sábado, 24 de dezembro de 2011

It's Christmas, bitch.

Hoje é dia 24. No meio de tanta azáfama de preparação para a ceia em que rechear o cu de um peru ou tirar o bacalhau do molho é provavelmente o vosso momento mais pornográfico do dia, espera-se grande convívio familiar.

Pois eu não. Trabalho no Natal e provavelmente o momento mais alto da minha consoada será após ter aberto a terceira garrafa de vinho, e ainda assim, conseguir manter-me de pé.
O segundo momento mais alto será recordar-me que depois disto, ainda me resta a passagem de ano.

Mas como só eu trabalho neste país, desejo a todos os outros um Natal cheio de embrulhos com pacotes de palitos La Reine dentro!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Véspera da véspera de Natal

Hoje é véspera da véspera de Natal e estou em modo tranquilidade por já ter os presentes todos comprados. Claro que hoje o meu coração vai para todos os soldados corajosos que decidiram enfiar-se por entre cenários de guerra em todos os centros comerciais deste país. A todos o que se sujeitam ser atropelados por manadas de pessoas, espezinhados até à morte sem que ninguém se aperceba porque, convenhamos, estamos todos emebebidos em espírito natalício, dou-vos todo o meu amor e apoio incondicional. Porque é Natal.

Nesta época também costumo inebriar-me em solidariedade e dou dinheiro a cada mendigo que vejo na rua. É pouco mas grão a grão dá para comprar um peru. Claro que alguns amigos mais chegados chagam-me a paciência porque o mais certo é aquele dinheiro ir parar ao álcool. O que me parece bastante razoável porque o país vive da produção e ingestão do álcool e se não depositarmos nos nossos mendigos a tarefa de rodar a economia da vinicultura, aí sim, entraremos numa grande recessão. E depois quero um empréstimo para um carro e ninguém me dá, porque a economia está estagnada.

Este ano fez-se luz na minha cabeça e decidi poupar trabalho e saúde aos mendigos. Fui eu próprio doar do meu dinheiro à vinicultura... e ainda recebi vinho em troca. É fantástico. A modos que este ano, não vejo porquê dar dinheiro aos mendigos quando eu posso comprar vinho para mim.

Desta forma, recheado de amor para dar (não dinheiro, amor), desejo a todos um feliz Natal. Para todos os outros que vão apanhar grandes secas nesta quadra, amanhã passo por cá para dar algum sentido à vossa consoada.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O-O

Odeio quando começo a receber sms de Natal de números que eu não faço a mínima ideia de quem sejam. Acho que não é a altura ideal para responder à mensagem de boas festas com "Quem és?".

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O anúncio sem propósito

Já vi o anúncio da Popota dezenas de vezes este mês, mas por mais que tente ainda não consegui perceber que raio é que ela está a vender este ano.
O ano passado foi um livro de receitas, há dois anos um cd... este ano parece-me simplesmente que está a vender a cona. Por mim tudo bem que não vou lá contribuir, que se é p'ra isso eu cá prefiro o livro da Leopoldina. Mas parece-me um bocado de mau gosto saber que ela angariou 800 mil euros para a Pediatria do IPO através da venda da snaita.
Mas isso sou eu que sou antiquado.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A puta da velha

Ontem decidi finalmente passar o dia nas compras de Natal. Todos os anos rogo pragas à puta da minha desorganização e faço promessas perdidas de comprar as coisas com muita antecedência, calma e ponderação. Este foi mais um ano-não.

Como se já não bastasse passar o dia em filas para pagar os presentes, além de passar o dia em fintanços por entre a multidão que também não compra com antecedência, recebi a honra do dever de comprar uma caixa de chocolates para a empregada. Não sem antes ter tido a honra de ter a Diana Chaves a baixar-se para ajudar-me com os sacos numa loja de roupa porque eu já tinha uma carga no lombo que só visto. Não estou a inventar para ter visitas: tenho testemunhas, além de que tenho histórias mais interessantes para contar sobre a minha actividade intestinal do que ter a Diana Chaves a ajudar-me a levantar os sacos do chão. Queria-me papar só pode. Eu compreendo.

Voltando aos chocolates para a empregada: lá fui eu rumo ao Continente, porque a senhora anda a deixar pêlos por limpar, logo a Hussel não era opção. Sempre ouvi dizer que quem se porta mal, não leva do Pai Natal.

Depois de pagar, dirigi-me ao balcão embrulhos. Tirei a senha 96 quando ia no 75, o que me pareceu razoável dado faltarem já poucos dias para o Natal.

À minha frente tinha uma velha, que tirou do saquinho 10 pais Natal em chocolate. É tudo junto? pergunta a senhora esperançosa. Não, é tudo separado responde a puta da velha. Lá soprei para dentro ao ponto de ficar com gases. Mas contive-me.

Findados os embrulhos dos chocolatinhos, eis que a puta da velha surge com centenas de caixas de chocolate para embrulhar. Podia ter ido embora, podia. E podia ter saído em grande como nos meus sonhos, a gritar "minha grande vaca encarquilhada, já não te chega seres inútil para a sociedade ainda mamas reformas para as quais não descontaste para comprar quilos de chocolates"? Mas eu sou uma pessoa muito bem educada, e fiquei para assistir até onde ia o descaramento da puta da velha.

Findadas as centenas de caixas de chocolates, e após centenas de desistências de pessoas muito menos pacientes que eu, eis que a puta da velha abre o saco e aí eu estava determinado a partir-lhe a boca toda se tirasse mais um chocolatinho que fosse.

E eis que a puta da velha saca de 4 embalagens de marca Continente de palitos La Reine... para embrulhar. A sério foda-se, que eu já estava a recear pelas embalagens de pão de forma que a velha tinha no carrinho. E aí desisti. A puta da velha só podia ser senil e já era hábito a puta da velha mandar embrulhar as compras do mês, à excepção dos frescos.

Moral da História: A velha é uma puta mas o burro sou eu.
O Final que eu escolheria: Aquela família há-de morrer de diabetes.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Banda Sonora

Não fosse a minha recente obsessão com músicas de Natal, e esta música estaria certamente em modo repeat no meu ipod. Pela letra profunda e pela mensagem que vale ouro:



domingo, 18 de dezembro de 2011

Lanche de Natal

A minutos de ir trocar os célebres presentes de 2,99 euros, e com a empada no forno eis que me lembro que devo parar o que estou a fazer para que a empada nao vire "queimada"...
Num mundo ideal, chegaria ao lanche com uma empada queimada e limitar-me-ia a justificar que tinha estado a foder enquanto a empada estava no forno e todos anuiriam em compreensão. Mas a vida não é assim. Portanto, pára tudo que tenho uma empada no forno!

sábado, 17 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Mil vezes o Farmville

Aos meus amigos do facebook:

Agradeço que parem de postar vídeos da Fanny a mostrar a rata em directo. 
É feia, é cabeluda. Já percebi. Parem.

Legenda: o mato.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Christmas Shopping

Já terminei quase todas as compras de Natal. E, como sempre, sobra a minha mãe. Para dificultar a minha vida de ser tão difícil escolher alguma coisa para a minha mãe, a senhora faz anos a 25 de Dezembro.
Qualquer pessoa no seu perfeito juízo diria para comprar uma coisinha melhorzinha e juntar as duas.
A minha mãe não.
Desde muito cedo, quando éramos todos meras crianças, a minha mãe revoltou-se em modo birra, bradando aos céus que o mundo tinha-lhe sido de extrema injustiça porque todos recebiam dois presentes... excepto ela, que recebia sempre a promessa de uma "coisinha melhorzinha" das tias e avós e isso provavelmente significava acrescer um naperon ao embrulho (na altura tudo o que era merda era oferecido com o pretexto de ser para o dote).
Após esta revolta manifestamente sofrida de uma infância injustiçada, frente aos 3 filhos cujo mais velho provavelmente teria cerca de 13 anos, estes engoliram em seco e passaram a comprar dois chocolates em vez de um. As mais novas lá tinham de fazer dois desenhos em vez de um. Tudo para que as memórias não voltassem e trouxessem consigo uma mãe enlouquecida pela revolta do mundo cruel que fez parir a minha avó no dia do Senhor.
Desde então oferecer livros volume 1 (Natal) e volume 2 (aniversário) não é solução. Ou calças (Natal) e camisa (aniversário). Muito menos uma panela de pressão ou um aspirador que teria efeitos quase tão devastadores como algum filho oferecer um vibrador à mãe.
Não; a minha consciência obriga-me a procurar duas coisas bem distintas. Ou seja, quando finalmente tenho uma brilhante ideia após dias sofridos a dar a volta aos miolos, eis que tenho que começar a foder a cabeça novamente para ter OUTRA ideia brilhante.
Deste modo, só para esta época especial: Dá-se mãe. Oferece-se recompensa. Só uma.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Resumo das Festas

Já dancei. A sala estava cheia e por pouco não cagava as calças todas, mas entrei e fiquei completamente cego. Não vi nada nem ninguem... só luzes em minha direcção. E dancei. E foi a melhor experiência que poderia ter sentido nos últimos tempos. Os nervos, a correria, a antecipação, os ensaios... valeu por tudo.
Hoje vou ver dança à séria: O Lago dos Cisnes. Mas séria ou não, aquele momento já ninguem me tira.

(Amanhã este blog voltará ao discurso badalhoco normal, prometo)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Hoje é o dia

Depois de horas e horas de ensaio, de dias "perdidos" a ensaiar até às tantas, e de muitos nêrves à mistura, hoje é finalmente o grande dia. Subir ao palco, dançar e acabou. Acabam-se os nêrves, as correrias, os desarranjos intestinais (vulgas diarreias) e tudo o que me está a fazer um peso psicológico descomunal. 
Amanhã já terei muito mais tempo para contar quantas perninhas partimos em palco.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Em horário laboral

A luz da casa de banho do meu local de trabalho, volta e meio re-ataca na sua forma psicadélica.
10 minutos a cagar equivale a uma noite no Kremlin sem o cheiro a merda.
1 minuto a mijar equivale aos efeitos de uma garrafa de champanhe a abrir depois de uma boa agitadela.
Temos pena. Arranjem as luzes quando eu aviso.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Christmas Carols #2

Não obstante a problemática da pedofilia aqui bem retratada, para quem pariu dois de uma vez, estamos bem de figura. Isso e esta música é timeless, nem que venhas a ser a maior vaca do universo.

Update

Ter como último post há dois dias, um comentário alusivo à transformação da banha da Fanny em sabonetes, é um reflexo da merda de vida que tenho levado nestes últimos dias. E claramente não agoira nada de bom ao futuro deste blog.
Entre trabalhar que nem um cão e ensaiar para um espectáculo de dança que teima em não acabar, respirar tem sido alvo de círculo na agenda: fosse eu gaja e ficava ao lado da bolinha da menstruação esperada. A ver pela quantidade de ensaios, era de se esperar que estivesse um cisne e não uma pata choca que resultou do cruzamento entre uma avestruz e um hipopótamo, mas é o que há. Isso e colhões macerados... porque são grandes. Só por isso.
Por este andar e com este cansaço em cima, as peixas ultrapassam-me em esperança de vida.
E a modos que é isto.



domingo, 4 de dezembro de 2011

Papai Noel #1

Este ano podias derreter a banha da Fanny e transformá-la em sabonetes para dar aos pobres.

Celebration

Já cá vieram parar 100 000 ao engano, neste antro do putedo e da bardajonice. Cem mil. Um muito obrigado a todos, porque é bom saber que há mais gente doente por este mundo fora. E este blog está prestes a fazer um ano!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Peixas Come Home.

Depois de um abandono de quase 30 dias, eis que peixas fufonas regressam a casa após trambolhões dentro de tupperwares para cá e para lá. Ainda tiveram o direito de estar com o pai no trabalho durante um dia, mas separadas que eu não quero cá peixeiradas estridentes enquanto estou a tentar concentrar-me.
Chegamos finalmente a casa e salpiquei-as com um pouco de comida, que atacaram de imediato quais piranhas prestes a voar do aquário. Quer-me parecer que quem andou a comer os flocos para complementar o muesli foi a babysitter.
Depois de alimentadas as esfomeadas, eis que uma certa pessoa que cá habita por curtos períodos decidiu mudar o habitat para a estante dos livros, em jeito de suporte. Aparentemente as peixas lado a lado com o presépio eram maiores que o Menino Jesus, e isso é que não que não queremos dar a ideia de que Cristo Redentor era anão. Ou desnutrido (o que até parece mal uma vez que a Virgem daquela colecção parece a prima da Susana da Casa dos Degredos).
Se sobreviveram a tudo até agora, é porque têm fibra para aguentar até ao Natal.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Tree-ing

Ontem foi dia de montar a tão aguardada árvore. A árvore que marca a minha época preferida. Chegada esta época eis que o meu amor me avisa que tinha que fazer a árvore ontem, independentemente de eu estar em casa ou não, que era para despachar. Ora, despachar uma árvore de Natal tem para mim o mesmo efeito que dizerem-me que querem despachar uma queca: fico fulo.
Fiz logo uma birra que deu direito a uma montagem de árvore em condições, com direito a toda uma vasta panóplia de música de Natal que se repetem umas às outras, só que cantadas por artistas diferentes.
Mais uma vez os sacos transbordavam de bolas que eu já nem via galho que as pendurasse e rapidamente quis parar a meio. Mas a cara metade, parou-me logo por ali que "nem pensar, que uma árvore nua é um sinal de pobreza". Ora mais uma razão. 
Mas lá deixei-me continuar que isto é uma casa abastada de muito amor. Se fosse uma árvore verdadeira morria com o peso das bolas lá p'ra dia 8 deste mês.
Por fim, encontrar local para o presépio não foi difícil. Foi enfiar uma Virgem e um Pastor dentro de uma vitrine que antes ostentava uma garrafa de vodka. (Que nós aqui não é só emborcar; também bebemos de muita fé no Além).
E voilà:

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Memória de Elefante

Eu quando não tenho nada para escrever, ao invés de estar calado, vou ao meu bloco de notas virtual consultar as ideias que lá deixei sobre coisas do dia-a-dia que quero registar mas que, por circunstâncias diversas, me vejo impossibilitado de registar seja o que for. Como estar a mijar enquanto o do lado passou tanto tempo a sacudir a dita que aquilo já estava a entrar no tempo estipulado para ser considerado uma punheta. Não consigo escrever um post in loco, senão parece que estou a registar o momento em vídeo. And that's awkward.

Fui então ao bloco de notas e, graças à minha extraordinária capacidade de síntese, encontrei lá cábulas mnemónicas de fazer chumbar um aluno de 20: "mala", "no starbucks", "multibanco".
1. Não sei que raio de ideia iluminada tive num certo dia para achar que um post inteiro dedicado a uma mala ia ser alvo de interesse... 
2. Não me lembro de nada que tivesse acontecido no Starbucks que fosse digno de contar a seja quem for. Ah já sei: gritam o nosso nome de copo na mão, alto e bom som, quando somos a única pessoa que lá está ao balcão à espera. Pronto já disse. Ha ha.
3. Juro que não me recordo de nada hilariante que se tivesse passado numa caixa de multibanco e estou a fazer um esforço tão grande para tentar recordar se em algum momento menos sóbrio tentei enfiar a minha pila na ranhura para ver se me saía a lotaria, mas não creio, a julgar pelas diferenças abismais de proporções.

Portanto a modos que hoje é isto: apaguei o bloco de notas e estou a considerar outra forma de registar os meus momentos tão hilariantes que já nem me lembro deles.