domingo, 6 de novembro de 2011

Paris

Da primeira vez que visitei esta cidade não lhe caí propriamente aos pés. Talvez porque tinha sempre imaginado que o passeio pelos Champes-Elysées era obrigatoriamente acompanhado por uma banda sonora de Greatest Hits da Edith Piaf. Não era nada disso.

Desta vez foi diferente: já sabia que não havia banda senhora nenhuma. Era absorver a cidade. Não entrei no Louvre desta vez porque não toleraria mais uma manhã de mulheres com a mama de fora, mas sempre com um ambiente celestial. Tentei inclusive tapar uma que deveria estar já com os mamilos a tiritar de frio, mas como podem ver na foto, o vento encarregou-se de desfazer a minha protecção. Some things were just meant to be.

A grande atracção do momento, qual fila para a torre Eiffel, é a abertura da Abercrombie & Fitch nos Champs-Elysées. Filas de fazer acordar às 7h para ir apreciar os meninos e comprar roupa. Só não entrei porque se na porta, estavam duas aves feias a dizer olá, nem quero imaginar os exemplares que estavam na loja a "dobrar roupa".

Tiramos fotos com a torre Eiffel em pano de fundo em quase todas as posições que ia jurar que tenho cá fotos suficientes para compilar o Kama Sutra francês. Jantamos mais tartare. Se aquilo não é 100% de carne de vaca, por esta altura já sou o feliz dono de uma comunidade de lombrigas.

sábado, 5 de novembro de 2011

Reims - Part 2

Tal como disse ontem, a cidade de Reims ficou conhecida em poucas horas. Hoje aproveitei os ares de Reims para papar quilos de episódios de Anatomia de Grey. Nem mudei de cuecas. Estou bem obrigado.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Champagne-Ardenne: Reims

Como qualquer alcoólico que se preze, tinha que vir parar à terra da produção mundial de champanhe. Tal como em Amsterdão, em cada esquina vemos uma cave; só que em cada cave escondem-se toneladas de garrafas da tão apetecida e sobrevalorizada gasosa com sabor a vinho.

Como alguém estava muito ocupado a tratar de assuntos de importância internacional, fui tratar de coisas mais importantes ainda e dei asas à minha futilidade percorrendo ruas para conhecer a cidade e ver lojas.

Reims vê-se em duas horas - com paragens. Não fosse eu ter-me perdido durante uns valentes minutos, e tinha passado a tarde numa esplanada francesa a ler O Ser e o Nada de Sartre (foi a capa que eu escolhi para  tapar a capa da Fanny Hill - Memórias de uma Prostituta).

Fui almoçar mais tartare porque aqui come-se comida crua em todo o lado. Seja salmão, seja carne, tudo cru. Adepto desta cuisine, estou a ponderar vender o meu fogão e substituir o espaço por vasos.
Houvesse bacalhau e também faziam dele tartare: em Portugal temos algo semelhante com tartare de bacalhau mas chama-se punheta. Sempre muito eruditos nas nossas nomenclaturas. Bons costumes.

Encontrei um mealheiro revestido de símbolos de Nova Iorque e comprei-o para ver se em Setembro, consigo escancarar aquela porcelana chinesa e entregar as minhas poupanças numa agência de viagens. Apesar de ainda ter lá estado o ano passado, já estou a ressacá-la.
Amanhã cá estarei ainda em Reims, e estou a perder gotinhas tal é a excitação de descobrir mais sobre esta terra tão grande e com tanto para ver e fazer! Acho que termino o meu livro não tarda.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Disney - Day 2 - O Parque

Como detentores de sérias patologias como nós somos, acordamos às 7:30 para conseguirmos apoderar-nos de todas as atracções antes dos outros, quais garganeiros. E assim foi, ainda a limpar as remelas pelo caminho e com uma manga por vestir, fomos em modo acelerado para poder andar no Space Mountain três vezes.

Ainda não eram 9:15 e já precisávamos de recarregar as energias com um pequeno-almoço para javardos. E assim, de pança cheia, lá percorremos Pirata das Caraíbas e Indiana Jones para depois podermos fazer as atracções exteriores: e eis que chove a potes. De pés encharcados para o resto do dia, ao ponto de garantir uma pneumonia para tempos vindouros, lá fizemos tudo o resto porque a nós a chuva não pára. Enfiamo-nos em tudo o que havia desde as chávenas da Alice ao Pinóquio, ao comboiozinho turístico, passando pela Branca de Neve, não houve atracção para criancinhas que nos detivesse. Se era para fazer tudo, tudo faríamos.

Voltamos a encher o bucho com comida mexicana à tonelada per capita, e perdemos a parada dos bonecos porque: um, já tínhamos visto há uns anos atrás; dois, estávamos muito ocupados a decidir se havíamos de esperar para andar no carrocel dos cavalinhos ou se estava na hora de ir voar no Peter Pan. Assim como assim, ratas Minnie já eu tinha visto muitas; e ratas Maxi também.

E só cedemos ao adeus, porque as pernas guinchavam já muito alto e os pés ameaçavam decompor-se após tantas horas em banho Maria a fazer schlap-schlap.

A Disney não me desilude e por mais cabelos que caiam desta cabeça, ver um clássico da Disney traz as mesmas sensações que quando as via em criança. Por isso decidi fazer uma maratona e rever todas as longas metragens que eles já fizeram até à data.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Disney - Day 1- Estúdios

Vir a França e não vir à Disney, é como ir a Espanha e não visitar a Duquesa de Alba. Portanto, apesar de já cá ter estado, a cara metade garantiu-me dois dias de regresso à infância, uma vez que a Disney fez grande parte da minha vida.
Continuava tudo mágico e tudo "when you wish upon a star", excepto quando chegou a hora de começar a andar nas coisas. 90 minutos era o tempo médio de espera anunciado para cada atracção e 120 era o tempo real. A minha mente sodomizava-me a cada milímetro que avançava na fila: regressar a uma quarta-feira, regressar a uma quarta-feira. O diabinho da minha orelha esquerda só sussurrava: matar as criancinhas vestidas de princesa.
Conseguimos andar nas principais: aerosmith, finding nemo e o twilight zone tower hotel. E depois mais alguns que encontramos pelo caminho (incluindo os tapetes do aladino porque alguém não se calava com aquilo).
O parque fechou às 19h, e corremos que nem putos para o outro parque para ver se ainda conseguíamos espremer mais aventura, apesar de que amanhã estaremos lá outra vez. Papamos o Space Mountain e ainda conseguimos percorrer o It's a small world já no escuro.

Fomos jantar hamburgueres ao preço de lagosta porque os restaurantes daqui servem pouco mais do que isso, e agora estou sentado na cama de um hotel que prometia magia por toda a parte mas apesar de toda a luxuosa fachada (e valor acrescentado), já levamos com cabelos no lavatório, um ralo que simplesmente teima em não escoar e um sapato usado desconhecido no hall de entrada.
Amanhã rezo por mais encanto.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

In Bruges

À parte da cidade que abrange os mais diversos scores de higiene, o hotel era fantástico. Adormeci a ver um filme sobre um cão que me deixou deveras perturbado.
Dormi mais uma hora do que é suposto e fui tomar banho. Mais uma vez, roubei a loção de corpo do hotel, contra a vontade de certa pessoa que diz que pareço um pelintra sempre que faço isso e que qualquer dia temos produtos de higiene hoteleiros armazenados em casa para África inteira (não o país da América do Sul, mas o continente).

Fomos conhecer Gent: uma cidade com cara lavada e com rostos lavados. Tipicamente europeia na sua concepção, com edifícios bonitos e praças várias com encantos próprios. Como ainda não tínhamos comido nada, tentei por tudo arriscar numa esplanada qualquer típico-turística. Mas só conseguia ler croken, oosten e fracht em todo o lado e não me estava nada a apetecer terrinas surpresa àquela hora do dia. Pizza Hut com ele.

Já de barriga cheia após uma pepperoni lovers confeccionada com os mais frescos ingredientes belgas, partimos rumo a Bruges. A única referência que tinha de Bruges era de um filme com Colin Farrell que me deu grandes doses de sono e cuja única parte recordava, era a de um suicídio a partir de uma torre gigante. A cidade tem um encanto muito especial por ver conservadas as fachadas históricas pitorescas por entre rios e igrejas. É um must visit para qualquer pessoa que se encontre por perto (ao contrário de Antuérpia).
E claro, chocolateries por toda a parte não fosse a Bélgica exímia no fabrico de chocolates.



Amanhã vamos rumar a Disney e revisitar a minha amiga Rata Minnie.

domingo, 30 de outubro de 2011

Antuerpia

Afinal vim para Antuerpia. Esta coisa de planearem a estadia por mim deixa-me baralhado das ideias.
Uma longa viagem de carro depois, chegamos à famosa terra do comércio. Fiquei completamente desolado com as vistas: os prédios eram pavorosos e pelos vistos, as pessoas que vieram trazer as especiarias outrora, tambem ficaram por ca. Parecia Martim Moniz. As pessoas aparentavam gastar mensalmente em higiene aquilo que eu gasto em bíblias.
Andamos e andamos e passei o tempo todo à procura da Upper East Side cá da zona mas a cada esquina esbarrava com Little India... Mas em mau. Ainda circulamos pelas supostas galerias do diamante. A julgar pelo ar das redondezas, os unicos diamantes eram provavelmente os que roubavam aos transeuntes.
Até que finalmente viramos uma esquina magica que desaguava para uma tipica cidade europeia. Pessoas lavadas, lojas, arquitectura histórica conservada. Considerei a partir daí que a cidade era bonita... Nao maravilhosa, bonita.
Bebemos uma cerveja no porto onde os barcos antigamente iam despejar as mercadorias de outros mundos. Não conhecia nenhuma cerveja portanto optei por uma kriek st. louis premium. Se é crica não há-de ser má. Ou pelo menos assim pensava há muitos anos atrás.
Encontramos a estátua da foto que me intrigou por simplesmente não compreender o significado de dois anões a vislumbar o pirilau de um homem gigante. Mas se é arte, é legítimo. Se fosse no balneario era paneleiragem.
Amanha creio que vou a Bruges mas já não digo nada porque posso ir parar a outra terra.

sábado, 29 de outubro de 2011

Telegrama: Je suis arrivée

Um dia perdido em viagem. Mala de um lado para o outro. Experimentei um TGV pela primeira vez. A experiência é igual a um Alfa.
Cheguei e...

(o conteúdo não é passível de ser descrito)

Depois fomos jantar. Após comer carne crua, optei por um tártaro - mais carne crua. Não consegui mais nenhuma foto porque a minha máquina não capta bem imagens debaixo dos lençóis.
Amanhã - Bruxelas.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Check-in

Depois de terem aturado os meus devaneios devido à falta de sexo, vou finalmente juntar-me ao coiso e tal que está temporariamente lá p'ra Paris de França e soltar o leão. Não que me lembre muito bem do que é que isso seja (o sexo) nem de como se faz, mas estou confiante na recuperação da minha memória a longo prazo.

Despejei o meu filho cão para casa da minha amiga Enxovalhada (aquela que tem menos instinto maternal que o Carlos Silvino). Acho que só vai passeá-lo porque dá um ar de pessoa com sentimentos e doce e meiga e pode resultar no engate. E porque o pêlo  do bicho condiz com a pele das botas.

Despejei as minhas filhas (Beyoncé e Mariah) para casa da minha amiga Badalhoca. Vou confiar na pequenez dos bichos como factor desmotivante dos impulsos sexuais dela. Não que morressem afogadas claro... é pelo choque térmico.
Acho que só aceitou tomar conta delas porque ameacei em pleno facebook que iria despejá-las pela sanita abaixo caso ninguem se oferecesse como sitter. A minha irmã ficou horrorizada. Não sei o que é que é pior: ela acreditar que faria isso ou ela continuar a falar comigo sabendo que as deitei na retrete.

E cá estou, pronto para voar sob turbulência em modo tranquilidade. Trago o livro Fanny Hill: Memórias de uma Prostituta portanto duvido que note alguma despressurização no meio do deslumbramento.

Prometo relatos extensos diários (mais para mim do que para vocês, mas são livres de ler se quiserem). E pronto... enquanto não vislumbro a Torre Eiffel, vou espreitar quanto é que a Fanny cobrava por sexo anal sem beijo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Eu e os jogos

Hoje decidi finalmente fazer download de um aplicativo réplica do primeiro jogo de Copas que o Windows fabricou. Passei tardes inteiras a jogar aquele jogo quando os jogos do DOS já estavam fora de moda e os novos jogos do Windows 95 estavam ainda a ser criados. E o meu computador era uma bomba e tinha uma capacidade louca: 800 fantásticos megabytes.

Tal como o jogo anterior, este permite dar nomes aos jogadores. Quando era mais puto, esses nomes eram geralmente os membros da  minha família. Eles, por sua vez, estando perto ou estando longe, eram objecto da minha fúria constante sempre que me espetavam com uma dama ou com uma carrada de copas. Depois era ver a minha mãe chegar alegremente a casa e eu quase nem lhe dirigir uma palavra por me ter "ganho" três jogos seguidos. 

Mais interessante é saber que passados todos estes anos, estou chateado com o meu namorado que está a centenas de quilómetros de distância, provavelmente a trabalhar, por me ter espetado com uma dama logo na primeira mão de ouros. Como é que eu ia adivinhar que estavas seco a ouros logo na primeira jogada?

Não me ligues antes das seis se faz favor que é o tempo que vou demorar a fazer as pazes contigo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tecnologia 3D


Jennifer, se eu for a um cinema desses poderei ficar com a cara esporrada? Opa, é que queria experimentar mas tenho um terror de ficar com as pestanas coladas.

De férias.

Estou oficialmente de férias. Passei a manhã a repetir isto ao ponto de algumas pessoas sentirem-se tentadas a cortar-me os tomates com um x-acto. Mas repeti novamente até levá-las ao desespero que eu não sou de desistir facilmente.

Enfiei-me no trânsito debaixo de chuva e por trás de convictos de que em tempo de chuva a velocidade máxima é de 10 km/h. Roguei uma crise de lepra a cada um e cheguei a casa. 

Fui levar o cão a passear. Fomos encharcados por um carro a alta velocidade. Pensei se seria prudente arrancar uma pedra da calçada e acertar na janela do filho da p$%&. Por 50 pontos ainda acertava-lhe na nuca e provocava-lhe um traumatismo craniano. Não sou assim tão bom com desportos de pontaria. Desisto e vou ao talho comprar carne que hoje estou com desejos de carne à portuguesa.

Chego a casa, abro a minha Time Out e deparo-me que a Oportunidade da Semana para compra de imóveis é de 390 mil euros. Se isto é a oportunidade da semana, então está na hora de me convencer que já saí da classe média há muito tempo. Estou lado a lado com o arrumador de carros ali da frente e com a minha empregada russa que feitas as contas, ganha quase o mesmo que eu à hora.

Estou a lavar roupa suada com mais de 24 horas para depois deixar bué de roupa para a minha empregada engomar, enquanto estiver fora. Estou também a olhar para as peixas a pensar se valerá o trabalho de deixá-las com uma amiga durante uma semana ou se faço sushi agora.

Continua a chover. Que bom estar de férias...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Complexidade Tecnológica do Elevador

Tenho a infelicidade de trabalhar a vários pisos acima do nível do chão. A tecnologia encarregou-se de facilitar o voo, inventando uma coisa chamada o elevador. Mas o conceito ainda gera alguma perplexidade em certas pessoas, fodendo dificultando a vida de quem está com pressa.

Apanhar o elevador exige um trabalho de casa prévio e estudado: o destino. Para onde vou? Para cima ou para baixo? Não é na altura que se decide. É com muita antecedência. 
Provavelmente fruto dessa indecisão, laivos de inteligência impelem muito boa gente a carregar nos dois botões: para cima e para baixo. Se é burrice ou se é o síndrome da omnipresença querendo estar em toda a parte ao mesmo tempo, eu ainda estou a tentar perceber. Os dois botões servem para se fazer uma escolha como em tudo na vida. Não é para enfiar lá os dois dedos como se estivesses sozinho em casa no duche.

Muito menos por achares que carregar nos dois ao mesmo tempo, carregar com mais força ou carregar dez vezes vai acelerar o percurso da descida porque aí, o elevador vai perceber "ai que há uma senhora com pressa, deixa cá despachar".

 
Todavia se fosse só pela vossa burrice, ficaria enternecido a olhar para as vossas figuras, divertindo-me durante o tempo de espera. O problema é que são vocês, cheios de pressa para irem para cima e para baixo ao mesmo tempo, que atrasam aquela merda toda (go figure). Se o elevador vai para cima, o facto de terem tocado nos dois não vai fazer com que interrompa o percurso de quem lá está só para descer por vocês. Vai sim, abrir a porta e atrasar a vida de todos porque estupidamente o elevador pensou que por teres tocado na seta para cima, querias efectivamente subir. Tamanha loucura de ideia, eu compreendo.

Como se já não bastasse a angústia de controlar o impulso de ver esmagadas as cabecinhas ocas de quem ainda suspira de desespero por estar a demorar tanto, alheio à culpa exclusivamente sua pelo facto de isso estar a acontecer, ainda temos todos de gramar com a abertura de porta duas vezes quando já lá estamos dentro.

- Se calhar é do peso a mais...

- Não minha valente retardada mental, é do peso a menos na tua cabeça que não sabes tocar apenas na seta do teu destino...

(esta resposta ocorreu apenas na minha cabeça porque ainda sou uma pessoa civilizada e opto antes por fazer formação cívica como neste post)

domingo, 23 de outubro de 2011

Desbafos da Casa de Putas

Anda aqui uma pessoa, sem résteas de vida própria, em pulgas para ouvir a Cátia no confessionário a dizer como foi apanhar do Carlinhos, e tenho que levar pela centésima vez com a história da Fanny e do corno contente. Chiça que isto dá-me uns nêrves.

Sundays...

Só apetece ficar em casa a emborcar vinho, ver filmes de caca, e arranhar com as unhas na parede os dias que faltam para foder. Tenho uma bola bem grande na agenda como se estivesse à espera de uma mega menstruação. É verdade tenho data marcada na agenda para sexo. E depois tenho aspas nos dias seguintes.
Quanto a Paris... saio, tiro uma foto e volto para o carro para mais sexo.

sábado, 22 de outubro de 2011

Oh foda-se...

Recebi mais um selinho com direito a questionário da minha amiga que tem mais Louboutins no armário do que pêlos no cu. Ela sabe que odeio estas merdas e ainda para mais, rejeitei os outros selinhos de caca que me enviaram mas este é mega bichona. É tão mauzinho que nem publiquei aqui que aquilo grita "ah e tal que levo no cu com morangos e gomas". Deixo apenas o link para irem lá deixar comentários maldosos e chamá-la de bardajona.

Tendo em conta as ameaças em jeito de ultimatum receoso que ela me esmague a piroca com a ponta do stiletto, e visto que aos sábados ninguem vem cá ler isto, vou fazer isto apenas uma única vez e não me fodas mais os cornos com estas merdas:

a) o que eu menos gosto em mim... a minha pila. É demasiado grande ao ponto de provocar assaduras. Enerva-me ter que enrolá-la todos os dias para não espezinhá-la enquanto estou a andar na rua. Ou entalá-la nas pedras de calçada. E o facto de provocar demasiadas invejas nos outros por ser lindo de morrer. Não gosto disso em mim. Acho que deveria ter nascido mais feio.

b) se eu ganhasse o euromilhões... abria uma casa de revistas e fazia o re-lançamento da revista Gina (aquela revista de gajas nuas com um arvoredo que só visto). Não é que seja a minha fruta de eleição, mas sou pela cultura da badalhoquice vintage e patrocino-a veementemente. E lançava a revista Schnoof de distribuição gratuita a concorrer com o metro e o destak, para fazer corar as velhas do metropolitano e incitar os afrontamentos públicos. Alimentava-me da publicidade a vibradores e acompanhantes de luxo.
Isto, claro, tudo escrito a partir de um loft gigantesco em Nova Iorque mas sempre a falar da crise portuguesa que tanto se fazia sentir na minha pele. Tenho espírito de pobre e isso ninguem me tira.

c) qual o significado do blog para mim? é um escape que me permite descarregar 5% das minhas ideias porcas de forma a perservar a sanidade mental de quem convive comigo diariamente e quem tem de levar com os restantes 95% da minha diarreia mental. Quando for mais velho, pretendo lê-lo e perceber que já fui mais parvo outrora.


d) o que é beleza para mim... um espelho bem lavadinho.

e) frase que marcou a minha vida... a minha mãe devolveu-me um lenço de pano já lavado e dobrado e disse: "ISTO é para o nariz..."

f) blogues a quem vou passar o selinho... não me atrevo a passar esta merda a ninguem que selinhos, só nas cuecas.

Estás satisfeita? Agora não me chateies mais com estas paneleirices.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A minha veia de cientista louco (as outras são p'rá droga)

A minha mãe sempre teve receio de me deixar sozinho em casa quando era mais novo. 90% disto prendia-se com o facto de o meu síndrome "não tenho nada para fazer", impulsionar-me a vestir o avental da Marie Curie e por mãos à obra. Aquilo acabava sempre em desastre doméstico, culminando com uma valente chapada da minha mãe que na altura sabia-me a bem pior que qualquer exposição a radioactividade.

Ontem estava num desses dias. E como não tenho sexo e não era dia de danças, estava um bocadinho restless, o que em português se traduz por "pulgas no cu". Vi o doseador de sabão líquido para as mãos completamente vazio. E isto fez-me um grande Eureka na minha cabeça. (na cabeça da minha mãe provavelmente faria um grande Eufoda-se embora ela não o pronunciasse e se limitasse a trancar todos os produtos a sete chaves).
Vou fazer sabão líquido caseiro. Fui confirmar a receita que já sabia há uns anos atrás. Dirigi-me à cozinha e pus mãos à obra. Como tudo no mundo da arte doméstica me parece demasiado pouco, dupliquei a "receita". Incluí o aroma de um perfume da Massimo Dutti que temos cá em casa e que ninguém usa. Não vou dar a receita que é só procurar na net que isto aqui não é o Cantinho da Mitó.

Cheguei a três conclusões que a vida farta-se de me atirar à cara:

- duplicar a receita transformou 250ml de preparado em dois alguidares de sabão líquido - o suficiente para lavar o cu aos concorrentes do Peso Pesado durante uma década.
- se ninguém usava o perfume da Massimo Dutti é porque era uma valente merda. E agora é tarde demais que tenho a casa empestada em Massimo Dutti. Já me peidei duas vezes e nem assim.
- eu não sou a puta da Martha Stewart.

Agora isto parece o laboratório do Fight Club mas sem o cheiro a mortos - só Massimo Dutti. Este Natal meninas já sabem: vão levar com sabão para lavar as vergonhas... com cheiro a hóme.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Vou adoptar uma pedra

Milagre

Morzinho, coisa mais linda do teu mais que tudo;

Acho que ando a ser alvo de milagres divinos e isso é bom sinal, não é?

Lembras-te daquela tábua de queijos que tínhamos cá em casa?
Pois... Deus pegou e multiplicou e agora temos três...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sacrifícios

Almoçar na companhia da SIC Notícias nos tempos que correm não se tem revelado uma ideia muito iluminada. Para quem está numa de dieta, pode resultar ao ponto de cada medida sentir-se como um nó no estômago ao ponto de parar a digestão. O ingrediente certo para depois sacar do limador de unhas e enfiá-lo na garganta enquanto se garante uma linha formidável.

Para quem come diariamente como um javali acabado de sair do Ramadão (estou a falar de mim, portanto), cada corte anunciado é como um strip involuntário que alguma entidade divina me faz lentamente. Cada dia mais cortes que por momentos pensei que a minha pila estava directamente em cima da comida.

Hoje em dia opto por desligar a televisão. Se isto é ignorar o problema? É pois. E resulta quando eu faço isso com as putas com quem não me apetece travar mais que um sorriso cínico. Porque não há-de resultar com isto. 

Já sei que todos têm chauffeurs que transportam as mulheres e as putas desde o quarto do hotel até à esquina de onde vieram; já sei que todos têm ajudas de custo por trabalhar no Rato quando a casa deles fica lá longe para terras de Entrecampos; já sei que todos ganham um bónus-prémio astronómico pela produtividade na gestão de empresas mais que falidas; já sei que todos têm direito a quatro reformas vitalícias pelos cargos de grande responsabilidade que exerceram durante uns anos, não sujeitas aos cortes da plebe que até nestas coisas não se misturam águas; já sei que perante a crise, o melhor amigo dos portugueses vai ser a Credibom porque na televisão actual não dá para ver as imagens como deve ser; já sei que a primeira escapatória vai ser o atestado psiquiátrico alegando a plena loucura justificável perante todo o panorama actual. 

Já sei isso tudo. E a solução seria apenas ir porta a porta espetar um tiro certeiro a cada um e usar as "gorduras" dos mortos do Estado para fazer Sabonetes de Portugal, exportando 40% da minha capacidade de produção, vendendo os restantes no Pingo Doce com uma bandeira "Compre o que é nosso" a preços estupidamente mais caros que a concorrência mas sempre apelando ao patriotismo de quem nada tem.

Portanto se, neste momento, não quero ouvir mais nada é porque:

- recebo o meu extracto bancário pela internet e não preciso que os outros me digam quando estou em crise e que estou em plenas condições para fazer mais sacrifícios;

- matar é ilegal. E só o faria quando precisasse de cama para dormir, comida para comer, água quente para tomar duche, um ginásio para me exercitar, um telefone para fazer chamadas, uma televisão para estar a par de tudo, uma biblioteca para por em dia todas as leituras que não consigo fazer enquanto trabalhador no activo, de uma cirurgia, exames complementares de diagnóstico e tratamento prioritários sem espaço para listas de espera. E claro, muito sexo com centenas de homens com cabedal à escolha.
Tudo isto, financiado pelo Estado para que eu possa reflectir profundamente sobre o quanto a vida custa.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Crise dos outros...

Por motivos que as políticas actuais não me conseguem esclarecer, a crise quando bate à porta não bate à de todos. Para algumas pessoas, não passa de uma leve brisa que  lhes afecta apenas um pêlo aleatoriamente seleccionado do cu. A minha amiga é uma dessas que gosta de fingir que está muito preocupada com a crise para poder integrar-se e não sentir-se excluída da malta. No entanto o mais próximo que ela já esteve de uma crise foi quando teve uma crise de nêrves.

Ontem, a dita cuja prometeu ir comigo escolher as peixas. Contrariada, fez-me prometer que não a chamaria para cuidar delas quando não estivesse cá, porque não tolera coisas que dependem dela para comer. Nem ela depende dela própria para comer, visto que estrelar um ovo é ciência aeronáutica. Muito menos peixes que não servem como acessório de moda.
Nada me espantou até aqui, que a minha amiga tem menos instinto maternal que o Carlos Silvino.

Antes de escolher o meu casalinho de fufas, a menina lá foi buscar o iphone dela à loja enquanto vergava a sua Furla de 200 euros na mão (que rapidamente será substituída pela mala Louis Vuitton de 700 euros que já está encomendada). Enquanto isto vislumbrava as horas na sua Ebel cujo valor nem consigo pronunciar. Esqueci-me de dizer que ela era puta nas horas vagas. Ela acha que eu não sei, mas o andar dela não engana ninguém.

Posto isto, compramos as peixas. Recordando-se de repente que estávamos em crise, a puta minha amiga exclama horrorizada:
- 8 euros por uma bola de vidro?! Não achas isso um bocadinho caro??

Eu já tinha dito que a minha amiga era atrasada mental? Não? Ah, tinha-me esquecido. A minha amiga é retardada mental. Isso já explica muita coisa.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A minha nova aquisição

Há dias anunciei a minha extrema vontade em adquirir algo para a casa que não requeresse aprovação prévia do cônjuge; à semelhança do que se passa comigo, portanto.
Ciente de que estarei neste momento a provocar um enfarte a alguém, e triste porque não poderei assistir ao vivo à crise de apoplexia enquanto alargo o meu sorriso em crescendo, venho por este meio anunciar a nova peça de decoração cá de casa:

Meet Beyoncé & Mariah

São duas peixas, não por ter confirmado que possuíam pachacha, mas por me apetecer ter um casal de fufas cá em casa que já residem cá pilas a mais.

A Beyoncé é a laranja porque foi esse o vestido que ela levou aos VMA's; a Mariah tem laivos de vermelho em homenagem à pouca roupa vermelha que ela veste quando guincha os seus hinos natalícios - e pronto, o resto é mamas. Já consegui gravilha rosa choque que estas princesas não se contentam com uma gravilha qualquer. Falta apenas um palco em purpurinas que acende à noite com letras garrafais "DIVA" onde elas podem fazer as suas battles vocais.
Para ti meu amor que ainda estás a recuperar do enfarte perante a possibilidade de teres estes bichos na sala de estar, tirei esta foto ontem não fossem as gajas esticarem o pernil durante a madrugada. Com sorte já estarão mortas quando chegares.
Atingi portanto o auge do meu instinto paternal não fosses considerar a hipótese de roubarmos uma chinoca em viagem, para podermos chamá-la de Chop Suey e adoptá-la.

P.S. A Beyoncé deve vir das barracas que assim que chegou à nova casa lançou um cagalhão "monstruoso".

domingo, 16 de outubro de 2011

Still celebrating...

ainda a respeito disto;

Blowing candles on a slice of cheesecake...


... since there's nothing else here for me to blow.

O post mais lamechas de sempre: é sobre amor...

Foi há seis anos que conheci um marmanjo que não me largava a cueca porque dizia que a minha beleza cegava quem por mim passasse. Eu ciente da minha beldade, estava sem nada para fazer num determinado dia e optei por trazer umas alegrias a quem por mim se babava. Aceitei tomar o primeiro café.

Tomei o primeiro café naquela que seria a primeira amostra do quanto o meu amor falava pelos cotovelos. E eu, sorridente pela noite dentro, ostentava orgulhosamente um pedaço de espinafre nos dentes. O ingrediente certo para por qualquer um a erguer a mesa com o sintoma da excitação.

No dia seguinte, o senhor queria mais café. Pensei que ele era viciado em cafeína mas depois caí em mim e recordei-me que a minha irresistibilidade era a segunda chave para o paraíso. E anuí em compreensão.
Palavras bonitas, sms de cortar a respiração, beijos apaixonantes, propostas indecentes e rapidamente a minha mente ficou atordoada e atolada em bolhinhas de sabão e coisas fofas.

Há exactamente seis anos, neste dia, estava sentado no carro a ouvir uma música cuja letra sabia de cor. Esperei pelo refrão para ouvir as palavras certas em pano de fundo enquanto perguntava timidamente: Queres namorar comigo?
E o moço, muito sensível a estas coisas do romantic timing, respondeu: O que é que disseste? Ainda não me recompus desse trauma.

Estabelecido o pacto, o moço ficou a saber mais tarde que tinha sido seduzido ao engano, herdando um bardajão com obsessões freudianas não ultrapassadas na infância, com tendência para brincadeiras um tanto quanto retardadas e sugestivas de uma percentagem significativa de défice cognitivo, com ideologias e sonhos arco-íricos que pouco se coadunem com as concepções térreas de alguém que analisa tudo ao pormenor, sujeitando-se a que eu lhe partisse as perninhas por estar sempre a tirar o rebuçado à criança.

Foram altos e baixos, desde sexo enlouquecedor a malas à porta em drama mode, desde risos de fazer doer a barriga a saídas tempestuosas do restaurante com direito a uma nota de 20 espancada em cima da mesa (eu vejo filmes a mais). Porque há momentos que me apetece fazer dele uma fogueira. Mas rapidamente lembro-me que o amo. E porque é ilegal.

Não me vou desfazer em lamechices, mas eu amo-te. Foram os melhores seis anos da minha vida. E imaginar o meu futuro ao teu lado, faz com que tudo o resto tenha sentido. Dou-te os parabéns porque aturar-me é uma cruz. E porque eu já me congratulei a mim próprio com vinho e um filme lamechas. And now for our song:




sábado, 15 de outubro de 2011

Subsídio - Para que não pensem que estou a brincar, relembro:

Querida mãe, é com toda a pompa e circunstância que te quero oferecer o novo perfume da Elizabeth Arden para que nunca passes por mal cheirosa... e então envio-te esta amostra que descolei de uma revista que encontrei na mesa dos hospitais, oferecido pela Liga dos Amigos. Mistura com água que é para render.

Querido pai, sei o quanto odeias comprar roupa portanto decidi este ano oferecer-te um casaco. É igualzinho àquele que me emprestaste há dois anos atrás, mas um bocadinho mais gasto. Vais gostar vais ver.
Querida mana mais velha, sabes que não gosto que passes a vida a andar de preto e portanto vou-te oferecer  uma camisa colorida outra vez. Mas como cortaram-me o subsídio de Natal em 50%, ofereço-te metade da camisa. Na outra metade, pões uns brilhantezinhos na maminha. É chic.
Querida mana mais nova, sei que gostas tanto de Matemática como eu gosto de gente parva, portanto ofereço-te uma calculadora. Os números estão um bocadinho esbatidos mas se puseres uns autocolantes da hello kitty com o número correspondente, fica uma cena bué de fixe. Atrás vais encontrar, vincado por agulha de compasso, "esta prof e puta"... é a marca, não te assustes. Já não havia Casio's.
Queridas amigas, este ano em vez de vibradores eléctricos todos cocós, vou adoptar a febre do "go natural". Sei que parecem cenouras mas não são... são dildos cor-de-laranja com formatos personalizados e com data de validade. Se puserem no frigorífico duram mais tempo e o frio dá aquele arrepiozinho bom.
Querido namorado, este ano vou-te oferecer um cheque surpresa... dispo as calças e... Surpresa!

E pronto, acho que este Natal vai ser a bombar.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Cátia...

Ganhaste um lugar no meu coração. Vou-te apoiar até ao fim.



You had me at "África"...

Noite de Conversa.

Hoje estava previsto a mais recente informação sobre a vida sexual de uma das minhas amigas badalhocas. 

B- Temos que ir jantar para por a conversa em dia.

Fomos ao Hard Rock Café. Era noite de tributo aos AC/DC.


Ainda estou a tentar perceber se ela disse que estava prenha ou que tinha levado na cara com nhenha...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Old-Fashioned Portuguese Workers:

 
Prostitution is the new Christmas Subsidy.

Embrace a Wealthy Cock.

Lar Doce Lar

Cá em casa, tudo é fruto do diálogo. Desde a relação à mais simples aquisição para a casa. 

Normalmente o que eu quero comprar para a casa é desde logo alvo de escrutínio e aniquilação imediata e como consequência do diálogo, a hipótese é posta de parte. 
Normalmente o que ele compra é-me comunicado antes de eu chegar a casa para não tropeçar sobre o "fruto do diálogo". 
Se bem que depois de comprar um armário maior que um hipopótamo a um preço exorbitante e não reembolsável, a frase "Mete-o no cu que eu não quero isto aqui" cria resultados pouco relevantes. Eu bem que fui sondado sobre o assunto e recordo-me de ter dito que não, mas sou facilmente levado a crer que nem tudo o que é lembrança minha, na verdade ocorreu. Resta-me apenas a felicidade de olhar para um mono gigante de madeira, tentando recordar como é que acabava mesmo a história da Menina dos Fósforos.
Felizmente o cão foi decisão mútua, não fosse acordar um dia e matar o bicho com um sapato por confundi-lo com um rato.

Pois agora tive uma ideia de uma coisa que quero ter. E quando penso na extensão do enfarte que alguém vai ter quando vir aquilo cá em casa, apetece-me comprar dois!! :-D

P.S. Nem tentes obrigar-me a ligar o skype para jurar que comunico antes de comprar. It's not gonna happen.
P.S.S. Se não me chateares muito, podes ter sorte e não ponho à frente do mono como tinha planeado inicialmente.

P.S.S.S. Não, não é uma galinha gigante em porcelana, chamada Mariah.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Moda Lisboa - devolver a capacidade de discernimento às portuguesas.

Hoje decidi finalmente re-ligar o meu aplicativo que permite alimentar-me com os mais recentes posts dos blogs que ando a seguir. Desliguei-o durante três dias porque sinceramente, o meu cu não aguentava nem mais um vestidito da Moda Lisboa. Blogs da moda, blogs da treta e até blogs de teor sexual andavam lá enfiados.


Não me levem a mal. Eu sou adepto de modas e consumidor de tendências que me atraem. Creio que se não fosse a moda, andávamos todos ainda com fatos de treino brilhantes e sapatos de verniz com meia branca. Mas todo o santo dia a postar sobre o quanto é tudo lindo e maravilhoso, não. E como se já não bastasse centenas de pessoas vestidas de Zara a ver as modas a passar (que provavelmente voltarão aos cabides de onde vieram que o tempo não está para extravagâncias), era um parir de posts de todos os lados como se a blogosfera virasse a La Redoute por um fim-de-semana. Estou certamente a ler os blogs errados, mas é que durante o ano aqueles seres até têm alguma piadinha. Mas como cada um faz o que lhe apetece, limitei-me a desligar o aplicativo. 


Hoje liguei-o novamente e levei com os restícios de uma Moda Lisboa ainda ressacada, quando deviam era estar a pensar na bebedeira que vamos todos apanhar hoje à noite no aniversário do Lux. E assim para chegar a posts que realmente interessassem, tive de "scrollar" roupas e mais roupas até chegar onde queria. O que me afligiu, no entanto, no meio de tudo isto, foi o tacto estético das ditas fashionistas no que concerne à verdadeira beleza dos trapos. Eu não percebo muito de moda, mas acho que o sexo feminino (75% dele, vá) tem uma tendência para amar tudo o que é roupa nova, nem que seja a coisa mais hedionda alguma vez vista. Isso talvez explique o derradeiro fenómeno da roupa que nunca saiu do guarda-fato.


Mas eu não vou viver para sempre, deixem-me que vos filtre a mente embasbacada pelas luzes da passerelle antes que sejam enxovalhadas em praça pública:


Vestidos "só me faltam ver a cona"


A sério que acham este género de vestido bonito? Até pode vir em Valentino ou outra merda qualquer. Vestido onde se vêem as mamas são de puta. Não é possível debater isto porque não há contra-argumentos. É puta, puta, puta. Grita fornica-me em plenos pulmões, e sinceramente, se a única coisa por descobrir é o que está entre as pernas, não há assim muito efeito Kinder surpresa. Depois choras que te deram 20 euros depois do acto.


Vestidos "o que eu usei na minha primeira menstruação"


Não, não é fofinho. Era fofinho quando tinhas 3 meses. Agora pareces um cortinado pendurado nas mamas (existe a versão abat-jour mas que não foi contemplado na Moda Lisboa deste ano).  Estás prenha? Tens uma barriga que nunca mais acaba? Então este é o teu vestido. Não tens? Então essa é a mensagem. Estás tesuda? Não, a minha avó é que está. Quanto muito conhecerás um pedófilo que tentará a sua sorte 2 em 1, se é que me entendes.


Vestidos "a minha gola é uma cona"





Isto é uma cona. Este pescoço é a uma cona gigante e a tua cabeça está a sair dela. Se virarmos a foto ao contrário, a tua cabeça estará a tentar libertar-se de entranhas maternais. Se é sexy andares com uma espécie de cona à mostra? Tão lassa não. Não és uma hipopótama. 
Não publiquei o exemplar do estilista português que várias meninas louvaram porque não quero instigar nelas o complexo do "estarei apaixonada por uma grande cona"? Não meu amor. Estás apenas deslumbrada pelas luzes da passerelle e pela música ontss-ontss que faz com que toda aquela roupa te pareça um espectáculo. E felizmente que ninguem pode comprar aqueles exemplares, à excepção da Paula Bobone. Mas essa parece sempre uma cona.

Não ofereço conselhos personalizados. Mas o sentido estético de meia dúzia de senhoras por esta net fora estava-me a desregular os níveis de bílis.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A criança em mim

Há dias andava com trabalho pelos olhos, quando surgiu um debate sobre as características laborais de cada pessoa. Rapidamente virei-me de olhos bem arregalados mas perdi logo o interesse e voltei ao trabalho quando percebi que aquilo não era má-língua: era mais um enaltecer das características boas de cada um - a mais organizada, o mais trabalhador. Que grande perda de tempo.

Até que me puxaram forçosamente à conversa que eu não queria ter sobre as minhas boas características. Estava a achar aquele debate delico-doce demais ao ponto de se tornar diabético, quase repugnante. Nesse momento senti que estava a ser forçado para participar numa orgia com o José Castelo Branco.

Respondi apenas que, evidentemente, era bom a tudo e que não tínhamos tempo suficiente para enumerar o meu rol de qualidades. E rapidamente virei costas para agarrar na revista que dizia que Carlos Cruz ia apresentar um programa de televisão na TV Cabo. Rezei silenciosamente para que não fosse o Canal Panda.

Puxaram-me outra vez à conversa da treta, porque além de serem todos umas Alices, são teimosos que nem burros. Com o meu suspiro de enfado bastante audível virei-me, mas que nada fez estremecer os colegas sorridentes que pareciam estar com o cu atolado em gomas e bolinhas de berlim e coisinhas boas.

- Então vá, querem o quê? Sou o mais organizado, o mais responsável ou o mais inteligente?
Abanaram a cabeça em uníssono enquanto olhavam para mim como se eu viesse de Marte.
- O que gere melhor o seu tempo?
Obtive o mesmo ar de incredulidade.
- Mais desenrascado, melhor a resolver os seus problemas... melhor a chegar atrasado ?(por esta altura já estava por tudo para pertencer ao clube das qualidades).
Uma das bolinhas de berlim, decide finalmente elucidar-me com o seu veredicto:
- Melhor a deixar a casa de banho empestada...
Confesso que apesar de ciente da sua veracidade, não estava à espera desta. 
- Vocês exageram tanto. Já tenho mais fama que proveito.

Ainda estupefacto com tamanha glória com que me tinham condecorado, o meu outro colega bardajão intervém dizendo que às vezes a merda dele consegue ser pior.  NEM PENSES, ISSO É QUE ERA BOM!, que a mim ninguem me rouba a estátua nem que seja por ter a melhor reacção nuclear intestinal:

- Pois, mas eu consigo por as pessoas do lado de fora da casa de banho a fugir em direcção ao refeitório, tamanho é o cheiro.

Ele pensa e responde - ya, tens razão. 
Toma lá morangos. E eu virei costas orgulhosamente com toda a minha altivez de quem tinha recebido a Menção Honorária da noite, olhando os meus colegas de alto a baixo com desdém pelos seus prémios banais de consolação que a nada se comparam ao meu Óscar. Ainda me voltei mais uma vez para encará-los com o ar orgulhoso de quem grita: IN YOUR FACE. Hmpf. Medianos.

domingo, 9 de outubro de 2011

Pensamentos #2

Os madeirenses votaram para ficarem com Jardim.

E eu estou para aqui a votar para sair alguem do Jardim de Putas.

Não sei quem é que tem a cabeça mais atolada em merda.

Olga Roriz: Pets

Decidi escrever isto bem cedinho, para evitar que mais alguém cometa o mesmo erro que eu que hoje é o último dia deste espectáculo em cena. E se a sanidade mental populacional depender disso, thank God.

A peça dançante cuja história é... que lapso, não havia história, o que é que eu estou para aqui a palrar. A dança, segundo a coreógrafa, consiste em dar um peido em palco com as faces do cu en déhors
E atirar lixo ao ar. Muito lixo. Que a grosso modo é como se poderia considerar o espectáculo: um monte de lixo. Um auto-retrato portanto.

Sem necessidade de recorrer a entrevistas à amiga Olga que alega querer tudo muito animalesco, a ideia passou. Não poderia ter sido mais real que soltar 5 cães com fome em palco. 
Deduzo que a ideia da peça surgiu em plena crise de disenteria que teimou em não desaparecer. Ou então a peça como manifestação à abolição do ministério da Cultura que subsidiava estas obras de arte (se fosse só a julgar por esta amostra, até aplaudia Passos Coelho). Ou como manifestação ao encerramento do Hospital Miguel Bombarda demonstrando os efeitos nefastos de deixar os pacientes à solta integrados na sociedade.

Só não compreendo  o porquê do não co-financiamento pela indústria farmacêutica responsável pela comercialização de anti-epilépticos em Portugal. Má gestão, calculo.

Aflige-me apenas que dançarinos que trabalharam arduamente durante toda a vida sejam ridicularizados em palco, em forma de clister para atender aos caprichos de uma "coreógrafa" que está claramente a gritar por ajuda.

Mas voltando ao que me trouxe aqui que não foi certamente a crítica às "artes": para evitar uma hora de dor epigástrica com contorções hercúleas para evitar soltar o quilo de gases que a peça provoca, vendam ou leiloem o vosso bilhete. 1 cêntimo já é considerado lucro espiritual e dou-vos garantias que ficarão a ganhar. 

Porque sinceramente, preferia ter estado durante uma hora a ver uma vaca a parir. Ao menos nascia dali qualquer coisa.

sábado, 8 de outubro de 2011

Fim de semana de sonho

07:15. Despertador toca. Estou sozinho na cama. Nada como no meu sonho. Não fodo há mais de um mês, deve ser isso. Digo foda-se dez vezes e levanto-me da cama. Ponho os pés em cima do tapete... ah não, são calças. Olho p'ró espelho - ganda ramela. Leio as mensagens no telemóvel. Tudo de desocupados com a sexta à noite livre. Não respondo, tenho que ir trabalhar. Lavo dentes. Sento-me para cagar. Limpo o rabo. E outra vez. E outra vez. E o papel nunca mais fica branco. Que se foda, não tenho tempo p'ra isto. Vou escolher qualquer coisa p'ra vestir. Está tudo no Moda Lisboa e eu nem tenho tempo para lavar a minha própria roupa. Saio. Pego no carro. Dou entrada. 20 minutos atrasado. O costume. Grande novidade. Oiço os meus colegas a falar. Estou em zombie mode e não tenho opinião. Trabalho. Vou almoçar. Trabalho. "Vais sair hoje?". Não posso, também trabalho amanhã. "Que horror, tas com umas olheiras. Que tal uns pepinos?" Só se for pelo cu acima. Trabalho mais. Está na hora. Bazo. Não tenho tempo para ir dormir porque tenho coisas p'ra fazer. Amanhã acordo outra vez às 7. Dá-me náuseas pensar nisso. Penso pela enésima vez que devia abrir um bar de putas e contratar as minhas amigas a recibo verde. Vou a correr ao supermercado. Tenho 4 horas para fazer jantar, comer, arrumar casa e bazar outra vez. Ainda não escrevi no blog. Acho que vou fazer uma reflexão sobre a última vez que cortei as unhas dos pés. Ou talvez não. Recebo sms. 
- Bom fim-de-semana. - Vai-ta foder!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Piroc-au-vent

Passei a manhã toda de boxers em casa. Perna aberta, boxers e saco ligeiramente para o lado para dar um toque assimétrico à coisa. Ainda olhei para o raio do buracão que os boxers exibiam e rapidamente fiz uma nota mental sobre a grande necessidade de mudar de cuecas antes de ir à dança. Devia ter-me lembrado que o meu cérebro não tem um talento natural para "reter" informação, nem sequer para reter o facto de que eu não posso fazer notas mentais porque depois esqueço-me. É isto e levar cuecas sujas para o frigorífico sem me recordar do percurso. Mas se falarmos sobre capacidade de distorcer qualquer informação mais puritana e transformá-la na ideia mais porno-badalhoco-escatológica, então aí sim... o meu cérebro é dessa qualidade.

Fui dançar e como sucede sempre, tive que me vestir e despir 3 vezes para poder completar o ciclo do dia. Das três vezes roguei pragas à minha existência por ter que exibir constantemente o exemplar de boxers corroídos pelo tamanho gigantesco da minha pila... ou da traça, que foi provavelmente a ideia que retiveram os transeuntes do balneário. 

Rezei silenciosamente para que pensassem que o colhão pendurado tratava-se apenas de um estampado Agatha Ruiz de la Prada em 3D.

Fiquei tempos a pensar na puta que pariu do porquê de não ter atirado aquelas cuecas ainda para o lixo. Às vezes parece que tenho um apego emocional maior às minhas cuecas rotas que à minha avó. Se bem que a minha avó não me aconchega os tomates. Eu sei que estão a sentir um fio de pena, mas a minha avó nunca foi de dar grandes miminhos.

Escusado será dizer que cheguei a casa e transformei tudo o que era cueca rota em panos de cozinha.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs: you left a legend

Portal Oficial da Duquesa de Alba: o Casório.

Queria-te escrever em espanhol mas isso seria demasiado óbvio. Toma lá portuñol:


Alba coño, te has casado otra vez y mi blog hay explodido en visitas! Imagina cuando vas a esticar o pernil, yo voy a estar en lotacion esgotada para podemos mirar sus fotos de muerta. Aunque creo que las fotos de ahora son más que suficientes para ilustrar el momento del funeral. 

Tiengo pena que no te has casado de blanco, ahora que diebes estar más apertada qué nunca, no? Seca demás para albergar funguitos, no?

Te deseo muchas felicidades con tu chupa pesetas cariño, pero que tu placa muestra que estas muy feliz.

Ass: tu portal oficial en el internet, Schnoof.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Descobertas Científicas

Amanhã vou receber o presente do século: um fungo. Não é pé de atleta que esse já cá canta latente, nem é candidíase porque não tenho uma vagina a fazer de charco.

Segundo a ofertora, trata-se de um aglomerado fúngico em forma de couve-flor que transforma leite em iogurte. Deixa-se a "plantinha" num frasco com leite e 24 horas depois, voilá: Danone.

Estive a googlar a dita "planta do iogurte" não fosse estarem a pregar-me uma tanga do caraças, e aparentemente aquilo é uma família de Lactobacillus de todas as espécies. A função dessas amigas é a de digerir o leite e cagá-lo 24 horas depois, sob uma consistência de meita coalhada para que depois eu possa saborear a iguaria. Com açúcar, com frutas, com cereais ou p'la sanita abaixo, aquilo supostamente fará da minha cozinha, a cave da Leiteira.

Se sexta-feira o título do post for "Caganeira", escusam de fazer scroll down que já saberão do que se trata.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ela está apaixonada

Se continuo a arrebatar corações desta maneira, vou ter de contratar dois gorilas e um macaco para me protegerem o lombo, não vá assediarem-me histericamente à semelhança do que sucede com o menos-bonito-que-eu, Bieber. 

Se continuo a estimular pontos G nos meus leitores, vou começar a traficar dildos caralhinhos Schnoof à minha imagem e semelhança, e porta-chaves caralhinhos Schnoof, pisa-papéis caralhinhos Schnoof, e porta placas dentárias caralhinhos Schnoof.

Se continuarem a massajar o meu ego desta maneira, começo a escrever que nem um louco, tudo o que se passa na minha vida, na ilusão de que alguem se importa; mesmo que seja a descrever aquela vez que limpei o rabo e o papel higiénico rompeu-se-me no dedo. E outras poesias tantas.

Obrigado a esta entusiasta que rapidamente se há-de enjoar da minha pessoa, por ter confessado o seu amor por mim em plena blogosfera - AQUI. Estou de faces enrubescidas.

Natal Antecipado

Conhecem aquela sensação de por um cubo de gelo na boca acabadinho de sair do congelador e de repente, aquilo está tão gelado, tão gelado que se agarra à língua tipo cola e o mínimo movimento faz prever uma beiça arrancada à bruta com muito sangue a sair e uma provável boca completamente deformada e rebentada? Sim?


Preciso de um vibrador de gelo para dar a uma pessoa.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Facebook

"O teu amigo João e Infertilidade, são agora amigos".

You gotta love timeline!

O Fim

Fui informado por um colega meu que finalmente enterraram a gaja da SIC após 323 episódios. Ainda vi alguns episódios mas aquilo começava-me a enervar ao ponto de qualquer dia agarrar no carro, dirigir-me ao estúdio e afogá-la com as minhas próprias mãos.

Mania de esticar enredos até ao limite do elástico... tipo cueca de velha.

domingo, 2 de outubro de 2011

Sinais dos tempos.

Sinto que os Domingos deixaram de ser o dia do Senhor para ser o dia do Putedo.

De forma educada...

Ontem foi noite de Conga, mas sem fila indiana e sem perninhas au cancan. Mas valeu nem que fosse pelo revival do tema homónimo da Gloria Estefan. Mas antes de ir, em plena hora de jantar, fiquei com a leve sensação de que a minha amiga não gostou do facto de ninguem lhe ter dito nada:

A- Suas putas bardajonas! Obrigado pelo convite para uma saída de congalhada... vão crescer condilomas nas vossas peidas!
Eu- (muito educadamente, alheio às premonições da minha amiga) Anda cá! Ainda não fomos. Estamos no bairro.
A- Vão tomar no cu... agora encham-se de moscas.

Ainda estou na dúvida se ficou chateada ou se está apenas com inveja dos nossos cus.



sábado, 1 de outubro de 2011

Matchmaking.Eu

Passei a tarde a tentar embebedar a minha amiga Enxovalhada para ver se ela aceitava que eu lhe emparelhasse. A dita peça de museu, qual obra de Donatello, é jogador de rugby mas em bom. É hetero e consegue por uma pessoa a desidratar em litros de baba. Eu cá acho que aquilo é perfeição a mais para uma pessoa só, e tenho cá p'ra mim que o moço tem um furúnculo no cu. Mas isso sou eu.

Ora que a senhora Enxovalhada sente que já foi tão espezinhada que já ninguem lhe pega. Portanto resta-me agora tentar juntá-los por outros meios porque eu acho que a minha amiga merece coisas boas. E prefiro que ela me venha visitar de mão dada com um pedaço de céu do que com os Quasimodos que lhe têm passado pelas mãos (e não só).

Agora que já está bêbada, vou levá-la a jantar e a dançar a Conga para ver se ela aquece a tempo de ir ao Lux limar algumas arestas lá pela cave. Lá por eu não ter sexo, não quer dizer que os meus amigos não possam ter, que eu cá sou umas mãos largas.