta caída no chão, quais manobras de reanimação; a música popular brasileira portuguesa que entoava pelas janelas fora; aqueles apalpões sem fim que faziam com que aquela descida parecesse uma valente queca e quase chegamos lá abaixo com as cuecas já molhadas. 
No fim ainda tive direito a dançar Dancing Queen sem sair do sítio e sem ter que me dirigir a uma discoteca de especialidade paneleira.

Ai a Bica! *modo suspiro de quem acabou de tirar uma beringela do rabo*

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ai a minha vida

A dois dias dos Santos, depois de tanta antecipação sobre o melhor bailarico e a bebedeira mais Santa, decide-se-me aparecer uma puta de uma cárie. Eu que nunca tive nenhuma, lembrei-me de ter uma agora. Quando fazia sexo de todas as maneiras, havia sempre pasta de dentes e nunca me apareciam destas coisas.

A modos que febras, entremeada e o pão das sardinhas vou ter que pedir a alguem que mastigue por mim e me dê na boca estilo linguado de pássara mãe para passareca filha. E beber mais álcool do que estava planeado para poder anestesiar o meu molar mastigador. Além de que só posso comer de um lado e vou passar uma série de dias a mastigar de lado e a exercitar só metade dos músculos da face ao ponto de parecer que tive um AVC.

Além de que só consegui consulta na quarta de manhã, o que é fantástico visto que se me mandarem soprar o balão às 10.30 da manhã, ainda estou com valores suficientes para ter a carta apreendida. E também não gosto de arrotar na cara da dentista.
 
Obrigado Santo António. Eu pedi sexo e tu fodes-me o dente. Não era bem aí...

sábado, 9 de junho de 2012

Cá p'ra mim a guerra do Pingo Doce foi boato.

Hoje fui ao Pingo Doce munido de ânimo para enfrentar actos de pugilismo e "arranca-cabelos". Ponderei levar uma arma escondida nas cuecas mas pensei que duas latas de feijão da Compal seriam suficiente para arrematar alguém à inconsciência. Isto tudo a propósito da promoção dos 50% sobre produtos portugueses do Pingo Doce.

Cheguei ao local de combate à procura da primeira velha para atropelar e partir perninhas em jeito de aquecimento e qual o meu espanto quando chego lá e está tudo calmo, qual pássara abandonada. Tudo em modo tranquilidade, prateleiras cheias de Sagres em véspera de jogo, o feijão da Compal lá intocado como se padecesse de sífilis.
Eu até percebo que há produtos portugueses que são uma valente merda mas, e o patriotismo malta? Estavam lá os empregados todos pintados a rigor e a malta a comprar Coca-cola no Continente?

Uma vergonha é o que eu vos digo. Já não posso contar com o meu país p'ra nada. Nem p'ra puta da batatada. É o fim.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Santos

Santo António, Santo Antoninho,
Faz com que volte depressa o meu amor que eu estou farto de bater o caralhinho.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Odeio perder uma aposta

Apostei 5 euros em como a Playboy deste mês iria pagar à Eunice Muñoz para mostrar a omoplata mas como agora está de cama com fracturas múltiplas, contrataram a Dânia Neto.
E então não é que a Playboy Portugal, aquele catálogo da 3 Suisses aquela revista de espiritualidades e ideias, decidiu mostrar o umbigo da rapariga?

Porca.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Os meus longos cabelos loiros

De há uns tempos para cá, a Natureza encarregou-se de me fazer envelhecer de forma menos sexy, retirando-me cabelos da parte de cima. Deixando todos os outros, porque a Natureza também tem sentido de humor. 
De há uns tempos para cá, estou pronto para enfiar paus incandescentes pelo cu acima de quem canta que é dos carecas que elas gostam mais, ao mesmo tempo que ostentam jubas capazes de albergar uma comunidade emigrante de piolhos. É como quando me viro para pessoas feias e digo que o que conta é o interior. Claro que para mim é fácil dizer isso porque nasci lindo, mas é condescendente. E é mentira. O único fundo que se aproveita de uma pessoa muito feia é quando se tira as cuecas, depois de três litros de vinho e com um pano na cabeça.

Como eu sou contra o envelhecimento e vou provavelmente ser um ávido consumidor de botox até ficar com as fuças arreganhadas, comprei finalmente terapêutica hormonal. Aquilo é caro como a merda e optei por comprar o quintuplo da dose, que é como quem diz, a dose para problemas de próstata. Mas é cinco vezes mais barato, porque aparentemente a próstata é mais importante que o cabelo.
Como eu tenho a potência sexual de um cavalo constantemente a ser amarrado pela Cicciolina, pensei seriamente em tomar o comprimido inteiro para ver se acalmava um bocadinho. Mas como tenho medo de ser um cabeludo que não fode, optei por cortar aqueles comprimidos em três transformando a minha bancada da cozinha num balcão de coca. O que também me daria um jeitão olhar para o espelho com alucinações de estar como a Tina Turner.

Portanto se virem o Rei Leão a passar nos próximos dias, sou eu. Sob hormônios.

sábado, 2 de junho de 2012

Sabado a Noite

Ser uma pessoa prevenida é remover todos os objectos do chão do percurso porta - cama antes de sair de casa num sabado à noite. Eu nao sou uma pessoa muito bêbada. Sou é uma pessoa muito alta com um centro de gravidade deficitário depois de um pequenino copinho.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dia da Criança

Hoje é dia da Criança. Apesar de não poder considerar o meu dia porque as crianças não têm caralhos gigantes, metade da população grita a plenos pulmões que hoje é o dia delas. Provavelmente porque são atrasadas mentais e aí sim, faz-me sentido.
Quanto às minhas amigas putas, estas celebram o dia da criança fodendo com uma. Se forem daqueles ainda a caminho dos exames nacionais, aí então é vê-las a rugir.

Feliz dia da Criança.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Je suis arrivée

Ontem foi dia de partida da terra do champanhe e do regresso à terra da sardinha assada.
Despedi-me do meu amor e lá fui rumo à sala de boarding que é como se diz por cá, o bordel. Nada de novo por aqui, até porque estive metade do tempo em modo autista a ver se a mala se aguentava em pé sozinha.

Chamada para a porta de embarque e começo a aproximar-me do amontoado com destino ao meu avião. Duas populações distintas: cerca de 10 homens a viajar em modo solitário, altos, louros e espadaúdos, três dos quais claramente gays, os outros 7 ainda em descoberta dado que o meu gaydar é uma valente merda. A outra população consistia em mais de 50 chineses com mais de 60 anos, de costas arqueadas e de sorrisos escarrapachados na cara como se estivessem constantemente a ser alvo de cócegas no ilhó.

Enquanto atravessava o corredor, rezava silenciosamente para calhar-me algum dos giros. Mas como a mim calha-me sempre cocó, já estava a antever o destino a gozar com a minha cara e enfiar-me por entre aquele chop suey todo.

Sentei-me no meu lugar cujos arredores ainda não tinham ocupantes. Nisto identifico o 4º gay que desfilava pelo corredor com a última edição de uma revista de moda chamada "Madame". Não que esteja a julgar claro; eu estava a folhear a Vanity Fair.

Ouço duas pessoas a aproximar-se e antes de olhar, certifiquei-me que não cheiravam a Pato à Pequim. Levantei os olhos e calhou-me um casal de heterossexuais. Não que tenha nada contra é claro, que os meus pais são heterossexuais e eu gosto muito deles. Mas estes ingleses, ao que tudo indica, tinham regressado de uma lua de mel em Paris e pelos vistos não foderam quanto baste. E beija p'ráqui, morde a orelha p'ráli, começa a dar-se um festival de dedos a circular pelos corpos que nem aranhas. Estou em crer que durante a descolagem, havia dois dedos em falta mas eu não estava a contar.

Passei a viagem com os auscultadores a ouvir música e a jogar Angry Birds. E claro, a comer metade de uma sandes de queijo e 15cl de Coca-cola que a AirFrance é uma oferecida.
Quando estávamos a aterrar, olhei para o lado na tentativa de perceber se a lady já tinha engravidado passadas duas horas de voo. Nisto, o avião começa a estremecer loucamente. Por momentos pensei que o orgasmo deles estava a interferir com toda a cabine. Mas não, estavam com a mesma cara de "é p'ra morrer ou não?" que todos os outros. Céu claro, sem nuvens à vista. Isto durou cerca de 15 tortuosos minutos e por momentos estava a recapitular o Parque Astérix mas sem a certeza que acabaria tudo bem. 
Uma inglesa atrás de mim pergunta à hospedeira:
- Why is he flying so badly? Such great weather outside. Is he drunk?

Bitch, era homem para ir aí dar-te um high five nas nalgas, se me deixassem tirar o cinto. Após o desaparecimento da hospedeira, a coisa lá acalmou. Se foi acordar o piloto ou fazer-lhe um bico não sei. Mas resultou. 
E cheguei.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Último dia em Reims

Hoje é dia de trabalho cá nas Franças e assim a minha companhia para estas mini férias decidiu fazer o mesmo. A modos que me vejo sozinho no meio do nada, entre uma dezena de caves de champanhe que só fazem provas de degustação aos fins de semana. Como se eu não apanhasse bebedeiras durante a semana.
Dado eu ser portador da luz e do calor na vida das pessoas, arrastei comigo para esta "cidade" um calor arábico que dá vontade de andar nu. Mas a julgar pelo aspecto da população local, ainda bem que isso não foi instituído que eu cá não quero ficar cego de um olho.
Fiz-me à vida à procura do McDonald's mais próximo em busca do maior balde de Coca-cola gelada disponível. A meio interceptei uma senhora de batôn putin rouge:

- Bonjour. Pouvez-vous me dire ou est McDonald's?

Eu nunca fui grande coisa a francês mas sempre me desenrasquei. Desta vez parece que não que a senhora fez uma cara que por momentos receei ter perguntado se a cona dela deitava pus. Rapidamente tentei explicar não fosse a senhora mostrar-me o penso:

- McDonald's? Des frites? Hamburguer? Coca-cola? (como se não houvesse coca-cola em mais lado nenhum)
- Ah! MacDonálde!

Agora quem tinha pus nas orelhas era eu. Não sei o que se passa com os espanhois e franceses que qualquer desvio à pronúncia é mandarim. É o que dá dobrarem tudo na televisão. Até o Rocky fica a parecer um filme erótico.

Bem, lá fui eu rumo ao meu balde de cola fresca. Neste momento já tinha o pólo colado ao corpo e já era conhecido nas ruas como Miss T-shirt molhada.

Merda são 17h. Não posso contar agora o resto da história que está quase na hora de ir para o aeroporto e se não tenho tudo pronto, vou ter de aturar certaine personne a refilar daqui a Charles de Gaulle. Ou isso ou vai-me castigar novamente com o cd inteiro da Lisa Stansfield.
Au revoir!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Versailles

Depois de ter levado com o festival da Eurovisão e as suas músicas mais feias que o fruto de uma noite de sexo entre a Duquesa de Alba e o Castelo Branco, decidimos folhear o guia para decidir onde iríamos vaguear no dia seguinte. Dado que Paris já está mais que visto, optamos por Versailles. Segundo a moça que escreve o guia e que provavelmente nunca esteve em nenhum dos locais que menciona, a visita ao Chatêau da Badalhoca Antoinette demoraria no mínimo um dia. Ora que já me tinham pregado com essa há uns anos atrás com o Museu do Louvre. Conclusão: despachei aquilo em 2 horas. A modos que decidimos acordar lá para as 10 e tal, que eu cá não preciso de um dia inteiro para ver casebres.


Tomado o pequeno-almoço na bomba de gasolina, fizemo-nos à estrada. Uma vez que no dia anterior tinha escolhido a banda sonora, ontem tive de levar com a mais recente retirada do baú do condutor: Lisa Stansfield. Credo que aquela senhora faz-me ponderar os benefícios do suicídio. Por momentos ao avistar a sinalização local (ver foto), sonhei que aquele veado saísse da placa e se espetasse no nosso carro de forma a poder acabar com o meu sofrimento.


Chegados a Versailles, já com coágulos a sair pelas orelhas, avistamos, não o casebre que eu tinha imaginado, mas aquilo que me parecia o dobro do Vaticano. A praça estava à pinha e quase ia saltando do carro pensando que estavam a oferecer caralhos.
Depois de ficar eternidades à espera para poder estacionar, enfiamo-nos por entre aquele gang bang de chineses e americanos em busca da bilheteira. Claro que se a fila não ostentasse um quilómetro de extensão, não seria a mesma coisa. Já eram 15:30 e aquela merda fechava às 18:30 pelo que já tinha decidido que iríamos ver o quarto da gaja, um quarto qualquer com espelhos e mais duas ou três coisas que figuravam no Top 10 do guia.
Já com os pés na escadinha da bilheteira, descobrimos que, quais anormais da merda, a bilheteira era na fila do lado. Aquilo tinha sido a fila para quem já tinha bilhete. Claro que se os chineses não invadissem tudo o que era sinalefas com os seus chapéus de palha e as suas máquinas com objectivas do triplo do tamanho dos seus pirilaus, eu teria-me apercebido disso antes.

Lá fui eu para a bilheteira. Não sei porquê mas estranhei haver novamente uma fila monstruosa. Dada a tendência que aquela gente tem em gostar de estar em fila indiana a roçar-se uns nos outros, avistei na minha bola de cristal a possibilidade quase certa de estar uma fila para cada divisão na casa, incluindo o mostruário das últimas cuecas da Antonieta antes de ir parar à guilhotina. Ora que não há ceroulas que me façam esperar tanto, nem que contenham selos ressequidos da realeza. Lamento, mas tenho limites. 
Fiz planos mentais para futuramente fazer uma visita virtual àquela casa no conforto do meu lar, e partimos rumo ao Hard Rock Paris para jantar. Eram 16:30.

sábado, 26 de maio de 2012

Parque Astérix


Como criança que teimo em ser até à data da minha morte, hoje decidimos partir rumo ao Parque Astérix. Chegamos lá bem cedinho para poder andar em tudo, desde a montanha russa com 7 loops ao barquinho mais parado.

A primeira montanha russa que tentamos ir, avariou a meio da subida. Quando lá voltamos, já em funcionamento, voltou a avariar. Visualizei mentalmente como seria o meu funeral se morresse espalmado a meio de um looping. A minha mãe iria ficar certamente chocada que sempre achou que eu morresse a tropeçar nos atacadores. Pois... nem sempre as mães têm razão.

Ao sair dessa mesma montanha com propensão à avaria, deparei-me com a estátua de Zeus todo poderoso. E como tudo ali é pensado ao pormenor, descobrimos que ele usava cuequinhas floridas e que na verdade era uma grande traveca. Este parque não é só para brincar, também ensina factos importantes sobre a nossa História.

Percorremos também uma réplica de gruta que, na tentativa de mostrar aquilo que deveriam ser estalactites, ostentava indubitáveis valentes caralhos, em todo o seu esplendor. E não fui só eu que reparei. Só nessa altura percebi o porquê de aquele entretenimento aquático ser considerado para “adultos”. Infelizmente não fotografei por ser muito escuro, mas caso não saibam do que estou a falar basta pesquisar no Google a palavra “caralhos” e perceberão do que estou a falar.

Passando pelo carrossel, conseguimos perceber o porquê do fascínio infantil por aquele mono giratório sem qualquer piada. Como podem ver pela foto, puseram Obélix a escancarar literalmente o cu para poder lá caber todas as criancinhas interessadas. O que demonstra a abertura de mente dos franceses em relação àquilo a que expõe as suas criancinhas. Já nós em Portugal nunca poderíamos ter uma Casa Assombrada chamada Bibi. Caretas…










Depois de correr tudo o que havia para fazer ainda ficamos sem saber por onde sair porque, como se pode ver pela foto, nós não deambulamos com tampões enfiados portanto não temos direito a sair por aqui. Mas também não acho justo misturarem-nos com as outras que se esqueceram de colocar o tampão e que estão todas ensaguentadas.
Enfim, ninguém percebe os franceses. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Back 2 France


Como ditam as minhas obrigações maritais lá vim novamente rumo a terras francesas desta vez para ir ao Parque Astérix ver o meu amor.
De manhã cedo chamei um táxi e como pessoa cheia de sorte com os taxistas que apanha, desta levei com um que assobiava desafinadamente ao som dos Winds of Change dos Scorpions tornando a experiência de ouvir Scorpions ainda mais dolorosa.
10:15 encontrava-me já com check in feito e fui tomar o pequeno almoço: um menu grande big mac com cola e batatas. O que foi até uma decisão acertada visto que a Air France optou por uma sandes e um suminho de laranja,que a aeromoça transsexual distribuía num tabuleiro. Está para vir o dia da bolachinha com manteiga. É a puta do progresso.
Chegados às instalações, terminado o ritual do “matar as saudades”, fui disfrutar do programa que o meu amor me tinha preparado: ver o festival da Canção. :-O
Ah, Paris je t’aime.