sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Reflexões da Treta

Sou eu que sou deficiente ou terei um karma de merda que coloco-me sempre na fila mais lenta porque apanho sempre a "atendedora" mais lerda e vou vendo toda a gente passar à minha frente?

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Enrabadelas

Estávamos a organizar um evento inesquecível - uma despedida de solteira bem badalhoca. Estava tudo a correr bem até que certa pessoa cá em casa lembrou-se de sugerir a parte do jantar cá em casa. Ora eu sempre que ouço estas sugestões a sairem da sua querida boca de ânimo leve, dá-se-me os gases pela tripa acima. 

A última vez que decidimos organizar um evento destes para uma multidão, acordei às 8 da manhã para me enfiar na cozinha e certa pessoa disse que ia só comprar gelo e já voltaria, tendo regressado às 6 da tarde porque "teve que ir ao sótão da mãe buscar travessas". 
Eu saí da cozinha para ir tomar banho às 20h. 

Como a memória aos 30 é uma coisa muito volátil, lá me enfiei novamente nesse putedo. E aposto que vou ser novamente o preto cá da casa só porque tenho a pila gigante. Só que desta vez há uma nuance: sem que tivéssemos combinado quem ia fazer o quê porque eu estava numa de dividir tarefas (delírio meu), eis que ainda recebo ordens para a cozinha estar limpa antes das 18h porque irá haver outra actividade. 

Não é que eu não soubesse que iria ser escravizado mas não gosto que partem desse pressuposto sem o meu consentimento prévio. E porque ter tudo pronto antes das 18h, só se mamarem todos com baldes de salada russa que por acaso até faz pandam com o chapéu da noiva cheio de caralhinhos a jorrarem meita pela cabeça abaixo tipo Medusa porcalhona.



domingo, 26 de agosto de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

Conas - eu, não elas.

Na minha cabeça foi assim:

Senhora - Vai querer uma canjinha?
Eu- Não obrigado.

S - Mas olhe que está boa...
Eu - Acredito, mas eu não gosto de canja.

S - Isso é porque nunca provou a minha...
Eu - Isso é o que todas dizem mas depois é sempre uma merda.

S - Mas olhe que esta leva moelinhas...
Eu - Moelas fazem-me lembrar colhões mal cozidos...

S - E tem limão...
Eu - Largue-me lá com a sopa velha chata.

S - Vá, só uma colherzinha...
Eu - Mete-a no cu.
S - Mas só depois de você provar...

Na realidade, passou-se assim:

S - Vai querer uma canjinha?
Eu - Não obrigado.

S - Mas olhe que está boa...
Eu - *suspiro* pronto tá bem...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Obras em casa

Hoje estou finalmente de folga depois de dias a fio a dar o litro (não litros, que os colhões esses lá vão pesando). E o que é que me reserva este magnífico dia de folga? Estar em casa para receber os homens das obras...

Isto poderia soar a filme pornográfico mas infelizmente o processo de casting das construtoras portuguesas deixa um bocadinho a desejar. Assim, na impossibilidade de dar asas às minhas fantasias, limitei-me a deixá-los a tratar da casa de banho.

E o que é que me apetece tanto fazer logo hoje que estão ali às voltas com o tecto da casa de banho? Cagar. Baldes de merda. Logo hoje, claro.

Enfiei-me portanto no quarto a soltar gases pelos ares ao ponto de obrigar o cão a enfiar o focinho debaixo da porta a lutar pela vida. 

É este o meu desabafo de hoje, visto que ainda não parei de desabafar pela tripa e não tenho como obrar porque o wc está em obras. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O que é que me sabem dizer do Continente ou do Jumbo?

Ainda sou da altura em que o Pingo Doce não valia um peidinho. Não havia nada que o diferenciasse do supermercado da Tia Chica da esquina a não ser o preço exorbitante por produtos que havia em todo o lado. Mas também, quanto a isso, só me meteram o dedo no cu uma vez. Risquei o Pingo Doce da minha lista.

Passados alguns anos regressaram com nova imagem, novos supermercados, novos produtos e uma nova música que dava cefaleias de Janeiro a Janeiro. Já todos iam ao Pingo Doce e eu ainda estava de nariz torcido até que cedi, que eu sou puta fácil, e não me arrependi até hoje.

Agora, após terem levado uma multa de 30 mil euros por terem transformado os seus supermercados em campos de guerra, resolveram adoptar medidas de poupança na ordem dos 5 milhões de euros anuais, isto é, proibir a utilização do multibanco para compras inferiores a 20 euros.

Ora, eu sei que o Estado Português passa a vida a ir-nos ao cu, mas não é por isso que me podem confundir com uma puta que anda sempre com notas amachucadas entre as tetas. E também não pensem que se precisar de comprar uma coisa qualquer a correr, que vou desmarcar a minha agenda toda e, ´"ah, já que cá estou, vou fazer as compras do mês".
Foi bom enquanto durou mas tal como nas fodas mal dadas, tudo acaba felizmente.

Muita saudinha.

P.S. Se forem abaixo entretanto não se esqueçam de ressuscitar com um jingle tão bom como o anterior. Pode ser: Venha ao Pingo Doce de Janeiro a Janeiro, vamos ao cu a todos mesmo quem não é paneleiro...

domingo, 19 de agosto de 2012

Os outros é que são estranhos...

Adoro ouvir velhas a comentar a "juventude" e o seu aspecto: ora são os cortes de cabelo, ora são as tatuagens, ora são as roupas...

A mim também me choca ver velhas com bigode, coletes aramados para espetar os mamões até à lua e cabelos pintados de roxo e não me vêem por aí a apontar o dedo.

E nem vou falar nos peidos involuntários.


sábado, 18 de agosto de 2012

Cursos de Inglês

Ninguém é actualmente obrigado a saber mais do que a sua língua do quotidiano. Até porque muitas vezes nem essa dominam correctamente portanto para quê insistir em mais uma para confundir tantas cabecinhas por este país fora.

A língua inglesa está constantemente a entrar-nos pelas casas adentro como pirocas à procura de um esconderijo. Conhecê-la não é obrigatório e a muita gente nem faz grande falta. Seria útil dadas as importações linguísticas que fazemos diariamente; se até a Fanny fala fluentemente espanhol guinchando que tem "una vida loca" durante três minutos de suplício... todavia, não é obrigatório. Mas para quem não sabe o que significa "like", faça favor de mudar a língua do seu facebook... porque é possível. E para evitar constrangimentos.

Like: Gostar; sentir alegria para com ser e/ou objecto.

Deste modo, não se aplica:

"A minha avó partiu hoje com 80 anos de idade" - Like. Eu compreendo que há pessoas que mereçam desaparecer das nossas vidas, mas assumi-lo à família é corajoso.

"Estou triste", "Estou com a depressão" e todas aquelas expressões fatelas a guinchar tristeza ao mundo à espera de atenção - Like. Não é like estar com a neura apesar de reconhecer que tem a sua piada mas não é sincero. Ninguem gosta de ter o facebook bombardeado de gente a gritar a sua depressão aos quatro ventos. Muitas vezes acabamos até por banir as pessoas do nosso campo de visão virtual.

"Furacão aproxima-se dos Açores" - Like. Eu percebo que há muita gente anormal que confunda furacão com uma leve aragem pela regueifa acima mas essas pessoas geralmente estão ao cuidado da CERCI e têm acesso limitado ao facebook, bem como o muitos outros estímulos intelectuais. Aos outros, ainda não bani porque estou à espera de fazer like quando publicarem que têm a cona / picha a gangrenar e a deitar pus.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Fanny, tenho medo de ti.



Fanny, Graças a ti acabei de poupar rios de dinheiro em Veet porque à conta desta bela melodia acabei de arrancar todos os meus pintelhos, pêlos do cu e penugem arredores.

Fanny, Graças a ti já ninguem precisa de se preocupar em comprar os iogurtes da Júlia Pinheiro porque 1 milhão de portugueses está já a cagar de forma regularizada.

Fanny, Graças a ti, vou fazer uma participação especial À tua cara não me é estranha, mas em vez de cantar vou-me peidar sinfonicamente ao ritmo do teu hit e todos aplaudirão as estrondosas parecenças.

Fanny, chupáqui, Graças a ti, nenhuma portuguesa receará andar pela rua como uma porca badalhoca com medo de represálias porque afinal, Tu existes.

Fanny, ao pé de ti, a Celine Dion é o Zé Cabra.

Acabaste de destronar a Mamalhoa no Top Schnoof-Porcas. Obrigado. Estávamos a precisar de sangue de porco fresco.










terça-feira, 14 de agosto de 2012

Carta a afixar...

Caros condóminos;

Já é do conhecimento geral que todas as quartas feiras recebo a Time Out porque, para meu desagrado, a ranhura da minha caixa de correio não é propriamente a xoxa da Cicciolina ficando portanto 1/4 da revista de fora para que todos possam vislumbrar.

Eu compreendo que nos tempos que correm vós, putas e paneleiros, estimados vizinhos, não estais virados para gastar os vossos míseros tostões em revistas optando por isso, pelo empréstimo. Infelizmente amanhã já é novamente quarta-feira e ainda não me foi devolvida a estimada revista. Isso, meus caras de aborto mal conseguido, é roubo. E roubar é feio.

Nem compreendo como é que vocês pobres sem dois euros para comprar uma revista, pretendem usufruir das oportunidades de jantares e espectáculos que a revista oferece que ascendem os dez euros por pessoa.

Mas Deus é grande e já dizia a Bíblia "Nascerão farpas atravessadas no cu de quem rouba revistas aos vizinhos ao ponto de transformar a sensação de cagar em dor de parto sem epidural". Salmos da Lola 45:77; 34.

Atentamente, o Vizinho. (não aquele que está sempre a gritar com a namorada. Ah, também não é aquele que faz o barulho de um porco a ser degolado enquanto fornica. É o outro. Aquele que não precisa de gritar ao mundo que a sua foda está em progresso. E aquele que também não rouba).

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Post-vacatio

Após duas semanas a não fazer nenhum entre casamento, Açores e Zambujeira, regresso ao trabalho fresquinho da Silva. Melhor que regressar de férias é descobrir que a peixa ainda está viva após 5 dias de jejum. Parece que aquilo que pretendia ser um objecto de decoração veio para ficar - a mim disseram-me que morrem rapidamente... já lá vai quase um ano.
Acho que vou afogá-la.

sábado, 11 de agosto de 2012

Jogos Olímpicos

É de homem abdicar da praia para ficar colado ao écran numa tarde de Verão a ver desporto.
É de homem mas não tanto ficar para ver desporto, mesmo sendo os Jogos Olímpicos.
É de macho quando se passou a tarde a ver ginástica rítmica.

E agora, estamos a contemplar os saltos na piscina... 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O cabrão do meu cão, ou como eu gostaria de chamar este post, o meu cão.

Os primeiros dois anos do meu cão foram sempre muito sociáveis. O menino não queria fazer mais nada senão saltar, brincar com os outros cães ao ponto de afugentá-los ou fornicar pernas. Era uma selecção aleatória mas pouco preocupante porque as pernas não engravidam. 

Nos últimos dias, não há cão que consiga aproximar-se do meu (mais pequeno que um poodle). Começa com um rosnar e um mostrar de dentes assustador e depois vem o barulho extraterrestre de um monstro a querer soltar o leão adivinhando-se uma guerra bastante violenta. Claro está que dado o tamanho minúsculo do meu cão inversamente proporcional ao tamanho da minha pila, há fortes probabilidades do pequeno ser transformado em tirinhas de bacon.

Já pensei levá-lo ao pedopsiquiatra, não fosse os meus três meses sem sexo terem influído no acumular de stress no bicho. Eu compreendo. Mas neste momento já estou a fornicar, pelo que não estou a conseguir passar a mensagem ao bicho. 

A modos que vou levá-lo ao abate ou então impedi-lo de socializar. Ainda estou a decidir.

Agora vou à casa de banho que estou com a leve sensação de que não limpei bem o rabo.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vacation Update

Ah e tal que isto hoje vai ser em modo resumo Destak porque já lá vão vários dias. A modos que o casamento da minha irmã já passou e correu tudo maravilhosamente bem. A minha irmã era a mulher mais linda à face da Terra mas saindo ao irmão não esperava outra coisa. O único senão foi ter que dar boleia à ex senhoria da casa que a minha irmã arrendava quando era estudante. A senhora falava pelos cotovelos, pelos joelhos e até pela pachacha e eu lá tinha que me conter para não abrir a porta do carro e deitá-lá por uma das dezenas de ravinas dos Açores abaixo. 

Um dos aspectos positivos de ser família directa da noiva é trazer toneladas de comida do casamento para casa. Um dos aspectos negativos é partir para Lisboa e não poder usufruir dos quilos de comida que lá ficaram para provável triagem para o Banco Alimentar contra a Fome. Felizmente não houve choros porque o casal vai viver a dois metros da casa dos meus pais. De tal modo que após a noite de núpcias foram lá a casa comer.

Agora estou na Zambujeira a tentar evitar que o meu cão deixe de se atirar para cima dos outros cães à semelhança dos pais. Eu já lhe tentei explicar que os homossexuais têm a vida facilitada porque há sempre gente muito disponível para um bom enrabanço. No mundo canino as coisas não funcionam assim.

Enfim, hoje há mais copos, amanhã há mais praia. E tal como no resto do ano, há-de sempre haver sexo.. Ou punhetas. Ah, vida difícil.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Roteiro Gastronómico São Miguel

Ontem foi o dia de ir comer o cozido às Furnas, como parte de um roteiro gastronómico que quiseram fazer conhecer aos futuros sogros da minha irmã. Apesar de não gostar muito de cozido (nem à portuguesa, nem à açoriana), lá fui e até comi. À excepção do inhame que para mim não é mais que uma batata mole com pintelhos.

As pessoas quando me perguntam pela gastronomia regional (São Miguel) optam sempre por arriscar a morcela com ananás acabando alguns por gostar, outros por vomitar; e o inhame com molho de pimenta em que acabam unicamente por vomitar. De forma que para todos os interessados em vir a São Miguel comer comida regional aqui vai a minha escolha. Eu, crítico gastronómico doutorado pela Lusófona, porque já comi muita merda na minha vida, aconselho:

- Bife à Regional: todos os restaurantes vão oferecer esta iguaria e vão sugeri-la com a língua a passar pelas beiças como se fosse a meita do Beckham. Vale a publicidade: trata-se de um bife alto e suculento embebido numa vinha de alhos típica que faz querer lamber o prato (como se fosse a m...). Sugiro o Alcides mas qualquer restaurante oferece isto e é difícil falhar;

- Lapas Grelhadas: nem todos os restaurantes fazem isto como devem ser e acham que pelo facto das lapas serem do mar, eu tenho que levar com o musgo na boca. Gostaria de saber se têm a mesma teoria quando lambem um cu e se tenho que levar com... Bem, estava eu a falar de lapas.
As lapas querem-se lavadas, sem areia e depois regadas com alho e um molho de manteiga em ponto de fervura. Têm a consistência do clítóris de uma velha, mas bem confeccionado é qualquer coisa de divinal.

- Pizza d'A Paparoca: não há ninguem que sabe fazer uma pizza tão boa como A Paparoca. Os italianos inventaram-na mas os açorianos aprimoraram-na. Porque aqui não é como no Algarve: as vacas daqui dão o leite, em vez de bebê-lo; leite esse que se transforma em "quêje" da ilha. Podem pedir com o que quiserem ou apenas com "quêje". Numa Paparoca perto de si, que aqui há muitas.

- Cachorros da Avenida: há muitos anos que os cachorros quentes dos Açores conseguem ser os melhores do mundo e arredores (com a promessa que vêm d'Ámérica). Actualmente não vêm da América que se há coisa que se confecciona bem aqui é salsichas. Claro que seria injusto se dissesse que eram todos bons. São na verdade todos MUITO melhores que qualquer cachorro por esse mundo fora, mas ninguem ganha os cachorros da banca do Maurício (pronuncia-se Márisse).
Localizado na Avenida, na esquina da praça das Portas da Cidade; inconfundível pelos seus óculos de elevada graduação e pela rapidez com que faz um cachorro e claro, pelas filas que lá se geram enquanto os "colegas" do lado ficam a apanhar moscas à espera que algum turista caia na tentação de um cachorro de segunda categoria em troca de atendimento imediato. Não se deixem intimidar pelo ar esquizofrénico de alguém que faz cachorros com o sorriso de quem atingiu a realização profissional e, claro, de quem ganha dez vezes mais que eu num dia. 2,5 euros, tornou-se um must have da cidade.

Amanhã não percam: os melhores locais para foder na cidade sem esparramar com as nalgas em bosta de vaca.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Açores - pré casamento

Este blog poderia estar às portas da morte, tamanha a ausência. Se estou a trabalhar muito é porque estou estoirado demais para vir cá debitar parvoíces, se estou de férias é porque estou tão ocupado a coçá-los que não tenho tempo para cá vir; se estou a foder muito é porque estou tão assado que nem sentar consigo; se estou a foder pouco é porque tenho os tomates tão cheios que nem me consigo levantar com o peso. Mas não, ainda não é desta que as portas fecham.

Vim de férias aos Açores ao dito casamento da minha irmã, e para quem não sabe da história, aconselho vivamente a leitura do post porque o sentimento mantém-se e provavelmente servirá de preâmbulo aos posts vindouros.

A modos que até lá, é vê-la em modo desenfreado a tratar dos preparativos e eu a coçar as minhas azeitonas ao sol e a banhar-me.