sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ainda em relação ao post anterior...

Nem uma castanhinha entrou neste bucho para lançar uns peidos valentes...

Nem uma jeropiga para rosar as bochechas...

Não fosse o calor tórrido que se fez sentir neste verão de são Martinho e iria jurar que não estávamos sequer em Novembro.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O "verão" de São Martinho

- Amanhã é verão de São Martinho. Para alguém completamente analfabeto em sabedoria popular portuguesa devido à minha falta de raízes, esta frase pareceu-me tão parva como se me tivessem dito que se tinham peidado pelas orelhas. Embora deva haver quem consiga, que este mundo dá p'ra todos.

Num misto de aparvalhado e desinteressado, perguntei que raio significava aquela expressão. Ao que me foi explicado: (passar história secante à frente caso se considerem mais cultos que eu)
Um dia torrencial de chuva São Martinho andava pelas ruas (provavelmente cheias de merda e moscas e ébola). Nesse dia, Martinho decidiu levar uma capota preta para se proteger da chuva. Ao passar por um mendigo, rasgou a capota a meio e ofereceu. Posto isto, fez-se luz... literalmente, e no dia 11 de Novembro nunca mais choveu neste planeta.

Só depois de ouvir isto reparei que já não mastigava os filetes de pescada que tinha na boca há um bocado e que já estava a fazer papa choca na boca. Engoli e perguntei:

- tu não acreditas nessa merda, pois não?
- acredito. há vários anos que no dia 11 de novembro faz um óptimo dia de sol, digno de ir à praia, daí a expressão "verão de são martinho".

Ai caralho, se amanhã chove vou chagar-te a paciência daqui à China. E também vais chorar quando descobrires que o Pai Natal não existe.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Provavelmente muita gente não achará estranho...

Não é que eu esteja aqui a querer incitar os Movimentos Feministas por este mundo fora, mas oferecer isto à menina este Natal parece-me um pouco redutor. Mas then again, quem é que entende às crianças...


Kit menina (ou menino com ares, que aqui é tudo pela não discriminação):

- Vassoura
- Esfregona
- Pá
- Esfregão (acho...)
- Espanador???

E pronto, feliz Natal.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Consegue ser quase melhor que a Cátia

Back Home

Cheguei ontem de Paris. A horas, não fosse o piloto estar com pressa e ter descido tão rapidamente ao ponto de soltar os canhões nos meus ouvidos. Ou isso ou tinha acabado de descobrir que tinha chumbado ao exame de voo. 
Ou então recebeu um "Muito Bom" que isto hoje em dia, não há como definir critérios para a competência (ou para a falta dela).

O parque de estacionamento junto à minha casa estava completamente vazio. Andaram a pintar faixas no chão. O meu carro estava noutro sítio completamente diferente para não atrapalhar as pinturas. Nem quero imaginar com que cuidado mudaram o meu carro de sítio, nem como, que ao meu carro já acontece tudo. Já só falta apanhar alguém a enfiar o caralho no meu tubo de escape. 
E nessa altura nem vou pestanejar.
A minha casa estava imaculada. Não estava à espera que não estivesse uma vez que não esteve lá ninguém, mas como tenho o síndrome de vítima de exclusão social, penso sempre que organizaram uma mega festa com orgias em minha própria casa e não me convidaram. 

Felizmente cheguei a tempo para ver o desfile de putas na TVI e ainda apanhei a estrábica a dizer que fez puzzles com a snaita. Aaah, Portugal. Sentar no sofá e ver televisão portuguesa é um conforto para a alma. Estou em casa.

domingo, 6 de novembro de 2011

Paris

Da primeira vez que visitei esta cidade não lhe caí propriamente aos pés. Talvez porque tinha sempre imaginado que o passeio pelos Champes-Elysées era obrigatoriamente acompanhado por uma banda sonora de Greatest Hits da Edith Piaf. Não era nada disso.

Desta vez foi diferente: já sabia que não havia banda senhora nenhuma. Era absorver a cidade. Não entrei no Louvre desta vez porque não toleraria mais uma manhã de mulheres com a mama de fora, mas sempre com um ambiente celestial. Tentei inclusive tapar uma que deveria estar já com os mamilos a tiritar de frio, mas como podem ver na foto, o vento encarregou-se de desfazer a minha protecção. Some things were just meant to be.

A grande atracção do momento, qual fila para a torre Eiffel, é a abertura da Abercrombie & Fitch nos Champs-Elysées. Filas de fazer acordar às 7h para ir apreciar os meninos e comprar roupa. Só não entrei porque se na porta, estavam duas aves feias a dizer olá, nem quero imaginar os exemplares que estavam na loja a "dobrar roupa".

Tiramos fotos com a torre Eiffel em pano de fundo em quase todas as posições que ia jurar que tenho cá fotos suficientes para compilar o Kama Sutra francês. Jantamos mais tartare. Se aquilo não é 100% de carne de vaca, por esta altura já sou o feliz dono de uma comunidade de lombrigas.

sábado, 5 de novembro de 2011

Reims - Part 2

Tal como disse ontem, a cidade de Reims ficou conhecida em poucas horas. Hoje aproveitei os ares de Reims para papar quilos de episódios de Anatomia de Grey. Nem mudei de cuecas. Estou bem obrigado.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Champagne-Ardenne: Reims

Como qualquer alcoólico que se preze, tinha que vir parar à terra da produção mundial de champanhe. Tal como em Amsterdão, em cada esquina vemos uma cave; só que em cada cave escondem-se toneladas de garrafas da tão apetecida e sobrevalorizada gasosa com sabor a vinho.

Como alguém estava muito ocupado a tratar de assuntos de importância internacional, fui tratar de coisas mais importantes ainda e dei asas à minha futilidade percorrendo ruas para conhecer a cidade e ver lojas.

Reims vê-se em duas horas - com paragens. Não fosse eu ter-me perdido durante uns valentes minutos, e tinha passado a tarde numa esplanada francesa a ler O Ser e o Nada de Sartre (foi a capa que eu escolhi para  tapar a capa da Fanny Hill - Memórias de uma Prostituta).

Fui almoçar mais tartare porque aqui come-se comida crua em todo o lado. Seja salmão, seja carne, tudo cru. Adepto desta cuisine, estou a ponderar vender o meu fogão e substituir o espaço por vasos.
Houvesse bacalhau e também faziam dele tartare: em Portugal temos algo semelhante com tartare de bacalhau mas chama-se punheta. Sempre muito eruditos nas nossas nomenclaturas. Bons costumes.

Encontrei um mealheiro revestido de símbolos de Nova Iorque e comprei-o para ver se em Setembro, consigo escancarar aquela porcelana chinesa e entregar as minhas poupanças numa agência de viagens. Apesar de ainda ter lá estado o ano passado, já estou a ressacá-la.
Amanhã cá estarei ainda em Reims, e estou a perder gotinhas tal é a excitação de descobrir mais sobre esta terra tão grande e com tanto para ver e fazer! Acho que termino o meu livro não tarda.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Disney - Day 2 - O Parque

Como detentores de sérias patologias como nós somos, acordamos às 7:30 para conseguirmos apoderar-nos de todas as atracções antes dos outros, quais garganeiros. E assim foi, ainda a limpar as remelas pelo caminho e com uma manga por vestir, fomos em modo acelerado para poder andar no Space Mountain três vezes.

Ainda não eram 9:15 e já precisávamos de recarregar as energias com um pequeno-almoço para javardos. E assim, de pança cheia, lá percorremos Pirata das Caraíbas e Indiana Jones para depois podermos fazer as atracções exteriores: e eis que chove a potes. De pés encharcados para o resto do dia, ao ponto de garantir uma pneumonia para tempos vindouros, lá fizemos tudo o resto porque a nós a chuva não pára. Enfiamo-nos em tudo o que havia desde as chávenas da Alice ao Pinóquio, ao comboiozinho turístico, passando pela Branca de Neve, não houve atracção para criancinhas que nos detivesse. Se era para fazer tudo, tudo faríamos.

Voltamos a encher o bucho com comida mexicana à tonelada per capita, e perdemos a parada dos bonecos porque: um, já tínhamos visto há uns anos atrás; dois, estávamos muito ocupados a decidir se havíamos de esperar para andar no carrocel dos cavalinhos ou se estava na hora de ir voar no Peter Pan. Assim como assim, ratas Minnie já eu tinha visto muitas; e ratas Maxi também.

E só cedemos ao adeus, porque as pernas guinchavam já muito alto e os pés ameaçavam decompor-se após tantas horas em banho Maria a fazer schlap-schlap.

A Disney não me desilude e por mais cabelos que caiam desta cabeça, ver um clássico da Disney traz as mesmas sensações que quando as via em criança. Por isso decidi fazer uma maratona e rever todas as longas metragens que eles já fizeram até à data.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Disney - Day 1- Estúdios

Vir a França e não vir à Disney, é como ir a Espanha e não visitar a Duquesa de Alba. Portanto, apesar de já cá ter estado, a cara metade garantiu-me dois dias de regresso à infância, uma vez que a Disney fez grande parte da minha vida.
Continuava tudo mágico e tudo "when you wish upon a star", excepto quando chegou a hora de começar a andar nas coisas. 90 minutos era o tempo médio de espera anunciado para cada atracção e 120 era o tempo real. A minha mente sodomizava-me a cada milímetro que avançava na fila: regressar a uma quarta-feira, regressar a uma quarta-feira. O diabinho da minha orelha esquerda só sussurrava: matar as criancinhas vestidas de princesa.
Conseguimos andar nas principais: aerosmith, finding nemo e o twilight zone tower hotel. E depois mais alguns que encontramos pelo caminho (incluindo os tapetes do aladino porque alguém não se calava com aquilo).
O parque fechou às 19h, e corremos que nem putos para o outro parque para ver se ainda conseguíamos espremer mais aventura, apesar de que amanhã estaremos lá outra vez. Papamos o Space Mountain e ainda conseguimos percorrer o It's a small world já no escuro.

Fomos jantar hamburgueres ao preço de lagosta porque os restaurantes daqui servem pouco mais do que isso, e agora estou sentado na cama de um hotel que prometia magia por toda a parte mas apesar de toda a luxuosa fachada (e valor acrescentado), já levamos com cabelos no lavatório, um ralo que simplesmente teima em não escoar e um sapato usado desconhecido no hall de entrada.
Amanhã rezo por mais encanto.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

In Bruges

À parte da cidade que abrange os mais diversos scores de higiene, o hotel era fantástico. Adormeci a ver um filme sobre um cão que me deixou deveras perturbado.
Dormi mais uma hora do que é suposto e fui tomar banho. Mais uma vez, roubei a loção de corpo do hotel, contra a vontade de certa pessoa que diz que pareço um pelintra sempre que faço isso e que qualquer dia temos produtos de higiene hoteleiros armazenados em casa para África inteira (não o país da América do Sul, mas o continente).

Fomos conhecer Gent: uma cidade com cara lavada e com rostos lavados. Tipicamente europeia na sua concepção, com edifícios bonitos e praças várias com encantos próprios. Como ainda não tínhamos comido nada, tentei por tudo arriscar numa esplanada qualquer típico-turística. Mas só conseguia ler croken, oosten e fracht em todo o lado e não me estava nada a apetecer terrinas surpresa àquela hora do dia. Pizza Hut com ele.

Já de barriga cheia após uma pepperoni lovers confeccionada com os mais frescos ingredientes belgas, partimos rumo a Bruges. A única referência que tinha de Bruges era de um filme com Colin Farrell que me deu grandes doses de sono e cuja única parte recordava, era a de um suicídio a partir de uma torre gigante. A cidade tem um encanto muito especial por ver conservadas as fachadas históricas pitorescas por entre rios e igrejas. É um must visit para qualquer pessoa que se encontre por perto (ao contrário de Antuérpia).
E claro, chocolateries por toda a parte não fosse a Bélgica exímia no fabrico de chocolates.



Amanhã vamos rumar a Disney e revisitar a minha amiga Rata Minnie.

domingo, 30 de outubro de 2011

Antuerpia

Afinal vim para Antuerpia. Esta coisa de planearem a estadia por mim deixa-me baralhado das ideias.
Uma longa viagem de carro depois, chegamos à famosa terra do comércio. Fiquei completamente desolado com as vistas: os prédios eram pavorosos e pelos vistos, as pessoas que vieram trazer as especiarias outrora, tambem ficaram por ca. Parecia Martim Moniz. As pessoas aparentavam gastar mensalmente em higiene aquilo que eu gasto em bíblias.
Andamos e andamos e passei o tempo todo à procura da Upper East Side cá da zona mas a cada esquina esbarrava com Little India... Mas em mau. Ainda circulamos pelas supostas galerias do diamante. A julgar pelo ar das redondezas, os unicos diamantes eram provavelmente os que roubavam aos transeuntes.
Até que finalmente viramos uma esquina magica que desaguava para uma tipica cidade europeia. Pessoas lavadas, lojas, arquitectura histórica conservada. Considerei a partir daí que a cidade era bonita... Nao maravilhosa, bonita.
Bebemos uma cerveja no porto onde os barcos antigamente iam despejar as mercadorias de outros mundos. Não conhecia nenhuma cerveja portanto optei por uma kriek st. louis premium. Se é crica não há-de ser má. Ou pelo menos assim pensava há muitos anos atrás.
Encontramos a estátua da foto que me intrigou por simplesmente não compreender o significado de dois anões a vislumbar o pirilau de um homem gigante. Mas se é arte, é legítimo. Se fosse no balneario era paneleiragem.
Amanha creio que vou a Bruges mas já não digo nada porque posso ir parar a outra terra.

sábado, 29 de outubro de 2011

Telegrama: Je suis arrivée

Um dia perdido em viagem. Mala de um lado para o outro. Experimentei um TGV pela primeira vez. A experiência é igual a um Alfa.
Cheguei e...

(o conteúdo não é passível de ser descrito)

Depois fomos jantar. Após comer carne crua, optei por um tártaro - mais carne crua. Não consegui mais nenhuma foto porque a minha máquina não capta bem imagens debaixo dos lençóis.
Amanhã - Bruxelas.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Check-in

Depois de terem aturado os meus devaneios devido à falta de sexo, vou finalmente juntar-me ao coiso e tal que está temporariamente lá p'ra Paris de França e soltar o leão. Não que me lembre muito bem do que é que isso seja (o sexo) nem de como se faz, mas estou confiante na recuperação da minha memória a longo prazo.

Despejei o meu filho cão para casa da minha amiga Enxovalhada (aquela que tem menos instinto maternal que o Carlos Silvino). Acho que só vai passeá-lo porque dá um ar de pessoa com sentimentos e doce e meiga e pode resultar no engate. E porque o pêlo  do bicho condiz com a pele das botas.

Despejei as minhas filhas (Beyoncé e Mariah) para casa da minha amiga Badalhoca. Vou confiar na pequenez dos bichos como factor desmotivante dos impulsos sexuais dela. Não que morressem afogadas claro... é pelo choque térmico.
Acho que só aceitou tomar conta delas porque ameacei em pleno facebook que iria despejá-las pela sanita abaixo caso ninguem se oferecesse como sitter. A minha irmã ficou horrorizada. Não sei o que é que é pior: ela acreditar que faria isso ou ela continuar a falar comigo sabendo que as deitei na retrete.

E cá estou, pronto para voar sob turbulência em modo tranquilidade. Trago o livro Fanny Hill: Memórias de uma Prostituta portanto duvido que note alguma despressurização no meio do deslumbramento.

Prometo relatos extensos diários (mais para mim do que para vocês, mas são livres de ler se quiserem). E pronto... enquanto não vislumbro a Torre Eiffel, vou espreitar quanto é que a Fanny cobrava por sexo anal sem beijo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Eu e os jogos

Hoje decidi finalmente fazer download de um aplicativo réplica do primeiro jogo de Copas que o Windows fabricou. Passei tardes inteiras a jogar aquele jogo quando os jogos do DOS já estavam fora de moda e os novos jogos do Windows 95 estavam ainda a ser criados. E o meu computador era uma bomba e tinha uma capacidade louca: 800 fantásticos megabytes.

Tal como o jogo anterior, este permite dar nomes aos jogadores. Quando era mais puto, esses nomes eram geralmente os membros da  minha família. Eles, por sua vez, estando perto ou estando longe, eram objecto da minha fúria constante sempre que me espetavam com uma dama ou com uma carrada de copas. Depois era ver a minha mãe chegar alegremente a casa e eu quase nem lhe dirigir uma palavra por me ter "ganho" três jogos seguidos. 

Mais interessante é saber que passados todos estes anos, estou chateado com o meu namorado que está a centenas de quilómetros de distância, provavelmente a trabalhar, por me ter espetado com uma dama logo na primeira mão de ouros. Como é que eu ia adivinhar que estavas seco a ouros logo na primeira jogada?

Não me ligues antes das seis se faz favor que é o tempo que vou demorar a fazer as pazes contigo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tecnologia 3D


Jennifer, se eu for a um cinema desses poderei ficar com a cara esporrada? Opa, é que queria experimentar mas tenho um terror de ficar com as pestanas coladas.

De férias.

Estou oficialmente de férias. Passei a manhã a repetir isto ao ponto de algumas pessoas sentirem-se tentadas a cortar-me os tomates com um x-acto. Mas repeti novamente até levá-las ao desespero que eu não sou de desistir facilmente.

Enfiei-me no trânsito debaixo de chuva e por trás de convictos de que em tempo de chuva a velocidade máxima é de 10 km/h. Roguei uma crise de lepra a cada um e cheguei a casa. 

Fui levar o cão a passear. Fomos encharcados por um carro a alta velocidade. Pensei se seria prudente arrancar uma pedra da calçada e acertar na janela do filho da p$%&. Por 50 pontos ainda acertava-lhe na nuca e provocava-lhe um traumatismo craniano. Não sou assim tão bom com desportos de pontaria. Desisto e vou ao talho comprar carne que hoje estou com desejos de carne à portuguesa.

Chego a casa, abro a minha Time Out e deparo-me que a Oportunidade da Semana para compra de imóveis é de 390 mil euros. Se isto é a oportunidade da semana, então está na hora de me convencer que já saí da classe média há muito tempo. Estou lado a lado com o arrumador de carros ali da frente e com a minha empregada russa que feitas as contas, ganha quase o mesmo que eu à hora.

Estou a lavar roupa suada com mais de 24 horas para depois deixar bué de roupa para a minha empregada engomar, enquanto estiver fora. Estou também a olhar para as peixas a pensar se valerá o trabalho de deixá-las com uma amiga durante uma semana ou se faço sushi agora.

Continua a chover. Que bom estar de férias...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Complexidade Tecnológica do Elevador

Tenho a infelicidade de trabalhar a vários pisos acima do nível do chão. A tecnologia encarregou-se de facilitar o voo, inventando uma coisa chamada o elevador. Mas o conceito ainda gera alguma perplexidade em certas pessoas, fodendo dificultando a vida de quem está com pressa.

Apanhar o elevador exige um trabalho de casa prévio e estudado: o destino. Para onde vou? Para cima ou para baixo? Não é na altura que se decide. É com muita antecedência. 
Provavelmente fruto dessa indecisão, laivos de inteligência impelem muito boa gente a carregar nos dois botões: para cima e para baixo. Se é burrice ou se é o síndrome da omnipresença querendo estar em toda a parte ao mesmo tempo, eu ainda estou a tentar perceber. Os dois botões servem para se fazer uma escolha como em tudo na vida. Não é para enfiar lá os dois dedos como se estivesses sozinho em casa no duche.

Muito menos por achares que carregar nos dois ao mesmo tempo, carregar com mais força ou carregar dez vezes vai acelerar o percurso da descida porque aí, o elevador vai perceber "ai que há uma senhora com pressa, deixa cá despachar".

 
Todavia se fosse só pela vossa burrice, ficaria enternecido a olhar para as vossas figuras, divertindo-me durante o tempo de espera. O problema é que são vocês, cheios de pressa para irem para cima e para baixo ao mesmo tempo, que atrasam aquela merda toda (go figure). Se o elevador vai para cima, o facto de terem tocado nos dois não vai fazer com que interrompa o percurso de quem lá está só para descer por vocês. Vai sim, abrir a porta e atrasar a vida de todos porque estupidamente o elevador pensou que por teres tocado na seta para cima, querias efectivamente subir. Tamanha loucura de ideia, eu compreendo.

Como se já não bastasse a angústia de controlar o impulso de ver esmagadas as cabecinhas ocas de quem ainda suspira de desespero por estar a demorar tanto, alheio à culpa exclusivamente sua pelo facto de isso estar a acontecer, ainda temos todos de gramar com a abertura de porta duas vezes quando já lá estamos dentro.

- Se calhar é do peso a mais...

- Não minha valente retardada mental, é do peso a menos na tua cabeça que não sabes tocar apenas na seta do teu destino...

(esta resposta ocorreu apenas na minha cabeça porque ainda sou uma pessoa civilizada e opto antes por fazer formação cívica como neste post)