sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Tenho que começar a usar guardanapos

Estava eu a abrir uma revista muito antiga (com cerca de um ano de idade) para poder rasgar uma das suas folhas e servir-me dela como base para descascar uma laranja, sem cagar o local de trabalho. Que cagar é coisa que eu faço de forma mestra.

Ao pousar os meus sumarentos gomos de laranja na cara de um homem de meia idade com ar de psicopata, deparo-me com uma notícia de morte: Pai mata filha, pousa corpo no sofá, prepara jantar para ele e para a filha, ao som de Tony Carreira.

Ora, eu acho isto tudo de muito mau gosto. Não pela questão de ter morto a filha, atenção. Provavelmente a criança portou-se mal mais do que uma vez e, convenhamos, não há cu que aguente o mau comportamento dos miúdos de hoje em dia. Assim sendo, e como à terceira é de vez, o pai anunciou o castigo e perante a insubordinação, matou a filha tal como tinha avisado. Chama-se a isto educar uma criança com pulso firme.
Agora, morta à paulada por se ter portado mal e ainda ter que levar com Tony Carreira à força, já é abuso de autoridade. Os castigos têm de ser doseados e isto é ultrapassar as marcas.

E lá continuei a comer a laranja, porque apesar de macabro, isto já aconteceu há um ano e a menina já se deve ter esquecido da crueldade de ter levado com Tony Carreira.
Deus deve ter-lhe dado Enya.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Countdown

Faltam 250 dias para regressar a Nova Iorque. Este blog a partir de agora vai ser só isto. Amanhã faltarão 249.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A Adélia

Eu gosto da Adélia, não me levem a mal. E as músicas dela são uma lufada de ar fresco no género "músicas para foder e não só". Mas ultimamente levo com ela em tudo o que é programa. Grammies foi todo dela, Brits foi todo dela, MTV Awards vai ir pelo mesmo caminho, no Facebook corta-se os pulsos com vídeos dela e agora com os Ídolos a caminho, vai ser desafinar Adélia até sair o último peido. 

Gostaria que dessem um descanso à pobre coitada que bem precisa e não passem a vida a comparar o vosso sofrimento pelo facto de o outro não ligar há mais de dez minutos, com o sofrimento da Adélia. Ao que parece a pobre passou a vida a levar com narssos no cu e depois a ser rejeitada em troca de cus menos "feijão manteiga". Isso sim é sofrer.

Mas acima de tudo que me dessem um descanso a mim, que eu já percebi que não há someone like me.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A tolerância que foi anulada / O homem que mandaram pastar

7.45 da manha: a rua está deserta. As estradas para o meu local de trabalho estão desocupados; mais valia ter acordado meia hora mais tarde.
Chego ao meu local de trabalho: tudo sentado a fumar. Parece Natal.

Durante o dia: tudo o que depende de serviços do exterior é impossível; há departamentos encerrados; tudo o que necessita de autorização superior é adiado. Marquei as minhas férias e tratei de coisas parvas. Se era para me pagarem para não fazer nenhum mais valia ter ficado em casa.

Saio e passo por Monsanto: a abarrotar de carros com pais e crianças por todo o lado. Acho que se esqueceram de avisar 90% da população que nao havia tolerância hoje.

Conclusão #1: Passos Coelho é um palerma. Falou e o povo cagou. 

Conclusão #2: Eu sou um palerma por achar que quando um primeiro ministro diz que nao há tolerância, ele está de facto a falar a sério. Realmente nao percebo um cu de política.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Estudos Científicos

Descobri num estudo recente que ejacular-me 21 vezes por mês reduz em quase 50% o meu risco de cancro da próstata. Descobri este estudo numa Sábado onde só figura o resultado e cuja metodologia nem quero saber. Feitas as contas, segundo este estudo, 42 vezes por mês e não tenho que me preocupar com este cancro para o resto da vida. Já era altura de finalmente se conseguir prevenir um cancro com algo que realmente não chateia. Porque essa coisa de evitar a exposição solar, evitar comer gorduras, evitar beber álcool faz mesmo ponderar se mais não valia morrer.

A modos que ao 6º dia de cada mês terei cumprido o meu objectivo mensal e a partir daí será apenas bónus.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

My mask sucks

A minha máscara está uma merda a cada segundo que passa. Não tarda passo-me com esta merda, arranco uns pelos de uma peruca preta e vou de Cona. Até lá, a minha música do momento...



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carne-aval

Anda tudo num chinfrim para ver que máscara lhes ficará bem no coiro. As minhas amigas vão de ovelhas e queriam que os gajos fossem de pastores. Ora que claramente recusei que mais rapidamente me apanham mascarado de Whitney, a Morta. Porque sou um homem casado. Porque se fosse um homem solteiro, obviamente que iria de Adão com uma longa folha de palmeira a tapar-me o pecado. Porque sinceramente, não estou a ver ninguém a querer comer-me numa noite em que estou mascarado de lata de atum, de abóbora ou até de ovelha. Se há até pessoas que ninguem as come mesmo não estando mascaradas, para quê arriscar? Que isto em Portugal as pessoas são muito esquisitas.

Para que a noite corra às mil maravilhas, sugiro apenas aos homens que se mascarem no último anúncio do David Beckham e a noite fará o resto: money back guarantee.

Quanto às mulheres, ir de puta ou encarnar alguém que seja, à excepção da Ana Malhoa, é sempre uma opção segura para garantir que o canalizador passe lá por casa depois da noitada para espreitar os canos.

Não têm que agradecer, eu sou assim a dar conselhos: um mãos largas. Agora façam o mesmo com as vossas ostras.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Eu e a música

Estava a ler agora a última edição da Time Out e lembrei-me daquela rúbrica em que apanham alguém com os phones nos ouvidos e perguntam: que rica melodia andas tu a ouvir meu filho/a? A vintona/trintona lisboeta responderá rapidamente que anda a ouvir Adele ou Florence ou Carminho, não vá descobrirem que "Ai destino, ai destino" é do Tony Carreira. O jovem lisboeta responderá provavelmente que está a ouvir Artic Monkeys ou outra merda qualquer cool, porque "Dancing Queen" não é canção que um macho ouça sozinho pelas ruas da Baixa.

Ora eu nunca daria para essas entrevistas porque provavelmente estaria a ouvir a nova da Brandy e da Monica em modo repeat ou então a celebrizar o Step by Step da Morta Houston, qual palco de travecas. Mas ao ser abordado por um jornalista, rapidamente cuspiria no chão e aconchegava o saco enquanto sacava do phone da orelha para dizer: Sepultura, caralho. Óbvio.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ainda venho a tempo para desejar muito amor...

Gostava de ter vindo aqui mais cedo dissertar sobre o dia das quecas com amor, e não às 19:00 quando está tudo a preparar-se para apagar os fogos. Mas a verdade é que enquanto uns preparam-se para foder, eu estive a ser fodido em reunião de férias... ou melhor, fodemo-nos todos uns aos outros em troco de um pedacinho de sol que aí sim, apetece foder.

Após seis anos de acasalamento, celebramos o dia com os nossos amigos/as encalhados numa de tornar o dia mais festivo, em vez de nos enfiarmos num restaurante à luz das velas, ao som de "Said I loved you but I lied".

Também não sou muito a favor de comprar balõezinhos e rebuçados em forma de coração a dizer "Amo-te"; mais depressa visto-me de o Incrível Hulk e mostro ao meu amor que basta um pau para fazer uma canoa.

A respeito ainda desses coraçõezinhos com os dizeres românticos, creio que após alguns anos aquelas frases tornam-se de certa forma, desadequadas. Se algum dia fabricar um caixote dessas guloseimas para casais de longa data, as surpresas escritas serão:

- "Toma um peidinho na cama só p'ra ti"
- "Vira o cu p'ra lá"
- "Deixei umas cuecas no chão para seres tu a apanhar"
- "A tua merda cheira mal mas eu aguento"
- "Deixei de me preocupar com os meus pêlos porque te amo: lambe-me o tufo"
- "A tua comida está uma bosta mas amo-te pelo esforço"
- "Cala-te que estou a ver as Kardashians"
- "Quem pensas que vais beijar com esse bafo de bode?"
- "Não estás a pensar enfiar isso na minha boca, pois não?"

Feliz Dia de S. Valentim.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sensibilidade Post-Mortem

Facebook:

- Adeus Whitney. Qualquer dia só nos resta a Lana del Rey.

- É a droga que uma pessoa mete nos cornos.

- Ela metia no nariz acho eu.

- Entupiu a narina e olha lá foi ela.

- Podia ter respirado pela boca.
- Atrapalhou-se.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Morreu a Whitney

Ao ritmo com que morrem as drogadas deste mundo, o preço da grama de cocaína deve estar a desvalorizar não tarda...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

30's the new 15... ok 18 'cause i wanna drink legally.

Chegaram os 30. Sim, caíram-me ao colo sem pedir autorização prévia ou sem querer saber sequer se queria dar mais uma queca enquanto ainda estava na casa dos 20.
Estou a adorar o dia que tem superado as minhas expectativas: não me borrei nas calças com a história da incontinência e ainda não fiz nenhuma fractura da anca. Provavelmente a minha genética ditou apenas que iria envelhecer bem.

Nem as putinhas em frente aos Armazéns do Chiado a perguntar se eu, o senhor, queria avaliar a tensão arterial, me conseguiram dissuadir do facto de que hoje é um bom dia. 

Nem o facto de o bolo que encomendei ser mais pequeno do que pensava e não vir com a Barbie de perna aberta no topo, me conseguem tirar da ideia que hoje vai ser uma boa noite.

30's gonna be good... tenho um feeling...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pre-birthday

Na véspera do meu aniversário, a Duquesa de Alba veio de propósito a Lisboa dar-me os parabéns. Vai ser um ano bom, só pode.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A mãe de todos os franceses

Se um dos requisitos para entrar no mundo milionário da política é o de ter o cérebro atolado em merda, não é só o Passos Coelho que sofre desta pieguice, nem o Cavaco que mais recentemente se pronunciou sobre o nosso acordo da concertação social de fazer inveja.

Também em "Paris da França", se padece de deficiência crónica desde os tempos de Marie Antoinette que celebrizou a sua lerdice sobre os pobres com a frase "se eles não têm pão, que comam brioche". Naquela altura não havia facebook e youtube, senão seria apenas mais um fenómeno de ridicularização, qual Luce Djaló, qual Mamalhoa.

Nora Berra, secretária de Estado, mais virada para a saúde das pobres pessoas que estão sob a sua governação, pronunciou-se, preocupada com o estado de saúde dos sem-abrigo, recomendado a todos estes que evitem sair por causa do frio.
Acho óptima esta recomendação porque um sem abrigo fora do caixote é como um esquimó sem casaco. E porque debaixo da ponte está obviamente menos frio que "cá fora".
Mas tem coração a gaja. E é preocupada.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Idiossincrasias

Portugal anda a levar no cu nos últimos anos, forte e feio, a seco, sem pedido de autorização prévio e sem direito a um jantar antes. É só assim: enrabado, sem dó nem piedade. Não é bem uma violação, porque nós até consentimos: já retiraram subsídios como quem apalpa um par de mamas, já puseram no desemprego centenas de milhares como quem apalpa o rabo, já retiraram feriados de marco histórico na liberdade de uma nação como quem nos enraba... 
 Mas Carnaval?! Isso é já querer enfiar também as bolas! 

Carnaval??!! Esta tão solene celebração que provém da luta dos nossos antepassados; marchas de patriotismo pela rua acima em jeito de protesto que nós celebrizamos com estrelas autocolantes nas mamas e muitas plumas no cu robusto de manteiga; a dança portuguesa a que chamamos samba, oriundo do folclore e do rancho; a música fado-saudosista que geme nas cordas de uma guitarra e na voz da Amália "olha a cabeleira do Zézé, será que ele é, será que ele é"?

O Carnaval é que não foda-se que isso é um atentado à cultura portuguesa e ao sambódromo da Mealhada que todos os anos desfila os seus mais belos exemplares de mulheres nuas ao frio, que tão bem sambam e que tão esbelta figura ostentam. 

Arranquem-nos a implantação da república após anos de monarquia impiedosa, atirem ao mar a restauração da independência que, com esta crise, mais vale estar preso... mas retirar o Carnaval? É deitar Portugal borda fora, sem identidade; o fim do país como o conhecemos.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Duas Vidas, Dois Destinos (podia ser o nome da próxima telenovela da TVI)

Tenho duas amigas próximas que voltaram ao jogo do engate. Não uma com a outra. Separadamente.

Ambas as amigas andavam carentes por sexo e, vá, algum afecto, há algum tempo. Ambas têm um repertório sexual bastante preenchido o que faz com que seja mais difícil fazê-las corar em situações de maior badalhoquice.
Parvas, como só elas, ambas decidiram brincar ao jogo de engate com homens que traziam bagagem. Nessa bagagem, trazem apenas medicação psiquiátrica: bipolaridades, obsessões e compulsões e muitos antidepressivos.

Estes engates têm-se traduzido em múltiplos jantares, quase diários; conversas intermináveis ao telefone; muitos filmes e muitas pipocas e beijos nada, e já contamos com alguns meses. Provavelmente pensarão por esta hora tratar-se do mesmo homem, mas infelizmente a história não é assim tão fixe.

Neste momento, estando as minhas amigas em vias de acalmar os fogos internos com um taco de basebol, continuam-se a combinar jantares e pipocas e coisas que não envolvam sexo e que as está a fazer perder seriamente a paciência.

Ambas têm já marcados fins-de-semana fora para algum destino que não seja um balde de pipocas. Algo me diz que pelos meses que já passaram, ou vão para lá partir as perninhas de tanto fogo, ou então vão ter de levar muitas revistas e verniz das unhas para ajudar a passar o tempo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

The Return of the Parents - Part I of 10,000

Hoje foi dia de ir buscar os meus pais ao aeroporto. O reencontro com os meus pais promete sempre um quotidiano disfuncioanl tão característico da minha era de menor-idade, que ao mesmo tempo alimenta sempre qualquer coisa de saudosista.
Quando cheguei ao aeroporto, lá estava o meu pai à minha espera. Saí para ajudá-lo a carregar as bagagens e depois ele regressou para dentro do aeroporto: nada mais, nada menos, que para ir buscar a princesa que não podia ficar cá fora ao frio.
Chegados ao hotel e postas as notícias em dia, eu fugi para as revistas enquanto a minha mãe estava na recepção. Eu tenho muito medo da minha mãe em situações de atendimento ao público. Dão-se-me picos de ansiedade porque, em 30 anos da minha existência, nunca me recordo da minha mãe como sendo uma cliente qualquer. Há sempre uma marca para deixar e geralmente é uma embaraçosa.
Quando os vi com o cartão-chave na mão, regressei para território neutro, não fosse a minha mãe virar-se para trás:

- Ah, uma coisa importante. O bar tem happy hour?
- Jesus mother let's go. Everybody's gonna think you're a drunk.
- Why? I always do happy hour!
- Ok, now it sounds like a swing convention. Let's go.

Empurrei-a para dentro do elevador, não fosse ela lembrar-se de coisas mais importantes como esta. Chegados ao quarto, mais propriamente ao wc, a minha mãe exclama - Oh, look at all the soaps!
Eu tenho que esclarecer que a minha mãe "colecciona" sabonetes de hotel em jeito de souvenir. Aparentemente a colecção já abrange outros locais públicos, nomeadamente o avião, como o meu pai mais tarde me explicou. Eu já referi que a pele dela está óptima?

Fomos jantar, o que durante dez dias é um alívio para a minha conta bancária. Já falta pouco para o encontro sogros-genro. Para essa já tenho um charro no bolso de reserva.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Smelly Bitch

Eu compreendo que nos tempos que correm as pessoas passem para segundo plano a aquisição de fragrâncias quando não há dinheiro sequer para o leite; compreendo que face às facturas mensais que teimam em cair na caixa de correio, a água passe também a ser um bem equacionado. Uma axila hoje, uma borda amanhã. E não há mal nenhum nisso.

Mas não há cu que aguente um aroma intenso a katinga às seis da tarde, num supermercado, ao ponto de provocar broncospasmos em quem está de passagem. A senhora que exalava tal perfume, e que até estava com cara de quem se arranjava com algum cuidado, emanava um cheiro a favas com chouriço deixadas ao sol que não havia maneira de poder-se continuar a fazer compras na mesma ala. 

Se a opção era ir à parte da mercearia, rapidamente deu-me o desejo do gelado. Se ela ia aos champôs, eu rapidamente ansiava por o.b., nem que fosse para enfiar no nariz. Mas para mal da minha árvore respiratória, e tendo em conta a pequenez do supermercado, a cheirosa teimava em ir para as mesmas zonas que eu. Pensei mesmo que fosse fazer o mesmo prato que eu mas puta que me pariu, se eu ia ficar ali a trocar truques de receita. Avancei rapida e ridiculamente para outra zona, mas a verdade é que ninguem estava a suportar estar ao pé da senhora. Não fosse a minha gradual miopia, poderia ter observado a névoa de moscas a disfrutar do resort que o cu dela tão paradisiacamente facultava.

Mais tarde, já de certa forma nauseado, estava a terminar a compra de ingredientes para um prato que já nem me estava a apetecer tanto, até que o peido engarrafado aproximou-se da padaria para onde eu me dirigia e eu já não aguentei mais: Que se foda a broa, vou fazer bacalhau com pão de forma!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Relato Futebolístico

Anda tudo num alarido porque acabou de entrar o Yannick para o Benfica. Não percebo a comoção: não é por ser um excelente jogador e definitivamente não é por ser o primeiro preto a aterrar nos vermelhos.
Deixa-me muito mais perplexo saber como é que a Floriporca consegue foder alguém com aquele cabelo...

Ufa, que dei uma bufa!
Podia pintá-lo de loiro e levá-la a delirar porque estava a levar com a sósia do Abel Xavier pela xerereca acima; ou até mantê-lo em modo carapinha para que a Luce se sentisse a ser esmagada pelo arfar do Eusébio, antes de ter a pneumonia mais famosa do país. Podia até nascer uma Lyonce bêbada.

Mas aquele cabelo? Não. Ninguem consegue manter a postura "estás-me a levar às estrelas" quando se olha para aquilo. Mais depressa sai um peido para não rir. Nem se podem apagar as luzes senão a pobre pensa que está a ser violada somente por um monte de dentes.

Isto sim, é razão para alarido.