segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Boosting the system

Uma pessoa faz uma dissertação sobre as mais variadas temáticas de culto: interesse zero.
Uma pessoa publica um modelo a ameaçar mostrar o piço, e é ver os hormônios da blogosfera a saltar.
Amanhã, neste blog: o meu cacete. Não percam!

Atentamente, Schnoof

Planos Furados

Andava a googlar imagens do Renato Seabra para celebrar o primeiro aniversário do insólito "colhões em saca-rolhas tartare", quando me aparece um modelo brazileiro chamado Renato Ferreira.

Obviamente que caguei para o que ia escrever...

















Lavem as mãos quando acabarem sff.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Se páro de dizer asneiras, meto-me na droga

Hoje cheguei ao meu local de trabalho e dirigi-me aleatoriamente a uma colega para fazer o meu cumprimento habitual e eis que o diálogo processou-se da seguinte forma:

Eu, obviamente - Então badalhoca, cheiras a...
Ela - a cona já sei. Já mudavas de cumprimento.

Fiquei desolado e impávido como se me tivessem dado um murro silencioso. Eu sou um bardajão previsível, sem pingo de surpresa e sem provocar um microsegundo de choque. Eu sei que digo muitos palavrões e que tenho um dicionário da Porto Editora na minha cabeça só para sinónimos de cona. Mas foda-se, não posso deixar de dizer palavrões senão meto-me nas drogas. E não sou muito bom nisso, confesso.

Desde que deixei de fumar, não posso tocar num charro publicamente porque engasgo-me e pareço uma criança a tentar entrar no mundo fixe da droga.

Não snifo nem meto na veia, basicamente porque a minha conta bancária não tem onde cair morta.
A única vez que tomei uma pastilha foi porque queria ir embora do Lux e convenceram-me de que aquilo seria o elixir de uma noite fantástica. Pois merda. Foi o elixir de umas pernas irrequietas mas continuava a querer bazar... com a diferença de que as minhas pernas não paravam quietas. Só quero reforçar, caso não tenham percebido, que as minhas pernas não paravam quietas. Ainda fui arrastado para o Kremlin nessa noite, onde me ofereceram cocaína de um corrimão. Pensei ir lá sacudir aquilo com as mãos, mas tive medo que as histórias dos tiros no Kremlin fossem mesmo verdade.
Fui para casa mega drogado convencido de que teria tido muito mais sorte com uma lata de Red Bull.
E claro, com as minhas pernas que não paravam quietas.


A modos que eu não sou um bom candidato para a droga. Sou óptimo para o sexo, confesso, e se fosse solteiro, nunca recusaria uma bela orgia. Mas droga não.
Portanto só me restam as asneiras de consolação de um wannabe toxicodependente frustrado que tem momentos alucinogénicos só de ver a cara das pessoas depois de lhes dizer que a sua cona fede a meita fora de prazo. São desabafos... por um estilo de vida saudável.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Hábitos de Leitura

Ainda vou a meio das Memórias de uma prostituta - Fanny Hill porque não consigo ler muito daquilo seguido. Basta apenas dois parágrafos e fico com o pénis entumescido... e isso não dá muito jeito para estar sentado, quando se tem uma pila do tamanho de uma perna.

A puta (que não tem outro nome) só sabe falar no membro robusto que lhe entrava ritmadamente pelo arbusto adentro de forma pulsada e lasciva. E todos os pormenores de uma vida sexual que teima em não ter fim. Eu já percebi: ela fode. Muito. Podemos avançar com a história?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Schnoof e o circo (quase tão bom como a Anita e o chouriço)

Ontem fui ao circo. Não costumo gostar de circo mas desta vez ofereceram-me e eu não tinha como recusar. E eu não posso estar sempre a alegar prisão de ventre. Ainda p'ra mais que levo no cu isso agora não interessa nada.
Fui com um misto de apreensão e curiosidade, porque já me tinham falado muito bem do cirque du soleil, mas circo é circo. E eu não costumo gostar de circo.
Começou com palhaços. Odeio palhaços. Mas estes eram diferentes e arrancaram-me gargalhadas sem recorrer à ordinarice. E eu odeio ordinarice, como sabem.
Fiquei encantado com a capacidade de duas chinocas esfregarem os seus chop sueys uma na outra, mas com a cabeça virada do avesso e com as costas, bem... nem sei onde estavam as costas. O que importa é que o voyeurismo lésbico tornou-se deveras curioso porque aquelas devassas excitadas não tinham ossos. E portanto achei desnecessário esfregarem-se uma na outra quando as sobredotadas conseguem chegar com as suas línguas nas suas próprias patarecas. Foi talvez pela emoção de se roçarem no meio do Pavilhão Atlântico.
Os dançarinos, os trapezistas, as outras figuras acessórias, os palhaços. Tudo a um nível extraordinário, embrulhados numa espécie de bailado contínuo com os seus vários actos.
Pela primeira vez, gostei muito de ir ao circo.
Gosto mais de foder é claro.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Apenas mais um post sobre gente nojenta e doente.

Comecei o ano a consultar as minhas estatísticas bloguistas, um dos meus vários momentos de indulgência narcisista. E perturba-me que, com tamanha badalhoquice gratuita que dispenso diariamente neste antro do putedo, ainda há pessoas que procuram badalhoquice mais arrojada do que a que proporciono. Agora querem a "popota nua em várias posições"

Para além de não ter conseguido fotos da dita com a xoxa escancarada, não creio que se as tivesse em minha posse, ousaria publicá-las. Em primeiro lugar, porque não é pitoresco e contrasta com a estética do meu blog. Em segundo lugar, porque poderia sujeitar-me a internamento compulsivo.

Esta última atitude, no entanto, sugiro aos leitores que me procuram no intuito de associar uma imagem da popota ao seu momento de êxtase. 

Se estão solitários, não compreendo sinceramente o que vos impede de procurar sites mais arrojados com imagens de genitais tratados a photoshop, reais, cobertos em óleo, reais, e que não sugerem tendências pedófilo-esquizofrénicas, ou seja, reais.

Se estão acompanhados, louvo-vos desde já pela vossa capacidade de multitasking. Eu compreendo que, por vezes, seja estimulante imaginar algo mais que o vosso parceiro/a e vai de googlar com um dedo enquanto o outro entretém a pássara ou o ilhó da companhia. Infelizmente, dadas as tendências ultra-conservadoras cá de casa, o meu namorado não me deixa sequer fazer sudoku enquanto pinocamos, o que me daria um jeitão. 
Provavelmente até sugeriria que fizesse sudoku enquanto vejo as Kardashians, o que seria de todo impensável, porque não consigo fazer sudoku enquanto estou a absorver as palavras de sabedoria das Kardashians. Óbvio.

Voltando à Popota e à minha compreensão face ao rácio deficitário psiquiatra / habitante em Portugal: estou convosco nas vossas horas de maior necessidade e dou o blog ao manifesto para toda e qualquer actividade que tenha como finalidade atingir o orgasmo. Se pudesse doaria um cêntimo a cada criança africana por cada orgasmo que conseguisse despoletar nos meus leitores. Mas por favor, não me peçam para postar a snaita da popota. 
A rata pendurada da duquesa de Alba talvez. 
A Popota não. 
É errado.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Bingo Doce

Anda tudo num alarido por causa do "desvio" de impostos do Pingo Doce ir parar à Holanda. Eu percebo perfeitamente e não me admira nada que o homem queira tirar o máximo lucro das suas laranjas, lado a lado com a erva e a venda da pachacha. 
Se é uma grande foda para a economia portuguesa? É. Se Portugal estava a pedi-las? Estava. Não pode ser tudo a levar no cu a seco e ninguem se manifestar.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Meet The Parents

A minha mãe anunciou recentemente que vem passar o meu aniversário comigo. Não comecem já com os "ai que fofa" que eu sei muito bem que ela veio para passar as tardes no spa do hotel e... puf, coincidência, faço anos.

Agora quer dar numa de mãe moderna toda porreiraça e marcar jantares com o meu mais que tudo. Não é que me aflija o desconforto da minha mãe. Aflige-me o meu desconforto em imaginá-la já a debitar histórias embaraçosas da minha infância como se sofresse de disenteria fatal da comunicação. Que sofre, só por acaso. 

A grande vantagem da mãe "porreiraça" é que com um copo de vinho, consegue-se abrir a tampa do secretismo e da humilhação. A minha mãe não bebe: só de cheirar álcool já nos coloca em posição de ouvir mais do que gostaríamos.

Provavelmente aproveitará para retirar do armário a história dos meus 10 anos e a minha vontade em ter um pónei. A minha mãe prometeu que me daria o pónei quando tivesse 25 anos. Eu perguntei se ela estava a falar a sério ao que ela respondeu-me que sim, se ainda quisesse um pónei com essa idade, poderia levá-lo comigo para a terapia. E outras que prefiro não reavivar.

A modos que tenho dois meses para preparar o meu amor para conhecer a feliz contemplada que me concebeu. E que se eu roço a loucura, a bipolaridade e o esquizofrénico... MEET MY MOM.

Quem sabe? Pode ser que ele só acabe comigo depois do jantar.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A culpa é sempre da crise

Porque o Natal ainda não acabou, os jantares de Natal ainda não acabaram por aqui. Hoje tenho o jantar de Natal da faculdade, esses tempos áureos em que se bebia álcool com os cereais e fodia-se entre aulas. Acho eu.
Mas todos crescemos e tornamo-nos gente adulta e, com o acompanhar das sociedades modernas, gente adúltera.

Para relembrar-nos que já todos perdemos a graça, alguns ex-alcoólicos e fornicadores, adopta agora o discurso responsável da crise que está aí. Tudo é desculpa para usar a máxima do "é a crise" aproveitando a deixa para tornar mais socialmente aceite a forretice que sempre esteve por detrás de tantas almas.

Agora sim, já se pode ir a um aniversário com as mãos a abanar porque estamos todos em crise. Já não é vergonha chegar a um casamento de envelope vazio; aliás já nem se leva envelope e ostenta-se orgulhosamente a sua elevada capacidade de contenção e gestão doméstica: come-se tudo e nada se dá. Porque estamos em crise não é verdade? 

E porque a crise aparentemente anda-nos a ir ao cu a todos, e estamos todos a deambular por aí de cu lasso a deitar bocados de merda pela rua sem que nos apercebamos, esta crise já chegou aos jantares de Natal. Aqueles jantares onde já se oferecia uma coisa simbólica de valor estipulado, agora passou a ser um "faça você mesmo". 

Eu não sei fazer nada. A única coisa que sei fazer é esgalhar o meu Zé e já pensei engarrafar a meita em forma de bálsamo anti-rugas. Ou isso ou um "vale uma queca". A julgar pela falta de sexo que por aí paira, o vale seria para muitos uma fortuna inestimável.

Isto tudo para explicar que esta modernice gratuita do faça você mesmo por culpa da crise, fode-me o cu mais do que a própria crise e, a menos de duas horas do jantar, ainda não fiz nada eu mesmo.
Se amanhã virem na rua alguém cheio de meita ressequida cuidadosamente espalhada por todo o rosto... é provavelmente minha amiga.

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012

Além de ser o primeiro aniversário do meu blog, foi o primeiro ano em que tenho a prova registada de que metade dos meus desejos não se realizaram: nem a afogar-me em papa de 12 passas com espumante, nem com as bordas do cu cobertas em tecido azul.
A modos que este ano, além de desejar condilomas no cu de quem inventou esses mitos urbanos, desejo para este ano com cuecas pretas:

- Que muito dinheiro entre na minha conta (todos os anos peço a mesma merda e só vejo a sair que fico na dúvida se não me terei enganado no pedido com a bebedeira);

- Que mude de profissão: quero ser dondoca. Tenho as habilitações necessárias e garanto que tenho talento p'rá coisa.

- Que a crise afecte só os outros e não a mim, que eu não me posso dar a esses luxos. 

- Que as pessoas parvas com que tenho de lidar diariamente ganhem herpes na garganta de tal modo dolorosas, que as obriguem a ficar caladas para todo o sempre.

- Que mais pessoas leiam este blogue e que isto se torne um culto negro da bardajonice, repleto de fiéis seguidores dispostos a chamar "Cona mal lavada" à primeira pessoa com que se deparem no meio da rua, a troco de garantia de um T3 luxuoso no inferno.

Um bom 2012.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Rebeilhão

A 2 horas da meia noite, tenho um peru chamuscado no forno. Isto não agoira nada de bom...

Gerês

Numa terra onde a presença de uma prostituta em horário laboral, é marcada pela presença de uma fogueira, eis que a minha senhoria decidiu presentear-me com uma bela toalhinha de consolo:

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Portugal e o Guiness

Estou a passar por Braga onde estão a planear construir o maior estendal do mundo. Porque não nos contentávamos com o maior racio atrasado mental per capita.
Uma vez que já sou um vencedor certo para maior caralho do mundo, proponho juntarem-se à minha causa para lançarmos o maior cagalhão colectivo do mundo. Vale tudo não é?

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Daydreaming na Lavandaria

Num dia normal como o de hoje, ir à lavandaria não foi mais que um conjunto de perguntas / respostas sim / não / não sei.
Numa de apimentar o meu dia, gostaria que o meu diálogo tivesse sido assim:

Ela- Bom dia.
Eu- Bom dia. Vim levantar a minha roupa e queria entregar este casaco para retirar a nódoa.
Ela- Sabe de que é que é a nódoa?
Eu- É meita ressequida.
Ela- Ah então óptimo. Temos muita experiência a retirar meita dos vestidos.
Eu- Óptimo.
Ela- Vai ficar no mesmo nome?
Eu- Não, hoje apetece-me... sei lá... Denise Rafaela.
Ela- Parece-me óptimo.
Eu- Quando é que estará pronto?
Ela- Sexta-feira.
Eu- Óptimo, assim consigo levar o casaco para o réveillon e sujá-lo de meita novamente.
Ela- Antes no casaco que nos olhos que aí já não lhe posso ajudar.
Eu- Maluca.
Ela- Doido.

Já não há atendimento ao cliente como havia antigamente.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Natal: o Fim.

E é assim que termina mais um Natal. Num só dia Portugal viu-se livre da Poputa do Continente e da Popota da Casa de Putas.
E de repente saíram-nos dois pesos de cima.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal com amor (ninguém vem ler esta m$%&a com um título destes)

Ontem pedi para reunir ingredientes para preparar uma bola de carne para levar para a consoada do local do trabalho (com umas garrafas de tinto, claro). Assim, quando chegasse a casa ia cozinhar a tempo de levar alguma coisa.
Quando chego a casa, eis que o meu amor deixa isto em cima da mesa:


Escusado será dizer que o buraco era para levar isto como ornamento à minha monstruosa pila, em jeito de coroa de Natal. Mas confesso que tive receio de escavacar a obra de arte.

sábado, 24 de dezembro de 2011

It's Christmas, bitch.

Hoje é dia 24. No meio de tanta azáfama de preparação para a ceia em que rechear o cu de um peru ou tirar o bacalhau do molho é provavelmente o vosso momento mais pornográfico do dia, espera-se grande convívio familiar.

Pois eu não. Trabalho no Natal e provavelmente o momento mais alto da minha consoada será após ter aberto a terceira garrafa de vinho, e ainda assim, conseguir manter-me de pé.
O segundo momento mais alto será recordar-me que depois disto, ainda me resta a passagem de ano.

Mas como só eu trabalho neste país, desejo a todos os outros um Natal cheio de embrulhos com pacotes de palitos La Reine dentro!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Véspera da véspera de Natal

Hoje é véspera da véspera de Natal e estou em modo tranquilidade por já ter os presentes todos comprados. Claro que hoje o meu coração vai para todos os soldados corajosos que decidiram enfiar-se por entre cenários de guerra em todos os centros comerciais deste país. A todos o que se sujeitam ser atropelados por manadas de pessoas, espezinhados até à morte sem que ninguém se aperceba porque, convenhamos, estamos todos emebebidos em espírito natalício, dou-vos todo o meu amor e apoio incondicional. Porque é Natal.

Nesta época também costumo inebriar-me em solidariedade e dou dinheiro a cada mendigo que vejo na rua. É pouco mas grão a grão dá para comprar um peru. Claro que alguns amigos mais chegados chagam-me a paciência porque o mais certo é aquele dinheiro ir parar ao álcool. O que me parece bastante razoável porque o país vive da produção e ingestão do álcool e se não depositarmos nos nossos mendigos a tarefa de rodar a economia da vinicultura, aí sim, entraremos numa grande recessão. E depois quero um empréstimo para um carro e ninguém me dá, porque a economia está estagnada.

Este ano fez-se luz na minha cabeça e decidi poupar trabalho e saúde aos mendigos. Fui eu próprio doar do meu dinheiro à vinicultura... e ainda recebi vinho em troca. É fantástico. A modos que este ano, não vejo porquê dar dinheiro aos mendigos quando eu posso comprar vinho para mim.

Desta forma, recheado de amor para dar (não dinheiro, amor), desejo a todos um feliz Natal. Para todos os outros que vão apanhar grandes secas nesta quadra, amanhã passo por cá para dar algum sentido à vossa consoada.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O-O

Odeio quando começo a receber sms de Natal de números que eu não faço a mínima ideia de quem sejam. Acho que não é a altura ideal para responder à mensagem de boas festas com "Quem és?".

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O anúncio sem propósito

Já vi o anúncio da Popota dezenas de vezes este mês, mas por mais que tente ainda não consegui perceber que raio é que ela está a vender este ano.
O ano passado foi um livro de receitas, há dois anos um cd... este ano parece-me simplesmente que está a vender a cona. Por mim tudo bem que não vou lá contribuir, que se é p'ra isso eu cá prefiro o livro da Leopoldina. Mas parece-me um bocado de mau gosto saber que ela angariou 800 mil euros para a Pediatria do IPO através da venda da snaita.
Mas isso sou eu que sou antiquado.