sábado, 31 de dezembro de 2011

Rebeilhão

A 2 horas da meia noite, tenho um peru chamuscado no forno. Isto não agoira nada de bom...

Gerês

Numa terra onde a presença de uma prostituta em horário laboral, é marcada pela presença de uma fogueira, eis que a minha senhoria decidiu presentear-me com uma bela toalhinha de consolo:

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Portugal e o Guiness

Estou a passar por Braga onde estão a planear construir o maior estendal do mundo. Porque não nos contentávamos com o maior racio atrasado mental per capita.
Uma vez que já sou um vencedor certo para maior caralho do mundo, proponho juntarem-se à minha causa para lançarmos o maior cagalhão colectivo do mundo. Vale tudo não é?

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Daydreaming na Lavandaria

Num dia normal como o de hoje, ir à lavandaria não foi mais que um conjunto de perguntas / respostas sim / não / não sei.
Numa de apimentar o meu dia, gostaria que o meu diálogo tivesse sido assim:

Ela- Bom dia.
Eu- Bom dia. Vim levantar a minha roupa e queria entregar este casaco para retirar a nódoa.
Ela- Sabe de que é que é a nódoa?
Eu- É meita ressequida.
Ela- Ah então óptimo. Temos muita experiência a retirar meita dos vestidos.
Eu- Óptimo.
Ela- Vai ficar no mesmo nome?
Eu- Não, hoje apetece-me... sei lá... Denise Rafaela.
Ela- Parece-me óptimo.
Eu- Quando é que estará pronto?
Ela- Sexta-feira.
Eu- Óptimo, assim consigo levar o casaco para o réveillon e sujá-lo de meita novamente.
Ela- Antes no casaco que nos olhos que aí já não lhe posso ajudar.
Eu- Maluca.
Ela- Doido.

Já não há atendimento ao cliente como havia antigamente.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Natal: o Fim.

E é assim que termina mais um Natal. Num só dia Portugal viu-se livre da Poputa do Continente e da Popota da Casa de Putas.
E de repente saíram-nos dois pesos de cima.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal com amor (ninguém vem ler esta m$%&a com um título destes)

Ontem pedi para reunir ingredientes para preparar uma bola de carne para levar para a consoada do local do trabalho (com umas garrafas de tinto, claro). Assim, quando chegasse a casa ia cozinhar a tempo de levar alguma coisa.
Quando chego a casa, eis que o meu amor deixa isto em cima da mesa:


Escusado será dizer que o buraco era para levar isto como ornamento à minha monstruosa pila, em jeito de coroa de Natal. Mas confesso que tive receio de escavacar a obra de arte.

sábado, 24 de dezembro de 2011

It's Christmas, bitch.

Hoje é dia 24. No meio de tanta azáfama de preparação para a ceia em que rechear o cu de um peru ou tirar o bacalhau do molho é provavelmente o vosso momento mais pornográfico do dia, espera-se grande convívio familiar.

Pois eu não. Trabalho no Natal e provavelmente o momento mais alto da minha consoada será após ter aberto a terceira garrafa de vinho, e ainda assim, conseguir manter-me de pé.
O segundo momento mais alto será recordar-me que depois disto, ainda me resta a passagem de ano.

Mas como só eu trabalho neste país, desejo a todos os outros um Natal cheio de embrulhos com pacotes de palitos La Reine dentro!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Véspera da véspera de Natal

Hoje é véspera da véspera de Natal e estou em modo tranquilidade por já ter os presentes todos comprados. Claro que hoje o meu coração vai para todos os soldados corajosos que decidiram enfiar-se por entre cenários de guerra em todos os centros comerciais deste país. A todos o que se sujeitam ser atropelados por manadas de pessoas, espezinhados até à morte sem que ninguém se aperceba porque, convenhamos, estamos todos emebebidos em espírito natalício, dou-vos todo o meu amor e apoio incondicional. Porque é Natal.

Nesta época também costumo inebriar-me em solidariedade e dou dinheiro a cada mendigo que vejo na rua. É pouco mas grão a grão dá para comprar um peru. Claro que alguns amigos mais chegados chagam-me a paciência porque o mais certo é aquele dinheiro ir parar ao álcool. O que me parece bastante razoável porque o país vive da produção e ingestão do álcool e se não depositarmos nos nossos mendigos a tarefa de rodar a economia da vinicultura, aí sim, entraremos numa grande recessão. E depois quero um empréstimo para um carro e ninguém me dá, porque a economia está estagnada.

Este ano fez-se luz na minha cabeça e decidi poupar trabalho e saúde aos mendigos. Fui eu próprio doar do meu dinheiro à vinicultura... e ainda recebi vinho em troca. É fantástico. A modos que este ano, não vejo porquê dar dinheiro aos mendigos quando eu posso comprar vinho para mim.

Desta forma, recheado de amor para dar (não dinheiro, amor), desejo a todos um feliz Natal. Para todos os outros que vão apanhar grandes secas nesta quadra, amanhã passo por cá para dar algum sentido à vossa consoada.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O-O

Odeio quando começo a receber sms de Natal de números que eu não faço a mínima ideia de quem sejam. Acho que não é a altura ideal para responder à mensagem de boas festas com "Quem és?".

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O anúncio sem propósito

Já vi o anúncio da Popota dezenas de vezes este mês, mas por mais que tente ainda não consegui perceber que raio é que ela está a vender este ano.
O ano passado foi um livro de receitas, há dois anos um cd... este ano parece-me simplesmente que está a vender a cona. Por mim tudo bem que não vou lá contribuir, que se é p'ra isso eu cá prefiro o livro da Leopoldina. Mas parece-me um bocado de mau gosto saber que ela angariou 800 mil euros para a Pediatria do IPO através da venda da snaita.
Mas isso sou eu que sou antiquado.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A puta da velha

Ontem decidi finalmente passar o dia nas compras de Natal. Todos os anos rogo pragas à puta da minha desorganização e faço promessas perdidas de comprar as coisas com muita antecedência, calma e ponderação. Este foi mais um ano-não.

Como se já não bastasse passar o dia em filas para pagar os presentes, além de passar o dia em fintanços por entre a multidão que também não compra com antecedência, recebi a honra do dever de comprar uma caixa de chocolates para a empregada. Não sem antes ter tido a honra de ter a Diana Chaves a baixar-se para ajudar-me com os sacos numa loja de roupa porque eu já tinha uma carga no lombo que só visto. Não estou a inventar para ter visitas: tenho testemunhas, além de que tenho histórias mais interessantes para contar sobre a minha actividade intestinal do que ter a Diana Chaves a ajudar-me a levantar os sacos do chão. Queria-me papar só pode. Eu compreendo.

Voltando aos chocolates para a empregada: lá fui eu rumo ao Continente, porque a senhora anda a deixar pêlos por limpar, logo a Hussel não era opção. Sempre ouvi dizer que quem se porta mal, não leva do Pai Natal.

Depois de pagar, dirigi-me ao balcão embrulhos. Tirei a senha 96 quando ia no 75, o que me pareceu razoável dado faltarem já poucos dias para o Natal.

À minha frente tinha uma velha, que tirou do saquinho 10 pais Natal em chocolate. É tudo junto? pergunta a senhora esperançosa. Não, é tudo separado responde a puta da velha. Lá soprei para dentro ao ponto de ficar com gases. Mas contive-me.

Findados os embrulhos dos chocolatinhos, eis que a puta da velha surge com centenas de caixas de chocolate para embrulhar. Podia ter ido embora, podia. E podia ter saído em grande como nos meus sonhos, a gritar "minha grande vaca encarquilhada, já não te chega seres inútil para a sociedade ainda mamas reformas para as quais não descontaste para comprar quilos de chocolates"? Mas eu sou uma pessoa muito bem educada, e fiquei para assistir até onde ia o descaramento da puta da velha.

Findadas as centenas de caixas de chocolates, e após centenas de desistências de pessoas muito menos pacientes que eu, eis que a puta da velha abre o saco e aí eu estava determinado a partir-lhe a boca toda se tirasse mais um chocolatinho que fosse.

E eis que a puta da velha saca de 4 embalagens de marca Continente de palitos La Reine... para embrulhar. A sério foda-se, que eu já estava a recear pelas embalagens de pão de forma que a velha tinha no carrinho. E aí desisti. A puta da velha só podia ser senil e já era hábito a puta da velha mandar embrulhar as compras do mês, à excepção dos frescos.

Moral da História: A velha é uma puta mas o burro sou eu.
O Final que eu escolheria: Aquela família há-de morrer de diabetes.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Banda Sonora

Não fosse a minha recente obsessão com músicas de Natal, e esta música estaria certamente em modo repeat no meu ipod. Pela letra profunda e pela mensagem que vale ouro:



domingo, 18 de dezembro de 2011

Lanche de Natal

A minutos de ir trocar os célebres presentes de 2,99 euros, e com a empada no forno eis que me lembro que devo parar o que estou a fazer para que a empada nao vire "queimada"...
Num mundo ideal, chegaria ao lanche com uma empada queimada e limitar-me-ia a justificar que tinha estado a foder enquanto a empada estava no forno e todos anuiriam em compreensão. Mas a vida não é assim. Portanto, pára tudo que tenho uma empada no forno!

sábado, 17 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mil vezes o Farmville

Aos meus amigos do facebook:

Agradeço que parem de postar vídeos da Fanny a mostrar a rata em directo. 
É feia, é cabeluda. Já percebi. Parem.

Legenda: o mato.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Christmas Shopping

Já terminei quase todas as compras de Natal. E, como sempre, sobra a minha mãe. Para dificultar a minha vida de ser tão difícil escolher alguma coisa para a minha mãe, a senhora faz anos a 25 de Dezembro.
Qualquer pessoa no seu perfeito juízo diria para comprar uma coisinha melhorzinha e juntar as duas.
A minha mãe não.
Desde muito cedo, quando éramos todos meras crianças, a minha mãe revoltou-se em modo birra, bradando aos céus que o mundo tinha-lhe sido de extrema injustiça porque todos recebiam dois presentes... excepto ela, que recebia sempre a promessa de uma "coisinha melhorzinha" das tias e avós e isso provavelmente significava acrescer um naperon ao embrulho (na altura tudo o que era merda era oferecido com o pretexto de ser para o dote).
Após esta revolta manifestamente sofrida de uma infância injustiçada, frente aos 3 filhos cujo mais velho provavelmente teria cerca de 13 anos, estes engoliram em seco e passaram a comprar dois chocolates em vez de um. As mais novas lá tinham de fazer dois desenhos em vez de um. Tudo para que as memórias não voltassem e trouxessem consigo uma mãe enlouquecida pela revolta do mundo cruel que fez parir a minha avó no dia do Senhor.
Desde então oferecer livros volume 1 (Natal) e volume 2 (aniversário) não é solução. Ou calças (Natal) e camisa (aniversário). Muito menos uma panela de pressão ou um aspirador que teria efeitos quase tão devastadores como algum filho oferecer um vibrador à mãe.
Não; a minha consciência obriga-me a procurar duas coisas bem distintas. Ou seja, quando finalmente tenho uma brilhante ideia após dias sofridos a dar a volta aos miolos, eis que tenho que começar a foder a cabeça novamente para ter OUTRA ideia brilhante.
Deste modo, só para esta época especial: Dá-se mãe. Oferece-se recompensa. Só uma.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Resumo das Festas

Já dancei. A sala estava cheia e por pouco não cagava as calças todas, mas entrei e fiquei completamente cego. Não vi nada nem ninguem... só luzes em minha direcção. E dancei. E foi a melhor experiência que poderia ter sentido nos últimos tempos. Os nervos, a correria, a antecipação, os ensaios... valeu por tudo.
Hoje vou ver dança à séria: O Lago dos Cisnes. Mas séria ou não, aquele momento já ninguem me tira.

(Amanhã este blog voltará ao discurso badalhoco normal, prometo)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Hoje é o dia

Depois de horas e horas de ensaio, de dias "perdidos" a ensaiar até às tantas, e de muitos nêrves à mistura, hoje é finalmente o grande dia. Subir ao palco, dançar e acabou. Acabam-se os nêrves, as correrias, os desarranjos intestinais (vulgas diarreias) e tudo o que me está a fazer um peso psicológico descomunal. 
Amanhã já terei muito mais tempo para contar quantas perninhas partimos em palco.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Em horário laboral

A luz da casa de banho do meu local de trabalho, volta e meio re-ataca na sua forma psicadélica.
10 minutos a cagar equivale a uma noite no Kremlin sem o cheiro a merda.
1 minuto a mijar equivale aos efeitos de uma garrafa de champanhe a abrir depois de uma boa agitadela.
Temos pena. Arranjem as luzes quando eu aviso.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Christmas Carols #2

Não obstante a problemática da pedofilia aqui bem retratada, para quem pariu dois de uma vez, estamos bem de figura. Isso e esta música é timeless, nem que venhas a ser a maior vaca do universo.