segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A culpa é sempre da crise

Porque o Natal ainda não acabou, os jantares de Natal ainda não acabaram por aqui. Hoje tenho o jantar de Natal da faculdade, esses tempos áureos em que se bebia álcool com os cereais e fodia-se entre aulas. Acho eu.
Mas todos crescemos e tornamo-nos gente adulta e, com o acompanhar das sociedades modernas, gente adúltera.

Para relembrar-nos que já todos perdemos a graça, alguns ex-alcoólicos e fornicadores, adopta agora o discurso responsável da crise que está aí. Tudo é desculpa para usar a máxima do "é a crise" aproveitando a deixa para tornar mais socialmente aceite a forretice que sempre esteve por detrás de tantas almas.

Agora sim, já se pode ir a um aniversário com as mãos a abanar porque estamos todos em crise. Já não é vergonha chegar a um casamento de envelope vazio; aliás já nem se leva envelope e ostenta-se orgulhosamente a sua elevada capacidade de contenção e gestão doméstica: come-se tudo e nada se dá. Porque estamos em crise não é verdade? 

E porque a crise aparentemente anda-nos a ir ao cu a todos, e estamos todos a deambular por aí de cu lasso a deitar bocados de merda pela rua sem que nos apercebamos, esta crise já chegou aos jantares de Natal. Aqueles jantares onde já se oferecia uma coisa simbólica de valor estipulado, agora passou a ser um "faça você mesmo". 

Eu não sei fazer nada. A única coisa que sei fazer é esgalhar o meu Zé e já pensei engarrafar a meita em forma de bálsamo anti-rugas. Ou isso ou um "vale uma queca". A julgar pela falta de sexo que por aí paira, o vale seria para muitos uma fortuna inestimável.

Isto tudo para explicar que esta modernice gratuita do faça você mesmo por culpa da crise, fode-me o cu mais do que a própria crise e, a menos de duas horas do jantar, ainda não fiz nada eu mesmo.
Se amanhã virem na rua alguém cheio de meita ressequida cuidadosamente espalhada por todo o rosto... é provavelmente minha amiga.

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012

Além de ser o primeiro aniversário do meu blog, foi o primeiro ano em que tenho a prova registada de que metade dos meus desejos não se realizaram: nem a afogar-me em papa de 12 passas com espumante, nem com as bordas do cu cobertas em tecido azul.
A modos que este ano, além de desejar condilomas no cu de quem inventou esses mitos urbanos, desejo para este ano com cuecas pretas:

- Que muito dinheiro entre na minha conta (todos os anos peço a mesma merda e só vejo a sair que fico na dúvida se não me terei enganado no pedido com a bebedeira);

- Que mude de profissão: quero ser dondoca. Tenho as habilitações necessárias e garanto que tenho talento p'rá coisa.

- Que a crise afecte só os outros e não a mim, que eu não me posso dar a esses luxos. 

- Que as pessoas parvas com que tenho de lidar diariamente ganhem herpes na garganta de tal modo dolorosas, que as obriguem a ficar caladas para todo o sempre.

- Que mais pessoas leiam este blogue e que isto se torne um culto negro da bardajonice, repleto de fiéis seguidores dispostos a chamar "Cona mal lavada" à primeira pessoa com que se deparem no meio da rua, a troco de garantia de um T3 luxuoso no inferno.

Um bom 2012.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Rebeilhão

A 2 horas da meia noite, tenho um peru chamuscado no forno. Isto não agoira nada de bom...

Gerês

Numa terra onde a presença de uma prostituta em horário laboral, é marcada pela presença de uma fogueira, eis que a minha senhoria decidiu presentear-me com uma bela toalhinha de consolo:

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Portugal e o Guiness

Estou a passar por Braga onde estão a planear construir o maior estendal do mundo. Porque não nos contentávamos com o maior racio atrasado mental per capita.
Uma vez que já sou um vencedor certo para maior caralho do mundo, proponho juntarem-se à minha causa para lançarmos o maior cagalhão colectivo do mundo. Vale tudo não é?

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Daydreaming na Lavandaria

Num dia normal como o de hoje, ir à lavandaria não foi mais que um conjunto de perguntas / respostas sim / não / não sei.
Numa de apimentar o meu dia, gostaria que o meu diálogo tivesse sido assim:

Ela- Bom dia.
Eu- Bom dia. Vim levantar a minha roupa e queria entregar este casaco para retirar a nódoa.
Ela- Sabe de que é que é a nódoa?
Eu- É meita ressequida.
Ela- Ah então óptimo. Temos muita experiência a retirar meita dos vestidos.
Eu- Óptimo.
Ela- Vai ficar no mesmo nome?
Eu- Não, hoje apetece-me... sei lá... Denise Rafaela.
Ela- Parece-me óptimo.
Eu- Quando é que estará pronto?
Ela- Sexta-feira.
Eu- Óptimo, assim consigo levar o casaco para o réveillon e sujá-lo de meita novamente.
Ela- Antes no casaco que nos olhos que aí já não lhe posso ajudar.
Eu- Maluca.
Ela- Doido.

Já não há atendimento ao cliente como havia antigamente.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Natal: o Fim.

E é assim que termina mais um Natal. Num só dia Portugal viu-se livre da Poputa do Continente e da Popota da Casa de Putas.
E de repente saíram-nos dois pesos de cima.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal com amor (ninguém vem ler esta m$%&a com um título destes)

Ontem pedi para reunir ingredientes para preparar uma bola de carne para levar para a consoada do local do trabalho (com umas garrafas de tinto, claro). Assim, quando chegasse a casa ia cozinhar a tempo de levar alguma coisa.
Quando chego a casa, eis que o meu amor deixa isto em cima da mesa:


Escusado será dizer que o buraco era para levar isto como ornamento à minha monstruosa pila, em jeito de coroa de Natal. Mas confesso que tive receio de escavacar a obra de arte.

sábado, 24 de dezembro de 2011

It's Christmas, bitch.

Hoje é dia 24. No meio de tanta azáfama de preparação para a ceia em que rechear o cu de um peru ou tirar o bacalhau do molho é provavelmente o vosso momento mais pornográfico do dia, espera-se grande convívio familiar.

Pois eu não. Trabalho no Natal e provavelmente o momento mais alto da minha consoada será após ter aberto a terceira garrafa de vinho, e ainda assim, conseguir manter-me de pé.
O segundo momento mais alto será recordar-me que depois disto, ainda me resta a passagem de ano.

Mas como só eu trabalho neste país, desejo a todos os outros um Natal cheio de embrulhos com pacotes de palitos La Reine dentro!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Véspera da véspera de Natal

Hoje é véspera da véspera de Natal e estou em modo tranquilidade por já ter os presentes todos comprados. Claro que hoje o meu coração vai para todos os soldados corajosos que decidiram enfiar-se por entre cenários de guerra em todos os centros comerciais deste país. A todos o que se sujeitam ser atropelados por manadas de pessoas, espezinhados até à morte sem que ninguém se aperceba porque, convenhamos, estamos todos emebebidos em espírito natalício, dou-vos todo o meu amor e apoio incondicional. Porque é Natal.

Nesta época também costumo inebriar-me em solidariedade e dou dinheiro a cada mendigo que vejo na rua. É pouco mas grão a grão dá para comprar um peru. Claro que alguns amigos mais chegados chagam-me a paciência porque o mais certo é aquele dinheiro ir parar ao álcool. O que me parece bastante razoável porque o país vive da produção e ingestão do álcool e se não depositarmos nos nossos mendigos a tarefa de rodar a economia da vinicultura, aí sim, entraremos numa grande recessão. E depois quero um empréstimo para um carro e ninguém me dá, porque a economia está estagnada.

Este ano fez-se luz na minha cabeça e decidi poupar trabalho e saúde aos mendigos. Fui eu próprio doar do meu dinheiro à vinicultura... e ainda recebi vinho em troca. É fantástico. A modos que este ano, não vejo porquê dar dinheiro aos mendigos quando eu posso comprar vinho para mim.

Desta forma, recheado de amor para dar (não dinheiro, amor), desejo a todos um feliz Natal. Para todos os outros que vão apanhar grandes secas nesta quadra, amanhã passo por cá para dar algum sentido à vossa consoada.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O-O

Odeio quando começo a receber sms de Natal de números que eu não faço a mínima ideia de quem sejam. Acho que não é a altura ideal para responder à mensagem de boas festas com "Quem és?".

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O anúncio sem propósito

Já vi o anúncio da Popota dezenas de vezes este mês, mas por mais que tente ainda não consegui perceber que raio é que ela está a vender este ano.
O ano passado foi um livro de receitas, há dois anos um cd... este ano parece-me simplesmente que está a vender a cona. Por mim tudo bem que não vou lá contribuir, que se é p'ra isso eu cá prefiro o livro da Leopoldina. Mas parece-me um bocado de mau gosto saber que ela angariou 800 mil euros para a Pediatria do IPO através da venda da snaita.
Mas isso sou eu que sou antiquado.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A puta da velha

Ontem decidi finalmente passar o dia nas compras de Natal. Todos os anos rogo pragas à puta da minha desorganização e faço promessas perdidas de comprar as coisas com muita antecedência, calma e ponderação. Este foi mais um ano-não.

Como se já não bastasse passar o dia em filas para pagar os presentes, além de passar o dia em fintanços por entre a multidão que também não compra com antecedência, recebi a honra do dever de comprar uma caixa de chocolates para a empregada. Não sem antes ter tido a honra de ter a Diana Chaves a baixar-se para ajudar-me com os sacos numa loja de roupa porque eu já tinha uma carga no lombo que só visto. Não estou a inventar para ter visitas: tenho testemunhas, além de que tenho histórias mais interessantes para contar sobre a minha actividade intestinal do que ter a Diana Chaves a ajudar-me a levantar os sacos do chão. Queria-me papar só pode. Eu compreendo.

Voltando aos chocolates para a empregada: lá fui eu rumo ao Continente, porque a senhora anda a deixar pêlos por limpar, logo a Hussel não era opção. Sempre ouvi dizer que quem se porta mal, não leva do Pai Natal.

Depois de pagar, dirigi-me ao balcão embrulhos. Tirei a senha 96 quando ia no 75, o que me pareceu razoável dado faltarem já poucos dias para o Natal.

À minha frente tinha uma velha, que tirou do saquinho 10 pais Natal em chocolate. É tudo junto? pergunta a senhora esperançosa. Não, é tudo separado responde a puta da velha. Lá soprei para dentro ao ponto de ficar com gases. Mas contive-me.

Findados os embrulhos dos chocolatinhos, eis que a puta da velha surge com centenas de caixas de chocolate para embrulhar. Podia ter ido embora, podia. E podia ter saído em grande como nos meus sonhos, a gritar "minha grande vaca encarquilhada, já não te chega seres inútil para a sociedade ainda mamas reformas para as quais não descontaste para comprar quilos de chocolates"? Mas eu sou uma pessoa muito bem educada, e fiquei para assistir até onde ia o descaramento da puta da velha.

Findadas as centenas de caixas de chocolates, e após centenas de desistências de pessoas muito menos pacientes que eu, eis que a puta da velha abre o saco e aí eu estava determinado a partir-lhe a boca toda se tirasse mais um chocolatinho que fosse.

E eis que a puta da velha saca de 4 embalagens de marca Continente de palitos La Reine... para embrulhar. A sério foda-se, que eu já estava a recear pelas embalagens de pão de forma que a velha tinha no carrinho. E aí desisti. A puta da velha só podia ser senil e já era hábito a puta da velha mandar embrulhar as compras do mês, à excepção dos frescos.

Moral da História: A velha é uma puta mas o burro sou eu.
O Final que eu escolheria: Aquela família há-de morrer de diabetes.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Banda Sonora

Não fosse a minha recente obsessão com músicas de Natal, e esta música estaria certamente em modo repeat no meu ipod. Pela letra profunda e pela mensagem que vale ouro:



domingo, 18 de dezembro de 2011

Lanche de Natal

A minutos de ir trocar os célebres presentes de 2,99 euros, e com a empada no forno eis que me lembro que devo parar o que estou a fazer para que a empada nao vire "queimada"...
Num mundo ideal, chegaria ao lanche com uma empada queimada e limitar-me-ia a justificar que tinha estado a foder enquanto a empada estava no forno e todos anuiriam em compreensão. Mas a vida não é assim. Portanto, pára tudo que tenho uma empada no forno!

sábado, 17 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mil vezes o Farmville

Aos meus amigos do facebook:

Agradeço que parem de postar vídeos da Fanny a mostrar a rata em directo. 
É feia, é cabeluda. Já percebi. Parem.

Legenda: o mato.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Christmas Shopping

Já terminei quase todas as compras de Natal. E, como sempre, sobra a minha mãe. Para dificultar a minha vida de ser tão difícil escolher alguma coisa para a minha mãe, a senhora faz anos a 25 de Dezembro.
Qualquer pessoa no seu perfeito juízo diria para comprar uma coisinha melhorzinha e juntar as duas.
A minha mãe não.
Desde muito cedo, quando éramos todos meras crianças, a minha mãe revoltou-se em modo birra, bradando aos céus que o mundo tinha-lhe sido de extrema injustiça porque todos recebiam dois presentes... excepto ela, que recebia sempre a promessa de uma "coisinha melhorzinha" das tias e avós e isso provavelmente significava acrescer um naperon ao embrulho (na altura tudo o que era merda era oferecido com o pretexto de ser para o dote).
Após esta revolta manifestamente sofrida de uma infância injustiçada, frente aos 3 filhos cujo mais velho provavelmente teria cerca de 13 anos, estes engoliram em seco e passaram a comprar dois chocolates em vez de um. As mais novas lá tinham de fazer dois desenhos em vez de um. Tudo para que as memórias não voltassem e trouxessem consigo uma mãe enlouquecida pela revolta do mundo cruel que fez parir a minha avó no dia do Senhor.
Desde então oferecer livros volume 1 (Natal) e volume 2 (aniversário) não é solução. Ou calças (Natal) e camisa (aniversário). Muito menos uma panela de pressão ou um aspirador que teria efeitos quase tão devastadores como algum filho oferecer um vibrador à mãe.
Não; a minha consciência obriga-me a procurar duas coisas bem distintas. Ou seja, quando finalmente tenho uma brilhante ideia após dias sofridos a dar a volta aos miolos, eis que tenho que começar a foder a cabeça novamente para ter OUTRA ideia brilhante.
Deste modo, só para esta época especial: Dá-se mãe. Oferece-se recompensa. Só uma.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Resumo das Festas

Já dancei. A sala estava cheia e por pouco não cagava as calças todas, mas entrei e fiquei completamente cego. Não vi nada nem ninguem... só luzes em minha direcção. E dancei. E foi a melhor experiência que poderia ter sentido nos últimos tempos. Os nervos, a correria, a antecipação, os ensaios... valeu por tudo.
Hoje vou ver dança à séria: O Lago dos Cisnes. Mas séria ou não, aquele momento já ninguem me tira.

(Amanhã este blog voltará ao discurso badalhoco normal, prometo)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Hoje é o dia

Depois de horas e horas de ensaio, de dias "perdidos" a ensaiar até às tantas, e de muitos nêrves à mistura, hoje é finalmente o grande dia. Subir ao palco, dançar e acabou. Acabam-se os nêrves, as correrias, os desarranjos intestinais (vulgas diarreias) e tudo o que me está a fazer um peso psicológico descomunal. 
Amanhã já terei muito mais tempo para contar quantas perninhas partimos em palco.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Em horário laboral

A luz da casa de banho do meu local de trabalho, volta e meio re-ataca na sua forma psicadélica.
10 minutos a cagar equivale a uma noite no Kremlin sem o cheiro a merda.
1 minuto a mijar equivale aos efeitos de uma garrafa de champanhe a abrir depois de uma boa agitadela.
Temos pena. Arranjem as luzes quando eu aviso.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Christmas Carols #2

Não obstante a problemática da pedofilia aqui bem retratada, para quem pariu dois de uma vez, estamos bem de figura. Isso e esta música é timeless, nem que venhas a ser a maior vaca do universo.

Update

Ter como último post há dois dias, um comentário alusivo à transformação da banha da Fanny em sabonetes, é um reflexo da merda de vida que tenho levado nestes últimos dias. E claramente não agoira nada de bom ao futuro deste blog.
Entre trabalhar que nem um cão e ensaiar para um espectáculo de dança que teima em não acabar, respirar tem sido alvo de círculo na agenda: fosse eu gaja e ficava ao lado da bolinha da menstruação esperada. A ver pela quantidade de ensaios, era de se esperar que estivesse um cisne e não uma pata choca que resultou do cruzamento entre uma avestruz e um hipopótamo, mas é o que há. Isso e colhões macerados... porque são grandes. Só por isso.
Por este andar e com este cansaço em cima, as peixas ultrapassam-me em esperança de vida.
E a modos que é isto.



domingo, 4 de dezembro de 2011

Papai Noel #1

Este ano podias derreter a banha da Fanny e transformá-la em sabonetes para dar aos pobres.

Celebration

Já cá vieram parar 100 000 ao engano, neste antro do putedo e da bardajonice. Cem mil. Um muito obrigado a todos, porque é bom saber que há mais gente doente por este mundo fora. E este blog está prestes a fazer um ano!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Peixas Come Home.

Depois de um abandono de quase 30 dias, eis que peixas fufonas regressam a casa após trambolhões dentro de tupperwares para cá e para lá. Ainda tiveram o direito de estar com o pai no trabalho durante um dia, mas separadas que eu não quero cá peixeiradas estridentes enquanto estou a tentar concentrar-me.
Chegamos finalmente a casa e salpiquei-as com um pouco de comida, que atacaram de imediato quais piranhas prestes a voar do aquário. Quer-me parecer que quem andou a comer os flocos para complementar o muesli foi a babysitter.
Depois de alimentadas as esfomeadas, eis que uma certa pessoa que cá habita por curtos períodos decidiu mudar o habitat para a estante dos livros, em jeito de suporte. Aparentemente as peixas lado a lado com o presépio eram maiores que o Menino Jesus, e isso é que não que não queremos dar a ideia de que Cristo Redentor era anão. Ou desnutrido (o que até parece mal uma vez que a Virgem daquela colecção parece a prima da Susana da Casa dos Degredos).
Se sobreviveram a tudo até agora, é porque têm fibra para aguentar até ao Natal.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Tree-ing

Ontem foi dia de montar a tão aguardada árvore. A árvore que marca a minha época preferida. Chegada esta época eis que o meu amor me avisa que tinha que fazer a árvore ontem, independentemente de eu estar em casa ou não, que era para despachar. Ora, despachar uma árvore de Natal tem para mim o mesmo efeito que dizerem-me que querem despachar uma queca: fico fulo.
Fiz logo uma birra que deu direito a uma montagem de árvore em condições, com direito a toda uma vasta panóplia de música de Natal que se repetem umas às outras, só que cantadas por artistas diferentes.
Mais uma vez os sacos transbordavam de bolas que eu já nem via galho que as pendurasse e rapidamente quis parar a meio. Mas a cara metade, parou-me logo por ali que "nem pensar, que uma árvore nua é um sinal de pobreza". Ora mais uma razão. 
Mas lá deixei-me continuar que isto é uma casa abastada de muito amor. Se fosse uma árvore verdadeira morria com o peso das bolas lá p'ra dia 8 deste mês.
Por fim, encontrar local para o presépio não foi difícil. Foi enfiar uma Virgem e um Pastor dentro de uma vitrine que antes ostentava uma garrafa de vodka. (Que nós aqui não é só emborcar; também bebemos de muita fé no Além).
E voilà:

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Memória de Elefante

Eu quando não tenho nada para escrever, ao invés de estar calado, vou ao meu bloco de notas virtual consultar as ideias que lá deixei sobre coisas do dia-a-dia que quero registar mas que, por circunstâncias diversas, me vejo impossibilitado de registar seja o que for. Como estar a mijar enquanto o do lado passou tanto tempo a sacudir a dita que aquilo já estava a entrar no tempo estipulado para ser considerado uma punheta. Não consigo escrever um post in loco, senão parece que estou a registar o momento em vídeo. And that's awkward.

Fui então ao bloco de notas e, graças à minha extraordinária capacidade de síntese, encontrei lá cábulas mnemónicas de fazer chumbar um aluno de 20: "mala", "no starbucks", "multibanco".
1. Não sei que raio de ideia iluminada tive num certo dia para achar que um post inteiro dedicado a uma mala ia ser alvo de interesse... 
2. Não me lembro de nada que tivesse acontecido no Starbucks que fosse digno de contar a seja quem for. Ah já sei: gritam o nosso nome de copo na mão, alto e bom som, quando somos a única pessoa que lá está ao balcão à espera. Pronto já disse. Ha ha.
3. Juro que não me recordo de nada hilariante que se tivesse passado numa caixa de multibanco e estou a fazer um esforço tão grande para tentar recordar se em algum momento menos sóbrio tentei enfiar a minha pila na ranhura para ver se me saía a lotaria, mas não creio, a julgar pelas diferenças abismais de proporções.

Portanto a modos que hoje é isto: apaguei o bloco de notas e estou a considerar outra forma de registar os meus momentos tão hilariantes que já nem me lembro deles.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Choque de Culturas

A minha empregada deve achar que as teias de aranha e a aranha fazem parte da decoração de Natal. 
Deixou-as lá... intactas...

Christmas Carols

Chega a esta altura do ano e não consigo evitar encher o meu iphone de Natal. Olha, antes isso que Micaela...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aos senhores da Old Spice

Há dias vi um anúncio da Old Spice que faz-me acreditar que aquilo foi feito por todos aqueles que nada percebem da arte da paneleiragem e deixaram-se ficar pelos estereótipos que, 95% das vezes, estão certos. E eu que não sou nada comichoso com o escárnio contra a paneleiragem que até acho piada... Já as piadas de mau gosto sobre o assunto, ignorar atribui-lhes a devida importância.

O anúncio dizia qualquer coisa como "O verdadeiro Homem não bebe leite. Come a vaca toda." Uma suposta insinuação jocosa de que os paneleiros é que o bebem... isto claro se o anúncio estivesse minimamente bem feito.

Ora além de achar que de acordo com esta teoria, o "verdadeiro homem" vai ficar sem ossos não tarda e com uma crise de gota descomunal, a teoria nem tem pés, quanto mais estofo suficiente para comer uma vaca:

Em primeiro lugar todos nós comemos vacas (excepto as paneleiras vegetarianas). Sexualmente, 95% de nós (a paneleirage) já comeu uma ou mais "vacas" ou lá como chamam as companheiras dos verdadeiros homens. Depois, mais tarde, é que começaram a beber leite... para desembuchar.

Segundo, a arte de beber leite parece simples mas não é. Qualquer ser humano consegue comer uma vaca. Agora encher a boca de leite, por vezes estragado, contrariando quaisquer reflexos de regurgitação, evitando simultaneamente a asfixia do leite nos pulmões para que o produtor de leite não se sinta ofendido com a recusa? Isso sim é de homem.

Qualquer ser humano consegue comer uma "vaca"; aliás existem vacas que comem vacas portanto se elas conseguem sem qualquer esforço, não é propriamente um acto de robustez machista. Agora levar com ele? Isso sim é de homem, que aquilo não é como o da vaca: é apertado, dói e por vezes até sangra. E há uns que demoram mais tempo a escavacar o dito que outros. E enquanto dura e dura e dura, o homem "aguenta e não chora" de forma quase hercúlea. E tudo com um sorriso de orelha a orelha, como se estivesse a fazer bolos.  
E os verdadeiros homens estão onde? A comer uma vaca... pffff.
Ademais, acho ridículo o verdadeiro homem não poder beber leite que isso é de rabeta. Mas esfregar a cara toda com aquele composto do Old Spice que mais parece meita coalhada, isso sim é de homem: a comer uma vaca com a cara coberta em meita. Parece-me propaganda pouco factual.

Portanto aos senhores da Old Spice: o verdadeiro homem não come uma vaquinha. O verdadeiro homem leva com um boi pelo cu acima e não chora!

Portugal "Fashions"

Portugal é Fado, Futebol e o Fernando... pai da Fanny. Foda-se credo.

domingo, 27 de novembro de 2011

UNESCO

Até que enfim, já chegaram a uma decisão sobre o património da Humanidade que eu já não podia ouvir mais fado por este país fora. A UNESCO devia era prestar atenção ao Tony Carreira que consegue esgotar pavilhões atlânticos com aquelas músicas de merda.
Esse fenómeno sim, deveria ser preservado.

sábado, 26 de novembro de 2011

O Génio da Lâmpada

Sempre sonhei em ter um walk-in closet. Daqueles com um banquinho no meio e tudo. Sonhos ridículos e muito gay; não obstante, sonhos. Na esperança de me ver feliz e realizado, o meu amor não satisfeito com um closet no quarto que ocupava uma parede inteira e ia do chão ao tecto, decidiu comprar outro... igual.

Ora eu sei que temos mais roupa cá em casa que uma loja no Chiado... não é que eu compre muita roupa, mas as peças à noite fechadas e longe de olhares alheios, põem-se todas a foder umas com as outras e de tempos a tempos, nascem mais peças. É a única explicação credível que consigo arranjar.
Mas daí a termos dois monos gigantescos a ocuparem quase todo o quarto do nosso humilde T1, parece-me um bocadinho exagerado.

O meu cão fugiu do quarto sentindo-se enclausurado por aquilo que lhe parecem ser os skyscrapers de Nova Iorque. Eu é mais Moscavide.
De facto tenho um walk-in closet gigante visto por esse prisma; tenho também um sleep-in closet, um live-in closet... tudo em um. E tenho um banquinho no meio que aliás é a única coisa que cabe no meio. Chama-se, a cama.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Greve

Obrigado a todos os que fizeram greve e que permitiram que eu pudesse chegar a casa mais rápido que nunca, sem trânsito e sem entupimentos de pessoas a caminho do trabalho.
Obrigado por ter chegado a casa (cedíssimo) e ter reparado que havia dezenas de espaços em frente de casa para estacionar.
Se o panorama do país em greve é este, faço uma petição para que nos retirem também o 12º mês.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A passar por um "período".

Não nasci com um útero nem com um grande par de ovários, é verdade. Os meus estão cá fora pendurados a fazer o seu trabalho outdoors
Não é que isso tenha algum significado hormonal, porque ultimamente sinto-me constantemente com o síndrome pré-menstrual (mas sem aquele corrimento de postas de cabidela pelas pernas abaixo). 
Estou constantemente chateado com tudo o que me rodeia e passo-me facilmente da cabeça ao simples pronunciar do meu nome; ando com oscilações de humor como se fosse bipolar e qualquer dia enfio um tampão no cu para poder relaxar. 
Há dias em que apetece mandar alguém matar a mãe e fazer arroz de puta. Mas depois contenho-me que acho que a desculpa do síndrome pré-menstrual não iria colar.
Fico na dúvida se não terá sido por não ter ido às aulas de dança esta semana (o que não contraria de forma alguma a minha tese de que sou um indivíduo que menstrua hormonalmente todos os meses). Ou simplesmente preciso de um penso.
Acho que vou começar a tomar a pílula, a ver se isto passa. Mas uma que não engorde.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Fiéis

Dizem que quando Deus fecha uma porta, abre uma janela. A minha empregada deve ser muito religiosa que depois de fechar a porta, escancarou as janelas todas para deixar entrar esta leve brisa que faz rachar os ossos. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Bem bom.

Numa vã perspectiva de maximizar o meu vocabulário em francês para além de batôn e passe-vite, fiz download de um aplicativo que me apresenta diariamente uma palavra. Uma nova palavra todos os dias para enriquecer o meu léxico e por-me a compreender a língua francesa como ninguém. Diariamente anseio pelo enriquecimento do meu saber. Diariamente esfrego as minhas mãos em antecipação.
Hoje a palavra era: boutique.



De repente, manter este aplicativo na pasta "Utilidades" deixou de me fazer sentido...

domingo, 20 de novembro de 2011

Provérbios.

Eu sei que a Humanidade ainda está longe de descobrir a cura para a burrice. Mas até lá, o primeiro passo, tal como no alcoolismo, consiste em reconhecê-la; o segundo, consiste em calar a boca antes que vire pandemia.

"Alguém" que certamente padece desta patologia sem necessidade de recorrer a dispendiosos exames auxiliares de diagnóstico, lembrou-se de citar publicamente um provérbio popular, que eu desconheço porque deve ser tão popular como a primeira pessoa a sair da segunda edição do Big Brother.

O provérbio seria (ou é, que se calhar existe mesmo): "Um bom capitão sabe quando deve abandonar o barco"

Foda-se que raio de capitão abandona o caralho do barco com pessoas lá dentro? Eihn?
Também existe a versão "um bom piloto sabe quando saltar"? "Um bom bombeiro sabe quando desligar a mangueira"? Ou até "um bom guarda prisional sabe quando entregar as chaves"????

É por isto que eu não percebo nada de provérbios populares. São muito profundos. (Como o barco que o capitão abandonou...)

sábado, 19 de novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pensamentos #3

Acho que tenho que deixar o espaço do cão em quarentena quando encontro a cama dele enrolada em forma de cona...

Confissões que amanhã provavelmente apagarei.

Em solidariedade aos universitários que foram entrevistados pela Sábado, sabe-se lá em que condições e sob que manipulações, junto-me ao vosso rol de apontar de dedos:
Aos 26 anos, eu achava que a Sibéria ficava em África. 

Eu até há pouco tempo não sabia quem era a Cândida Branca Flor.

No jogo "Quem quer ser milionário", raramente acerto nos provérbios populares para 50 euros.

Não sei quem realizou uma data de filmes.

Conheço pouquíssimos autores portugueses contemporâneos... assim de repente vem-me à memória Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada...

Podem rir. Assim sempre disfarçam que também não sabem uma data de coisas...

P.S. Cátia ao PODER!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ao menos a Cátia consegue por-me a rir...

... porque estes só me conseguem por a chorar que não são auxiliares de acção médica, têm frequência universitária após terem tido bom aproveitamento no secundário. 

Mas consigo tolerar que alguém que não veja televisão e que não goste de Geografia diga que Inglaterra seja a capital dos E.U.A. ou que quem não seguiu Ciências diga que a molécula da água é representada quimicamente como H20.

Não consigo é tolerar que durante uma conversa, em português, estejam a falar-me em sófás e no número treuze, e que não tomaram a pírula como se estivéssemes a falar em estrangêre.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mais simbólico que Jesus Cristo

Se há coisa que marca a aproximação da época de Natal, bem como toda a minha infância e adolescência, é o anúncio da Ferrero Rocher. Aquela empresa não só não tem departamento de marketing, como nem um cêntimo gasta com publicidade que aquele anúncio já cheira tanto a mofo que já deveria ser considerado publicidade institucional. 

Por esta altura admira-me que a senhora ainda consiga comer chocolates que já nem deve ter dentes, de velha que está. E duvido que o Ambrósio ainda esteja vivo depois de tanto satisfazer os caprichos da esfomeada.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Timeline

A minha amiga do facebook deve estar tão interessada na minha conversa que enquanto falamos sobre coisas sérias, ela está a fazer "like" à página da Clarins para as borbulhas.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Até prostituimos o Natal

Certo que este Natal, com os apertos e tudo o mais, cada um só vai poder dar o pouco que tem. 
E por achar que o Continente apoia esta máxima nas suas mais variadas estratégias de marketing, este Natal estou sempre com medo que enquanto dança a Popota, ela vai acabar por mostrar a xoxota.
Não admira que o imaginário das crianças esteja cada vez mais atolada em putedo. Primeiro a Ana Malhoa, depois a Floribella, agora a Popota. Cheira-me que p'ró ano vamos ver os colhões do Sponge Bob...

domingo, 13 de novembro de 2011

Estou a considerar enviar...

Exmos. Srs. da ZON;

Não é que eu veja muita televisão hoje em dia que os tempos estão para mais trabalho e menos descanso. E ainda não estou no desemprego, razão pela qual consigo suportar mensalmente os vossos custos ridiculamente elevados face aos serviços que prestam.

De qualquer forma, grande parte da vossa programação passa-me completamente ao lado. Os poucos programas que se contam pelos dedos das mãos de uma pessoa que tenha nascido apenas com cinco dedos, que eu gostaria de ver, passam em horários, por vezes incompatíveis com a minha vida frenética. E perguntar-se-ão "nós com isso?". Nada.
E por não terem precisamente nada a ver com isso, aderi a uma box que ocupa espaço útil da minha humilde casa, cuja função seria gravar programas de televisão com antecedência. Como aderi, pago este serviço todos os meses, que no vosso departamento de cobranças ninguém brinca... Nos outros todos é que parece que aquilo anda tudo em modo Kidzania.

De há 30 dias para cá, a visualização de qualquer programação antecipadamente, nem que seja um minuto antes de começar o dito programa, é-me negada impiedosamente, com um comovido pedido de desculpas ao seu cliente: "Temporariamente Indisponível".
Portanto se eu não consigo visualizar a programação, também não tenho o dom da previsão da programação para poder gravar seja o que for... paguei a uma empresa que me fizesse isso. Acho que se chama ZON mas já não me recordo muito bem.

Ora eu não me venho queixar pelo facto de vocês estarem com falhas técnicas. Aliás desde que vos conheço que sofrem de falhas técnicas portanto já teria ganho uma valente tendinite se me dignasse a queixar diariamente por escrito sobre tudo o que falha nos vossos serviços (excepto o Departamento de Cobranças, é claro, que está digno de um processo de certificação de qualidade).

A minha questão é simplesmente no sentido de descodificar, quanto tempo significa para vocês uma indisponibilidade temporária? É que assim saberia quanto tempo terei de pagar "temporariamente" o valor total por um serviço que não me está a ser fornecido por estar sempre temporariamente indisponível. Estou portanto temporariamente fodido chateado.

Imaginem vocês que eu possuía uma clínica única com a cirurgia que vocês precisavam para salvar o vosso couro. Consultariam os profissionais, que vos cobrariam quantias exorbitantes (porque também teríamos um Departamento de Cobranças exímio) e programariam a cirurgia da salvação. Chegaria o feliz dia e estaríamos temporariamente indisponíveis para vos salvar, mas cobraríamos a quantia por inteiro obviamente, porque é "temporário".

E estarão a pensar vocês: o que é que o cu tem a ver com as calças? É que temo que em ambas as situações poderemos acabar pobres e mortos à espera do fim da indisponibilidade temporária.

Gratos pela Vossa atenção e em fé de que farão tudo para que eu não morra pobre e à espera;

Schnoof

sábado, 12 de novembro de 2011

Importação Nacional

Caros italianos;

Se já não vão precisar do Berlusconi, podiam despachar-se e enviá-lo p'ra cá se faxavor? É que o Isaltino Morais e a Fátima Felgueiras não têm o glamour desse senhor a roubar.
E a Cicciolina. Precisamos de uma dePutaDa como a Cicciolina que a Maria de Belém já é old school.
E é isso. Acho que não precisamos de mais nada, que queremos manter o resto da mafia como produto nacional.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ainda em relação ao post anterior...

Nem uma castanhinha entrou neste bucho para lançar uns peidos valentes...

Nem uma jeropiga para rosar as bochechas...

Não fosse o calor tórrido que se fez sentir neste verão de são Martinho e iria jurar que não estávamos sequer em Novembro.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O "verão" de São Martinho

- Amanhã é verão de São Martinho. Para alguém completamente analfabeto em sabedoria popular portuguesa devido à minha falta de raízes, esta frase pareceu-me tão parva como se me tivessem dito que se tinham peidado pelas orelhas. Embora deva haver quem consiga, que este mundo dá p'ra todos.

Num misto de aparvalhado e desinteressado, perguntei que raio significava aquela expressão. Ao que me foi explicado: (passar história secante à frente caso se considerem mais cultos que eu)
Um dia torrencial de chuva São Martinho andava pelas ruas (provavelmente cheias de merda e moscas e ébola). Nesse dia, Martinho decidiu levar uma capota preta para se proteger da chuva. Ao passar por um mendigo, rasgou a capota a meio e ofereceu. Posto isto, fez-se luz... literalmente, e no dia 11 de Novembro nunca mais choveu neste planeta.

Só depois de ouvir isto reparei que já não mastigava os filetes de pescada que tinha na boca há um bocado e que já estava a fazer papa choca na boca. Engoli e perguntei:

- tu não acreditas nessa merda, pois não?
- acredito. há vários anos que no dia 11 de novembro faz um óptimo dia de sol, digno de ir à praia, daí a expressão "verão de são martinho".

Ai caralho, se amanhã chove vou chagar-te a paciência daqui à China. E também vais chorar quando descobrires que o Pai Natal não existe.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Provavelmente muita gente não achará estranho...

Não é que eu esteja aqui a querer incitar os Movimentos Feministas por este mundo fora, mas oferecer isto à menina este Natal parece-me um pouco redutor. Mas then again, quem é que entende às crianças...


Kit menina (ou menino com ares, que aqui é tudo pela não discriminação):

- Vassoura
- Esfregona
- Pá
- Esfregão (acho...)
- Espanador???

E pronto, feliz Natal.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Consegue ser quase melhor que a Cátia

Back Home

Cheguei ontem de Paris. A horas, não fosse o piloto estar com pressa e ter descido tão rapidamente ao ponto de soltar os canhões nos meus ouvidos. Ou isso ou tinha acabado de descobrir que tinha chumbado ao exame de voo. 
Ou então recebeu um "Muito Bom" que isto hoje em dia, não há como definir critérios para a competência (ou para a falta dela).

O parque de estacionamento junto à minha casa estava completamente vazio. Andaram a pintar faixas no chão. O meu carro estava noutro sítio completamente diferente para não atrapalhar as pinturas. Nem quero imaginar com que cuidado mudaram o meu carro de sítio, nem como, que ao meu carro já acontece tudo. Já só falta apanhar alguém a enfiar o caralho no meu tubo de escape. 
E nessa altura nem vou pestanejar.
A minha casa estava imaculada. Não estava à espera que não estivesse uma vez que não esteve lá ninguém, mas como tenho o síndrome de vítima de exclusão social, penso sempre que organizaram uma mega festa com orgias em minha própria casa e não me convidaram. 

Felizmente cheguei a tempo para ver o desfile de putas na TVI e ainda apanhei a estrábica a dizer que fez puzzles com a snaita. Aaah, Portugal. Sentar no sofá e ver televisão portuguesa é um conforto para a alma. Estou em casa.

domingo, 6 de novembro de 2011

Paris

Da primeira vez que visitei esta cidade não lhe caí propriamente aos pés. Talvez porque tinha sempre imaginado que o passeio pelos Champes-Elysées era obrigatoriamente acompanhado por uma banda sonora de Greatest Hits da Edith Piaf. Não era nada disso.

Desta vez foi diferente: já sabia que não havia banda senhora nenhuma. Era absorver a cidade. Não entrei no Louvre desta vez porque não toleraria mais uma manhã de mulheres com a mama de fora, mas sempre com um ambiente celestial. Tentei inclusive tapar uma que deveria estar já com os mamilos a tiritar de frio, mas como podem ver na foto, o vento encarregou-se de desfazer a minha protecção. Some things were just meant to be.

A grande atracção do momento, qual fila para a torre Eiffel, é a abertura da Abercrombie & Fitch nos Champs-Elysées. Filas de fazer acordar às 7h para ir apreciar os meninos e comprar roupa. Só não entrei porque se na porta, estavam duas aves feias a dizer olá, nem quero imaginar os exemplares que estavam na loja a "dobrar roupa".

Tiramos fotos com a torre Eiffel em pano de fundo em quase todas as posições que ia jurar que tenho cá fotos suficientes para compilar o Kama Sutra francês. Jantamos mais tartare. Se aquilo não é 100% de carne de vaca, por esta altura já sou o feliz dono de uma comunidade de lombrigas.

sábado, 5 de novembro de 2011

Reims - Part 2

Tal como disse ontem, a cidade de Reims ficou conhecida em poucas horas. Hoje aproveitei os ares de Reims para papar quilos de episódios de Anatomia de Grey. Nem mudei de cuecas. Estou bem obrigado.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Champagne-Ardenne: Reims

Como qualquer alcoólico que se preze, tinha que vir parar à terra da produção mundial de champanhe. Tal como em Amsterdão, em cada esquina vemos uma cave; só que em cada cave escondem-se toneladas de garrafas da tão apetecida e sobrevalorizada gasosa com sabor a vinho.

Como alguém estava muito ocupado a tratar de assuntos de importância internacional, fui tratar de coisas mais importantes ainda e dei asas à minha futilidade percorrendo ruas para conhecer a cidade e ver lojas.

Reims vê-se em duas horas - com paragens. Não fosse eu ter-me perdido durante uns valentes minutos, e tinha passado a tarde numa esplanada francesa a ler O Ser e o Nada de Sartre (foi a capa que eu escolhi para  tapar a capa da Fanny Hill - Memórias de uma Prostituta).

Fui almoçar mais tartare porque aqui come-se comida crua em todo o lado. Seja salmão, seja carne, tudo cru. Adepto desta cuisine, estou a ponderar vender o meu fogão e substituir o espaço por vasos.
Houvesse bacalhau e também faziam dele tartare: em Portugal temos algo semelhante com tartare de bacalhau mas chama-se punheta. Sempre muito eruditos nas nossas nomenclaturas. Bons costumes.

Encontrei um mealheiro revestido de símbolos de Nova Iorque e comprei-o para ver se em Setembro, consigo escancarar aquela porcelana chinesa e entregar as minhas poupanças numa agência de viagens. Apesar de ainda ter lá estado o ano passado, já estou a ressacá-la.
Amanhã cá estarei ainda em Reims, e estou a perder gotinhas tal é a excitação de descobrir mais sobre esta terra tão grande e com tanto para ver e fazer! Acho que termino o meu livro não tarda.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Disney - Day 2 - O Parque

Como detentores de sérias patologias como nós somos, acordamos às 7:30 para conseguirmos apoderar-nos de todas as atracções antes dos outros, quais garganeiros. E assim foi, ainda a limpar as remelas pelo caminho e com uma manga por vestir, fomos em modo acelerado para poder andar no Space Mountain três vezes.

Ainda não eram 9:15 e já precisávamos de recarregar as energias com um pequeno-almoço para javardos. E assim, de pança cheia, lá percorremos Pirata das Caraíbas e Indiana Jones para depois podermos fazer as atracções exteriores: e eis que chove a potes. De pés encharcados para o resto do dia, ao ponto de garantir uma pneumonia para tempos vindouros, lá fizemos tudo o resto porque a nós a chuva não pára. Enfiamo-nos em tudo o que havia desde as chávenas da Alice ao Pinóquio, ao comboiozinho turístico, passando pela Branca de Neve, não houve atracção para criancinhas que nos detivesse. Se era para fazer tudo, tudo faríamos.

Voltamos a encher o bucho com comida mexicana à tonelada per capita, e perdemos a parada dos bonecos porque: um, já tínhamos visto há uns anos atrás; dois, estávamos muito ocupados a decidir se havíamos de esperar para andar no carrocel dos cavalinhos ou se estava na hora de ir voar no Peter Pan. Assim como assim, ratas Minnie já eu tinha visto muitas; e ratas Maxi também.

E só cedemos ao adeus, porque as pernas guinchavam já muito alto e os pés ameaçavam decompor-se após tantas horas em banho Maria a fazer schlap-schlap.

A Disney não me desilude e por mais cabelos que caiam desta cabeça, ver um clássico da Disney traz as mesmas sensações que quando as via em criança. Por isso decidi fazer uma maratona e rever todas as longas metragens que eles já fizeram até à data.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Disney - Day 1- Estúdios

Vir a França e não vir à Disney, é como ir a Espanha e não visitar a Duquesa de Alba. Portanto, apesar de já cá ter estado, a cara metade garantiu-me dois dias de regresso à infância, uma vez que a Disney fez grande parte da minha vida.
Continuava tudo mágico e tudo "when you wish upon a star", excepto quando chegou a hora de começar a andar nas coisas. 90 minutos era o tempo médio de espera anunciado para cada atracção e 120 era o tempo real. A minha mente sodomizava-me a cada milímetro que avançava na fila: regressar a uma quarta-feira, regressar a uma quarta-feira. O diabinho da minha orelha esquerda só sussurrava: matar as criancinhas vestidas de princesa.
Conseguimos andar nas principais: aerosmith, finding nemo e o twilight zone tower hotel. E depois mais alguns que encontramos pelo caminho (incluindo os tapetes do aladino porque alguém não se calava com aquilo).
O parque fechou às 19h, e corremos que nem putos para o outro parque para ver se ainda conseguíamos espremer mais aventura, apesar de que amanhã estaremos lá outra vez. Papamos o Space Mountain e ainda conseguimos percorrer o It's a small world já no escuro.

Fomos jantar hamburgueres ao preço de lagosta porque os restaurantes daqui servem pouco mais do que isso, e agora estou sentado na cama de um hotel que prometia magia por toda a parte mas apesar de toda a luxuosa fachada (e valor acrescentado), já levamos com cabelos no lavatório, um ralo que simplesmente teima em não escoar e um sapato usado desconhecido no hall de entrada.
Amanhã rezo por mais encanto.