sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Álcool

A minha amiga Desocupada tem como único passatempo, beber vinho. Bebe vinho ao pequeno-almoço, ao brunch e se tiver uma garrafa e um copo ao pé da banheira, prometem-se longas horas de banhos de espuma. Até para seguir uma dieta à risca, escolheu aquela em que poderia beber álcool. E salada. 
Chamo-a Desocupada e não Alcoolizada porque ela tem outras virtudes.
Hoje convidou-nos para a única actividade que consta da sua agenda cultural: uma prova de vinhos. Ela é provas, é visitas às caves e até para escolher estadia em plena Nova Iorque, teve que escolher um apartamento a paredes meias com uma casa de vinhos. Qualquer outra actividade que não envolva álcool é imediatamente posta de parte.

Confesso que não estou habituado a começar a beber tão cedo a uma sexta-feira porque eu sou muito fraquinho. Aliás, à hora que ela está a beber vinho, eu ainda estou a comer Golden Grahams.
Após a prova de vinhos, vamos jantar a um sítio que respeita os ingredientes essenciais da sua dieta: vinho. E para terminar, vou a uma pseudo-festa que, na sua vã tentativa de roçar o chic, vai servir flutes de cerveja. Flutes de cerveja. Eu vou repetir: flutes de cerveja. Foda-se, ninguem bebe cerveja numa flute. Eu compreendo quem faça broches ao tirador de cerveja, mas mamar espuma numa flute é quase como beber meita de um tubo de ensaio numa festa de inauguração de uma Clínica de Fertilidade.

E numa vã tentativa de habituar o meu sangue a um teor elevado e constante de alcoolemia, são duas da tarde e estou a beber vinho. E a ouvir música clássica. O que justifica a merda de post em que isto se tornou. E eu tinha muitas ideias... e boas, a sério. Certo que o álcool não é o culpado por escrever merda, mas beber leite também não ia resolver nada. Cheers.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sweets for my sweet

Faltam apenas duas semanas para celebrar aquilo que eu ia jurar que seriam as minhas bodas de prata, mas que verificada a agenda são afinal 6 anos. 6 anos de desejos de apertar-lhe o pescoço como se faz às galinhas quando ele me chaga a paciência com a desarrumação. Não que não tenha razão, que eu tenho a fantástica habilidade de transformar tudo numa pocilga sem grandes movimentos físicos; é uma questão de habitat natural creio.

Mas este ano não tenho como equiparar o presente, porque aparentemente a ida a Paris e afazeres está toda paga, com Disney included. E eu não sou rico. E não estou p'ra dar o cu até perfazer o valor, porque segundo as leis da fisiologia, eu preciso do meu esfíncter funcional.

O meu grande problema com esta carga de trabalhos de oferecer coisas a pessoas que já têm tudo, é o facto de serem tão insatisfeitos que apetece mesmo enfiar fussas na tarte. 

Um dia, quando ainda era estudante, passei a semana a esparguete à bolonhesa com carne picada de frango, para poder oferecer-lhe um telemóvel. Ainda estava eu a mamar esparguete ao 5º dia quando ele me diz que não lhe dá jeito andar com dois telemóveis. Só não lhe enfiei o esparguete pelo nariz acima porque era a minha refeição. E já tinha abdicado de comida que chegue por ele.
Ofereci-lhe uma massagem, certo dia. Ele sorriu, agradeceu e disse que se calhar seria melhor ser eu a usufruir dela porque ele não é muito dado a essas merdas. O feliz aniversário tornou-se numa tempestade da minha fúria, berrando que ai-de ele que não fizesse a massagem até ficar com as bordas roxas de tanto esfregar. Nesse dia tive mesmo vontade de voltar atrás e enfiar uma nota de dez euros num envelope e sorrir, só p'ra ele ver o que é bom p'ra tosse. Ou naperons. Juro que um dia ele leva com naperons.

Noutro dia qualquer, ofereci-lhe uma cinta vibratória para tonificar o abdómen. Eu sei que é de mau gosto mas ele é que não parava de falar nisso. E eu já estava por tudo na arte de agradar o menino pelo menos uma vez. Foram dois dias de intenso lavor, após o qual a cinta foi devolvida a troco de dinheiro. Não me recordo ipsis verbis de todos os impropérios que bufei nesse dia. Provavelmente ele também não se recorda, porque a função dele durante essa discussão foi de adoptar uma posição de yoga, mirar o horizonte e suspirar. 

Tenho um currículo bem mais que extenso para ter decidido deixar de lhe oferecer seja o que for. Mas ainda não o fiz, porque tenho o sádico objectivo de acumular presentes não apreciados para mais tarde, fazer uma boa lavagem de roupa ao som de um discurso vitimista de rejeição e enxovalhanço. 
Estou deveras tentado este ano a oferecer-lhe uma andorinha da Bordalo Pinheiro, um cão de loiça ou a Nossa Senhora fluorescente em tamanho real para enfiar aqui no corredor em jeito de recordação diária: "Ainda tens a certeza que um telemóvel e uma cinta vibratória eram maus presentes?". 
Eu vou-me esforçar, mas cheira-me que é desta que lhe vou ao pescoço.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pediram-me encarecidamente...

... para publicar isto, e eu cedi porque sei que há muita badalhoca recalcada por esse mundo fora. E porque dançar foi a segunda melhor descoberta da minha vida. 
A primeira foi ejacular-me.

Há comentários mais estúpidos do que a Casa dos Segredos

Tornou-se agora um cliché generalizado, dizer-se que é mais burro que os próprios concorrentes quem fica a ver esses programas (digo Casa do Putedo). Depois de clicado no nome desses "comentadores", traça-se o perfil pelo que escrevem que ora trata-se de gente altamente parola, ora de auto-intitulados pseudo intelectualóides que esforçam-se por se distanciar da restante escumalha, abraçando programas da RTP2 que incluem shows de dança contemporânea barata, aka ataques epilépticos pelo palco (o movimento artístico preferido de quem não sabe dançar mas insiste em proclamar-se artista).

Eu questiono-me se o facto de votar nos políticos e assistir a debates políticos faz de mim um corrupto; se ver os Ídolos faz de mim um grande cantor ou se ver o filme Pretty Woman faz de mim uma puta. Sinceramente, não percebo a analogia. Mais vale então assumirem que quem vê futebol é tudo oco da cabeça, a julgar pelos jogadores. Mas ninguem pensa nisto, pois não. Aliás ninguem pensa sequer quando faz estes comentários não é? Mas prontus, está na moda dizê-lo porque torna as pessoas bué da espertas. Não: faz de ti uma pessoa burra que nem pensas na analogia que estás a fazer. Se não gostas, isso já é outra coisa: aí já é uma questão de opinião própria, mas às vezes é difícil ter uma não é? Queremos parecer fish fixes não é? Eu quando não gosto de algum programa, simplesmente mudo de canal. Oops, revelei o quarto segredo de Fátima.

Mas nem é isso que me faz espécie, porque com gente parva convivemos muito. É a veemência quase exaltada a roçar a loucura, com que as pessoas defendem isso nos seus comentários. Como se a vida delas dependesse do facto de alguém ver ou não a Casa do Degredo. Às vezes tenho medo mesmo pela sanidade mental dessas pessoas, porque temo que se não mudar de canal, as pessoas que estando a quilómetros de distância da minha casa, ir-se-ão atirar da janela abaixo, tamanha angústia.
Checklist para este Natal: arranjar uma vida ao invés de ter um ataque de asma com a escolha televisiva dos outros.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O face a enrabar-me e eu a ver

O facebook passa a vida a actualizar-se. Como diriam os críticos da música que não conseguem singrar no mundo do espectáculo e portanto eneveredam por criticar aquilo que jamais conseguiriam fazer: "passa a vida a reinventar-se".

Agora todo o facebook está sempre a mexer. Sei quando a minha amiga comenta a página de uma revista de moda e pergunta como deve fazer o pagamento do vestido de 29,99 euros que vai levar para o casamento da amiga; sei quando a minha colega de trabalho mais insonsa que um copo de água faz like das maiores bolas tailandesas à venda numa loja online de artigos sexuais com entrega discreta ao domicílio; sei quando o meu amigo que se auto-intitula de superior à humanidade porque abraça tudo o que é alternativo e "artístico" e "intelectual", faz like da Cátia estrábica da Casa dos Segredos. 
E sei quando vai haver molho porque A disse que a foto do ogre que ela publicou parecia o namorado de B no mural de C, mas B é amiga de uma delas e consegue ver o comentário na hora. E apesar de não conseguir comentar no mural de C de que não é amiga, B "amanda p'ró ar" no seu mural que o seu círculo de amigas está-se a revelar um verdadeiro pasto porque tem descoberto com cada vaca... e A faz like.

Eu ultimamente até tenho medo de fazer seja o que for neste novo facebook, não vá carregar like sem querer numa revista de bicos de croché e ficar toda a gente a saber.


E agora parece que há também a moda da subscrição, como se estivéssemos no twitter. Só que eu não estou no twitter. Por algum motivo foi, mas o facebook não compreende. Ora que aquilo que mais me apetece é subscrever uma pessoa que não quer ser minha amiga, restando-me apenas esta alternativa. Só se lhe quisesse foder e ainda não tivesse a coragem para lhe dizer. E é SÓ isso que eu vou pensar de alguém que algum dia me subscreva. Não sou um jornal, caralho; portanto queres-me comer, é isso?
Já para não falar que aquilo que mais quero é ver as minhas conversas pessoais a ser lidas por "subscritores" que não conheço de lado nenhum.
"Tenho um pêlo encravado no cu que me está a incomodar". José Maria da Assunção de Santa Cona d'Assobio fez "share". 300 amigos do José fizeram like. 
Já se cometeram suicídios por menos.




domingo, 25 de setembro de 2011

Sexo (não consigo arranjar outro título)

A minha inspiração para escrever vem-me das pontas dos dedos que escorrem pelo teclado... eihn, deixemo-nos de merdas. A minha inspiração vem da vida de puta das minhas amigas badalhocas.
Hoje ao almoço, sobre uma cama de sushi, descobri que de vida de puta não estão a ter nada. Estão em crise de valores.
Eu acordei com dor de cabeça que associo veementemente à falta de sexo por tempo demasiado longo (superior a 30 dias) por razões de distância e de crenças de que a fidelidade é o caminho de vida a percorrer (wtf).
A minha amiga que se auto-intitula Enxovalhada, já se dá ao luxo de tomar a pílula de 3 em 3 dias, sem riscos acrescidos. A outra deixou de tomar a pílula de vez porque de nada lhe serve encher o bucho de comprimidos quando ninguem a enche em mais lado nenhum. Tudo a ver navios a passar portanto. Sendo elas de uma beleza extraordinária, questiono-me o que se andará a passar no Universo do sexo. Nem para série de Sexo e a Cidade servem porque enquanto anseiam ser Samanthas, na realidade são a mulher que está em casa no sofá a ver o programa enroladas numa manta.
Entretanto vou tomar ben-u-ron, já volto.



sábado, 24 de setembro de 2011

Acha que sabe filosofar

Não há coisa que mais me apraz do que uma pessoa achar-se na posse de todo um conjunto de filosofias profundas de fazer gabar o intelecto.
Choca-me a convicção que as pessoas têm em achar que estão a transmitir o best of das suas sinapses. E o pior é que muitos acham-se nesta instância simplesmente porque são mais velhos. E com a velhice vem a sabedoria... dizem (esses mesmos velhos, provavelmente). 
E eu, que não quero estragar o auto-deslumbramento a ninguem, tenho que fingir a minha maior admiração quando oiço merdas como: Para morrer, basta estar-se vivo. O que na minha opinião diz tanto sobre a inteligência de uma pessoa dita iluminada como "para cagar basta ter-se cu".

Benfiquistas Ferrenhos...

Não consigo estar na mesma sala que um benfiquista ferrenho. Então se está naquela fase do jogo em que está a perder, fico aflito a achar que são sintomas de enfarte e que é agora que vou telefonar ao INEM. Devo ter olhado para o telefone umas dez vezes esta tarde. Mas ainda não foi desta.
E assim se morre em Portugal.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Book Swap

Porque não só de putas e sexo fala este blog (fala-se mais do que se faz), descobri ontem um site que vos vai deixar os pêlos do cu a bater palmas.
Descobri finalmente uma plataforma virtual que permite despachar aqueles livros que já não se lê, aqueles que a tia-avó comprou na feira e ofereceu pelo Natal e que não interessam ao menino Jesus, e aqueles que se compraram meramente devido a um ataque súbito de diarreia mental. Só Deus sabe a quantidade de Aventuras e Clubes das Chaves que tenho para despachar.

Por cada livro "despachado" para outra pessoa interessada, recebemos 10 pontos... o suficiente para solicitar outro de outra pessoa. Já despachei dois ontem e já encomendei um do Truman Capote que sempre quis ler e outro chamado "7 anos de mau sexo" que promete putedo do bom.
Isto tudo ao preço de um selo. Selo esse que sai muito barato porque a pessoa chega aos correios e diz que vai enviar um livro em tarifa de editora. Mostra-se o livro à senhora para que ela possa confirmar que não há lá droga, enfia-se no envelope, escreve-se no envelope "Livro" e paga-se a módica quantia de 55 cêntimos. O dinheiro que poderia ter poupado quando enviava livros às minhas irmãs pelo Natal. Mas agora já todos sabemos que existe uma tarifa editora para todo o comum mortal enviar livros a 55 cêntimos.
  

Digam lá que eu não sou boa pessoa. Eu sei.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Noites de Quarta

Acabei de sacar o último filme do Woody Allen e estou preparadíssimo para ir vê-lo ali à sala (não sem antes ir espreitar as pérolas da malta da Casa dos Segredos, até ficar completamente estrábico com auge acumulado de estupidez).

Para acompanhar, não tenho pipocas e não tenho vinho Conventual (aquele baratinho que no copo faz qualquer enólogo corar de vergonha ao saber que aquela provável reserva, custa 2,99 no Pingo Doce).
Aprendi a beber vinho tinto sozinho, à conta da minha amiga Desocupada cujo nome advém simplesmente do facto de ela conseguir passar uma tarde inteira apenas a beber vinho, sozinha. Optei assim por abrir uma reserva que dizia no cartão "para um momento especial".
A reserva foi oferecida pela minha amiga Dinona Cona na festa de comemoração dos meus 5 anos de namoro. Provavelmente em jeito de agradecimento pelos tempos de faculdade em que cedia-lhe o meu apartamento em nome do sexo.

Assim, "o momento especial" é hoje. Estou sozinho e quero beber. Há momento mais especial que esse? Eu sei que era para ser a dois, mas a geografia destes três meses é uma merda. E foda-se, farto de bater punhetas estou eu portanto estou quase mais casado com a mão que está a segurar no copo. 
À nossa e à meia noite que vamos passar agora em Paris.

Se a NASA ouvir as minhas preces

Caro satélite;

Já que estás numa de esborrachar o planeta Terra com as tuas 5.7 toneladas, faço um apelo a que ponhas de lado essas ideias da aleatoriedade. Vamos ser directos, sim? Não se desperdiçam 5.7 toneladas a alta velocidade, repartidas em 26 pedaços com locais aleatórios.

Eu ajudo-te:

- Sabes onde fica a Assembleia da República? Podes soltar.

- Chefes de estado dos países africanos e América do Sul? Deitai.

- Sabes onde fica o local de gravações do Jersey Shore? Aí também.

- Sabes onde fica a Venda do Pinheiro? Deixa aí antes que tenham filhos e se multipliquem.

- Conheces a Duquesa de Alba? Deixa um dos pequeninos que acho que Deus esqueceu-se dela na Terra.

- Lembras-te daquelas putas de que te estou sempre a falar? Podes esborrachar numa delas em jeito de aviso. In her face.

- Conheces a Ana Malhoa, a Mafalda Veiga e o João Pedro Pais? Deixa cair no estúdio deles... só no estúdio. E estúdios de arredores, não vá lembrarem-se de gravar à vizinhança.

Estás a ver que mesmo em fim de vida consegues ser útil? E ainda acabas como um herói mundial. Não é tão melhor do que caires esquecido pelas águas deste mundo, matando milhares de peixes indispensáveis à confecção de sushi? Eu sabia que ia ser útil. Vá, não me precisas de agradecer. Toca a esborrachar. 
Até sexta.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Os bloqueios informáticos

O meu local de trabalho é muito rígido no que diz respeito à gestão do tempo. E, consequentemente, tem regras na utilização dos meios informáticos para fins lúdicos durante as horas de trabalho que estão a ser pagas a peso de ouro grafite.

Pois como qualquer instituição empresarial que se preze, o facebook é completamente proibido. Redes sociais (dizem) não têm qualquer utilidade no trabalho. Mas experimentem ir pequisar bundinhas para o orkut? Pois.

Ler o e-mail é importante porque precisamos de estar sempre em contacto a baixo custo. Mas messenger do hotmail? Nem pensar. E hotmale.com? E páginas porno com janelinhas saltitantes cheias de pirocas e pipis? Aí já podes.

Ver fotos pessoais no flickr é demasiado tempo perdido para a empresa e não beneficia, de forma alguma, os objectivos da entidade patronal. E se procurarmos "ratinhas húmidas" no google? Aí já podemos, porque não são fotos pessoais, são abertas.

Não posso submeter a minha declaração de IRS porque o horário de trabalho não é para ser utilizado para tratar de assuntos pessoais mas posso ler e escrever as barbaridades do blog Schnoof, dignas de uma bola vermelha tão grande que mais parece uma hemorróida.

É bom saber que, na conjectura adversa actual de desemprego de profissionais altamente qualificados, estou rodeado pelos melhores técnicos de informática que há por aí...
A nata...
O creme de lá creme. 

Ou isso ou começo a achar que a filosofia subjacente da entidade patronal crê que a motivação profissional não se deve à diversidade de informação a que se acede, mas sim na quantidade de meita que é jorrada para os écrans.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vou processar a perfumaria

Fui à perfumaria só p'ra cheirar, que eu cá compro pelo ebay. Mas para cheirar preciso de um papelinho daqueles que se abana. Não havia pois. Com a crise, anda tudo a cheirar e nada de comprar. Vai na volta ainda se perfumam à borla numa de "ai deixa cá ver como cheira este perfume no meu pescoço", que eu já uso há anos.
À falta de papelinhos, usei o meu belo bracinho para experimentar o For Him do Narciso Rodriguez. Só quero vomitar, não posso coçar o nariz senão dá-me a volta ao intestino e por mais que lave, parece merda no sapato.
Centenas de perfumes e calhou-me a merda no sapato.

Tempos de Crise

Quero mais dinheiro... check.

Não quero trabalhar muito por ele... check.

Não quero acordar todos os dias às 7 da manhã... check.

Gosto de fazer sexo... check.

Não tenho quaisquer valores morais... check.

Definitivamente, estou apto para me prostituir. Ou isso ou ir para a Casa dos Segredos alegar que sou hermafrodita e que me chamo de Fany. O que pagar melhor.

domingo, 18 de setembro de 2011

A Casa dos Segredos

Sou só eu, ou parece o casting para "12 Semanas no Bordel"?
Não há nenhum segredo, "eu sou puta" ou "eu sou um ganda bronco"??? Essa é que os confundia a todos...


A Velhice dos anos 20

Estou a envelhecer lentamente... podre e lentamente. Em tempos, muitos seres conheceram-me como um pedaço de carne cheio de vida e electricidade sem IVA. Aguentava festas pela noite dentro e, não raras vezes, pela madrugada fora.
Mas a velhice teima em aparecer. O cansaço, a palidez, o ar de quem já morreu e não foi avisado... E isto sem ainda ter chegado aos 30 porque nos meus maiores pesadelos, assumia sempre uma quebra lá para os 50.
Um jantarzinho com direito a álcool já não me chega e uma ida ao Bairro Alto já exige o esforço de uma festa after hours. Isso e os sacos de batatas em forma de pálpebras a quererem dar cabo da minha vitalidade.
Esta noite fui dormir. E dormi bem. Estou fresco e recuperado? Não, estou podre, com os olhos a arder de cansaço e a sentir-me como se tivesse passado a noite a ser amassado.
É o meu fim, pessoas. A partir de agora vai ser sempre a encarquilhar.
Ou isso ou estou com uma puta de uma mononucleose infecciosa.

sábado, 17 de setembro de 2011

I luv Madeira

Eu quero ir para a Madeira:

- onde o IVA é mais barato e a banana importada é mais barata que a regional;

- onde os voos para o "contenente" são mais baratos que o comboio Lisboa-Porto;

- onde o IRS é mais suave porque, quer dizer, estamos na pobre "aldeia" da Madeira;

- onde abundam os subsídios pelos vários motivos que acabam sempre por levar ao "grave problema" da insularidade;

- onde o imposto sobre o tabaco é um euro mais barato que no contenente porque as pessoas têm que fumar, vão fazer o quê?

- e acima de tudo, onde eu posso viver como se a crise não fosse minha, porque os do "contenente" estão lá para enfiar dinheiro no meu buraco cada vez mais lasso. (no pun intended)