quarta-feira, 30 de maio de 2012

Je suis arrivée

Ontem foi dia de partida da terra do champanhe e do regresso à terra da sardinha assada.
Despedi-me do meu amor e lá fui rumo à sala de boarding que é como se diz por cá, o bordel. Nada de novo por aqui, até porque estive metade do tempo em modo autista a ver se a mala se aguentava em pé sozinha.

Chamada para a porta de embarque e começo a aproximar-me do amontoado com destino ao meu avião. Duas populações distintas: cerca de 10 homens a viajar em modo solitário, altos, louros e espadaúdos, três dos quais claramente gays, os outros 7 ainda em descoberta dado que o meu gaydar é uma valente merda. A outra população consistia em mais de 50 chineses com mais de 60 anos, de costas arqueadas e de sorrisos escarrapachados na cara como se estivessem constantemente a ser alvo de cócegas no ilhó.

Enquanto atravessava o corredor, rezava silenciosamente para calhar-me algum dos giros. Mas como a mim calha-me sempre cocó, já estava a antever o destino a gozar com a minha cara e enfiar-me por entre aquele chop suey todo.

Sentei-me no meu lugar cujos arredores ainda não tinham ocupantes. Nisto identifico o 4º gay que desfilava pelo corredor com a última edição de uma revista de moda chamada "Madame". Não que esteja a julgar claro; eu estava a folhear a Vanity Fair.

Ouço duas pessoas a aproximar-se e antes de olhar, certifiquei-me que não cheiravam a Pato à Pequim. Levantei os olhos e calhou-me um casal de heterossexuais. Não que tenha nada contra é claro, que os meus pais são heterossexuais e eu gosto muito deles. Mas estes ingleses, ao que tudo indica, tinham regressado de uma lua de mel em Paris e pelos vistos não foderam quanto baste. E beija p'ráqui, morde a orelha p'ráli, começa a dar-se um festival de dedos a circular pelos corpos que nem aranhas. Estou em crer que durante a descolagem, havia dois dedos em falta mas eu não estava a contar.

Passei a viagem com os auscultadores a ouvir música e a jogar Angry Birds. E claro, a comer metade de uma sandes de queijo e 15cl de Coca-cola que a AirFrance é uma oferecida.
Quando estávamos a aterrar, olhei para o lado na tentativa de perceber se a lady já tinha engravidado passadas duas horas de voo. Nisto, o avião começa a estremecer loucamente. Por momentos pensei que o orgasmo deles estava a interferir com toda a cabine. Mas não, estavam com a mesma cara de "é p'ra morrer ou não?" que todos os outros. Céu claro, sem nuvens à vista. Isto durou cerca de 15 tortuosos minutos e por momentos estava a recapitular o Parque Astérix mas sem a certeza que acabaria tudo bem. 
Uma inglesa atrás de mim pergunta à hospedeira:
- Why is he flying so badly? Such great weather outside. Is he drunk?

Bitch, era homem para ir aí dar-te um high five nas nalgas, se me deixassem tirar o cinto. Após o desaparecimento da hospedeira, a coisa lá acalmou. Se foi acordar o piloto ou fazer-lhe um bico não sei. Mas resultou. 
E cheguei.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Último dia em Reims

Hoje é dia de trabalho cá nas Franças e assim a minha companhia para estas mini férias decidiu fazer o mesmo. A modos que me vejo sozinho no meio do nada, entre uma dezena de caves de champanhe que só fazem provas de degustação aos fins de semana. Como se eu não apanhasse bebedeiras durante a semana.
Dado eu ser portador da luz e do calor na vida das pessoas, arrastei comigo para esta "cidade" um calor arábico que dá vontade de andar nu. Mas a julgar pelo aspecto da população local, ainda bem que isso não foi instituído que eu cá não quero ficar cego de um olho.
Fiz-me à vida à procura do McDonald's mais próximo em busca do maior balde de Coca-cola gelada disponível. A meio interceptei uma senhora de batôn putin rouge:

- Bonjour. Pouvez-vous me dire ou est McDonald's?

Eu nunca fui grande coisa a francês mas sempre me desenrasquei. Desta vez parece que não que a senhora fez uma cara que por momentos receei ter perguntado se a cona dela deitava pus. Rapidamente tentei explicar não fosse a senhora mostrar-me o penso:

- McDonald's? Des frites? Hamburguer? Coca-cola? (como se não houvesse coca-cola em mais lado nenhum)
- Ah! MacDonálde!

Agora quem tinha pus nas orelhas era eu. Não sei o que se passa com os espanhois e franceses que qualquer desvio à pronúncia é mandarim. É o que dá dobrarem tudo na televisão. Até o Rocky fica a parecer um filme erótico.

Bem, lá fui eu rumo ao meu balde de cola fresca. Neste momento já tinha o pólo colado ao corpo e já era conhecido nas ruas como Miss T-shirt molhada.

Merda são 17h. Não posso contar agora o resto da história que está quase na hora de ir para o aeroporto e se não tenho tudo pronto, vou ter de aturar certaine personne a refilar daqui a Charles de Gaulle. Ou isso ou vai-me castigar novamente com o cd inteiro da Lisa Stansfield.
Au revoir!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Versailles

Depois de ter levado com o festival da Eurovisão e as suas músicas mais feias que o fruto de uma noite de sexo entre a Duquesa de Alba e o Castelo Branco, decidimos folhear o guia para decidir onde iríamos vaguear no dia seguinte. Dado que Paris já está mais que visto, optamos por Versailles. Segundo a moça que escreve o guia e que provavelmente nunca esteve em nenhum dos locais que menciona, a visita ao Chatêau da Badalhoca Antoinette demoraria no mínimo um dia. Ora que já me tinham pregado com essa há uns anos atrás com o Museu do Louvre. Conclusão: despachei aquilo em 2 horas. A modos que decidimos acordar lá para as 10 e tal, que eu cá não preciso de um dia inteiro para ver casebres.


Tomado o pequeno-almoço na bomba de gasolina, fizemo-nos à estrada. Uma vez que no dia anterior tinha escolhido a banda sonora, ontem tive de levar com a mais recente retirada do baú do condutor: Lisa Stansfield. Credo que aquela senhora faz-me ponderar os benefícios do suicídio. Por momentos ao avistar a sinalização local (ver foto), sonhei que aquele veado saísse da placa e se espetasse no nosso carro de forma a poder acabar com o meu sofrimento.


Chegados a Versailles, já com coágulos a sair pelas orelhas, avistamos, não o casebre que eu tinha imaginado, mas aquilo que me parecia o dobro do Vaticano. A praça estava à pinha e quase ia saltando do carro pensando que estavam a oferecer caralhos.
Depois de ficar eternidades à espera para poder estacionar, enfiamo-nos por entre aquele gang bang de chineses e americanos em busca da bilheteira. Claro que se a fila não ostentasse um quilómetro de extensão, não seria a mesma coisa. Já eram 15:30 e aquela merda fechava às 18:30 pelo que já tinha decidido que iríamos ver o quarto da gaja, um quarto qualquer com espelhos e mais duas ou três coisas que figuravam no Top 10 do guia.
Já com os pés na escadinha da bilheteira, descobrimos que, quais anormais da merda, a bilheteira era na fila do lado. Aquilo tinha sido a fila para quem já tinha bilhete. Claro que se os chineses não invadissem tudo o que era sinalefas com os seus chapéus de palha e as suas máquinas com objectivas do triplo do tamanho dos seus pirilaus, eu teria-me apercebido disso antes.

Lá fui eu para a bilheteira. Não sei porquê mas estranhei haver novamente uma fila monstruosa. Dada a tendência que aquela gente tem em gostar de estar em fila indiana a roçar-se uns nos outros, avistei na minha bola de cristal a possibilidade quase certa de estar uma fila para cada divisão na casa, incluindo o mostruário das últimas cuecas da Antonieta antes de ir parar à guilhotina. Ora que não há ceroulas que me façam esperar tanto, nem que contenham selos ressequidos da realeza. Lamento, mas tenho limites. 
Fiz planos mentais para futuramente fazer uma visita virtual àquela casa no conforto do meu lar, e partimos rumo ao Hard Rock Paris para jantar. Eram 16:30.

sábado, 26 de maio de 2012

Parque Astérix


Como criança que teimo em ser até à data da minha morte, hoje decidimos partir rumo ao Parque Astérix. Chegamos lá bem cedinho para poder andar em tudo, desde a montanha russa com 7 loops ao barquinho mais parado.

A primeira montanha russa que tentamos ir, avariou a meio da subida. Quando lá voltamos, já em funcionamento, voltou a avariar. Visualizei mentalmente como seria o meu funeral se morresse espalmado a meio de um looping. A minha mãe iria ficar certamente chocada que sempre achou que eu morresse a tropeçar nos atacadores. Pois... nem sempre as mães têm razão.

Ao sair dessa mesma montanha com propensão à avaria, deparei-me com a estátua de Zeus todo poderoso. E como tudo ali é pensado ao pormenor, descobrimos que ele usava cuequinhas floridas e que na verdade era uma grande traveca. Este parque não é só para brincar, também ensina factos importantes sobre a nossa História.

Percorremos também uma réplica de gruta que, na tentativa de mostrar aquilo que deveriam ser estalactites, ostentava indubitáveis valentes caralhos, em todo o seu esplendor. E não fui só eu que reparei. Só nessa altura percebi o porquê de aquele entretenimento aquático ser considerado para “adultos”. Infelizmente não fotografei por ser muito escuro, mas caso não saibam do que estou a falar basta pesquisar no Google a palavra “caralhos” e perceberão do que estou a falar.

Passando pelo carrossel, conseguimos perceber o porquê do fascínio infantil por aquele mono giratório sem qualquer piada. Como podem ver pela foto, puseram Obélix a escancarar literalmente o cu para poder lá caber todas as criancinhas interessadas. O que demonstra a abertura de mente dos franceses em relação àquilo a que expõe as suas criancinhas. Já nós em Portugal nunca poderíamos ter uma Casa Assombrada chamada Bibi. Caretas…










Depois de correr tudo o que havia para fazer ainda ficamos sem saber por onde sair porque, como se pode ver pela foto, nós não deambulamos com tampões enfiados portanto não temos direito a sair por aqui. Mas também não acho justo misturarem-nos com as outras que se esqueceram de colocar o tampão e que estão todas ensaguentadas.
Enfim, ninguém percebe os franceses. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Back 2 France


Como ditam as minhas obrigações maritais lá vim novamente rumo a terras francesas desta vez para ir ao Parque Astérix ver o meu amor.
De manhã cedo chamei um táxi e como pessoa cheia de sorte com os taxistas que apanha, desta levei com um que assobiava desafinadamente ao som dos Winds of Change dos Scorpions tornando a experiência de ouvir Scorpions ainda mais dolorosa.
10:15 encontrava-me já com check in feito e fui tomar o pequeno almoço: um menu grande big mac com cola e batatas. O que foi até uma decisão acertada visto que a Air France optou por uma sandes e um suminho de laranja,que a aeromoça transsexual distribuía num tabuleiro. Está para vir o dia da bolachinha com manteiga. É a puta do progresso.
Chegados às instalações, terminado o ritual do “matar as saudades”, fui disfrutar do programa que o meu amor me tinha preparado: ver o festival da Canção. :-O
Ah, Paris je t’aime.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Só me meto em merdas para me desarranjar o intestino

Parece que a Escola de Dança onde eu ando decidiu fazer outra vez um espectáculo fim de ano. Aquilo que por norma põe tudo com a pita aos saltos, dá-me valentes cólicas e chego-me a desfazer literalmente em diarreia uma semana antes do dia. Podia mandar todos pastar, podia. Mas a verdade é que devo algum respeito aos professores que me aturam o ano todo e como estão cientes disso, já me saíram na puta da rifa três coreografias. Ora que eu vou ter que me sentar com os senhores, porque três diarreias ácidas é coisa que simplesmente não aguento.

A menos de um mês não sei coreografia nenhuma e não me está a apetecer levar com tartes no focinho enquanto estou de perna aberta a tentar rasgar as virilhas a ver se me cai o caralho no palco, na tentativa de ter uma desculpa válida para me esquivar do palco.

Isto tudo para apelar à vossa sensibilidade porque preciso do contacto de um traficante de droga que me abasteça na véspera.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Coisas que não me tiram o sono

Ontem cheguei a casa com os olhos a arder de tanto sono ao ponto de deixar a roupa na máquina a ganhar mofo para o dia seguinte.
Com muita pena porque queria ter visto os prémios de música Billboard que, curiosamente coincidiu com os Globos de Ouro da SIC. Nem ponderei ver este último que parece igual de ano para ano. Se tivessem diferido a edição de 1998 não teria dado por nada, nem mesmo pelas roupas que há sempre aquelas que compraram o tecido na Casa Baptista.

A julgar pelos anos anteriores, aposto que sei de tudo o que se passou:

- José Castelo Branco apareceu com modelo de senhora;

- Paula Bobone ainda não acertou com a medicação psiquiátrica e continua a parecer uma leprosa cheia de trapos na passadeira vermelha;

- Lili Caneças tem a cara a desfazer-se;

- Bárbara Guimarães põe o público a mijar nas cuecas de tão boa que é a fazer piadas;

- Ana Bola e Maria Rueff estão num balcão a contar piadas secas;

- Jorge Palma está bêbado:

- Alexandra Lencastre está com as mamas de fora e se for chamada ao palco vai mostrar a rata. Ah, esperem... isso agora é noutro canal.

Bem me parecia que este ano não nos iam desiludir com esta receita de sucesso que se repete todos os anos.

domingo, 20 de maio de 2012

Um à parte

Todos os dias leio o apanhado de três dezenas de blogs numa aplicação que me caça as últimas de cada um. Assim não preciso de estar a clicar cansavelmente em todos para depois perceber que metade não tem nada de novo desde ontem.

Hoje a rotina manteve-se até que recebi um post que tinha apenas uma palavra. Era a actualização de um blog que já não era actualizado há mais de um ano. Razão: o dono do blog está morto. Spooky.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cartas de Amor

Querido Meu amor;
Como se já não bastasse ires embora em trabalho durante longos períodos de tempo deixando-me à mercê da punheta, levaste contigo o único corta-unhas que havia cá em casa e agora estou com unhas-cotonete e meias rotas.

Obrigado.

Ass: O teu amor que não tarda também estará com a picha arranhada.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Jantar de Turma

De há quase 7 anos para cá, a minha turma de faculdade tem cumprido a tradição de jantar anualmente para podermos olhar uns para os outros e apreciar minuciosamente a crueldade da velhice. Talvez sorrir para dentro em alguns casos, ou então aproveitar a boleia do álcool para gritar entusiasticamente "estás gorda que nem uma vaca, há quanto tempo?".

Para celebrar tão gloriosa data, os organizadores seleccionados para este ano decidiram-se por um restaurante na Buraca, local esse que me deixou em pulgas. Pulgas essas que provavelmente permanecerão no meu corpo após o jantar.


Não é que eu tenha nada contra os menos afortunados ou lá como se chamam os residentes da Buraca, mas não há ninguém na minha turma que eu queira ver tão desesperadamente a ponto de arriscar um assalto à mão armada. Além de que se me roubam o telemóvel / gps pelo caminho, eu não sei como regressar a Lisboa, muito menos circular por entre os labirintos e as sinalizações próprias das favelas.

Este ano tenho também um dilema porque tenho duas ex-grandes amigas que agora são simplesmente grandes vacas, que decidiram engravidar sem me dizer nada. Não sei durante quanto tempo estão a querer passar a ideia de que aquilo que ali está é uma barriga de cerveja, merda que teima em não sair ou um tumor. Mas, pelo sim pelo não, já treinei a minha cara de espanto em frente ao espelho. Falta-me só acrescentar um toque de genuína surpreendência mas estou a chegar lá.

Claro que depois disso, tenciono fugir para o lado oposto onde se sentam as putas cujo útero já nem tem agarras. Não é que eu não esteja feliz por ver as minhas colegas a fermentar meita nas suas barrigas, mas não consigo passar um jantar inteiro a ouvir falar em contracções, mamilos duros, mijas constantes e peidos involuntários. E também porque se me começa a cheirar a placenta escorrida enquanto estou a comer, fico com azia.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pensamentos

Com este calor chego a casa, dispo a roupa e vou nu rumo à Bimby fazer algo para me refrescar. Não me lembro muito bem como mas saiu Caldo Verde. A minha inteligência fascina-me.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Florzinhas no cu

Por inveja ao facebook "limpinho" da minha amiga Badalhoca, comecei a fazer limpeza das pessoas que me cegam a vista diariamente com imagens de Nossa Senhora a dizer que Deus vai-me salvar o coiro ou que as amizades são como as florzinhas que devem ser regadas com amor. Não há cu que aguente tanta paneleiragem sem os homens nus, nem o meu.
Fiz limpeza às wannabe paneleiras e às suas mensagens doces de sabedoria diária, e agora o meu facebook dá mesmo gosto ler pela manhã.
Hoje ainda escapou uma que publicou um convite para uma festa cuja entrada custa 5 beijinhos. Esta também está prestes a ser banida para o grupo das paneleirotas ou então é uma grande puta e vai querer mesmo lamber aquela gente toda à porta cinco vezes cada. Vou mantê-la debaixo de olho mais uns dias só para poder ver as fotos dessa festa e poder atestar a putice da gaja.

P.S. Não tem nada a ver mas esta música não me sai da cabeça


sexta-feira, 11 de maio de 2012

A Praxe da Época Balnear

Hoje depois de uma longa noite de trabalho, combinei com a minha amiga Badalhoca passar o dia a dormir na praia. Mais numa de aproveitar a onda de calor que anunciaram para estes dias porque estou sempre com medo que o mundo acabe amanhã. E porque estou farto de não aproveitar oportunidades raras como a de ter estado presente na Guerra Civil do Pingo Doce.

Rumo à praia, paramos num supermercado para adquirir uma marca branca de um protector solar que eu cá sou como o cão do Pavlov e já estou farto de apanhar escaldões.
Não havendo protectores solares no supermercado nem nas proximidades porque "ah e tal, ainda é muito cedo, não encomendamos porcos de merda que vão passar o dia na praia e somos uns invejosos", lá nos dirigimos a uma farmácia. Farmácia essa que só tinha uma marca de protectores solares disponível. Provavelmente a marca que não escoou do ano passado, uma vez que também restava pouco mais que factor 15. Ao virar do frasco, demos com a módica quantia de quase 30 euros por meia grama de creme. 

Olhamos para o céu e perante o estado de nebulina que cobria todo o céu, viramos o nosso cu de forretas que achamos aquilo um ultraje. Prevenir custa os olhos da cara mas a quimioterapia para o melanoma diagnosticado é de borla. 

Conversamos, adormecemos, almoçamos, mergulhamos, sempre sob o olhar de um raio de sol envergonhado por entre nuvens cinzentas que fariam prever uma tempestade do caraças.
Findado um longo dia de praia, sinto-me bem: uma framboesa inflamada que nem consegue dobrar os joelhos. Tive medo que o sabonete arrancasse a minha pele de lagosta e agora estou num frenesim de aplicação de creme num rácio 2 minutos para aplicar / 10 segundos a absorver e a desaparecer qualquer vestígio. 

Mais um ano, e Pavlov chora. E eu também. Nunca aprendo.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Por-lhe os cornos: quando se justifica?

Eu tenho qualquer coisa contra pessoas que falam achim a toda a hora com as suas crianças, provavelmente porque desconfiam que elas padecem de um atraso mental significativo. A julgar pela forma como o progenitor fala com elas e face às leis da hereditariedade, começo a achar que se calhar padecem mesmo.

No meu local de trabalho a casa de banho dos homens tem uma comunicação com a casa de banho das mulheres que permite ouvir desde o mais ténue peido à mais violenta espirradela na loiça. A juntar ao eco que a acústica de uma casa de banho tão bem proporciona, qualquer som da casa de banho das mulheres chega-me aos ouvidos em HD modo stereo.
Há dias estava eu sentado na sanita do meu local de trabalho a soltar o leão. Como é habitual, comecei a ouvir a conversa de telemóvel de uma colega, como se ela estivesse a falar ao meu lado. 

- Então, minha coija maij linda. Que é que taj a fajer?

Deve estar a falar com algum sobrinho atrasado, porque a dita não tem filhos, para bem deles.

- Fostes comprar o comerjinho da gente para logo à noitinha? Fostes?

Oh foda-se, que a puta anda enrolada com uma criança de 3 anos. Enquanto deixava a minha merda a marinar na sanita, fiquei a pensar se não seria prudente avisar as autoridades. 

- E vens buscar a fofinha para irmos juntinhos no carrinho para a cajinha, vens?

Ok, ele é maior de 18. E conduz. Não deve ser muito deficiente para ter tirado a carta, embora a julgar por quem anda a circular na cidade, creio que isso hoje não é critério de exclusão.

Em modo masoquista, fiquei sentado a ouvir aquilo durante 20 minutos ao ponto de já sentir o cérebro a transbordar pelas orelhas. 20 minutos sem proferir uma única frase em modo normal. Porque já que estavam em tantas combinações para aquela noite estava ansioso por saber se ela ia perguntar se ele ia enfiar o xeu teletubby no potejinho de ouro dela até fajerem pequenos póneis.

Há pessoas que fazem tudo para ser encornadas com justa causa. E para bem da relação, é bom que assim seja.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Se eu tivesse um diário

Querido Diário que nunca tive porque a minha mãe era uma bisbilhoteira e se lesse o que eu andava a fazer aos 16 anos, ter-lhe-iam caído os dentes;

Hoje não fiz um peidinho. Também não dei nenhum porque assim que me deu vontade dirigi-me de imediato aos meus sanitários pessoais. Lá, nos meus sanitários, enquanto o meu nalguedo se moldava à fina porcelana da Sanitana, começou a chover lá fora e em cima de mim. Ora como eu não cago na rua, depressa percebi que algo não estava bem. Olhei para cima e tinha água a pingar do tecto o que, financeiramente, agoira sempre algo de espectacular. Telefonei ao senhor engenheiro que é como ele se auto intitula, apesar de ter um domínio da língua portuguesa como se a licenciatura lhe tivesse passado ao lado. O mestre de obras ingenheiro (ainda vou tirar isto a limpo) disse-me que se eu telefonar amanhã e a gente combinássemos uma horinha para ele me dar uma espreitadela e a gente vermos donde vem aiágua.
Depois de assentir, lá limpei o rabo mas não muito que a seguir ia tomar banho. Abri a torneira e olhei para os pingos do tecto e considerei seriamente fazer face à crise e aproveitar as gotas para tomar duche. Depois lembrei-me que o tecto não dá água quente.
Decidi fazer o almoço e descongelei bolonhesa no micro-ondas, mas aquela merda teimava em não descongelar. À hora que descongelou, tinha que sair para ir trabalhar a modos que enfiei tudo num tupperware para depois ir jantar e fui trabalhar sem almoçar. Agora compreendo o que é a fome.

Tomei café com uma amiga minha e a ver se arranjava algum ponto alto no meu dia, perguntei-lhe como ia a vida sexual dela, ao que ela respondeu-me que tinha pinado na terça-feira pela última vez. O que tornou a tarde mais deprimente.

Nesta última hora, tenho estado à pancadaria com o telemóvel a ver se os meus angry birds matam os porcos.

Agora recebi o meu presente de Natal atrasado de uma colega de trabalho: umas cuecas azuis e rosa, que me teriam dado tanto jeito nas minhas inúmeras rendições da Celine Dion nas noites do travesti no Finalmente.

Diário, obrigado por tu existires porque assim lembrar-me-ás, a vida merdosa e inútil que às vezes levo neste planeta chamado Terra.

P.S. Eu não tenho nada para dizer, e muito menos que fazer. E vocês também não que vêm cá ler esta merda em vez de estar às voltas com uma obra clássica como os Cem Anos de Solidão, que deixa uma pessoa bêbada de tentar lembrar-se quem é quem naquela história transsecular em que todas as gerações se fecundem milagrosamente umas às outras.

domingo, 6 de maio de 2012

Dor de alma que amanhã já estará curada

Maraia, minha grande vaca. Foste provavelmente das coisas mais bichas pelas quais eu já tive a ousadia de confessar o meu amor em público. Geraste-me tormentas com pessoas a chamar-te puta e macaca e mamas descaídas e gorda ressabiada e vaca com o cio a guinchar, e eu a defender a tua honra alegando que tu na verdade eras uma princesa com uma voz de ouro.

Coment. no site espanhol: Ni los mineros chilenos se meten en esa cueva

Anos a carregar o orgulho de ser teu fã sob o olhar de vómito fecalóide das pessoas que não acreditavam que eu ouvia tal coisa. Cheguei mesmo a confessar que se tu morresses deixaria de ouvir musica. Ok, esta última confesso que devia estar com um peido entalado a obnubilar-me.

Mas Maraia querida, porque vais tu para a neve com essas leggings / leotards / calças elásticas / moldes para as beiças da cona? Nem a Rita Pereira mostrou em país de beira mar aquilo que tu mostras de borla na estância de neve.

Não é digno da tua parte Maraia e não sei se consigo continuar a defender a tua honra, porque já tenho receio que um dia faças uma capa de cd com o teu ilhó com pêlo.
Não havia necessidade minha valente porca, e a não ser que estejas a pensar emitir sons pela rata e daí a exposição, não sei se quero continuar a ser teu fã. Pelo menos em público.

sábado, 5 de maio de 2012

Pessoas que não sabem muito bem o que cá andam a fazer

Gosto tanto quando começo a falar sobre as maravilhas da bimby e há sempre alguem do contra que, apesar de não ter nenhuma, defende com unhas e dentes que aquilo não serve para nada, não faz nada e quase que arrancam os olhos da cara para provar que os pratos que eu faço com aquilo são uma mera ilusão. Há quem defenda até que muitas coisas conseguem-se fazer mais depressa sem bimby, ou que a bimby tira o prazer de cozinhar. Enfim, o chamado desespero de causas em que uma pessoa vai quase até à China para provar os seus dogmas. Eu cá p'ra mim só tenho a apontar que aquilo é exageradamente caro e que não faz broches.

Eu respeito opiniões, se coincidirem com a minha, e compreendo que não é um investimento fácil portanto já nem contesto muito para não acharem que à noite visto-me de traveca e encarno a Filipa Vacondeus.

Mas depois de passar um dia na cozinha estafado a cozinhar para 40, pratos e sobremesas e meita disfarçada de maionese patés, perguntam-me se fiz tudo sozinho. Eu respondo que sim. E essas mesmas pessoas fazem o seu olhar de cara de cu com borbulhas desdém e dizem "pfff, foi a bimby que fez tudo".

Ah! Porque antes não valia um peido mas agora a Bimby é a Puta mais fodilhona do Oeste. Agora até vai às compras e vai arrancar salsas à horta. Agora a Bimby até mete as mãos nos armários para escolher os ingredientes, por em travessas, por no forno e lavar a loiça. E até me fez um broche enquanto passei o dia na cama a ver o jantar montar-se sozinho.
Possidónias.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Avizinha-se a morte da Playboy portuguesa... again.

Depois de terem fechado a última edição da Playboy com o Ricardo Araújo Pereira de fato... vestido até ao pescoço, decidiram renascer das cinzas não fosse o problema de Portugal ser falta de cona. Cona essa, que a revista está a guardar para um dia especial.

Playboy: Tudo o que o Homem sonha - José Eduardo Moniz em entrevista.

















































































































Agora chegou finalmente o regresso em que na capa figura, não a Luce, não a Mamalhoa, mas sim a Rita Pereira que, prontos, também tem cara de quem fode.

E se a Playboy portuguesa acabou em modo quase burka, renasceu em modo quase parva. A modos que a bela da revista conhecida por mostrar mulheres nuas, encantou-nos com aquilo que a Rita Pereira tem de melhor: as costas. Só.

Não é que eu lhe quisesse ver a pássara, muito menos o olho do cu que se for igual aos outros dois de cima, é estrábico. É que para ver aquilo que ela mostra, vou ao Sudoeste onde as pitas estão mais despidas que ela. À borla. Caso me interessasse é claro.

Para todos os que queriam play com o boy enquanto folheavam a revista, aconselho-vos uns sites de borla porque a edição da Playboy tem o poder masturbatório do Diário Económico.

Recomeçou bem esta nova edição. Sem pintelhos, sem maminhas, sem ratas. Ainda falta muito para chegar aos calcanhares dos anúncios do Correio da Manhã. 
Próxima edição: Eunice Muñoz como nunca a viu - com o ombro de fora!


terça-feira, 1 de maio de 2012

Ringue Doce

Hoje não levantei o cu da cadeira para encher a despensa de "mais de cem euros em produtos alimentares" no Pingo Doce porque além de presentemente viver sozinho e não ser nenhuma lontra devoradora, não como ração Purina para perfazer o desejado valor.

A julgar pelas ruas vazias de Lisboa e pelas fotos postadas no facebook, que por momentos pensei tratarem-se de registos da vida na Síria, Portugal enfiou-se no Pingo Doce.

Não percebo o que os portugueses têm contra o Yoggi.
A prever pelas minhas recentes digressões aos supermercados aos fins-de-semana, aposto em chapadas com postas de bacalhau e puxadas de cabelos e catfights em ringues de molho de tomate. Com sorte, os homens além de pagarem a conta a metade, ainda regalam-se com uma mama de fora. Isto claro, o melhor dos cenários. Repito, não levantei o cu da cadeira para ir lá testemunhar. E tenho pena de certa forma. Não nasci a tempo de nenhum golpe de estado, não fui a Angola nem à Guiné, ainda não era um espermatozóide quando o apedrejamento em praça pública era legal... o mínimo que podia fazer era não faltar à Guerra do Pingo Doce.

Também não me pareceu coerente desfilar avenida abaixo a gritar que estamos falidos quando o país está em guerra entre as quatro paredes do Pingo Doce. Claro que, segundo os apanhados pelos repórteres, nem se estava ali a gritar coisa nenhuma porque houve quem ousasse responder que não sabia muito bem o que estava ali a fazer. É bom ver a sinceridade a brotar da juventude. Se calhar já estavam sem fôlego depois de ter passado a manhã a gritar pela escassez do bacalhau no Pingo Doce.

Aaah, adoro feriados e tudo aquilo que representam no nosso país. Estou em pulgas para conhecer o programa de celebrações do Corpo de Deus no Lidl.



Deus quis que eu tivesse uma colega monga

Eu já contei a história da minha amiga Ampulheta Gigante que tem espelhos distorcidos em casa e que acha que tem uma cinturinha da Dior? (Palavrinhas dela, não minhas). Já contei sim senhor e quem não leu azar que eu já não sei onde isso está para andar aqui a fazer links.

Anywaaaaysss... A minha amiga cinturinha da Dior presa a duas abóboras gigantes a que ela chama cuzinho, estava a falar de dietas. Comentei com ela o facto de conhecer pessoas que fizeram uma dieta que consistia apenas em restringir hidratos. Não sabia como é que faziam ao certo, mas se ela quisesse podia falar com a minha amiga Desocupada que após uma tentativa frustrada de acompanhar o vídeo workout da Kim Kardashian, virou-se para a dieta maravilha. 

Ela respondeu que estava apenas a falar por alto e que, obviamente, ela não precisava de fazer dieta senão desaparecia. E calculei que ela não estava a referir-se ao facto de afundar num poço.
Puxei da simpatia que havia em mim respondendo apenas que, se ela sentia-se bem com o seu corpo achava muito bem que não andasse feita parva a fazer dietas. Foda-se fui brutal, admito. Podia ter feito menção ao uso que ela podia dar ao cu no Halloween (ver comparação com abóboras acima) mas não. Espetei-lhe com uma frase daquelas bonitas que obtemos naquelas aplicações aleatórias de merda do facebook.

Hoje devem-lhe ter substituído os espelhos lá de casa e lá ela ligou-me para perguntar pormenores da dieta maravilha. Lá a encaminhei ao google.com "dieta sem hidratos" e ela agradeceu a preciosa ajuda (go figure).
Eu não tenho nada contra gordura e acho que as pessoas dramatizam demais a sua figura achando, por um único segundo, que quando estão na praia, alguém está preocupado com a gordura dos outros e se dá ao trabalho de levantar os olhos do horóscopo da revista Maria para aquela semana, para poder inspeccionar os presuntos dos outros.
Mas venderem o hipopótamo como enguia é como espetarem-me no focinho a heterossexualidade inquestionável do Cláudio Ramos.

E qualquer dia tenho a King Konga a confessar-me que é bulímica.

Vá, venham de lá os comentários das gordas ofendidas, Gordas.