terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Idiossincrasias

Portugal anda a levar no cu nos últimos anos, forte e feio, a seco, sem pedido de autorização prévio e sem direito a um jantar antes. É só assim: enrabado, sem dó nem piedade. Não é bem uma violação, porque nós até consentimos: já retiraram subsídios como quem apalpa um par de mamas, já puseram no desemprego centenas de milhares como quem apalpa o rabo, já retiraram feriados de marco histórico na liberdade de uma nação como quem nos enraba... 
 Mas Carnaval?! Isso é já querer enfiar também as bolas! 

Carnaval??!! Esta tão solene celebração que provém da luta dos nossos antepassados; marchas de patriotismo pela rua acima em jeito de protesto que nós celebrizamos com estrelas autocolantes nas mamas e muitas plumas no cu robusto de manteiga; a dança portuguesa a que chamamos samba, oriundo do folclore e do rancho; a música fado-saudosista que geme nas cordas de uma guitarra e na voz da Amália "olha a cabeleira do Zézé, será que ele é, será que ele é"?

O Carnaval é que não foda-se que isso é um atentado à cultura portuguesa e ao sambódromo da Mealhada que todos os anos desfila os seus mais belos exemplares de mulheres nuas ao frio, que tão bem sambam e que tão esbelta figura ostentam. 

Arranquem-nos a implantação da república após anos de monarquia impiedosa, atirem ao mar a restauração da independência que, com esta crise, mais vale estar preso... mas retirar o Carnaval? É deitar Portugal borda fora, sem identidade; o fim do país como o conhecemos.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Duas Vidas, Dois Destinos (podia ser o nome da próxima telenovela da TVI)

Tenho duas amigas próximas que voltaram ao jogo do engate. Não uma com a outra. Separadamente.

Ambas as amigas andavam carentes por sexo e, vá, algum afecto, há algum tempo. Ambas têm um repertório sexual bastante preenchido o que faz com que seja mais difícil fazê-las corar em situações de maior badalhoquice.
Parvas, como só elas, ambas decidiram brincar ao jogo de engate com homens que traziam bagagem. Nessa bagagem, trazem apenas medicação psiquiátrica: bipolaridades, obsessões e compulsões e muitos antidepressivos.

Estes engates têm-se traduzido em múltiplos jantares, quase diários; conversas intermináveis ao telefone; muitos filmes e muitas pipocas e beijos nada, e já contamos com alguns meses. Provavelmente pensarão por esta hora tratar-se do mesmo homem, mas infelizmente a história não é assim tão fixe.

Neste momento, estando as minhas amigas em vias de acalmar os fogos internos com um taco de basebol, continuam-se a combinar jantares e pipocas e coisas que não envolvam sexo e que as está a fazer perder seriamente a paciência.

Ambas têm já marcados fins-de-semana fora para algum destino que não seja um balde de pipocas. Algo me diz que pelos meses que já passaram, ou vão para lá partir as perninhas de tanto fogo, ou então vão ter de levar muitas revistas e verniz das unhas para ajudar a passar o tempo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

The Return of the Parents - Part I of 10,000

Hoje foi dia de ir buscar os meus pais ao aeroporto. O reencontro com os meus pais promete sempre um quotidiano disfuncioanl tão característico da minha era de menor-idade, que ao mesmo tempo alimenta sempre qualquer coisa de saudosista.
Quando cheguei ao aeroporto, lá estava o meu pai à minha espera. Saí para ajudá-lo a carregar as bagagens e depois ele regressou para dentro do aeroporto: nada mais, nada menos, que para ir buscar a princesa que não podia ficar cá fora ao frio.
Chegados ao hotel e postas as notícias em dia, eu fugi para as revistas enquanto a minha mãe estava na recepção. Eu tenho muito medo da minha mãe em situações de atendimento ao público. Dão-se-me picos de ansiedade porque, em 30 anos da minha existência, nunca me recordo da minha mãe como sendo uma cliente qualquer. Há sempre uma marca para deixar e geralmente é uma embaraçosa.
Quando os vi com o cartão-chave na mão, regressei para território neutro, não fosse a minha mãe virar-se para trás:

- Ah, uma coisa importante. O bar tem happy hour?
- Jesus mother let's go. Everybody's gonna think you're a drunk.
- Why? I always do happy hour!
- Ok, now it sounds like a swing convention. Let's go.

Empurrei-a para dentro do elevador, não fosse ela lembrar-se de coisas mais importantes como esta. Chegados ao quarto, mais propriamente ao wc, a minha mãe exclama - Oh, look at all the soaps!
Eu tenho que esclarecer que a minha mãe "colecciona" sabonetes de hotel em jeito de souvenir. Aparentemente a colecção já abrange outros locais públicos, nomeadamente o avião, como o meu pai mais tarde me explicou. Eu já referi que a pele dela está óptima?

Fomos jantar, o que durante dez dias é um alívio para a minha conta bancária. Já falta pouco para o encontro sogros-genro. Para essa já tenho um charro no bolso de reserva.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Smelly Bitch

Eu compreendo que nos tempos que correm as pessoas passem para segundo plano a aquisição de fragrâncias quando não há dinheiro sequer para o leite; compreendo que face às facturas mensais que teimam em cair na caixa de correio, a água passe também a ser um bem equacionado. Uma axila hoje, uma borda amanhã. E não há mal nenhum nisso.

Mas não há cu que aguente um aroma intenso a katinga às seis da tarde, num supermercado, ao ponto de provocar broncospasmos em quem está de passagem. A senhora que exalava tal perfume, e que até estava com cara de quem se arranjava com algum cuidado, emanava um cheiro a favas com chouriço deixadas ao sol que não havia maneira de poder-se continuar a fazer compras na mesma ala. 

Se a opção era ir à parte da mercearia, rapidamente deu-me o desejo do gelado. Se ela ia aos champôs, eu rapidamente ansiava por o.b., nem que fosse para enfiar no nariz. Mas para mal da minha árvore respiratória, e tendo em conta a pequenez do supermercado, a cheirosa teimava em ir para as mesmas zonas que eu. Pensei mesmo que fosse fazer o mesmo prato que eu mas puta que me pariu, se eu ia ficar ali a trocar truques de receita. Avancei rapida e ridiculamente para outra zona, mas a verdade é que ninguem estava a suportar estar ao pé da senhora. Não fosse a minha gradual miopia, poderia ter observado a névoa de moscas a disfrutar do resort que o cu dela tão paradisiacamente facultava.

Mais tarde, já de certa forma nauseado, estava a terminar a compra de ingredientes para um prato que já nem me estava a apetecer tanto, até que o peido engarrafado aproximou-se da padaria para onde eu me dirigia e eu já não aguentei mais: Que se foda a broa, vou fazer bacalhau com pão de forma!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Relato Futebolístico

Anda tudo num alarido porque acabou de entrar o Yannick para o Benfica. Não percebo a comoção: não é por ser um excelente jogador e definitivamente não é por ser o primeiro preto a aterrar nos vermelhos.
Deixa-me muito mais perplexo saber como é que a Floriporca consegue foder alguém com aquele cabelo...

Ufa, que dei uma bufa!
Podia pintá-lo de loiro e levá-la a delirar porque estava a levar com a sósia do Abel Xavier pela xerereca acima; ou até mantê-lo em modo carapinha para que a Luce se sentisse a ser esmagada pelo arfar do Eusébio, antes de ter a pneumonia mais famosa do país. Podia até nascer uma Lyonce bêbada.

Mas aquele cabelo? Não. Ninguem consegue manter a postura "estás-me a levar às estrelas" quando se olha para aquilo. Mais depressa sai um peido para não rir. Nem se podem apagar as luzes senão a pobre pensa que está a ser violada somente por um monte de dentes.

Isto sim, é razão para alarido.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Quem vai?

Agora, ao invés de enviar-se cartões às pessoas a pedir que "venham aos meus ânus", há uma coisa chamada Criar Eventos no facebook. São modas; quem está, está. Quem não está, perde um mundo de oportunidades e fica isolado na sua bolha jurássica. São opções.

Mas agora, a dois passos à frente da modernidade, há pessoas que já não sobrevivem sem ver a lista de convidados. Então perguntam-me constantemente pela lista de convidades, o que me deixa crescentemente a acumular valentes peidos. A minha introspecção questiona-se se o interesse de ir aos meus ânus tem a ver comigo, ou se está tudo preocupado se irá conseguir nessa noite, ir aos ânus uns dos outros enquanto eu corto o bolo. Se não é, parece.
Além de que quem me conhece, sabe perfeitamente que eu só me dou com gente feia, de forma a poder sobressair, portanto não percebo a excitação: é um jantar, não é a festa da Elite Models.

A modos que não mostro. Por uma questão de gestão de cadeiras e porque tudo é flexível. Se alguém cancelar, já tenho espaço para convidar a minha avó. E se algum estranho giraço prometer-me sexo oral, elimino sorrateiramente alguém que ainda não disse nada para dar lugar ao espécimen de boa boca.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Os livros perfeitos para a minha estante

A poucos dias do meu aniversário, ando a tentar mandar vir alguns livros ingleses cá p'ra casa que me façam perder uns valentes cagalhões de tanto rir. E não posso fazer isso em Portugal porque 99% dos livros portugueses são sobre o amor e a desgraça. E quanto a isso, ide à puta que vos pariu: eu VIVO em Portugal, eu não preciso de LER sobre isso.

Não obstante, deparei-me com um belo site sobre livros que eu não quero ler mas que gostaria de ter na estante para que as pessoas possam pensar que eu sou realmente tão estúpido quanto tento parecer:

Não fosse a silhueta da paciente e eu ia jurar que se tratava de um manual de Veterinária, que não há como inspeccionar uma bela rata no pasto.




Isto será provavelmente na onda do livro "Como fazer amigos". Pessoas que sentem a necessidade de comprar livros sobre competências sociais são, claramente, pessoas que nunca as irão ter. Deal with eternal solitude, losers.


Adoro livros que já nos contam os pontos altos da história, só pela capa. Poupa-me várias horas de leitura desnecessária porque um marido que trai a mulher à porta de casa com a mulher em casa, é definitivamente um enredo que não merece o meu precioso tempo.




A minha aposta vai para não nadar no meio do caralho do Oceano Atlântico. Mas 400 páginas elucidar-lhe-ão melhor.

A minha aposta de idades vai para cima de 10 anos porque, convenhamos, nenhuma criança consegue colorir tanto pormenor da pistola na perfeição.


Só de ler o título já sinto dois caroços.




Um livro geralmente tende a passar pela mão de, pelo menos, 30 pessoas antes de passar às bancas. E não houve uma única puta que se questionou.


Oh yay! Um manual de gestão para combater a crise.




O facto de que este livro vai já em segunda edição, perturba-me a cabeça circuncisada do meu caralho.


Yum!


Porque é mais difícil que matemática e precisa de um livro. Quando acabar de ler o livro, provavelmente já terei cagado nas calças o que é tão melhor.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Oh no, not again...

Estava ainda há pouco de mãos numa revista que figurava José Castelo Branco a alegar que "estou a sangrar por dentro" ainda em relação a um escândalo de orgias que ocupa metade do tempo e dinheiro da justiça portuguesa. O que me deixa deveras confuso porque nunca, neste longo processo, ouvi alguém referir que o Castelo Branco tinha levado com uma tocha incandescente pelo cu acima para justificar esse estado hemorrágico. Espero que essa parte melhore depressa porque, sinceramente, morrer antes da Betty é simplesmente ridículo.

Mais adiante, o homem do cólon abrasivo refere que não podia estar consciente para se ver no meio de tudo aquilo. Nesta tese eu acredito, muito sinceramente. No que eu não acredito é como é que os outros participantes todos estavam a foder conscientemente de livre vontade com o Castelo Branco. Nem a Betty cai nessa. A esses sim, decreto internamento psiquiátrico. Agora com toda a humilhação de já ter fodido com o José Castelo Branco, estas pessoas deparam-se com sérios problemas em conseguir alguém que queira foder com elas. A capacidade excitatória de uma pessoa com um passado sexual com o Castelo Branco está ali rés-vés com a lepra.

No final, JCB, que devia agradecer aos que estragaram a vida deles para afirmar publicamente que foderam com ele, afirma que "mesmo que tivesse andado a dar 50 quecas, era a minha vida". Depreende-se aqui claramente a sua megalomania. Filha, ninguém te dá 50 quecas, por mais Nausef que se tome. Não te estiques.

Music for the night

Se nos abstrairmos do vídeo travesto-homossexual e do facto do maquilhador ser um actor porno que geralmente faz filmes de "pancadaria", conseguiremos apreciar esta música fantástica.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Código de Amici

Recebi hoje uma sms deveras preocupante, sob a forma de mil códigos que pensei que a minha amiga estava a querer anunciar-me que estaria a fazer broches ao verdadeiro Bin Laden, e daí o receio em ser interceptada pela Interpol.

Após ler aquela chouriçada toda, não fôssemos ficar sem subsídio de Natal a partir dos 160 caracteres, perguntei-lhe, também em código para que a Interpol não descubra que eu é que sou o responsável pela introdução dos condilomas em Portugal:

Eu - Qj? Wtf is qj, crl?
Ela - Duh... queijo.
Eu - Cn.
Ela - Q ixo?
Eu- Cona. Vai apanhar nela.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Quando as minhas amigas são "wannabe-Albas"

Eu que sou uma pessoa de muito trabalho, chego ao meu telemóvel e tenho o diálogo sms-conferência multi-putas seguinte:

- "Schnoof", ouvi dizer que a tua amiga Duquesa de Alba vem a Portugal apresentar a sua autobiografia.
- Aiiiiiii vamos com o Schnoof.
- Vou-lhe pedir uma Chanel.
- Eu quero as jóias.
- E já agora umas dicas para arranjar gajedo.
- É ter dinheiro filha.
- Eu cá p'ra mim ela tem uma poção mágica.
- Eu estou contigo. Estou crente. (não consegui apurar se isto era um diminutivo de carente ou se puramente convicções no Além)
- Raptamos a velha, torturamo-la e obrigamo-la a dar a fórmula.

Eu acho que é deveras preocupante quando tenho amigas a pedir dicas de sedução à Duquesa de Alba. Deveras preocupante.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Hábitos Literários

Ultimamente não consigo dar despacho aos meus livros. Como só ando a ler livros de merda com capas de fazer tropeçar qualquer velha na rua, não posso sair de casa com os livros. Estão a ficar piores a cada livro que passa e só conseguirão ser ultrapassados por um livro cuja capa é apenas um olho do cu em todo o seu esplendor. Na certeza de que não irei mudar de hábitos literários enquanto a minha idade mental permanecer na puber-adolescência resta-me a esperança de encontrar uma capa intelectualóide que consiga tapar as capas do putedo. Ou isso a sina de passar o resto dos meus dias a ler debaixo dos lençois com uma lanterna.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Inquietações

Ainda hoje estava a espreitar a minha conta bancária e deu-se-me um fosso no peito: eu com tanto, e o Cavaco com tão pouco...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A minha "amiga" Melena

Sempre tive o azar de ser uma das pessoas mais pacientes no que respeita a interacções sociais. Por este motivo e dada a minha perserverança em relação ao outro que teima em persistir, fui muitas vezes o enrabado. Talvez advenha daí a minha viragem.
Vamos chamar a minha colega Melena (não é por ser um cagalhão sangrante, que é, mas sim porque rima). A Melena é um daqueles seres que vive no poço do isolamento social. Muito devido ao facto de ela falar p'ra caralho e nunca dizer um peido. Chega a ser exaustivo ter de aturar uma história que não tem qualquer propósito no final.
A Melena é um daqueles seres que, desprovida de quem a ature, convida os 5 "grandes amigos" para o seu aniversário, incluindo eu que troco duas palavras anualmente com a dita. Depois é ver quem é que inventa a diarreia mais aguada e mais sangrenta para se conseguir esquivar do jantar de amizade.
A Melena teve também a infelicidade de ter sido abençoada com um tipo de cara que qualquer revista de beleza classificaria como "bota da tropa". O que não é nada compensado pela sua figura roliça. E pelo personal styling daltónico mas que lhe assenta que nem... uma bota da tropa lá está.
Eu não tenho nada contra a desgraça dos outros, atenção. Acho que as pessoas devem abraçar a sua fealdade com unhas e dentes. Mesmo parecendo um hobbit (o caso), e mesmo que associado a um desajustamento social marcado. I don't give a shit. Mas não me fodam os cornos.

Não obstante, Melena não necessita de antidepressivos porque acredita piamente que arrumaria Charlize Theron a um canto (com o peso do cu, entenda-se). 
Melena considera que é uma fashionista nata e que tem um dedo para a moda. (Aqui entenda-se que estamos de acordo. A única coisa que não choca no meio de todo aquele ensemble é o dedo)
Melena tem uma prima que trabalha nas casas de alta-costura de Paris e que disse com todas as letras que Melena tinha uma cinturinha da Dior. Não me choca o facto de Melena ter uma relação muito débil com o espelho e achar que uma barriga inflamada com 3 kgs de gordura em cima, é certamente aquilo que a Dior procura para ajustar os seus espartilhos. Choca-me a sociopatia das invenções e da megalomania que esta miúda consegue desembrulhar para adquirir grande parte da nossa atenção. A miúda tem primas em todo o mundo, com os mais diversos feitos. Se estamos a falar de música, Alto! que a minha prima é a responsável pela fonografia mimimimimi; se estamos a falar de economia, Alto! que o meu primo faz fortunas a fazer mimimimi; se estamos a falar de sexo, Alto! que a minha prima é a prostituta que mais engoliu até hoje. Ok, esta última nunca aconteceu. A questão é que as tias da Melena deveriam ser enclausuradas que não fazem mais nada senão parir gente ilustre.

A modos que Melena está sempre alegre: um hobbit saltitante e com as banhas em flor, mas alegre. E não toma comprimidos porque tudo está bem quando se tem amigos, beleza, muito dinheiro e familiares ilustres. E uma imaginação muito fértil.
                         

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A benção do pêlo

Há dois dias decidi depilar-me com espuma para sobressair o meu corpinho Photoshop por debaixo do tapete de Arraiolos, que é pouco em cima, mas no resto não fui poupado. E depois ah e tal Deus ama toda a gente
Passados dois dias lá me lembrei do porquê de eu já não fazer isto há muito tempo.

Um dos meus grandes problemas com a depilação é a sua durabilidade: ou alguém me come na hora enquanto a minha pele parece um manequim oleado ou passados uns dias, tenho agulhas a espetar-me os colhões e após umas horas tenho a genitália a parecer a cabeça do Mikhail Gorbachev.

Outro dos meus grandes problemas é o cu: fica de tal modo em peitos de frango descongelados que soltar um peido torna-se um atentado às leis da física. E logo eu que dou muitos, que eu cá é como os namorados: quer sair, sai. 

De certa forma custa-me fazer uma depilação à séria, que eu tenho receio que o homem gorila com bigodes dos filmes pornográficos dos anos 80, volte a estar na moda. E depois de fazer depilação definitiva, não me está a apetecer esfregar cagalhões no corpo só para ver se crescem outra vez para poder estar a par das tendências.

Este post não tem ponta por onde se pegue, mas foda-se que tenho mesmo os colhões a arder e precisava de desabafar. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vou começar a tomar nitromints debaixo da língua

Hoje foi dia de vir cá a casa a empregada. Aproveitei para cagar a casa de banho todinha a depilar-me até ter as bordinhas do cu a colar como peitinhos de frango. Tudo em inho até ficar com a casa de banho num cabelão.

Despedi-me rápida e alegremente da senhora para que ela não me apanhasse quando visse aquele inferno de pêlo. Como não gosto de estar em casa quando a velha cá está, fui passear o meu cu de galinha para um cabeleireiro a ver se fazia o mesmo na parte de cima.
Cheguei ao salão onde me perguntaram se tinha alguma preferência pelo cabeleireiro. Na iminência de responder que queria um qualquer que não fizesse merda, limitei-me a responder "um qualquer".
Agarraram numa moçoila qualquer encostada num canto a mirar as suas unhacas de gel pirosas que só elas, provavelmente estagiária, e traçaram o nosso destino. Ela corta-me e eu, possivelmente, foder-me-ei.

Ora que a moça começa a lavar-me o cabelo, enquanto abana as suas mil pulseiras e sempre a comentar o facto de que o balde da esfregona estava todo cagado. O que não agoira nada de bom do estado de assépsia com que o meu cabelo é tratado. 
A passagem para a cadeira dos secos foi feita com a queda da toalha no chão. Toalha essa que, OBVIAMENTE, voltou a ir parar-me aos ombros, que não estamos aqui com merdas.
E prontos que lá vai a moça toda quitada com o seu corte da moda e com as suas nails, buscar uma tesoura. Chega ao pé de mim com as suas scissors e eis que começa a endireitar o cabelo ao espelho durante cerca de 15 segundos... o dela, não o meu. Enquanto ela lá ia passando os dedos pelos seus cabelos alheia à minha presença, lá olhei para o chão que eu cá não quero estragar a pose da moça.

Voltando ao meu cabelo (que demorou, confesso), lá vai a máquina toda alegre pela nuca acima. Alheia à curvatura fisiológica da minha cabeça, a puta lá me esfaqueou umas dezenas de vezes e eu lá me calei não vá a menina fazer merda.
Quando reparei pelo espelho de trás, aí é que comecei a transpirar que nem um cavalo. Eu tinha uma nítida marca de cabelo à tigela, e torta à volta de toda a minha linda cabeça. Assim de soslaio, diria que o corte chamava-se capachinho. Temi que a puta ainda me fosse desenhar um cifrão na nuca, e que saísse com um dente de ouro e uma naifa no bolso. Para quem não me conhece, eu não sou preto. Não é um comentário racista; eu simplesmente não sou preto. Aliás, a única coisa que nos une é provavelmente o tamanho da pila. E penso que foi aí que se deu a confusão.

- Vai deixar essa risca a separar o cabelo de cima do cabelo de baixo? (sempre com um sorriso claro, não fosse a gaja desenhar-me uma valente cona na cabeça... e ninguém quer uma cona vingativa cravejada na nuca).
- Mas quer em cima à máquina?
- Não, mas queria tudo uniforme, se faz favor.
- Tipo dégradé? 
Eu não percebi muito bem o que seria dégradé nos meus três cabelos finos que sobraram de uma adolescência farta e cheia de gel. Mas temi pela criatividade da jovem, a ver pela montra.
- Não. Mesmo só tudo normal. Corte simples.

Eis que o anjo Gabriel desceu à terra, sob a forma de uma bichona com o andar da Naomi e comentou: Vilma, faz só máquina em baixo e tesoura em cima.

- Ah - exclama a puta da Vilma. - Quer tesoura em cima?
Oh foda-se, que raio queria ela que se usasse? O corta-unhas?
E a modos que saí de lá encharcado em suor, mas com a cabeça em condições. Eu até podia ter dito que isto ocorreu no Atrium Saldanha mas parecia mal estar aqui com acusações. Portanto não vou dizer onde foi.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A arte de bem comer

Nunca tive muita paciência para levar o tupperware para o trabalho, mesmo instalados em tempo de crise, é coisa que não me assiste. Primeiro, porque ainda tenho na memória o fatídico dia em que disse à minha mãe que gostava de delícias do mar, que passei a levar para a escola durante o que me pareciam anos, a mesma sandes ao ponto de ansiar comer o meu próprio cocó em alternativa. Segundo, porque agora em idade adulta já descobri a minha pilinha e portanto tenho coisas bem mais interessantes para fazer do que preparar comida para o dia seguinte.
Assim sendo, sempre fui um ávido consumidor do refeitório ou bar ou lá o que os locais de trabalho me proporcionam porque, felizmente, sou uma boca santa e como até merda grelhada no espeto se estiver bem temperado.

Ontem porém, cheguei ao refeitório e o tema do jantar era Os Árcticos. Era sentir o frio do ar condicionado a passar pelos ossos como se estivéssemos numa câmara frigorífica, a troco de manter as alfaces sempre fresquinhas. Pode baixar o ar condicionado?, pergunto eu. Não sei desligar, responde o senhor. A modos que fiquei na dúvida se encomendava sushi ou se jantava ali na Sibéria. Se comer depressa, bazo daqui em dois tempos, pensei eu.

Serviram-me a iguaria "panados de peru com esparguete" e lá me sentei com uma salada bem fresquinha a acompanhar que só ela. O que a ementa não dizia era que aquilo era esparguete ao sal. Sal, e mais sal de fazer torcer a cara toda. A ponto de procurar um espelho que estava a recear estar com a boca de lado a babar bocados de esparguete e com o braço caído em cima do prato. 
Foda-se ou querem-me matar ou andam a levar esta história de conservar a comida a sério.

A modos que hoje é sushi. A temperaturas normais, e sem AVC's.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Not so funny Sunday

Há dias em que não se passa nada, como um Domingo chuvoso, em que uma pessoa põe-se a pensar "foda-se, que eu quero fazer outra coisa completamente diferente com a minha vida". Não sei muito bem o quê ou em que aspecto é que a inovação dos meus pensamentos irá dar frutos, mas fico a passear o cérebro de um lado para o outro: se uma casa de comida inovadora que ponha toda a gente a ter orgasmos enquanto come (acho que para isso, as cadeiras teriam que vir com um caralho de plástico), se uma plataforma de rede social que permite que milhares de pessoas se cruzem na rede e que possam jogar Farmville, ou se uma casa de putas low cost que ofereça sexo oral a troco de cupões da Groupon. Claro que também tenho ideias melhores que estas.

Acho que nem me importaria de ganhar um bocadinho menos, desde que tivesse algum prazer com o que estivesse a fazer. O sexo não conta obviamente porque por enquanto ainda é grátis e ainda ninguem teve a ousadia de deixar uma nota de 50 em cima da mesa de cabeceira. É esse o meu tipo de homem: forretas.

Claro que podia estar para aqui a lamentar-me do meu trabalho actual e dizer que a minha chefe parece o macaco Adriano quando se pinta (e quando fala, já agora), mas não. Isso é feio e não se faz. A modos que só quero mudar, nada mais. Porque sim.

E talvez nem mude e seja feliz na mesma, ou talvez venha a aparecer no top 50 da Forbes Entrepeneur. Ou talvez merda, que fui atropelado por um camião depois de escrever este post (o que não deixa de ser triste que este seja o último post do blog). Mas é como eu digo: é Domingo e está a chover.