terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ainda venho a tempo para desejar muito amor...

Gostava de ter vindo aqui mais cedo dissertar sobre o dia das quecas com amor, e não às 19:00 quando está tudo a preparar-se para apagar os fogos. Mas a verdade é que enquanto uns preparam-se para foder, eu estive a ser fodido em reunião de férias... ou melhor, fodemo-nos todos uns aos outros em troco de um pedacinho de sol que aí sim, apetece foder.

Após seis anos de acasalamento, celebramos o dia com os nossos amigos/as encalhados numa de tornar o dia mais festivo, em vez de nos enfiarmos num restaurante à luz das velas, ao som de "Said I loved you but I lied".

Também não sou muito a favor de comprar balõezinhos e rebuçados em forma de coração a dizer "Amo-te"; mais depressa visto-me de o Incrível Hulk e mostro ao meu amor que basta um pau para fazer uma canoa.

A respeito ainda desses coraçõezinhos com os dizeres românticos, creio que após alguns anos aquelas frases tornam-se de certa forma, desadequadas. Se algum dia fabricar um caixote dessas guloseimas para casais de longa data, as surpresas escritas serão:

- "Toma um peidinho na cama só p'ra ti"
- "Vira o cu p'ra lá"
- "Deixei umas cuecas no chão para seres tu a apanhar"
- "A tua merda cheira mal mas eu aguento"
- "Deixei de me preocupar com os meus pêlos porque te amo: lambe-me o tufo"
- "A tua comida está uma bosta mas amo-te pelo esforço"
- "Cala-te que estou a ver as Kardashians"
- "Quem pensas que vais beijar com esse bafo de bode?"
- "Não estás a pensar enfiar isso na minha boca, pois não?"

Feliz Dia de S. Valentim.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sensibilidade Post-Mortem

Facebook:

- Adeus Whitney. Qualquer dia só nos resta a Lana del Rey.

- É a droga que uma pessoa mete nos cornos.

- Ela metia no nariz acho eu.

- Entupiu a narina e olha lá foi ela.

- Podia ter respirado pela boca.
- Atrapalhou-se.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Morreu a Whitney

Ao ritmo com que morrem as drogadas deste mundo, o preço da grama de cocaína deve estar a desvalorizar não tarda...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

30's the new 15... ok 18 'cause i wanna drink legally.

Chegaram os 30. Sim, caíram-me ao colo sem pedir autorização prévia ou sem querer saber sequer se queria dar mais uma queca enquanto ainda estava na casa dos 20.
Estou a adorar o dia que tem superado as minhas expectativas: não me borrei nas calças com a história da incontinência e ainda não fiz nenhuma fractura da anca. Provavelmente a minha genética ditou apenas que iria envelhecer bem.

Nem as putinhas em frente aos Armazéns do Chiado a perguntar se eu, o senhor, queria avaliar a tensão arterial, me conseguiram dissuadir do facto de que hoje é um bom dia. 

Nem o facto de o bolo que encomendei ser mais pequeno do que pensava e não vir com a Barbie de perna aberta no topo, me conseguem tirar da ideia que hoje vai ser uma boa noite.

30's gonna be good... tenho um feeling...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pre-birthday

Na véspera do meu aniversário, a Duquesa de Alba veio de propósito a Lisboa dar-me os parabéns. Vai ser um ano bom, só pode.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A mãe de todos os franceses

Se um dos requisitos para entrar no mundo milionário da política é o de ter o cérebro atolado em merda, não é só o Passos Coelho que sofre desta pieguice, nem o Cavaco que mais recentemente se pronunciou sobre o nosso acordo da concertação social de fazer inveja.

Também em "Paris da França", se padece de deficiência crónica desde os tempos de Marie Antoinette que celebrizou a sua lerdice sobre os pobres com a frase "se eles não têm pão, que comam brioche". Naquela altura não havia facebook e youtube, senão seria apenas mais um fenómeno de ridicularização, qual Luce Djaló, qual Mamalhoa.

Nora Berra, secretária de Estado, mais virada para a saúde das pobres pessoas que estão sob a sua governação, pronunciou-se, preocupada com o estado de saúde dos sem-abrigo, recomendado a todos estes que evitem sair por causa do frio.
Acho óptima esta recomendação porque um sem abrigo fora do caixote é como um esquimó sem casaco. E porque debaixo da ponte está obviamente menos frio que "cá fora".
Mas tem coração a gaja. E é preocupada.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Idiossincrasias

Portugal anda a levar no cu nos últimos anos, forte e feio, a seco, sem pedido de autorização prévio e sem direito a um jantar antes. É só assim: enrabado, sem dó nem piedade. Não é bem uma violação, porque nós até consentimos: já retiraram subsídios como quem apalpa um par de mamas, já puseram no desemprego centenas de milhares como quem apalpa o rabo, já retiraram feriados de marco histórico na liberdade de uma nação como quem nos enraba... 
 Mas Carnaval?! Isso é já querer enfiar também as bolas! 

Carnaval??!! Esta tão solene celebração que provém da luta dos nossos antepassados; marchas de patriotismo pela rua acima em jeito de protesto que nós celebrizamos com estrelas autocolantes nas mamas e muitas plumas no cu robusto de manteiga; a dança portuguesa a que chamamos samba, oriundo do folclore e do rancho; a música fado-saudosista que geme nas cordas de uma guitarra e na voz da Amália "olha a cabeleira do Zézé, será que ele é, será que ele é"?

O Carnaval é que não foda-se que isso é um atentado à cultura portuguesa e ao sambódromo da Mealhada que todos os anos desfila os seus mais belos exemplares de mulheres nuas ao frio, que tão bem sambam e que tão esbelta figura ostentam. 

Arranquem-nos a implantação da república após anos de monarquia impiedosa, atirem ao mar a restauração da independência que, com esta crise, mais vale estar preso... mas retirar o Carnaval? É deitar Portugal borda fora, sem identidade; o fim do país como o conhecemos.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Duas Vidas, Dois Destinos (podia ser o nome da próxima telenovela da TVI)

Tenho duas amigas próximas que voltaram ao jogo do engate. Não uma com a outra. Separadamente.

Ambas as amigas andavam carentes por sexo e, vá, algum afecto, há algum tempo. Ambas têm um repertório sexual bastante preenchido o que faz com que seja mais difícil fazê-las corar em situações de maior badalhoquice.
Parvas, como só elas, ambas decidiram brincar ao jogo de engate com homens que traziam bagagem. Nessa bagagem, trazem apenas medicação psiquiátrica: bipolaridades, obsessões e compulsões e muitos antidepressivos.

Estes engates têm-se traduzido em múltiplos jantares, quase diários; conversas intermináveis ao telefone; muitos filmes e muitas pipocas e beijos nada, e já contamos com alguns meses. Provavelmente pensarão por esta hora tratar-se do mesmo homem, mas infelizmente a história não é assim tão fixe.

Neste momento, estando as minhas amigas em vias de acalmar os fogos internos com um taco de basebol, continuam-se a combinar jantares e pipocas e coisas que não envolvam sexo e que as está a fazer perder seriamente a paciência.

Ambas têm já marcados fins-de-semana fora para algum destino que não seja um balde de pipocas. Algo me diz que pelos meses que já passaram, ou vão para lá partir as perninhas de tanto fogo, ou então vão ter de levar muitas revistas e verniz das unhas para ajudar a passar o tempo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

The Return of the Parents - Part I of 10,000

Hoje foi dia de ir buscar os meus pais ao aeroporto. O reencontro com os meus pais promete sempre um quotidiano disfuncioanl tão característico da minha era de menor-idade, que ao mesmo tempo alimenta sempre qualquer coisa de saudosista.
Quando cheguei ao aeroporto, lá estava o meu pai à minha espera. Saí para ajudá-lo a carregar as bagagens e depois ele regressou para dentro do aeroporto: nada mais, nada menos, que para ir buscar a princesa que não podia ficar cá fora ao frio.
Chegados ao hotel e postas as notícias em dia, eu fugi para as revistas enquanto a minha mãe estava na recepção. Eu tenho muito medo da minha mãe em situações de atendimento ao público. Dão-se-me picos de ansiedade porque, em 30 anos da minha existência, nunca me recordo da minha mãe como sendo uma cliente qualquer. Há sempre uma marca para deixar e geralmente é uma embaraçosa.
Quando os vi com o cartão-chave na mão, regressei para território neutro, não fosse a minha mãe virar-se para trás:

- Ah, uma coisa importante. O bar tem happy hour?
- Jesus mother let's go. Everybody's gonna think you're a drunk.
- Why? I always do happy hour!
- Ok, now it sounds like a swing convention. Let's go.

Empurrei-a para dentro do elevador, não fosse ela lembrar-se de coisas mais importantes como esta. Chegados ao quarto, mais propriamente ao wc, a minha mãe exclama - Oh, look at all the soaps!
Eu tenho que esclarecer que a minha mãe "colecciona" sabonetes de hotel em jeito de souvenir. Aparentemente a colecção já abrange outros locais públicos, nomeadamente o avião, como o meu pai mais tarde me explicou. Eu já referi que a pele dela está óptima?

Fomos jantar, o que durante dez dias é um alívio para a minha conta bancária. Já falta pouco para o encontro sogros-genro. Para essa já tenho um charro no bolso de reserva.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Smelly Bitch

Eu compreendo que nos tempos que correm as pessoas passem para segundo plano a aquisição de fragrâncias quando não há dinheiro sequer para o leite; compreendo que face às facturas mensais que teimam em cair na caixa de correio, a água passe também a ser um bem equacionado. Uma axila hoje, uma borda amanhã. E não há mal nenhum nisso.

Mas não há cu que aguente um aroma intenso a katinga às seis da tarde, num supermercado, ao ponto de provocar broncospasmos em quem está de passagem. A senhora que exalava tal perfume, e que até estava com cara de quem se arranjava com algum cuidado, emanava um cheiro a favas com chouriço deixadas ao sol que não havia maneira de poder-se continuar a fazer compras na mesma ala. 

Se a opção era ir à parte da mercearia, rapidamente deu-me o desejo do gelado. Se ela ia aos champôs, eu rapidamente ansiava por o.b., nem que fosse para enfiar no nariz. Mas para mal da minha árvore respiratória, e tendo em conta a pequenez do supermercado, a cheirosa teimava em ir para as mesmas zonas que eu. Pensei mesmo que fosse fazer o mesmo prato que eu mas puta que me pariu, se eu ia ficar ali a trocar truques de receita. Avancei rapida e ridiculamente para outra zona, mas a verdade é que ninguem estava a suportar estar ao pé da senhora. Não fosse a minha gradual miopia, poderia ter observado a névoa de moscas a disfrutar do resort que o cu dela tão paradisiacamente facultava.

Mais tarde, já de certa forma nauseado, estava a terminar a compra de ingredientes para um prato que já nem me estava a apetecer tanto, até que o peido engarrafado aproximou-se da padaria para onde eu me dirigia e eu já não aguentei mais: Que se foda a broa, vou fazer bacalhau com pão de forma!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Relato Futebolístico

Anda tudo num alarido porque acabou de entrar o Yannick para o Benfica. Não percebo a comoção: não é por ser um excelente jogador e definitivamente não é por ser o primeiro preto a aterrar nos vermelhos.
Deixa-me muito mais perplexo saber como é que a Floriporca consegue foder alguém com aquele cabelo...

Ufa, que dei uma bufa!
Podia pintá-lo de loiro e levá-la a delirar porque estava a levar com a sósia do Abel Xavier pela xerereca acima; ou até mantê-lo em modo carapinha para que a Luce se sentisse a ser esmagada pelo arfar do Eusébio, antes de ter a pneumonia mais famosa do país. Podia até nascer uma Lyonce bêbada.

Mas aquele cabelo? Não. Ninguem consegue manter a postura "estás-me a levar às estrelas" quando se olha para aquilo. Mais depressa sai um peido para não rir. Nem se podem apagar as luzes senão a pobre pensa que está a ser violada somente por um monte de dentes.

Isto sim, é razão para alarido.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Quem vai?

Agora, ao invés de enviar-se cartões às pessoas a pedir que "venham aos meus ânus", há uma coisa chamada Criar Eventos no facebook. São modas; quem está, está. Quem não está, perde um mundo de oportunidades e fica isolado na sua bolha jurássica. São opções.

Mas agora, a dois passos à frente da modernidade, há pessoas que já não sobrevivem sem ver a lista de convidados. Então perguntam-me constantemente pela lista de convidades, o que me deixa crescentemente a acumular valentes peidos. A minha introspecção questiona-se se o interesse de ir aos meus ânus tem a ver comigo, ou se está tudo preocupado se irá conseguir nessa noite, ir aos ânus uns dos outros enquanto eu corto o bolo. Se não é, parece.
Além de que quem me conhece, sabe perfeitamente que eu só me dou com gente feia, de forma a poder sobressair, portanto não percebo a excitação: é um jantar, não é a festa da Elite Models.

A modos que não mostro. Por uma questão de gestão de cadeiras e porque tudo é flexível. Se alguém cancelar, já tenho espaço para convidar a minha avó. E se algum estranho giraço prometer-me sexo oral, elimino sorrateiramente alguém que ainda não disse nada para dar lugar ao espécimen de boa boca.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Os livros perfeitos para a minha estante

A poucos dias do meu aniversário, ando a tentar mandar vir alguns livros ingleses cá p'ra casa que me façam perder uns valentes cagalhões de tanto rir. E não posso fazer isso em Portugal porque 99% dos livros portugueses são sobre o amor e a desgraça. E quanto a isso, ide à puta que vos pariu: eu VIVO em Portugal, eu não preciso de LER sobre isso.

Não obstante, deparei-me com um belo site sobre livros que eu não quero ler mas que gostaria de ter na estante para que as pessoas possam pensar que eu sou realmente tão estúpido quanto tento parecer:

Não fosse a silhueta da paciente e eu ia jurar que se tratava de um manual de Veterinária, que não há como inspeccionar uma bela rata no pasto.




Isto será provavelmente na onda do livro "Como fazer amigos". Pessoas que sentem a necessidade de comprar livros sobre competências sociais são, claramente, pessoas que nunca as irão ter. Deal with eternal solitude, losers.


Adoro livros que já nos contam os pontos altos da história, só pela capa. Poupa-me várias horas de leitura desnecessária porque um marido que trai a mulher à porta de casa com a mulher em casa, é definitivamente um enredo que não merece o meu precioso tempo.




A minha aposta vai para não nadar no meio do caralho do Oceano Atlântico. Mas 400 páginas elucidar-lhe-ão melhor.

A minha aposta de idades vai para cima de 10 anos porque, convenhamos, nenhuma criança consegue colorir tanto pormenor da pistola na perfeição.


Só de ler o título já sinto dois caroços.




Um livro geralmente tende a passar pela mão de, pelo menos, 30 pessoas antes de passar às bancas. E não houve uma única puta que se questionou.


Oh yay! Um manual de gestão para combater a crise.




O facto de que este livro vai já em segunda edição, perturba-me a cabeça circuncisada do meu caralho.


Yum!


Porque é mais difícil que matemática e precisa de um livro. Quando acabar de ler o livro, provavelmente já terei cagado nas calças o que é tão melhor.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Oh no, not again...

Estava ainda há pouco de mãos numa revista que figurava José Castelo Branco a alegar que "estou a sangrar por dentro" ainda em relação a um escândalo de orgias que ocupa metade do tempo e dinheiro da justiça portuguesa. O que me deixa deveras confuso porque nunca, neste longo processo, ouvi alguém referir que o Castelo Branco tinha levado com uma tocha incandescente pelo cu acima para justificar esse estado hemorrágico. Espero que essa parte melhore depressa porque, sinceramente, morrer antes da Betty é simplesmente ridículo.

Mais adiante, o homem do cólon abrasivo refere que não podia estar consciente para se ver no meio de tudo aquilo. Nesta tese eu acredito, muito sinceramente. No que eu não acredito é como é que os outros participantes todos estavam a foder conscientemente de livre vontade com o Castelo Branco. Nem a Betty cai nessa. A esses sim, decreto internamento psiquiátrico. Agora com toda a humilhação de já ter fodido com o José Castelo Branco, estas pessoas deparam-se com sérios problemas em conseguir alguém que queira foder com elas. A capacidade excitatória de uma pessoa com um passado sexual com o Castelo Branco está ali rés-vés com a lepra.

No final, JCB, que devia agradecer aos que estragaram a vida deles para afirmar publicamente que foderam com ele, afirma que "mesmo que tivesse andado a dar 50 quecas, era a minha vida". Depreende-se aqui claramente a sua megalomania. Filha, ninguém te dá 50 quecas, por mais Nausef que se tome. Não te estiques.

Music for the night

Se nos abstrairmos do vídeo travesto-homossexual e do facto do maquilhador ser um actor porno que geralmente faz filmes de "pancadaria", conseguiremos apreciar esta música fantástica.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Código de Amici

Recebi hoje uma sms deveras preocupante, sob a forma de mil códigos que pensei que a minha amiga estava a querer anunciar-me que estaria a fazer broches ao verdadeiro Bin Laden, e daí o receio em ser interceptada pela Interpol.

Após ler aquela chouriçada toda, não fôssemos ficar sem subsídio de Natal a partir dos 160 caracteres, perguntei-lhe, também em código para que a Interpol não descubra que eu é que sou o responsável pela introdução dos condilomas em Portugal:

Eu - Qj? Wtf is qj, crl?
Ela - Duh... queijo.
Eu - Cn.
Ela - Q ixo?
Eu- Cona. Vai apanhar nela.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Quando as minhas amigas são "wannabe-Albas"

Eu que sou uma pessoa de muito trabalho, chego ao meu telemóvel e tenho o diálogo sms-conferência multi-putas seguinte:

- "Schnoof", ouvi dizer que a tua amiga Duquesa de Alba vem a Portugal apresentar a sua autobiografia.
- Aiiiiiii vamos com o Schnoof.
- Vou-lhe pedir uma Chanel.
- Eu quero as jóias.
- E já agora umas dicas para arranjar gajedo.
- É ter dinheiro filha.
- Eu cá p'ra mim ela tem uma poção mágica.
- Eu estou contigo. Estou crente. (não consegui apurar se isto era um diminutivo de carente ou se puramente convicções no Além)
- Raptamos a velha, torturamo-la e obrigamo-la a dar a fórmula.

Eu acho que é deveras preocupante quando tenho amigas a pedir dicas de sedução à Duquesa de Alba. Deveras preocupante.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Hábitos Literários

Ultimamente não consigo dar despacho aos meus livros. Como só ando a ler livros de merda com capas de fazer tropeçar qualquer velha na rua, não posso sair de casa com os livros. Estão a ficar piores a cada livro que passa e só conseguirão ser ultrapassados por um livro cuja capa é apenas um olho do cu em todo o seu esplendor. Na certeza de que não irei mudar de hábitos literários enquanto a minha idade mental permanecer na puber-adolescência resta-me a esperança de encontrar uma capa intelectualóide que consiga tapar as capas do putedo. Ou isso a sina de passar o resto dos meus dias a ler debaixo dos lençois com uma lanterna.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Inquietações

Ainda hoje estava a espreitar a minha conta bancária e deu-se-me um fosso no peito: eu com tanto, e o Cavaco com tão pouco...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A minha "amiga" Melena

Sempre tive o azar de ser uma das pessoas mais pacientes no que respeita a interacções sociais. Por este motivo e dada a minha perserverança em relação ao outro que teima em persistir, fui muitas vezes o enrabado. Talvez advenha daí a minha viragem.
Vamos chamar a minha colega Melena (não é por ser um cagalhão sangrante, que é, mas sim porque rima). A Melena é um daqueles seres que vive no poço do isolamento social. Muito devido ao facto de ela falar p'ra caralho e nunca dizer um peido. Chega a ser exaustivo ter de aturar uma história que não tem qualquer propósito no final.
A Melena é um daqueles seres que, desprovida de quem a ature, convida os 5 "grandes amigos" para o seu aniversário, incluindo eu que troco duas palavras anualmente com a dita. Depois é ver quem é que inventa a diarreia mais aguada e mais sangrenta para se conseguir esquivar do jantar de amizade.
A Melena teve também a infelicidade de ter sido abençoada com um tipo de cara que qualquer revista de beleza classificaria como "bota da tropa". O que não é nada compensado pela sua figura roliça. E pelo personal styling daltónico mas que lhe assenta que nem... uma bota da tropa lá está.
Eu não tenho nada contra a desgraça dos outros, atenção. Acho que as pessoas devem abraçar a sua fealdade com unhas e dentes. Mesmo parecendo um hobbit (o caso), e mesmo que associado a um desajustamento social marcado. I don't give a shit. Mas não me fodam os cornos.

Não obstante, Melena não necessita de antidepressivos porque acredita piamente que arrumaria Charlize Theron a um canto (com o peso do cu, entenda-se). 
Melena considera que é uma fashionista nata e que tem um dedo para a moda. (Aqui entenda-se que estamos de acordo. A única coisa que não choca no meio de todo aquele ensemble é o dedo)
Melena tem uma prima que trabalha nas casas de alta-costura de Paris e que disse com todas as letras que Melena tinha uma cinturinha da Dior. Não me choca o facto de Melena ter uma relação muito débil com o espelho e achar que uma barriga inflamada com 3 kgs de gordura em cima, é certamente aquilo que a Dior procura para ajustar os seus espartilhos. Choca-me a sociopatia das invenções e da megalomania que esta miúda consegue desembrulhar para adquirir grande parte da nossa atenção. A miúda tem primas em todo o mundo, com os mais diversos feitos. Se estamos a falar de música, Alto! que a minha prima é a responsável pela fonografia mimimimimi; se estamos a falar de economia, Alto! que o meu primo faz fortunas a fazer mimimimi; se estamos a falar de sexo, Alto! que a minha prima é a prostituta que mais engoliu até hoje. Ok, esta última nunca aconteceu. A questão é que as tias da Melena deveriam ser enclausuradas que não fazem mais nada senão parir gente ilustre.

A modos que Melena está sempre alegre: um hobbit saltitante e com as banhas em flor, mas alegre. E não toma comprimidos porque tudo está bem quando se tem amigos, beleza, muito dinheiro e familiares ilustres. E uma imaginação muito fértil.
                         

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A benção do pêlo

Há dois dias decidi depilar-me com espuma para sobressair o meu corpinho Photoshop por debaixo do tapete de Arraiolos, que é pouco em cima, mas no resto não fui poupado. E depois ah e tal Deus ama toda a gente
Passados dois dias lá me lembrei do porquê de eu já não fazer isto há muito tempo.

Um dos meus grandes problemas com a depilação é a sua durabilidade: ou alguém me come na hora enquanto a minha pele parece um manequim oleado ou passados uns dias, tenho agulhas a espetar-me os colhões e após umas horas tenho a genitália a parecer a cabeça do Mikhail Gorbachev.

Outro dos meus grandes problemas é o cu: fica de tal modo em peitos de frango descongelados que soltar um peido torna-se um atentado às leis da física. E logo eu que dou muitos, que eu cá é como os namorados: quer sair, sai. 

De certa forma custa-me fazer uma depilação à séria, que eu tenho receio que o homem gorila com bigodes dos filmes pornográficos dos anos 80, volte a estar na moda. E depois de fazer depilação definitiva, não me está a apetecer esfregar cagalhões no corpo só para ver se crescem outra vez para poder estar a par das tendências.

Este post não tem ponta por onde se pegue, mas foda-se que tenho mesmo os colhões a arder e precisava de desabafar. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vou começar a tomar nitromints debaixo da língua

Hoje foi dia de vir cá a casa a empregada. Aproveitei para cagar a casa de banho todinha a depilar-me até ter as bordinhas do cu a colar como peitinhos de frango. Tudo em inho até ficar com a casa de banho num cabelão.

Despedi-me rápida e alegremente da senhora para que ela não me apanhasse quando visse aquele inferno de pêlo. Como não gosto de estar em casa quando a velha cá está, fui passear o meu cu de galinha para um cabeleireiro a ver se fazia o mesmo na parte de cima.
Cheguei ao salão onde me perguntaram se tinha alguma preferência pelo cabeleireiro. Na iminência de responder que queria um qualquer que não fizesse merda, limitei-me a responder "um qualquer".
Agarraram numa moçoila qualquer encostada num canto a mirar as suas unhacas de gel pirosas que só elas, provavelmente estagiária, e traçaram o nosso destino. Ela corta-me e eu, possivelmente, foder-me-ei.

Ora que a moça começa a lavar-me o cabelo, enquanto abana as suas mil pulseiras e sempre a comentar o facto de que o balde da esfregona estava todo cagado. O que não agoira nada de bom do estado de assépsia com que o meu cabelo é tratado. 
A passagem para a cadeira dos secos foi feita com a queda da toalha no chão. Toalha essa que, OBVIAMENTE, voltou a ir parar-me aos ombros, que não estamos aqui com merdas.
E prontos que lá vai a moça toda quitada com o seu corte da moda e com as suas nails, buscar uma tesoura. Chega ao pé de mim com as suas scissors e eis que começa a endireitar o cabelo ao espelho durante cerca de 15 segundos... o dela, não o meu. Enquanto ela lá ia passando os dedos pelos seus cabelos alheia à minha presença, lá olhei para o chão que eu cá não quero estragar a pose da moça.

Voltando ao meu cabelo (que demorou, confesso), lá vai a máquina toda alegre pela nuca acima. Alheia à curvatura fisiológica da minha cabeça, a puta lá me esfaqueou umas dezenas de vezes e eu lá me calei não vá a menina fazer merda.
Quando reparei pelo espelho de trás, aí é que comecei a transpirar que nem um cavalo. Eu tinha uma nítida marca de cabelo à tigela, e torta à volta de toda a minha linda cabeça. Assim de soslaio, diria que o corte chamava-se capachinho. Temi que a puta ainda me fosse desenhar um cifrão na nuca, e que saísse com um dente de ouro e uma naifa no bolso. Para quem não me conhece, eu não sou preto. Não é um comentário racista; eu simplesmente não sou preto. Aliás, a única coisa que nos une é provavelmente o tamanho da pila. E penso que foi aí que se deu a confusão.

- Vai deixar essa risca a separar o cabelo de cima do cabelo de baixo? (sempre com um sorriso claro, não fosse a gaja desenhar-me uma valente cona na cabeça... e ninguém quer uma cona vingativa cravejada na nuca).
- Mas quer em cima à máquina?
- Não, mas queria tudo uniforme, se faz favor.
- Tipo dégradé? 
Eu não percebi muito bem o que seria dégradé nos meus três cabelos finos que sobraram de uma adolescência farta e cheia de gel. Mas temi pela criatividade da jovem, a ver pela montra.
- Não. Mesmo só tudo normal. Corte simples.

Eis que o anjo Gabriel desceu à terra, sob a forma de uma bichona com o andar da Naomi e comentou: Vilma, faz só máquina em baixo e tesoura em cima.

- Ah - exclama a puta da Vilma. - Quer tesoura em cima?
Oh foda-se, que raio queria ela que se usasse? O corta-unhas?
E a modos que saí de lá encharcado em suor, mas com a cabeça em condições. Eu até podia ter dito que isto ocorreu no Atrium Saldanha mas parecia mal estar aqui com acusações. Portanto não vou dizer onde foi.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A arte de bem comer

Nunca tive muita paciência para levar o tupperware para o trabalho, mesmo instalados em tempo de crise, é coisa que não me assiste. Primeiro, porque ainda tenho na memória o fatídico dia em que disse à minha mãe que gostava de delícias do mar, que passei a levar para a escola durante o que me pareciam anos, a mesma sandes ao ponto de ansiar comer o meu próprio cocó em alternativa. Segundo, porque agora em idade adulta já descobri a minha pilinha e portanto tenho coisas bem mais interessantes para fazer do que preparar comida para o dia seguinte.
Assim sendo, sempre fui um ávido consumidor do refeitório ou bar ou lá o que os locais de trabalho me proporcionam porque, felizmente, sou uma boca santa e como até merda grelhada no espeto se estiver bem temperado.

Ontem porém, cheguei ao refeitório e o tema do jantar era Os Árcticos. Era sentir o frio do ar condicionado a passar pelos ossos como se estivéssemos numa câmara frigorífica, a troco de manter as alfaces sempre fresquinhas. Pode baixar o ar condicionado?, pergunto eu. Não sei desligar, responde o senhor. A modos que fiquei na dúvida se encomendava sushi ou se jantava ali na Sibéria. Se comer depressa, bazo daqui em dois tempos, pensei eu.

Serviram-me a iguaria "panados de peru com esparguete" e lá me sentei com uma salada bem fresquinha a acompanhar que só ela. O que a ementa não dizia era que aquilo era esparguete ao sal. Sal, e mais sal de fazer torcer a cara toda. A ponto de procurar um espelho que estava a recear estar com a boca de lado a babar bocados de esparguete e com o braço caído em cima do prato. 
Foda-se ou querem-me matar ou andam a levar esta história de conservar a comida a sério.

A modos que hoje é sushi. A temperaturas normais, e sem AVC's.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Not so funny Sunday

Há dias em que não se passa nada, como um Domingo chuvoso, em que uma pessoa põe-se a pensar "foda-se, que eu quero fazer outra coisa completamente diferente com a minha vida". Não sei muito bem o quê ou em que aspecto é que a inovação dos meus pensamentos irá dar frutos, mas fico a passear o cérebro de um lado para o outro: se uma casa de comida inovadora que ponha toda a gente a ter orgasmos enquanto come (acho que para isso, as cadeiras teriam que vir com um caralho de plástico), se uma plataforma de rede social que permite que milhares de pessoas se cruzem na rede e que possam jogar Farmville, ou se uma casa de putas low cost que ofereça sexo oral a troco de cupões da Groupon. Claro que também tenho ideias melhores que estas.

Acho que nem me importaria de ganhar um bocadinho menos, desde que tivesse algum prazer com o que estivesse a fazer. O sexo não conta obviamente porque por enquanto ainda é grátis e ainda ninguem teve a ousadia de deixar uma nota de 50 em cima da mesa de cabeceira. É esse o meu tipo de homem: forretas.

Claro que podia estar para aqui a lamentar-me do meu trabalho actual e dizer que a minha chefe parece o macaco Adriano quando se pinta (e quando fala, já agora), mas não. Isso é feio e não se faz. A modos que só quero mudar, nada mais. Porque sim.

E talvez nem mude e seja feliz na mesma, ou talvez venha a aparecer no top 50 da Forbes Entrepeneur. Ou talvez merda, que fui atropelado por um camião depois de escrever este post (o que não deixa de ser triste que este seja o último post do blog). Mas é como eu digo: é Domingo e está a chover.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Reflexões de Sábado


Assim como assim ninguém vem cá aos sábados.
(Escusam de comentar "ai eu venho" porque não era para pescar louvores. Estou mesmo sem nada para dizer).

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Cold

Está um frio de rachar cá em casa. E como se não bastasse tenho que deixar as janelas abertas, porque o cheiro que eu deixo na sanita é do tipo hiroshimiano com coentros.
 
Claro que poderia ter uma lareira se tivesse seguido a minha sina (ver post anterior) mas a minha humilde casa não permite. Já pensei numa salamandra mas dada a quantidade de coisas que já se enfiou nesta casa, sem résteas de espaço para pousar os pés, tornou-se impossível introduzir qualquer coisa nova ou útil ou ambas.

Por vezes penso em pegar fogo ao meu cão, pelo menos para aquecer as mãos mas só de pensar no cheiro fico nauseado. 
A modos que resta-me deambular levitar pela casa fora com uma manta de velha para dar a dica de vendermos a mesa de jantar em troca de uma lareira.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A Ternura dos 30... mas sem o olho negro...

Faço 30 anos dentro de um mês o que me deixa impelido socialmente para tratar de uma festa memorável porque só se faz 30 uma vez. Não é que me apeteça muito, mas sei que aos 40 vou desejar que aos 30 tivesse feito uma festa em que no dia seguinte estivesse tudo de cuecas no tornozelo e de cabeça enfiada na sanita à procura do Nemo.
A menos que acabe no Trumps, que nessas sanitas não enfio a cabeça. Não que seja esquisito, só não quero engravidar.

Todavia não estou a ver onde poderei fazer uma festa convenientemente (e esta parte dever-se-á provavelmente ao facto de não me apetecer fazer festa) . Ora porque é a crise e mandam-me à fava se for um jantar caro, ora porque não vou passar o meu aniversário no Burger King que p'ra isso, vou ao Elefante Branco fazer algo diferente e enfiar notas no cu de uma badalhoca qualquer.

Não me apetece fazer em casa porque o meu chef gourmet particular está indisponível nesse dia (e nos outros dias todos do ano que eu só o vejo em sonhos), e sinceramente entre passar o dia a cozinhar ou a jogar à roleta russa a ver se chego efectivamente aos 30 a troco de 10 mil euros, prefiro arriscar na bala nos cornos.

Também não tenho dinheiro para pagar o jantar aos amigos da cueca no tornozelo. Em parte por culpa da minha mãe, que eu sempre disse que quando fosse grande ia ter uma piscina e 30 criados, ao que a minha mãe respondia:

- Se estudares muito e tirares um curso superior e trabalhares muito, podes ter isso tudo.

Ora que tudo isto não ia muito de encontro aos meus sonhos de ser dondoca na altura, o que me levou apenas a olhar para a minha mãe com o meu olhar "girrrl, are you fuckin' crazy?". Descobri mais tarde que devia ter mantido esta primeira crença e que os pais afinal não sabem tudo e que estava cravado na minha linha da vida chular um paneleiro rico mas "escondido", a troco de sexo e mediante o não pagamento dos meus luxos, a ameaça de lhe escancarar as portas do armário para o mundo. Ya, eu teria dado uma grande puta. 
Mas a vaca dos testes psicotécnicos achou que eu dava melhor para empregos mais mal pagos.

Resta-me a esperança de acabar a minha noite numa valeta, que isso sim é de valor. Se pudesse ser acordado com um cão a mijar-me em cima seria a cereja em cima do bolo. E arrastar-me para casa e ter uma grande manhã de sexo. Agora que reparo no título do post, sou bem capaz de ficar com o olho negro... 






quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quando se vira a página porque queremos é que o Catroga vá apanhar no rabo...

Lido no Correio da Manhã, aquele jornal:

"Um iraniano de 21 anos desenvolveu uma semi-erecção permanente após fazer uma tatuagem no pénis. (...) A agulha penetrou muito profundamente (...) operação não teve êxito (...) o jovem recusou submeter-se a outros tipos de tratamento, preferindo manter a semi-erecção permanente."

Provavelmente a melhor alternativa iraniana aos combustíveis fósseis dos últimos tempos. Eu já disse que o Correio da Manhã é um excelente exemplar de um jornal?

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

2012 nos preliminares e já a enrabar-me em grande.

A modos que começamos o novo ano e fazem tudo para que tenhamos uma nova vida. Excepto a minha que tende a ir para a puta que a pariu a cada ano que passa. Como consequência disto, a minha instituição bancária decidiu oferecer-me um novo cartão multibanco - brilhante e fresquinho que só ele - para celebrar o ano em que ele provavelmente será utilizado muito menos vezes.

Esta operação simples (li isto na amável cartinha que fazia acompanhar o cartão) consiste em desactivar o antigo cartão e activar o novo. Esta simples operação foi por mim executada online e juntos, lá fomos nós para o test-drive.
 
Claro está cheguei à loja e não dava (tal como o antigo) e tive de levar com o olhar de desconfiança face ao meu estado de choque quase pronunciado com um "mm-hmm... claro que deve ser do pin... mm-hmm". 

Regressei a casa e liguei àquilo que chamam de gestor de conta (que se realmente gerisse a minha conta estaria muito melhor de finanças). Depois de uma longa lenga-lenga de quem percebia muito pouco do que estava para ali a fazer, por meio de vários "uhm" e "pois", sou informado de que a solução mais fácil será recordar-me do meu pin original. O que equivale, na minha memória de ervilha, a dar o cu nas lojas como moeda de troca.
Caso contrário o pin chegará à minha alegre casinha no espaço de... uhm... duas semanas... pois. 

Eu acho óptimo, porque eu não preciso de dinheiro no meu dia-a-dia e estou perfeitamente à vontade para oferecer sexo oral a estranhos em troca de um talo de alho francês. O que já não me dará tanto jeito para as compras do mês...
Claro que me avisaram de que este ano seria duro; nunca contei foi ficar sem acesso a dinheiro nenhum. Enfim, nada que não se resolva com um bocadinho de sexo aqui, um bocadinho acoli, e um bocadinho de gonorreia nas pilas dos trabalhadores do meu banco. Ah... e lepra. Lepra é fixe p'ra cair-lhes as pilas aos bocados enquanto estão de pé no multibanco a realizar operações nos seus cartões mágicos que funcionam.
São estes os meus votos continuados para 2012.

P.S. Eu sei que prometi mostrar hoje o meu cacete, mas como já devem ter percebido pela gravidade da minha situação, eu vou precisar muito dele nas próximas semanas.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Boosting the system

Uma pessoa faz uma dissertação sobre as mais variadas temáticas de culto: interesse zero.
Uma pessoa publica um modelo a ameaçar mostrar o piço, e é ver os hormônios da blogosfera a saltar.
Amanhã, neste blog: o meu cacete. Não percam!

Atentamente, Schnoof

Planos Furados

Andava a googlar imagens do Renato Seabra para celebrar o primeiro aniversário do insólito "colhões em saca-rolhas tartare", quando me aparece um modelo brazileiro chamado Renato Ferreira.

Obviamente que caguei para o que ia escrever...

















Lavem as mãos quando acabarem sff.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Se páro de dizer asneiras, meto-me na droga

Hoje cheguei ao meu local de trabalho e dirigi-me aleatoriamente a uma colega para fazer o meu cumprimento habitual e eis que o diálogo processou-se da seguinte forma:

Eu, obviamente - Então badalhoca, cheiras a...
Ela - a cona já sei. Já mudavas de cumprimento.

Fiquei desolado e impávido como se me tivessem dado um murro silencioso. Eu sou um bardajão previsível, sem pingo de surpresa e sem provocar um microsegundo de choque. Eu sei que digo muitos palavrões e que tenho um dicionário da Porto Editora na minha cabeça só para sinónimos de cona. Mas foda-se, não posso deixar de dizer palavrões senão meto-me nas drogas. E não sou muito bom nisso, confesso.

Desde que deixei de fumar, não posso tocar num charro publicamente porque engasgo-me e pareço uma criança a tentar entrar no mundo fixe da droga.

Não snifo nem meto na veia, basicamente porque a minha conta bancária não tem onde cair morta.
A única vez que tomei uma pastilha foi porque queria ir embora do Lux e convenceram-me de que aquilo seria o elixir de uma noite fantástica. Pois merda. Foi o elixir de umas pernas irrequietas mas continuava a querer bazar... com a diferença de que as minhas pernas não paravam quietas. Só quero reforçar, caso não tenham percebido, que as minhas pernas não paravam quietas. Ainda fui arrastado para o Kremlin nessa noite, onde me ofereceram cocaína de um corrimão. Pensei ir lá sacudir aquilo com as mãos, mas tive medo que as histórias dos tiros no Kremlin fossem mesmo verdade.
Fui para casa mega drogado convencido de que teria tido muito mais sorte com uma lata de Red Bull.
E claro, com as minhas pernas que não paravam quietas.


A modos que eu não sou um bom candidato para a droga. Sou óptimo para o sexo, confesso, e se fosse solteiro, nunca recusaria uma bela orgia. Mas droga não.
Portanto só me restam as asneiras de consolação de um wannabe toxicodependente frustrado que tem momentos alucinogénicos só de ver a cara das pessoas depois de lhes dizer que a sua cona fede a meita fora de prazo. São desabafos... por um estilo de vida saudável.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Hábitos de Leitura

Ainda vou a meio das Memórias de uma prostituta - Fanny Hill porque não consigo ler muito daquilo seguido. Basta apenas dois parágrafos e fico com o pénis entumescido... e isso não dá muito jeito para estar sentado, quando se tem uma pila do tamanho de uma perna.

A puta (que não tem outro nome) só sabe falar no membro robusto que lhe entrava ritmadamente pelo arbusto adentro de forma pulsada e lasciva. E todos os pormenores de uma vida sexual que teima em não ter fim. Eu já percebi: ela fode. Muito. Podemos avançar com a história?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Schnoof e o circo (quase tão bom como a Anita e o chouriço)

Ontem fui ao circo. Não costumo gostar de circo mas desta vez ofereceram-me e eu não tinha como recusar. E eu não posso estar sempre a alegar prisão de ventre. Ainda p'ra mais que levo no cu isso agora não interessa nada.
Fui com um misto de apreensão e curiosidade, porque já me tinham falado muito bem do cirque du soleil, mas circo é circo. E eu não costumo gostar de circo.
Começou com palhaços. Odeio palhaços. Mas estes eram diferentes e arrancaram-me gargalhadas sem recorrer à ordinarice. E eu odeio ordinarice, como sabem.
Fiquei encantado com a capacidade de duas chinocas esfregarem os seus chop sueys uma na outra, mas com a cabeça virada do avesso e com as costas, bem... nem sei onde estavam as costas. O que importa é que o voyeurismo lésbico tornou-se deveras curioso porque aquelas devassas excitadas não tinham ossos. E portanto achei desnecessário esfregarem-se uma na outra quando as sobredotadas conseguem chegar com as suas línguas nas suas próprias patarecas. Foi talvez pela emoção de se roçarem no meio do Pavilhão Atlântico.
Os dançarinos, os trapezistas, as outras figuras acessórias, os palhaços. Tudo a um nível extraordinário, embrulhados numa espécie de bailado contínuo com os seus vários actos.
Pela primeira vez, gostei muito de ir ao circo.
Gosto mais de foder é claro.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Apenas mais um post sobre gente nojenta e doente.

Comecei o ano a consultar as minhas estatísticas bloguistas, um dos meus vários momentos de indulgência narcisista. E perturba-me que, com tamanha badalhoquice gratuita que dispenso diariamente neste antro do putedo, ainda há pessoas que procuram badalhoquice mais arrojada do que a que proporciono. Agora querem a "popota nua em várias posições"

Para além de não ter conseguido fotos da dita com a xoxa escancarada, não creio que se as tivesse em minha posse, ousaria publicá-las. Em primeiro lugar, porque não é pitoresco e contrasta com a estética do meu blog. Em segundo lugar, porque poderia sujeitar-me a internamento compulsivo.

Esta última atitude, no entanto, sugiro aos leitores que me procuram no intuito de associar uma imagem da popota ao seu momento de êxtase. 

Se estão solitários, não compreendo sinceramente o que vos impede de procurar sites mais arrojados com imagens de genitais tratados a photoshop, reais, cobertos em óleo, reais, e que não sugerem tendências pedófilo-esquizofrénicas, ou seja, reais.

Se estão acompanhados, louvo-vos desde já pela vossa capacidade de multitasking. Eu compreendo que, por vezes, seja estimulante imaginar algo mais que o vosso parceiro/a e vai de googlar com um dedo enquanto o outro entretém a pássara ou o ilhó da companhia. Infelizmente, dadas as tendências ultra-conservadoras cá de casa, o meu namorado não me deixa sequer fazer sudoku enquanto pinocamos, o que me daria um jeitão. 
Provavelmente até sugeriria que fizesse sudoku enquanto vejo as Kardashians, o que seria de todo impensável, porque não consigo fazer sudoku enquanto estou a absorver as palavras de sabedoria das Kardashians. Óbvio.

Voltando à Popota e à minha compreensão face ao rácio deficitário psiquiatra / habitante em Portugal: estou convosco nas vossas horas de maior necessidade e dou o blog ao manifesto para toda e qualquer actividade que tenha como finalidade atingir o orgasmo. Se pudesse doaria um cêntimo a cada criança africana por cada orgasmo que conseguisse despoletar nos meus leitores. Mas por favor, não me peçam para postar a snaita da popota. 
A rata pendurada da duquesa de Alba talvez. 
A Popota não. 
É errado.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Bingo Doce

Anda tudo num alarido por causa do "desvio" de impostos do Pingo Doce ir parar à Holanda. Eu percebo perfeitamente e não me admira nada que o homem queira tirar o máximo lucro das suas laranjas, lado a lado com a erva e a venda da pachacha. 
Se é uma grande foda para a economia portuguesa? É. Se Portugal estava a pedi-las? Estava. Não pode ser tudo a levar no cu a seco e ninguem se manifestar.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Meet The Parents

A minha mãe anunciou recentemente que vem passar o meu aniversário comigo. Não comecem já com os "ai que fofa" que eu sei muito bem que ela veio para passar as tardes no spa do hotel e... puf, coincidência, faço anos.

Agora quer dar numa de mãe moderna toda porreiraça e marcar jantares com o meu mais que tudo. Não é que me aflija o desconforto da minha mãe. Aflige-me o meu desconforto em imaginá-la já a debitar histórias embaraçosas da minha infância como se sofresse de disenteria fatal da comunicação. Que sofre, só por acaso. 

A grande vantagem da mãe "porreiraça" é que com um copo de vinho, consegue-se abrir a tampa do secretismo e da humilhação. A minha mãe não bebe: só de cheirar álcool já nos coloca em posição de ouvir mais do que gostaríamos.

Provavelmente aproveitará para retirar do armário a história dos meus 10 anos e a minha vontade em ter um pónei. A minha mãe prometeu que me daria o pónei quando tivesse 25 anos. Eu perguntei se ela estava a falar a sério ao que ela respondeu-me que sim, se ainda quisesse um pónei com essa idade, poderia levá-lo comigo para a terapia. E outras que prefiro não reavivar.

A modos que tenho dois meses para preparar o meu amor para conhecer a feliz contemplada que me concebeu. E que se eu roço a loucura, a bipolaridade e o esquizofrénico... MEET MY MOM.

Quem sabe? Pode ser que ele só acabe comigo depois do jantar.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A culpa é sempre da crise

Porque o Natal ainda não acabou, os jantares de Natal ainda não acabaram por aqui. Hoje tenho o jantar de Natal da faculdade, esses tempos áureos em que se bebia álcool com os cereais e fodia-se entre aulas. Acho eu.
Mas todos crescemos e tornamo-nos gente adulta e, com o acompanhar das sociedades modernas, gente adúltera.

Para relembrar-nos que já todos perdemos a graça, alguns ex-alcoólicos e fornicadores, adopta agora o discurso responsável da crise que está aí. Tudo é desculpa para usar a máxima do "é a crise" aproveitando a deixa para tornar mais socialmente aceite a forretice que sempre esteve por detrás de tantas almas.

Agora sim, já se pode ir a um aniversário com as mãos a abanar porque estamos todos em crise. Já não é vergonha chegar a um casamento de envelope vazio; aliás já nem se leva envelope e ostenta-se orgulhosamente a sua elevada capacidade de contenção e gestão doméstica: come-se tudo e nada se dá. Porque estamos em crise não é verdade? 

E porque a crise aparentemente anda-nos a ir ao cu a todos, e estamos todos a deambular por aí de cu lasso a deitar bocados de merda pela rua sem que nos apercebamos, esta crise já chegou aos jantares de Natal. Aqueles jantares onde já se oferecia uma coisa simbólica de valor estipulado, agora passou a ser um "faça você mesmo". 

Eu não sei fazer nada. A única coisa que sei fazer é esgalhar o meu Zé e já pensei engarrafar a meita em forma de bálsamo anti-rugas. Ou isso ou um "vale uma queca". A julgar pela falta de sexo que por aí paira, o vale seria para muitos uma fortuna inestimável.

Isto tudo para explicar que esta modernice gratuita do faça você mesmo por culpa da crise, fode-me o cu mais do que a própria crise e, a menos de duas horas do jantar, ainda não fiz nada eu mesmo.
Se amanhã virem na rua alguém cheio de meita ressequida cuidadosamente espalhada por todo o rosto... é provavelmente minha amiga.

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012

Além de ser o primeiro aniversário do meu blog, foi o primeiro ano em que tenho a prova registada de que metade dos meus desejos não se realizaram: nem a afogar-me em papa de 12 passas com espumante, nem com as bordas do cu cobertas em tecido azul.
A modos que este ano, além de desejar condilomas no cu de quem inventou esses mitos urbanos, desejo para este ano com cuecas pretas:

- Que muito dinheiro entre na minha conta (todos os anos peço a mesma merda e só vejo a sair que fico na dúvida se não me terei enganado no pedido com a bebedeira);

- Que mude de profissão: quero ser dondoca. Tenho as habilitações necessárias e garanto que tenho talento p'rá coisa.

- Que a crise afecte só os outros e não a mim, que eu não me posso dar a esses luxos. 

- Que as pessoas parvas com que tenho de lidar diariamente ganhem herpes na garganta de tal modo dolorosas, que as obriguem a ficar caladas para todo o sempre.

- Que mais pessoas leiam este blogue e que isto se torne um culto negro da bardajonice, repleto de fiéis seguidores dispostos a chamar "Cona mal lavada" à primeira pessoa com que se deparem no meio da rua, a troco de garantia de um T3 luxuoso no inferno.

Um bom 2012.