quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Update

Ter como último post há dois dias, um comentário alusivo à transformação da banha da Fanny em sabonetes, é um reflexo da merda de vida que tenho levado nestes últimos dias. E claramente não agoira nada de bom ao futuro deste blog.
Entre trabalhar que nem um cão e ensaiar para um espectáculo de dança que teima em não acabar, respirar tem sido alvo de círculo na agenda: fosse eu gaja e ficava ao lado da bolinha da menstruação esperada. A ver pela quantidade de ensaios, era de se esperar que estivesse um cisne e não uma pata choca que resultou do cruzamento entre uma avestruz e um hipopótamo, mas é o que há. Isso e colhões macerados... porque são grandes. Só por isso.
Por este andar e com este cansaço em cima, as peixas ultrapassam-me em esperança de vida.
E a modos que é isto.



domingo, 4 de dezembro de 2011

Papai Noel #1

Este ano podias derreter a banha da Fanny e transformá-la em sabonetes para dar aos pobres.

Celebration

Já cá vieram parar 100 000 ao engano, neste antro do putedo e da bardajonice. Cem mil. Um muito obrigado a todos, porque é bom saber que há mais gente doente por este mundo fora. E este blog está prestes a fazer um ano!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Peixas Come Home.

Depois de um abandono de quase 30 dias, eis que peixas fufonas regressam a casa após trambolhões dentro de tupperwares para cá e para lá. Ainda tiveram o direito de estar com o pai no trabalho durante um dia, mas separadas que eu não quero cá peixeiradas estridentes enquanto estou a tentar concentrar-me.
Chegamos finalmente a casa e salpiquei-as com um pouco de comida, que atacaram de imediato quais piranhas prestes a voar do aquário. Quer-me parecer que quem andou a comer os flocos para complementar o muesli foi a babysitter.
Depois de alimentadas as esfomeadas, eis que uma certa pessoa que cá habita por curtos períodos decidiu mudar o habitat para a estante dos livros, em jeito de suporte. Aparentemente as peixas lado a lado com o presépio eram maiores que o Menino Jesus, e isso é que não que não queremos dar a ideia de que Cristo Redentor era anão. Ou desnutrido (o que até parece mal uma vez que a Virgem daquela colecção parece a prima da Susana da Casa dos Degredos).
Se sobreviveram a tudo até agora, é porque têm fibra para aguentar até ao Natal.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Tree-ing

Ontem foi dia de montar a tão aguardada árvore. A árvore que marca a minha época preferida. Chegada esta época eis que o meu amor me avisa que tinha que fazer a árvore ontem, independentemente de eu estar em casa ou não, que era para despachar. Ora, despachar uma árvore de Natal tem para mim o mesmo efeito que dizerem-me que querem despachar uma queca: fico fulo.
Fiz logo uma birra que deu direito a uma montagem de árvore em condições, com direito a toda uma vasta panóplia de música de Natal que se repetem umas às outras, só que cantadas por artistas diferentes.
Mais uma vez os sacos transbordavam de bolas que eu já nem via galho que as pendurasse e rapidamente quis parar a meio. Mas a cara metade, parou-me logo por ali que "nem pensar, que uma árvore nua é um sinal de pobreza". Ora mais uma razão. 
Mas lá deixei-me continuar que isto é uma casa abastada de muito amor. Se fosse uma árvore verdadeira morria com o peso das bolas lá p'ra dia 8 deste mês.
Por fim, encontrar local para o presépio não foi difícil. Foi enfiar uma Virgem e um Pastor dentro de uma vitrine que antes ostentava uma garrafa de vodka. (Que nós aqui não é só emborcar; também bebemos de muita fé no Além).
E voilà:

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Memória de Elefante

Eu quando não tenho nada para escrever, ao invés de estar calado, vou ao meu bloco de notas virtual consultar as ideias que lá deixei sobre coisas do dia-a-dia que quero registar mas que, por circunstâncias diversas, me vejo impossibilitado de registar seja o que for. Como estar a mijar enquanto o do lado passou tanto tempo a sacudir a dita que aquilo já estava a entrar no tempo estipulado para ser considerado uma punheta. Não consigo escrever um post in loco, senão parece que estou a registar o momento em vídeo. And that's awkward.

Fui então ao bloco de notas e, graças à minha extraordinária capacidade de síntese, encontrei lá cábulas mnemónicas de fazer chumbar um aluno de 20: "mala", "no starbucks", "multibanco".
1. Não sei que raio de ideia iluminada tive num certo dia para achar que um post inteiro dedicado a uma mala ia ser alvo de interesse... 
2. Não me lembro de nada que tivesse acontecido no Starbucks que fosse digno de contar a seja quem for. Ah já sei: gritam o nosso nome de copo na mão, alto e bom som, quando somos a única pessoa que lá está ao balcão à espera. Pronto já disse. Ha ha.
3. Juro que não me recordo de nada hilariante que se tivesse passado numa caixa de multibanco e estou a fazer um esforço tão grande para tentar recordar se em algum momento menos sóbrio tentei enfiar a minha pila na ranhura para ver se me saía a lotaria, mas não creio, a julgar pelas diferenças abismais de proporções.

Portanto a modos que hoje é isto: apaguei o bloco de notas e estou a considerar outra forma de registar os meus momentos tão hilariantes que já nem me lembro deles.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Choque de Culturas

A minha empregada deve achar que as teias de aranha e a aranha fazem parte da decoração de Natal. 
Deixou-as lá... intactas...

Christmas Carols

Chega a esta altura do ano e não consigo evitar encher o meu iphone de Natal. Olha, antes isso que Micaela...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aos senhores da Old Spice

Há dias vi um anúncio da Old Spice que faz-me acreditar que aquilo foi feito por todos aqueles que nada percebem da arte da paneleiragem e deixaram-se ficar pelos estereótipos que, 95% das vezes, estão certos. E eu que não sou nada comichoso com o escárnio contra a paneleiragem que até acho piada... Já as piadas de mau gosto sobre o assunto, ignorar atribui-lhes a devida importância.

O anúncio dizia qualquer coisa como "O verdadeiro Homem não bebe leite. Come a vaca toda." Uma suposta insinuação jocosa de que os paneleiros é que o bebem... isto claro se o anúncio estivesse minimamente bem feito.

Ora além de achar que de acordo com esta teoria, o "verdadeiro homem" vai ficar sem ossos não tarda e com uma crise de gota descomunal, a teoria nem tem pés, quanto mais estofo suficiente para comer uma vaca:

Em primeiro lugar todos nós comemos vacas (excepto as paneleiras vegetarianas). Sexualmente, 95% de nós (a paneleirage) já comeu uma ou mais "vacas" ou lá como chamam as companheiras dos verdadeiros homens. Depois, mais tarde, é que começaram a beber leite... para desembuchar.

Segundo, a arte de beber leite parece simples mas não é. Qualquer ser humano consegue comer uma vaca. Agora encher a boca de leite, por vezes estragado, contrariando quaisquer reflexos de regurgitação, evitando simultaneamente a asfixia do leite nos pulmões para que o produtor de leite não se sinta ofendido com a recusa? Isso sim é de homem.

Qualquer ser humano consegue comer uma "vaca"; aliás existem vacas que comem vacas portanto se elas conseguem sem qualquer esforço, não é propriamente um acto de robustez machista. Agora levar com ele? Isso sim é de homem, que aquilo não é como o da vaca: é apertado, dói e por vezes até sangra. E há uns que demoram mais tempo a escavacar o dito que outros. E enquanto dura e dura e dura, o homem "aguenta e não chora" de forma quase hercúlea. E tudo com um sorriso de orelha a orelha, como se estivesse a fazer bolos.  
E os verdadeiros homens estão onde? A comer uma vaca... pffff.
Ademais, acho ridículo o verdadeiro homem não poder beber leite que isso é de rabeta. Mas esfregar a cara toda com aquele composto do Old Spice que mais parece meita coalhada, isso sim é de homem: a comer uma vaca com a cara coberta em meita. Parece-me propaganda pouco factual.

Portanto aos senhores da Old Spice: o verdadeiro homem não come uma vaquinha. O verdadeiro homem leva com um boi pelo cu acima e não chora!

Portugal "Fashions"

Portugal é Fado, Futebol e o Fernando... pai da Fanny. Foda-se credo.

domingo, 27 de novembro de 2011

UNESCO

Até que enfim, já chegaram a uma decisão sobre o património da Humanidade que eu já não podia ouvir mais fado por este país fora. A UNESCO devia era prestar atenção ao Tony Carreira que consegue esgotar pavilhões atlânticos com aquelas músicas de merda.
Esse fenómeno sim, deveria ser preservado.

sábado, 26 de novembro de 2011

O Génio da Lâmpada

Sempre sonhei em ter um walk-in closet. Daqueles com um banquinho no meio e tudo. Sonhos ridículos e muito gay; não obstante, sonhos. Na esperança de me ver feliz e realizado, o meu amor não satisfeito com um closet no quarto que ocupava uma parede inteira e ia do chão ao tecto, decidiu comprar outro... igual.

Ora eu sei que temos mais roupa cá em casa que uma loja no Chiado... não é que eu compre muita roupa, mas as peças à noite fechadas e longe de olhares alheios, põem-se todas a foder umas com as outras e de tempos a tempos, nascem mais peças. É a única explicação credível que consigo arranjar.
Mas daí a termos dois monos gigantescos a ocuparem quase todo o quarto do nosso humilde T1, parece-me um bocadinho exagerado.

O meu cão fugiu do quarto sentindo-se enclausurado por aquilo que lhe parecem ser os skyscrapers de Nova Iorque. Eu é mais Moscavide.
De facto tenho um walk-in closet gigante visto por esse prisma; tenho também um sleep-in closet, um live-in closet... tudo em um. E tenho um banquinho no meio que aliás é a única coisa que cabe no meio. Chama-se, a cama.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Greve

Obrigado a todos os que fizeram greve e que permitiram que eu pudesse chegar a casa mais rápido que nunca, sem trânsito e sem entupimentos de pessoas a caminho do trabalho.
Obrigado por ter chegado a casa (cedíssimo) e ter reparado que havia dezenas de espaços em frente de casa para estacionar.
Se o panorama do país em greve é este, faço uma petição para que nos retirem também o 12º mês.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A passar por um "período".

Não nasci com um útero nem com um grande par de ovários, é verdade. Os meus estão cá fora pendurados a fazer o seu trabalho outdoors
Não é que isso tenha algum significado hormonal, porque ultimamente sinto-me constantemente com o síndrome pré-menstrual (mas sem aquele corrimento de postas de cabidela pelas pernas abaixo). 
Estou constantemente chateado com tudo o que me rodeia e passo-me facilmente da cabeça ao simples pronunciar do meu nome; ando com oscilações de humor como se fosse bipolar e qualquer dia enfio um tampão no cu para poder relaxar. 
Há dias em que apetece mandar alguém matar a mãe e fazer arroz de puta. Mas depois contenho-me que acho que a desculpa do síndrome pré-menstrual não iria colar.
Fico na dúvida se não terá sido por não ter ido às aulas de dança esta semana (o que não contraria de forma alguma a minha tese de que sou um indivíduo que menstrua hormonalmente todos os meses). Ou simplesmente preciso de um penso.
Acho que vou começar a tomar a pílula, a ver se isto passa. Mas uma que não engorde.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Fiéis

Dizem que quando Deus fecha uma porta, abre uma janela. A minha empregada deve ser muito religiosa que depois de fechar a porta, escancarou as janelas todas para deixar entrar esta leve brisa que faz rachar os ossos. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Bem bom.

Numa vã perspectiva de maximizar o meu vocabulário em francês para além de batôn e passe-vite, fiz download de um aplicativo que me apresenta diariamente uma palavra. Uma nova palavra todos os dias para enriquecer o meu léxico e por-me a compreender a língua francesa como ninguém. Diariamente anseio pelo enriquecimento do meu saber. Diariamente esfrego as minhas mãos em antecipação.
Hoje a palavra era: boutique.



De repente, manter este aplicativo na pasta "Utilidades" deixou de me fazer sentido...

domingo, 20 de novembro de 2011

Provérbios.

Eu sei que a Humanidade ainda está longe de descobrir a cura para a burrice. Mas até lá, o primeiro passo, tal como no alcoolismo, consiste em reconhecê-la; o segundo, consiste em calar a boca antes que vire pandemia.

"Alguém" que certamente padece desta patologia sem necessidade de recorrer a dispendiosos exames auxiliares de diagnóstico, lembrou-se de citar publicamente um provérbio popular, que eu desconheço porque deve ser tão popular como a primeira pessoa a sair da segunda edição do Big Brother.

O provérbio seria (ou é, que se calhar existe mesmo): "Um bom capitão sabe quando deve abandonar o barco"

Foda-se que raio de capitão abandona o caralho do barco com pessoas lá dentro? Eihn?
Também existe a versão "um bom piloto sabe quando saltar"? "Um bom bombeiro sabe quando desligar a mangueira"? Ou até "um bom guarda prisional sabe quando entregar as chaves"????

É por isto que eu não percebo nada de provérbios populares. São muito profundos. (Como o barco que o capitão abandonou...)

sábado, 19 de novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pensamentos #3

Acho que tenho que deixar o espaço do cão em quarentena quando encontro a cama dele enrolada em forma de cona...

Confissões que amanhã provavelmente apagarei.

Em solidariedade aos universitários que foram entrevistados pela Sábado, sabe-se lá em que condições e sob que manipulações, junto-me ao vosso rol de apontar de dedos:
Aos 26 anos, eu achava que a Sibéria ficava em África. 

Eu até há pouco tempo não sabia quem era a Cândida Branca Flor.

No jogo "Quem quer ser milionário", raramente acerto nos provérbios populares para 50 euros.

Não sei quem realizou uma data de filmes.

Conheço pouquíssimos autores portugueses contemporâneos... assim de repente vem-me à memória Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada...

Podem rir. Assim sempre disfarçam que também não sabem uma data de coisas...

P.S. Cátia ao PODER!