sexta-feira, 28 de setembro de 2012

8 Days to New York

Hoje tinha prometido a mim mesmo que assim que chegasse ao trabalho ia escrever qualquer coisa antes que isto morra. Mas desde que cheguei ao trabalho ainda não consegui fazer mais nada a não ser, imagine-se, trabalhar... Ainda nem tive tempo de ver o vídeo porno da Miley Cyrus, coisa que me está a deixar deveras transtornado.

No meio de tanto trabalho, resta-me o consolo que daqui a 6 dias estou de partida para Nova Iorque outra vez. E desta vez quero ir a Brooklyn, quero ir ver musicais, quero ir a uma discoteca que não cheire a mofo e que não tenha homens de tanga em cima do balcão a roçar o seu material condilomatoso na cara de quem só quer uma cerveja.

Quero comprar roupa de Inverno ao desbarato, quero despachar lá as compras de Natal, quero ir ao Museu de História Natural ver animais estofados, quero ir comer pizzas ao Lombardi's que da outra vez estava mal disposto e não consegui saborear nada, quero ir comer camarão de cativeiro panado ao Bubba Gump...

Faltam 8 dias... Até lá tenho que sossegar o pito e esperar que a Terra gire oito vezes à volta de si própria.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

From Rome, With Love

O meu namorado quando vai em viagem tem a consideração de conseguir passar dias a fio sem telefonar uma única vez ou enviar uma única mensagem. Não que eu necessite de lembranças constantes da sua existência mas por algum motivo de desordem genética que eu desconheço o meu amor não vive unicamente do ar que respiro. Essa era a Florbela Espanca. E já todos sabemos como é que isso acabou.
E até porque tenho asma. 

Hoje o meu namorado partiu rumo a uma cidade europeia onde já estive e qual o meu espanto quando tenho a caixa inundada de mensagens (2) e fotos (1), qual frenesim. Rapidamente entrei em pânico porque pensei que lhe tivessem assaltado o telemóvel, daí a enxurrada inesperada de notícias além fronteiras.

Podia pensar tratar-se de um disfarce para encobrir as coisas marotas que talvez andasse a fazer e sentir-se assim menos culpado, empregando a máxima de uma dona de casa louca de que se não diz nada é porque está a fornicar e se diz demais é porque está a fornicar. Mas eu não sou uma "louca". Claro que, reza a história, nem todas estavam loucas...

Amanhã vou enviar-lhe dez mensagens porque eu não posso perder neste jogo de chantagem emocional. E até porque ele não vai aguentar até segunda-feira para saber se quem saiu da Casa de Putas foi a Cátia Márisa.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O meu segredo.

Nos meus sonhos candidatei-me à Casa dos Segredos. Ia para lá com um segredo bombástico e não com essas parvoíces de sou bissexual (que é mais como quem diz sou panisgas mas não quero contar isso ao mundo), ou fui mãe aos 15 anos que isso qualquer uma consegue fazer desde que seja menstruada. O meu segredo poria em causa uma figura pública: fui enrabado por Pedro Passos Coelho.

Fui sim senhora e ainda hoje me dói passados largos meses. Claro que aquilo nunca iria dar em nada sério porque o senhor tinha o fetiche de rodar o cu do país inteiro e eu cá gosto muito pouco dessas chafurdagens.

Ninguem iria suspeitar porque jamais iria revelar que sou funcionário público. Só no meu vídeo badalhoco de apresentação. E porque sou semi funcionário público que só tive direito aos deveres, os direitos já tinham acabado todos quando me candidatei a tão prestigiada posição social.

Se a Teresa Guilherme me perguntasse como é que teria sido, diria que estava a trabalhar como faço todos os dias, e já praticamente nu com as calças pelo tornozelo, o Pedrinho baixou as calças mais 7 cm que era para poder abrir ainda mais as pernas e trufas: enrabou-me a seco.

Se gostei? Epa não que ele não faz muito o meu género mas precisava de um segredo que não fosse "tenho duas mãos" e a verdade é que ele já me fodeu. José Sócrates também já me tinha fodido mas não podia deitar logo as cartas todas senão ficaria sem segredos para recandidatar-me à Casa dos Segredos 4. E porque iam começar a pensar que o meu segredo era "sou a puta da Assembleia". Sinto-me confesso, mas não sou.
 
Talvez ganhasse o prémio final e nessa altura daria metade do dinheiro a Passos Coelho. Não por ter trazido à praça pública o nosso tórrido caso, mas porque uma vez cá fora, cheira-me que as nossas noites loucas iriam continuar.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Estado da Naçõe.

Numa altura em que o país está como está, com a estreia do remake da Gabriela na SIC, a inauguração da segunda edição da Casa de Putas e com a estreia aproximada de Gordos a dançar pela nossa saúde, não tenho tempo para estar atento a coisas fúteis como a subida da TSU. 

Estive ontem a ouvir Marcelo Rebelo de Sousa e desejei ansiosamente que se engasgasse porque se alguém sabe do estado deste País é a Teresa Guilherme e porque ouvir Marcelo a dizer que Passos e Portas têm que dar as mãos é simplesmente degradante. Ninguém merece comer o Portas. Mais depressa comia o Marcelo. Ou a Teresa.

Não pude ir à manifestação mas acho que não é preciso levantar o cu da cadeira, nem os olhos da TVI para ver o quanto a crise está a afectar a educação dos mais jovens e a empregabilidade dos recém-"formados". Vi desfilar putas orgulhosas das mais diversas esquinas, com os mais diversos tamanhos de mamas e com as mais distintas velocidades de vento a passar de um ouvido ao outro; vi desfilar armários que assim a 50 kms de distância até pareciam engraçados, mas cujo único músculo dentro da cabeça era um valente glúteo... que por sinal também se peida quando a boca se abre.
Nada disto é novo claro, porque a culpa disto tudo é do Nuno Crato.

A novidade é que este ano há panisgas. Não que me identifique com quem quer que seja daquele pequeno écran, mas estou em solidariedade sempre que alguém confessa que tem de escancarar as portas do ilhó para ter os seus cinco minutos de prazer. 

Ninguém ganha a porca da Fanny mas acho que este ano temos curral. Até já.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Na iminência de um bom momento televisivo

Acabei de saber que dentro de uma hora, Vitor Gaspar vai anunciar aos portugueses novas medidas de austeridade. Algo que me deixa em pulgas porque estou a um clique de começar a promover os meus serviços sexuais na Groupon. E porque dada a enorme criatividade que o senhor tem tido na resolução do nosso fosso económico, estou pronto para trabalhar a troco de senhas de pão e leite. Pela nação. E pela cena vintage da coisa.

Não me parece no entanto prudente ele andar por aí a espalhar o local e a hora onde vai estar a fazer declarações ao povo português. O povo português é passivo até lhes começarem a roubar as couves do quintal. Aí do "fodo-te a cara toda cabrão" até rebentarem com as fussas a uma pessoa, vai 1 ml de sangue lusitano com bagaço.

Ainda para mais numa era em que aprender a fazer uma bomba é tão fácil como escrever "y-o-u-t-u-b-e.c-o-m", e em pleno dia 11 de Setembro, o senhor tem um tomatal do tamanho de um camião TIR é de uma bravura invejável. Ou então ele não sabe o que aconteceu no dia 11 de Setembro porque ele é do Canadá e aquilo foi na América.

Ou então ele é simplesmente pela nação e o amor à vida foi renegado para segundo plano.

Ficarei na expectativa. Nao para as medidas claro, mas sempre quis assistir a um assassinato televisivo estilo Kennedy porque a minha vida é muito pobre em acontecimentos históricos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Time Out

Não tenho estado cá nestas paragens por bons motivos. Passei o fim de semana a beber álcool. Porque eu mereço.
Nem tive tempo de comentar as novas medidas de austeridade anunciadas e provavelmente nunca o farei que cheira-me que morro à fome antes de Janeiro de 2013, portanto deixo as tristezas para quem cá fica.

Mas nesta crise o melhor é fazer um casting e fazer amizades com pessoas ricas. Nesse seguimento, passei o fim de semana em casa de gentes com piscina, nascidas em berços de ouro. Ora eu que nasci em berço de madeira, fiz jus às minhas origens e fartei-me de mijar na piscina dela. Ela acha que eu estava a brincar mas eu não brinco quando estou aflito para mijar.

Houve muita música e muito álcool... não houve muito sexo porque a minha pilona não trabalha a etanol. Houve comida e houve muita discussão porque a vantagem de fazer amizades com gente fina é que estala-lhes o verniz em poucos minutos e depois é vê-las a pregar a sardinha de salto alto.

Agora voltarei à carga, prometo. Mas as minhas promessas valem o que valem...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O trabalho nunca fez bem a ninguém...

Sinais de Cansaço: Deixei uma pizza no forno há uma hora e vou a correr para ver se ainda consigo salvar algum coisa debaixo das cinzas...

Sinais de Cabeça já toda frita de cansaço: Pus a pizza e esqueci-me de ligar o forno...

Sinais de que há ET's a entrar em minha casa: A minha peixa está viva. Ou isso ou então anda a comer cocó...