sexta-feira, 19 de junho de 2015

Apresento a minha esposa: Karma de Merda

Perdoem-me os meus 33 anos, mas vamos, por agora, fingir que tenho 15 anos.
Sabem aquelas "paixões" acesas que as pitas (e as bichas) têm ao ver um rapazinho e ficam tão tímidos que nem lhe conseguem olhar nos olhos? E depois coramos quando falam connosco e não temos coragem para desenvolver a conversa porque, vá, temos 15 anos?
E andamos nessa saga durante dois meses a fazer xixi nas cuecas de cada vez que ele sorri e fala connosco?

Agora voltemos à parte em que tenho 33 anos e depois de dois meses fartei-me dessa merda toda porque apesar de eu não ter feito nada, ele também não fez um caralho portanto se calhar eram bichinhos na minha cabeça e vou agora foder mais meio mundo e continuar a minha vida sossegado.

Hoje conseguiu milagrosamente o meu número e recebi uma mensagem com o pretexto de combinarmos uma cena relacionada com a nossa vida "extra". Agora? Agora vai cagar que eu não tenho um botão de sentimentos on/off. Se o Universo se tivesse lembrado de mim há umas semanas atrás, estaria eufórico. Mas o Universo trabalha comigo em delay. Sempre. O costume. Puta de vida.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Quando o Tinder me deixa de boca aberta

Eu tenho um grande problema com o Tinder. Perdão, vários. Mas hoje falo de um.
Por vezes, numa das minhas encruzilhadas esquerda / direita esquerda, rumo à tendinite, canso-me de estar a por todos para a direita e começo a questionar a minha acuidade visual. Por este motivo, e já com alguma incredulidade, equaciono passar um ou outro para a direita porque, vá, tem um queixo bem feito. 

Dias depois quando a minha lucidez regressa ao nível normal, descubro que fiz match com os shreks. Ora eu já normalmente não digo olá porque os gays são umas divas e, aliado à não existência de uma etiqueta homem - mulher, acumulamos uma caderneta de matches com os quais não conversamos. A não ser que estejamos bêbados.
Um dos shreks disse olá. E eu sou diva, mas também sou educado e respondi. Rapidamente apercebi-me que shrek tinha uma tendência depressiva e provavelmente alvo de algumas rejeições ao longo da vida. Como sou besta dura de coração mole, assenti a um café. Seria hoje.

Mensagem de hoje: "Olá :-) Ainda não saí do trabalho e ainda tenho que ir jantar. Pode ficar para outro dia?"

Eu levei uma tampa do Shrek. Inacreditável. Estou sem palavras.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Em meditação

Por algum motivo que eu desconheço, sugeriram-me um livro sobre meditação que anda muito aí na berra. Nunca delirei com meditação porque o máximo que consigo tirar daquilo é adormecer imediatamente a seguir ou então pensar que estava bem melhor a fazer o acto do pinanço do que estar ali a ouvir o meu abdómen a "respirar". Com tanta concentração, é uma sorte que não me peido.
Mas tenho seguido à risca, e todos os dias ando ali dez minutos a sentir os pés, os joelhos, os sovacos. Não noto nada.
Vou continuar só porque sou teimoso, mas meditar é uma merda. Prefiro foder.

terça-feira, 2 de junho de 2015

A Capa mais vendida do momento (porque ainda não se lembraram de fazer uma comigo)

Não que eu tenha nada a ver com quem muda de sexo, quem muda de cor de cabelo ou quem mude de tamanho de mamas. O que cada um faz consigo próprio é consigo próprio que eu tenho coisas com que me preocupar. E depois de viver num ambiente familiar como o das Kardashians, eu também quereria mudar de sexo. Ou só de país, vá.

Assim sendo o senhor lá decidiu dar asas à sua deusa interior, e reconstruiu-se naquilo que me parece um revival da Jessica Lange, quando esta também posava. Ou aguentava-se de pé. Either one.


Mas depois de tantas cirurgias, tantas hormonas ingeridas, levar com o escrutínio social de pessoas de mente desocupada, arriscar viver com o caralhinho num frasco de formol toda a vida e nunca mais poder esfregá-lo freneticamente, o mínimo seria querer chamar-me LOLA. 
Ou CLEÓPATRA. 
Ou, na falta de inspiração, BruceLosa LYONCE VIIKTORYA. Agora, Call me Caitlyn? Depois de tanto trabalho "chamem-me Caitlyn"? Estou desiludido.
Para isso mais valia ter ficado Bruce.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dia da Criança

O mundo arranjou mil e uma formas de celebrar tudo e um par de botas. Dia do Não Fumador, Dia da Flor, Dia do Papel, Dia do Testículo Direito Saudável; hoje é dia da Criança.

Na impossibilidade temporária de adoptar uma criança só para mim (eu e o eBay estamos em conversações para ultrapassar alguns problemas de ordem técnica), tenho que me contentar com a celebração de crianças maiores de 18 anos. Não que eu não celebrasse nos outros dias, mas hoje reservei este dia especial para fazer uma criança feliz: comi uma.

Não é o meu prato favorito du jour, confesso. Aliado ao ar inofensivo de quem saiu de casa a pretexto para os pais de que ia comprar mais um jogo do League of Legends (aprendi isto com uma delas), associa-se alguma inexperiência o que torna tudo um bocado... passas de uva: comem-se, por ser um dia especial. (À excepção de algumas marotas que começaram a explorar a sua sexualidade enquanto aprendiam o alfabeto). Mas fiz o meu papel de bom cidadão. Não contem comigo para o Dia do Idoso.

Portanto a todos os que estão solteiros, ou casados infiéis, não deixem de celebrar este maravilhoso dia: comam uma criança e ponha-lhes um sorriso na cara. (Ou meita, caso ela lhe peça muito).





Se meterem uma perna atrás das costas enquanto escovam os dentes com a outra perna, a imagem desvenderá os tesouros do moço automaticamente.
Continuem, não desistam...
Mais um bocadinho...
Não desistam...
Tá quase...