sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A minha "amiga" Melena

Sempre tive o azar de ser uma das pessoas mais pacientes no que respeita a interacções sociais. Por este motivo e dada a minha perserverança em relação ao outro que teima em persistir, fui muitas vezes o enrabado. Talvez advenha daí a minha viragem.
Vamos chamar a minha colega Melena (não é por ser um cagalhão sangrante, que é, mas sim porque rima). A Melena é um daqueles seres que vive no poço do isolamento social. Muito devido ao facto de ela falar p'ra caralho e nunca dizer um peido. Chega a ser exaustivo ter de aturar uma história que não tem qualquer propósito no final.
A Melena é um daqueles seres que, desprovida de quem a ature, convida os 5 "grandes amigos" para o seu aniversário, incluindo eu que troco duas palavras anualmente com a dita. Depois é ver quem é que inventa a diarreia mais aguada e mais sangrenta para se conseguir esquivar do jantar de amizade.
A Melena teve também a infelicidade de ter sido abençoada com um tipo de cara que qualquer revista de beleza classificaria como "bota da tropa". O que não é nada compensado pela sua figura roliça. E pelo personal styling daltónico mas que lhe assenta que nem... uma bota da tropa lá está.
Eu não tenho nada contra a desgraça dos outros, atenção. Acho que as pessoas devem abraçar a sua fealdade com unhas e dentes. Mesmo parecendo um hobbit (o caso), e mesmo que associado a um desajustamento social marcado. I don't give a shit. Mas não me fodam os cornos.

Não obstante, Melena não necessita de antidepressivos porque acredita piamente que arrumaria Charlize Theron a um canto (com o peso do cu, entenda-se). 
Melena considera que é uma fashionista nata e que tem um dedo para a moda. (Aqui entenda-se que estamos de acordo. A única coisa que não choca no meio de todo aquele ensemble é o dedo)
Melena tem uma prima que trabalha nas casas de alta-costura de Paris e que disse com todas as letras que Melena tinha uma cinturinha da Dior. Não me choca o facto de Melena ter uma relação muito débil com o espelho e achar que uma barriga inflamada com 3 kgs de gordura em cima, é certamente aquilo que a Dior procura para ajustar os seus espartilhos. Choca-me a sociopatia das invenções e da megalomania que esta miúda consegue desembrulhar para adquirir grande parte da nossa atenção. A miúda tem primas em todo o mundo, com os mais diversos feitos. Se estamos a falar de música, Alto! que a minha prima é a responsável pela fonografia mimimimimi; se estamos a falar de economia, Alto! que o meu primo faz fortunas a fazer mimimimi; se estamos a falar de sexo, Alto! que a minha prima é a prostituta que mais engoliu até hoje. Ok, esta última nunca aconteceu. A questão é que as tias da Melena deveriam ser enclausuradas que não fazem mais nada senão parir gente ilustre.

A modos que Melena está sempre alegre: um hobbit saltitante e com as banhas em flor, mas alegre. E não toma comprimidos porque tudo está bem quando se tem amigos, beleza, muito dinheiro e familiares ilustres. E uma imaginação muito fértil.
                         

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A benção do pêlo

Há dois dias decidi depilar-me com espuma para sobressair o meu corpinho Photoshop por debaixo do tapete de Arraiolos, que é pouco em cima, mas no resto não fui poupado. E depois ah e tal Deus ama toda a gente
Passados dois dias lá me lembrei do porquê de eu já não fazer isto há muito tempo.

Um dos meus grandes problemas com a depilação é a sua durabilidade: ou alguém me come na hora enquanto a minha pele parece um manequim oleado ou passados uns dias, tenho agulhas a espetar-me os colhões e após umas horas tenho a genitália a parecer a cabeça do Mikhail Gorbachev.

Outro dos meus grandes problemas é o cu: fica de tal modo em peitos de frango descongelados que soltar um peido torna-se um atentado às leis da física. E logo eu que dou muitos, que eu cá é como os namorados: quer sair, sai. 

De certa forma custa-me fazer uma depilação à séria, que eu tenho receio que o homem gorila com bigodes dos filmes pornográficos dos anos 80, volte a estar na moda. E depois de fazer depilação definitiva, não me está a apetecer esfregar cagalhões no corpo só para ver se crescem outra vez para poder estar a par das tendências.

Este post não tem ponta por onde se pegue, mas foda-se que tenho mesmo os colhões a arder e precisava de desabafar. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vou começar a tomar nitromints debaixo da língua

Hoje foi dia de vir cá a casa a empregada. Aproveitei para cagar a casa de banho todinha a depilar-me até ter as bordinhas do cu a colar como peitinhos de frango. Tudo em inho até ficar com a casa de banho num cabelão.

Despedi-me rápida e alegremente da senhora para que ela não me apanhasse quando visse aquele inferno de pêlo. Como não gosto de estar em casa quando a velha cá está, fui passear o meu cu de galinha para um cabeleireiro a ver se fazia o mesmo na parte de cima.
Cheguei ao salão onde me perguntaram se tinha alguma preferência pelo cabeleireiro. Na iminência de responder que queria um qualquer que não fizesse merda, limitei-me a responder "um qualquer".
Agarraram numa moçoila qualquer encostada num canto a mirar as suas unhacas de gel pirosas que só elas, provavelmente estagiária, e traçaram o nosso destino. Ela corta-me e eu, possivelmente, foder-me-ei.

Ora que a moça começa a lavar-me o cabelo, enquanto abana as suas mil pulseiras e sempre a comentar o facto de que o balde da esfregona estava todo cagado. O que não agoira nada de bom do estado de assépsia com que o meu cabelo é tratado. 
A passagem para a cadeira dos secos foi feita com a queda da toalha no chão. Toalha essa que, OBVIAMENTE, voltou a ir parar-me aos ombros, que não estamos aqui com merdas.
E prontos que lá vai a moça toda quitada com o seu corte da moda e com as suas nails, buscar uma tesoura. Chega ao pé de mim com as suas scissors e eis que começa a endireitar o cabelo ao espelho durante cerca de 15 segundos... o dela, não o meu. Enquanto ela lá ia passando os dedos pelos seus cabelos alheia à minha presença, lá olhei para o chão que eu cá não quero estragar a pose da moça.

Voltando ao meu cabelo (que demorou, confesso), lá vai a máquina toda alegre pela nuca acima. Alheia à curvatura fisiológica da minha cabeça, a puta lá me esfaqueou umas dezenas de vezes e eu lá me calei não vá a menina fazer merda.
Quando reparei pelo espelho de trás, aí é que comecei a transpirar que nem um cavalo. Eu tinha uma nítida marca de cabelo à tigela, e torta à volta de toda a minha linda cabeça. Assim de soslaio, diria que o corte chamava-se capachinho. Temi que a puta ainda me fosse desenhar um cifrão na nuca, e que saísse com um dente de ouro e uma naifa no bolso. Para quem não me conhece, eu não sou preto. Não é um comentário racista; eu simplesmente não sou preto. Aliás, a única coisa que nos une é provavelmente o tamanho da pila. E penso que foi aí que se deu a confusão.

- Vai deixar essa risca a separar o cabelo de cima do cabelo de baixo? (sempre com um sorriso claro, não fosse a gaja desenhar-me uma valente cona na cabeça... e ninguém quer uma cona vingativa cravejada na nuca).
- Mas quer em cima à máquina?
- Não, mas queria tudo uniforme, se faz favor.
- Tipo dégradé? 
Eu não percebi muito bem o que seria dégradé nos meus três cabelos finos que sobraram de uma adolescência farta e cheia de gel. Mas temi pela criatividade da jovem, a ver pela montra.
- Não. Mesmo só tudo normal. Corte simples.

Eis que o anjo Gabriel desceu à terra, sob a forma de uma bichona com o andar da Naomi e comentou: Vilma, faz só máquina em baixo e tesoura em cima.

- Ah - exclama a puta da Vilma. - Quer tesoura em cima?
Oh foda-se, que raio queria ela que se usasse? O corta-unhas?
E a modos que saí de lá encharcado em suor, mas com a cabeça em condições. Eu até podia ter dito que isto ocorreu no Atrium Saldanha mas parecia mal estar aqui com acusações. Portanto não vou dizer onde foi.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A arte de bem comer

Nunca tive muita paciência para levar o tupperware para o trabalho, mesmo instalados em tempo de crise, é coisa que não me assiste. Primeiro, porque ainda tenho na memória o fatídico dia em que disse à minha mãe que gostava de delícias do mar, que passei a levar para a escola durante o que me pareciam anos, a mesma sandes ao ponto de ansiar comer o meu próprio cocó em alternativa. Segundo, porque agora em idade adulta já descobri a minha pilinha e portanto tenho coisas bem mais interessantes para fazer do que preparar comida para o dia seguinte.
Assim sendo, sempre fui um ávido consumidor do refeitório ou bar ou lá o que os locais de trabalho me proporcionam porque, felizmente, sou uma boca santa e como até merda grelhada no espeto se estiver bem temperado.

Ontem porém, cheguei ao refeitório e o tema do jantar era Os Árcticos. Era sentir o frio do ar condicionado a passar pelos ossos como se estivéssemos numa câmara frigorífica, a troco de manter as alfaces sempre fresquinhas. Pode baixar o ar condicionado?, pergunto eu. Não sei desligar, responde o senhor. A modos que fiquei na dúvida se encomendava sushi ou se jantava ali na Sibéria. Se comer depressa, bazo daqui em dois tempos, pensei eu.

Serviram-me a iguaria "panados de peru com esparguete" e lá me sentei com uma salada bem fresquinha a acompanhar que só ela. O que a ementa não dizia era que aquilo era esparguete ao sal. Sal, e mais sal de fazer torcer a cara toda. A ponto de procurar um espelho que estava a recear estar com a boca de lado a babar bocados de esparguete e com o braço caído em cima do prato. 
Foda-se ou querem-me matar ou andam a levar esta história de conservar a comida a sério.

A modos que hoje é sushi. A temperaturas normais, e sem AVC's.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Not so funny Sunday

Há dias em que não se passa nada, como um Domingo chuvoso, em que uma pessoa põe-se a pensar "foda-se, que eu quero fazer outra coisa completamente diferente com a minha vida". Não sei muito bem o quê ou em que aspecto é que a inovação dos meus pensamentos irá dar frutos, mas fico a passear o cérebro de um lado para o outro: se uma casa de comida inovadora que ponha toda a gente a ter orgasmos enquanto come (acho que para isso, as cadeiras teriam que vir com um caralho de plástico), se uma plataforma de rede social que permite que milhares de pessoas se cruzem na rede e que possam jogar Farmville, ou se uma casa de putas low cost que ofereça sexo oral a troco de cupões da Groupon. Claro que também tenho ideias melhores que estas.

Acho que nem me importaria de ganhar um bocadinho menos, desde que tivesse algum prazer com o que estivesse a fazer. O sexo não conta obviamente porque por enquanto ainda é grátis e ainda ninguem teve a ousadia de deixar uma nota de 50 em cima da mesa de cabeceira. É esse o meu tipo de homem: forretas.

Claro que podia estar para aqui a lamentar-me do meu trabalho actual e dizer que a minha chefe parece o macaco Adriano quando se pinta (e quando fala, já agora), mas não. Isso é feio e não se faz. A modos que só quero mudar, nada mais. Porque sim.

E talvez nem mude e seja feliz na mesma, ou talvez venha a aparecer no top 50 da Forbes Entrepeneur. Ou talvez merda, que fui atropelado por um camião depois de escrever este post (o que não deixa de ser triste que este seja o último post do blog). Mas é como eu digo: é Domingo e está a chover.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Reflexões de Sábado


Assim como assim ninguém vem cá aos sábados.
(Escusam de comentar "ai eu venho" porque não era para pescar louvores. Estou mesmo sem nada para dizer).

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Cold

Está um frio de rachar cá em casa. E como se não bastasse tenho que deixar as janelas abertas, porque o cheiro que eu deixo na sanita é do tipo hiroshimiano com coentros.
 
Claro que poderia ter uma lareira se tivesse seguido a minha sina (ver post anterior) mas a minha humilde casa não permite. Já pensei numa salamandra mas dada a quantidade de coisas que já se enfiou nesta casa, sem résteas de espaço para pousar os pés, tornou-se impossível introduzir qualquer coisa nova ou útil ou ambas.

Por vezes penso em pegar fogo ao meu cão, pelo menos para aquecer as mãos mas só de pensar no cheiro fico nauseado. 
A modos que resta-me deambular levitar pela casa fora com uma manta de velha para dar a dica de vendermos a mesa de jantar em troca de uma lareira.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A Ternura dos 30... mas sem o olho negro...

Faço 30 anos dentro de um mês o que me deixa impelido socialmente para tratar de uma festa memorável porque só se faz 30 uma vez. Não é que me apeteça muito, mas sei que aos 40 vou desejar que aos 30 tivesse feito uma festa em que no dia seguinte estivesse tudo de cuecas no tornozelo e de cabeça enfiada na sanita à procura do Nemo.
A menos que acabe no Trumps, que nessas sanitas não enfio a cabeça. Não que seja esquisito, só não quero engravidar.

Todavia não estou a ver onde poderei fazer uma festa convenientemente (e esta parte dever-se-á provavelmente ao facto de não me apetecer fazer festa) . Ora porque é a crise e mandam-me à fava se for um jantar caro, ora porque não vou passar o meu aniversário no Burger King que p'ra isso, vou ao Elefante Branco fazer algo diferente e enfiar notas no cu de uma badalhoca qualquer.

Não me apetece fazer em casa porque o meu chef gourmet particular está indisponível nesse dia (e nos outros dias todos do ano que eu só o vejo em sonhos), e sinceramente entre passar o dia a cozinhar ou a jogar à roleta russa a ver se chego efectivamente aos 30 a troco de 10 mil euros, prefiro arriscar na bala nos cornos.

Também não tenho dinheiro para pagar o jantar aos amigos da cueca no tornozelo. Em parte por culpa da minha mãe, que eu sempre disse que quando fosse grande ia ter uma piscina e 30 criados, ao que a minha mãe respondia:

- Se estudares muito e tirares um curso superior e trabalhares muito, podes ter isso tudo.

Ora que tudo isto não ia muito de encontro aos meus sonhos de ser dondoca na altura, o que me levou apenas a olhar para a minha mãe com o meu olhar "girrrl, are you fuckin' crazy?". Descobri mais tarde que devia ter mantido esta primeira crença e que os pais afinal não sabem tudo e que estava cravado na minha linha da vida chular um paneleiro rico mas "escondido", a troco de sexo e mediante o não pagamento dos meus luxos, a ameaça de lhe escancarar as portas do armário para o mundo. Ya, eu teria dado uma grande puta. 
Mas a vaca dos testes psicotécnicos achou que eu dava melhor para empregos mais mal pagos.

Resta-me a esperança de acabar a minha noite numa valeta, que isso sim é de valor. Se pudesse ser acordado com um cão a mijar-me em cima seria a cereja em cima do bolo. E arrastar-me para casa e ter uma grande manhã de sexo. Agora que reparo no título do post, sou bem capaz de ficar com o olho negro... 






quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quando se vira a página porque queremos é que o Catroga vá apanhar no rabo...

Lido no Correio da Manhã, aquele jornal:

"Um iraniano de 21 anos desenvolveu uma semi-erecção permanente após fazer uma tatuagem no pénis. (...) A agulha penetrou muito profundamente (...) operação não teve êxito (...) o jovem recusou submeter-se a outros tipos de tratamento, preferindo manter a semi-erecção permanente."

Provavelmente a melhor alternativa iraniana aos combustíveis fósseis dos últimos tempos. Eu já disse que o Correio da Manhã é um excelente exemplar de um jornal?

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

2012 nos preliminares e já a enrabar-me em grande.

A modos que começamos o novo ano e fazem tudo para que tenhamos uma nova vida. Excepto a minha que tende a ir para a puta que a pariu a cada ano que passa. Como consequência disto, a minha instituição bancária decidiu oferecer-me um novo cartão multibanco - brilhante e fresquinho que só ele - para celebrar o ano em que ele provavelmente será utilizado muito menos vezes.

Esta operação simples (li isto na amável cartinha que fazia acompanhar o cartão) consiste em desactivar o antigo cartão e activar o novo. Esta simples operação foi por mim executada online e juntos, lá fomos nós para o test-drive.
 
Claro está cheguei à loja e não dava (tal como o antigo) e tive de levar com o olhar de desconfiança face ao meu estado de choque quase pronunciado com um "mm-hmm... claro que deve ser do pin... mm-hmm". 

Regressei a casa e liguei àquilo que chamam de gestor de conta (que se realmente gerisse a minha conta estaria muito melhor de finanças). Depois de uma longa lenga-lenga de quem percebia muito pouco do que estava para ali a fazer, por meio de vários "uhm" e "pois", sou informado de que a solução mais fácil será recordar-me do meu pin original. O que equivale, na minha memória de ervilha, a dar o cu nas lojas como moeda de troca.
Caso contrário o pin chegará à minha alegre casinha no espaço de... uhm... duas semanas... pois. 

Eu acho óptimo, porque eu não preciso de dinheiro no meu dia-a-dia e estou perfeitamente à vontade para oferecer sexo oral a estranhos em troca de um talo de alho francês. O que já não me dará tanto jeito para as compras do mês...
Claro que me avisaram de que este ano seria duro; nunca contei foi ficar sem acesso a dinheiro nenhum. Enfim, nada que não se resolva com um bocadinho de sexo aqui, um bocadinho acoli, e um bocadinho de gonorreia nas pilas dos trabalhadores do meu banco. Ah... e lepra. Lepra é fixe p'ra cair-lhes as pilas aos bocados enquanto estão de pé no multibanco a realizar operações nos seus cartões mágicos que funcionam.
São estes os meus votos continuados para 2012.

P.S. Eu sei que prometi mostrar hoje o meu cacete, mas como já devem ter percebido pela gravidade da minha situação, eu vou precisar muito dele nas próximas semanas.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Boosting the system

Uma pessoa faz uma dissertação sobre as mais variadas temáticas de culto: interesse zero.
Uma pessoa publica um modelo a ameaçar mostrar o piço, e é ver os hormônios da blogosfera a saltar.
Amanhã, neste blog: o meu cacete. Não percam!

Atentamente, Schnoof

Planos Furados

Andava a googlar imagens do Renato Seabra para celebrar o primeiro aniversário do insólito "colhões em saca-rolhas tartare", quando me aparece um modelo brazileiro chamado Renato Ferreira.

Obviamente que caguei para o que ia escrever...

















Lavem as mãos quando acabarem sff.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Se páro de dizer asneiras, meto-me na droga

Hoje cheguei ao meu local de trabalho e dirigi-me aleatoriamente a uma colega para fazer o meu cumprimento habitual e eis que o diálogo processou-se da seguinte forma:

Eu, obviamente - Então badalhoca, cheiras a...
Ela - a cona já sei. Já mudavas de cumprimento.

Fiquei desolado e impávido como se me tivessem dado um murro silencioso. Eu sou um bardajão previsível, sem pingo de surpresa e sem provocar um microsegundo de choque. Eu sei que digo muitos palavrões e que tenho um dicionário da Porto Editora na minha cabeça só para sinónimos de cona. Mas foda-se, não posso deixar de dizer palavrões senão meto-me nas drogas. E não sou muito bom nisso, confesso.

Desde que deixei de fumar, não posso tocar num charro publicamente porque engasgo-me e pareço uma criança a tentar entrar no mundo fixe da droga.

Não snifo nem meto na veia, basicamente porque a minha conta bancária não tem onde cair morta.
A única vez que tomei uma pastilha foi porque queria ir embora do Lux e convenceram-me de que aquilo seria o elixir de uma noite fantástica. Pois merda. Foi o elixir de umas pernas irrequietas mas continuava a querer bazar... com a diferença de que as minhas pernas não paravam quietas. Só quero reforçar, caso não tenham percebido, que as minhas pernas não paravam quietas. Ainda fui arrastado para o Kremlin nessa noite, onde me ofereceram cocaína de um corrimão. Pensei ir lá sacudir aquilo com as mãos, mas tive medo que as histórias dos tiros no Kremlin fossem mesmo verdade.
Fui para casa mega drogado convencido de que teria tido muito mais sorte com uma lata de Red Bull.
E claro, com as minhas pernas que não paravam quietas.


A modos que eu não sou um bom candidato para a droga. Sou óptimo para o sexo, confesso, e se fosse solteiro, nunca recusaria uma bela orgia. Mas droga não.
Portanto só me restam as asneiras de consolação de um wannabe toxicodependente frustrado que tem momentos alucinogénicos só de ver a cara das pessoas depois de lhes dizer que a sua cona fede a meita fora de prazo. São desabafos... por um estilo de vida saudável.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Hábitos de Leitura

Ainda vou a meio das Memórias de uma prostituta - Fanny Hill porque não consigo ler muito daquilo seguido. Basta apenas dois parágrafos e fico com o pénis entumescido... e isso não dá muito jeito para estar sentado, quando se tem uma pila do tamanho de uma perna.

A puta (que não tem outro nome) só sabe falar no membro robusto que lhe entrava ritmadamente pelo arbusto adentro de forma pulsada e lasciva. E todos os pormenores de uma vida sexual que teima em não ter fim. Eu já percebi: ela fode. Muito. Podemos avançar com a história?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Schnoof e o circo (quase tão bom como a Anita e o chouriço)

Ontem fui ao circo. Não costumo gostar de circo mas desta vez ofereceram-me e eu não tinha como recusar. E eu não posso estar sempre a alegar prisão de ventre. Ainda p'ra mais que levo no cu isso agora não interessa nada.
Fui com um misto de apreensão e curiosidade, porque já me tinham falado muito bem do cirque du soleil, mas circo é circo. E eu não costumo gostar de circo.
Começou com palhaços. Odeio palhaços. Mas estes eram diferentes e arrancaram-me gargalhadas sem recorrer à ordinarice. E eu odeio ordinarice, como sabem.
Fiquei encantado com a capacidade de duas chinocas esfregarem os seus chop sueys uma na outra, mas com a cabeça virada do avesso e com as costas, bem... nem sei onde estavam as costas. O que importa é que o voyeurismo lésbico tornou-se deveras curioso porque aquelas devassas excitadas não tinham ossos. E portanto achei desnecessário esfregarem-se uma na outra quando as sobredotadas conseguem chegar com as suas línguas nas suas próprias patarecas. Foi talvez pela emoção de se roçarem no meio do Pavilhão Atlântico.
Os dançarinos, os trapezistas, as outras figuras acessórias, os palhaços. Tudo a um nível extraordinário, embrulhados numa espécie de bailado contínuo com os seus vários actos.
Pela primeira vez, gostei muito de ir ao circo.
Gosto mais de foder é claro.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Apenas mais um post sobre gente nojenta e doente.

Comecei o ano a consultar as minhas estatísticas bloguistas, um dos meus vários momentos de indulgência narcisista. E perturba-me que, com tamanha badalhoquice gratuita que dispenso diariamente neste antro do putedo, ainda há pessoas que procuram badalhoquice mais arrojada do que a que proporciono. Agora querem a "popota nua em várias posições"

Para além de não ter conseguido fotos da dita com a xoxa escancarada, não creio que se as tivesse em minha posse, ousaria publicá-las. Em primeiro lugar, porque não é pitoresco e contrasta com a estética do meu blog. Em segundo lugar, porque poderia sujeitar-me a internamento compulsivo.

Esta última atitude, no entanto, sugiro aos leitores que me procuram no intuito de associar uma imagem da popota ao seu momento de êxtase. 

Se estão solitários, não compreendo sinceramente o que vos impede de procurar sites mais arrojados com imagens de genitais tratados a photoshop, reais, cobertos em óleo, reais, e que não sugerem tendências pedófilo-esquizofrénicas, ou seja, reais.

Se estão acompanhados, louvo-vos desde já pela vossa capacidade de multitasking. Eu compreendo que, por vezes, seja estimulante imaginar algo mais que o vosso parceiro/a e vai de googlar com um dedo enquanto o outro entretém a pássara ou o ilhó da companhia. Infelizmente, dadas as tendências ultra-conservadoras cá de casa, o meu namorado não me deixa sequer fazer sudoku enquanto pinocamos, o que me daria um jeitão. 
Provavelmente até sugeriria que fizesse sudoku enquanto vejo as Kardashians, o que seria de todo impensável, porque não consigo fazer sudoku enquanto estou a absorver as palavras de sabedoria das Kardashians. Óbvio.

Voltando à Popota e à minha compreensão face ao rácio deficitário psiquiatra / habitante em Portugal: estou convosco nas vossas horas de maior necessidade e dou o blog ao manifesto para toda e qualquer actividade que tenha como finalidade atingir o orgasmo. Se pudesse doaria um cêntimo a cada criança africana por cada orgasmo que conseguisse despoletar nos meus leitores. Mas por favor, não me peçam para postar a snaita da popota. 
A rata pendurada da duquesa de Alba talvez. 
A Popota não. 
É errado.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Bingo Doce

Anda tudo num alarido por causa do "desvio" de impostos do Pingo Doce ir parar à Holanda. Eu percebo perfeitamente e não me admira nada que o homem queira tirar o máximo lucro das suas laranjas, lado a lado com a erva e a venda da pachacha. 
Se é uma grande foda para a economia portuguesa? É. Se Portugal estava a pedi-las? Estava. Não pode ser tudo a levar no cu a seco e ninguem se manifestar.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Meet The Parents

A minha mãe anunciou recentemente que vem passar o meu aniversário comigo. Não comecem já com os "ai que fofa" que eu sei muito bem que ela veio para passar as tardes no spa do hotel e... puf, coincidência, faço anos.

Agora quer dar numa de mãe moderna toda porreiraça e marcar jantares com o meu mais que tudo. Não é que me aflija o desconforto da minha mãe. Aflige-me o meu desconforto em imaginá-la já a debitar histórias embaraçosas da minha infância como se sofresse de disenteria fatal da comunicação. Que sofre, só por acaso. 

A grande vantagem da mãe "porreiraça" é que com um copo de vinho, consegue-se abrir a tampa do secretismo e da humilhação. A minha mãe não bebe: só de cheirar álcool já nos coloca em posição de ouvir mais do que gostaríamos.

Provavelmente aproveitará para retirar do armário a história dos meus 10 anos e a minha vontade em ter um pónei. A minha mãe prometeu que me daria o pónei quando tivesse 25 anos. Eu perguntei se ela estava a falar a sério ao que ela respondeu-me que sim, se ainda quisesse um pónei com essa idade, poderia levá-lo comigo para a terapia. E outras que prefiro não reavivar.

A modos que tenho dois meses para preparar o meu amor para conhecer a feliz contemplada que me concebeu. E que se eu roço a loucura, a bipolaridade e o esquizofrénico... MEET MY MOM.

Quem sabe? Pode ser que ele só acabe comigo depois do jantar.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A culpa é sempre da crise

Porque o Natal ainda não acabou, os jantares de Natal ainda não acabaram por aqui. Hoje tenho o jantar de Natal da faculdade, esses tempos áureos em que se bebia álcool com os cereais e fodia-se entre aulas. Acho eu.
Mas todos crescemos e tornamo-nos gente adulta e, com o acompanhar das sociedades modernas, gente adúltera.

Para relembrar-nos que já todos perdemos a graça, alguns ex-alcoólicos e fornicadores, adopta agora o discurso responsável da crise que está aí. Tudo é desculpa para usar a máxima do "é a crise" aproveitando a deixa para tornar mais socialmente aceite a forretice que sempre esteve por detrás de tantas almas.

Agora sim, já se pode ir a um aniversário com as mãos a abanar porque estamos todos em crise. Já não é vergonha chegar a um casamento de envelope vazio; aliás já nem se leva envelope e ostenta-se orgulhosamente a sua elevada capacidade de contenção e gestão doméstica: come-se tudo e nada se dá. Porque estamos em crise não é verdade? 

E porque a crise aparentemente anda-nos a ir ao cu a todos, e estamos todos a deambular por aí de cu lasso a deitar bocados de merda pela rua sem que nos apercebamos, esta crise já chegou aos jantares de Natal. Aqueles jantares onde já se oferecia uma coisa simbólica de valor estipulado, agora passou a ser um "faça você mesmo". 

Eu não sei fazer nada. A única coisa que sei fazer é esgalhar o meu Zé e já pensei engarrafar a meita em forma de bálsamo anti-rugas. Ou isso ou um "vale uma queca". A julgar pela falta de sexo que por aí paira, o vale seria para muitos uma fortuna inestimável.

Isto tudo para explicar que esta modernice gratuita do faça você mesmo por culpa da crise, fode-me o cu mais do que a própria crise e, a menos de duas horas do jantar, ainda não fiz nada eu mesmo.
Se amanhã virem na rua alguém cheio de meita ressequida cuidadosamente espalhada por todo o rosto... é provavelmente minha amiga.

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012

Além de ser o primeiro aniversário do meu blog, foi o primeiro ano em que tenho a prova registada de que metade dos meus desejos não se realizaram: nem a afogar-me em papa de 12 passas com espumante, nem com as bordas do cu cobertas em tecido azul.
A modos que este ano, além de desejar condilomas no cu de quem inventou esses mitos urbanos, desejo para este ano com cuecas pretas:

- Que muito dinheiro entre na minha conta (todos os anos peço a mesma merda e só vejo a sair que fico na dúvida se não me terei enganado no pedido com a bebedeira);

- Que mude de profissão: quero ser dondoca. Tenho as habilitações necessárias e garanto que tenho talento p'rá coisa.

- Que a crise afecte só os outros e não a mim, que eu não me posso dar a esses luxos. 

- Que as pessoas parvas com que tenho de lidar diariamente ganhem herpes na garganta de tal modo dolorosas, que as obriguem a ficar caladas para todo o sempre.

- Que mais pessoas leiam este blogue e que isto se torne um culto negro da bardajonice, repleto de fiéis seguidores dispostos a chamar "Cona mal lavada" à primeira pessoa com que se deparem no meio da rua, a troco de garantia de um T3 luxuoso no inferno.

Um bom 2012.